Operação anticorrupção no Ministério das Finanças resulta em detenções em Maputo

Uma operação de grande impacto realizada na capital moçambicana culminou, nesta semana, na detenção de sete funcionários do Ministério das Finanças (MF), suspeitos de envolvimento em práticas de corrupção no exercício das suas funções.
Segundo informações apuradas no local, os indivíduos foram detidos no interior da própria sede do Ministério, em Maputo, numa ação coordenada e conduzida por forças especializadas no combate ao crime económico e à corrupção. Após a detenção, os suspeitos foram conduzidos em viaturas celulares para procedimentos subsequentes de investigação.
A operação envolveu o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia da República de Moçambique (PRM), numa ação conjunta que reforça o cerco institucional contra práticas ilícitas dentro da administração pública.
Fontes ligadas ao processo indicam que a investigação poderá estar relacionada com alegadas irregularidades administrativas e financeiras, embora as autoridades ainda não tenham divulgado oficialmente os detalhes completos do esquema sob suspeita. Até ao momento, não foram tornados públicos os valores envolvidos nem a natureza exata das infrações imputadas aos detidos.
As autoridades competentes deverão, nas próximas etapas, proceder à formalização das acusações, bem como à realização de diligências adicionais para apurar a extensão do alegado esquema e a eventual existência de outros envolvidos.
Este caso volta a colocar em destaque os desafios persistentes no combate à corrupção em instituições do Estado, num contexto em que os órgãos de justiça e investigação intensificam operações para responsabilização de funcionários públicos suspeitos de práticas ilícitas.
As investigações continuam em curso.




Chapo em visita de Estado à China procura reforçar parceria estratégica e mobilizar financiamento para sectores estruturantes

O Presidente da República, Daniel Chapo, encontra-se em visita oficial à República Popular da China, a convite do seu homólogo, Xi Jinping, numa deslocação que o Governo apresenta como decisiva para o reforço da parceria estratégica entre os dois países. No entanto, a agenda levanta também questões sobre dependência financeira, prioridades nacionais e transparência nos acordos a serem firmados.
De acordo com fontes oficiais, a visita enquadra-se no esforço de “aprofundamento e elevação da Parceria Estratégica Global”, reflectindo — segundo o Executivo — uma vontade mútua de consolidar os laços históricos de amizade, solidariedade e cooperação bilateral.
“Esta deslocação simboliza o compromisso contínuo de Moçambique e China em fortalecer relações mutuamente vantajosas”, refere uma nota governamental.
Alinhamento com planos nacionais
A Presidência sustenta que a presença de Chapo em território chinês está alinhada com os principais instrumentos estratégicos do país, nomeadamente o Plano Quinquenal do Governo (PQG) 2025–2029 e a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) 2025–2044.
Segundo analistas ouvidos por este jornal, o enquadramento nos planos nacionais é esperado, mas levanta dúvidas quanto à execução prática e à capacidade de absorção dos investimentos.
“O problema não está apenas em mobilizar recursos, mas em garantir que esses fundos são aplicados com transparência e impacto real”, alerta um economista baseado em Maputo.
Foco económico e mobilização de recursos
No plano económico, o Chefe de Estado deverá concentrar esforços na mobilização de financiamento para projectos estruturantes considerados prioritários pelo Governo. Entre os sectores destacados estão infra-estruturas, mineração, energia e agricultura — áreas que têm historicamente dependido de investimento externo, particularmente chinês.
O Executivo afirma que a visita poderá impulsionar o relançamento da economia nacional, num contexto ainda marcado por desafios fiscais e necessidade de crescimento inclusivo.
“Pretende-se garantir financiamento para projectos de elevado impacto social e económico”, sublinha uma fonte próxima da delegação.
Questões em aberto
Apesar do optimismo oficial, especialistas apontam para a necessidade de maior escrutínio público sobre os termos dos acordos que poderão resultar da visita, incluindo níveis de endividamento, condições de financiamento e retorno efectivo para o país.
A relação entre Moçambique e China tem sido historicamente próxima, mas críticos defendem que o país deve diversificar parceiros e reforçar mecanismos internos de controlo.
A visita de Daniel Chapo decorre, assim, entre expectativas elevadas e preocupações persistentes, num momento em que Moçambique procura equilibrar crescimento económico com sustentabilidade financeira.




União Europeia investe 120 milhões de euros em projectos de governação, justiça e cultura nos PALOP e Timor-Leste

A União Europeia financiou, ao longo dos últimos 30 anos, cerca de 120 milhões de euros destinados a projetos nas áreas de justiça, cultura e governação económica nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e em Timor-Leste.
A informação foi avançada ao jornal Visão Moçambique pelo embaixador Mário Ngwenya, representante da coordenação da parceria UE–PALOP-TL em Moçambique.
“O valor global de 120 milhões de euros já foi implementado em projetos estruturantes, com destaque para Moçambique, nas áreas da justiça, cultura e governação económica”, afirmou Mário Ngwenya.
Reunião técnica avalia impacto e desafios
O diplomata falava em Maputo, durante a abertura da reunião técnica da parceria entre a União Europeia e os PALOP-TL, que reúne representantes governamentais, instituições europeias e parceiros de cooperação.
O encontro tem como principal objetivo avaliar o desempenho dos projetos em curso, identificar constrangimentos e propor soluções para garantir maior sustentabilidade das intervenções.
Ao longo de dois dias de sessões plenárias, os participantes analisam programas regionais como:
ProPALOP-TL
ProCULTURA
ProJUST
Esses projetos têm desempenhado um papel determinante no:
reforço da governação democrática
digitalização das instituições públicas
promoção da transparência financeira
desenvolvimento dos sectores culturais e criativos
Parceria estratégica em evolução
A Parceria PALOP-TL–UE tem vindo a afirmar-se como um modelo único de cooperação regional, baseado em laços históricos, linguísticos e institucionais.
Segundo os organizadores, a evolução desta cooperação aponta para:
maior alinhamento estratégico
reforço do diálogo político
coordenação mais eficaz entre os países membros
A reunião decorre no contexto do atual ciclo do instrumento europeu NDICI – Europa Global (2021–2027), que dá continuidade às orientações definidas na última reunião ministerial realizada em Díli.
Foco no futuro e sustentabilidade
Além de avaliar os progressos alcançados, o encontro pretende:
acelerar a implementação dos projetos em curso
definir recomendações técnicas
preparar as próximas fases da cooperação regional
Há também uma atenção especial ao alinhamento com a estratégia Global Gateway da União Europeia, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento de infraestruturas e à consolidação do Estado de Direito.




TMCEL lança “Pacote Família” para democratizar o acesso à comunicação em Moçambique

A operadora Tmcel – Moçambique Telecom anunciou, nesta terça-feira (15 de abril), o lançamento do “Pacote Família”, uma nova solução orientada para clientes do segmento pré-pago que promete facilitar a partilha de voz e dados entre vários utilizadores.
A iniciativa surge como parte da estratégia da empresa para ampliar o acesso às tecnologias de informação e comunicação no país, com foco na inclusão digital e na simplificação da experiência do utilizador.
De acordo com a operadora, o novo pacote permite que um cliente principal distribua benefícios — incluindo minutos de voz e dados móveis — para diferentes números, garantindo que membros de um agregado familiar ou grupo de amigos permaneçam conectados de forma contínua.
“A introdução deste pacote é um passo estratégico rumo à inclusão digital em Moçambique”, afirmou o Chefe de Departamento de Marketing da empresa, Orlando Vuma. “Queremos proporcionar uma experiência mais fluida e fácil de gerir para todos os moçambicanos.”
Gestão centralizada e maior autonomia
Um dos principais diferenciais do “Pacote Família” é a possibilidade de gestão centralizada. Todo o valor é debitado exclusivamente na conta do utilizador que efectua a compra, enquanto os números associados beneficiam dos recursos de forma independente.
Segundo a Tmcel, esta abordagem permite maior controlo financeiro e operacional, ao mesmo tempo que assegura autonomia para cada membro do grupo utilizar os serviços conforme as suas necessidades.
Activação simplificada e renovação automática
A activação do pacote foi concebida para ser simples e rápida, podendo ser feita através do menu USSD *123#, opção 9. A operadora destaca ainda a funcionalidade de renovação automática, que possibilita a continuidade do serviço sem interrupções, desde que haja saldo disponível.
Entre as principais vantagens destacadas estão:
Partilha simultânea de voz e dados com vários números;
Utilização independente por cada beneficiário;
Configuração de renovação automática para maior conveniência;
Facilidade de gestão através de uma conta principal.
Reforço do compromisso com a inovação
Com este lançamento, a Tmcel reforça o seu posicionamento como um dos principais pilares da conectividade em Moçambique, apostando em soluções que respondam às necessidades reais dos consumidores.
A empresa sublinha que continuará a investir em inovação e na melhoria contínua da experiência do cliente, com o objectivo de tornar os serviços de telecomunicações cada vez mais acessíveis, inclusivos e eficientes em todo o território nacional.




Júlio Parruque prevê intervenção a curto prazo em três vias críticas para reforçar mobilidade urbana

Intervenções abrangem três troços estratégicos e incluem medidas para mitigar impactos das inundações
O presidente do município da Matola, Júlio Parruque, anunciou a requalificação, a curto prazo, de três importantes troços rodoviários, após uma visita de inspeção realizada recentemente.
As vias abrangidas incluem os troços Ferreira–Fios, Tricamo–Quilómetro 15, bem como a estrada de acesso ao Centro de Saúde de Inkobe — infraestruturas consideradas essenciais para a mobilidade de milhares de residentes.
Segundo o edil, as obras visam melhorar significativamente a circulação de viaturas e reforçar a eficiência do transporte semi-coletivo de passageiros, num contexto em que a degradação das vias tem condicionado o dia a dia das populações.
“Estamos a investir em três estradas para repor as condições de mobilidade. Por outro lado, temos a consciência da necessidade de construir sistemas de drenagem para evitar inundações e a degradação das vias pavimentadas”, afirmou Júlio Parruque em declarações ao Jornal Visão Moçambique.
De acordo com o dirigente, as intervenções contemplam a resselagem das estradas, cujo asfalto se encontra deteriorado, situação agravada pelas recentes inundações urbanas que afetaram a região sul do país.

As obras serão financiadas com recursos próprios do Conselho Municipal da Matola, num esforço que reflete a prioridade atribuída à recuperação da infraestrutura urbana.
Paralelamente, o município reconhece a necessidade de soluções estruturais para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, nomeadamente através da melhoria dos sistemas de drenagem pluvial.
No âmbito da mitigação dos impactos das intempéries, o autarca destacou o uso de camiões-cisternas e motobombas industriais para a remoção de águas pluviais em zonas críticas, como forma de minimizar enchentes.
“Apelamos a ações de responsabilidade social voltadas para esta área. O nosso apelo aos parceiros é no sentido de apoiarem a transformação urbana da Matola e a construção de infraestruturas sociais que tenham impacto na qualidade de vida das comunidades”, reforçou.
Além das intervenções rodoviárias, as autoridades municipais estão a intensificar a recolha de resíduos sólidos em vários bairros, com destaque para Singathela, Infulene “A”, Inkobe e Tsalala — zonas que enfrentam desafios recorrentes na gestão de lixo urbano.




MANUEL TULE EXIGE SOLUÇÕES URGENTES PARA OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA POPULAÇÃO NA PROVÍNCIA DE MAPUTO

O Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, defendeu esta terça-feira a necessidade de adoção de medidas imediatas e eficazes para responder aos desafios que afectam diretamente a população, com destaque para questões sociais, económicas e de infraestruturas.
O posicionamento foi apresentado durante o discurso de abertura da XIII Reunião do Conselho Provincial de Coordenação, que decorre na cidade da Matola, reunindo membros do governo, administradores distritais e outros quadros da administração pública.
Pressão sobre os serviços públicos e governação local
Na sua intervenção, Manuel Tule reconheceu que a província enfrenta uma pressão crescente sobre os serviços públicos, impulsionada pelo aumento populacional e pela urbanização acelerada, sobretudo nos principais centros urbanos.
“É imperioso que adotemos soluções urgentes e sustentáveis que respondam, com eficácia, às preocupações reais da nossa população”, afirmou o governante.
Segundo fontes presentes no encontro, o governador destacou que sectores como saúde, educação, abastecimento de água e vias de acesso continuam a registar défices significativos, exigindo maior coordenação institucional e melhor aplicação de recursos.
Desafios estruturais e necessidade de coordenação
A reunião do Conselho Provincial de Coordenação surge num contexto em que vários indicadores sociais apontam para dificuldades persistentes no acesso a serviços básicos, particularmente nas zonas periurbanas e rurais da província.
Manuel Tule sublinhou ainda a importância do reforço da articulação entre os diferentes níveis de governação:
“A solução dos problemas da população não depende apenas de um sector. Exige uma abordagem integrada, coordenada e orientada para resultados concretos.”
Analistas consideram que este posicionamento reflete uma crescente pressão política e social sobre as autoridades provinciais, numa altura em que comunidades locais têm manifestado preocupações relacionadas com o custo de vida, transporte público e qualidade dos serviços essenciais.
Expectativas e responsabilização
Durante o encontro, espera-se que sejam avaliados os níveis de execução dos planos governamentais, bem como definidos novos mecanismos de monitoria e responsabilização dos gestores públicos.
O governador foi enfático ao exigir maior compromisso dos dirigentes locais:
“Os nossos cidadãos esperam respostas. Não podemos adiar soluções para problemas que já são conhecidos há vários anos.”
A XIII Reunião do Conselho Provincial de Coordenação deverá decorrer ao longo dos próximos dias, com a apresentação de relatórios sectoriais e definição de prioridades estratégicas para o desenvolvimento da província.




Chuvas intensas provocam interrupção da EN1 no bairro Mahate, em Pemba

A circulação rodoviária na Estrada Nacional Número 1 (EN1) encontra-se temporariamente interrompida no bairro de Mahate, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, na sequência de danos provocados pelas chuvas intensas que se registam na região.
A informação foi avançada pela Administração Nacional de Estradas (ANE), através de uma nota oficial a que o Visão Moçambique teve acesso. Segundo a instituição, a precipitação intensa causou um processo de erosão significativo num troço crítico da via, comprometendo a transitabilidade e obrigando à suspensão imediata do tráfego para todo o tipo de viaturas.
“Devido às chuvas intensas que se registam na cidade de Pemba, verificou-se uma erosão na estrada N1, concretamente no bairro Mahate, o que levou à interrupção temporária da circulação de todo tipo de viaturas”, refere a nota da ANE.
No terreno, equipas técnicas da ANE, em coordenação com o empreiteiro mobilizado e parceiros locais, estão a desenvolver trabalhos de emergência com vista à criação de um desvio provisório que permita restabelecer a circulação no mais curto espaço de tempo.
“Neste momento, equipas técnicas estão no local a trabalhar para a abertura de um desvio que possibilitará a circulação de viaturas”, acrescenta a instituição.
Paralelamente, decorrem esforços para a implementação de uma solução definitiva que permita mitigar os efeitos da erosão e evitar a recorrência de situações semelhantes naquele ponto estratégico da via, que constitui um dos principais acessos à cidade de Pemba.
A ANE lamenta os transtornos causados aos utentes da estrada e apela à prudência dos automobilistas, bem como à colaboração do público enquanto decorrem os trabalhos de reposição da normalidade.




OJM defende queda no custo do material de construção

A Organização da Juventude Moçambicana (OJM) defendeu, nesta segunda-feira, a adoção de medidas imediatas por parte do Estado para tornar mais acessíveis os materiais de construção e os serviços de internet, apontando estas áreas como cruciais para a melhoria das condições de vida da juventude.
Durante a realização do Conselho Nacional da organização, o Secretário-Geral da OJM, Constantino André, destacou que o elevado custo de vida continua a ser um dos principais desafios enfrentados pelos jovens moçambicanos, com impacto direto no acesso à habitação e à informação.
Segundo o dirigente, é “imperioso que o Estado estabeleça mecanismos de apoio e acordos com fornecedores nacionais e internacionais”, com o objetivo de garantir a disponibilização de materiais de construção a preços bonificados. A medida, explicou, poderá facilitar o acesso à habitação, sobretudo para os jovens que enfrentam dificuldades económicas.
Além disso, a organização juvenil apelou à redução dos preços da internet, considerada uma ferramenta essencial para a educação, inovação e inclusão digital. A OJM entende que os custos atuais limitam o desenvolvimento académico e profissional de grande parte da juventude.
No seu discurso, Constantino André elencou ainda outras preocupações, com destaque para a necessidade de reforço da formação técnico-profissional, como forma de aumentar as oportunidades de emprego e empreendedorismo entre os jovens.
Outro ponto crítico abordado foi a questão da segurança, particularmente os raptos de empresários. O Secretário-Geral foi enfático ao exigir ações concretas das autoridades: “Os jovens clamam pelas autoridades competentes para respostas firmes e eficazes no desmantelamento das redes criminosas que têm estado a raptar os nossos jovens empreendedores”.
A OJM reforça que a resolução destes problemas é fundamental para garantir um ambiente mais estável, inclusivo e propício ao desenvolvimento da juventude moçambicana.




Jornalistas promovem acção de limpeza no Mercado de Malhampsene no âmbito do Dia do Jornalista Moçambicano

No contexto das celebrações do Dia do Jornalista Moçambicano, profissionais de diversos órgãos de comunicação social protagonizaram, esta semana, uma jornada de limpeza no Mercado de Malhampsene, no município da Matola.
A iniciativa, de carácter privado, foi promovida pelo Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), em coordenação com o Conselho Municipal da Matola, reunindo jornalistas de diferentes redacções sediadas na província de Maputo.
Segundo apurou a reportagem, a actividade teve como principal objectivo contribuir para a melhoria das condições de higiene e saneamento, com enfoque na desobstrução de valas de drenagem numa das zonas mais movimentadas daquele que é considerado um dos municípios mais industrializados do país.
“Esta acção simboliza o compromisso dos jornalistas não só com a informação, mas também com o bem-estar das comunidades onde estão inseridos”, afirmou um representante do SNJ durante a atividade.
Fontes ligadas à organização indicam que a jornada de limpeza também visa sensibilizar os munícipes e as autoridades locais para a necessidade de manutenção contínua das infraestruturas de saneamento, sobretudo em períodos chuvosos, quando o risco de inundações aumenta significativamente.
Por sua vez, o Conselho Municipal da Matola reconheceu a importância da iniciativa, destacando o papel dos jornalistas como agentes ativos na promoção da cidadania e desenvolvimento urbano sustentável.
“A participação dos profissionais de comunicação nesta acção reforça a parceria entre o município e a sociedade civil na busca de soluções para os desafios locais”, referiu um responsável municipal.
A actividade insere-se num conjunto de ações comemorativas do Dia do Jornalista Moçambicano, assinalado anualmente com iniciativas que promovem não só a reflexão sobre a profissão, mas também o engajamento social dos seus profissionais




Jornal Visão Moçambique lança edição 274 com foco nas tensões internas da FRELIMO e pressão financeira sobre o Estado

Nova edição destaca disputas políticas em Gaza e revela posicionamento de Venâncio Mondlane sobre pagamento ao FMI

O Jornal Visão Moçambique colocou em circulação a sua edição número 274, referente à semana de 10 de Abril de 2026, trazendo como principal destaque um dossiê político centrado nas dinâmicas internas da FRELIMO, num momento de crescente pressão sobre o partido no poder e sobre o próprio sistema político nacional.



Sob o título forte “Luta pelo poder ‘suja’ FRELIMO”, a manchete da edição expõe alegadas tensões internas relacionadas com a escolha de candidaturas na província de Gaza, com enfoque particular na figura de Margarida Mapandzene. A publicação aponta para divergências dentro das estruturas do partido, sugerindo a existência de influências e lobbies internos que terão condicionado decisões políticas estratégicas.

A peça central levanta questões sobre transparência, critérios de escolha e coesão partidária, num contexto em que a FRELIMO enfrenta desafios simultâneos: gestão interna, pressão da oposição e expectativas eleitorais crescentes.

Pressão económica e discurso político

Em paralelo, a edição 274 traz uma segunda chamada de grande impacto, desta vez no domínio económico e financeiro. Sob o título: “Pagamos 700 milhões ao FMI porque a dignidade do povo não tem preço”, é destacada uma declaração atribuída a Daniel Chapo, que reacende o debate sobre a relação de Moçambique com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A afirmação surge num momento sensível, em que o país continua a gerir os efeitos da dívida pública, acordos internacionais e limitações orçamentais. A abordagem editorial cruza política e economia, evidenciando o peso das decisões financeiras na soberania e na narrativa política nacional.

Conteúdos adicionais e posicionamento editorial

A edição inclui ainda análises sobre o papel do gás natural na transição energética em Moçambique, reforçando a centralidade dos recursos naturais no futuro económico do país — um tema que continua a dividir especialistas quanto à sua capacidade real de gerar desenvolvimento inclusivo.

Com uma linha editorial assumidamente crítica e investigativa, o Visão Moçambique mantém-se como um dos poucos títulos que aposta em reportagens de confronto directo com os centros de poder, num mercado mediático cada vez mais condicionado.

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A redacção apela à aquisição e leitura consciente desta edição, considerada essencial para compreender os actuais equilíbrios políticos e económicos do país.

Num contexto de transformações aceleradas, informação rigorosa continua a ser poder.