Profissionais da Comunicação Social Desafiados a Produzir Conteúdos de Impacto sobre Nutrição e Segurança Alimentar

Os profissionais da comunicação social em Moçambique foram instados a contribuir activamente para a busca de soluções concretas face aos desafios de nutrição e segurança alimentar que o país enfrenta. O apelo foi lançado ontem, em Maputo, pela secretária-executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), Judite Mussacula.
A dirigente falava durante a cerimónia de lançamento da 7.ª edição do Prémio de Jornalismo para a Nutrição e Segurança Alimentar, iniciativa promovida numa parceria entre a Plataforma da Sociedade Civil para a Nutrição e Segurança Alimentar (PSC-SUN Moçambique), o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) e o SETSAN.
Na ocasião, Judite Mussacula destacou que o investimento na nutrição e na segurança alimentar constitui um elemento essencial para o desenvolvimento sustentável do país. Segundo explicou, uma população saudável tende a apresentar maior produtividade e capacidade para impulsionar o crescimento económico nacional.
A responsável encorajou os jornalistas a abordarem, nas suas reportagens, histórias que evidenciem impactos reais na vida das comunidades, contribuindo para maior sensibilização pública sobre estas matérias.
Mussacula sublinhou ainda que a colaboração entre as instituições e os órgãos de comunicação social pode fortalecer a disseminação de informação relevante, promovendo uma sociedade mais consciente, saudável e resiliente.
O prémio, de âmbito nacional, destina-se a distinguir trabalhos jornalísticos publicados em órgãos de informação moçambicanos que abordem temas ligados à nutrição e à segurança alimentar.




Roptura de conduta adutora afecta abastecimento de água nas cidades da Beira e Dondo

Avaria registada na madrugada de terça-feira provoca restrições e baixa pressão no fornecimento de água a cerca de 67 mil clientes.
Uma nova rotura na conduta adutora que liga a estação de captação de Dingue-Dingue à estação de tratamento de água de Mútua, no distrito de Dondo, está a provocar restrições e baixa pressão no fornecimento de água às cidades da Beira e do Dondo, principais centros urbanos da província de Sofala, na região centro de Moçambique.
A ocorrência, registada na madrugada de terça-feira, afecta cerca de 67 mil clientes e já está a ser alvo de trabalhos de reparação por parte das equipas técnicas da empresa Águas de Moçambique (AdeM).
Segundo explicou o Coordenador Regional da AdeM, Adelson Manuel, o rompimento da conduta provocou constrangimentos no sistema de abastecimento.
“O rompimento da conduta adutora provocou restrições no abastecimento e bolsas de falta de água em alguns bairros das cidades da Beira e do Dondo. As equipas técnicas estão a trabalhar intensamente para reparar a avaria e restabelecer o fluxo de água até à estação de tratamento”, afirmou.
De acordo com o responsável, espera-se que o problema seja ultrapassado nas próximas horas, permitindo a normalização gradual do fornecimento de água às populações afectadas.
Segunda avaria em menos de 15 dias
A situação levanta preocupação adicional, tendo em conta que esta é a segunda avaria registada na mesma conduta adutora, na zona de Mútua, em menos de 15 dias.
Perante o cenário, a AdeM apela à compreensão dos consumidores e recomenda o uso racional das reservas de água disponíveis, enquanto decorrem os trabalhos de reparação.
Investimentos para reforçar o sistema
Paralelamente à reposição do sistema, continuam em curso obras de reabilitação e expansão do sistema de captação de água de Dingue-Dingue. As intervenções incluem a melhoria da conduta de água bruta, a ampliação da estação de tratamento de Mútua e a construção da estação de Estoril.
Segundo a empresa, estes investimentos deverão permitir, a curto prazo, aumentar a capacidade de produção de água e ampliar o número de beneficiários do serviço.
“O nosso objectivo é garantir o acesso à água em quantidade e qualidade, respondendo às necessidades básicas das populações”, sublinhou Adelson Manuel.
Sistema abastece mais de um milhão de pessoas
O sistema de abastecimento gerido pela Águas de Moçambique nas cidades da Beira e do Dondo atende actualmente mais de 35 mil famílias com ligações domiciliares, beneficiando uma população estimada em mais de um milhão de pessoas na região.
A infraestrutura capta água do Rio Púnguè, com uma capacidade de produção de cerca de 60 mil metros cúbicos por dia, distribuídos através de uma rede com 942 quilómetros de extensão.
O abastecimento de água constitui um factor essencial para o desenvolvimento da província de Sofala, embora continue a enfrentar desafios relacionados com vandalismo de infra-estruturas e necessidades permanentes de manutenção do sistema.




ANE substitui junta na ponte sobre o rio Limpopo e condiciona trânsito na estrada Chókwè–Guijá

angola abril 26

A Administração Nacional de Estradas (ANE) anunciou que estão em curso obras de substituição da junta de dilatação na ponte sobre o Rio Limpopo, localizada na estrada R856, que liga os distritos de Chókwè e Guijá, na Província de Gaza.
De acordo com uma nota oficial a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, os trabalhos tiveram início na manhã da última segunda-feira, 9 de março, e fazem parte das intervenções de manutenção destinadas a garantir a segurança estrutural da ponte e a melhoria das condições de circulação rodoviária naquele troço.
Na mesma nota, a ANE refere que “já estão em curso as obras de substituição da junta na ponte sobre o rio Limpopo, na estrada R856: Chókwè – Guijá, na província de Gaza”, destacando que a intervenção deverá decorrer até ao final do presente mês, caso as condições técnicas e operacionais se mantenham favoráveis.
Segundo a instituição responsável pela gestão da rede rodoviária nacional, a substituição da junta de dilatação constitui uma intervenção técnica necessária para preservar a durabilidade da infraestrutura, uma vez que estes componentes são essenciais para permitir a movimentação natural da ponte face às variações de temperatura e às cargas provocadas pelo tráfego.
Para garantir a execução segura das obras e minimizar riscos para os trabalhadores e utentes da via, a ANE informou que a circulação rodoviária está temporariamente condicionada, sendo realizada em sistema de meia-faixa durante o período dos trabalhos.
“Para permitir melhor execução das actividades, durante a realização do trabalho, a circulação é condicionada à meia-faixa”, refere a nota da instituição.
A ANE apela ainda à compreensão e colaboração dos automobilistas, recomendando a observância da sinalização provisória colocada no local, bem como a redução da velocidade ao aproximar-se da zona de intervenção.
A estrada R856, que atravessa parte importante da região sul da província de Gaza, constitui uma via relevante para a mobilidade local, para o escoamento da produção agrícola e para a ligação entre comunidades dos distritos de Chókwè e Guijá, razão pela qual a manutenção regular das suas infraestruturas é considerada essencial para garantir a fluidez e segurança do tráfego.




MOÇAMBIQUE APRESENTA AVANÇOS NA INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

angola abril 26

A Ministra do Trabalho, Género e Acção Social de Moçambique, Ivete Alane, apresentou nas Nações Unidas os progressos do país na promoção dos direitos das pessoas com deficiência, com destaque para a inclusão de mulheres e raparigas no acesso à saúde sexual e reprodutiva e à protecção social.

A intervenção teve lugar numa mesa-redonda organizada pelo UNFPA, pela Missão Permanente do Reino de Espanha junto das Nações Unidas e pela Women Enabled International.

Durante o evento, a Ministra destacou os resultados do Programa Global “We Decide”, implementado em Moçambique entre 2017 e 2023, do qual o país foi um dos três participantes a nível global.

Entre os avanços apresentados estão melhorias na acessibilidade de unidades sanitárias em Pemba e Manica, a criação do Canal Inclusivo em Cabo Delgado para denúncias de violência baseada no género por pessoas com deficiência auditiva e iniciativas de inovação tecnológica inclusiva como a INCLUTECH.

A governante sublinhou ainda a aprovação da Lei sobre a Promoção e Protecção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, reforçando o compromisso de Moçambique com políticas públicas inclusivas.

“Inclusão não é caridade; é justiça”, afirmou Ivete Alane, destacando a necessidade de ampliar investimentos e parcerias para garantir que mulheres e raparigas com deficiência tenham acesso à informação, serviços e protecção.




Caso chocante na ponte Maputo–Katembe: colaborador da DStv tenta pôr fim à própria vida

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Valdo Ferreira, residente em Maputo e recém-casado, terá enfrentado conflitos conjugais antes do incidente ocorrido na zona da Ponta de Maputo- Katembe.

Um homem identificado como Valdo Ferreira, apontado por fontes locais como colaborador da empresa de televisão por assinatura DStv, terá tentado tirar a própria vida na Ponta de Maputo-Katembe , área pertencente à cidade de Maputo. O caso está a gerar preocupação entre familiares, amigos e moradores locais, e levanta novamente o debate sobre saúde mental e conflitos conjugais.
De acordo com informações recolhidas pela equipa de reportagem do Jornal Visão Moçambique, o episódio terá ocorrido depois de Valdo permanecer durante algum tempo na orla marítima da Ponta de Maputo, aparentemente em reflexão profunda. Testemunhas relatam que o homem olhava fixamente para o mar, num momento que alguns descrevem como de grande tensão emocional.
“Ele ficou ali parado a olhar para o mar por algum tempo, parecia estar a pensar profundamente”, contou um morador da zona que afirma ter presenciado parte do momento.
Segundo fontes próximas da vítima, Valdo Ferreira é recém-casado, e nos últimos dias estaria a enfrentar problemas conjugais associados a ciúmes no relacionamento com a esposa. Uma pessoa do círculo mais próximo do casal, que preferiu não ser identificada, revelou à nossa reportagem que o clima no relacionamento estaria tenso.
“Ele casou há pouco tempo. O que ouvimos é que havia muitos desentendimentos por causa de ciúmes no casamento”, afirmou a fonte.
Ainda segundo relatos recolhidos pela reportagem, no momento do incidente o homem teria refletido antes de tomar qualquer decisão mais extrema.
“O homem olhou para o mar, pensou bem… e acabou por desistir”, relatou outra testemunha, descrevendo o momento de tensão vivido no local.
Apesar disso, o episódio chamou a atenção de várias pessoas que se encontravam nas proximidades e acabou por gerar diferentes reações entre aqueles que afirmam conhecer Valdo Ferreira. Alguns entrevistados pela nossa equipa fizeram comentários críticos, embora sob anonimato.
“É um homem muito fraco. Os fortes não desistem”, disse uma das fontes ouvidas pela reportagem, pedindo para não ser identificada.
Até ao momento, não há um pronunciamento oficial detalhado das autoridades locais sobre o ocorrido, e não se sabe se haverá acompanhamento psicológico ou social para o jovem após o incidente.
Especialistas ouvidos em situações semelhantes alertam que conflitos conjugais, pressão emocional e dificuldades pessoais podem levar indivíduos a momentos de grande fragilidade psicológica. Nesses casos, o apoio familiar, social e profissional é considerado fundamental para evitar desfechos mais graves.
O episódio ocorrido na Ponta de Maputo reacende a discussão sobre a importância do apoio emocional e da saúde mental, especialmente entre jovens adultos que enfrentam desafios na vida familiar e profissional.
Familiares e pessoas próximas apelam à compreensão e à solidariedade, lembrando que momentos de crise podem acontecer com qualquer pessoa e que procurar ajuda pode fazer a diferença.




Exploração de recursos naturais: Salomão Muchanga deplora comissões da elite política

Por Davio David

O líder do partido Nova Democracia (ND), Salomao Muchanga defende que o problema da exploração dos recursos naturais do país não está nos contratos, mas nas comissões da elite política.

Salomão Muchanga, líder da Nova Democracia, ressuscita novamente a polémica em torno dos contratos sobre a exploração dos recursos naturais em Moçambique.

Na sua óptica, a narrativa de que os contratos entre o governo e as multi nacionais, sobretudo com as empresas mineradoras dos recursos minerais são, por si só o calcanhar de Aquiles, não corresponde totalmente à realidade, alegadamente, devido as elites predadoras políticas.

Nesta senda, de acordo com Salomão Muchanga “muitos desses contratos até estabelecem de forma clara os direitos e deveres de ambas partes, incluindo compensações, enquadramento legal e responsabilidades sociais das empresas. O verdadeiro desafio, porém, surge na fase de implementação e fiscalização, onde as instituições do Estado revelam fragilidades técnicas e operacionais”.

Muchanga sustenta que essa fragilidade institucional está ligada ao facto da elite política beneficiar de comissões “chorudas” e interesses particulares associados aos projectos extractivos.

“Como consequência, recursos que deveriam fortalecer a fiscalização e garantir benefícios públicos acabam por alimentar redes de interesses privados”, aponta Muchanga.

Além disso, prossegue o líder da ND, as compensações sociais destinadas às comunidades afectadas — como infra-estruturas, serviços básicos e programas de reassentamento, muitas vezes são desviadas ou apropriadas por esses grupos oportunistas.

Assim, a ND, entende que em vez de se promover desenvolvimento local, parte desses recursos termina concentrada nas mãos das referidas elites.

Para o nosso interlocutor, o debate sobre a exploração dos recursos naturais, deve ir além da simples revisão dos contratos e focar-se mais na transparência, na responsabilização política e no fortalecimento das instituições de fiscalização.




Municípios reforçam debate sobre acesso ao financiamento climático

Representantes de municípios moçambicanos, parceiros de cooperação e instituições governamentais participaram, esta terça-feira, em Maputo, no Primeiro Seminário Nacional sobre Financiamento Climático nos Municípios de Moçambique, uma iniciativa que visa fortalecer as capacidades das autarquias na mobilização de recursos para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.



Na ocasião, o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, que interveio em representação da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAMM), destacou a importância do encontro como espaço de reflexão e partilha de experiências sobre mecanismos de financiamento climático.

Segundo o dirigente, Moçambique figura entre os países mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, enfrentando com frequência fenómenos extremos como ciclones, cheias e secas, que afectam as comunidades, as infra-estruturas e o desenvolvimento económico local.

“Perante este cenário, torna-se cada vez mais urgente mobilizar recursos financeiros adequados para apoiar acções de adaptação e mitigação”, afirmou, sublinhando que o financiamento climático constitui uma oportunidade estratégica para apoiar os municípios na implementação de soluções sustentáveis e resilientes.

Contudo, o responsável salientou que, para aproveitar plenamente essas oportunidades, é necessário reforçar as capacidades institucionais das autarquias, sobretudo na identificação de projectos, preparação de propostas financiáveis e gestão eficaz dos recursos disponíveis.

De acordo com o representante da ANAMM, os municípios desempenham um papel central na resposta às mudanças climáticas, uma vez que é ao nível local que muitos dos impactos são sentidos com maior intensidade e onde também podem surgir soluções inovadoras adaptadas às realidades das comunidades.

O seminário, promovido em parceria com o programa NUCA e o Programa Boa Governação Financeira da cooperação alemã (GIZ), pretende igualmente promover o diálogo entre instituições, estimular a cooperação e apoiar o desenvolvimento de iniciativas concretas capazes de mobilizar financiamento para projectos climáticos no país.

Durante a sua intervenção, o representante da ANAMM manifestou expectativa de que o encontro produza recomendações e um plano de acção que permitam dar passos significativos no acesso ao financiamento climático pelos municípios.

O responsável reiterou ainda o compromisso da ANAMM em continuar a trabalhar com o Governo e parceiros de cooperação no fortalecimento das capacidades dos municípios para mobilizar recursos internos e externos, com vista à promoção de cidades e vilas mais resilientes e sustentáveis.




Farmácias de Moçambique apostam na inovação digital para ampliar acesso a medicamentos

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O administrador das Farmácias de Moçambique, Gustavo da Cruz, destacou a aposta da instituição na modernização e digitalização dos serviços farmacêuticos como estratégia para ampliar o acesso da população a medicamentos de qualidade e a preços acessíveis. A intervenção ocorreu durante o segundo painel do Leadership Circle Mozambique, dedicado ao tema “Motores da Economia: sectores-chave que irão impulsionar o ciclo de crescimento”.



Gustavo Da Cruz Administrador Das Farmácias de Moçambique

Na ocasião, o responsável sublinhou que o encontro permitiu discutir tendências e perspectivas de desenvolvimento para sectores estratégicos da economia nacional, incluindo o da saúde. Segundo explicou, as Farmácias de Moçambique procuram introduzir no mercado nacional um diferencial ainda pouco explorado, assente na garantia de disponibilidade de produtos farmacêuticos de qualidade a custos mais acessíveis para a população.

Enquanto braço estratégico do Estado moçambicano no sector empresarial público, sob gestão accionista do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), a instituição pretende igualmente transformar o conceito tradicional de farmácia, tornando-o mais inclusivo, moderno e orientado para as necessidades da população.

Entre as iniciativas em curso, destaca-se a incorporação de novas tecnologias no processo de disponibilização de medicamentos. A aposta surge também como resposta ao desafio lançado pelo Presidente da República para que os diferentes sectores, incluindo o da saúde, avancem com a digitalização dos seus serviços.

Gustavo Da Cruz Administrador Das Farmácias de Moçambique

Neste contexto, Gustavo da Cruz anunciou o lançamento, para o este ano, da FARMAC Connect, considerada a primeira plataforma de farmácia digital no país. O projecto inclui igualmente a introdução de dispensadores automáticos de medicamentos, inspirados no modelo das caixas automáticas (ATM), que permitirão aos cidadãos adquirir determinados produtos farmacêuticos a qualquer hora.

De acordo com o administrador, a iniciativa visa sobretudo reforçar o acesso a medicamentos nas zonas periurbanas e rurais, onde muitas vezes a disponibilidade de serviços farmacêuticos é limitada. Além de aproximar os medicamentos da população, a solução tecnológica poderá contribuir para a redução dos custos operacionais da empresa.

“O nosso foco é garantir que os medicamentos cheguem a quem realmente precisa. Como empresa do sector empresarial do Estado, temos a responsabilidade de assegurar que os produtos disponíveis no mercado sejam de qualidade e capazes de responder às necessidades de saúde da população”, afirmou.

O painel integrou o programa do Leadership Circle Mozambique, evento promovido pela The Business Year em parceria com o Ministério da Economia e a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) Moçambique, reunindo representantes do sector público e privado para debater estratégias de crescimento económico e desenvolvimento sustentável no país.




Moradores de Ngolhoza manifestam-se na EDM e exigem eletrificação do bairro

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Dezenas de moradores do bairro de Ngolhoza, localizado no município da Matola, na província de Maputo, encontram-se amotinados em frente às instalações da Eletricidade de Moçambique (EDM), situadas no posto administrativo de Infulene, exigindo a instalação da rede elétrica naquela zona residencial.
A manifestação, iniciada nas primeiras horas do dia, junta homens, mulheres e jovens que afirmam estar cansados de esperar pela expansão da rede elétrica para o bairro. Segundo os residentes, apesar de várias promessas feitas ao longo dos anos, a comunidade continua a viver sem acesso à eletricidade.
“Vivemos aqui há muito tempo e continuamos na escuridão. Já fizemos pedidos, já fomos várias vezes à EDM, mas até agora nada mudou”, afirmou um morador que participava no protesto.
Os residentes explicam que a ausência de energia elétrica tem causado sérios constrangimentos às famílias, afetando desde pequenas atividades económicas até ao acesso à informação e à segurança no período noturno.
“À noite é muito perigoso. As ruas ficam completamente escuras e isso facilita a ação de criminosos. As crianças também têm dificuldades para estudar”, relatou uma residente do bairro.
Alguns moradores afirmam ainda que o crescimento populacional da zona não foi acompanhado pela expansão de infraestruturas básicas, incluindo energia elétrica, o que tem agravado as condições de vida da comunidade.
“Estamos a pedir apenas o básico. Energia elétrica é um direito e também é essencial para o desenvolvimento do bairro”, disse outro manifestante.
Até ao momento, a Eletricidade de Moçambique não se pronunciou oficialmente sobre a situação nem apresentou um posicionamento público em relação às reivindicações dos moradores de Ngolhoza.
Entretanto, os manifestantes garantem que poderão intensificar as ações de protesto caso não haja uma resposta concreta das autoridades competentes sobre a instalação da rede elétrica no bairro.




Porta-voz da ANAMOLA acusa Ministério Público de actuar como “comissão” da FRELIMO

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O porta-voz do partido ANAMOLA, Dinis Tivane, afirmou que o Ministério Público de Moçambique estaria a actuar como se fosse uma extensão do partido no poder, a FRELIMO. As declarações foram feitas durante uma entrevista concedida a um programa especial de informação transmitido pela MBC TV, na cidade de Maputo.
Considerado políticos como um dos colaboradores próximos de Venâncio Mondlane, Tivane criticou o funcionamento das instituições de justiça no país e questionou a independência do Ministério Público.
“O Ministério Público actua como se fosse uma comissão do partido FRELIMO. Não pode haver graves problemas de corrupção no nosso país e as instituições que deveriam combater esses crimes não demonstrarem independência”, afirmou.
Durante a entrevista, o porta-voz da ANAMOLA acrescentou que a actual actuação das instituições judiciais fragiliza a confiança dos cidadãos no sistema de justiça.
“Desta forma torna-se difícil confiar na nossa justiça. Quando as instituições que deveriam garantir a legalidade parecem actuar com interesses partidários, a credibilidade do sistema fica comprometida”, declarou.
As declarações surgem num contexto em que o debate público sobre corrupção, transparência e independência das instituições tem ganhado destaque no país. Até ao momento, o Ministério Público e a FRELIMO não reagiram publicamente às afirmações do porta-voz da ANAMOLA.