Eid Al-Adha 2026 em Moçambique: Comunidade turca reforça solidariedade com distribuição de Qurbani

zambeze

A celebração do Eid Al-Adha 2026 ficou marcada, em Moçambique, por uma forte ação de solidariedade promovida pela Associação Ilha da Paz, em parceria com a Willow International School, através da distribuição de carne de Qurbani a milhares de famílias em diferentes pontos do país.

Durante a cerimónia alusiva à festividade islâmica, o representante da Associação Ilha da Paz e promotor do evento, Mehmet Baslik, destacou que o Eid Al-Adha representa “um tempo em que a fé se transforma em ação e em que cada gesto de solidariedade se torna uma ponte de esperança”.

Segundo Mehmet Baslik, a comunidade turca ligada à Willow International School uniu esforços com parceiros locais para apoiar famílias moçambicanas afetadas pelas recentes cheias e tempestades, levando assistência alimentar e mensagens de fraternidade.
“No que nos move não existe interesse político nem busca por visibilidade. O que nos inspira são os valores universais do serviço à humanidade, da partilha com quem mais precisa, da promoção da educação e da construção da paz entre culturas e religiões”, afirmou.
No âmbito da iniciativa de Qurbani deste ano, foram distribuídas cabeças de gado em várias províncias e distritos do país, nomeadamente: Maputo – 141 cabeças; Katembe – 25 cabeças; Manhiça – 100 cabeças; Lichinga – 100 cabeças; Nampula – 100 cabeças; Inhambane – 80 cabeças; Beira – 15 cabeças; Ilha de Moçambique – 10 cabeças; Moma – 20 cabeças; Macia – 2 cabeças; Palma – 5 cabeças.
De acordo com Mehmet Baslik, “cada número representa não apenas uma família, mas uma vida tocada pela fraternidade”.

O Eid Al-Adha, também conhecido como Festa do Sacrifício, é uma das principais celebrações do calendário islâmico. A data assinala a disposição do profeta Ibrahim (Abraão) em sacrificar o seu filho Ismael em obediência a Deus, simbolizando fé, entrega e solidariedade para com os mais necessitados.

Além do significado religioso, a celebração é tradicionalmente marcada pela partilha de alimentos, sobretudo carne proveniente do Qurbani, com famílias vulneráveis, reforçando os valores de união, compaixão e assistência social.

Em Moçambique, a iniciativa promovida pela Associação Ilha da Paz e pela Willow International School voltou a demonstrar o papel crescente das ações comunitárias e humanitárias na promoção da inclusão social e do apoio às populações afetadas por dificuldades económicas e eventos climáticos extremos. 




Moçambique recebeu 252,8 milhões de USD do gás natural liquefeito, desde 2022, mas só alocou 33,6 milhões para projectos em 2025

barco

Um relatório de monitoria, apresentado recentemente, pelo Banco de Moçambique, em coordenação com o Ministério das Finanças, revela o descompasso entre o dinheiro que entrou dos projectos de gás natural liquefeito e o que realmente chegou aos moçambicanos. Entre 2022 e Dezembro de 2025, o país arrecadou 252,8 milhões de dólares, mas a execução dos projectos financiados por essas receitas foi praticamente nula em 2025.

O representante do Banco de Moçambique, Cláudio Mangue, afirmou que do total recebido, apenas 33,6 milhões de dólares foram usados no Orçamento do Estado (OE), até Dezembro de 2025. O restante, 219,7 milhões de dólares, ficou parado numa conta transitória.

“De ponto de vista de visão geral, o que estamos dizendo aqui é, entre 2022 e Dezembro de 2025, Moçambique registou 252,8 milhões de dólares, é a receita total até agora em termos de exploração de gás natural liquefeito. Aquilo que foi absorvido ao nível do orçamento do Estado nesse período é de 33,6 milhões de dólares, aquilo que foram receitas depositadas na conta transitória, retirando os 33, são 219,7 milhões de dólares”, disse Mangue.

Só no fim de 2025, o governo começou a repartir o valor conforme a lei: 60% para o Orçamento do Estado e 40% para o Fundo Soberano. Mesmo assim, a transferência para projectos nacionais foi de apenas 31,49 milhões de dólares.

“Em Dezembro de 2025 foram realizadas transferências da conta transitória para o orçamento do Estado, totalizando 31,49 milhões de dólares, financiando projectos de investimentos nacionais.”

Execução desequilibrada nos ministérios

Os 60% que foram ao Orçamento do Estado, não foram executados em todos os ministérios no ano de 2025, sendo que, somente o Ministério dos Transportes e Logísticas usufruiu a 100% desta alocação.

“A execução orçamental dos projectos financiados pelas receitas (60%), não foi satisfatória em 2025, o Ministério dos Transportes e Logística teve um grau de execução de 100% e os demais não tiveram uma execução satisfatória”, afirmou Cláudio Mangue.

Outrossim, a entidade admitiu que as receitas não tem um volume considerável, mas a necessidade de financiamento de projectos é alta, por isso, promete finalizar os projectos que ficaram pendentes em 2025, até o fim do primeiro semestre do corrente ano.

“As receitas não são volumosas, mas a necessidade de financiamento é alta, portanto, não se pode justificar que tenhamos grau de execução de níveis baixos, estamos a trabalhar para que os projectos que não foram terminados em 2025, sejam finalizados até ao final do primeiro semestre deste ano”, concluiu Mangue.

“O Banco de Moçambique não fez nada tão extraordinário para a sociedade, afirma sociedade civil”

O economista Sidónio Tembe, representante ao Fórum de Monitoria do Orçamento (FMO), criticou as estratégias adoptadas pelo Banco de Moçambique para prevenir riscos.

“Em termos de estratégia de gestão de risco, de alguma coisa nova que o Banco de Moçambique possa ter feito para a sociedade, não fez nada tão extraordinário”, disse o economista, destacando que, instrumentos como “overnight”, são de risco muito previsível, e que o Banco de Moçambique ainda não demonstrou complexidade técnica necessária para gestão plena de um fundo Soberano. (INTEGRITY)




Município de Maputo com dificuldades na remoção de lixo devido e invoca escassez de combustíveis como a razão principal

lixo

Em entrevista à STV, a Direcção de Salubridade, do município de Maputo, disse que o município enfrenta desafio na remoção de lixo devido à crise de combustível.

Segundo a vereação de infraestrutura e salubridade, no município de Maputo, a recolha de lixo continua sendo um dos principais desafios, no entanto, o processo continua a decorrer na sua normalidade.

“A recolha de resíduos sólidos é um dos grandes desafios que o município de Maputo tem, actualmente, o processo está decorrendo normalmente, pese embora a alguns desafios decorrente do momento que estamos atravessar”, frisou a Direcção de salubridade. A fonte acrescentou que o município enfrentou um momento crítico devido à insuficiência de combustível para abastecer as viaturas de recolha, o que somando a outros factores, reduziu a capacidade operacional e provocou acumulação de lixo em algumas zonas.

“Tivemos um momento crítico em que tínhamos insuficiência de combustível para abastecer as viaturas, e outros factores, temos alguns factores que reduzem a nossa capacidade surgem situações de acumulação de resíduos”, revelou a fonte. Segundo a entidade, para garantir a continuidade do serviço, foi assegurado um estoque de combustível para os próximos dias. Como medida preventiva, o município passará a fazer a recolha de resíduos no período nocturno, visando evitar o gasto excessivo de combustível causado pelo congestionamento durante o dia.




CPMO do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 9,25 %.

bm

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 9,25 %. Esta decisão decorre da prevalência de elevadas incertezas quanto à duração do conflito no Médio Oriente e o consequente impacto sobre a cadeia logística e oferta de bens, bem como sobre os preços internacionais e domésticos dos combustíveis e alimentos.

Adicionalmente, o CPMO decidiu aumentar o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda nacional de 29,0% para 39,0%, visando absorver a liquidez excedentária no sistema bancário, susceptível de gerar maior pressão inflacionária. Entretanto, o CPMO decidiu manter o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda estrangeira em 29,5%.

A previsão da inflação foi revista em alta. Em Abril de 2026, a inflação anual fixou-se em 4,4%, após 3,4 % em Março. A inflação subjacente, que exclui frutas e vegetais e bens com preços administrados, manteve-se estável. Entretanto, no curto e médio prazo, antevê-se uma aceleração da inflação, podendo atingir dois dígitos, dependendo da duração do conflito no Médio Oriente. A previsão da inflação reflecte os efeitos directos e indirectos do ajustamento dos preços domésticos dos combustíveis líquidos, da intermitência no seu fornecimento e da inflação importada, não obstante a estabilidade do Metical e a fraca actividade económica.

Os riscos e incertezas associados às projecções da inflação continuam a agravar-se. A nível doméstico, evidenciam-se riscos e incertezas quanto à magnitude dos efeitos indirectos do aumento dos preços dos combustíveis sobre a cadeia logística e a oferta de bens; ao ritmo de reposição da capacidade produtiva na sequência das inundações que assolaram o País no primeiro trimestre do ano; e aos efeitos do agravamento do risco fiscal, com destaque para os atrasos nos pagamentos devidos pelo Estado. A nível externo, destacam-se as incertezas quanto à duração e magnitude do impacto do conflito geopolítico no Médio Oriente sobre a cadeia logística e a oferta de bens, bem como sobre os preços dos produtos energéticos e alimentares.

O endividamento público e os atrasados da dívida interna e externa mantêm-se elevados, afectando o normal funcionamento do mercado financeiro e a liquidez bancária. A dívida pública interna, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 493,1 mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 18,5 mil milhões em relação a Dezembro de 2025, e uma fonte de aumento da liquidez bancária. Persistem os atrasos no pagamento da dívida pública interna e externa, incluindo comas instituições financeiras nacionais e os credores multilaterais, com impactos, entre outros, na fraca apetência por títulos públicos, na rigidez das taxas de juro do mercado monetário interbancário e na avaliação do risco do País.

A direcção da política monetária continuará condicionada à avaliação dos riscos e incertezas subjacentes às projecções da inflação.

A próxima reunião ordinária do CPMO está marcada para o dia 29 de Julho de 2026.




Yango Group lança a Yango Tech em África com soluções de IA e Infra-Estrutura Digital para Empresas e Instituições do sector público

YANGO

Maputo — O Yango Group anunciou o lançamento da Yango Tech em África, expandindo a presença da empresa na região com um portfólio de soluções de inteligência artificial e infra-estrutura digital destinadas a empresas e organizações do sector público.

A expansão marca a entrada do Yango Group para além dos serviços voltados ao consumidor em África, avançando agora para implementações tecnológicas B2B e soluções de IA. A Yango Tech irá concentrarse em apoiar organizações na automatização de operações, modernização de infra-estruturas e adopção de ferramentas de inteligência artificial em sectores como mobilidade, saúde, serviços financeiros e retalho.

Segundo a McKinsey, a inteligência artificial generativa poderá desbloquear entre 61 mil milhões e 103 mil milhões de dólares em valor económico anual em África, enquanto mais de 40% das organizações no continente já estão a experimentar ou implementar soluções de IA.

Ao mesmo tempo, a procura por infra-estrutura digital e tecnologias empresariais continua a crescer nos mercados africanos. A GSMA estima que o sector móvel tenha contribuído com 220 mil milhões de dólares para a economia africana em 2024, podendo atingir 270 mil milhões de dólares até 2030, à medida que os serviços digitais e as tecnologias empresariais se expandem.

O portfólio africano da Yango Tech inclui programas de adopção de IA generativa, tecnologias para cidades inteligentes, soluções de digitalização na área da saúde e plataformas para serviços financeiros e comércio electrónico.

A empresa apoia organizações públicas e privadas na identificação de áreas onde a IA pode gerar valor mensurável, no desenvolvimento de roteiros de implementação, avaliação do retorno sobre investimento (ROI) e integração de ferramentas de IA nas operações diárias.

A oferta inclui ainda suporte à implementação, estruturas de governação de IA e programas de formação para executivos e equipas operacionais. “Os mercados africanos estão a demonstrar uma procura crescente por automação, modernização de infra-estruturas e aplicações práticas de inteligência artificial”, afirmou Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer do Yango Group.

“O objectivo da Yango Tech é ajudar organizações a implementar tecnologia de forma a melhorar a eficiência operacional e apoiar a transformação digital a longo prazo.”

Na Ásia Central, a Yango Tech já lançou com sucesso projetos MaaS (Mobility as a Service), incluindo sistemas de rastreamento de ambulâncias em tempo real, concebidos para melhorar a coordenação das respostas de emergência e a visibilidade para pacientes e centros de despacho. A empresa já iniciou operações em Moçambique e na África do Sul, com projectos nas áreas de mobilidade, saúde e comércio electrónico, marcando o primeiro passo para uma expansão mais ampla em todo o continente.




Parceria entre PRM, Munícipio da Matola e Fidelidade Ímpar leva segurança rodoviária às escolas porque cada criança merece chegar à casa

fidelidade

Maputo — No dia 20 de Maio, mais de 1.000 crianças de duas escolas da Cidade da Matola aprenderam a atravessar a rua com segurança. A Fidelidade Ímpar esteve lá.

A iniciativa integra a Semana Nacional de Segurança Rodoviária 2026, sob o lema “O cuidado é o melhor caminho”. Em parceria com a Polícia de Trânsito (PRM), o Conselho Municipal da Cidade da Matola, INATRO e a Direcção Distrital de Educação, a Fidelidade Ímpar levou palestras educativas, simulações práticas de travessia segura e sessões de literacia financeira tornando a aprendizagem concreta e visível.

Esta acção foi possível pela união de quem partilha o mesmo propósito. A PRM, o Conselho Municipal da Cidade da Matola e a Direcção Distrital de Educação juntaram-se para chegar mais longe juntos porque a segurança nas zonas escolares não é responsabilidade de ninguém em particular: é responsabilidade de todos.

Foram distribuídos 70 coletes reflectores à Polícia de Trânsito e instalada sinalização rodoviária junto das escolas: passadeiras, placas de prevenção e os sinais que dizem ao trânsito que ali passam crianças. Pequenos gestos que ficam.

A acção envolveu mais de 1.000 participantes nas duas escolas. Cada um deles crianças, professores, agentes de trânsito foi parte de algo maior do que uma simples sessão de sensibilização.

Não é a primeira vez. Desde Novembro de 2025, a Fidelidade Ímpar tem estado presente na Escola Primária da Matola Gare, onde cerca de 1.000 alunos participaram em actividades de educação rodoviária, literacia financeira e até criaram peças ilustrativas com materiais reutilizados. A intenção nunca foi fazer um evento. Foi criar um hábito.

A Fidelidade Ímpar mantém o programa activo na Escola Primária da Matola Gare desde Novembro de 2025 e prevê alargá-lo a outras zonas escolares do país. Para a Fidelidade Ímpar, investir na prevenção é contribuir para comunidades mais seguras  porque o cuidado traduz-se sempre em acções concretas para que a vida não pare.




GAZA QUER TRANSFORMAR A MANDIOCA EM MOTOR DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO

IMG_20260427_090841

Governadora Margarida Mapazine aposta na modernização da produção e industrialização do tubérculo para responder à crescente procura e impulsionar empregos na província
A Governadora da Província de Gaza, Margarida Mapazine, defendeu a necessidade urgente de aprimorar as tecnologias de produção da mandioca, numa altura em que cresce significativamente a procura pelo tubérculo, considerado um dos alimentos mais energéticos e resistentes do mundo.
Segundo a dirigente, a mandioca representa actualmente um dos principais pilares da economia agrícola provincial, movimentando anualmente cerca de 3.760 milhões de meticais em Gaza, facto que demonstra o seu elevado potencial económico e social.
Durante um encontro de reflexão sobre cadeias produtivas agrícolas e processamento industrial, Margarida Mapadzene destacou que a província reúne condições favoráveis para elevar os níveis de produção e transformação da mandioca, sobretudo devido à sua versatilidade e múltiplas aplicações industriais.
“A mandioca é um dos alimentos mais ricos em energia do mundo e, na nossa província, desempenha um papel muito importante na estratégia económica. É um pilar da agricultura familiar e capaz de gerar milhares de empregos, contribuindo para que as comunidades alcancem a tão desejada autonomia financeira”, afirmou a governante.
A responsável sublinhou ainda que o tubérculo não deve ser visto apenas como produto alimentar tradicional, mas também como uma matéria-prima estratégica para sectores como a indústria farmacêutica, produção de farinhas enriquecidas, rações, biocombustíveis e outros derivados industriais.
Fontes ligadas ao sector agrícola provincial defendem que a modernização da cadeia de valor da mandioca poderá representar um passo decisivo na redução da pobreza rural, aumento da renda familiar e fortalecimento da segurança alimentar nas comunidades mais vulneráveis da província.
Além da análise em torno da mandioca e seus derivados, o encontro serviu igualmente para avaliar o estágio actual da produção e processamento de frutas na província, com destaque para os citrinos, o ananás e o falso fruto da castanha de caju, culturas consideradas estratégicas para diversificação económica e expansão agroindustrial.
Especialistas presentes no evento alertaram, entretanto, para a necessidade de maiores investimentos em tecnologias de conservação, irrigação, assistência técnica e acesso ao mercado, factores apontados como cruciais para garantir competitividade e sustentabilidade ao sector agrícola de Gaza.
A aposta na industrialização agrícola surge numa fase em que o Governo Provincial procura consolidar cadeias de valor capazes de transformar a produção familiar em negócios sustentáveis, promovendo emprego juvenil, inclusão económica e desenvolvimento rural integrado




Província de Maputo prevê comercializar 3 milhões de toneladas de produtos agrícolas em 2026

Governador Manuel Tule lança campanha agrícola e destaca aposta na indústria transformadora
A Província de Maputo prevê comercializar cerca de 3 milhões de toneladas de produtos agrícolas durante a Campanha de Comercialização Agrícola de 2026, sendo que aproximadamente 57% da produção será destinada à indústria transformadora, numa estratégia orientada para o fortalecimento da cadeia de valor agrária e dinamização da economia provincial.
A informação foi avançada neste sábado, 16 de Maio, pelo Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, durante a cerimónia oficial de lançamento da Campanha de Comercialização Agrícola-2026, realizada no distrito da Moamba.
Segundo o governante, a campanha surge num contexto em que o Executivo provincial pretende consolidar a produção agrícola, garantir maior escoamento dos produtos e incentivar o processamento industrial local, reduzindo perdas pós-colheita e aumentando o rendimento dos produtores.
“Dos cerca de 3 milhões de toneladas projectadas para comercialização, 57% serão absorvidos pela indústria transformadora, o que demonstra o crescente papel do sector industrial na valorização da produção agrícola da província”, afirmou Manuel Tule.
O governador sublinhou ainda que o sector agrário continua a assumir um papel estratégico no combate à pobreza, geração de emprego e promoção da segurança alimentar nas comunidades rurais.
Durante a cerimónia, Manuel Tule apelou aos produtores, comerciantes e parceiros de desenvolvimento para reforçarem a cooperação ao longo da campanha agrícola, defendendo a necessidade de investimentos em infra-estruturas de armazenamento, transporte e processamento.
“A comercialização agrícola deve beneficiar directamente o produtor, criando rendimento sustentável e fortalecendo a economia local”, acrescentou.
A Campanha de Comercialização Agrícola-2026 decorre numa altura em que as autoridades provinciais procuram impulsionar a produção orientada para o mercado, com enfoque na ligação entre agricultura familiar, agro-indústria e exportação.
O distrito da Moamba, anfitrião do lançamento oficial, é considerado uma das principais zonas de produção agrícola da Província de Maputo, destacando-se no cultivo de cereais, hortícolas e outras culturas de rendimento.




Chefe da Brigada Central da FRELIMO na província de Maputo Apela à Produção para Minimizar Impacto da Crise dos Combustíveis

Francisco Mucanheia defende aumento da produção local como resposta à subida do custo de vida provocada pela tensão no Médio Oriente
O chefe da Brigada Central de Assistência da FRELIMO na província de Maputo, Francisco Mucanheia, apelou à população da província de Maputo para reforçar as actividades de produção, como forma de reduzir os efeitos da crise dos combustíveis que afecta vários países devido ao conflito armado no Médio Oriente.
O pronunciamento foi feito esta semana, após um encontro político realizado no Posto Administrativo da Machava-Sede, no município da Matola, província de Maputo, que reuniu membros e simpatizantes do partido FRELIMO.
Durante a sua intervenção, Francisco Mucanheia destacou que a actual instabilidade internacional está a provocar impactos significativos na economia mundial, sobretudo no aumento dos preços dos combustíveis, situação que pode influenciar directamente o custo de vida das famílias moçambicanas.
“Apelamos ao nosso povo para continuar a produzir, como forma de conter os efeitos da crise dos combustíveis. Também pedimos à população para abandonar os boatos e manter a calma, porque na província de Maputo a situação continua estável”, afirmou.
O dirigente explicou ainda que o Governo está a acompanhar de perto o comportamento do mercado e os impactos económicos resultantes da guerra no Médio Oriente, sublinhando que as autoridades provinciais permanecem vigilantes para evitar especulações e desinformação junto da população.
Segundo Francisco Mucanheia, as orientações deixadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, sobre o reforço da produção nacional já começam a produzir resultados positivos na província de Maputo.
“As medidas deixadas pelo Chefe do Estado para incentivar a produção estão a ser implementadas e o povo está a acatar. Isso demonstra compromisso da população em enfrentar este momento difícil”, declarou.
O responsável político aproveitou igualmente a ocasião para condenar actos de desordem pública protagonizados por alguns sectores políticos, considerando que tais práticas podem comprometer os esforços de estabilidade social e económica no país.
“Apesar da existência de alguns partidos que continuam a promover desordem pública, a maioria da população está a seguir as orientações do Presidente da República”, acrescentou.
Analistas consideram que a crise internacional dos combustíveis poderá continuar a pressionar os preços de bens e serviços nos próximos meses, razão pela qual o Governo e diferentes actores sociais insistem na necessidade de aumento da produção agrícola e industrial como alternativa para fortalecer a economia nacional.
O encontro na Machava-Sede enquadra-se nas actividades de assistência política e mobilização social que a FRELIMO vem realizando em vários pontos da província de Maputo, com foco na estabilidade económica, produção local e preservação da paz social.




FIRMINO MUCAVEL ABANDONA ANAMOLA E REGRESSA À FRELIMO APÓS LIDERAR MANIFESTAÇÕES PÓS-ELEITORAIS EM RESSANO GARCIA

Firmino Mucavel, apontado como um dos principais rostos da mobilização política ligada a Venâncio Mondlane na vila fronteiriça de Ressano Garcia, decidiu abandonar o partido ANAMOLA e regressar à FRELIMO, partido no qual anteriormente militava.
Mucavel ocupava o cargo de coordenador de mobilização do ANAMOLA em Ressano Garcia e destacou-se durante as manifestações pós-eleitorais, onde esteve frequentemente na linha da frente dos protestos registados na fronteira entre Moçambique e África do Sul.
Em declarações tornadas públicas durante o acto da sua apresentação oficial à FRELIMO, Firmino Mucavel justificou a sua saída alegando falta de organização interna e ausência de uma agenda política séria no seio do ANAMOLA.
“Eu percebi que estava a ser instrumentalizado e usado para destruir bens públicos e privados. O partido ANAMOLA não demonstra seriedade no que toca à agenda nacional. Há muita desorganização no partido”, declarou Firmino Mucavel.
Considerado por alguns sectores políticos locais como uma das figuras influentes nas mobilizações pós-eleitorais em Ressano Garcia, Mucavel afirmou ter tomado a decisão de regressar à FRELIMO por considerar tratar-se de “um partido estruturado e com visão de governação”.
O acto da sua recepção decorreu na presença do Primeiro-Secretário do Comité Provincial da FRELIMO na Província de Maputo, Carlos Zavala, acompanhado por vários quadros seniores do partido.
Entre as figuras presentes esteve também Calisto Cossa, antigo presidente do Conselho Municipal da Matola e actual deputado da Assembleia da República, além de outros membros e simpatizantes da formação política.
Fontes locais indicam que a saída de Firmino Mucavel poderá representar um duro golpe para a capacidade de mobilização do ANAMOLA naquela região estratégica da fronteira de Ressano Garcia, considerada um dos principais pontos de tensão durante o período pós-eleitoral.
Analistas políticos entendem que a movimentação poderá igualmente reforçar a presença da FRELIMO na província de Maputo, numa altura em que os partidos da oposição enfrentam desafios internos relacionados com coesão e liderança política.