AT refuta envolvimento de agentes aduaneiros em caso de droga apreendida no Aeroporto de Maputo

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A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) rejeitou esta segunda-feira quaisquer alegações que apontem para o envolvimento de agentes das Alfândegas no caso da apreensão de uma substância ilícita recentemente detectada no Aeroporto Internacional de Maputo, esclarecendo que a descoberta da droga resultou precisamente da actuação dos mecanismos de controlo aduaneiro e da cooperação entre as instituições que operam naquela infraestrutura.

Em comunicado emitido na sequência de informações divulgadas pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), a instituição explicou que, após a confirmação laboratorial de que a mercadoria apreendida continha droga, todo o processo foi formalmente encaminhado àquela entidade para efeitos de investigação criminal e demais procedimentos previstos na lei.

Segundo a Autoridade Tributária, o caso remonta ao dia 7 de Junho de 2026, quando deu entrada no Aeroporto Internacional de Maputo uma carga proveniente da Índia, transportada no voo QR 1375. A remessa, com um peso total de 3.750 quilogramas distribuídos por 50 volumes, foi declarada como contendo comprimidos multivitamínicos designados “Multivitamin Tablet Cyproheptadine Hydrochloride (Anhydrous)”.

Durante os procedimentos regulares de fiscalização, a Unidade Especial Conjunta de Controlo de Mercadorias do Aeroporto Internacional de Maputo, composta por técnicos das Alfândegas de Moçambique, SERNIC, Polícia da República de Moçambique (PRM) e Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), identificou elementos considerados suspeitos e que justificavam uma inspecção mais detalhada da mercadoria.

De acordo com a nota da AT, a natureza do produto declarado, o perfil do importador e determinados aspectos relacionados com o processo de importação levantaram dúvidas suficientes para desencadear diligências adicionais por parte das autoridades.

Como consequência, foram iniciados procedimentos para localizar os responsáveis pela carga e promover uma verificação física conjunta, envolvendo diversas entidades competentes, incluindo representantes do sector da saúde. Contudo, nem o proprietário da mercadoria nem o seu representante legal compareceram para acompanhar a inspecção.

Perante esta situação, os serviços de Investigação e Inteligência das Alfândegas convocaram a empresa transportadora para estar presente no armazém de cargas do aeroporto no dia 12 de Junho, onde seria realizada a abertura e verificação da remessa.

A operação decorreu na presença das várias instituições que integram a unidade conjunta de controlo aeroportuário. Durante o procedimento foram recolhidas amostras da mercadoria para análise laboratorial especializada, destinada a confirmar a verdadeira composição do produto importado.

Dias depois, os resultados laboratoriais revelaram que o conteúdo da carga correspondia a uma substância ilícita classificada como droga.

Face à confirmação, as Alfândegas de Moçambique procederam à elaboração do Auto de Apreensão, nos termos da legislação aduaneira aplicável. Em seguida, foi produzido o respectivo Termo de Entrega e a mercadoria foi formalmente transferida para a custódia do Serviço Nacional de Investigação Criminal, entidade responsável pela condução das investigações criminais relacionadas com o tráfico e circulação de drogas.

A Autoridade Tributária considera que os factos demonstram claramente que os agentes aduaneiros actuaram de acordo com os procedimentos legais e operacionais estabelecidos, razão pela qual rejeita qualquer tentativa de associar os funcionários das Alfândegas ao caso.

“A detecção da substância e a sua apreensão ocorreram precisamente em resultado da actuação diligente dos mecanismos de controlo aduaneiro e da acção coordenada entre as diversas instituições que operam no Aeroporto Internacional de Maputo”, refere o comunicado.

A instituição sublinha que a intervenção das autoridades começou antes mesmo de qualquer denúncia externa, tendo sido os próprios mecanismos de fiscalização aduaneira a identificar os indícios que levaram à descoberta da droga.

Entretanto, a Autoridade Tributária reconhece que as investigações ainda estão em curso e esclarece que, caso venha a ser apurado o envolvimento individual de qualquer cidadão, incluindo funcionários das Alfândegas, tal responsabilidade deverá ser analisada a título pessoal e não institucional.

“Qualquer eventual envolvimento individual de cidadãos, incluindo funcionários das Alfândegas, constitui matéria de responsabilidade pessoal e deverá ser apurada e tratada nos termos da lei”, destaca o documento.

A AT reafirma ainda a sua disponibilidade para colaborar com todas as entidades envolvidas na investigação, reiterando o compromisso de reforçar os mecanismos de prevenção e combate ao tráfico de drogas e outras mercadorias proibidas nos pontos de entrada e saída do país.

O caso continua sob investigação do SERNIC, que deverá aprofundar as diligências para identificar os responsáveis pela importação da substância ilícita, esclarecer as circunstâncias da tentativa de entrada da droga em território nacional e determinar eventuais responsabilidades criminais associadas ao processo.




Primeira-Ministra destaca papel dos APEs na redução da mortalidade materna e infantil em Moçambique

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A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, defende o fortalecimento do subsistema comunitário de saúde como uma das principais estratégias para acelerar a redução da mortalidade materna, neonatal e infantil no país. A governante falava durante o encerramento do Fórum Internacional sobre Saúde Comunitária e Redução da Mortalidade Materna, Neonatal e Infantil, evento que reuniu representantes do Governo, parceiros de cooperação, organizações da sociedade civil, académicos e profissionais de saúde.

Na ocasião, Benvinda Levi afirmou que os desafios enfrentados pelo sistema nacional de saúde exigem uma abordagem integrada, centrada nas comunidades e orientada para a prestação de serviços de qualidade junto das populações mais vulneráveis.

“O desafio que enfrentamos não consiste apenas em ampliar os serviços de saúde, mas também em integrá-los, aproximá-los das comunidades e torná-los mais eficazes”, declarou.

Segundo a Primeira-Ministra, a redução sustentável dos índices de mortalidade materna e infantil depende da capacidade de criar uma ligação sólida entre as estruturas sanitárias e as comunidades, garantindo que os serviços essenciais cheguem às famílias que vivem em zonas remotas e de difícil acesso.

“É na forte articulação entre a comunidade e o sistema de saúde que reside a nossa capacidade de salvar mais vidas e garantir um futuro mais saudável para os cidadãos, em particular para as mulheres e crianças”, afirmou.

Apesar dos avanços registados nos últimos anos, Benvinda Levi reconheceu que Moçambique continua a enfrentar desafios significativos na saúde materno-infantil. A governante lamentou que muitas mulheres continuem a perder a vida devido a complicações evitáveis relacionadas com a gravidez e o parto, enquanto milhares de recém-nascidos não conseguem sobreviver aos primeiros dias de vida.

“Não podemos aceitar que a distância entre uma comunidade e uma unidade sanitária continue a representar, para muitos cidadãos, a diferença entre a vida e a morte”, frisou.

Neste contexto, a Primeira-Ministra destacou o papel estratégico desempenhado pelos Agentes Polivalentes Elementares de Saúde (APEs), que asseguram a prestação de cuidados básicos de saúde em comunidades afastadas dos centros urbanos e das unidades sanitárias convencionais.

Para a governante, os APEs constituem um dos pilares do sistema nacional de saúde, contribuindo para a prevenção de doenças, promoção da saúde, vacinação, acompanhamento pré-natal, educação sanitária e encaminhamento de casos para níveis superiores de assistência.

“O subsistema comunitário de saúde é muito mais do que um mecanismo de prestação de serviços. É um instrumento de inclusão, uma ferramenta de equidade e uma plataforma de transformação social”, sublinhou.

Dirigindo-se directamente aos agentes comunitários presentes no encontro, Benvinda Levi reconheceu o esforço diário destes profissionais, que muitas vezes desenvolvem as suas actividades em locais sem infraestruturas adequadas, enfrentando longas distâncias e condições adversas para levar assistência às populações.

“Cada visita domiciliária, cada vacinação realizada, cada aconselhamento prestado numa comunidade remota e cada parto assistido em segurança representam muito mais do que um simples acto de prestação de serviços. São a materialização do compromisso e do dever moral de cuidar das pessoas e salvar vidas”, afirmou.

A governante reiterou igualmente o compromisso do Executivo em continuar a investir no fortalecimento do sistema nacional de saúde, através da expansão da rede sanitária, formação e contratação de profissionais, melhoria das condições de trabalho dos agentes comunitários e ampliação do acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva.

“Continuaremos a expandir a rede sanitária nacional, a aumentar o número de profissionais de saúde, a reforçar os serviços de consultas pré-natais, a assegurar partos seguros e assistidos e a ampliar o acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva”, garantiu.

Durante a sua intervenção, a Primeira-Ministra chamou ainda a atenção para os desafios globais que actualmente condicionam os sistemas de saúde, incluindo a redução do financiamento internacional, os impactos das mudanças climáticas, os conflitos armados e as emergências sanitárias recorrentes.

Segundo Benvinda Levi, estes factores exigem novas formas de cooperação e uma maior coordenação entre governos, parceiros de desenvolvimento, instituições académicas, organizações da sociedade civil e comunidades locais.

“Perante estes desafios, torna-se fundamental que governos, parceiros de cooperação, sociedade civil, confissões religiosas, academia e outros intervenientes desenvolvam novos modelos e mecanismos de cooperação”, declarou.

Um dos momentos marcantes do fórum foi o lançamento da Aliança Nacional para a Aceleração da Redução da Mortalidade Materna, Neonatal e Infantil, uma iniciativa que pretende reforçar a coordenação de esforços entre todos os actores envolvidos na promoção da saúde da mulher, da criança e do adolescente.

A nova plataforma surge como um instrumento estratégico para mobilizar recursos, alinhar intervenções e acelerar o alcance das metas nacionais e internacionais relacionadas com a redução da mortalidade materna e infantil.

No encerramento da sua intervenção, Benvinda Levi agradeceu o apoio contínuo dos parceiros de cooperação que têm contribuído para o fortalecimento do sector da saúde em Moçambique e reafirmou o compromisso do Governo em continuar a trabalhar para garantir que nenhuma mulher ou criança fique privada de cuidados de saúde essenciais.

“Renovamos o nosso profundo apreço a todos os parceiros de cooperação que continuam a acreditar em Moçambique e a caminhar connosco nesta nobre missão de salvar vidas e assegurar uma população mais saudável”, concluiu.

O Fórum Internacional sobre Saúde Comunitária e Redução da Mortalidade Materna, Neonatal e Infantil terminou com um apelo à intensificação dos investimentos na saúde comunitária, considerada pelos participantes como uma das vias mais eficazes para alcançar cobertura universal de saúde e reduzir as desigualdades no acesso aos serviços sanitários no país.




Governo assegura apoio de 275 milhões de dólares para reforçar vacinação e combate à Hepatite B

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O Governo de Moçambique vai beneficiar de um financiamento de 275 milhões de dólares norte-americanos, disponibilizado pela Gavi – Aliança para as Vacinas, para apoiar o Programa Nacional de Vacinação durante o período de 2026 a 2030. O anúncio foi feito esta quinta-feira, em Maputo, pela Directora Executiva da organização, Sania Nishtar, após uma audiência com o Presidente da República, Daniel Chapo.

O apoio financeiro permitirá ao país consolidar os avanços alcançados na imunização infantil, assegurar a continuidade das vacinas actualmente administradas e introduzir ainda este ano a dose de nascimento contra a Hepatite B, uma medida considerada estratégica para a prevenção da doença desde os primeiros dias de vida.

Segundo Sania Nishtar, a parceria entre a Gavi e Moçambique constitui um exemplo de cooperação bem-sucedida na área da saúde pública, destacando o desempenho do país na expansão da cobertura vacinal e na protecção da infância.

“A Gavi é uma parceria público-privada internacional que facilita o acesso à vacinação. Somos parceiros de longa data de Moçambique e estamos muito orgulhosos dessa relação”, afirmou.

A responsável elogiou igualmente o compromisso demonstrado pelas autoridades moçambicanas na redução da mortalidade infantil e no combate a doenças transmissíveis. Referiu, em particular, os esforços em curso para eliminar a cólera, classificando como exemplar o modelo integrado de prestação de serviços comunitários observado durante visitas efectuadas recentemente ao país.

“Moçambique tem tido um excelente desempenho na vacinação de rotina. A liderança do país demonstra um forte compromisso com a sobrevivência infantil e com a melhoria contínua dos serviços de saúde”, destacou.

Durante o encontro com o Chefe do Estado, a Directora Executiva da Gavi transmitiu três mensagens centrais. A primeira foi a confirmação do pacote financeiro de 275 milhões de dólares para os próximos cinco anos, destinado a apoiar o actual programa nacional de vacinação.

Actualmente, o calendário vacinal moçambicano protege as crianças contra dez doenças, incluindo a malária e outras enfermidades infantis, além de contemplar a vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV), associado ao cancro do colo do útero. Com o novo financiamento, todas estas vacinas continuarão a ser apoiadas pela organização internacional.

A segunda mensagem esteve relacionada com o combate à cólera. Sania Nishtar sublinhou que Moçambique tem assumido um papel pioneiro na luta contra a doença e reiterou a disponibilidade da Gavi para apoiar as autoridades nacionais na concretização da meta de eliminação dos surtos.

O terceiro ponto abordado durante a audiência prendeu-se com a implementação da reforma institucional denominada Gavi Leap, uma iniciativa recentemente lançada pela organização para reforçar a autonomia dos países beneficiários, descentralizar os processos de decisão e aumentar a utilização dos sistemas governamentais na gestão dos recursos destinados à vacinação.

Neste contexto, Moçambique tornou-se o primeiro país do mundo a adoptar oficialmente esta reforma, um facto que foi destacado pela dirigente como um marco de relevância internacional.

“Estamos a dar maior autoridade de decisão aos países, a canalizar mais recursos através dos sistemas nacionais e a investir no futuro de África, incluindo a promoção da produção local de vacinas. Foi com enorme satisfação que informámos Sua Excelência o Presidente de que Moçambique é o primeiro país do mundo a adoptar a reforma Gavi Leap”, afirmou.

A responsável manifestou ainda satisfação com os avanços registados no quadro legislativo do sector da saúde em Moçambique, considerando que as reformas em curso poderão fortalecer a sustentabilidade do sistema nacional e acelerar a integração de milhões de agentes comunitários de saúde nos mecanismos formais de remuneração.

O novo compromisso financeiro surge numa altura em que o Governo moçambicano procura reforçar a resiliência do sistema de saúde, ampliar o acesso aos cuidados básicos e consolidar os progressos alcançados na prevenção de doenças evitáveis por vacinação, especialmente entre crianças e grupos vulneráveis.

Com este apoio, Moçambique reforça a sua posição entre os países africanos que mais têm apostado na expansão dos serviços de imunização, numa estratégia considerada fundamental para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria dos indicadores de saúde pública.




Millennium bim participa em painel estratégico sobre instrumentos financeiros internacionais no Mozambique–EU Business Forum 2026

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O Millennium bim participou como orador convidado no painel “Overviewof Global Gateway Financial Toolsbeingdeployed in Mozambique”, integrado no Mozambique–EU Business Forum 2026, iniciativa promovida pela Delegação da União Europeia em Moçambique.

A sessão reuniu representantes da União Europeia, instituições financeiras de desenvolvimento europeias, sector financeiro e actores do sector privado, num momento de reflexão sobre os instrumentos financeiros actualmente disponíveis para apoio ao investimento, desenvolvimento económico sustentável e promoção do sector privado em Moçambique.

O Millennium bim esteve representado pelo Administrador Januário Valente, responsável pelo pelouro de Corporate&InvestmentBanking (CIB), que integrou o painel dedicado ao enquadramento dos mecanismos de financiamento associados ao programa Global Gateway e às oportunidades de mobilização de capital para sectores estratégicos da economia moçambicana.

Na sua intervenção, o Administrador destacou a importância de reforçar a articulação entre os instrumentos internacionais de financiamento e as necessidades concretas da economia moçambicana, sublinhando o papel da banca comercial na mobilização de investimento, no apoio às PME e no desenvolvimento de sectores estratégicos para o crescimento sustentável do País.

“Moçambique reúne condições únicas para atrair mais investimento e acelerar o seu desenvolvimento económico. Para tal, será fundamental reforçar mecanismos que aproximem os instrumentos internacionais de financiamento das necessidades concretas das empresas e dos sectores estratégicos do País.”, referiu.

O painel contou igualmente com representantes da EuropeanInvestmentBank (EIB), Agence Française de Développement (AFD), KreditanstaltfürWiederaufbau (KfW), Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa (FECOP) e Delegação da União Europeia em Moçambique. A participação do Millennium bim nesta iniciativa enquadra-se na visão do Banco sobre a importância de soluções financeiras sustentáveis, capazes de apoiar o investimento, o desenvolvimento do sector privado e o crescimento económico do País




PME devem reforçar credibilidade e organização financeira para melhorar acesso ao financiamento

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O reforço da credibilidade empresarial e da organização da informação financeira constitui um passo fundamental para que as Pequenas e Médias Empresas (PME) melhorem as suas condições de acesso ao financiamento bancário, ao aumentar a sua capacidade de demonstrar a sustentabilidade e o potencial dos seus negócios.

Esta foi uma das principais conclusões da “masterclass” virtual sobre o “Acesso ao Financiamento” promovida, recentemente, pelo Standard Bank, através da sua Incubadora de Negócios, que reuniu mais de uma centena de empreendedores e gestores de PME para uma reflexão sobre os desafios, requisitos e oportunidades relacionados com a obtenção de crédito.

A relevância deste tema ganha especial destaque numa altura em que se assinala o “Mês das Pequenas e Médias Empresas”, reconhecidas pelo seu importante contributo para o desenvolvimento económico, geração de emprego e dinamização das cadeias de valor.

Ministrada por Kenny Simone e Eunice Boane, ambos analistas e originadores de Crédito do Standard Bank, a sessão permitiu abordar os principais factores que influenciam a avaliação de pedidos de financiamento, bem como as práticas que contribuem para o fortalecimento da sustentabilidade e competitividade das empresas.

Durante a sessão, foi realçada a importância das PME na economia nacional, na medida em que contribuem para a geração de emprego, promoção do empreendedorismo e dinamização das cadeias de valor, sendo, por isso, um segmento estratégico para o desenvolvimento económico do País.

“As micro, pequenas e médias empresas são o coração da nossa economia. São elas que impulsionam a actividade empresarial, geram oportunidades de emprego e contribuem para a circulação de riqueza nos diferentes sectores. O fortalecimento deste segmento constitui, por isso, uma condição importante para o crescimento sustentável da economia nacional”, sublinharam.

Entretanto, apesar da sua relevância no ecossistema empresarial, este segmento continua a enfrentar obstáculos que limitam o acesso das PME ao financiamento, com destaque para a insuficiência de informação financeira estruturada, a informalidade empresarial, a fragilidade dos processos de gestão e a falta de documentação que permita às instituições financeiras efectuar uma avaliação adequada dos riscos associados aos negócios.

Um dos principais desafios identificados durante a sessão esteve relacionado com a qualidade da informação apresentada pelas PME durante os processos de avaliação de crédito: “Muitas vezes, os desafios não estão relacionados com o mérito do negócio, mas com a capacidade de demonstrar, através da informação disponibilizada, a sua sustentabilidade e capacidade de cumprir compromissos”.

Durante a sessão, os facilitadores partilharam os principais elementos que integram um conjunto de requisitos para o acesso ao financiamento, tais como documentação legal da empresa, demonstrações financeiras actualizadas, histórico bancário, plano de negócios, contratos comerciais, registos de actividade e informação sobre garantias, quando aplicável.

“O processo de financiamento começa muito antes da submissão de um pedido de crédito. Exige organização, planeamento e capacidade de apresentar informação fiável sobre o negócio. Empresas que mantêm registos actualizados, processos estruturados e uma gestão financeira consistente tendem a reunir melhores condições para estabelecer relações de confiança com as instituições financeiras”, acrescentaram.

A “masterclass” abordou ainda aspectos relacionados com o fortalecimento das PME, incluindo planeamento financeiro, formalização das operações, capacitação dos colaboradores, adopção de boas práticas de gestão e reforço da governação empresarial.

“A credibilidade empresarial constrói-se diariamente, através da consistência das práticas de gestão, da transparência das operações e da capacidade de cumprir compromissos. Estes factores fortalecem a confiança das instituições financeiras, mas também de clientes, fornecedores, parceiros e investidores, criando bases mais sólidas para o crescimento sustentável das empresas”, concluíram.

A iniciativa enquadra-se no compromisso contínuo da Incubadora de Negócios do Standard Bank com o fortalecimento do ecossistema empreendedor e das PME, com vista a torná-las mais resilientes, informadas e preparadas para enfrentar ambientes de negócio cada vez mais desafiantes.




Fórum Global Gateway: Chapo desafia investidores europeus a apostar na industrialização verde de Moçambique

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, dirige esta segunda-feira, na cidade de Maputo, a cerimónia de abertura da II Edição do Fórum de Negócios Global Gateway Moçambique–União Europeia, um encontro que reúne representantes dos sectores público e privado de Moçambique e da União Europeia com o objectivo de reforçar as relações económicas, atrair investimentos sustentáveis e acelerar a transformação estrutural da economia nacional.

O evento decorre no Indy Village Hotel e conta com a participação de empresários, investidores, instituições financeiras internacionais, representantes de governos, organizações empresariais e parceiros de desenvolvimento, num momento em que Moçambique procura consolidar-se como um dos destinos mais atractivos para o investimento estrangeiro no continente africano.

Organizado pelo Governo de Moçambique, pela União Europeia, pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e por outras entidades parceiras, o fórum integra a estratégia Global Gateway, a principal iniciativa da União Europeia para promover investimentos sustentáveis em países parceiros e reforçar a conectividade económica, energética, digital e infra-estrutural entre diferentes regiões do mundo.

Crescimento verde no centro da agenda

A segunda edição do Fórum decorre sob o lema “Parcerias para o Crescimento Verde: Desbloqueando o Investimento Sustentável entre Moçambique e a União Europeia”, reflectindo a crescente aposta na construção de uma economia mais resiliente, competitiva e ambientalmente sustentável.

A escolha do tema surge numa altura em que Moçambique procura posicionar-se como um actor relevante na transição energética global, beneficiando do seu vasto potencial em energias renováveis, recursos minerais estratégicos e oportunidades ligadas à economia verde.

Espera-se que a intervenção do Presidente Daniel Chapo destaque a importância do investimento privado como motor do crescimento económico, da criação de emprego e da modernização dos sectores produtivos, reforçando simultaneamente o compromisso do Governo com a melhoria do ambiente de negócios e a implementação de reformas orientadas para a atracção de capitais nacionais e estrangeiros.

A União Europeia continua a ser um dos mais importantes parceiros de desenvolvimento e investidores em Moçambique, mantendo uma presença significativa em sectores como energia, agricultura, infra-estruturas, transportes, educação e desenvolvimento institucional.

O Fórum pretende aprofundar essa cooperação, criando novas oportunidades para empresas europeias interessadas em expandir operações no mercado moçambicano e para empresas nacionais que procuram estabelecer parcerias estratégicas com investidores internacionais.

Entre os principais objectivos da iniciativa destacam-se o fortalecimento das relações comerciais e económicas entre Moçambique e os Estados-membros da União Europeia, a identificação de oportunidades de investimento em sectores prioritários e a mobilização de recursos financeiros para projectos com elevado impacto económico e social.

Os participantes irão igualmente discutir mecanismos destinados a melhorar o acesso ao financiamento, reduzir riscos associados ao investimento e promover iniciativas capazes de acelerar o crescimento sustentável.

Sectores estratégicos em destaque

Ao longo dos trabalhos serão apresentados diversos projectos considerados prioritários para o desenvolvimento nacional, abrangendo áreas como energia renovável, infra-estruturas, indústria transformadora, agricultura comercial, logística, transportes, turismo sustentável e economia digital.

Especial atenção será dada às oportunidades ligadas à industrialização verde, um dos pilares da actual estratégia de desenvolvimento económico do país.

O conceito assenta na promoção de actividades industriais capazes de gerar valor acrescentado, aumentar as exportações e criar emprego, sem comprometer os compromissos ambientais assumidos por Moçambique no quadro internacional.

A combinação entre os recursos naturais existentes, a localização estratégica do país e o crescente interesse internacional por investimentos sustentáveis poderá criar condições favoráveis para o surgimento de novos pólos industriais e cadeias de valor associadas à transição energética.

Outro dos eixos centrais do Fórum é o incentivo às parcerias público-privadas, consideradas fundamentais para acelerar a implementação de grandes projectos de infra-estrutura e desenvolvimento económico.

As sessões de trabalho incluem encontros empresariais, apresentações institucionais e mesas-redondas destinadas a aproximar investidores, entidades públicas e instituições financeiras internacionais.

Os organizadores esperam que estes contactos resultem na identificação de novas oportunidades de negócio e na celebração de acordos capazes de impulsionar investimentos concretos nos próximos anos.

Segundo fontes ligadas à organização, o evento procura ir além do debate político e institucional, privilegiando a criação de mecanismos práticos que permitam transformar intenções de investimento em projectos efectivamente implementados.

Global Gateway aposta em África

Lançada pela União Europeia em 2021, a estratégia Global Gateway prevê a mobilização de centenas de milhares de milhões de euros em investimentos destinados a promover o desenvolvimento sustentável em países parceiros, com especial enfoque em África.

A iniciativa abrange áreas como energia limpa, conectividade digital, transportes, saúde, educação e inovação tecnológica, procurando oferecer alternativas de financiamento e cooperação assentes em elevados padrões de transparência, sustentabilidade e responsabilidade social.

Para Moçambique, a participação nesta estratégia representa uma oportunidade de captar recursos financeiros, tecnologia e conhecimento especializado necessários para acelerar a transformação económica e melhorar a competitividade nacional.

A realização da II Edição do Fórum de Negócios Global Gateway Moçambique–União Europeia acontece num contexto em que o Governo intensifica os esforços para atrair investimento externo e diversificar a base produtiva da economia.

As autoridades moçambicanas consideram que a expansão das parcerias com o sector privado europeu poderá desempenhar um papel decisivo na concretização de projectos estruturantes, na geração de emprego para a juventude e no fortalecimento das exportações nacionais.

Ao abrir oficialmente o encontro, o Presidente Daniel Chapo deverá reiterar a visão do Executivo de transformar Moçambique num destino cada vez mais competitivo para o investimento internacional, apostando numa agenda de crescimento inclusivo, industrialização sustentável e integração económica regional.

Os resultados do Fórum serão acompanhados com expectativa pelos sectores empresarial e financeiro, que veem na iniciativa uma plataforma estratégica para impulsionar uma nova fase de cooperação económica entre Moçambique e a União Europeia, baseada em investimentos sustentáveis, inovação e desenvolvimento partilhado.




Assassinato de Dom Osório Afonso: Bispos africanos exigem justiça

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O Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM) manifestou profunda consternação perante o assassinato do bispo católico Dom Osório Afonso, ocorrido na sua residência episcopal na cidade de Quelimane, província da Zambézia, classificando o crime como um grave atentado contra a vida, a dignidade humana e a liberdade religiosa.

Num comunicado divulgado esta semana, os bispos católicos africanos afirmam ter recebido a notícia com “profundo choque, tristeza e indignação”, considerando que o homicídio de um líder religioso representa não apenas um ataque individual contra um servo da Igreja, mas também uma ameaça aos valores da paz, da justiça e da convivência harmoniosa que sustentam as sociedades democráticas.

“O assassinato de Dom Osório Afonso constitui um atentado contra os valores da paz, da justiça, da dignidade humana e da liberdade religiosa, que são essenciais para o florescimento de qualquer sociedade”, refere a nota.

O organismo continental condena de forma inequívoca o crime, sublinhando que nenhum líder religioso, independentemente da sua confissão ou denominação, deve ser alvo de violência. Segundo o comunicado, homens e mulheres que dedicam as suas vidas ao serviço de Deus e das comunidades merecem protecção e respeito, e não perseguição ou morte.

Na declaração assinada pelo SECAM, os bispos apelam ao Governo de Moçambique e às autoridades competentes para que seja conduzida uma investigação imediata, completa, transparente e independente, capaz de esclarecer todas as circunstâncias que rodearam o assassinato.

A organização exige igualmente que todos os envolvidos sejam responsabilizados perante a justiça.

“Exigimos que todos os responsáveis, sejam eles autores directos, cúmplices ou mentores, sejam identificados, processados e levados à justiça sem demora. O povo de Moçambique, a Igreja Católica e a comunidade internacional merecem a verdade”, afirma o documento.

O apelo surge num momento em que a sociedade moçambicana aguarda esclarecimentos oficiais sobre o caso, considerado um dos episódios mais graves envolvendo figuras religiosas no país nos últimos anos.

Além da investigação criminal, os bispos africanos defenderam o reforço das medidas de segurança destinadas à protecção dos líderes religiosos, locais de culto e agentes pastorais envolvidos em actividades comunitárias e humanitárias.

Segundo o comunicado, a liberdade religiosa constitui um direito humano fundamental e um dos pilares das sociedades democráticas, cabendo ao Estado assegurar condições para que todos os cidadãos possam exercer a sua fé sem receio de intimidação, violência ou perseguição.

Os prelados alertam que a protecção das instituições religiosas e dos seus representantes é indispensável para preservar a estabilidade social e garantir o respeito pelos direitos fundamentais.

O SECAM expressou ainda condolências à Conferência Episcopal de Moçambique, ao clero, religiosos e leigos da Diocese de Quelimane e da Arquidiocese da Beira, bem como aos familiares, amigos e membros da congregação religiosa de Dom Osório Afonso.

Na mensagem, os bispos recordam o legado pastoral do prelado, descrevendo-o como um pastor dedicado ao serviço de Cristo, da Igreja e das comunidades que acompanhou ao longo da sua missão.

“Unimo-nos a todos aqueles cujas vidas foram tocadas pelo seu ministério pastoral e testemunho”, refere o documento.

A organização afirma que a morte de Dom Osório Afonso representa uma perda dolorosa para a Igreja Católica em Moçambique e para a comunidade católica africana, destacando o seu compromisso com a evangelização, a promoção da paz e o desenvolvimento humano.

Na parte final da mensagem, os bispos africanos manifestam a esperança de que a tragédia possa servir de renovado apelo à defesa da vida humana, da justiça e da paz em Moçambique e em todo o continente africano.

“Que este trágico acontecimento se torne um renovado apelo à justiça, à paz, ao respeito pela vida humana e à protecção da liberdade religiosa em Moçambique e em toda a África”, conclui o comunicado.

O SECAM encerra a mensagem com uma oração pelo descanso eterno de Dom Osório Afonso, pedindo conforto para todos os que choram a sua partida e reafirmando a solidariedade da Igreja africana para com os católicos moçambicanos neste momento de luto.




Chapo mobiliza investidores norte-americanos para impulsionar infraestruturas, turismo e energia

Presidente da República recebe em audiência em Washington o Presidente de Negócios Internacionais da ACROW Bridge1

 O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, iniciou este domingo uma intensa agenda de diplomacia económica nos Estados Unidos da América, marcada por encontros com potenciais investidores e parceiros estratégicos interessados em reforçar a sua presença em Moçambique. As reuniões, realizadas em Washington, centraram-se nos sectores das infraestruturas, turismo, energia e financiamento internacional, tendo resultado na manifestação de interesse de várias entidades norte-americanas em apoiar projectos considerados prioritários para o desenvolvimento económico e social do país.

A deslocação do Chefe do Estado moçambicano aos Estados Unidos antecede a sua participação no Fórum sobre Fragilidades 2026, evento internacional organizado pelo Grupo Banco Mundial, no qual Daniel Chapo será o único Chefe de Estado convidado a intervir e co-presidir à sessão inaugural ao lado do presidente da instituição, Ajay Banga.

Durante o primeiro dia da visita, o Presidente reuniu-se separadamente com Linda Thomas-Greenfield, antiga Embaixadora dos Estados Unidos junto das Nações Unidas, Garrick Gish, director-executivo da U.S. International Finance Partners (IFP), e Paul Sullivan, presidente de Negócios Internacionais da ACROW Bridge.

Investimento e promoção internacional de Moçambique

No final da audiência com o Chefe do Estado moçambicano, Linda Thomas-Greenfield destacou o potencial das oportunidades apresentadas e manifestou disponibilidade para apoiar o Governo na mobilização de novos investidores internacionais.

Segundo a antiga diplomata norte-americana, a reunião permitiu identificar áreas concretas de cooperação e investimento, sobretudo nos sectores da energia, infraestruturas e segurança, considerados fundamentais para sustentar o crescimento económico e criar melhores condições para o desenvolvimento sustentável.

Thomas-Greenfield explicou que, através da APCO Worldwide e da iniciativa associada à Cimeira de Investimento Global em África, liderada pelo antigo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, pretende colaborar com as autoridades moçambicanas na identificação de empresas e fundos de investimento interessados em participar em projectos estratégicos no país.

A responsável considerou que Moçambique reúne condições para atrair capitais internacionais em sectores de elevado potencial, defendendo a necessidade de fortalecer os mecanismos de promoção económica e de aproximação entre investidores e instituições públicas.

Turismo e hotelaria despertam interesse de investidores

Outro dos encontros de destaque foi realizado com Garrick Gish, CEO da U.S. International Finance Partners, empresa especializada na mobilização de capitais e estruturação financeira para grandes empreendimentos internacionais.

Segundo Gish, as conversações com o Presidente da República concentraram-se nas oportunidades existentes nos sectores do turismo e da hotelaria, áreas que considera particularmente atractivas para investidores estrangeiros.

O responsável revelou que a instituição pretende deslocar uma equipa técnica a Moçambique nas próximas semanas para avaliar directamente várias oportunidades de investimento e identificar possíveis parcerias com entidades nacionais.

A intenção, explicou, passa por mobilizar financiamento internacional e atrair marcas globais de hotelaria para desenvolver novos projectos turísticos capazes de valorizar o potencial natural e cultural do país.

Analistas económicos consideram que o interesse demonstrado pela IFP poderá representar uma oportunidade importante para acelerar a expansão da oferta turística moçambicana, sobretudo em regiões com elevado potencial ainda pouco explorado.

Projecto de 112 pontes avança

No domínio das infraestruturas, o Presidente Daniel Chapo reuniu-se com Paul Sullivan, presidente de Negócios Internacionais da ACROW Bridge, empresa que integra o consórcio responsável pela implementação do projecto de construção de 112 pontes em Moçambique.

A iniciativa resulta de um memorando de entendimento assinado entre a empresa e o Governo moçambicano em Fevereiro deste ano e constitui um dos maiores programas de melhoria da conectividade rodoviária actualmente em curso no país.

Durante o encontro, as partes analisaram o estágio de implementação do projecto e reafirmaram o compromisso de concluir a entrega das infraestruturas até ao final de 2026.

Paul Sullivan destacou a determinação demonstrada pelo Presidente da República na concretização de resultados concretos para as populações, defendendo que o desenvolvimento de infraestruturas continua a ser um dos pilares fundamentais para estimular o crescimento económico.

Segundo explicou, o projecto está a ser desenvolvido em estreita articulação com o Ministério dos Transportes e Logística e com a Administração Nacional de Estradas (ANE), visando melhorar a circulação de pessoas e mercadorias, reduzir custos logísticos e promover a integração económica entre diferentes regiões do país.

Especialistas em infraestruturas defendem que a construção das novas pontes poderá contribuir significativamente para aumentar a resiliência das redes de transporte, sobretudo em zonas frequentemente afectadas por cheias e fenómenos climáticos extremos.

Moçambique no centro do debate internacional sobre fragilidade e segurança

Além da componente económica, a visita do Presidente da República aos Estados Unidos possui igualmente uma forte dimensão política e diplomática.

Daniel Chapo participará na segunda-feira na sessão inaugural do Fórum sobre Fragilidades 2026, uma iniciativa promovida pelo Grupo Banco Mundial que reúne decisores políticos, académicos, representantes da sociedade civil, gestores públicos e privados, bem como instituições financeiras internacionais.

O evento, realizado de dois em dois anos, é considerado uma das principais plataformas globais de reflexão sobre os desafios relacionados com fragilidade institucional, segurança, conflitos e desenvolvimento sustentável.

Nesta edição, o fórum deverá reunir cerca de três mil participantes, dos quais mil estarão presentes fisicamente e dois mil participarão através de plataformas digitais.

A presença de Daniel Chapo como único Chefe de Estado convidado é vista como um reconhecimento internacional do papel desempenhado por Moçambique na gestão de desafios relacionados com segurança, estabilidade e reconstrução em contextos de vulnerabilidade.

Durante a sua intervenção, o estadista moçambicano deverá partilhar a experiência nacional na abordagem das questões ligadas à fragilidade, segurança e conflito, apresentando igualmente os esforços desenvolvidos pelo país para promover a paz, fortalecer as instituições e criar condições para o crescimento económico inclusivo.

A visita a Washington enquadra-se na estratégia do Governo moçambicano de reforçar a diplomacia económica e diversificar as fontes de investimento externo, num contexto em que o país procura acelerar a implementação de grandes projectos estruturantes e expandir oportunidades nos sectores produtivos.

Os encontros realizados pelo Presidente da República representam um sinal positivo para os mercados internacionais, demonstrando a intenção do Executivo de aprofundar parcerias com investidores estrangeiros e mobilizar recursos para projectos de impacto económico e social.

Com o interesse manifestado por empresas ligadas ao financiamento internacional, turismo, hotelaria e infraestruturas, o Governo espera transformar os contactos estabelecidos em Washington em investimentos concretos capazes de gerar emprego, melhorar serviços públicos e fortalecer a competitividade da economia moçambicana nos próximos anos.




Mundial 2026: O maior campeonato de futebol da história arranca quinta-feira

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O mundo do futebol entra oficialmente numa nova era a partir desta quinta-feira, 11 de Junho de 2026, com o arranque da vigésima terceira edição do Campeonato do Mundo da FIFA, uma competição que promete bater recordes de audiência, assistência e impacto económico. Pela primeira vez, o torneio será organizado simultaneamente por três países – Estados Unidos, Canadá e México – e contará com a participação inédita de 48 selecções nacionais, tornando-se o maior Mundial alguma vez realizado.

A competição decorrerá durante 39 dias, entre 11 de Junho e 19 de Julho, reunindo milhões de adeptos em 16 cidades-sede espalhadas pela América do Norte. No total, serão disputados 104 jogos, um aumento significativo em relação aos 64 encontros realizados nas últimas edições.

A partida inaugural terá lugar no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México, palco de alguns dos momentos mais emblemáticos da história do futebol mundial. O encontro colocará frente a frente as selecções do México e da África do Sul, perante uma assistência estimada em mais de 80 mil espectadores. O Azteca torna-se, assim, o primeiro estádio da história a acolher jogos inaugurais de três Campeonatos do Mundo, depois das edições de 1970 e 1986.

A escolha do México para abrir a competição não é casual. O país possui uma das mais profundas tradições futebolísticas do continente americano e foi um dos principais impulsionadores da candidatura conjunta que acabou por vencer a disputa pela organização do torneio.

Numa inovação sem precedentes, a FIFA preparou cerimónias de abertura distintas nos três países anfitriões. Embora o torneio comece oficialmente no México, tanto o Canadá como os Estados Unidos terão espectáculos próprios antes dos primeiros jogos das suas selecções nacionais.

Na Cidade do México, a cerimónia inaugural contará com apresentações musicais dos artistas internacionais J Balvin e Tyla, combinando elementos culturais mexicanos, norte-americanos e canadianos. O espectáculo pretende transmitir uma mensagem de diversidade, inclusão e união através do futebol.

No Canadá, o evento de abertura ocorrerá em Toronto antes do jogo entre os canadianos e a Bósnia-Herzegovina, com actuações de Michael Bublé e Alanis Morissette. Já nos Estados Unidos, a cidade de Los Angeles acolherá um espectáculo musical liderado por Katy Perry e Future antes da estreia da selecção norte-americana diante do Paraguai.

Novo formato: mais equipas, mais jogos e mais oportunidades

A edição de 2026 marca a estreia do novo formato aprovado pela FIFA, que aumenta o número de participantes de 32 para 48 selecções. As equipas foram distribuídas por 12 grupos de quatro selecções cada. Os dois primeiros classificados de cada grupo avançam automaticamente para a fase seguinte, juntando-se aos oito melhores terceiros classificados.

Como consequência, surge uma nova fase eliminatória – os dezasseis-avos-de-final, também conhecidos como ronda dos 32 –, antes dos tradicionais oitavos-de-final, quartos-de-final, meias-finais e final.

Segundo a FIFA, o objectivo da expansão passa por aumentar a representatividade global do futebol, permitindo a participação de mais países africanos, asiáticos, centro-americanos e oceânicos. A organização acredita igualmente que o novo formato contribuirá para um crescimento sem precedentes das receitas comerciais e dos direitos televisivos.

Os primeiros grandes jogos

Além da partida inaugural entre México e África do Sul, os primeiros dias da competição reservam confrontos de elevado interesse mediático e desportivo.

Entre os jogos mais aguardados da primeira semana destacam-se:

  • México vs África do Sul – 11 de Junho;
  • Canadá vs Bósnia-Herzegovina – 12 de Junho;
  • Estados Unidos vs Paraguai – 12 de Junho;
  • Brasil vs Marrocos – 13 de Junho;
  • Alemanha vs Curaçau – 14 de Junho;
  • Espanha vs Cabo Verde – 15 de Junho;
  • França vs Senegal – 16 de Junho;
  • Argentina vs Argélia – 16 de Junho;
  • Portugal vs RD Congo – 17 de Junho;
  • Inglaterra vs Croácia – 17 de Junho.

O sorteio realizado em Dezembro de 2025 produziu diversos grupos considerados equilibrados, alimentando expectativas de grandes confrontos logo na fase inicial da prova.

O Mundial de 2026 será disputado em 16 cidades distribuídas pelos três países organizadores.

México

  • Cidade do México
  • Guadalajara
  • Monterrey

Canadá

  • Toronto
  • Vancouver

Estados Unidos

  • Atlanta
  • Boston
  • Dallas
  • Houston
  • Kansas City
  • Los Angeles
  • Miami
  • Filadélfia
  • São Francisco (Bay Area)
  • Seattle
  • Nova Iorque/Nova Jérsia

Os Estados Unidos receberão a maioria dos encontros, incluindo todas as partidas a partir dos quartos-de-final, bem como as meias-finais e a final. No total, o país acolherá cerca de três quartos dos jogos do torneio.

Estádios preparados para fazer história

Entre os recintos escolhidos destacam-se alguns dos maiores e mais modernos estádios do mundo.

O Estádio Azteca, na Cidade do México, volta a receber um Mundial quarenta anos depois da histórica edição de 1986. Já o SoFi Stadium, em Los Angeles, o AT&T Stadium, em Dallas, e o Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, representam o que existe de mais avançado em termos de infra-estruturas desportivas na América do Norte.

O MetLife Stadium, situado em East Rutherford, no estado de Nova Jérsia, foi escolhido para acolher a final da competição no dia 19 de Julho. Com capacidade superior a 80 mil espectadores, o recinto receberá o jogo que determinará o novo campeão mundial.

Segurança sem precedentes

A dimensão do torneio levou as autoridades dos três países anfitriões a desenvolver uma das maiores operações de segurança alguma vez montadas para um evento desportivo. Mais de 400 organismos policiais e de segurança participam no plano coordenado que envolverá monitorização aérea, controlo de fronteiras, inteligência cibernética e protecção de infra-estruturas críticas.

Segundo responsáveis norte-americanos, canadianos e mexicanos, o desafio é particularmente complexo devido à necessidade de coordenar operações simultâneas em três países diferentes, com milhões de adeptos a deslocarem-se constantemente entre cidades e fronteiras.

Impacto económico gigante

Estudos preliminares indicam que o Mundial poderá gerar dezenas de milhares de milhões de dólares para as economias dos países anfitriões. O sector do turismo é um dos principais beneficiários esperados, com hotéis, restaurantes, empresas de transporte e comércio a registarem um aumento significativo da procura.

Nos Estados Unidos, relatórios económicos divulgados nas últimas semanas já apontam para um crescimento do emprego associado às preparações do torneio, sobretudo nos sectores da hotelaria, entretenimento e serviços.

África em destaque

Para o continente africano, a expansão para 48 equipas representa uma oportunidade histórica. O número de vagas africanas aumentou significativamente, permitindo a presença de mais selecções do que em qualquer outra edição do Mundial.

A expectativa é que equipas tradicionais como Senegal, Marrocos, Egipto, Tunísia, Argélia e África do Sul tenham condições para realizar campanhas competitivas e reforçar o protagonismo africano no cenário internacional, especialmente após o desempenho histórico de Marrocos no Mundial de 2022.

A contagem decrescente terminou

Depois de anos de preparação, investimentos bilionários, obras de modernização e uma intensa mobilização logística, o Mundial de 2026 está finalmente pronto para começar. A FIFA prevê uma audiência global superior a cinco mil milhões de espectadores ao longo do torneio, números que poderão transformar esta edição na mais acompanhada da história do desporto.

Quando a bola começar a rolar no Estádio Azteca, na tarde de 11 de Junho, não estará apenas a começar mais um Campeonato do Mundo. Estará a iniciar-se uma competição que simboliza uma nova dimensão do futebol global: maior, mais longa, mais inclusiva e mais internacional do que qualquer outra realizada anteriormente. Durante 39 dias, os olhos do planeta estarão voltados para a América do Norte, onde 48 nações lutarão pelo troféu mais cobiçado do futebol mundial.




Ilda Matabel quer inspirar outras mulheres a acreditarem no seu potencial

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A Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Yolanda Fernandes, conferiu posse, na Terça-feira, dia 2 de Junho, à Vice-presidente da CCM para os Assuntos Internos, Ilda Matabel, com o objectivo de reforçar a capacidade institucional e adequar a sua estrutura às exigências do actual contexto empresarial. 

Na ocasião, o Presidente da CCM, Lucas Chachine, empossou os Assessores da Presidência, os Vice-presidentes Regionais: para as zonas Sul e Norte do país, os Delegados Provinciais e Internacionais, concretamente de Mumbai, na Índia, Macau e Ruanda para o mandato 2026-2029.

Lucas Chachine afirmou que a presença da CCM em todo o país e além-fronteiras representa a aproximação dos seus serviços de apoio e busca de soluções para as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME).

Aos empossados, o presidente da CCM recomendou que trabalhem para a expansão de negócios e para a identificação de fontes alternativas de financiamento às MPME, uma vez que a maioria enfrenta dificuldades para responder às exigências da banca comercial.

“Continuemos empenhados em mobilizar parceiros para capacitar os nossos empresários, aumentar a produção e a produtividade nacional com qualidade para abastecer o mercado interno e incrementar as exportações”, realçou.

Por sua vez, reconhecendo que as MPME representam a espinha dorsal da economia nacional, gerando emprego, rendimento e oportunidades para milhares de famílias moçambicanas, a recém-empossada Delegada da CCM em Nampula, Monica Giquira, assumiu, em representação dos empossados, o compromisso de trabalhar de forma coordenada, inclusiva e próxima dos empresários.

SegundoMonica, o compromisso passa por dar continuidade com os objectivos estratégicos da CCM, nomeadamente: intensificar a formalização dos negócios, auscultar as preocupações dos membros para busca de soluções através do diálogo público-privado, prover capacitação técnica, buscar financiamento para as MPME, e oportunidades para integração das empresas nas cadeias de valor nacionais e internacionais.

“Como membros, esperamos uma liderança activa, capaz de fortalecer o diálogo com o Governo, atrair parceiros e criar mais oportunidades para o crescimento das empresas nacionais”, afirmaram.

Por sua vez, a Vice-presidente da CCM para os Assuntos Internos, Ilda Matabel,referiu: “Neste momento,assumo este cargo com muita gratidão pela confiança, e sentido de responsabilidade. Este momento não é apenas uma conquista minha, mas sim um reconhecimento da força, dedicação e resiliência das mulheres empresárias que, todos os dias, ajudam a construir o nosso país”.

A nova empossada defende que as mulheres já provaram que sabem liderar, gerir e inovar, criando empregos e transformando as suas comunidades. “Por isso, apoiar o empreendedorismo feminino, com formação e mais oportunidades, vai ser um passo fundamental na gestao da CCM”.

Na liderança da Câmara, Ilda Matabelassegura que, o seu compromisso vai ser trabalhar com total transparência, profissionalismo e espírito de equipa. “Quero inspirar outras mulheres a acreditarem no seu potencial e a ocuparem espaços de decisão. O futuro pertence a quem tem coragem de inovar, e as mulheres moçambicanas estão mais do que prontas para liderar essa mudança”.

Aempresária garante que a grande prioridade durante o seu mandato (2026-2029) vai ser colocar as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) no centro das atenções, “porque elas são o verdadeiro motor da economia nacional”.

Para tais, a fonte aponta que a CCM vai focar-se emtrabalhar para que os empresários tenham acesso mais fácil a formação, financiamento, novas tecnologias e informações de mercado, e no Ambiente de Negócios -a CCM vai ajudar as empresas a formalizarem os seus negócios e lutar por um mercado mais justo, transparente e atrativo para novos investimentos.

“Queremos que a CCM seja a grande porta de entrada e saída para os negócios em Moçambique. O nosso papel será abrir caminhos para que as nossas empresas participem nos grandes projetos e fechem parcerias locais e internacionais, atrair mais investimento usando a nossa rede de diplomacia económica para trazer novos investidores, fazer parcerias com embaixadas e trazer marcas globais para o país”, sublinhou.

A Vice-presidente da CCM diz que oseu diferencial na sua governação será liderar com proximidade, transparência e inovação.”Contribuir num modelo de trabalho baseado no apoio de empresáriosaos pequenos e médios negócios e no uso de ferramentas digitais para facilitar o acesso a formação e informação, parcerias (networking) e novos mercados. Queremos uma Câmara moderna, onde todos tenham voz e espaço para crescer”.

“Mais do que gerir uma instituição, o meu papel é ouvir e apoiar na resolução dos problemas dos empresários, evamos como equipe transformar os problemas em soluções práticas, garantindo que a Câmara funcione como o motor do sucesso de cada associado. Ciente de que o futuro constrói-se juntos, estamos prontos para liderar essa modernização”, concluiu Ilda.