ExxonMobil selecciona consórcio internacional para avançar construção do Rovuma LNG

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A ExxonMobil deu mais um passo importante no desenvolvimento do Projecto Rovuma LNG, em Cabo Delgado, ao adjudicar à Technip Energies e à JGC Corporation um contrato de engenharia preliminar (Front-End Engineering Design – FEED), considerado uma etapa fundamental para a preparação da Decisão Final de Investimento (FID).

O anúncio foi confirmado pelas empresas envolvidas, que indicaram que os trabalhos incidirão sobre o desenvolvimento técnico da futura unidade de Gás Natural Liquefeito (GNL), a ser construída na península de Afungi, no distrito de Palma.

De acordo com a Technip Energies e a JGC Corporation, o contrato abrange a concepção detalhada das instalações de liquefacção e das infra-estruturas associadas ao projecto, permitindo avançar na definição dos aspectos técnicos, operacionais e económicos necessários para a futura implementação do empreendimento.

O Rovuma LNG será desenvolvido pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma parceria que reúne a ExxonMobil, a Eni e a China National Petroleum Corporation (CNPC), responsável pela exploração dos recursos da Área 4 da Bacia do Rovuma.

Segundo informações divulgadas pelas empresas, o projecto prevê a produção de cerca de 18 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano, através de uma configuração baseada em módulos de liquefacção electrificados, sendo que a solução foi concebida para melhorar a eficiência energética e reduzir a intensidade das emissões associadas ao processo de produção.

A evolução do projecto ocorre numa fase em que a ExxonMobil continua a trabalhar com as autoridades moçambicanas e os seus parceiros para criar as condições necessárias à tomada da Decisão Final de Investimento. A empresa tem manifestado a expectativa de que essa decisão possa ser alcançada durante 2026, dependendo da conclusão dos estudos técnicos, das condições de mercado e da evolução do ambiente operacional.

O Rovuma LNG é considerado um dos maiores projectos energéticos previstos para Moçambique e deverá explorar parte das vastas reservas de gás natural descobertas na Bacia do Rovuma, ao largo da costa Norte do país.

A concretização do empreendimento poderá representar um importante impulso para a economia nacional, através da geração de receitas fiscais, criação de emprego, desenvolvimento de fornecedores locais e aumento das exportações de gás natural liquefeito.

O avanço dos trabalhos de engenharia é visto pelo sector como um indicador de que os parceiros do projecto continuam empenhados em desenvolver os recursos da Área 4, reforçando a posição de Moçambique como um dos principais destinos de investimento energético em África.