Missão à China: FRELIMO reforça diplomacia partidária e aposta em formação e investimento

O Secretário-Geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, iniciou neste mês de abril uma visita oficial à República Popular da China, a convite do Partido Comunista Chinês (PCCh), numa deslocação que ocorre no quadro do reforço das históricas relações políticas entre as duas formações.
A agenda inclui encontros com dirigentes seniores do PCCh e participação em reuniões internas do partido anfitrião. Fontes partidárias indicam que o foco central está no aprofundamento da cooperação estratégica, com ênfase particular na formação de quadros.
“A capacitação institucional e técnica dos quadros é vista como um eixo fundamental para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar dos povos”, refere uma nota oficial.
A visita surge num momento em que a FRELIMO procura consolidar a sua diplomacia partidária, apontada como prioridade no atual ciclo político liderado por Daniel Francisco Chapo, simultaneamente Presidente do partido e da República.
Analistas consideram que esta deslocação representa também uma tentativa de revitalizar parcerias históricas e reposicionar o partido no cenário internacional, sobretudo junto de aliados tradicionais.
“Este tipo de intercâmbio político reforça não apenas laços ideológicos, mas também abre portas para cooperação prática em áreas-chave”, observou um académico ouvido no âmbito desta análise.
Para além dos encontros políticos, o Secretário-Geral deverá manter contactos com empresários chineses e representantes de diversos sectores económicos, numa estratégia orientada para a captação de investimento estrangeiro.
Segundo o comunicado, esta vertente económica da visita visa “reforçar a independência económica de Moçambique e melhorar as condições de vida dos cidadãos”, alinhando-se com o discurso oficial do partido.
A delegação integra ainda figuras de relevo, como Alcinda de Abreu, membro da Comissão Política e diretora da Escola Central do Partido, e Ludmila Maguni, Secretária do Comité Central para as Relações Exteriores, entre outros quadros.
A visita decorre num contexto global marcado por disputas de influência e reposicionamento geopolítico, levantando questões sobre o alcance e os impactos concretos destas parcerias para o desenvolvimento interno de Moçambique.




Fundação Muhammad (S.A.W) é inaugurada na Matola e formaliza anos de filantropia da família Bachir

O empresário Muhammad Bachir Suleiman e a sua esposa inauguraram oficialmente, na tarde deste domingo, no bairro de Matlhemele, município da Matola, província de Maputo, a Fundação Muhammad (S.A.W), uma instituição de carácter social vocacionada para o apoio a famílias muçulmanas em situação de vulnerabilidade.
A criação da fundação surge como a formalização de um conjunto de iniciativas filantrópicas que a família Bachir tem vindo a desenvolver ao longo de vários anos. Segundo informações apresentadas durante a cerimónia, o projecto resulta de um esforço conjunto familiar e tem como missão central “providenciar assistência contínua e estruturada às comunidades mais necessitadas”.
Durante o evento inaugural, foram exibidos materiais audiovisuais que documentam o histórico de intervenções sociais já realizadas. Entre as acções destacadas estão a construção de habitações para viúvas, a atribuição de subsídios mensais a idosos e o pagamento de rendas para famílias em dificuldades — iniciativas que, até então, eram conduzidas de forma discreta e sem enquadramento institucional formal.
O evento reuniu diversas figuras de relevo do panorama religioso islâmico em Moçambique, incluindo membros do Conselho Islâmico e líderes comunitários. Entre os presentes, destacou-se o Sheikh Aminuddin Muhammad, Presidente do Conselho Islâmico de Moçambique, acompanhado por vários Álimos e estudiosos reconhecidos.
No seu discurso, o Sheikh Aminuddin Muhammad enalteceu a iniciativa, considerando-a um passo significativo para o fortalecimento da solidariedade social organizada. “Este é um exemplo claro de como a responsabilidade social pode ser estruturada de forma sustentável, beneficiando directamente as comunidades mais vulneráveis”, afirmou.
Além das intervenções institucionais, a cerimónia foi marcada por momentos simbólicos de reconhecimento. Representantes de instituições de ensino religioso prestaram homenagens à família Bachir, destacando o impacto das suas acções no apoio à educação e ao bem-estar comunitário.
Uma das intervenções veio de Mahmuda Apá, Amira da Madrassa Fátima Az Zahra, que ofereceu uma lembrança ao empresário, referindo-se a ele como “Tio Bachir” e destacando “o seu trabalho incansável em prol dos mais necessitados”. Em igual tom, Khálida Apá, Directora da Madrassa Aysha Suiddiq (R.T.A), reforçou a importância da continuidade destas acções, sublinhando o papel da fundação na consolidação de uma rede de apoio social mais abrangente.
A Fundação Muhammad (S.A.W) inicia assim as suas actividades com uma base consolidada de experiência prática, assumindo o compromisso de expandir o alcance dos seus programas e reforçar o apoio às comunidades carenciadas em diferentes dimensões sociais.




Matola aposta na educação ambiental para travar crise de resíduos nas comunidades escolares

Mais de 300 alunos e professores aderem a campanha municipal que pretende transformar escolas em núcleos de mudança ambiental
A Cidade da Matola deu mais um passo na sua estratégia de combate à degradação ambiental, ao promover uma palestra de educação ambiental que abrangeu mais de 300 alunos e professores da Escola Básica de Singatela, localizada no Posto Administrativo Municipal da Machava.
A iniciativa, conduzida pelo Conselho Municipal da Matola através da Vereação de Salubridade e Ambiente, enquadra-se no Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos, um instrumento considerado central para responder aos desafios crescentes relacionados com o lixo urbano.
Segundo fontes municipais, a acção não se limita à sensibilização pontual, mas integra uma abordagem estruturada que visa transformar as escolas em centros activos de disseminação de boas práticas ambientais. “Pretendemos que os alunos sejam agentes multiplicadores de mudança, levando o conhecimento adquirido para as suas casas e bairros”, explicou um representante da vereação durante o evento.
O encontro ficou marcado por momentos de forte envolvimento emocional, quando alunos e professores assumiram publicamente o compromisso de proteger o meio ambiente. “Somos a geração que pode mudar esta realidade”, declarou uma das alunas presentes, sob aplausos dos colegas.
Para além de conteúdos técnicos sobre gestão de resíduos sólidos, a palestra incluiu testemunhos que reforçaram a urgência de uma mudança de comportamento colectivo. Especialistas presentes destacaram que o problema do lixo na cidade não é apenas operacional, mas também cultural.
“Não basta recolher resíduos; é fundamental educar para reduzir, reutilizar e reciclar”, sublinhou um técnico ambiental envolvido na iniciativa.
A acção evidencia uma mudança de paradigma na actuação do município, que procura ir além das intervenções tradicionais de limpeza urbana. A aposta, segundo o Conselho Municipal, passa por mobilizar a sociedade e criar uma consciência ambiental sustentável.
Com este tipo de iniciativas, as autoridades locais pretendem reforçar a ideia de que a solução para a problemática dos resíduos começa nas salas de aula, mas deve estender-se às ruas, bairros e a toda a cidade da Matola.




Administração Nacional de Estradas acelera reposição da transitabilidade na N1 em Cabo Delgado

A Administração Nacional de Estradas (ANE) informou que decorrem, a bom ritmo, os trabalhos de reposição da transitabilidade na Estrada Nacional Número Um (N1), na Província de Cabo Delgado, com destaque para o Bairro de Mahate, na cidade de Pemba.
Segundo a ANE, as intervenções concentram-se atualmente na reconstrução da plataforma rodoviária afetada, onde o empreiteiro executa aterros e a reconstituição da base com recurso a material do tipo tout-venant. A empreitada inclui ainda a preparação de infraestruturas complementares essenciais para garantir a durabilidade da via.
“Estão em curso trabalhos de aterro e reconstrução da base da estrada na zona afetada, visando restabelecer, com segurança, a circulação de pessoas e bens”, refere a instituição em comunicado.
Paralelamente, a empresa responsável pela obra prepara o material necessário para a abertura de valas de drenagem e para a proteção dos taludes, medidas consideradas cruciais para mitigar os efeitos da erosão e do escoamento descontrolado das águas pluviais.
Na manhã deste sábado (18), o Secretário de Estado na província, Fernando Bemane de Sousa, efetuou uma visita de monitoria ao local, onde avaliou o progresso das obras.
“O ritmo dos trabalhos é encorajador e demonstra o empenho na reposição célere da transitabilidade nesta importante via”, afirmou o governante, manifestando satisfação com o avanço registado.
Entretanto, foi já restabelecido um dos serviços essenciais afetados: a tubagem de abastecimento de água foi reconectada, permitindo a normalização do fornecimento à cidade de Pemba, após os constrangimentos provocados pelos danos na infraestrutura.




Navios com combustível atracam na Matola em meio a mudança nas rotas de importação

Está prevista para este sábado a atracação, no Terminal Oceânico do Porto da Matola, de um navio que transporta combustível destinado ao mercado nacional. De acordo com fontes governamentais, a operação faz parte do plano regular de abastecimento, numa altura em que crescem preocupações públicas sobre a estabilidade do fornecimento.
As mesmas fontes indicam que, para domingo (19 de abril de 2026), está igualmente programada a chegada de um segundo navio de transporte de combustível ao mesmo terminal, reforçando a capacidade de reposição de stocks no país.
Apesar dos receios registados em alguns pontos de venda, as autoridades asseguram que existem reservas suficientes de combustíveis fósseis armazenadas nos principais terminais oceânicos nacionais, nomeadamente nos portos da Matola, Beira e Nacala. Segundo o governo, o sistema logístico continua funcional e capaz de responder à procura interna.
Entretanto, fontes ligadas ao sector energético revelam uma mudança recente nas rotas de importação. Moçambique terá reduzido significativamente a aquisição de combustíveis provenientes do Médio Oriente, em consequência da instabilidade associada ao conflito que afecta o Estreito de Ormuz — uma das principais vias marítimas globais para o transporte de petróleo.
Face a este cenário, o país passou a recorrer, com maior frequência, a fornecedores localizados em mercados asiáticos e americanos. Especialistas apontam que esta diversificação pode mitigar riscos imediatos de abastecimento, embora possa implicar variações nos custos de importação e nos prazos logísticos.
As autoridades não avançaram detalhes sobre eventuais impactos nos preços ao consumidor, mas reiteram que estão a monitorar a situação internacional e a adoptar medidas para garantir a continuidade do fornecimento energético no território nacional.




SERNIC executa mandados de busca em residências e escritórios de Humberto Sartone proprietário da hospedaria Kaya Kwanga em Maputo

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) levou a cabo uma operação de buscas nas residências e escritórios do empresário Humberto Sartone, proprietário da hospedaria Kaya Kwanga, na cidade de Maputo.
A acção decorre no âmbito do reforço do combate ao crime organizado no país e integra um conjunto de diligências investigativas em curso, com vista ao apuramento de eventuais indícios de actividades ilícitas. Durante a operação, as autoridades procederam à recolha de provas materiais consideradas relevantes para o processo.
De acordo com fontes ligadas à investigação, as buscas abrangeram tanto espaços residenciais quanto profissionais, numa intervenção coordenada por equipas especializadas do SERNIC.
Uma fonte próxima à operação afirmou que “trata-se de uma acção estratégica inserida num esforço mais amplo de combate a redes de criminalidade organizada”.
Até ao momento, o SERNIC não divulgou detalhes sobre a natureza específica das suspeitas, mantendo reserva quanto ao desenvolvimento do processo. “As investigações seguem o seu curso normal, respeitando os trâmites legais e o princípio da presunção de inocência”, acrescentou a mesma fonte.
As diligências continuam em andamento e não se exclui a possibilidade de novas acções, à medida que o trabalho investigativo evolui.
Esta operação insere-se numa estratégia nacional de reforço da legalidade, visando responsabilizar eventuais envolvidos e consolidar o combate ao crime organizado em Moçambique.




Falta de transparência na instalação de academia do Black Bulls motiva protesto de antigos atletas em Maputo

Um grupo de antigos atletas moçambicanos prepara-se para se concentrar amanhã, às 10h00, no parque dos continuadores na cidade de Maputo,onde se localiza a sede da Federação Moçambicana de Atletismo e da Associação da Cidade de Maputo, com o objetivo de manifestar a sua indignação em relação ao processo de instalação da academia de futebol do Black Bulls.
Segundo informações apuradas, os ex-praticantes desportivos consideram que o processo carece de maior transparência e diálogo com as partes interessadas, sobretudo com a comunidade atlética local, que historicamente utiliza aquele espaço para atividades desportivas.
“Não somos contra o desenvolvimento do desporto, mas repudiamos a forma como este processo está a ser conduzido, sem consulta e sem respeito pelos atletas que sempre utilizaram este espaço”, afirmou um dos antigos atletas envolvido na mobilização.
Os manifestantes pretendem aproveitar a realização de provas no local para tornar pública a sua posição, esperando chamar a atenção das autoridades e das entidades desportivas competentes.
Outra fonte ligada ao movimento destacou que a preocupação central está relacionada com a possível descaracterização do espaço. “Tememos perder uma infraestrutura importante para o atletismo em benefício de um projeto que não foi devidamente discutido com a comunidade”, disse.
Até ao momento, nem a Federação Moçambicana de Atletismo nem os responsáveis pela academia do Black Bulls se pronunciaram oficialmente sobre as preocupações levantadas pelos antigos atletas.
A concentração deverá decorrer de forma pacífica, sendo vista pelos organizadores como um ato legítimo de expressão cívica e defesa dos interesses do atletismo nacional.




Julius Malema condenado a cinco anos de prisão por uso ilegal de arma de fogo

O líder do partido sul-africano Combatentes da Liberdade Económica (EFF), Julius Malema, foi condenado a cinco anos de prisão em regime fechado por posse e uso ilegal de arma de fogo, numa decisão judicial que poderá ter implicações profundas no cenário político da África do Sul.
A sentença foi proferida esta quinta-feira pelo Tribunal de Magistrados de East London, localizado na província do Cabo Oriental. O tribunal concluiu que os atos cometidos por Malema em 2018 foram premeditados, afastando qualquer argumento de comportamento impulsivo ou simbólico.
Disparos em comício motivaram condenação
O caso remonta a 2018, durante as celebrações do quinto aniversário do EFF, quando Malema efetuou vários disparos para o ar em pleno comício político. As imagens do incidente circularam amplamente nas redes sociais na época, levantando preocupações sobre o uso de armas de fogo em eventos públicos e por figuras políticas.
Já no ano passado, o líder do EFF havia sido considerado culpado de cinco acusações, incluindo a violação da Lei de Controlo de Armas de Fogo da África do Sul. A sentença agora anunciada representa a conclusão desse processo judicial.
Segundo o tribunal, “os atos demonstraram intenção deliberada e desrespeito pelas normas legais que regem o uso de armas de fogo”, sublinhando a gravidade da conduta.
Defesa anuncia recurso
A equipa jurídica de Malema reagiu rapidamente à decisão, afirmando que irá recorrer da sentença. Em declarações à imprensa, um dos advogados do político indicou que “existem fundamentos sólidos para contestar tanto a condenação quanto a severidade da pena”.
O recurso poderá suspender temporariamente a execução da pena, dependendo dos trâmites legais.




MIREME autoriza compra urgente de combustíveis fora de contratos para travar crise de abastecimento em Maputo

Medida excecional visa normalizar fornecimento após falhas na cadeia de distribuição; Governo apela à calma e promete monitoria contínua
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) autorizou, com carácter de urgência, que os postos de abastecimento passem a adquirir combustível junto de qualquer distribuidor licenciado, suspendendo temporariamente a obrigatoriedade de cumprimento dos contratos previamente estabelecidos.
A decisão surge num contexto de perturbações na cadeia de distribuição, que têm provocado ruturas no abastecimento em várias bombas de combustível, com maior incidência na província e cidade de Maputo, apesar de as operações de importação de combustíveis continuarem a decorrer sem interrupções conhecidas.
Segundo um comunicado oficial citado pelo Jornal Visão Moçambique, a medida tem como objetivo imediato acelerar o reabastecimento dos postos e garantir a reposição da normalidade no fornecimento ao público.
“A flexibilização do regime de compra visa acelerar o reabastecimento dos postos e normalizar o fornecimento ao público”, refere o comunicado do MIREME.
As autoridades governamentais sublinham ainda que a decisão tem carácter excecional e responde à necessidade de garantir estabilidade no mercado interno de combustíveis, num momento em que constrangimentos logísticos e operacionais têm afetado a distribuição regular.
Em condições normais de funcionamento do setor, os operadores retalhistas estão obrigados a adquirir combustíveis exclusivamente junto dos distribuidores com os quais mantêm contratos formais e previamente estabelecidos, garantindo previsibilidade na cadeia de fornecimento.
Contudo, perante as recentes falhas registadas, o MIREME optou por flexibilizar temporariamente este regime, permitindo maior mobilidade na aquisição do produto, com o objetivo de evitar o agravamento das ruturas nas bombas de abastecimento.
As autoridades apelam igualmente à calma da população e desencorajam qualquer tipo de especulação no mercado, assegurando que estão em curso ações de monitoria permanente para garantir a estabilidade do abastecimento em todo o território nacional.
“As autoridades apelam à calma e desencorajam a especulação, assegurando que continuam a monitorar a situação para garantir a estabilidade do abastecimento em todo o país”, refere ainda o comunicado.
O MIREME não avançou, no comunicado, prazos para a reversão da medida excecional, limitando-se a indicar que a flexibilização permanecerá em vigor enquanto persistirem os constrangimentos na cadeia de distribuição.




Operação anticorrupção no Ministério das Finanças resulta em detenções em Maputo

Uma operação de grande impacto realizada na capital moçambicana culminou, nesta semana, na detenção de sete funcionários do Ministério das Finanças (MF), suspeitos de envolvimento em práticas de corrupção no exercício das suas funções.
Segundo informações apuradas no local, os indivíduos foram detidos no interior da própria sede do Ministério, em Maputo, numa ação coordenada e conduzida por forças especializadas no combate ao crime económico e à corrupção. Após a detenção, os suspeitos foram conduzidos em viaturas celulares para procedimentos subsequentes de investigação.
A operação envolveu o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia da República de Moçambique (PRM), numa ação conjunta que reforça o cerco institucional contra práticas ilícitas dentro da administração pública.
Fontes ligadas ao processo indicam que a investigação poderá estar relacionada com alegadas irregularidades administrativas e financeiras, embora as autoridades ainda não tenham divulgado oficialmente os detalhes completos do esquema sob suspeita. Até ao momento, não foram tornados públicos os valores envolvidos nem a natureza exata das infrações imputadas aos detidos.
As autoridades competentes deverão, nas próximas etapas, proceder à formalização das acusações, bem como à realização de diligências adicionais para apurar a extensão do alegado esquema e a eventual existência de outros envolvidos.
Este caso volta a colocar em destaque os desafios persistentes no combate à corrupção em instituições do Estado, num contexto em que os órgãos de justiça e investigação intensificam operações para responsabilização de funcionários públicos suspeitos de práticas ilícitas.
As investigações continuam em curso.