Chakil Aboobacar critica “lambebotas” na FRELIMO e apela à disciplina interna

O secretário-geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, dirigiu duras críticas a membros do partido que, segundo afirmou, prejudicam o desempenho governativo ao adotarem posturas que classificou como oportunistas e desleais.
Falando na cidade de Maputo, durante a abertura de uma reunião de avaliação do desempenho dos órgãos autárquicos no cumprimento do manifesto eleitoral, Aboobacar alertou para o impacto negativo de comportamentos internos que fragilizam a coesão partidária.
“Temos que ter coragem de apontar os que não estão certos dentro do partido, mas isso deve ser feito nos órgãos próprios e não através de jornais ou redes sociais”, afirmou.
O dirigente foi mais longe ao denunciar a divulgação de assuntos internos do partido em espaços públicos, prática que considera inaceitável.
“Há camaradas que recorrem à imprensa e às redes sociais para expor questões internas e até segredos do partido. Isso não pode acontecer”, reforçou.
No seu discurso, Aboobacar apelou a uma mudança de postura entre os membros da organização, incentivando críticas construtivas que contribuam para soluções concretas para os desafios enfrentados pela população moçambicana.
“Devemos abandonar atitudes que não ajudam e passar a apresentar críticas que tragam soluções para a vida do povo moçambicano.”
O secretário-geral sublinhou ainda a responsabilidade histórica do partido para com os cidadãos, destacando a ligação entre a FRELIMO e a população.
“O nosso povo espera de nós liderança com sabedoria e sensibilidade. A FRELIMO é do povo porque estamos com o povo e vivemos com o povo”, declarou.
A intervenção ocorreu no âmbito de um encontro que reuniu representantes autárquicos para analisar o grau de cumprimento das promessas eleitorais, num momento em que o partido procura reforçar a disciplina interna e a eficácia da governação local.




Trouxemos a indústria de petróleo e gás para Moçambique ou entregamos a Moçambique a indústria de petróleo e gás?

Por: Elthon Chemane

Há uma diferença silenciosa, porém determinante, entre trazer uma indústria para um país e entregar essa indústria ao país. A primeira é logística. A segunda é transformação. E é precisamente nesse intervalo — entre presença e pertença — que Moçambique se encontra hoje no setor de petróleo e gás.

Durante anos, celebrámos marcos: investimentos bilionários, decisões finais de investimento, infraestruturas erguidas em tempo recorde. Construímos um discurso de progresso ancorado na escala dos projetos e na magnitude dos números. Mas, ao olharmos com mais frieza, surge uma pergunta incômoda: quem, de facto, está a capturar valor?

Conteúdo local tem sido tratado, muitas vezes, como um requisito contratual, uma obrigação a cumprir, e não como um instrumento estratégico de transformação económica. Queremos criar mecanismos, regulamentos e métricas — mas falhámos em responder à questão essencial: estamos em via de construir capacidade e participação nacional progressiva ou, apenas a querer contabilizar participação marginal?

O verdadeiro conteúdo local não se mede pelo número de contratos adjudicados a empresas moçambicanas, mas pela natureza desses contratos. Não se trata de quantas empresas participam, mas de quanto risco assumem, quanto valor retêm e quanto conhecimento acumulam. Quando as empresas locais são confinadas a serviços periféricos, de baixo risco e baixo valor acrescentado, estamos, na prática, a institucionalizar a dependência.

Partilhar o risco é (neste momento) o elemento mais negligenciado na equação de Conteúdo Local no nosso país.
Sem risco, não há crescimento empresarial real, sem exposição a decisões críticas, não há desenvolvimento de competências estratégicas e, sem isso, não haverá indústria nacional capacitada para servir — haverá apenas prestação de serviços locais numa cadeia de valor global que continuará a ser extremamente controlada.., e todos nós sabemos por quem.

É aqui que a estratégia precisa de amadurecer com visão de médio e longo prazo. O setor privado moçambicano também precisa de se posicionar de forma mais assertiva. Não basta reivindicar espaço, é necessário preparar-se para ocupá-lo com competência, governança e capacidade de execução. Conteúdo local não pode ser um escudo para mediocridade, nem uma desculpa para exclusão.

Por outro lado, o Governo enfrenta um dilema estrutural: garantir eficiência e cumprimento dos projetos, sem comprometer o desenvolvimento de uma base económica nacional robusta. Esse dilema vai continuar a existe enquanto o conteúdo local for visto como custo, e não como investimento. Cada contrato estruturado para incluir empresas moçambicanas de forma substantiva é, na verdade, uma alavanca para estabilizar a economia, ampliar a base fiscal e reduzir vulnerabilidades futuras.

Se a indústria de petróleo e gás operar em Moçambique sem se enraizar em Moçambique, estaremos a assistir a um ciclo clássico de enclave: crescimento sem desenvolvimento, riqueza sem distribuição, presença sem transformação.

Porque, no fim, a questão não é apenas económica — é soberania económica.

Entregar a indústria ao país implica mais do que abrir portas — implica transferir responsabilidades, criar condições para competição real, fomentar joint ventures equilibradas e, acima de tudo, garantir que o valor gerado não escapa sistematicamente para fora das nossas fronteiras.

A pergunta, portanto, permanece — e deve incomodar-nos: queremos ser anfitriões de uma indústria global ou protagonistas de uma economia em transformação?

A resposta não será dada por discursos, mas pelas decisões que tomarmos agora.




APME felicita Governo pelo pagamento ao FMI e exige tratamento igual para empresários nacionais

Associação defende que regularização da dívida externa deve ser acompanhada pela liquidação das dívidas internas

A felicitou o Governo pelo pagamento integral da dívida ao , considerando o acto como um sinal positivo de credibilidade financeira do País.



No entanto, no mesmo comunicado de imprensa, a associação levanta uma exigência clara quanto ao tratamento das obrigações internas, defendendo que o mesmo compromisso demonstrado junto de parceiros internacionais deve ser aplicado às dívidas do Estado para com empresários nacionais.

Em citação directa, a APME afirma: “A APME reitera a sua total disponibilidade para o diálogo construtivo com o Executivo, com vista à identificação de soluções céleres e eficazes que garantam a sustentabilidade das empresas e o crescimento económico do País.”

A organização sublinha ainda a importância da “dinâmica da economia interna”, apontando implicitamente para os impactos negativos que o incumprimento de pagamentos internos tem vindo a provocar no sector privado.

A posição da APME reflecte uma preocupação recorrente do empresariado nacional, que defende maior equidade na gestão das obrigações do Estado, sobretudo num contexto em que o cumprimento rigoroso de compromissos externos contrasta com atrasos nas responsabilidades internas.

Com este posicionamento, a associação procura pressionar o Executivo a adoptar uma abordagem mais equilibrada, em que a credibilidade externa seja acompanhada por justiça económica no plano interno.




Imede Falume sob suspeita de “vista grossa” em processos de licenciamento de exportação de madeira

Empresa com sócio desaparecido há quase uma década obtém autorização para exportar 2.100 m³ de madeira e levanta dúvidas sobre controlo administrativo no sector florestal

Um caso envolvendo um cidadão português dado como desaparecido desde 2016 e a sua alegada participação numa empresa licenciada para exportação de madeira está a lançar novas dúvidas sobre os mecanismos de controlo no sector florestal em Moçambique, colocando sob escrutínio a actuação do director nacional de Florestas e Fauna Bravia, Imede Falume.
Desaparecido desde 2016 reaparece em registos empresariais
Américo António Melro Sebastião desapareceu em circunstâncias não esclarecidas em Moçambique há quase uma década. Desde então, não houve qualquer confirmação pública sobre o seu paradeiro.
No entanto, em 2024, o seu nome surge associado à empresa Inther-Beira, alegadamente constituída na cidade da Beira, província de Sofala. De acordo com registos disponíveis, o cidadão português figura como titular de 25% das participações sociais.
A inclusão de uma pessoa oficialmente desaparecida na estrutura societária de uma empresa levanta questões imediatas sobre o cumprimento dos requisitos legais no processo de constituição.
“A presença de um cidadão desaparecido como sócio formal de uma empresa levanta dúvidas sérias sobre a verificação de identidade e a autenticidade da documentação apresentada”, afirma um especialista em direito administrativo.
Licenciamento florestal e suspeitas de irregularidades
A controvérsia intensifica-se pelo facto de a Inther-Beira ter obtido autorização para exportar cerca de 2.100 metros cúbicos de madeira, um volume relevante no contexto das quotas de exploração florestal.
Este tipo de autorização envolve, por norma, procedimentos rigorosos que incluem análise documental, validação de conformidade e decisão administrativa por parte da autoridade competente.
À data, o processo encontrava-se sob responsabilidade da Direcção Nacional de Florestas e Fauna Bravia, liderada por Imede Falume.
“Não se trata de um processo meramente burocrático. A emissão de licenças exige validação efectiva da identidade dos intervenientes e da legalidade dos documentos”, sublinha um jurista ouvido pela reportagem.
Responsabilidade directa e críticas recorrentes
Enquanto director nacional, Imede Falume é responsável pela gestão das quotas de exploração e pela monitoria do seu cumprimento, incluindo a assinatura das autorizações de exportação.
Especialistas indicam que este tipo de licença deve ser pessoalmente validado pelo dirigente máximo da instituição.
Neste contexto, surgem questionamentos sobre como uma empresa com um sócio em situação irregular — ou, no mínimo, duvidosa — conseguiu obter autorização para operar.
“Ou houve falhas graves nos mecanismos de controlo ou estamos perante uma situação de negligência institucional”, considera uma fonte ligada ao sector ambiental.
Histórico de controvérsias no sector
O nome de Imede Falume já esteve anteriormente associado a polémicas no sector florestal.
Em 2022, foi acusado de autorizar o aumento das quotas de exploração de madeira na província do Niassa, decisão considerada ilegal por alguns analistas e organizações.
A controvérsia contribuiu para o seu afastamento do cargo. No entanto, viria a ser reconduzido em Maio de 2025 pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino.
Requisitos legais sob questionamento
De acordo com a legislação moçambicana, a constituição de uma sociedade e o licenciamento para exportação de madeira exigem a apresentação de:
Documento de identificação válido (como passaporte)
Comprovativo de residência ou enquadramento legal
Documentos societários assinados por todos os sócios
Número Único de Identificação Tributária (NUIT)
Certidão de Quitação Fiscal
Até ao momento, não foi possível confirmar publicamente a existência destes documentos relativamente ao cidadão desaparecido.
“Se os documentos existem, devem ser auditáveis. Se não existem, então o processo é, no mínimo, irregular”, alerta um especialista.
Dúvidas sobre o processo administrativo
Apesar das incertezas, a empresa consta de registos oficiais como tendo sido autorizada a exportar madeira.
O processo de licenciamento, segundo especialistas, pressupõe:
Verificação da identidade dos sócios
Validação da documentação apresentada
Confirmação da regularidade fiscal
Persistem, no entanto, questões fundamentais:
Que documentos foram efectivamente apresentados?
Como foram validados pelas autoridades?
Foram os mecanismos de controlo plenamente aplicados?
Cenários possíveis
Analistas apontam para diferentes hipóteses que exigem investigação:
Utilização indevida de identidade, podendo configurar crimes como falsificação de documentos ou fraude
Ocultação voluntária, caso o desaparecimento não corresponda a uma ausência efectiva
“Qualquer um destes cenários tem implicações legais sérias e exige apuramento rigoroso dos factos”, sublinha um jurista.
Silêncio e ausência de esclarecimentos
Contactada, a representante da empresa não prestou declarações.
Por sua vez, a Procuradoria-Geral da República na província de Sofala indicou apenas que o processo relativo ao desaparecimento do cidadão português foi anteriormente encerrado, sem fornecer detalhes adicionais.
Fragilidades sistémicas expostas
Para além do caso concreto, a situação levanta preocupações mais amplas sobre o funcionamento da administração pública:
Robustez dos processos de verificação de identidade
Critérios de validação no licenciamento florestal
Eficácia dos mecanismos de controlo interno
“Este caso pode não ser isolado. Pode ser apenas um exemplo visível de falhas estruturais mais profundas”, alerta um analista.
Necessidade de investigação aprofundada
Até ao momento, não existem confirmações oficiais de irregularidades.
Contudo, os elementos disponíveis levantam dúvidas suficientes para justificar uma averiguação detalhada por parte das autoridades competentes.
Especialistas defendem que o caso deve ser investigado tanto no plano administrativo como criminal, com vista a esclarecer:
A legalidade da constituição da empresa
A autenticidade da documentação apresentada
A conformidade do processo de licenciamento
Enquanto persistirem dúvidas, o caso Inther-Beira continuará a alimentar preocupações sobre transparência, responsabilização e integridade no sector florestal moçambicano.




Governo entrega 100 autocarros para reforçar transporte público no Centro e Norte do país

O Governo da República de Moçambique procede, amanhã, na cidade de Nampula, à entrega dos primeiros 100 autocarros no âmbito do Programa de Melhoria do Sistema de Transporte Público de Passageiros. Os veículos serão distribuídos por 15 municípios das regiões Centro e Norte, numa iniciativa que visa responder aos crescentes desafios de mobilidade urbana.
De acordo com informações oficiais, a introdução destes meios permitirá transportar mais de 1,4 milhões de passageiros por mês, contribuindo significativamente para a redução da sobrelotação nos transportes públicos e para a melhoria das condições de deslocação das populações.
“O reforço da frota representa um passo importante na promoção de um sistema de transporte mais eficiente, acessível e seguro”, refere uma fonte governamental, sublinhando o impacto directo da medida na qualidade de vida dos cidadãos.
O programa incorpora ainda um conjunto de inovações orientadas para a segurança rodoviária. Entre elas, destaca-se a formação especializada dos motoristas em condução segura e preventiva, bem como o treinamento técnico das equipas de manutenção, com vista a assegurar a durabilidade e o bom funcionamento dos veículos.
Outro elemento central é a instalação de tacógrafos sistemas inteligentes de monitorização que permitem controlar o tempo de condução, reforçar os mecanismos de fiscalização e contribuir para a redução de acidentes de viação.
Especialistas consideram que a implementação destas medidas poderá marcar uma mudança estrutural no setor dos transportes públicos no país, historicamente marcado por limitações operacionais e desafios de segurança.
A iniciativa integra os esforços contínuos do Executivo para modernizar os serviços públicos e promover soluções sustentáveis de mobilidade urbana, alinhadas com as necessidades de crescimento das cidades moçambicanas.




Condicionado trânsito na ponte metálica sobre o rio M’nandichi após danos causados pelas chuvas intensas

A Administração Nacional de Estradas (ANE) anunciou o condicionamento da circulação rodoviária na ponte metálica sobre o rio M’nandichi, localizada no distrito de Lago, província do Niassa, no norte de Moçambique, devido a danos estruturais provocados pelas chuvas intensas que se fazem sentir na região.
De acordo com uma nota oficial a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, a situação resultou do galgamento das águas sobre a infraestrutura, na estrada N361 (troço Maniamba/Metangula, ao quilómetro 4+000). O fenómeno provocou uma série de danos significativos, incluindo erosão profunda no encontro norte da ponte, cedência de uma viga metálica de suporte, arrastamento de solos na laje de transição e deslocamento dos tabuleiros de acesso.
“Face às chuvas intensas registadas no distrito de Lago, verificou-se o galgamento das águas na ponte metálica sobre o rio M’nandichi, o que originou danos estruturais relevantes”, refere a nota da ANE.
Como medida preventiva, a instituição determinou restrições imediatas à circulação rodoviária no local.
“A ANE, IP determina a interdição de circulação de veículos de carga, limitando o peso bruto máximo a três (03) toneladas, de modo a garantir a transitabilidade segura e permitir a execução dos trabalhos de reparação”, acrescenta o documento.
A entidade pública lamenta os transtornos que a situação possa causar aos utentes da via e apela à compreensão e colaboração de todos, sublinhando a necessidade de prudência redobrada por parte dos automobilistas.
Além disso, no contexto da época chuvosa, a ANE reforça o apelo à planificação das deslocações, especialmente para operadores de transporte de passageiros e carga.
“Recomenda-se que os automobilistas programem as suas viagens e evitem a circulação de veículos com peso superior a 10 toneladas em estradas terraplenadas”, alerta a instituição.
As autoridades indicam que trabalhos de avaliação e reparação estão em curso, visando a reposição das condições normais de circulação o mais breve possível.




Condiciona trânsito na ponte metálica sobre o rio M’nandichi após danos causados pelas chuvas intensas

A Administração Nacional de Estradas (ANE) anunciou o condicionamento da circulação rodoviária na ponte metálica sobre o rio M’nandichi, localizada no distrito de Lago, província do Niassa, no norte de Moçambique, devido a danos estruturais provocados pelas chuvas intensas que se fazem sentir na região.
De acordo com uma nota oficial a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, a situação resultou do galgamento das águas sobre a infraestrutura, na estrada N361 (troço Maniamba/Metangula, ao quilómetro 4+000). O fenómeno provocou uma série de danos significativos, incluindo erosão profunda no encontro norte da ponte, cedência de uma viga metálica de suporte, arrastamento de solos na laje de transição e deslocamento dos tabuleiros de acesso.
“Face às chuvas intensas registadas no distrito de Lago, verificou-se o galgamento das águas na ponte metálica sobre o rio M’nandichi, o que originou danos estruturais relevantes”, refere a nota da ANE.
Como medida preventiva, a instituição determinou restrições imediatas à circulação rodoviária no local.
“A ANE, IP determina a interdição de circulação de veículos de carga, limitando o peso bruto máximo a três (03) toneladas, de modo a garantir a transitabilidade segura e permitir a execução dos trabalhos de reparação”, acrescenta o documento.
A entidade pública lamenta os transtornos que a situação possa causar aos utentes da via e apela à compreensão e colaboração de todos, sublinhando a necessidade de prudência redobrada por parte dos automobilistas.
Além disso, no contexto da época chuvosa, a ANE reforça o apelo à planificação das deslocações, especialmente para operadores de transporte de passageiros e carga.
“Recomenda-se que os automobilistas programem as suas viagens e evitem a circulação de veículos com peso superior a 10 toneladas em estradas terraplenadas”, alerta a instituição.
As autoridades indicam que trabalhos de avaliação e reparação estão em curso, visando a reposição das condições normais de circulação o mais breve possível.




Júlio Parruque visita infraestruturas críticas na Machava durante a Sexta-Feira Santa

O Presidente do Município da Matola, Júlio Parruque, realizou, nesta Sexta-Feira Santa, uma visita de trabalho a várias infraestruturas críticas afectadas pelas recentes chuvas no posto administrativo da Machava. A deslocação abrangeu zonas consideradas prioritárias, nomeadamente Ferreira/Fios, Tricamo (km 15) e o Hospital de Nkobe.
Durante a visita, o edil fez-se acompanhar pela chefe do posto administrativo da Machava, num exercício que visou avaliar in loco o nível de degradação das vias e das infraestruturas públicas, bem como identificar medidas urgentes de resposta.
Segundo apurou-se, a iniciativa tem como principal objectivo estruturar intervenções imediatas que possam minimizar os impactos causados pelas chuvas intensas, melhorar a transitabilidade nas vias afectadas e garantir melhores condições de acesso aos serviços essenciais, com destaque para a unidade hospitalar de Nkobe.
As autoridades locais reconhecem a gravidade da situação em alguns troços visitados e admitem a necessidade de mobilização célere de recursos técnicos e financeiros para assegurar a reabilitação das áreas mais críticas.




Pedro Silva Eleito Presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas

O empresário Pedro Henrique Fernandes Da Silva é o novo presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas (APME), após ter sido eleito pelos membros da agremiação durante uma conferência realizada na última quinta-feira, na cidade de Maputo. Da Silva disputou a presidência com Emilson António Dava, no âmbito de um processo eleitoral previamente validado pela Comissão Eleitoral da organização.



De acordo com os dados oficiais, o processo visava o preenchimento de uma vaga para Presidente e duas vagas para Vice-Presidentes do Conselho de Direcção, tendo sido eleito o candidato que obteve o maior número de votos validamente expressos. Pedro Henrique Fernandes Da Silva já vinha liderando a organização de forma interina desde meados de 2025, na sequência da saída do seu antecessor, Osvaldo Maute.

No seu discurso de tomada de posse, o novo presidente afirmou que a sua gestão será orientada para o fortalecimento das pequenas e médias empresas (PMEs) e para a criação de melhores condições para o desenvolvimento do sector. Destacou a urgência de resolver problemas financeiros crónicos, sublinhando que os empresários não podem continuar a esperar entre 60 a 90 dias para receber o pagamento das suas facturas.

O dirigente fez um apelo directo ao Executivo, salientando que o governo não pode ser o maior devedor das PMEs, uma vez que os atrasos nos pagamentos prejudicam gravemente a sobrevivência das empresas.

“Se queremos fortalecer as PMEs, não podemos deixá-las para o último lugar”, alertou, acrescentando que a robustez da economia depende directamente do pleno funcionamento destas instituições.
Pedro Henrique Fernandes Da Silva concluiu reafirmando o seu compromisso em defender os interesses da classe, lembrando que o dinheiro em circulação é, de facto, o que movimenta e dinamiza a economia de um país.




Álvaro Massingue defende ação urgente do Governo para garantir previsibilidade económica

O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, defendeu a necessidade urgente de um reforço na colaboração entre o Governo e o sector privado, como forma de garantir maior previsibilidade no ambiente económico nacional.
A posição surge num momento em que empresários continuam a manifestar preocupações quanto à volatilidade das políticas económicas e aos desafios estruturais que afetam o investimento no país. Segundo Massingue, a criação de um clima de confiança mútua é essencial para impulsionar o crescimento sustentável.
As declarações foram tornadas públicas através da sua página oficial na rede social Facebook, onde sublinhou que o diálogo institucional deve ser fortalecido com o executivo liderado pelo Presidente da República, Daniel Chapo.
“É essencial fortificar a colaboração entre o sector privado e o Governo, para garantir um ambiente de negócios mais previsível, competitivo e capaz de atrair investimentos que acelerem o desenvolvimento económico de Moçambique”, escreveu Massingue.
Analistas económicos ouvidos por este jornal consideram que a previsibilidade regulatória e a consistência das políticas públicas são fatores determinantes para a atração de investimento estrangeiro direto, sobretudo num contexto global marcado por incertezas económicas.
A CTA, enquanto principal representante do sector empresarial moçambicano, tem reiterado a importância de reformas estruturais, incluindo a simplificação de processos administrativos e a melhoria do acesso ao financiamento, como pilares para dinamizar o sector produtivo.
Entretanto, fontes governamentais indicam que estão em curso iniciativas visando o reforço do diálogo com o empresariado, embora reconheçam que persistem desafios na implementação eficaz de políticas orientadas ao crescimento inclusivo.
O posicionamento de Massingue reacende o debate sobre o papel estratégico da cooperação público-privada no desenvolvimento económico de Moçambique, num período em que o país procura consolidar a sua recuperação económica e atrair novos fluxos de investimento.