FRELIMO introduz equipamento informático moderno para emissão de cartões biométricos na Cidade de Maputo

A FRELIMO na cidade de Maputo passou a contar com equipamento informático moderno destinado à emissão de cartões biométricos para os seus membros, numa iniciativa que pretende reforçar o processo de recenseamento interno e modernizar os mecanismos de gestão e organização do partido na capital do país.
A apresentação do equipamento ocorreu durante uma visita de trabalho do Primeiro Secretário da FRELIMO na cidade ao Distrito Municipal KaMubukwana, onde foi oficialmente entregue o material que permitirá dar início ao processo de emissão dos novos cartões biométricos para os militantes.
O acto decorreu num ambiente de entusiasmo entre os membros do partido presentes, que consideraram a iniciativa um passo relevante para o fortalecimento das estruturas organizativas da FRELIMO ao nível da base.
Informe sobre a situação do distrito
Durante a deslocação ao bairro de Niquice, a delegação foi recebida por Alfredo Chaúque, Primeiro Secretário distrital, que apresentou um informe detalhado sobre a situação política, económica e social do distrito.
Na ocasião, o responsável abordou igualmente o estágio actual do processo de recenseamento dos membros da FRELIMO naquela circunscrição, destacando os avanços alcançados até ao momento, bem como alguns desafios que ainda persistem no terreno.
Apelo à dinamização do recenseamento
No seu discurso, o Primeiro Secretário da cidade desafiou as estruturas distritais a intensificarem o processo de recenseamento dos membros, com o objectivo de ampliar o número de militantes registados e fortalecer a capacidade organizativa do partido.
Segundo afirmou, a iniciativa também visa “afinar a máquina partidária”, promovendo maior inclusão e participação dos membros nas conferências distritais que antecedem a Reunião Nacional de Quadros da FRELIMO.
Preparativos para o 7 de Abril
Durante o encontro, foi igualmente anunciado que já decorrem os preparativos para a celebração do Dia da Mulher Moçambicana, assinalado a 7 de Abril.
De acordo com os dirigentes locais, a efeméride deverá ser comemorada com entusiasmo e espírito de reconhecimento pelo papel desempenhado pela mulher no desenvolvimento social, político e económico do país.
Militantes destacam importância do equipamento
Por sua vez, membros do partido no distrito manifestaram satisfação pela visita da direcção da cidade, considerada oportuna, e agradeceram o material disponibilizado.
Na opinião dos militantes, o novo equipamento informático deverá contribuir significativamente para dinamizar o processo de recenseamento de raiz e impulsionar as actividades organizativas do partido ao nível local.




Conselho Municipal da Matola trabalha com população afectadas pelas inundações

O Conselho Municipal da Matola anunciou que está a trabalhar em coordenação com as comunidades afetadas pelas recentes chuvas intensas que provocaram inundações em vários bairros do município.
Segundo informações da edilidade, equipas técnicas e operacionais foram mobilizadas para prestar assistência às populações e avaliar os danos causados pelas enxurradas. As autoridades municipais afirmam que as ações no terreno incluem o apoio às famílias afectadas, a monitorização das zonas mais críticas e a busca de soluções imediatas para reduzir os impactos da água acumulada.
Em declaração oficial, representantes do Conselho Municipal reconheceram a dimensão do problema, mas garantiram que os esforços continuam a ser intensificados.
“Não obstante a vastidão do impacto destas chuvas, as nossas equipas estão no terreno a fazer o melhor possível”, refere a nota do Conselho Municipal.
A edilidade apela igualmente à colaboração da população, recomendando atenção redobrada nas zonas de risco e a comunicação imediata às autoridades sempre que forem registadas situações de emergência.
As autoridades locais asseguram que continuarão a acompanhar a evolução da situação climática e a reforçar as medidas de resposta para minimizar os efeitos das inundações nas comunidades.




Salomão Muchanga acusa: INGD tornou-se ‘máquina de burla que deixa o povo nas águas e na pobreza

Presidente da Nova Democracia exige reforma profunda na gestão de desastres e maior responsabilização institucional
O presidente do partido Nova Democracia, Salomão Muchanga, lançou duras críticas ao funcionamento do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), afirmando que a instituição, criada para prevenir calamidades naturais, tem falhado no cumprimento da sua missão fundamental, deixando milhares de famílias vulneráveis expostas a perdas recorrentes provocadas por cheias, ciclones e outros fenómenos extremos.
Segundo Muchanga, a forma como o sistema de gestão de desastres tem sido implementado em Moçambique acaba por perpetuar a vulnerabilidade das populações, criando um ciclo no qual comunidades inteiras enfrentam repetidamente destruição de casas, bens e meios de subsistência.
“O INGD transformou-se numa máquina de burla que afunda o povo nas águas e na pobreza, enquanto as elites políticas colhem reconhecimento pela suposta gestão de desastres”, afirmou Muchanga.
Da resposta às calamidades à lógica da prevenção
Antes da criação do actual modelo institucional, o país contava com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), cuja principal função era responder a situações de emergência após a ocorrência de desastres naturais.
Com a evolução das abordagens internacionais de gestão de risco, especialistas passaram a defender a necessidade de um modelo mais moderno, baseado na prevenção e na identificação antecipada de ameaças.
Foi nesse contexto que o Governo aprovou o Decreto Presidencial nº 41/2020, de 28 de dezembro, instrumento legal que transformou o antigo INGC no actual INGD.
Com esta mudança, a instituição passou a ter como missão central reduzir e prevenir o risco de desastres, criando condições prévias que garantam a segurança das populações e a protecção de bens e infra-estruturas.
O novo paradigma estabelece uma abordagem baseada em planeamento, preparação, mitigação e resposta, com forte enfoque na antecipação de cenários de risco.
Prevenção exige acções concretas
Especialistas na área de gestão de risco defendem que a prevenção de desastres não se limita à emissão de alertas meteorológicos ou recomendações para que as populações abandonem zonas de risco.
O mandato institucional do INGD inclui responsabilidades mais amplas, como:
evacuação organizada de famílias residentes em áreas vulneráveis;
criação de centros de acomodação temporária para comunidades ameaçadas;
construção de habitações seguras para populações reassentadas;
planeamento de infra-estruturas resilientes a desastres naturais.
Para Muchanga, limitar a intervenção a mensagens de alerta transfere para as populações um problema que deveria ser tratado de forma estrutural pelo Estado.
“Não basta avisar as pessoas para abandonarem zonas de risco. O Estado deve criar as condições necessárias para que essas famílias tenham para onde ir e possam viver em segurança”, defende.
Orçamento inclui prevenção, mas prática continua reactiva
O orçamento destinado ao INGD inclui verbas não apenas para a resposta a emergências, mas também para acções de prevenção e redução do risco de desastres.
No entanto, segundo o líder da Nova Democracia, a prática institucional continua frequentemente centrada em intervenções durante ou depois das calamidades, o que acaba por agravar os impactos sociais e económicos.
Em diversas regiões do país, comunidades continuam a perder casas, colheitas e bens sempre que ocorrem cheias ou ciclones. Para além das perdas materiais, surgem problemas de saúde pública, deslocamentos prolongados e, em alguns casos, mortes.
“Enquanto as populações lutam sozinhas para sobreviver à fúria da natureza, os responsáveis políticos são frequentemente premiados por uma gestão que, na realidade, não evita as tragédias”, critica Muchanga.
Propostas para uma reforma da gestão de desastres
Perante este cenário, Muchanga defende uma reorientação profunda das políticas públicas na área da gestão de desastres.
Entre as propostas apresentadas pelo líder político destacam-se:
priorização de investimentos na prevenção antes da ocorrência de desastres;
criação de infra-estruturas de acolhimento permanentes para populações vulneráveis;
construção de habitações seguras para famílias em zonas de risco;
reforço da transparência e prestação de contas na gestão de recursos públicos.
Para Muchanga, a evacuação de populações em áreas vulneráveis não deve depender da iniciativa individual das famílias, mas sim de uma estratégia organizada liderada pelo INGD.
“Não cabe às populações abandonarem as zonas de risco por conta própria. Cabe ao INGD garantir a evacuação, o reassentamento e as condições mínimas de segurança para essas famílias”, sustenta.
Auditoria independente e maior transparência
O presidente da Nova Democracia defende igualmente a criação de mecanismos independentes de auditoria para monitorar a aplicação dos fundos destinados à gestão de desastres.
Segundo ele, a fiscalização externa é essencial para prevenir irregularidades, desvios de recursos públicos e esquemas ilegais ligados à gestão de calamidades, como alegadamente ocorreu em episódios reportados na cidade de Xai‑Xai, na província de Gaza.
Plano nacional de mitigação
Como parte das reformas consideradas necessárias, Muchanga propõe que o INGD apresente um Plano Nacional de Mitigação de Desastres, estruturado em três horizontes temporais: curto, médio e longo prazos.
Segundo o dirigente, o documento deveria incluir uma grelha detalhada de medidas, contendo:
identificação de todas as áreas vulneráveis do país;
levantamento das famílias expostas ao risco;
estimativas do orçamento necessário e respectivas fontes de financiamento;
definição de infra-estruturas e equipamentos necessários;
mecanismos de prestação de contas que permitam comparar o planeamento com a execução.
Para Muchanga, apenas com planeamento estruturado, transparência e responsabilização institucional será possível reduzir o impacto recorrente das calamidades naturais sobre as populações mais vulneráveis.
“Sem prevenção efectiva e sem prestação de contas, os desastres continuarão a empurrar as comunidades para um ciclo permanente de pobreza e reconstrução”, conclui.




Rasaque Manhique anuncia início de limpeza nocturna do sistema de saneamento e drenagem em Maputo

O Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Rasaque Manhique, anunciou o início de um programa de limpeza nocturna do sistema de saneamento e drenagem, uma medida que visa reforçar a capacidade de escoamento das águas pluviais e minimizar a ocorrência de enchentes em diferentes pontos da capital moçambicana.
A iniciativa está a ser implementada pelo Conselho Municipal, através da Empresa Municipal de Saneamento e Drenagem (EMSD), e consiste na mobilização de equipas técnicas durante o período nocturno para intervir em várias artérias da cidade consideradas críticas no que diz respeito ao escoamento das águas da chuva.
De acordo com informações a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso através de uma publicação feita na página oficial do edil nas redes sociais, os trabalhos já começaram no terreno.
“Na noite desta sexta-feira, mesmo sob chuva, equipas estiveram no terreno a realizar a limpeza de sarjetas, caixas e colectores, numa acção que visa garantir o normal escoamento das águas das chuvas”, refere a nota divulgada.
A acção inclui a remoção de resíduos acumulados nas infra-estruturas de drenagem, limpeza de caixas de visita e desobstrução de colectores, operações consideradas essenciais para evitar o bloqueio do sistema durante períodos de precipitação intensa.
Segundo Rasaque Manhique, a introdução de intervenções nocturnas constitui uma nova abordagem operacional adoptada pelo município para responder com maior eficácia aos desafios de saneamento urbano.
“Com esta medida, passamos a introduzir intervenções nocturnas de limpeza, procurando reduzir enchentes pontuais que se registam durante a noite e assegurar melhores condições de transitabilidade nas vias da cidade”, afirmou o edil.
A edilidade considera que a realização dos trabalhos durante a noite permite também reduzir constrangimentos ao tráfego rodoviário e aumentar a eficiência das equipas operacionais.
O Presidente do Conselho Municipal assegurou ainda que o município continuará a reforçar as acções de manutenção das infra-estruturas urbanas.
“Continuaremos a trabalhar com dedicação para melhorar o saneamento urbano e proteger a nossa cidade”, concluiu.
A iniciativa surge num contexto em que várias zonas de Maputo têm registado episódios recorrentes de acumulação de água durante a época chuvosa, situação frequentemente associada ao entupimento de sarjetas e colectores por resíduos sólidos




Transitabilidade condicionada na ponte sobre o rio Changane na estrada N221 em Gaza

A Administração Nacional de Estradas (ANE) anunciou que a transitabilidade está condicionada à meia faixa na ponte sobre o rio Changane, localizada ao quilómetro 7+100 da estrada N221, no troço que liga os distritos de Chibuto e Guijá, na província de Gaza Province, no sul de Mozambique.
De acordo com a instituição, a circulação de viaturas no local ocorre de forma alternada devido a uma infraescavação registada num dos encontros da ponte, situação provocada pelas chuvas intensas que têm atingido a região nas últimas semanas.
“As equipas técnicas estão no terreno a monitorar a situação e a avaliar os trabalhos necessários para a reposição das condições normais de circulação”, refere a ANE em comunicado.
A entidade acrescenta que a província de Gaza tem sido fortemente afetada por chuvas intensas e inundações, o que tem causado danos em algumas infraestruturas rodoviárias.
Perante a situação, a ANE apela aos automobilistas que transitam naquele troço da estrada N221 a redobrarem a atenção, respeitando a sinalização temporária colocada no local, de modo a garantir a segurança rodoviária enquanto decorrem os trabalhos de avaliação e intervenção.




“Concessão de Licenças no Rio Mulauze provocam tensão na FRELIMO”:SHAFEE SIDAT E JULIO PARRUQUE EM ROTA DE COLISÃO

Por Ângelo Manhengue

O Presidente do Conselho Municipal da vila de Marracuene, Shafee Sidat acusa o Município da Cidade da Matola de emitir licenças de Direitos de Uso e Aproveitamento da Terra, vulgo DUAT, em zonas de escoamento de águas pluviais para o Rio Mulauze e expõe desafios de coordenação territorial entre municípios e gera tensão na FRELIMOAs recentes declarações do Edil de Marracuene, Shafee Sidat, levantaram suspeitas sobre a atribuição de Direitos de Uso e Aproveitamento da Terra (DUATs) em áreas consideradas estratégicas para o escoamento de águas pluviais para o Rio Mulauze, reacendendo o debate sobre gestão territorial e coordenação institucional entre municípios.A polémica surgiu após a divulgação de um vídeo publicado na página oficial do autarca na rede social Facebook, no qual Sidat acusa o município vizinho da Matola de ter emitido licenças de ocupação em zonas que funcionam como corredores naturais de escoamento de águas pluviais para o Rio Mulauze.Segundo o edil, a situação estaria a dificultar o avanço das obras da estrada Mali–Santa Isabel, um troço com cerca de 5,5 quilómetros que deverá ligar várias comunidades locais à Estrada Nacional Número 1, considerada a principal via rodoviária do país.“Temos um problema numa zona onde há concentração das águas e precisamos de criar uma saída para o Rio Mulauze. Isso tem sido dificultado porque municípios vizinhos, como a Matola, passaram licenças em locais de passagem de água”, afirmou Sidat na gravação divulgada online.Apesar das dificuldades apontadas, o presidente municipal garantiu que o projecto rodoviário continuará a ser implementado. A estrada Mali–Santa Isabel é considerada uma das infraestruturas prioritárias para o município de Marracuene, uma vez que deverá melhorar a mobilidade local e reduzir o isolamento de algumas comunidades.A nova via poderá facilitar o melhorar o acesso a serviços básicos e reforçar a ligação directa à Estrada Nacional Número 1.No entanto, a execução da obra enfrenta desafios relacionados com o sistema natural na região, caracterizado por zonas propensas à acumulação de água durante a época chuvosa.De acordo com as declarações de Sidat, intervenções estruturais destinadas a garantir o escoamento das águas exigem corredores livres de ocupação. Segundo o autarca, essa condição estaria comprometida pela atribuição de DUATs para construções privadas, incluindo um estaleiro.Especialistas em ordenamento territorial alertam que a ocupação de áreas de drenagem natural pode provocar impactos ambientais e urbanísticos significativos, como inundações recorrentes e degradação de infraestruturas públicas.As declarações públicas do presidente de Marracuene também provocaram reações no meio político como FRELIMO olhando e considerando os dois são mesmo Partido .Fontes ouvidas pelo Jornal Visão Moçambique, que pediram anonimato por receio de eventuais represálias, consideram que a forma como o assunto foi exposto publicamente poderá gerar desconforto institucional.Segundo essas fontes, alguns actores políticos interpretam a postura do autarca como excessivamente confrontacional, sobretudo por trazer divergências entre municípios para o espaço público.As mesmas fontes recordam que conflitos territoriais ou administrativos entre autarquias costumam ser tratados em fóruns institucionais ou no interior das estruturas partidárias.Tanto o município de Marracuene como o da Matola são dirigidos por autarcas ligados ao partido FRELIMO, a força política no poder em Moçambique.Analista alerta para possíveis riscos políticosPara o analista político Joaquim Zacarias, o episódio evidencia a necessidade de maior prudência na gestão de conflitos institucionais.Segundo o analista, embora as preocupações relacionadas com ordenamento territorial sejam legítimas, a exposição pública do problema pode gerar consequências políticas e administrativas.“Antes de publicar um assunto desta natureza nas redes sociais, seria aconselhável privilegiar o diálogo institucional. O presidente da Matola e o de Marracuene pertencem à mesma estrutura política e foram ambos cabeças de lista provenientes do mesmo partido”, afirmou.Zacarias acrescenta que a continuidade desse tipo de posicionamento público pode gerar tensões entre municípios vizinhos e afectar a imagem institucional.“Se este tipo de divergência continuar a ser exposto desta forma, poderá no futuro criar uma espécie de conflito político entre as duas autarquias e prejudicar a imagem institucional”, advertiu.O caso reacende o debate sobre a necessidade de maior coordenação entre autarquias na gestão do território, especialmente em áreas metropolitanas onde os limites administrativos entre municípios são próximos e interdependentes.Questões como drenagem urbana, ordenamento territorial, planeamento urbano e atribuição de DUATs exigem frequentemente articulação entre diferentes níveis de governação para evitar conflitos no uso da terra.Entretanto, o município de Marracuene mantém a posição de que o projecto da estrada Mali–Santa Isabel continuará a avançar, apesar dos desafios técnicos e administrativos identificados.O desenrolar do caso poderá demonstrar até que ponto as instituições municipais conseguirão encontrar uma solução consensual que preserve simultaneamente o desenvolvimento de infraestruturas públicas e a gestão sustentável do território.(Em actualização …..).




Renamo acusa edil de Maputo de má planificação e possível desperdício de fundos públicos

A decisão do Conselho Municipal de Maputo de avançar com obras de sistemas de drenagem em plena época chuvosa está a gerar forte contestação política e a levantar questões sobre o planeamento e a gestão de recursos públicos na capital moçambicana.
A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) acusa o presidente do município, Rasaque Manhique, de conduzir intervenções urbanas sem o devido enquadramento técnico e estratégico, alegando que o momento escolhido para a execução das obras compromete a sua eficácia e pode resultar em desperdício de dinheiro público.
Em declarações críticas, o partido questiona a racionalidade da decisão do executivo municipal. “Não se percebe como um executivo sério inicia obras de sistemas de drenagem no período chuvoso”, refere a posição tornada pública pela Renamo, sublinhando que obras desta natureza exigem condições climáticas favoráveis para garantir qualidade e durabilidade.
Além do timing das intervenções, a Renamo denuncia aquilo que considera ser um sinal evidente de falta de coordenação no planeamento urbano. Segundo o partido, várias escavações estão a ser realizadas em avenidas que, há menos de seis meses, tinham sido alvo de obras de melhoramento do revestimento.
Para a oposição, esta situação levanta suspeitas sobre a eficiência na utilização dos recursos públicos. “Estamos perante uma manifesta situação de desperdício de recursos do erário público, falta de planificação, irracionalidade e ausência de visão estratégica para o desenvolvimento urbano”, afirma o partido.
A Renamo vai mais longe ao caracterizar o actual momento da governação municipal como um período de desorientação administrativa. “O executivo liderado por Rasaque Manhique está à deriva”, sustenta o posicionamento político, apontando falhas na condução das políticas de infra-estruturas da cidade.
Outro ponto levantado pelo partido prende-se com a origem do financiamento das obras. De acordo com a Renamo, parte significativa dos recursos utilizados provém de programas financiados pelo Banco Mundial, o que, na visão da oposição, exige maior rigor e transparência na gestão.
“O dinheiro gasto nessas obras não constitui uma doação. Trata-se de financiamento que se traduz em dívida pública e que, no fim, será suportada pelos munícipes”, alerta a Renamo.
As críticas surgem num momento em que Maputo enfrenta desafios estruturais relacionados com drenagem urbana, inundações e requalificação de vias, problemas que tendem a agravar-se durante a época chuvosa.
Até ao momento, o Conselho Municipal liderado por Rasaque Manhique não respondeu publicamente às acusações, que colocam sob escrutínio a forma como estão a ser planeadas e executadas as obras de infra-estrutura na capital.




Governo de Sofala felicita equipa médica do Hospital Central da Beira por cirurgia histórica

Procedimento permitiu a remoção de um tumor de 7 quilos do pescoço de um paciente, que apresenta evolução positiva.
O Governo da província de Sofala, liderado pelo governador Lourenço Bulha, felicitou publicamente a equipa médica do Hospital Central da Beira pelo sucesso de uma cirurgia considerada histórica, que permitiu remover um tumor de sete quilos do pescoço de um paciente.
Numa mensagem de reconhecimento, o governador destacou o profissionalismo e a dedicação demonstrados pelos profissionais de saúde envolvidos no procedimento, sublinhando o impacto positivo da intervenção para o paciente e para o sistema de saúde provincial.
“Expresso os meus sinceros parabéns à equipa médica do Hospital Central da Beira pelo sucesso na cirurgia histórica que removeu um tumor de sete quilos do pescoço de um paciente, demonstrando dedicação, competência e compromisso com a vida e a saúde da população”, afirmou Lourenço Bulha.
Segundo o governante, o Governo Provincial acompanha com satisfação a evolução clínica do paciente, que apresenta sinais encorajadores de recuperação após a complexa intervenção cirúrgica.
“É com satisfação que vemos o paciente apresentar sinais positivos de recuperação, sentindo-se agora ‘um novo homem’”, acrescentou.
Na ocasião, o governador aproveitou para saudar todos os profissionais de saúde que participaram no processo, desde a preparação até à realização da cirurgia e ao acompanhamento pós-operatório.
Bulha incentivou ainda a continuidade de práticas médicas de excelência que contribuam para salvar vidas e reforçar a qualidade dos serviços de saúde na província de Sofala, destacando o papel fundamental dos profissionais do Hospital Central da Beira na prestação de cuidados especializados à população.
O Governo provincial reiterou o seu compromisso de continuar a apoiar iniciativas e esforços que fortaleçam o sistema de saúde, valorizando o trabalho dos profissionais que diariamente se dedicam a garantir o bem-estar das comunidades.




Moamba lança Recreativo de Futebol “Chapo-Chapo” este Domingo

O distrito da Moamba, na província de Maputo, prepara-se para acolher neste Domingo o lançamento oficial do projecto de futebol recreativo denominado “Recreativo de Futebol Chapo-Chapo”, uma iniciativa do Presidente da República, Daniel Chapo e destinada a promover a prática desportiva entre os jovens de todo o País.
De acordo com os organizadores, o evento está aberto à participação de todos os jovens apaixonados pelo futebol. Para participar, basta reunir uma equipa e inscrevê-la no Distrito, tendo assim a oportunidade de demonstrar o seu talento dentro das quatro linhas.
“O objetivo é criar um espaço de convivência pacífica e descoberta de talentos desenvolvendo uma economia ancorada no Desporto.,”, referiram os organizadores, acrescentando que o recreativo pretende igualmente promover o espírito de equipa e o convívio saudável na comunidade.
O jogo de lançamento do Chapo-Chapo terá lugar no campo do Clube de Moamba, localizado no distrito da Moamba, província de Maputo, colocando frente a frente as Seleções do futebol recreativo dos Distritos de Moamba e Boane, onde é esperada grande multidão de populares.
A organização convida todos os interessados a participarem e a apoiarem os jovens atletas nesta atividade que promete dinamizar o futebol moçambicano.




Profissionais da Comunicação Social Desafiados a Produzir Conteúdos de Impacto sobre Nutrição e Segurança Alimentar

Os profissionais da comunicação social em Moçambique foram instados a contribuir activamente para a busca de soluções concretas face aos desafios de nutrição e segurança alimentar que o país enfrenta. O apelo foi lançado ontem, em Maputo, pela secretária-executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), Judite Mussacula.
A dirigente falava durante a cerimónia de lançamento da 7.ª edição do Prémio de Jornalismo para a Nutrição e Segurança Alimentar, iniciativa promovida numa parceria entre a Plataforma da Sociedade Civil para a Nutrição e Segurança Alimentar (PSC-SUN Moçambique), o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) e o SETSAN.
Na ocasião, Judite Mussacula destacou que o investimento na nutrição e na segurança alimentar constitui um elemento essencial para o desenvolvimento sustentável do país. Segundo explicou, uma população saudável tende a apresentar maior produtividade e capacidade para impulsionar o crescimento económico nacional.
A responsável encorajou os jornalistas a abordarem, nas suas reportagens, histórias que evidenciem impactos reais na vida das comunidades, contribuindo para maior sensibilização pública sobre estas matérias.
Mussacula sublinhou ainda que a colaboração entre as instituições e os órgãos de comunicação social pode fortalecer a disseminação de informação relevante, promovendo uma sociedade mais consciente, saudável e resiliente.
O prémio, de âmbito nacional, destina-se a distinguir trabalhos jornalísticos publicados em órgãos de informação moçambicanos que abordem temas ligados à nutrição e à segurança alimentar.