SERNIC executa mandados de busca em residências e escritórios de Humberto Sartone proprietário da hospedaria Kaya Kwanga em Maputo

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) levou a cabo uma operação de buscas nas residências e escritórios do empresário Humberto Sartone, proprietário da hospedaria Kaya Kwanga, na cidade de Maputo.
A acção decorre no âmbito do reforço do combate ao crime organizado no país e integra um conjunto de diligências investigativas em curso, com vista ao apuramento de eventuais indícios de actividades ilícitas. Durante a operação, as autoridades procederam à recolha de provas materiais consideradas relevantes para o processo.
De acordo com fontes ligadas à investigação, as buscas abrangeram tanto espaços residenciais quanto profissionais, numa intervenção coordenada por equipas especializadas do SERNIC.
Uma fonte próxima à operação afirmou que “trata-se de uma acção estratégica inserida num esforço mais amplo de combate a redes de criminalidade organizada”.
Até ao momento, o SERNIC não divulgou detalhes sobre a natureza específica das suspeitas, mantendo reserva quanto ao desenvolvimento do processo. “As investigações seguem o seu curso normal, respeitando os trâmites legais e o princípio da presunção de inocência”, acrescentou a mesma fonte.
As diligências continuam em andamento e não se exclui a possibilidade de novas acções, à medida que o trabalho investigativo evolui.
Esta operação insere-se numa estratégia nacional de reforço da legalidade, visando responsabilizar eventuais envolvidos e consolidar o combate ao crime organizado em Moçambique.




Falta de transparência na instalação de academia do Black Bulls motiva protesto de antigos atletas em Maputo

Um grupo de antigos atletas moçambicanos prepara-se para se concentrar amanhã, às 10h00, no parque dos continuadores na cidade de Maputo,onde se localiza a sede da Federação Moçambicana de Atletismo e da Associação da Cidade de Maputo, com o objetivo de manifestar a sua indignação em relação ao processo de instalação da academia de futebol do Black Bulls.
Segundo informações apuradas, os ex-praticantes desportivos consideram que o processo carece de maior transparência e diálogo com as partes interessadas, sobretudo com a comunidade atlética local, que historicamente utiliza aquele espaço para atividades desportivas.
“Não somos contra o desenvolvimento do desporto, mas repudiamos a forma como este processo está a ser conduzido, sem consulta e sem respeito pelos atletas que sempre utilizaram este espaço”, afirmou um dos antigos atletas envolvido na mobilização.
Os manifestantes pretendem aproveitar a realização de provas no local para tornar pública a sua posição, esperando chamar a atenção das autoridades e das entidades desportivas competentes.
Outra fonte ligada ao movimento destacou que a preocupação central está relacionada com a possível descaracterização do espaço. “Tememos perder uma infraestrutura importante para o atletismo em benefício de um projeto que não foi devidamente discutido com a comunidade”, disse.
Até ao momento, nem a Federação Moçambicana de Atletismo nem os responsáveis pela academia do Black Bulls se pronunciaram oficialmente sobre as preocupações levantadas pelos antigos atletas.
A concentração deverá decorrer de forma pacífica, sendo vista pelos organizadores como um ato legítimo de expressão cívica e defesa dos interesses do atletismo nacional.




Julius Malema condenado a cinco anos de prisão por uso ilegal de arma de fogo

O líder do partido sul-africano Combatentes da Liberdade Económica (EFF), Julius Malema, foi condenado a cinco anos de prisão em regime fechado por posse e uso ilegal de arma de fogo, numa decisão judicial que poderá ter implicações profundas no cenário político da África do Sul.
A sentença foi proferida esta quinta-feira pelo Tribunal de Magistrados de East London, localizado na província do Cabo Oriental. O tribunal concluiu que os atos cometidos por Malema em 2018 foram premeditados, afastando qualquer argumento de comportamento impulsivo ou simbólico.
Disparos em comício motivaram condenação
O caso remonta a 2018, durante as celebrações do quinto aniversário do EFF, quando Malema efetuou vários disparos para o ar em pleno comício político. As imagens do incidente circularam amplamente nas redes sociais na época, levantando preocupações sobre o uso de armas de fogo em eventos públicos e por figuras políticas.
Já no ano passado, o líder do EFF havia sido considerado culpado de cinco acusações, incluindo a violação da Lei de Controlo de Armas de Fogo da África do Sul. A sentença agora anunciada representa a conclusão desse processo judicial.
Segundo o tribunal, “os atos demonstraram intenção deliberada e desrespeito pelas normas legais que regem o uso de armas de fogo”, sublinhando a gravidade da conduta.
Defesa anuncia recurso
A equipa jurídica de Malema reagiu rapidamente à decisão, afirmando que irá recorrer da sentença. Em declarações à imprensa, um dos advogados do político indicou que “existem fundamentos sólidos para contestar tanto a condenação quanto a severidade da pena”.
O recurso poderá suspender temporariamente a execução da pena, dependendo dos trâmites legais.




MIREME autoriza compra urgente de combustíveis fora de contratos para travar crise de abastecimento em Maputo

Medida excecional visa normalizar fornecimento após falhas na cadeia de distribuição; Governo apela à calma e promete monitoria contínua
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) autorizou, com carácter de urgência, que os postos de abastecimento passem a adquirir combustível junto de qualquer distribuidor licenciado, suspendendo temporariamente a obrigatoriedade de cumprimento dos contratos previamente estabelecidos.
A decisão surge num contexto de perturbações na cadeia de distribuição, que têm provocado ruturas no abastecimento em várias bombas de combustível, com maior incidência na província e cidade de Maputo, apesar de as operações de importação de combustíveis continuarem a decorrer sem interrupções conhecidas.
Segundo um comunicado oficial citado pelo Jornal Visão Moçambique, a medida tem como objetivo imediato acelerar o reabastecimento dos postos e garantir a reposição da normalidade no fornecimento ao público.
“A flexibilização do regime de compra visa acelerar o reabastecimento dos postos e normalizar o fornecimento ao público”, refere o comunicado do MIREME.
As autoridades governamentais sublinham ainda que a decisão tem carácter excecional e responde à necessidade de garantir estabilidade no mercado interno de combustíveis, num momento em que constrangimentos logísticos e operacionais têm afetado a distribuição regular.
Em condições normais de funcionamento do setor, os operadores retalhistas estão obrigados a adquirir combustíveis exclusivamente junto dos distribuidores com os quais mantêm contratos formais e previamente estabelecidos, garantindo previsibilidade na cadeia de fornecimento.
Contudo, perante as recentes falhas registadas, o MIREME optou por flexibilizar temporariamente este regime, permitindo maior mobilidade na aquisição do produto, com o objetivo de evitar o agravamento das ruturas nas bombas de abastecimento.
As autoridades apelam igualmente à calma da população e desencorajam qualquer tipo de especulação no mercado, assegurando que estão em curso ações de monitoria permanente para garantir a estabilidade do abastecimento em todo o território nacional.
“As autoridades apelam à calma e desencorajam a especulação, assegurando que continuam a monitorar a situação para garantir a estabilidade do abastecimento em todo o país”, refere ainda o comunicado.
O MIREME não avançou, no comunicado, prazos para a reversão da medida excecional, limitando-se a indicar que a flexibilização permanecerá em vigor enquanto persistirem os constrangimentos na cadeia de distribuição.




Operação anticorrupção no Ministério das Finanças resulta em detenções em Maputo

Uma operação de grande impacto realizada na capital moçambicana culminou, nesta semana, na detenção de sete funcionários do Ministério das Finanças (MF), suspeitos de envolvimento em práticas de corrupção no exercício das suas funções.
Segundo informações apuradas no local, os indivíduos foram detidos no interior da própria sede do Ministério, em Maputo, numa ação coordenada e conduzida por forças especializadas no combate ao crime económico e à corrupção. Após a detenção, os suspeitos foram conduzidos em viaturas celulares para procedimentos subsequentes de investigação.
A operação envolveu o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia da República de Moçambique (PRM), numa ação conjunta que reforça o cerco institucional contra práticas ilícitas dentro da administração pública.
Fontes ligadas ao processo indicam que a investigação poderá estar relacionada com alegadas irregularidades administrativas e financeiras, embora as autoridades ainda não tenham divulgado oficialmente os detalhes completos do esquema sob suspeita. Até ao momento, não foram tornados públicos os valores envolvidos nem a natureza exata das infrações imputadas aos detidos.
As autoridades competentes deverão, nas próximas etapas, proceder à formalização das acusações, bem como à realização de diligências adicionais para apurar a extensão do alegado esquema e a eventual existência de outros envolvidos.
Este caso volta a colocar em destaque os desafios persistentes no combate à corrupção em instituições do Estado, num contexto em que os órgãos de justiça e investigação intensificam operações para responsabilização de funcionários públicos suspeitos de práticas ilícitas.
As investigações continuam em curso.




Chapo em visita de Estado à China procura reforçar parceria estratégica e mobilizar financiamento para sectores estruturantes

O Presidente da República, Daniel Chapo, encontra-se em visita oficial à República Popular da China, a convite do seu homólogo, Xi Jinping, numa deslocação que o Governo apresenta como decisiva para o reforço da parceria estratégica entre os dois países. No entanto, a agenda levanta também questões sobre dependência financeira, prioridades nacionais e transparência nos acordos a serem firmados.
De acordo com fontes oficiais, a visita enquadra-se no esforço de “aprofundamento e elevação da Parceria Estratégica Global”, reflectindo — segundo o Executivo — uma vontade mútua de consolidar os laços históricos de amizade, solidariedade e cooperação bilateral.
“Esta deslocação simboliza o compromisso contínuo de Moçambique e China em fortalecer relações mutuamente vantajosas”, refere uma nota governamental.
Alinhamento com planos nacionais
A Presidência sustenta que a presença de Chapo em território chinês está alinhada com os principais instrumentos estratégicos do país, nomeadamente o Plano Quinquenal do Governo (PQG) 2025–2029 e a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) 2025–2044.
Segundo analistas ouvidos por este jornal, o enquadramento nos planos nacionais é esperado, mas levanta dúvidas quanto à execução prática e à capacidade de absorção dos investimentos.
“O problema não está apenas em mobilizar recursos, mas em garantir que esses fundos são aplicados com transparência e impacto real”, alerta um economista baseado em Maputo.
Foco económico e mobilização de recursos
No plano económico, o Chefe de Estado deverá concentrar esforços na mobilização de financiamento para projectos estruturantes considerados prioritários pelo Governo. Entre os sectores destacados estão infra-estruturas, mineração, energia e agricultura — áreas que têm historicamente dependido de investimento externo, particularmente chinês.
O Executivo afirma que a visita poderá impulsionar o relançamento da economia nacional, num contexto ainda marcado por desafios fiscais e necessidade de crescimento inclusivo.
“Pretende-se garantir financiamento para projectos de elevado impacto social e económico”, sublinha uma fonte próxima da delegação.
Questões em aberto
Apesar do optimismo oficial, especialistas apontam para a necessidade de maior escrutínio público sobre os termos dos acordos que poderão resultar da visita, incluindo níveis de endividamento, condições de financiamento e retorno efectivo para o país.
A relação entre Moçambique e China tem sido historicamente próxima, mas críticos defendem que o país deve diversificar parceiros e reforçar mecanismos internos de controlo.
A visita de Daniel Chapo decorre, assim, entre expectativas elevadas e preocupações persistentes, num momento em que Moçambique procura equilibrar crescimento económico com sustentabilidade financeira.




União Europeia investe 120 milhões de euros em projectos de governação, justiça e cultura nos PALOP e Timor-Leste

A União Europeia financiou, ao longo dos últimos 30 anos, cerca de 120 milhões de euros destinados a projetos nas áreas de justiça, cultura e governação económica nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e em Timor-Leste.
A informação foi avançada ao jornal Visão Moçambique pelo embaixador Mário Ngwenya, representante da coordenação da parceria UE–PALOP-TL em Moçambique.
“O valor global de 120 milhões de euros já foi implementado em projetos estruturantes, com destaque para Moçambique, nas áreas da justiça, cultura e governação económica”, afirmou Mário Ngwenya.
Reunião técnica avalia impacto e desafios
O diplomata falava em Maputo, durante a abertura da reunião técnica da parceria entre a União Europeia e os PALOP-TL, que reúne representantes governamentais, instituições europeias e parceiros de cooperação.
O encontro tem como principal objetivo avaliar o desempenho dos projetos em curso, identificar constrangimentos e propor soluções para garantir maior sustentabilidade das intervenções.
Ao longo de dois dias de sessões plenárias, os participantes analisam programas regionais como:
ProPALOP-TL
ProCULTURA
ProJUST
Esses projetos têm desempenhado um papel determinante no:
reforço da governação democrática
digitalização das instituições públicas
promoção da transparência financeira
desenvolvimento dos sectores culturais e criativos
Parceria estratégica em evolução
A Parceria PALOP-TL–UE tem vindo a afirmar-se como um modelo único de cooperação regional, baseado em laços históricos, linguísticos e institucionais.
Segundo os organizadores, a evolução desta cooperação aponta para:
maior alinhamento estratégico
reforço do diálogo político
coordenação mais eficaz entre os países membros
A reunião decorre no contexto do atual ciclo do instrumento europeu NDICI – Europa Global (2021–2027), que dá continuidade às orientações definidas na última reunião ministerial realizada em Díli.
Foco no futuro e sustentabilidade
Além de avaliar os progressos alcançados, o encontro pretende:
acelerar a implementação dos projetos em curso
definir recomendações técnicas
preparar as próximas fases da cooperação regional
Há também uma atenção especial ao alinhamento com a estratégia Global Gateway da União Europeia, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento de infraestruturas e à consolidação do Estado de Direito.




TMCEL lança “Pacote Família” para democratizar o acesso à comunicação em Moçambique

A operadora Tmcel – Moçambique Telecom anunciou, nesta terça-feira (15 de abril), o lançamento do “Pacote Família”, uma nova solução orientada para clientes do segmento pré-pago que promete facilitar a partilha de voz e dados entre vários utilizadores.
A iniciativa surge como parte da estratégia da empresa para ampliar o acesso às tecnologias de informação e comunicação no país, com foco na inclusão digital e na simplificação da experiência do utilizador.
De acordo com a operadora, o novo pacote permite que um cliente principal distribua benefícios — incluindo minutos de voz e dados móveis — para diferentes números, garantindo que membros de um agregado familiar ou grupo de amigos permaneçam conectados de forma contínua.
“A introdução deste pacote é um passo estratégico rumo à inclusão digital em Moçambique”, afirmou o Chefe de Departamento de Marketing da empresa, Orlando Vuma. “Queremos proporcionar uma experiência mais fluida e fácil de gerir para todos os moçambicanos.”
Gestão centralizada e maior autonomia
Um dos principais diferenciais do “Pacote Família” é a possibilidade de gestão centralizada. Todo o valor é debitado exclusivamente na conta do utilizador que efectua a compra, enquanto os números associados beneficiam dos recursos de forma independente.
Segundo a Tmcel, esta abordagem permite maior controlo financeiro e operacional, ao mesmo tempo que assegura autonomia para cada membro do grupo utilizar os serviços conforme as suas necessidades.
Activação simplificada e renovação automática
A activação do pacote foi concebida para ser simples e rápida, podendo ser feita através do menu USSD *123#, opção 9. A operadora destaca ainda a funcionalidade de renovação automática, que possibilita a continuidade do serviço sem interrupções, desde que haja saldo disponível.
Entre as principais vantagens destacadas estão:
Partilha simultânea de voz e dados com vários números;
Utilização independente por cada beneficiário;
Configuração de renovação automática para maior conveniência;
Facilidade de gestão através de uma conta principal.
Reforço do compromisso com a inovação
Com este lançamento, a Tmcel reforça o seu posicionamento como um dos principais pilares da conectividade em Moçambique, apostando em soluções que respondam às necessidades reais dos consumidores.
A empresa sublinha que continuará a investir em inovação e na melhoria contínua da experiência do cliente, com o objectivo de tornar os serviços de telecomunicações cada vez mais acessíveis, inclusivos e eficientes em todo o território nacional.




Júlio Parruque prevê intervenção a curto prazo em três vias críticas para reforçar mobilidade urbana

Intervenções abrangem três troços estratégicos e incluem medidas para mitigar impactos das inundações
O presidente do município da Matola, Júlio Parruque, anunciou a requalificação, a curto prazo, de três importantes troços rodoviários, após uma visita de inspeção realizada recentemente.
As vias abrangidas incluem os troços Ferreira–Fios, Tricamo–Quilómetro 15, bem como a estrada de acesso ao Centro de Saúde de Inkobe — infraestruturas consideradas essenciais para a mobilidade de milhares de residentes.
Segundo o edil, as obras visam melhorar significativamente a circulação de viaturas e reforçar a eficiência do transporte semi-coletivo de passageiros, num contexto em que a degradação das vias tem condicionado o dia a dia das populações.
“Estamos a investir em três estradas para repor as condições de mobilidade. Por outro lado, temos a consciência da necessidade de construir sistemas de drenagem para evitar inundações e a degradação das vias pavimentadas”, afirmou Júlio Parruque em declarações ao Jornal Visão Moçambique.
De acordo com o dirigente, as intervenções contemplam a resselagem das estradas, cujo asfalto se encontra deteriorado, situação agravada pelas recentes inundações urbanas que afetaram a região sul do país.

As obras serão financiadas com recursos próprios do Conselho Municipal da Matola, num esforço que reflete a prioridade atribuída à recuperação da infraestrutura urbana.
Paralelamente, o município reconhece a necessidade de soluções estruturais para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, nomeadamente através da melhoria dos sistemas de drenagem pluvial.
No âmbito da mitigação dos impactos das intempéries, o autarca destacou o uso de camiões-cisternas e motobombas industriais para a remoção de águas pluviais em zonas críticas, como forma de minimizar enchentes.
“Apelamos a ações de responsabilidade social voltadas para esta área. O nosso apelo aos parceiros é no sentido de apoiarem a transformação urbana da Matola e a construção de infraestruturas sociais que tenham impacto na qualidade de vida das comunidades”, reforçou.
Além das intervenções rodoviárias, as autoridades municipais estão a intensificar a recolha de resíduos sólidos em vários bairros, com destaque para Singathela, Infulene “A”, Inkobe e Tsalala — zonas que enfrentam desafios recorrentes na gestão de lixo urbano.




MANUEL TULE EXIGE SOLUÇÕES URGENTES PARA OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA POPULAÇÃO NA PROVÍNCIA DE MAPUTO

O Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, defendeu esta terça-feira a necessidade de adoção de medidas imediatas e eficazes para responder aos desafios que afectam diretamente a população, com destaque para questões sociais, económicas e de infraestruturas.
O posicionamento foi apresentado durante o discurso de abertura da XIII Reunião do Conselho Provincial de Coordenação, que decorre na cidade da Matola, reunindo membros do governo, administradores distritais e outros quadros da administração pública.
Pressão sobre os serviços públicos e governação local
Na sua intervenção, Manuel Tule reconheceu que a província enfrenta uma pressão crescente sobre os serviços públicos, impulsionada pelo aumento populacional e pela urbanização acelerada, sobretudo nos principais centros urbanos.
“É imperioso que adotemos soluções urgentes e sustentáveis que respondam, com eficácia, às preocupações reais da nossa população”, afirmou o governante.
Segundo fontes presentes no encontro, o governador destacou que sectores como saúde, educação, abastecimento de água e vias de acesso continuam a registar défices significativos, exigindo maior coordenação institucional e melhor aplicação de recursos.
Desafios estruturais e necessidade de coordenação
A reunião do Conselho Provincial de Coordenação surge num contexto em que vários indicadores sociais apontam para dificuldades persistentes no acesso a serviços básicos, particularmente nas zonas periurbanas e rurais da província.
Manuel Tule sublinhou ainda a importância do reforço da articulação entre os diferentes níveis de governação:
“A solução dos problemas da população não depende apenas de um sector. Exige uma abordagem integrada, coordenada e orientada para resultados concretos.”
Analistas consideram que este posicionamento reflete uma crescente pressão política e social sobre as autoridades provinciais, numa altura em que comunidades locais têm manifestado preocupações relacionadas com o custo de vida, transporte público e qualidade dos serviços essenciais.
Expectativas e responsabilização
Durante o encontro, espera-se que sejam avaliados os níveis de execução dos planos governamentais, bem como definidos novos mecanismos de monitoria e responsabilização dos gestores públicos.
O governador foi enfático ao exigir maior compromisso dos dirigentes locais:
“Os nossos cidadãos esperam respostas. Não podemos adiar soluções para problemas que já são conhecidos há vários anos.”
A XIII Reunião do Conselho Provincial de Coordenação deverá decorrer ao longo dos próximos dias, com a apresentação de relatórios sectoriais e definição de prioridades estratégicas para o desenvolvimento da província.