Millennium bim mobiliza 2.300 candidatos em iniciativa de identificação de novos talentos

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O Millennium bim concluiu a segunda edição do Millennium Master Control, um programa orientado para a identificação e desenvolvimento de novos talentos nas áreas de Risco, Auditoria e Compliance.

Lançado publicamente em Novembro de 2025, o programa registou cerca de 2.300 candidaturas. Após um processo de selecção composto por diferentes etapas de avaliação técnica, psicotécnica e comportamental, foram apurados 36 participantes para a fase final.

Organizados em seis equipas multidisciplinares, os finalistas foram desafiados a analisar e propor soluções para um caso prático relacionado com os processos de abertura de conta e concessão de crédito, integrando as perspectivas de Risco, Compliance e Auditoria Interna.

Ao longo da fase final, os participantes beneficiaram de sessões de capacitação e mentoria conduzidas por Colaboradores do Millennium bim, antes da apresentação das soluções desenvolvidas perante um painel de avaliação composto por responsáveis das áreas envolvidas.

A equipa Compliance Intelligence conquistou o primeiro lugar, tendo sido distinguida com um prémio no valor de 120 mil meticais.

Para o Presidente daComissão Executiva do Millennium bim, Rui Pedro, o programa reflecte a importância de aproximar os jovens dos desafios e exigências do mercado de trabalho e de criar condições para o desenvolvimento das suas competências.

“Moçambique tem uma geração de jovens com talento, conhecimento e vontade de contribuir para o futuro do País. Criar oportunidades que permitam aproximar esses jovens do mercado de trabalho, desenvolver competências e proporcionar contacto com desafios reais é fundamental para reforçar a sua empregabilidade. O Millennium Master Control traduz essa visão, ao valorizar o mérito e o talento e ao contribuir para a preparação de profissionais capazes de responder às exigências de um sector financeiro em permanente evolução”, afirmou Rui Pedro. Através do Millennium Master Control, o Millennium bim promove o desenvolvimento de competências, a valorização do talento e a aproximação entre a formação académica e os desafios concretos do sector financeiro, contribuindo para a preparação de profissionais mais capacitados para responder às exigências de um sector em permanente evolução




Salimo Abdula regressa à liderança da Vodacom Moçambique

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A Vodacom Moçambique anunciou a nomeação do empresário Salimo Abdula para o cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA), função que assumiu oficialmente no dia 1 de Julho, para um mandato de três anos.

Eleito por consenso dos accionistas, Salimo Abdula sucede a Lucas Chachine, cujo mandato chegou ao fim, marcando o regresso de uma figura que acompanha a história da operadora há quase duas décadas.

Accionista histórico da Vodacom Moçambique através do Grupo Intelec Holdings, presente na estrutura accionista da empresa desde 2007, Salimo Abdula já havia presidido ao Conselho de Administração da operadora em mandatos anteriores. Nos últimos três anos, liderou igualmente o Conselho de Administração da Vodafone M-Pesa, reforçando a sua experiência nos sectores das telecomunicações e da inclusão financeira digital.

Segundo a empresa, a nova liderança pretende dar continuidade à estratégia de expansão da rede, melhoria da qualidade dos serviços, reforço da conectividade nas zonas rurais e aceleração da digitalização da economia nacional.

Na sua primeira declaração após assumir o cargo, Salimo Abdula afirmou que regressa à presidência da Vodacom com “enorme sentido de responsabilidade”, destacando que pretende consolidar uma estratégia centrada nas pessoas e na promoção do desenvolvimento do país.

“É com enorme sentido de responsabilidade que regresso à presidência do Conselho de Administração da Vodacom Moçambique, uma empresa que conheço bem e na qual acredito profundamente. Herdo um legado sólido e comprometo-me a dar continuidade a uma estratégia centrada nas pessoas, em ligar cada moçambicano, aproximar serviços e capacidades, e contribuir para um país mais próximo, coeso, inclusivo e competitivo, tendo as telecomunicações como base”, afirmou o novo PCA.

A Vodacom Moçambique aproveitou igualmente a ocasião para reconhecer o contributo de Lucas Chachine, salientando que, durante o seu mandato, a empresa reforçou a sua posição no mercado e consolidou o seu papel no desenvolvimento económico e social de Moçambique.

Quem é Salimo Abdula?

Salimo Abdula é considerado um dos empresários mais influentes de Moçambique. É fundador e Presidente do Conselho de Administração da Intelec Holdings, grupo empresarial com investimentos em áreas estratégicas como telecomunicações, energia, serviços financeiros, recursos minerais e turismo.

Ao longo da sua carreira, desempenhou funções de relevo no sector privado, tendo presidido à Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e à Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP). Durante esses mandatos destacou-se pela defesa do ambiente de negócios, promoção do investimento privado, fortalecimento do empreendedorismo nacional e incentivo ao diálogo entre o sector empresarial e o Estado.

Reconhecido pela sua visão estratégica e capacidade de liderança, Salimo Abdula regressa agora à presidência da Vodacom Moçambique com a missão de impulsionar a inovação tecnológica, expandir o acesso aos serviços digitais e fortalecer o papel da empresa na transformação digital e na inclusão financeira dos moçambicanos.




Millennium bim participa em painel estratégico sobre instrumentos financeiros internacionais no Mozambique–EU Business Forum 2026

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O Millennium bim participou como orador convidado no painel “Overviewof Global Gateway Financial Toolsbeingdeployed in Mozambique”, integrado no Mozambique–EU Business Forum 2026, iniciativa promovida pela Delegação da União Europeia em Moçambique.

A sessão reuniu representantes da União Europeia, instituições financeiras de desenvolvimento europeias, sector financeiro e actores do sector privado, num momento de reflexão sobre os instrumentos financeiros actualmente disponíveis para apoio ao investimento, desenvolvimento económico sustentável e promoção do sector privado em Moçambique.

O Millennium bim esteve representado pelo Administrador Januário Valente, responsável pelo pelouro de Corporate&InvestmentBanking (CIB), que integrou o painel dedicado ao enquadramento dos mecanismos de financiamento associados ao programa Global Gateway e às oportunidades de mobilização de capital para sectores estratégicos da economia moçambicana.

Na sua intervenção, o Administrador destacou a importância de reforçar a articulação entre os instrumentos internacionais de financiamento e as necessidades concretas da economia moçambicana, sublinhando o papel da banca comercial na mobilização de investimento, no apoio às PME e no desenvolvimento de sectores estratégicos para o crescimento sustentável do País.

“Moçambique reúne condições únicas para atrair mais investimento e acelerar o seu desenvolvimento económico. Para tal, será fundamental reforçar mecanismos que aproximem os instrumentos internacionais de financiamento das necessidades concretas das empresas e dos sectores estratégicos do País.”, referiu.

O painel contou igualmente com representantes da EuropeanInvestmentBank (EIB), Agence Française de Développement (AFD), KreditanstaltfürWiederaufbau (KfW), Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa (FECOP) e Delegação da União Europeia em Moçambique. A participação do Millennium bim nesta iniciativa enquadra-se na visão do Banco sobre a importância de soluções financeiras sustentáveis, capazes de apoiar o investimento, o desenvolvimento do sector privado e o crescimento económico do País




PME devem reforçar credibilidade e organização financeira para melhorar acesso ao financiamento

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O reforço da credibilidade empresarial e da organização da informação financeira constitui um passo fundamental para que as Pequenas e Médias Empresas (PME) melhorem as suas condições de acesso ao financiamento bancário, ao aumentar a sua capacidade de demonstrar a sustentabilidade e o potencial dos seus negócios.

Esta foi uma das principais conclusões da “masterclass” virtual sobre o “Acesso ao Financiamento” promovida, recentemente, pelo Standard Bank, através da sua Incubadora de Negócios, que reuniu mais de uma centena de empreendedores e gestores de PME para uma reflexão sobre os desafios, requisitos e oportunidades relacionados com a obtenção de crédito.

A relevância deste tema ganha especial destaque numa altura em que se assinala o “Mês das Pequenas e Médias Empresas”, reconhecidas pelo seu importante contributo para o desenvolvimento económico, geração de emprego e dinamização das cadeias de valor.

Ministrada por Kenny Simone e Eunice Boane, ambos analistas e originadores de Crédito do Standard Bank, a sessão permitiu abordar os principais factores que influenciam a avaliação de pedidos de financiamento, bem como as práticas que contribuem para o fortalecimento da sustentabilidade e competitividade das empresas.

Durante a sessão, foi realçada a importância das PME na economia nacional, na medida em que contribuem para a geração de emprego, promoção do empreendedorismo e dinamização das cadeias de valor, sendo, por isso, um segmento estratégico para o desenvolvimento económico do País.

“As micro, pequenas e médias empresas são o coração da nossa economia. São elas que impulsionam a actividade empresarial, geram oportunidades de emprego e contribuem para a circulação de riqueza nos diferentes sectores. O fortalecimento deste segmento constitui, por isso, uma condição importante para o crescimento sustentável da economia nacional”, sublinharam.

Entretanto, apesar da sua relevância no ecossistema empresarial, este segmento continua a enfrentar obstáculos que limitam o acesso das PME ao financiamento, com destaque para a insuficiência de informação financeira estruturada, a informalidade empresarial, a fragilidade dos processos de gestão e a falta de documentação que permita às instituições financeiras efectuar uma avaliação adequada dos riscos associados aos negócios.

Um dos principais desafios identificados durante a sessão esteve relacionado com a qualidade da informação apresentada pelas PME durante os processos de avaliação de crédito: “Muitas vezes, os desafios não estão relacionados com o mérito do negócio, mas com a capacidade de demonstrar, através da informação disponibilizada, a sua sustentabilidade e capacidade de cumprir compromissos”.

Durante a sessão, os facilitadores partilharam os principais elementos que integram um conjunto de requisitos para o acesso ao financiamento, tais como documentação legal da empresa, demonstrações financeiras actualizadas, histórico bancário, plano de negócios, contratos comerciais, registos de actividade e informação sobre garantias, quando aplicável.

“O processo de financiamento começa muito antes da submissão de um pedido de crédito. Exige organização, planeamento e capacidade de apresentar informação fiável sobre o negócio. Empresas que mantêm registos actualizados, processos estruturados e uma gestão financeira consistente tendem a reunir melhores condições para estabelecer relações de confiança com as instituições financeiras”, acrescentaram.

A “masterclass” abordou ainda aspectos relacionados com o fortalecimento das PME, incluindo planeamento financeiro, formalização das operações, capacitação dos colaboradores, adopção de boas práticas de gestão e reforço da governação empresarial.

“A credibilidade empresarial constrói-se diariamente, através da consistência das práticas de gestão, da transparência das operações e da capacidade de cumprir compromissos. Estes factores fortalecem a confiança das instituições financeiras, mas também de clientes, fornecedores, parceiros e investidores, criando bases mais sólidas para o crescimento sustentável das empresas”, concluíram.

A iniciativa enquadra-se no compromisso contínuo da Incubadora de Negócios do Standard Bank com o fortalecimento do ecossistema empreendedor e das PME, com vista a torná-las mais resilientes, informadas e preparadas para enfrentar ambientes de negócio cada vez mais desafiantes.




Ilda Matabel quer inspirar outras mulheres a acreditarem no seu potencial

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A Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Yolanda Fernandes, conferiu posse, na Terça-feira, dia 2 de Junho, à Vice-presidente da CCM para os Assuntos Internos, Ilda Matabel, com o objectivo de reforçar a capacidade institucional e adequar a sua estrutura às exigências do actual contexto empresarial. 

Na ocasião, o Presidente da CCM, Lucas Chachine, empossou os Assessores da Presidência, os Vice-presidentes Regionais: para as zonas Sul e Norte do país, os Delegados Provinciais e Internacionais, concretamente de Mumbai, na Índia, Macau e Ruanda para o mandato 2026-2029.

Lucas Chachine afirmou que a presença da CCM em todo o país e além-fronteiras representa a aproximação dos seus serviços de apoio e busca de soluções para as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME).

Aos empossados, o presidente da CCM recomendou que trabalhem para a expansão de negócios e para a identificação de fontes alternativas de financiamento às MPME, uma vez que a maioria enfrenta dificuldades para responder às exigências da banca comercial.

“Continuemos empenhados em mobilizar parceiros para capacitar os nossos empresários, aumentar a produção e a produtividade nacional com qualidade para abastecer o mercado interno e incrementar as exportações”, realçou.

Por sua vez, reconhecendo que as MPME representam a espinha dorsal da economia nacional, gerando emprego, rendimento e oportunidades para milhares de famílias moçambicanas, a recém-empossada Delegada da CCM em Nampula, Monica Giquira, assumiu, em representação dos empossados, o compromisso de trabalhar de forma coordenada, inclusiva e próxima dos empresários.

SegundoMonica, o compromisso passa por dar continuidade com os objectivos estratégicos da CCM, nomeadamente: intensificar a formalização dos negócios, auscultar as preocupações dos membros para busca de soluções através do diálogo público-privado, prover capacitação técnica, buscar financiamento para as MPME, e oportunidades para integração das empresas nas cadeias de valor nacionais e internacionais.

“Como membros, esperamos uma liderança activa, capaz de fortalecer o diálogo com o Governo, atrair parceiros e criar mais oportunidades para o crescimento das empresas nacionais”, afirmaram.

Por sua vez, a Vice-presidente da CCM para os Assuntos Internos, Ilda Matabel,referiu: “Neste momento,assumo este cargo com muita gratidão pela confiança, e sentido de responsabilidade. Este momento não é apenas uma conquista minha, mas sim um reconhecimento da força, dedicação e resiliência das mulheres empresárias que, todos os dias, ajudam a construir o nosso país”.

A nova empossada defende que as mulheres já provaram que sabem liderar, gerir e inovar, criando empregos e transformando as suas comunidades. “Por isso, apoiar o empreendedorismo feminino, com formação e mais oportunidades, vai ser um passo fundamental na gestao da CCM”.

Na liderança da Câmara, Ilda Matabelassegura que, o seu compromisso vai ser trabalhar com total transparência, profissionalismo e espírito de equipa. “Quero inspirar outras mulheres a acreditarem no seu potencial e a ocuparem espaços de decisão. O futuro pertence a quem tem coragem de inovar, e as mulheres moçambicanas estão mais do que prontas para liderar essa mudança”.

Aempresária garante que a grande prioridade durante o seu mandato (2026-2029) vai ser colocar as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) no centro das atenções, “porque elas são o verdadeiro motor da economia nacional”.

Para tais, a fonte aponta que a CCM vai focar-se emtrabalhar para que os empresários tenham acesso mais fácil a formação, financiamento, novas tecnologias e informações de mercado, e no Ambiente de Negócios -a CCM vai ajudar as empresas a formalizarem os seus negócios e lutar por um mercado mais justo, transparente e atrativo para novos investimentos.

“Queremos que a CCM seja a grande porta de entrada e saída para os negócios em Moçambique. O nosso papel será abrir caminhos para que as nossas empresas participem nos grandes projetos e fechem parcerias locais e internacionais, atrair mais investimento usando a nossa rede de diplomacia económica para trazer novos investidores, fazer parcerias com embaixadas e trazer marcas globais para o país”, sublinhou.

A Vice-presidente da CCM diz que oseu diferencial na sua governação será liderar com proximidade, transparência e inovação.”Contribuir num modelo de trabalho baseado no apoio de empresáriosaos pequenos e médios negócios e no uso de ferramentas digitais para facilitar o acesso a formação e informação, parcerias (networking) e novos mercados. Queremos uma Câmara moderna, onde todos tenham voz e espaço para crescer”.

“Mais do que gerir uma instituição, o meu papel é ouvir e apoiar na resolução dos problemas dos empresários, evamos como equipe transformar os problemas em soluções práticas, garantindo que a Câmara funcione como o motor do sucesso de cada associado. Ciente de que o futuro constrói-se juntos, estamos prontos para liderar essa modernização”, concluiu Ilda.




Daniel Chapo em Manica: “O nosso foco está no desenvolvimento dos distritos”

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu esta quinta-feira a necessidade de aumentar a produção nacional e expandir as oportunidades de emprego como resposta aos desafios impostos pela actual conjuntura económica internacional, durante a inauguração de uma fábrica de enchidos no distrito de Macate, província de Manica.

Na ocasião, o Chefe do Estado enalteceu o investimento realizado, destacando que o empreendimento não se limita ao processamento de carne suína, abrangendo igualmente actividades de criação de gado bovino, aves, coelhos e produção de hortícolas. Segundo afirmou, estas iniciativas contribuem para o fortalecimento da cadeia de valor agropecuária, promovendo a segurança alimentar e impulsionando o desenvolvimento económico local.

Daniel Chapo referiu que o actual cenário internacional, caracterizado pela subida dos preços dos combustíveis e dos bens essenciais, exige que Moçambique reforce a sua capacidade produtiva, sobretudo através da agricultura familiar. Neste contexto, reiterou o apelo à implementação da iniciativa “Uma Família, Uma Horta”, apontando-a como uma das estratégias para aumentar a resiliência das famílias moçambicanas face às dificuldades económicas.

O Presidente da República destacou igualmente o papel do sector privado na geração de emprego, particularmente para os jovens, considerando que investimentos desta natureza demonstram o potencial da produção nacional para dinamizar as economias locais e criar oportunidades de rendimento para as comunidades.

Durante a sua intervenção, o Chefe do Estado abordou também os resultados alcançados pelo Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL), sublinhando que vários beneficiários já conseguiram expandir os seus negócios e cumprir com as obrigações de reembolso. Face ao desempenho positivo do mecanismo em diversos distritos do país, anunciou que o Governo decidiu duplicar os recursos disponibilizados através deste fundo.

“O objectivo é continuar a apoiar os jovens, as mulheres e os homens com iniciativas empreendedoras, promovendo a criação de pequenas e médias empresas, geração de renda e emprego nas comunidades”, afirmou.

Na mesma ocasião, Daniel Chapo destacou a criação do Fundo Empodera, iniciativa orientada para o financiamento de projectos liderados por mulheres. Segundo o Presidente, o fundo reconhece e valoriza o papel fundamental desempenhado pelas mulheres na gestão das famílias e no desenvolvimento da economia local.

O Chefe do Estado reiterou ainda que a estratégia governativa assenta numa governação de proximidade, baseada no contacto directo com as populações e no acompanhamento permanente dos projectos de desenvolvimento implementados em todo o território nacional.

“O nosso foco está no desenvolvimento dos distritos. Quando o distrito se desenvolve, a província desenvolve-se; e quando a província se desenvolve, Moçambique também se desenvolve”, declarou.

A visita ao distrito de Macate integra o programa de trabalho que o Presidente da República realiza na província de Manica, no âmbito da governação participativa e inclusiva, visando acompanhar de perto a implementação das políticas públicas e incentivar iniciativas geradoras de emprego, rendimento e desenvolvimento sustentável.




Banco de Moçambique aumenta coeficientes de reservas obrigatórias

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O Banco de Moçambique anunciou a aprovação de novas taxas de incidência de reservas obrigatórias aplicáveis às instituições financeiras, no âmbito da implementação da política monetária e gestão da liquidez no sistema bancário nacional.

De acordo com a circular emitida pela instituição, o coeficiente de reservas obrigatórias aplicável à base de incidência em moeda nacional passa a ser fixado em 39,00%, enquanto o coeficiente referente à base de incidência em moeda estrangeira foi estabelecido em 29,50%.

A medida foi adoptada ao abrigo do artigo 6 do Regulamento sobre Apuramento e Constituição de Reservas Obrigatórias, aprovado pelo Aviso n.º 1/GBM/2023, de 26 de Abril.

Segundo o banco central, a nova circular entra em vigor a partir do período de constituição de reservas obrigatórias com início marcado para o dia 27 de Maio de 2026, revogando oficialmente a Circular n.º 01/EMO/2025, de 28 de Janeiro, bem como todas as disposições que contrariem o novo instrumento normativo.

As reservas obrigatórias correspondem à parcela dos depósitos que os bancos comerciais devem manter junto do banco central, sendo consideradas um dos principais instrumentos de controlo da liquidez e estabilidade financeira.

O Banco de Moçambique informou ainda que eventuais dúvidas relativas à interpretação e aplicação da circular deverão ser encaminhadas ao Departamento de Mercados e Gestão de Reservas da instituição.




Linha de transmissão Tete–Maputo de 1.300 km poderá viabilizar evacuação da energia de Mphanda Nkuwa

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Foi apresentado esta quarta-feira, em Maputo, o relatório do estudo de viabilidade da futura linha de transporte de energia de alta tensão Tete–Maputo, um projecto estruturante que visa responder ao desafio central de evacuação da energia produzida na região Centro do país para os principais centros de consumo no Sul, garantindo maior estabilidade, eficiência e expansão do sistema eléctrico nacional.

O estudo, conduzido por um consórcio liderado pela Norconsult, analisa soluções técnicas, económicas e ambientais para a implementação de uma infra-estrutura que deverá sustentar a crescente produção energética nacional, com destaque para projectos de grande escala como a hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa.

Com cerca de 1.300 quilómetros de extensão e operando em 400 kV, a linha Tete–Maputo é concebida como a espinha dorsal do sistema de transmissão Centro–Sul, permitindo pela primeira vez uma ligação robusta e directa entre a região de grande produção energética e os principais centros de consumo e industrialização.

Segundo o estudo, a infra-estrutura não se limita ao transporte de energia, mas estabelece um corredor energético estruturante, suportado por subestações ao longo do trajecto, que deverão desempenhar um papel essencial na distribuição eléctrica e no desenvolvimento económico regional.

O ponto central do projecto é a necessidade de garantir a evacuação eficiente da energia gerada em Tete, sobretudo a partir de Mphanda Nkuwa, considerado um dos maiores projectos hidroeléctricos em desenvolvimento no país.

O relatório conclui que, sem uma infra-estrutura desta dimensão, o potencial energético da região não poderá ser plenamente integrado no sistema nacional nem aproveitado para reforçar a capacidade de exportação de energia para a África Austral.

A proposta técnica recomenda a construção de uma rede principal em corrente alternada, composta por pelo menos duas linhas de circuito único de 400 kV, organizada em três fases de implementação.

Estas fases, estruturadas em corredores energéticos (verde um, dois e três), têm como objectivo garantir maior segurança operacional, flexibilidade no transporte de energia e expansão progressiva da capacidade de transmissão.

O custo do projecto está estimado em cerca de 1,4 mil milhões de dólares norte-americanos.

O Governo de Moçambique já assegurou financiamento inicial através do Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento para a primeira fase, estando em curso negociações com o Banco Europeu de Investimento, União Europeia e outras instituições financeiras para a mobilização dos recursos necessários às fases subsequentes.

O projecto está alinhado com a estratégia nacional de industrialização e transição energética, sendo considerado um instrumento-chave para transformar o sector eléctrico num motor de crescimento económico.

A criação de subestações ao longo do corredor deverá igualmente estimular novos polos de desenvolvimento industrial, contribuindo para a redução de assimetrias regionais e para o reforço da integração económica nacional.

A implementação da linha será acompanhada por uma Avaliação de Impacto Ambiental e Social (AIAS), que inclui mecanismos de participação pública, definição de planos de reassentamento, gestão ambiental e programas de desenvolvimento comunitário.

Estas medidas visam garantir que o projecto seja executado em conformidade com a legislação nacional e com padrões internacionais de sustentabilidade.




BNI distinguido como Superbrand Moçambique 2025-2026

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O Banco Nacional de Investimento (BNI) foi oficialmente distinguido como Superbrand Moçambique 2025-2026, após uma avaliação independente conduzida pelo Conselho da Superbrands Moçambique. A distinção foi anunciada no âmbito da 6.ª edição da Superbrands Moçambique, realizada no passado dia 13 de Maio de 2026, em Maputo.

Segundo o banco, este reconhecimento reflecte o posicionamento do BNI enquanto instituição financeira de referência no país, destacando o seu papel na mobilização de financiamento, estruturação de projectos estratégicos e apoio ao desenvolvimento económico sustentável de Moçambique.

A Superbrands é uma organização internacional independente presente em cerca de 90 países, dedicada à identificação e valorização de marcas que se destacam pela sua credibilidade, liderança, solidez e capacidade de gerar confiança junto dos seus stakeholders. Em Moçambique, a iniciativa afirma-se como uma plataforma de reconhecimento institucional para entidades com impacto económico, consistência estratégica e visão de longo prazo.

A instituição destacou igualmente o contributo dos seus colaboradores para esta conquista, sublinhando que o reconhecimento resulta do empenho, profissionalismo e dedicação das equipas que diariamente trabalham para o fortalecimento da missão institucional do banco.




Grupo Letshego reforça foco na África Austral através da venda de operaçõesna África Oriental e Ocidental

O Letshego Africa Holdings Limited anunciou a celebração de acordos vinculativos para a venda de algumas das suas operações na África Oriental e Ocidental à Axian Digital Venture Holding and Management Limited, numa acção estratégica que visa reforçar o foco do grupo nos seus principais mercados na África Austral, incluindo Moçambique.



A transação proposta abrange subsidiárias do Letshego em países como Gana, Tanzânia, Nigéria, Ruanda e Uganda, e insere-se na estratégia do grupo de optimização do seu portefólio, com o objectivo de melhorar a eficiência de capital, reforçar o balanço e concentrar recursos em mercados com maior escala e potencial de crescimento sustentável.

De acordo com a Directora Executiva do Grupo Letshego, Reinette van der Merwe, “Esta proposta de transação representa um marco importante na execução da nossa estratégia para simplificar o Grupo e focarmo-nos nos mercados onde temos maior escala, posicionamento competitivo mais forte e as
oportunidades mais apelativas para um crescimento sustentável”.
A responsável acrescenta que a reorganização permitirá à instituição “aumentar a eficiência do
capital, fortalecer a sua posição financeira e oferecer valor sustentável a longo prazo para os
accionistas”.

O grupo destaca ainda que a Axian Digital Venture Holding and Management Limited possui capacidade financeira, experiência operacional e conhecimento do mercado africano para assegurar a continuidade e o crescimento das operações a serem vendidas, mantendo o compromisso com a inclusão financeira.

O Letshego esclarece que as suas operações em Moçambique não fazem parte da transação e continuarão a funcionar normalmente, sem qualquer impacto para clientes, parceiros ou
colaboradores.
A instituição reafirma o seu compromisso com o mercado moçambicano, onde tem vindo a
consolidar a sua presença e a expandir o acesso a serviços financeiros inclusivos.
Do ponto de vista financeiro, o Letshego espera que a transação venha a reforçar a sua posição de capital regulatório, melhorar a liquidez e fortalecer a resiliência do seu balanço. A operação deverá ainda contribuir para uma utilização mais eficiente dos recursos financeiros e para a melhoria do retorno sobre o capital próprio ao longo do tempo, permitindo ao grupo maior foco em soluções de crédito de curto prazo escalonadas e expansão dos produtos transacionais e de poupança.