PGR revela processos contra agentes do SERNIC e anuncia reforço com 600 novos recrutas
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written by Publicações | 22 de Abril, 2026
O Procurador-Geral da República, Américo Latela, revelou esta semana, na Assembleia da República, que 28 membros do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) estão actualmente a responder a processos disciplinares e criminais, no âmbito de acções de controlo interno levadas a cabo pela instituição. Segundo explicou o magistrado, os processos resultam de iniciativas destinadas a reforçar a responsabilização no sector da investigação criminal, numa altura em que crescem as exigências de transparência e integridade nas instituições públicas. “Estamos a intensificar os mecanismos de controlo interno para garantir que os agentes actuem dentro da legalidade e dos princípios éticos que regem a função pública”, afirmou Américo Latela perante os deputados. No mesmo informe, o Procurador-Geral anunciou que está em curso o recrutamento de 600 novos agentes para o SERNIC, uma medida que visa fortalecer a capacidade operacional da instituição. De acordo com Latela, o reforço de efectivos pretende melhorar a resposta no combate ao crime organizado e a outras formas complexas de criminalidade que têm vindo a desafiar as autoridades. “O aumento do número de agentes permitirá maior cobertura operacional e maior eficácia nas investigações, sobretudo em casos de maior complexidade”, sublinhou. As medidas apresentadas inserem-se, segundo a Procuradoria-Geral da República, num esforço mais amplo de reforma dos órgãos de investigação criminal. O objectivo, destacou, é elevar os níveis de eficiência, integridade e credibilidade institucional, reforçando a confiança pública no sistema de justiça.
Burlas a partir da prisão expõem falhas graves: SERNIC intervém na Cadeia de Máxima Segurança da “BO”
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written by Publicações | 22 de Abril, 2026
Numa operação que levanta mais perguntas do que respostas, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) invadiu recentemente a Cadeia de Máxima Segurança, conhecida como “BO”, na província de Maputo, com o objetivo de apreender telemóveis usados por reclusos em esquemas de burla. A intervenção surge após uma onda de indignação pública, marcada por denúncias recorrentes de cidadãos vítimas de extorsão e fraude protagonizadas a partir do interior do sistema prisional — um espaço que, em teoria, deveria ser de controlo absoluto do Estado. Apesar do caráter “excecional” da operação, fontes indicam que o uso de telemóveis por reclusos não é um fenómeno novo, mas sim uma prática antiga e, alegadamente, facilitada por falhas sistemáticas de controlo e possíveis esquemas de corrupção dentro das cadeias. “Não se trata apenas de apreender telefones. A questão central é: como é que estes dispositivos entram e circulam livremente numa cadeia de máxima segurança?”, questiona um analista de segurança ouvido no âmbito desta investigação. Relatos apontam que alguns reclusos operam verdadeiras redes criminosas a partir das celas, contactando vítimas aleatórias, simulando emergências familiares ou falsas oportunidades de negócio para obter transferências financeiras. Em muitos casos, as vítimas só percebem o esquema depois de efetuarem pagamentos, sem possibilidade de reaver os valores. A operação do SERNIC, embora apresentada como uma resposta firme, é vista por críticos como uma medida reativa, que não ataca as causas profundas do problema. Organizações da sociedade civil defendem que a recorrência destas situações revela fragilidades estruturais no sistema penitenciário, incluindo falta de fiscalização rigorosa, insuficiência de meios tecnológicos e, possivelmente, conivência interna. “O Estado está a correr atrás do prejuízo. Estas redes já operam há muito tempo”, afirmou uma fonte ligada ao setor da justiça, acrescentando que sem reformas profundas, as operações pontuais terão impacto limitado. Entretanto, o silêncio das autoridades sobre eventuais responsabilidades internas alimenta suspeitas e reforça a perceção pública de impunidade. Para muitos cidadãos, a questão já não é apenas a existência de burlas, mas sim a aparente incapacidade — ou falta de vontade — das instituições em erradicá-las. A intervenção na “BO” poderá resultar na apreensão de dispositivos e na interrupção temporária de algumas atividades ilícitas. No entanto, permanece a dúvida: será esta mais uma operação simbólica ou o início de uma mudança real no controlo do crime dentro das prisões moçambicanas?
CTA lidera missão empresarial à China com foco em investimento e parcerias estratégicas
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written by Publicações | 22 de Abril, 2026
Cerca de 100 empresários moçambicanos de diversos sectores participam, entre os dias 17 e 22 de Abril, numa missão empresarial à China liderada pela Confederação das Associações Económicas (CTA), numa iniciativa que visa reforçar a cooperação económica bilateral e atrair investimento estrangeiro para Moçambique. O ponto alto da agenda será o Fórum de Negócios China–Moçambique, a decorrer na província de Hunan, uma das regiões com maior crescimento industrial naquele país asiático. Hunan destaca-se por albergar grandes conglomerados nas áreas de construção, maquinaria pesada, mineração e agroprocessamento, sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento económico moçambicano. A missão é organizada em parceria com a Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) e a Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), tendo como principais objectivos a identificação de oportunidades de negócio, o estabelecimento de parcerias estratégicas e a captação de investimento chinês. A delegação integra representantes de empresas dos sectores de mineração, agroindústria, transportes e logística, infraestruturas, energia, construção civil e indústria transformadora. De acordo com a agenda oficial, estão previstas mesas-redondas sectoriais, encontros empresariais B2B, visitas a empreendimentos industriais de referência e sessões de networking com empresários chineses. Segundo fontes da CTA, a iniciativa pretende também abrir espaço para a representação de marcas chinesas no mercado moçambicano, promover produtos nacionais junto de potenciais importadores chineses e facilitar o acesso a novas tecnologias aplicadas aos diferentes sectores económicos. Para a organização, esta missão constitui um passo estratégico no âmbito da diplomacia económica do sector privado, com a expectativa de resultar na assinatura de acordos concretos e no fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. Analistas económicos consideram que o contacto directo com o tecido empresarial chinês poderá representar uma oportunidade relevante para as pequenas e médias empresas moçambicanas, sobretudo no acesso a financiamento, transferência de tecnologia e expansão para novos mercados. Ao mesmo tempo, a iniciativa poderá contribuir para posicionar Moçambique como um destino competitivo para o investimento asiático em sectores considerados prioritários para o crescimento sustentável.
Portos moçambicanos mantêm fluxo de combustíveis apesar de tensão no Estreito de Ormuz
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written by Publicações | 22 de Abril, 2026
Autoridades garantem estabilidade no abastecimento interno, mas especialistas alertam para riscos geopolíticos no médio prazo Mesmo com o agravamento das tensões no Médio Oriente e o bloqueio do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas globais de transporte de petróleo — Moçambique continua a assegurar o abastecimento interno de combustíveis sem interrupções. A garantia foi dada pelo presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa Júnior, que afirma não haver restrições nas operações portuárias nacionais. Segundo o responsável, os principais terminais de combustíveis do país — localizados nos portos da Matola, Beira, Nacala e Pemba — continuam a receber navios regularmente, assegurando a descarga de produtos essenciais como gasóleo, gasolina e Jet Fuel. “Os terminais de combustíveis mantêm-se plenamente operacionais e continuam a receber navios sem qualquer limitação, garantindo a estabilidade do fornecimento interno”, afirmou Agostinho Langa Júnior. Matola concentra maior volume de combustíveis Dados partilhados pelo PCA dos CFM revelam que o Porto da Matola lidera o manuseamento de combustíveis no país. Entre janeiro e abril deste ano, foram processados cerca de 200 milhões de litros de combustíveis fósseis, posteriormente distribuídos a partir dos terminais oceânicos para suprir a procura interna. Este volume expressivo reforça o papel estratégico da infraestrutura portuária moçambicana, especialmente num contexto de instabilidade internacional que ameaça cadeias de abastecimento energético. Sem impacto imediato, mas com riscos no horizonte Apesar do cenário global de incerteza, as autoridades moçambicanas asseguram que, até ao momento, não há impactos diretos nas operações portuárias nem no fornecimento interno de combustíveis. No entanto, especialistas ouvidos no setor energético defendem cautela. O Estreito de Ormuz continua a ser um ponto crítico no comércio internacional de petróleo, sendo responsável por uma parcela significativa do transporte marítimo global de energia. Qualquer interrupção prolongada pode ter efeitos em cadeia nos preços e na disponibilidade de combustíveis. Vigilância reforçada e preparação logística Face a este contexto, o Governo e os operadores do setor energético afirmam estar a reforçar mecanismos de monitoria e resposta. A estratégia passa por garantir alternativas logísticas e aumentar a resiliência do sistema de abastecimento nacional. Embora o país não esteja, por agora, a sentir os efeitos diretos da crise, a dependência das rotas marítimas internacionais mantém Moçambique exposto a eventuais choques externos. A evolução do conflito envolvendo o Irão e a segurança no Estreito de Ormuz continuará a ser um fator determinante para o equilíbrio do mercado energético global — e, potencialmente, para a estabilidade do abastecimento em economias dependentes de importação, como a moçambicana.
The Founding of YouTube A Short History
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written by Publicações | 22 de Abril, 2026
YouTube is one of the most influential platforms in modern media, but its origin story is surprisingly simple: a small team wanted an easier way to share video online. In the early 2000s, uploading and sending video files was slow, formats were inconsistent, and most websites weren’t built for smooth playback. YouTube’s founders focused on removing those barriers—making video sharing as easy as sending a link.
Who Founded YouTube?
YouTube was founded by three former PayPal employees: Chad Hurley, Steve Chen, and Jawed Karim. They combined product thinking, engineering skills, and a clear user goal: create a website where anyone could upload a video and watch it instantly in a browser.
Chad Hurley — product/design focus and early CEO role
Steve Chen — engineering and infrastructure
Jawed Karim — engineering and early concept support
The Problem YouTube Solved
At the time, sharing video often meant emailing huge files or dealing with complicated players and downloads. YouTube made video:
Uploadable by non-experts (simple interface)
Streamable in the browser (no special setup)
Sharable through links and embedding on other sites
Early Growth and the First Video
YouTube launched publicly in 2005. One of the most famous early moments was the first uploaded video, “Me at the zoo,” featuring co-founder Jawed Karim. The clip was short and casual—exactly the kind of everyday content that proved the platform’s big idea: ordinary people could publish video without needing a studio.
Key Milestones Timeline
Year/Date
Milestone
Why It Mattered
2005
YouTube is founded and launches
Introduced easy browser-based video sharing
2005
“Me at the zoo” is uploaded
Became a symbol of user-generated video culture
2006
Google acquires YouTube
Provided resources to scale hosting and global reach
Why Google Bought YouTube
By 2006, YouTube’s traffic was exploding. Video hosting is expensive—bandwidth and storage costs rise fast when millions of people watch content daily. Google’s acquisition gave YouTube the infrastructure and advertising ecosystem to grow into a sustainable business.
What YouTube’s Founding Changed
YouTube didn’t just create a popular website; it reshaped how people learn, entertain themselves, and build careers online. Its founding helped accelerate:
Creator-driven media and influencer culture
How-to education and free tutorials at massive scale
Music discovery, commentary, and global community trends
From a small startup idea to a global video powerhouse, YouTube’s founding is a classic example of a simple product solving a real problem—and changing the internet in the process.
Trump afirma acordo com o Irã para manter Estreito de Ormuz aberto e critica NATO
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written by Publicações | 22 de Abril, 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (17) que o Irã teria se comprometido a não voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte global de petróleo. A afirmação foi publicada na plataforma Truth Social, onde Trump escreveu: “O Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como arma contra o mundo!” A declaração surge após notícias de que a via havia sido reaberta ao tráfego marítimo, aliviando tensões internacionais relacionadas ao abastecimento energético. Em outra publicação, Trump afirmou ter sido contatado pela NATO após a suposta resolução da crise: “Agora que a situação no Estreito de Ormuz está resolvida, recebi um telefonema da NATO a perguntar se precisamos de alguma ajuda.” Segundo o presidente, a resposta foi negativa: “Disse-lhes para ficarem longe, a menos que queiram apenas carregar os seus navios com petróleo.” Trump ainda criticou duramente a aliança militar, classificando-a como: “inútil quando necessária, um Tigre de Papel!” Em outra frente, o presidente afirmou estar “proibido” de autorizar bombardeios contra o Líbano, sem detalhar a origem dessa restrição. Ele também declarou que os Estados Unidos assumiriam responsabilidade pelos possíveis efeitos colaterais de ataques anteriores: “Vamos ficar com toda a poeira nuclear”, disse, referindo-se a eventuais detritos decorrentes de operações contra instalações nucleares iranianas. Trump garantiu ainda que não haverá compensações financeiras envolvidas: “Nenhum dinheiro mudará de mãos.” Apesar do tom contundente, o presidente afirmou que Washington pretende cooperar com o Líbano e lidar com o Hezbollah “da maneira mais apropriada”. Por fim, Trump indicou que Israel teria concordado em cessar ataques ao território libanês: “Israel não bombardeará mais o Líbano. Já chega.” As declarações, feitas em tom direto e sem mediação diplomática formal, levantam questionamentos sobre os bastidores dessas negociações e o grau de alinhamento entre os principais atores envolvidos na região.
+Emprego II promove debate sobre inclusão feminina na mineração em Moçambique
Category: Sociedade
written by Publicações | 22 de Abril, 2026
O projecto +Emprego II promoveu recentemente na cidade de Nampula, o workshop “A Voz das Mulheres na Indústria Mineira: Perspectivas e Testemunhos”, uma iniciativa que reuniu representantes do sector público, privado, sociedade civil e associações femininas, com o objectivo de discutir os desafios, as oportunidades e as soluções necessárias para reforçar a presença e o papel das mulheres na indústria mineira em Moçambique.
A sessão decorreu no Grand Plaza Hotel, em Nampula, e contou, entre outros intervenientes, com Calquer Nuno de Albuquerque, Director do Gabinete do Governador da Província de Nampula, Sakeel Janmahomed, Presidente do Conselho Empresarial da Província de Nampula, Sofia Mussa, da Câmara de Minas de Moçambique, Wilson Mujovo, da Direcção Nacional de Geologia e Minas, Eugénio Muianga, da ActionAid, Hélmer Manjate, da Câmara de Minas de Moçambique, Issufo Chale, do CDD, Julina Abilio João Harculete, Maria do Céu Luís Mutapate, Albertina Evaristo Manjolo, Simone Sengo e Cristina Paulo, Coordenadora Geral do +Emprego II.
Promovido pelo Projecto +Emprego II, em parceria com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e a Câmara de Minas de Moçambique, o workshop constituiu uma plataforma de partilha de experiências, identificação de soluções e formulação de recomendações para o fortalecimento do papel da mulher na indústria mineira no País. Durante os debates, foi sublinhada a necessidade de reforçar o diálogo entre o Governo, o sector privado e a sociedade civil, bem como de criar mecanismos concretos de apoio às mulheres, incluindo acesso a financiamento, redução da burocracia, melhoria das condições de trabalho e apoio à formalização das actividades.
No painel de testemunhos, Julina Harculete, presidente do Pelouro da Mulher, Jovens Empresários, PME e Empreendedorismo em Nampula, defendeu uma maior mobilização entre mulheres, afirmando que “somos nós que levantamos outras mulheres”, ao destacar a importância de redes de solidariedade e de iniciativas locais de promoção do empreendedorismo feminino. A interveniente alertou também para a falta de financiamento e apoio institucional, sublinhando que “se houvesse uma instituição que assumisse os custos logísticos, todas as mulheres da província estariam presentes”. Julina Harculete apontou ainda os elevados custos de licenciamento e a burocracia como alguns dos principais entraves à entrada das mulheres na mineração, afirmando que “para entrar na mineração, primeiro é preciso dinheiro para pagar licenças e, muitas vezes, para acelerar processos”, e defendendo a criação de um “balcão único” de apoio às mulheres.
Também Maria do Céu Luís Mutapate, empresária e membro da Associação Nlalia, em Namuno, Cabo Delgado, chamou a atenção para a precariedade das condições de trabalho na mineração artesanal e de pequena escala, afirmando que “as condições de segurança não existem. Nunca existiram”. A empresária destacou igualmente a dificuldade de comercialização do ouro em Moçambique, referindo que “não temos bancos que comprem o nosso ouro, e acabamos por vender a estrangeiros”, o que revela a necessidade de criar canais formais de comercialização que beneficiem as operadoras e o Estado. Por sua vez, Albertina Evaristo Manjolo, da Associação Mineira 7 de Abril, partilhou a sua experiência no processo de formalização, descrevendo-o como longo e exigente, mas possível, ao afirmar que “não é fácil legalizar uma associação, mas quando queremos, conseguimos”. Já Regina Macuácua, directora nacional adjunta da Kenmare em Moçambique, destacou o papel das empresas na promoção da inclusão feminina no sector formal, sublinhando que “não queremos ser apenas estatísticas, queremos participar e influenciar decisões”.
Das discussões resultou uma agenda de transformação para o sector, assente em recomendações como o reforço da fiscalização e da monitoria das actividades mineiras de pequena escala, a promoção de boas práticas internacionais, a interdição de actividades em áreas de risco e inseguras, a exigência do uso de equipamento de protecção individual, a desburocratização e descentralização do processo de atribuição de licenças, a criação de apoios específicos ao auto-emprego e à capacitação das mulheres, a promoção de cooperativas, a participação em feiras nacionais e internacionais e a criação de uma plataforma oficial de diálogo entre Governo e sector privado. Entre as conclusões do encontro, foi igualmente sublinhado que apenas 13% dos mineradores formalizados são mulheres, o que evidencia a necessidade de acelerar políticas e mecanismos concretos de inclusão. As conclusões do workshop defendem ainda que a inclusão das mulheres na mineração artesanal e de pequena escala não é apenas uma questão de justiça social, mas também de eficiência económica e sustentabilidade.
No encerramento, Cristina Paulo, Coordenadora Geral do +Emprego II, destacou a relevância da diversidade de vozes reunidas no encontro, envolvendo representantes do sector público, privado, associações de mulheres e organizações da sociedade civil. Segundo afirmou, as recomendações produzidas representam “uma verdadeira Agenda de Transformação da presença da Mulher no sector mineiro”, para a qual o projecto continuará a contribuir através da capacitação técnica, do apoio ao emprego e ao auto-emprego, da formalização dos negócios e da promoção do cooperativismo feminino, acções consideradas fundamentais para a dignificação e valorização do trabalho feminino.
SOBRE O +EMPREGO II
O projecto +Emprego II nasce da parceria da União Europeia com o Camões, I.P. e da necessidade de proporcionar aos jovens de Cabo Delgado e de Nampula o acesso a oportunidades criadas por projectos de investimento, pelo auto-emprego, sobretudo em áreas emergentes como a transição digital, os transportes e a logística. A iniciativa representa um sinal claro do compromisso europeu com o reforço do emprego e trabalho digno para os jovens moçambicanos e com a estabilidade socioeconómica das duas províncias. Com uma duração de quatro anos, o +Emprego II tem um orçamento total de 8,5 milhões de euros, dos quais 6,5 milhões são financiados pela União Europeia e 2 milhões pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.
Chapo mobiliza investimento chinês para reabilitar a N1 e avançar com barragem de Mapai
Category: Política
written by Publicações | 22 de Abril, 2026
Numa acção diplomática centrada no reforço das infra-estruturas nacionais, o Presidente da República, Daniel Chapo, apelou ao investimento chinês para a reabilitação da Estrada Nacional Número Um (N1) e para o avanço do projecto da barragem de Mapai, no sul do país.
Durante a visita oficial à República Popular da China, o Chefe de Estado destacou a importância estratégica da N1, classificando-a como a “principal estrada em Moçambique”, sublinhando que, devido à localização geográfica e às intempéries registadas entre Janeiro e Março, a via sofre cortes recorrentes que exigem uma intervenção estrutural. Perante representantes do sector empresarial chinês, Chapo afirmou que o país asiático possui “uma grande capacidade que pode realmente também nos ajudar a trabalhar para podermos fazer essa estrada como deve ser”, apontando para a necessidade de uma reabilitação duradoura.
A agenda governamental inclui igualmente o projecto da barragem de Mapai, na província de Gaza, considerada uma infra-estrutura relevante para a mitigação do impacto das cheias na região sul. O Presidente defendeu que a sua construção “seria muito bom para o controle das águas”, apelando à realização de estudos técnicos que permitam erguer barragens “nos locais certos” e reforçar a segurança das populações.
No sector energético, o Governo procura ampliar a capacidade nacional através de fontes renováveis. Durante a visita, o Chefe de Estado deslocou-se a unidades de produção de tecnologia solar, eólica e hídrica, tendo afirmado estar “muito impressionados” com os avanços observados. Segundo disse, a experiência deverá ser aproveitada em Moçambique para “construirmos mais centrais eléctricas mais centrais solares e mais centrais eólicas”, reforçando a diversificação da matriz energética.
A deslocação incluiu ainda uma visita ao património cultural de Quinjai, num gesto que, segundo a comitiva, reforça a dimensão cultural das relações bilaterais entre Moçambique e a China.
GOVERNO LEVA SERVIÇOS A CUMBANI PARA REDUZIR BARREIRAS NO ACESSO A DOCUMENTOS
Category: província,Sociedade
written by Publicações | 22 de Abril, 2026
Numa ofensiva administrativa para reduzir o isolamento e a morosidade burocrática, o Governo do Distrito de Boane, na Província de Maputo, deslocou este sábado a sua máquina de serviços para a comunidade de Cumbani. A acção, que surge no seguimento de uma intervenção semelhante na localidade de Mulotana, visa reduzir as barreiras geográficas que dificultam o acesso dos cidadãos aos serviços públicos. Segundo as autoridades locais, o principal objectivo é “aproximar a administração pública ao cidadão”.
No centro da iniciativa, foi reiterado que o moçambicano “não pode ter dificuldade de transporte de tempo para ser servido”, razão pela qual equipas do Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI) foram mobilizadas para atender cidadãos com terrenos sem documentação ou que ainda não sabem como legalizar as suas construções.
No terreno, a adesão foi significativa, com residentes de Cumbani e zonas circunvizinhas a aproveitarem a oportunidade para tratar, num único espaço, de documentos essenciais como passaporte, bilhete de identidade, registo de nascimento e Número Único de Identificação Tributária (NUIT), além de licenças de obras e do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT). Entre os utentes, destacou-se a satisfação pela proximidade dos serviços, sobretudo para quem não tem “tempo de se deslocar para outros sítios para registar as crianças”, podendo agora fazê-lo “de perto e sendo o final de semana”.
Os residentes defenderam ainda a continuidade da iniciativa, apelando para que o Governo “continue a alastrar esse tipo de serviço noutros bairros”, de modo a tornar a administração pública mais acessível.
O Governo Distrital confirmou que a iniciativa terá continuidade, indicando que o interesse é “ir bairro a bairro”, estando previstas próximas acções nas zonas de Bili e Tetino, entre outras. Para além dos serviços documentais, a feira incluiu também serviços de saúde e apoio a actividades económicas, reforçando uma abordagem integrada na prestação de serviços públicos.
Fonte original: Televisão de Moçambique
Chapo acelera: “o comboio não espera” e APME aponta janela de investimento com impacto nas PME
Category: Economia
written by Publicações | 22 de Abril, 2026
A participação no Fórum de Negócios Moçambique–China 2026, realizado em Abril na província de Hunan sob liderança do Presidente Daniel Chapo, deixou entre empresários moçambicanos um sentimento de “optimismo renovado e pragmático”, marcado por uma mudança de tom: menos diplomacia, mais compromissos concretos.
Para Pedro Silva, presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas (APME), “o evento não foi apenas protocolar; houve a assinatura de múltiplos acordos-quadro estratégicos”, com destaque para áreas emergentes como energia verde e biomedicina. Segundo o responsável, a mensagem foi clara: os investidores chineses são chamados a ir além da extracção de recursos e a apostar na transformação local de matérias-primas. “Isso abre portas para subcontratações e crescimento das PME nacionais”, afirmou.
Os sectores tradicionais — agricultura, mineração, energia e logística — mantêm-se como pilares da cooperação, mas a tónica na modernização tecnológica introduz “um novo fôlego para quem busca inovação”. Na leitura de Pedro Silva, “Moçambique está a posicionar-se como um destino competitivo”, com o Governo a assumir-se como facilitador de um processo liderado pelo sector privado.
Peso das PME e papel da APME
A APME representa um segmento que, segundo estimativas correntes no país, constitui mais de 90% do tecido empresarial e é responsável por uma fatia significativa do emprego urbano. A associação actua na defesa de melhores condições de acesso ao financiamento, simplificação de processos administrativos e capacitação empresarial.
Para Pedro Silva, o impacto dos acordos dependerá da capacidade de integrar as PME nas cadeias de valor. “Se não houver mecanismos claros de inclusão, o investimento pode não chegar à base empresarial”, advertiu, defendendo políticas activas de conteúdo local e programas de formação técnica alinhados com as novas áreas de investimento.
Urgência política e prioridades económicas
A urgência foi sublinhada pelo próprio Chefe de Estado. “O comboio já está a andar e o comboio não espera”, declarou Daniel Chapo, apelando à entrada célere de investidores no mercado nacional. A mensagem presidencial aponta para prioridades claras: infra-estruturas — como estradas, pontes e portos —, energia com ênfase nas renováveis, mineração e agricultura. O objectivo, frisou, é construir “com foco, resiliência e determinação” uma base sólida de autonomia económica.
Dados recentes indicam que o investimento directo estrangeiro em Moçambique continua fortemente concentrado nos megaprojectos extractivos, com menor penetração nas cadeias produtivas locais — um desequilíbrio que o Governo pretende corrigir com esta nova vaga de acordos.
Desafios estruturais travam tecnologia
No plano interno, os desafios permanecem evidentes. “Sem internet estável e energia, a tecnologia não escala”, alertou Pedro Silva, defendendo que o desenvolvimento tecnológico exige tanto infra-estruturas físicas como um ecossistema empresarial funcional. Apesar de reconhecer “uma juventude criativa que precisa de suporte estruturado para florescer”, aponta a escassez de capital de risco como entrave significativo.
Para ultrapassar essa limitação, defende a criação de redes de investidores-anjo e programas de consultoria capazes de apoiar startups, sobretudo nas áreas de gestão e marketing. “A chave está em transformar o potencial em eficiência operacional real”, concluiu.