ELIAS PAULO ASSUME COORDENAÇÃO DOS PROJECTOS DE DESENVOLVIMENTO DO CORREDOR DA BEIRA

Elias Paulo tomou posse esta quinta-feira, 20 de Março, como Coordenador do Gabinete de Implementação dos Projectos de Desenvolvimento do Corredor da Beira, uma unidade estratégica responsável por coordenar, facilitar, dinamizar, monitorar e garantir a implementação eficaz dos projectos estruturantes ao longo daquele importante corredor económico.
A cerimónia de empossamento foi dirigida pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, que destacou a relevância do acto no actual contexto de desenvolvimento do sector. Segundo o governante, a nomeação representa mais do que um simples procedimento administrativo.
“Este acto não se resume a uma formalidade administrativa do funcionalismo público, nem ao mero cumprimento de um preceito legal. Trata-se de um momento de renovação do compromisso institucional, orientado para a obtenção de resultados concretos e para um desempenho cada vez mais eficiente e impactante no sector dos transportes e logística”, afirmou Matlombe.
O Ministro sublinhou ainda que o Corredor da Beira constitui um dos principais eixos logísticos do país, desempenhando um papel determinante na dinamização da economia nacional e regional, pelo que a liderança do gabinete exige visão estratégica, capacidade técnica e forte sentido de missão.
Com a sua nomeação, Elias Paulo assume o desafio de impulsionar a implementação de projectos que visam melhorar a eficiência do corredor, reforçar a integração regional e promover o desenvolvimento sustentável, contribuindo assim para o crescimento económico de Moçambique.




Maganja da Costa ganha nova Delegação do INSS para reforçar serviços sociais

A vila de Maganja da Costa, na província da Zambézia, conta desde a manhã de quinta-feira, 19 de Março de 2026, com um novo edifício da Delegação Distrital do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), inaugurado pela Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane.
A nova infraestrutura insere-se no modelo padronizado de edifícios que o INSS tem vindo a implementar em todo o país, com o objectivo de melhorar a qualidade de atendimento aos utentes. O edifício dispõe de diversas valências, incluindo salas de atendimento, sala de reuniões, gabinetes de trabalho, arquivo e outros espaços de apoio administrativo.
A cerimónia contou com a presença de membros do Governo distrital, representantes do Conselho Autárquico, parceiros sociais — nomeadamente empregadores e sindicatos —, funcionários públicos, trabalhadores, pensionistas e população local.
Durante a ocasião, o Presidente do Conselho Autárquico da Vila de Maganja da Costa, Virgílio Dinheiro, destacou a importância da nova infraestrutura, considerando-a “um marco significativo para o desenvolvimento social e institucional da vila e do distrito”, acrescentando que a mesma contribui para a melhoria das condições de atendimento e para a dignificação dos munícipes.
Em representação da Administradora do Distrito, Judite Paulino Filipe, a Secretária Permanente, Carlota Nhaca, manifestou satisfação pela concretização do projecto. Segundo afirmou, a nova delegação “vem reduzir as dificuldades enfrentadas pelos utentes e pensionistas”, que anteriormente eram obrigados a deslocar-se às cidades de Quelimane ou Mocuba para aceder aos serviços do INSS.
Na ocasião, a dirigente agradeceu, em nome da população, pela implementação da infraestrutura e reiterou o compromisso do Governo Distrital em continuar a apoiar iniciativas que promovam o bem-estar social e a melhoria dos serviços públicos na região




PGR declara ilegal decisão da Mozal e emite ultimato à empresa de alumínio

A Procuradoria-Geral da República (PGR) notificou formalmente a administração da Mozal, considerando ilegal a decisão de suspensão das actividades da empresa em Moçambique. Segundo o Ministério Público, a medida não respeita os procedimentos legais previstos no ordenamento jurídico nacional, carecendo, por isso, de validade.
De acordo com a nota de notificação dirigida à presidente do conselho de administração da Mozal, a posição da PGR fundamenta-se no n.º 1 do artigo 84 do Código Comercial, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 1/2022, de 25 de Maio. A referida disposição estabelece que nenhum acionista pode, de forma unilateral, suspender as actividades de uma sociedade sem que haja deliberação conjunta de todos os acionistas reunidos em Assembleia-Geral.
“A decisão de suspensão de actividades tomada pelo acionista maioritário não observou os mecanismos legais exigidos, nomeadamente a convocação e deliberação em Assembleia-Geral”, refere o documento.
Neste contexto, o Ministério Público conclui que a decisão do acionista maioritário da Mozal não produz efeitos jurídicos, sendo, portanto, considerada nula. A PGR reforça ainda que a actuação unilateral viola os princípios que regem a governação societária e compromete a legalidade das operações da empresa no país.
A notificação surge como um ultimato à empresa, instando a Mozal a conformar-se com a lei e a reverter a decisão, sob pena de se desencadearem as medidas legais cabíveis.




“Mesmice” no topo nomeações de Daniel Chapo para o Conselho de Estado geram polémica

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As recentes nomeações feitas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, para o Conselho de Estado estão a gerar debate público, sobretudo pela inclusão de figuras históricas que já ocuparam cargos de topo durante os governos de antigos estadistas moçambicanos como Joaquim Chissano e Armando Guebuza.
Analistas e comentadores questionam de que forma estes nomes poderão influenciar a actual governação, levantando dúvidas sobre a capacidade de introduzir novas ideias e estratégias num contexto político em transformação.
Entre os nomeados destacam-se Verónica Macamo, antiga Presidente da Assembleia da República e ex-Ministra dos Negócios Estrangeiros, reconhecida como uma das figuras mais influentes da diplomacia moçambicana nas últimas décadas.
Integra igualmente a lista Alcinda da Abreu, que desempenhou várias funções ministeriais nos governos de Chissano e Guebuza, incluindo a pasta da Energia, sendo actualmente directora da escola central do partido FRELIMO, na Matola, província de Maputo.
Outro nome de relevo é Eduardo Mulimbwe, antigo Presidente da Assembleia da República, associado à aprovação do pacote multipartidário durante a governação de Chissano — um marco na história política do país.
Segundo informações avançadas pelo jornal Visão Moçambique, as nomeações foram formalizadas através de um comunicado da Presidência da República.
Questionamentos sobre impacto na governação
A decisão de reconduzir figuras com longos percursos no aparelho do Estado levanta uma questão central: poderá haver inovação na governação com os mesmos protagonistas de décadas anteriores?
O jornalista e comentador Reginaldo Chambule considera que não. Na sua análise, o Presidente continua a rodear-se de conselheiros que influenciam o poder político desde os primeiros anos da independência.
Numa publicação na sua página do Facebook, Chambule afirmou:
“São as mesmas pessoas que vêm aconselhando o Presidente da República desde os tempos de Samora Machel. Portanto, não há nada de novo.”
O comentador reforça a crítica com uma avaliação direta:
“É mesmice.”
Continuidade estratégica ou falta de abertura?
Para Chambule, as nomeações refletem uma continuidade estratégica dentro do partido no poder, mas também evidenciam uma possível resistência à renovação.
Recorrendo a uma metáfora popular do futebol, o jornalista observa:
“No futebol costuma-se dizer que em equipa que ganha não se mexe. Isto mostra que o Presidente da República está satisfeito com o estado das coisas até hoje.”
Ainda assim, o próprio reconhece que este modelo pode ser visto como funcional por quem está no poder, apesar das críticas sociais, económicas e políticas que persistem.
Limitações na diversidade de pensamento
Na leitura do comentador, o actual cenário político revela limitações na inclusão de novas vozes nos centros de decisão:
“Não está aberta a novos conselhos, nem a mudanças de estratégia.”
A crítica levanta preocupações sobre a capacidade de adaptação da governação aos desafios contemporâneos, num país com uma população maioritariamente jovem e em constante transformação.
Um debate que continua
O debate em torno destas nomeações permanece aberto. Por um lado, há quem defenda que a experiência acumulada destas figuras garante estabilidade e continuidade institucional. Por outro, cresce a preocupação com o risco de estagnação e afastamento das expectativas de renovação política.
Entre continuidade e mudança, o posicionamento do Presidente Daniel Chapo continua a alimentar uma discussão central sobre o futuro da governação em Moçambique.




FME esclarece amanhã denúncias de irregularidades na contratação de empresas no Projecto Move Maputo

A Federação Moçambicana de Empreiteiros (FME), através do seu presidente, Bento Machaila, vai tornar pública, amanhã, 19 de março, a sua posição face às alegadas irregularidades no processo de contratação de empreitadas no âmbito do Projecto Move Maputo, uma iniciativa financiada pelo Banco Mundial.
Segundo um comunicado oficial a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, a FME manifesta preocupação com possíveis falhas de transparência e legalidade nos procedimentos de adjudicação, levantando dúvidas sobre a integridade do processo e o impacto na confiança pública.
“A vossa presença é fundamental para levar ao público informação sobre este caso que envolve fundos públicos e que afecta directamente a população da Área Metropolitana de Maputo”, refere a nota da federação, apelando à participação activa dos órgãos de comunicação social.
A organização critica ainda a alegada falta de resposta por parte das entidades responsáveis pela investigação, sublinhando que o silêncio institucional pode comprometer a credibilidade dos mecanismos de fiscalização e controlo.
Bento Machaila reforça que a FME continuará a acompanhar o caso e a exigir maior transparência na gestão de projectos financiados com fundos internacionais, sobretudo aqueles com impacto directo na mobilidade urbana e na qualidade de vida dos cidadãos.
O Projecto Move Maputo é considerado estratégico para a melhoria do sistema de transporte na região metropolitana, tornando ainda mais sensível qualquer suspeita de irregularidade na sua implementação.
A FME anunciou também a realização de uma conferência de imprensa, na qual pretende detalhar os contornos da denúncia e esclarecer a sua posição perante a opinião pública.




Ivete Alane inaugura edifício do INSS em Alto Molócuè

A Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, inaugurou, na manhã desta quarta-feira (18), o novo edifício da delegação distrital do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), no distrito de Alto Molócuè, província da Zambézia.
Implantada no bairro Mucaca, na zona administrativa da vila sede, a infraestrutura é de construção recente e possui uma área de 224,79 metros quadrados. O edifício dispõe de salas de atendimento e reuniões, gabinetes de trabalho, arquivo e outros compartimentos de apoio, oferecendo condições modernas para o funcionamento dos serviços.
A cerimónia contou com a presença de autoridades administrativas e municipais, representantes de parceiros sociais — incluindo empregadores e sindicatos —, além de trabalhadores, pensionistas e membros da comunidade local.
O novo edifício integra o modelo de infraestruturas que o INSS tem vindo a implementar em todo o país, com vista à melhoria dos serviços prestados ao público. O sistema de segurança social em Alto Molócuè foi introduzido em 2003, ano em que também foi criada a respectiva delegação distrital, que actualmente atende não só o distrito, como também parte da região do Alto Ligonha, no vizinho distrito de Gilé.
Com a entrada em funcionamento das novas instalações, os utentes — nomeadamente contribuintes, beneficiários e pensionistas — passam a dispor de melhores condições de atendimento, ao mesmo tempo que os funcionários beneficiam de um ambiente de trabalho mais adequado.
Antes da inauguração, os serviços funcionavam, desde Março de 2025, num edifício cedido pelo governo distrital, após a vandalização das antigas instalações, situadas na zona comercial, durante as manifestações pós-eleitorais.
De acordo com dados actualizados até Janeiro de 2026, o sistema de segurança social em Alto Molócuè conta com 1.754 contribuintes, 7.767 beneficiários, 423 trabalhadores por conta própria e 118 pensionistas, entre os quais de velhice, invalidez e sobrevivência.
Na ocasião, Ivete Alane manifestou a expectativa de que o novo edifício represente um impulso na adesão ao sistema de segurança social.
“Esperamos que esta infraestrutura marque uma nova fase na mobilização de mais cidadãos para a adesão ao sistema de segurança social”, afirmou.
A governante destacou ainda a importância da inscrição de trabalhadores por conta própria — como comerciantes, agricultores e mecânicos — como forma de garantir protecção social.
Na província da Zambézia, até Janeiro deste ano, o sistema contabilizava 17.632 contribuintes, 190.495 beneficiários, 5.344 trabalhadores por conta própria e 7.208 pensionistas.
Ivete Alane apelou igualmente aos funcionários do INSS em Alto Molócuè para assegurarem um atendimento de qualidade e humanizado aos utentes.
Ainda esta quarta-feira, está prevista a inauguração do edifício da delegação distrital de Gurué. Para quinta-feira (19), está agendada a entrega das infraestruturas de Mocuba e Maganja da Costa.
Importa referir que, no actual ciclo governativo, já foram igualmente inaugurados edifícios do INSS nos distritos de Marracuene, na província de Maputo, e Sussundenga, na província de Manica.




Eneas Comiche Solicita Suspensão do Mandato na Assembleia da República

O deputado da bancada da Frelimo, Eneas Comiche, formalizou recentemente um pedido para suspender o seu mandato na Assembleia da República por um período ainda não especificado. A notícia foi anunciada pela presidente do parlamento, Margarida Talapa, durante a abertura da sessão plenária que discutia o projecto de lei sobre Comunicação Social e a Lei da Radiodifusão.
“Recebemos oficialmente a solicitação do deputado Comiche, que se justifica por motivos pessoais e de saúde”, declarou Talapa. A presidente destacou que o pedido segue todos os trâmites legais previstos no regimento da Assembleia e que a medida visa garantir a continuidade do trabalho legislativo sem interrupções.
Comiche, com 86 anos, é o deputado mais velho da X Legislatura e possui uma longa trajetória política. Ao longo do seu mandato, destacou-se por presidir, durante um ano, à Comissão do Plano e Orçamento, órgão central no acompanhamento e fiscalização das finanças públicas. Segundo especialistas, a sua liderança nesse órgão foi marcada pela tentativa de reforçar a transparência no uso de recursos públicos e no debate sobre o orçamento nacional.
Em comunicado à imprensa, Comiche afirmou: “A decisão de suspender o meu mandato não foi fácil, mas é necessária para que eu possa dedicar atenção à minha saúde e às questões pessoais. Continuo comprometido com os ideais da bancada e com o desenvolvimento do nosso país.”
Para garantir a representação do círculo eleitoral da Cidade de Maputo durante a ausência de Comiche, foi empossado o deputado suplente Jerson Candeeiro. Candeeiro assumiu o lugar oficialmente e terá a responsabilidade de acompanhar de perto os trabalhos legislativos e manter a continuidade dos projetos em curso.
Analistas políticos destacam que a suspensão de Comiche ocorre em um momento sensível, com debates importantes sobre comunicação social e radiodifusão em curso. “A saída temporária de um deputado com a experiência de Comiche cria um desafio para a bancada da Frelimo, mas também abre espaço para a renovação da representação e para a introdução de novas perspectivas”, comentou um especialista em política moçambicana.
A Assembleia da República afirmou que manterá o acompanhamento das funções de Comiche, garantindo que todas as suas responsabilidades sejam adequadamente supridas pelo suplente, sem prejuízo ao andamento legislativo.




PROTECÇÃO SOCIAL NÃO É CUSTO É INVESTIMENTO

A Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, afirmou ontem na cidade de Maputo que a protecção social deve ser vista como um investimento estratégico no desenvolvimento do país.

A declaração foi feita durante a abertura do I Simpósio Nacional sobre Inclusão Económica no Âmbito dos Programas de Segurança Social Básica em Moçambique, que decorre nos dias 16 e 17 de Março, na Cidade de Maputo.

Perante representantes do Governo, parceiros de cooperação, sociedade civil, sector privado e academia, a Ministra destacou que a protecção social não é apenas uma resposta assistencial à pobreza, mas um instrumento fundamental para:

  • fortalecer o capital humano
  • promover a coesão social
  • dinamizar a economia
  • impulsionar o desenvolvimento sustentável

Neste contexto, a governante sublinhou o papel estratégico do Programa Acção Social Produtiva (PASP), que demonstra que a protecção social pode ir além do alívio imediato da pobreza e tornar-se uma verdadeira plataforma de inclusão económica.

Segundo Ivete Alane, investir em protecção social é investir nas pessoas, nas comunidades e no futuro económico de Moçambique.

“Se queremos um país mais forte, mais justo e mais independente, precisamos de programas sociais que não apenas protejam, mas que também capacitem, integrem e transformem”, afirmou.




Na busca de soluções para os desafios do povo: Frelimo mais unida na província de Maputo

O presidente do Conselho Municipal de Marracuene, Shafee Sidat, afirmou que o foco da liderança municipal na Província de Maputo deve continuar centrado no desenvolvimento das comunidades e na cooperação entre municípios, reagindo a críticas que, segundo ele, procuram desvalorizar o trabalho das autarquias.
Numa publicação divulgada após participar numa reunião que juntou presidentes dos conselhos municipais da província, Sidat defendeu a necessidade de manter a unidade entre os dirigentes locais e concentrar esforços na melhoria das condições de vida da população.
“Onde uns querem descobrir fantasmas onde há trabalho, nós continuamos unidos e firmes na Província de Maputo… estamos a trabalhar”, escreveu.

O encontro reuniu autarcas de vários municípios da província e foi orientado pelo secretário-geral do partido FRELIMO. Durante a reunião, o dirigente destacou o papel dos presidentes municipais na gestão das cidades e vilas, sublinhando que, apesar da sua filiação partidária, os titulares de cargos públicos devem priorizar o interesse das comunidades.
Segundo participantes, foi reforçada a ideia de que os dirigentes municipais exercem responsabilidades que vão além da esfera partidária, uma vez que os cargos que ocupam os colocam directamente ao serviço das populações.
A mensagem também enfatizou a importância da unidade entre os responsáveis municipais e da coordenação institucional para garantir estabilidade administrativa e eficácia na implementação de políticas públicas ao nível local.
Municípios estratégicos da província
A reunião contou com representantes de diferentes municípios da Província de Maputo, considerados estratégicos para o desenvolvimento económico e social da região.
Entre eles esteve a cidade da Matola, principal centro industrial do país, bem como o município de Boane, conhecido pela produção agrícola, especialmente da batata reno.
O município da Namaacha foi igualmente representado, destacando-se pelo potencial turístico das suas cascatas e paisagens naturais. Marracuene, liderado por Shafee Sidat, é frequentemente associado às praias da Macaneta, um dos destinos turísticos mais procurados da província.
Já a Manhiça é reconhecida como uma das zonas agrícolas mais importantes da região, com destaque para a produção de cana-de-açúcar.
Cooperação e desafios da governação local
De acordo com informações partilhadas no encontro, os autarcas discutiram estratégias conjuntas para enfrentar desafios comuns, como o crescimento urbano acelerado, a melhoria das infra-estruturas e o fortalecimento da economia local.
Especialistas em governação municipal consideram que a cooperação entre autarquias pode contribuir para melhorar a planificação territorial, a gestão de serviços públicos e a mobilização de investimentos.
Nesse contexto, a mensagem de Sidat centrada na continuidade do trabalho e na unidade entre os dirigentes locais foi interpretada como um reforço do compromisso das autarquias com o desenvolvimento da província.
Sidat esclarece relação com Júlio Parruque e desmente rumores
O presidente do Conselho Municipal de Marracuene, Shafee Sidat, também veio a público esclarecer rumores que circulam nas redes sociais e em alguns órgãos de comunicação social sobre a sua relação com o presidente do município da Matola, Júlio Parruque.
Segundo o edil, não existem divergências entre os dois dirigentes, garantindo que a relação permanece saudável e baseada no respeito institucional.
“A minha relação com o presidente Júlio Parruque é saudável e assente no respeito mútuo. O que tem sido dito em alguns órgãos de comunicação social e nas redes sociais não corresponde à realidade”, afirmou.
Sidat reconheceu que interpretações precipitadas ou informações incompletas podem gerar perceções erradas na opinião pública, mas assegurou que isso não afecta o relacionamento entre ambos.
“Infelizmente, por vezes surgem informações distorcidas que acabam por criar perceções erradas. Mas a verdade é que mantemos uma relação normal e institucional”, acrescentou.
Para o autarca, o mais importante é manter o foco nas questões que contribuem para o desenvolvimento das comunidades.
“O mais importante é continuarmos a trabalhar para o desenvolvimento e bem-estar da população. Rumores ou especulações não devem desviar a atenção das prioridades do país”, referiu




Banco de Moçambique lança METIX, sistema de pagamentos instantâneos

O Banco de Moçambique lançou oficialmente o Sistema de Pagamentos Instantâneos de Moçambique, designado METIX, nas instalações do Centro Cultural do Banco, na cidade da Matola. O evento marca um passo significativo na modernização do sistema financeiro do país.
Durante a cerimônia, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, destacou que a implementação do METIX está alinhada com o amplo projeto de modernização do Sistema Nacional de Pagamentos. Segundo Zandamela, o projeto tem como prioridade a digitalização, a eficiência e a segurança das transações financeiras em Moçambique.
“O lançamento do METIX é um marco importante para o fortalecimento da infraestrutura de pagamentos do país. Estamos a trabalhar para garantir que os cidadãos e as empresas possam realizar transações de forma rápida, segura e transparente”, afirmou o governador.
O METIX permitirá que transferências e pagamentos entre bancos sejam processados em tempo real, eliminando atrasos associados aos sistemas tradicionais. Especialistas financeiros indicam que a iniciativa poderá estimular a inclusão digital e reduzir custos operacionais no setor bancário.
Com esta medida, o Banco de Moçambique reforça o compromisso de modernizar o sistema financeiro nacional e adaptar-se às exigências do mercado global, onde a rapidez e a segurança das transações digitais são cada vez mais valorizadas.