Barulho no Instituto Hamza: Sheikh Aminuddin acusado de gestão danosa

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POR:DAVIO DAVID
Um grupo de trabalhadores do Instituto Hamza na cidade da Matola, está de costas voltadas com actual direção da escola, liderada pelo Director do Conselho Islâmico de Moçambique, Sheik Aminuddin, alegadamente devido a descontos de salários sem aviso prévio. Há situação se arrasta há anos, contudo actual direção que reconhece o facto, continua, a contar “conversa para boi dormir”.

Trata-se de alguns cozinheiros, motoristas, guardas, agentes de limpeza e secretários do Instituto Hamza na Matola que não concordam com o desconto de cerca de 4 mil meticais do seu magro salário.

De acordo com a folha de salário dos referidos trabalhadores, em nossa posse, o Instituto Hamza da Cidade da Matola, está a pagar um salário base na ordem 5.550 meticais, entretanto, a mesma instituição declarou ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), estar a pagar um salário base de 10 mil meticais.

Contactado pelo Visão Moçambique, o diretor do Instituto Hamza, que é igualmente do Concelho Islâmico de Moçambique, Sheikh Aminuddin, confirma os descontos, contudo explica que o valor é usado pela instituição para confeccionar almoço aos trabalhadores, prometeu em diante, se reunir com os trabalhadores, na presença do Visão Moçambique para repor o valor caso, os mesmos se abdiquem das refeições, facto que segundo apuramos é do agrado dos trabalhadores.

SINAIS DE UMA GESTÃO DANOSA

Entretanto, até o fim do mês passado, prevalecia o impasse, alegadamente porque a direcção, continua contar histórias para “boi dormir”, aliás em resposta ao Jornal Visão Moçambique, Sheik Aminuddin diz que já não pode falar do assunto, porque está em jejum….

Nesta segunda-feira, uma equipa da inspeção do Conselho Municipal da Cidade Matola visitou o Instituto Hamza devido a descarga de águas negras na via pública, em aviso de navegação que se calhar uma equipa da Inspeção (séria) do Ministério do Trabalho, igualmente poderá inspeccionar as irregularidades laborais, naquela instituição de ensino. Em actualização.




Explode a crise na RENAMO: António Muchanga desafia suspensão, leva partido aos tribunais e declara “já não tenho medo de ninguém”

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O político moçambicano António Muchanga formalizou, no Palácio da Justiça de Maputo, uma contestação judicial contra a sua suspensão do partido RENAMO, rejeitando a medida disciplinar e levando o caso para apreciação nos tribunais.
Falando à imprensa após submeter o recurso, Muchanga afirmou que não reconhece legitimidade na decisão tomada contra si e declarou estar preparado para enfrentar o processo judicial. Em tom firme, sublinhou que não se sente intimidado: “Tenho 59 anos, já não há ninguém que me possa dar medo.”
Durante a intervenção, o dirigente político criticou duramente o estado atual do partido, defendendo que a organização necessita de uma “limpeza profunda”. Segundo ele, a situação interna da RENAMO exige uma reorganização que permita restaurar a credibilidade e a confiança dos membros e simpatizantes.
Muchanga foi mais longe ao afirmar que, caso existam indícios de irregularidades financeiras, deve ser acionado o Gabinete Central de Combate à Corrupção para investigar possíveis desvios de fundos dentro da formação política.
Questionado sobre a eventual intenção de concorrer à presidência da RENAMO, Muchanga respondeu que qualquer disputa interna deve ser precedida por uma “vassourada”, expressão usada pelo próprio para defender o afastamento de figuras que, segundo alegou, apenas procuram “comer o dinheiro do povo”.
As declarações, marcadas por um tom crítico e provocador, voltam a expor as tensões internas no seio da RENAMO, numa fase em que aumentam as críticas sobre a gestão partidária e a transparência financeira da maior força da oposição em Moçambique.




Piloto leva Moçambique à Porsche Carrera Cup Asia: Rodrigo Almeida inicia temporada 2026 em Xangai

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O piloto moçambicano Rodrigo Almeida prepara-se para disputar a temporada 2026 da Porsche Carrera Cup Asia, uma das competições monomarca em expansão no automobilismo asiático, reforçando a presença de Moçambique no cenário internacional do desporto motorizado.
Para esta época, Almeida passa a integrar a equipa Phantom Global Racing, mantendo a parceria com a marca Porsche, que acompanha o piloto há dois anos. O projecto conta ainda com o apoio de vários patrocinadores e parceiros, entre os quais Wetrade, Transcrane Logistics, Fidelidade Ímpar, Prima Seguros, CanelFood, Walaka Software e VisitMozambique.
Segundo o piloto, o reforço de parcerias representa um passo importante na sua carreira.
“É com enorme orgulho que anuncio a minha nova equipa para a próxima temporada da Carrera Cup Asia. Estas parcerias representam um reforço muito importante para o meu projecto e dão-me ainda mais confiança e motivação para enfrentar os desafios que tenho pela frente. É um privilégio poder contar com entidades que acreditam no meu trabalho e no meu potencial”, afirmou.
A primeira etapa do campeonato está marcada para os dias 13 e 14 de Março, no Shanghai International Circuit, em Xangai, na China, integrando o programa do Grande Prémio de Formula 1.
A preparação para a nova temporada tem sido intensa, com foco na evolução técnica, preparação física e análise estratégica da competição. No final de Fevereiro e início de Março realizaram-se os treinos oficiais e a apresentação do campeonato, com cerca de 30 carros em pista, num importante teste para equipas e pilotos.
Rodrigo Almeida tem vindo a consolidar a sua presença em competições internacionais, representando Moçambique em palcos cada vez mais exigentes. O piloto afirma que inicia a nova temporada “com grande entusiasmo, ambição e determinação”, tendo como objectivo alcançar resultados consistentes e continuar a afirmar-se no panorama do automobilismo internacional.
Com este novo desafio, Almeida reforça a sua trajectória ascendente no desporto motorizado e prepara-se para uma temporada que poderá ser determinante na consolidação da sua carreira internacional.




Presidente Daniel Chapo participa em Lisboa na investidura do Presidente eleito de Portugal

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A Presidência da República de Moçambique anunciou que a cooperação entre o país e Portugal continua sólida, destacando a deslocação do Chefe de Estado moçambicano a Lisboa para participar na cerimónia de investidura do Presidente eleito português, António José Seguro.
De acordo com uma nota oficial da Presidência, o Presidente da República, Daniel Chapo, desloca-se esta segunda-feira à capital portuguesa para tomar parte na cerimónia solene que marcará o início do mandato do novo Chefe de Estado de Portugal.
Segundo o comunicado, a presença do estadista moçambicano ocorre em resposta ao convite formulado pelo actual Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, e reflecte os laços históricos de amizade, solidariedade e cooperação que unem os dois países.
“A participação do Presidente da República nesta cerimónia representa um gesto de reconhecimento das relações históricas entre Moçambique e Portugal e reafirma o compromisso de ambos os países em aprofundar a cooperação bilateral”, refere a nota da Presidência da República.
Ainda de acordo com a mesma fonte, a visita constitui igualmente uma oportunidade para reforçar o diálogo político e diplomático entre Maputo e Lisboa, bem como para consolidar parcerias em diferentes áreas de interesse comum.
Integram a delegação moçambicana o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salimo Ismael Valá, a Embaixadora de Moçambique em Portugal, Stella da Graça Pinto Novo Zeca, bem como outros quadros da Presidência da República.
A deslocação do Presidente Daniel Chapo insere-se no quadro da política externa de Moçambique de fortalecimento das relações com países parceiros, com destaque para Portugal, com o qual mantém uma cooperação histórica em áreas como economia, educação, cultura e desenvolvimento institucional.




Jurista Sérgio Matsinhe anuncia queixa para investigação ao PIMO e ao seu presidente Yacub Sibindy

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O jurista e comentador político Sérgio Matsinhe anunciou que pretende apresentar, nos próximos dias, uma queixa formal junto das autoridades competentes para a abertura de uma investigação ao Partido Independente de Moçambique e ao seu presidente, Yacub Sibindy, por alegados desvios aos princípios que orientaram a criação da formação política.
Segundo Matsinhe, existem indícios de práticas que, no seu entendimento, devem ser objecto de escrutínio público e institucional, incluindo alegadas atividades de natureza comercial associadas ao partido, como a realização de negócios e a importação de viaturas e outros bens.
“Há elementos que levantam dúvidas quanto ao cumprimento dos princípios que presidiram à criação do partido. Por essa razão, entendemos que é necessário que as instituições competentes façam o seu trabalho e esclareçam a opinião pública”, afirmou o jurista.

A posição de Sérgio Matsinhe surge em reação a um comentário publicado nas redes sociais por Yacub Sibindy, no qual o líder do PIMO se pronunciou sobre o político Venâncio Mondlane, que também é presidente do partido ANAMOLA e membro do Conselho de Estado de Moçambique.
Na publicação, Sibindy alegou que Mondlane estaria a desafiar as autoridades judiciais e a procurar politizar um processo judicial.
“Venâncio Mondlane está a desafiar o juiz, mesmo antes de ser notificado para comparecer em tribunal, procurando politizar o julgamento para fugir das acusações relacionadas com os seus vulgos ‘turbos terroristas’”, escreveu Sibindy na sua página do Facebook.
O dirigente político acrescentou ainda que, na sua opinião, Mondlane tem procurado projeção pública através de polémicas políticas.
“Venâncio Mondlane sempre procurou qualquer tipo de motivo para se tornar famoso e herói ao mesmo tempo”, referiu.

Em resposta, Sérgio Matsinhe questionou publicamente o envolvimento de Yacub Sibindy no assunto, defendendo que o debate político deve respeitar os princípios fundamentais do Estado de Direito.
“Onde entra o senhor neste assunto relativo a um presidente eleito democraticamente?”, questionou o jurista.
Para Matsinhe, a legitimidade política em qualquer sistema democrático decorre essencialmente da vontade popular expressa nas urnas, devendo as instituições e os atores políticos respeitar os mecanismos legais existentes.
“A legitimidade democrática resulta da vontade popular expressa nas urnas e do respeito pelo Estado de Direito”, sublinhou.
Possível processo de investigação
O jurista indicou que a queixa a ser submetida pretende instar as autoridades competentes a avaliar eventuais irregularidades, garantindo que os partidos políticos atuem dentro do quadro legal e dos princípios que regem a atividade política em Moçambique.
Analistas consideram que o caso poderá abrir um novo capítulo de debate político e jurídico sobre transparência e responsabilidade no funcionamento dos partidos, sobretudo num contexto em que a opinião pública tem exigido maior prestação de contas por parte das lideranças políticas.
Até ao momento, o PIMO e o seu presidente, Yacub Sibindy, não reagiram formalmente à intenção anunciada pelo jurista Sérgio Matsinhe de avançar com a queixa.




Samaria Tovela encerra Procultura e destaca mobilidade artística na CPLP

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A Ministra da Educação e Cultura de Moçambique, Samaria Tovela, dirigiu na sexta-feira (06) a cerimónia de apresentação dos resultados e encerramento do projecto Procultura, iniciativa que reuniu países dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor‑Leste.
Perante artistas, gestores culturais e representantes diplomáticos, a governante afirmou que o projecto reforçou a mobilidade artística na região. Segundo Tovela, Moçambique esteve entre os países com maior número de propostas aprovadas.
“Maximizámos as oportunidades criadas”, afirmou.
A Ministra destacou que o país recebeu produções culturais nacionais e também obras de artistas de outros países participantes.
“Isso mostrou que somos países unidos e capazes de apresentar produtos de elevada qualidade”, sublinhou.
Samaria Tovela acrescentou que a cooperação deixou de ser apenas uma soma de produções nacionais de Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Angola, Timor‑Leste e Guiné‑Bissau, para se tornar uma “identidade criativa única”, com potencial de circulação além do espaço lusófono.
Ao encerrar o evento, a governante defendeu a criação de um mecanismo de seguimento para manter activas as redes de coprodução e as casas culturais criadas no âmbito do projecto, que apoiou dezenas de iniciativas nas áreas de teatro, música, literatura e artes visuais.




Carlos Zavala dirige VII Sessão Ordinária do Comité Provincial da FRELIMO em Maputo

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O Primeiro Secretário do Comité Provincial da FRELIMO na Província de Maputo, Carlos Zavala, dirigiu a VII Sessão Ordinária do Comité Provincial do partido, alargada aos secretários dos comités distritais.
Na sua intervenção de abertura, Carlos Zavala saudou a direcção máxima da FRELIMO, na pessoa de Daniel Chapo, Presidente da FRELIMO e Presidente da Moçambique, destacando a forma que considerou sábia na condução dos destinos do país. O dirigente provincial enalteceu igualmente as recentes visitas de solidariedade realizadas pelo Chefe de Estado às populações afectadas pelas cheias e inundações.
Segundo Zavala, Daniel Chapo deslocou-se a centros de acolhimento e zonas inundadas nos distritos de Marracuene, Manhiça e na Matola, onde prestou apoio às comunidades afectadas, gesto que, segundo afirmou, demonstra sensibilidade e compromisso com as populações vulneráveis. Destacou ainda a preocupação permanente do Presidente da FRELIMO com o bom funcionamento dos órgãos de base do partido.
De acordo com o Primeiro Secretário, a realização desta sessão ocorre num contexto que exige dos membros do partido maturidade política, coesão interna e visão estratégica.
“Esta sessão deve constituir um espaço de reflexão profunda, de debate franco e construtivo em torno dos documentos apresentados, bem como de tomada de decisões que reforcem a nossa capacidade de servir o povo”, afirmou.
Na ocasião, Carlos Zavala congratulou ainda o Presidente Daniel Chapo pela iniciativa de promover o recenseamento de raiz dos membros da FRELIMO. Para o dirigente, a medida demonstra visão estratégica, responsabilidade organizativa e um forte compromisso com o fortalecimento das estruturas do partido.
A VII Sessão Ordinária do Secretariado do Comité Provincial da FRELIMO na Província de Maputo contou com a presença do membro da Comissão Política e chefe da Brigada Central de Assistência e Apoio à província, Francisco Mucanheia, bem como da membro do Comité Central e chefe adjunta da brigada central, Feliz Sílvia.
Participaram igualmente governantes e dirigentes do partido, entre os quais o governador da Província de Maputo, Manuel Tule, o secretário de Estado na província, Henriques Bongece, além de secretários provinciais das organizações sociais do partido, nomeadamente a Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), a Organização da Mulher Moçambicana (OMM) e a Organização da Juventude Moçambicana (OJM), entre outros quadros da FRELIMO.




Daniel Chapo inaugura ponte-cais em Kanyaka e alerta contra desordem na nova infraestrutura

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Chefe do Estado diz que ponte-cais de cerca de um quilómetro vai impulsionar turismo e negócios na Ilha da Inhaca, mas adverte que o espaço público deve ser preservado e organizado.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, afirmou esta manhã que não quer ver bancas improvisadas nem acumulação de lixo na nova ponte-cais inaugurada no distrito municipal de Kanyaka, na cidade de Maputo, defendendo que o desenvolvimento deve ser acompanhado por disciplina e respeito pelas regras definidas pelo Estado.
Falando durante a cerimónia de inauguração da infraestrutura, o Chefe do Estado sublinhou que o Governo pretende garantir que o novo empreendimento sirva efectivamente os interesses da população e contribua para o crescimento económico local sem comprometer a ordem pública.
“Não queremos ver bancas em cima da ponte nem lixo acumulado. O Estado lidera e define regras, e essas regras devem ser respeitadas por todos”, declarou o Presidente, acrescentando que a preservação dos bens públicos é uma responsabilidade colectiva.
A nova ponte-cais, com aproximadamente um quilómetro de comprimento, estende-se sobre as águas costeiras do Oceano Índico e constitui actualmente a principal infraestrutura de apoio ao acesso marítimo à Ilha da Inhaca, uma das zonas turísticas mais importantes da região sul do país.
Durante o seu discurso, Daniel Chapo enfatizou que o desenvolvimento não deve ser confundido com desorganização.
“O desenvolvimento não pode significar desordem. Há pessoas que fazem planos para destruir os bens do povo, e isso não pode ser permitido”, afirmou.
O Presidente acrescentou que o Governo continuará a apostar na construção de infraestruturas públicas com o objetivo de melhorar as condições de vida dos cidadãos e dinamizar as economias locais.
Nesse sentido, apelou directamente à população do distrito municipal de Kanyaka para que se mantenha vigilante e denuncie qualquer tentativa de vandalização ou uso indevido da nova infraestrutura.
“Pedimos à população que não permita que pessoas que não querem ver o desenvolvimento do distrito venham destruir aquilo que foi construído para beneficiar o povo. Sempre que houver problemas, denunciem às autoridades”, disse.
Além de melhorar a mobilidade entre o continente e a ilha, o Chefe do Estado acredita que a nova ponte-cais poderá representar um impulso significativo para o turismo e para o surgimento de novas oportunidades de negócio.
“Esta infraestrutura vai aumentar o número de turistas que visitam a Ilha da Inhaca e abrir novas oportunidades de negócio para os residentes locais”, garantiu.
A obra foi construída com financiamento de duas empresas de capitais moçambicanos: os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Maputo Port Development Company (MPDC), entidade responsável pela gestão do Porto de Maputo.
Segundo dados oficiais apresentados durante a inauguração, trata-se do terceiro investimento do Estado nesta infraestrutura, com um valor total estimado em 14,2 milhões de dólares norte-americanos.
Autoridades governamentais consideram que o projecto representa um passo estratégico para reforçar a ligação entre a cidade de Maputo e a Ilha da Inhaca, bem como para promover o desenvolvimento económico e turístico do distrito municipal de Kanyaka.




SECRETÁRIO DO ESTADO NA ZAMBÉZIA RECEBE EM AUDIÊNCIA DE CORTESIA O ECONOMISTA ADRIANO MALEIANE

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Encontro abordou desafios e oportunidades para o desenvolvimento económico e social da província.
O Secretário de Estado na província da Zambézia, Avelino Muchine, recebeu em audiência de cortesia o economista e antigo Primeiro-Ministro de Moçambique, Adriano Maleiane, que se encontra na província em missão de trabalho.
Durante o encontro, realizado no âmbito das actividades institucionais do governante, as duas individualidades passaram em revista diversos aspectos relacionados com o desenvolvimento económico e social da província, com particular enfoque nos desafios actuais e nas oportunidades existentes para a dinamização da economia local.
Na ocasião, Avelino Muchine destacou a importância do diálogo e da partilha de experiências com especialistas e figuras de reconhecida competência na área económica, sublinhando que estes momentos contribuem para a reflexão sobre soluções que possam impulsionar o crescimento sustentável da província.
“A Zambézia possui um enorme potencial económico e social. A troca de ideias com especialistas permite-nos identificar caminhos que reforcem as iniciativas de desenvolvimento e melhorem as condições de vida da população”, afirmou.
Por sua vez, Adriano Maleiane manifestou satisfação pela oportunidade de dialogar com as autoridades locais, reiterando a importância de fortalecer políticas e iniciativas que promovam a dinamização da economia provincial.
“A Zambézia é uma província com grandes recursos e oportunidades. O importante é continuar a trabalhar de forma coordenada para transformar esse potencial em benefícios concretos para as comunidades”, referiu.
O encontro serviu igualmente para uma troca de impressões sobre matérias de interesse comum, reforçando o compromisso das instituições em continuar a promover iniciativas orientadas para o progresso económico, a inclusão social e o bem-estar das populações da província.




EXPORTAÇÃO ILEGAL DE 406 CONTENTORES DE MADEIRA NO PORTO DE PEMBA

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DIRECTOR DA AQUA SUSPEITO DE FACILITAR CONTRABANDO

Por: Davio David

A Procuradoria Geral da República (PGR) através do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) está a investigar os autores morais do processo melindroso de exportação ilegal de 406 contentores de madeira no porto de Pemba. Entretanto, os denunciantes que acusavam o ministro da Agricultura, Roberto Albino Mito e sua equipa em Maputo, podem ter sido os próprios facilitadores do esquema de contrabando que lesou o Estado moçambicano em cerca de 200 milhões de meticais.

Trata-se do então Delegado da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA) em Cabo Delgado , Jorge Tassicane Mbofana e do Director do Serviço Provincial do Ambiente (SPA) de Cabo Delgado, Saleem Mwazena, exonerado, no ano passado por envolvimento em escândalos no contrabando de madeira, enquanto que Mbofana, foi exonerado na tarde desta quarta-feira, sob suspeita dos mesmos escândalos.

Segundo nossa investigação, há fortes indícios de ambos serem colaboradores directos do cartel de contrabando de madeira no país, liderada pela polémica empresa libanesa Safi Timber.

A dupla Mbofana e Salem, antes de ocuparem cargos importantes na AQUA e SPA na província de Cabo Delgado, eram fiscais do Ministério da Agricultura na província de Sofala, tendo sido transferidos graças à influência do cartel naquela parcela do país, para Pemba, alegadamente para abrir outra frente do contrabando de madeira por via do Porto de Pemba, em Cabo Delgado.

Fontes próximas do processo ouvidas sem gravar entrevista, defendem que tanto a dupla deve ser intimada, juntamente com a Alfândega, agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), despachantes , gestores do Porto de Pemba, bem como as empresas mencionadas na denúncia sobre o processo de exportação ilegal de 406 contentores de madeira.

Aliás, dados na nossa posse indicam que há fortes suspeitas de ter sido o antigo director do SPA, Saleem Mwazena, o denunciante que por retaliação da sua exoneração terá acusado o ministro da Agricultura Ambiente e Pesca, Roberto Albino e seus colaboradores em Maputo como principais suspeitos no referido esquema.

A nossa equipa de reportagem apurou que segundo a legislação vigente, o processo de exportação de madeira no país, obedece a três fases que se desenrolam no terreno, com envolvimento das entidades multisectorias, inclusive AQUA e SPA.

“As funções do SPA são claras no processo de exportação, se tiver acontecido, o antigo Delegado Mbofana terá sido o principal responsável, uma vez que nesse processo de empacotamento é feito por uma equipe multisectorial”, disse uma fonte em anonimato.