Carlos Zavala dirige VII Sessão Ordinária do Comité Provincial da FRELIMO em Maputo

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O Primeiro Secretário do Comité Provincial da FRELIMO na Província de Maputo, Carlos Zavala, dirigiu a VII Sessão Ordinária do Comité Provincial do partido, alargada aos secretários dos comités distritais.
Na sua intervenção de abertura, Carlos Zavala saudou a direcção máxima da FRELIMO, na pessoa de Daniel Chapo, Presidente da FRELIMO e Presidente da Moçambique, destacando a forma que considerou sábia na condução dos destinos do país. O dirigente provincial enalteceu igualmente as recentes visitas de solidariedade realizadas pelo Chefe de Estado às populações afectadas pelas cheias e inundações.
Segundo Zavala, Daniel Chapo deslocou-se a centros de acolhimento e zonas inundadas nos distritos de Marracuene, Manhiça e na Matola, onde prestou apoio às comunidades afectadas, gesto que, segundo afirmou, demonstra sensibilidade e compromisso com as populações vulneráveis. Destacou ainda a preocupação permanente do Presidente da FRELIMO com o bom funcionamento dos órgãos de base do partido.
De acordo com o Primeiro Secretário, a realização desta sessão ocorre num contexto que exige dos membros do partido maturidade política, coesão interna e visão estratégica.
“Esta sessão deve constituir um espaço de reflexão profunda, de debate franco e construtivo em torno dos documentos apresentados, bem como de tomada de decisões que reforcem a nossa capacidade de servir o povo”, afirmou.
Na ocasião, Carlos Zavala congratulou ainda o Presidente Daniel Chapo pela iniciativa de promover o recenseamento de raiz dos membros da FRELIMO. Para o dirigente, a medida demonstra visão estratégica, responsabilidade organizativa e um forte compromisso com o fortalecimento das estruturas do partido.
A VII Sessão Ordinária do Secretariado do Comité Provincial da FRELIMO na Província de Maputo contou com a presença do membro da Comissão Política e chefe da Brigada Central de Assistência e Apoio à província, Francisco Mucanheia, bem como da membro do Comité Central e chefe adjunta da brigada central, Feliz Sílvia.
Participaram igualmente governantes e dirigentes do partido, entre os quais o governador da Província de Maputo, Manuel Tule, o secretário de Estado na província, Henriques Bongece, além de secretários provinciais das organizações sociais do partido, nomeadamente a Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), a Organização da Mulher Moçambicana (OMM) e a Organização da Juventude Moçambicana (OJM), entre outros quadros da FRELIMO.




Daniel Chapo inaugura ponte-cais em Kanyaka e alerta contra desordem na nova infraestrutura

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Chefe do Estado diz que ponte-cais de cerca de um quilómetro vai impulsionar turismo e negócios na Ilha da Inhaca, mas adverte que o espaço público deve ser preservado e organizado.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, afirmou esta manhã que não quer ver bancas improvisadas nem acumulação de lixo na nova ponte-cais inaugurada no distrito municipal de Kanyaka, na cidade de Maputo, defendendo que o desenvolvimento deve ser acompanhado por disciplina e respeito pelas regras definidas pelo Estado.
Falando durante a cerimónia de inauguração da infraestrutura, o Chefe do Estado sublinhou que o Governo pretende garantir que o novo empreendimento sirva efectivamente os interesses da população e contribua para o crescimento económico local sem comprometer a ordem pública.
“Não queremos ver bancas em cima da ponte nem lixo acumulado. O Estado lidera e define regras, e essas regras devem ser respeitadas por todos”, declarou o Presidente, acrescentando que a preservação dos bens públicos é uma responsabilidade colectiva.
A nova ponte-cais, com aproximadamente um quilómetro de comprimento, estende-se sobre as águas costeiras do Oceano Índico e constitui actualmente a principal infraestrutura de apoio ao acesso marítimo à Ilha da Inhaca, uma das zonas turísticas mais importantes da região sul do país.
Durante o seu discurso, Daniel Chapo enfatizou que o desenvolvimento não deve ser confundido com desorganização.
“O desenvolvimento não pode significar desordem. Há pessoas que fazem planos para destruir os bens do povo, e isso não pode ser permitido”, afirmou.
O Presidente acrescentou que o Governo continuará a apostar na construção de infraestruturas públicas com o objetivo de melhorar as condições de vida dos cidadãos e dinamizar as economias locais.
Nesse sentido, apelou directamente à população do distrito municipal de Kanyaka para que se mantenha vigilante e denuncie qualquer tentativa de vandalização ou uso indevido da nova infraestrutura.
“Pedimos à população que não permita que pessoas que não querem ver o desenvolvimento do distrito venham destruir aquilo que foi construído para beneficiar o povo. Sempre que houver problemas, denunciem às autoridades”, disse.
Além de melhorar a mobilidade entre o continente e a ilha, o Chefe do Estado acredita que a nova ponte-cais poderá representar um impulso significativo para o turismo e para o surgimento de novas oportunidades de negócio.
“Esta infraestrutura vai aumentar o número de turistas que visitam a Ilha da Inhaca e abrir novas oportunidades de negócio para os residentes locais”, garantiu.
A obra foi construída com financiamento de duas empresas de capitais moçambicanos: os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Maputo Port Development Company (MPDC), entidade responsável pela gestão do Porto de Maputo.
Segundo dados oficiais apresentados durante a inauguração, trata-se do terceiro investimento do Estado nesta infraestrutura, com um valor total estimado em 14,2 milhões de dólares norte-americanos.
Autoridades governamentais consideram que o projecto representa um passo estratégico para reforçar a ligação entre a cidade de Maputo e a Ilha da Inhaca, bem como para promover o desenvolvimento económico e turístico do distrito municipal de Kanyaka.




SECRETÁRIO DO ESTADO NA ZAMBÉZIA RECEBE EM AUDIÊNCIA DE CORTESIA O ECONOMISTA ADRIANO MALEIANE

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Encontro abordou desafios e oportunidades para o desenvolvimento económico e social da província.
O Secretário de Estado na província da Zambézia, Avelino Muchine, recebeu em audiência de cortesia o economista e antigo Primeiro-Ministro de Moçambique, Adriano Maleiane, que se encontra na província em missão de trabalho.
Durante o encontro, realizado no âmbito das actividades institucionais do governante, as duas individualidades passaram em revista diversos aspectos relacionados com o desenvolvimento económico e social da província, com particular enfoque nos desafios actuais e nas oportunidades existentes para a dinamização da economia local.
Na ocasião, Avelino Muchine destacou a importância do diálogo e da partilha de experiências com especialistas e figuras de reconhecida competência na área económica, sublinhando que estes momentos contribuem para a reflexão sobre soluções que possam impulsionar o crescimento sustentável da província.
“A Zambézia possui um enorme potencial económico e social. A troca de ideias com especialistas permite-nos identificar caminhos que reforcem as iniciativas de desenvolvimento e melhorem as condições de vida da população”, afirmou.
Por sua vez, Adriano Maleiane manifestou satisfação pela oportunidade de dialogar com as autoridades locais, reiterando a importância de fortalecer políticas e iniciativas que promovam a dinamização da economia provincial.
“A Zambézia é uma província com grandes recursos e oportunidades. O importante é continuar a trabalhar de forma coordenada para transformar esse potencial em benefícios concretos para as comunidades”, referiu.
O encontro serviu igualmente para uma troca de impressões sobre matérias de interesse comum, reforçando o compromisso das instituições em continuar a promover iniciativas orientadas para o progresso económico, a inclusão social e o bem-estar das populações da província.




EXPORTAÇÃO ILEGAL DE 406 CONTENTORES DE MADEIRA NO PORTO DE PEMBA

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DIRECTOR DA AQUA SUSPEITO DE FACILITAR CONTRABANDO

Por: Davio David

A Procuradoria Geral da República (PGR) através do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) está a investigar os autores morais do processo melindroso de exportação ilegal de 406 contentores de madeira no porto de Pemba. Entretanto, os denunciantes que acusavam o ministro da Agricultura, Roberto Albino Mito e sua equipa em Maputo, podem ter sido os próprios facilitadores do esquema de contrabando que lesou o Estado moçambicano em cerca de 200 milhões de meticais.

Trata-se do então Delegado da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA) em Cabo Delgado , Jorge Tassicane Mbofana e do Director do Serviço Provincial do Ambiente (SPA) de Cabo Delgado, Saleem Mwazena, exonerado, no ano passado por envolvimento em escândalos no contrabando de madeira, enquanto que Mbofana, foi exonerado na tarde desta quarta-feira, sob suspeita dos mesmos escândalos.

Segundo nossa investigação, há fortes indícios de ambos serem colaboradores directos do cartel de contrabando de madeira no país, liderada pela polémica empresa libanesa Safi Timber.

A dupla Mbofana e Salem, antes de ocuparem cargos importantes na AQUA e SPA na província de Cabo Delgado, eram fiscais do Ministério da Agricultura na província de Sofala, tendo sido transferidos graças à influência do cartel naquela parcela do país, para Pemba, alegadamente para abrir outra frente do contrabando de madeira por via do Porto de Pemba, em Cabo Delgado.

Fontes próximas do processo ouvidas sem gravar entrevista, defendem que tanto a dupla deve ser intimada, juntamente com a Alfândega, agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), despachantes , gestores do Porto de Pemba, bem como as empresas mencionadas na denúncia sobre o processo de exportação ilegal de 406 contentores de madeira.

Aliás, dados na nossa posse indicam que há fortes suspeitas de ter sido o antigo director do SPA, Saleem Mwazena, o denunciante que por retaliação da sua exoneração terá acusado o ministro da Agricultura Ambiente e Pesca, Roberto Albino e seus colaboradores em Maputo como principais suspeitos no referido esquema.

A nossa equipa de reportagem apurou que segundo a legislação vigente, o processo de exportação de madeira no país, obedece a três fases que se desenrolam no terreno, com envolvimento das entidades multisectorias, inclusive AQUA e SPA.

“As funções do SPA são claras no processo de exportação, se tiver acontecido, o antigo Delegado Mbofana terá sido o principal responsável, uma vez que nesse processo de empacotamento é feito por uma equipe multisectorial”, disse uma fonte em anonimato.




INSS lança auscultação pública para rever regulamento da Segurança Social e projectar sistema para os próximos 50 anos

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O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) iniciou esta terça-feira, 4 de Março, na cidade de Nampula, um processo nacional de auscultação pública para recolher contribuições no âmbito da revisão do Regulamento da Segurança Social Obrigatória, aprovado pelo Decreto n.º 51/2017, de 9 de Outubro, e revisto e republicado pelo Decreto n.º 56/2024, de 30 de Julho.
A iniciativa foi lançada pelo director-geral do INSS, Joaquim Moisés Siúta, e irá decorrer até ao próximo dia 27, abrangendo todas as províncias do país. O objectivo é colher a sensibilidade da sociedade moçambicana sobre o actual quadro regulamentar da segurança social obrigatória, recolher propostas de melhoria e projectar a sustentabilidade do sistema para as próximas cinco décadas.
O acto de lançamento reuniu 115 participantes, representando parceiros sociais — empregadores e sindicatos —, trabalhadores, pensionistas, instituições de ensino, ordens e associações profissionais, organizações da sociedade civil, bem como instituições públicas e privadas.
Na sua intervenção, o director-geral destacou que, ao longo de mais de 30 anos, a segurança social se consolidou como um dos pilares da protecção social em Moçambique, contribuindo para a dignidade humana, a mitigação das vulnerabilidades sociais e a estabilidade económica e social das famílias.
Contudo, sublinhou que as profundas transformações demográficas, económicas, tecnológicas e laborais exigem uma actualização do sistema, de modo a torná-lo mais inclusivo, sustentável, moderno e ajustado às novas dinâmicas do mercado de trabalho.
Segundo Joaquim Siúta, a revisão da legislação não deve limitar-se a um exercício técnico ou institucional, mas assumir-se como um processo colectivo, baseado no diálogo social e no consenso nacional, reflectindo as legítimas aspirações dos diversos segmentos da sociedade.
A consulta pública será complementada por estudos técnicos em curso no INSS, com destaque para a avaliação actuarial do sistema, considerada fundamental para garantir a sua viabilidade financeira a longo prazo. O responsável reafirmou que a segurança social deve continuar a afirmar-se como instrumento de solidariedade intergeracional e de coesão social, apelando à participação activa de todos os sectores. “Este processo pertence a toda a sociedade e o seu sucesso dependerá do contributo colectivo que formos capazes de mobilizar”, afirmou.
O sistema de segurança social obrigatória em Moçambique foi instituído pela Lei n.º 5/89, de 18 de Setembro, com a missão de assegurar a subsistência em situações de incapacidade ou redução da capacidade de trabalho, bem como garantir protecção aos familiares em caso de morte do trabalhador. Actualmente, o regime é regulado pelo Decreto n.º 51/2017, alterado e republicado pelo Decreto n.º 56/2024, que estabelece os mecanismos operacionais do seu funcionamento.
Até Janeiro de 2026, o sistema registava mais de 205 mil contribuintes (entidades empregadoras), mais de 2,8 milhões de beneficiários (trabalhadores), mais de 70 mil trabalhadores por conta própria e cerca de 42 mil pensionistas, entre beneficiários de pensões de velhice e de sobrevivência — números que ilustram a dimensão e o impacto social do sistema no país.




PEMBA CELEBRA INÍCIO DO MÊS DA MULHER COM OLHOS NO PRESENTE E FUTURO

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Hoje, 4 de Março de 2026, a Primeira-Dama, Gueta Selemane Chapo, dirige, na Cidade de Pemba, a cerimónia central que marca o início do Mês da Mulher. Participam neste importante evento as Ministras do Trabalho, Género e Acção Social e dos Combatentes, Ivete Alane e Nyeleti Mondlane, respectivamente.
Esta data coincide com o Dia do Destacamento Feminino, criado a 4 de Março de 1967, quando 25 jovens mulheres se incorporaram na luta pela independência. A sua coragem inspira-nos a olhar além da festa.
É verdade que Moçambique alcançou um dos maiores índices de representação feminina na África Austral – cerca de 43% dos lugares do Parlamento pertenceram, até 2024, a mulheres e, em 2022, registou-se paridade no Conselho de Ministros.
Também se registou uma redução da mortalidade materno-infantil, estimada em cerca de 400 mortes por 100 000 nascimentos em 2023.
Contudo, os desafios são profundos. As raparigas estão mais expostas a uniões prematuras, gravidezes precoces e longas distâncias para chegar às escolas, e a violência baseada no género persiste.
Por isso, o Mês da Mulher deve ser mais do que cerimónias. É preciso:

  • Ampliar a participação real das mulheres em todos os órgãos de decisão e nos sectores privados, transformando a paridade legal em realidade.
  • Fortalecer e aplicar as leis contra a violência, as uniões prematuras e o assédio laboral, garantindo protecção e apoio às vítimas.
  • Investir na educação das raparigas, com programas de retenção nas zonas rurais, segurança nas deslocações e combate ao abandono escolar.
  • Melhorar o acesso à saúde materna e reprodutiva, reduzindo as assimetrias regionais.
  • Empoderar as comunidades para prevenir e responder à violência, garantindo assistência holística às sobreviventes.
    O Mês da Mulher culmina a 7 de Abril, no Dia da Mulher Moçambicana, data que homenageia Josina Machel e a luta contínua pelas liberdades das mulheres. Até lá, que cada acção reafirme o compromisso de transformar as vidas das mulheres e raparigas de Moçambique.



Daniel Chapo reafirma solidariedade de Moçambique aos Emirados Árabes Unidos após ataques atribuídos ao Irã

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O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, manifestou solidariedade aos Emirados Árabes Unidos na sequência de ataques atribuídos ao Irã, reiterando o compromisso de Moçambique com a paz, a estabilidade e o respeito pela soberania dos Estados.
A posição foi expressa durante um telefonema mantido com o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sua Alteza Mohamed bin Zayed Al Nahyan, no qual os dois Chefes de Estado analisaram a grave escalada militar na região do Médio Oriente e as suas potenciais implicações para a segurança e estabilidade internacionais.
Durante a conversa, o Chefe de Estado moçambicano condenou veementemente os ataques iranianos contra o território dos Emirados Árabes Unidos e de outros países, classificando-os como “graves violações da soberania nacional e uma ameaça à segurança regional e global”.
“O Governo e o povo moçambicanos acompanham com profunda preocupação os recentes desenvolvimentos na região e reiteram a sua firme solidariedade para com os Emirados Árabes Unidos neste momento delicado”, afirmou o Presidente Daniel Chapo.
O estadista moçambicano reafirmou ainda o apoio de Moçambique às medidas adotadas pelos Emirados para defender o seu território e garantir a proteção da sua população, sublinhando a importância do respeito pelo direito internacional e pela integridade territorial dos Estados.
Por sua vez, o diálogo entre os dois líderes serviu também para reforçar os laços de amizade, cooperação e respeito mútuo existentes entre Moçambique e os Emirados Árabes Unidos, num contexto internacional marcado por crescentes desafios à paz e à segurança.
A comunicação entre os dois Chefes de Estado evidencia o empenho contínuo de Moçambique na promoção da estabilidade regional e na defesa dos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.




Helder Mendonça desafia novo Secretário-Geral do PODEMOS a provar alegadas transferências em tribunal

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O antigo Secretário-Geral do PODEMOS, Helder Mendonça, desafiou publicamente o recém-nomeado Secretário-Geral, Sebastião Mussanhane, a apresentar, em sede judicial, provas relativas a alegados valores que teriam sido transferidos da conta do partido para a sua conta pessoal.
A reação de Mendonça foi tornada pública através da sua conta oficial na rede social Facebook, numa publicação a que o jornal Visão Moçambique teve acesso.
Desafio direto à Justiça
Na referida publicação, Mendonça afirma estar disponível para esclarecer quaisquer suspeitas perante as instâncias competentes, sublinhando que cabe ao novo Secretário-Geral apresentar provas documentais das alegadas transferências.
“Desafio o novo Secretário-Geral a preparar-se para provar, em sede de Justiça, os valores que diz terem sido depositados na minha conta pessoal provenientes da conta do partido”, escreveu.
O ex-dirigente considera as acusações infundadas e sustenta que os procedimentos financeiros do partido devem ser analisados com rigor e transparência pelas entidades competentes.
Suspensão decidida em reunião da Comissão Política
Helder Mendonça foi suspenso das suas funções durante uma reunião da Comissão Política do PODEMOS, alegadamente por decisão do presidente do partido, Albino Forquilha.
Segundo fontes internas, a deliberação terá ocorrido num contexto de divergências relacionadas com a gestão financeira e administrativa da organização.
Alegações de irregularidades financeiras
De acordo com Mendonça, a sua suspensão está diretamente ligada a pedidos de esclarecimento que terá feito sobre determinados valores financeiros que, segundo afirma, não teriam sido integralmente declarados ao órgão competente do partido.
O antigo Secretário-Geral sustenta que as suas intervenções visavam garantir maior transparência na gestão dos fundos partidários, liderados pela atual direção sob orientação de Forquilha.
Até ao momento, não são conhecidas reações públicas de Sebastião Mussanhane ou da liderança do PODEMOS às declarações de Mendonça.
O caso poderá evoluir para instâncias judiciais, caso o desafio lançado venha a ser formalizado junto dos tribunais competente




ANE anuncia reabertura do tráfego nos dois sentidos da EN1 no troço 3 de Fevereiro/Incoluana

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A Administração Nacional de Estradas (ANE) anunciou a reabertura do tráfego nos dois sentidos da Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço 3 de Fevereiro/Incoluana, no distrito da Manhiça, província de Maputo.
De acordo com um comunicado oficial a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, a circulação para todo o tipo de veículos foi restabelecida na segunda-feira, 02 de Março, marcando o fim das restrições que vigoravam naquele segmento da via.
“A Administração Nacional de Estradas comunica aos automobilistas e ao público em geral que foi reaberto o tráfego para a circulação de todo o tipo de veículos, nos dois sentidos, na EN1, no troço 3 de Fevereiro/Incoluana, na província de Maputo”, refere o documento.
Com esta decisão, ficam automaticamente desativados o sistema de circulação intercalada em sentidos opostos (STOP AND GO), bem como a interrupção da circulação no período noturno, medidas que haviam sido implementadas para garantir a segurança durante a execução das obras.
Apesar da retoma da circulação normal, a ANE esclarece que os trabalhos de melhoramento da via prosseguem, podendo, sempre que necessário, haver condicionamentos pontuais do tráfego.
“Apelamos à máxima prudência por parte dos condutores, tendo em conta que as obras continuam no terreno”, destaca a instituição no comunicado.
A ANE aproveita a ocasião para agradecer a compreensão e colaboração dos utentes da estrada durante o período de restrições e exorta os automobilistas, particularmente os transportadores de passageiros e carga, a programarem devidamente as suas deslocações ao longo do país.
No mesmo documento, a instituição recomenda ainda que, nesta época chuvosa, seja evitada a circulação de veículos com peso total superior a 10 toneladas em estradas terraplenadas, como forma de preservar as infraestruturas rodoviárias e garantir a segurança rodoviária.




Empresa Evolution (portuguesa) ganha todos os concursos de organização e produção de eventos privados e governamentais

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Enquanto isso, dezenas de empresas moçambicanas estão no prejuízo

O Grupo Evolution Moçambique, empresa pertencente a empresários portugueses, está a ser conotado como responsável pela provável falência de dezenas de empresas moçambicanas que operam na área de produção de eventos corporativos, governamentais, espectáculos musicais, festivais, eventos sociais, conferências, simpósios, entre outros.



Isto acontece porque a Evolution Moçambique, pertencente a um cidadão português de nome Teodósio Reis, é alegadamente apadrinhada por altas individualidades do Partido Frelimo, com destaque para uma senhora ligada às finanças da Frelimo (Sónia), antigos ministros e alguns administradores de empresas públicas.

A empresa goza da facilidade de lhe serem entregues, sem concurso público, todas as produções a nível nacional. Isso cria uma situação em que as empresas moçambicanas, que sempre estiveram ao serviço do país há vários anos — mesmo sem pagamentos atempados — suportam rendas de aluguer de escritórios, salários dos trabalhadores, manutenção de equipamentos, letras de empréstimos bancários e armazenamento de equipamentos.

Na lista das empresas que nada ganham, perdendo sistematicamente para a Evolution, constam: Associação dos Empresários e Promotores de Eventos e Espectáculos (ADEPEE), Federação Moçambicana das Indústrias Culturais e Criativas (FEMICC), RENCO, fornecedores de tendas, audiovisuais, catering, decoração, AMEV, entre outros.

Uma fonte que representa os empresários e produtores moçambicanos afirma:

“Este grupo de portugueses veio de Angola. Tiveram problemas lá e vieram instalar-se em Moçambique. Primeiro operaram com o nome S&R – Santos & Reis, Estruturas e Eventos. Depois descontinuaram o nome e passaram a designar-se Grupo Evolution Moçambique, incorporando na sua estrutura altas figuras da nomenclatura moçambicana que, através de chamadas intimidatórias e ordens directas, obrigam ministérios, empresas públicas e alguns privados a entregar todas as produções, eventos e conferências a essa empresa estrangeira.”

Um renomado advogado da praça explica a situação da S&R:

“Acompanhei, em sede do Tribunal, e a empresa S&R foi citada há alguns anos por ter sido adjudicatária de eventos directamente, sem concurso nem contrato, pelo IPEX, que pagou elevadas somas. A então directora do IPEX, Cecília Candrinho, foi condenada a um ano e dez meses por causa desse caso e foi obrigada a pagar ao Estado moçambicano aproximadamente sessenta milhões de meticais. Portanto, é um grupo que opera, ganha concursos e paga luvas há bastante tempo. Talvez tenha sido por isso que mudaram o nome.”

Segundo os empresários moçambicanos, são vários os prejuízos que vêm sendo acumulados por conta dessa forma estranha de agir e da atribuição de trabalhos sem concurso.

“Por exemplo, uma das maneiras clássicas que usam para afastar empresas moçambicanas, dizendo que não têm capacidade nem qualidade, é a publicação de concursos e adjudicação em quinze dias. Claramente, para organizar um grande evento, o concurso deve ser publicado com antecedência suficiente para que se crie uma estrutura capaz de responder positivamente. Mas quando se trata dos ‘estrangeiros – Evolution’, o trabalho é-lhes entregue faltando seis meses, o que facilita a preparação, organização do investimento e outras componentes que têm que ver com a produção.”

Outra fonte, uma mulher que afirma nunca ter desistido apesar das dificuldades, diz:

“Eu sou moçambicana e é aqui no meu país que devo desenvolver as minhas actividades. Imaginem que cada empresa emprega mais de 60 trabalhadores directos. Multipliquem esses trabalhadores pelas empresas lesadas e considerem que cada trabalhador sustenta uma família com cinco membros. Quantas pessoas são injustiçadas e ficam sem emprego, sem vida? Quantas pessoas ficam prejudicadas?

Temos dívidas por pagar porque nós, diferentemente deles, que vão ao Millennium BIM e ao BCI buscar dinheiro a custo zero para começar a pagar seis meses ou um ano depois, temos de suportar letras com juros bem altos. Isso é morte certa.

Será que nós, moçambicanos, podemos ir a Portugal e ganhar espaço para começar a produzir eventos e conferências? Claro que não. Mas eles vêm para aqui e fazem tudo o que querem porque metem alguns trocados no bolso de algumas pessoas. Não temos nada contra investidores estrangeiros sérios; apenas queremos igualdade e transparência na atribuição de trabalhos por concurso público.”

Outro empresário sediado na região Centro do país lamenta:

“Nós estamos aqui no Centro do país. Investimos muito dinheiro para que, pelo menos, os eventos por cá sejam produzidos por nós, o que diminui as assimetrias regionais. Mas nada acontece, porque as ordens são dadas por um grupo de pessoas.

Veja que a HCB – Hidroeléctrica de Cahora Bassa, nosso orgulho, celebrou cinquenta anos no ano passado. Praticamente a Evolution produziu tudo e até teve tendas no Songo por muito tempo.

Será que somos independentes? Continuamos sob jugo colonial? Se estivermos em neocolonialismo, digam-nos para ficarmos tranquilos, decretar falência e mandar os nossos trabalhadores para a rua, onde passarão fome, enquanto estrangeiros ganham tudo, até nos ministérios.

Ganham dinheiro e transferem divisas para os seus países, onde investem para que os seus concidadãos tenham emprego e sejam bem pagos. Nós trabalhamos e garantimos o sustento de muitas pessoas, pois, por cada evento, para além dos contratados permanentes, temos colaboradores sazonais, entre electricistas, montadores de casas de banho, pessoal de limpeza, técnicos de frio e muito mais.”

MINISTÉRIOS E CIGENI CAPTURADOS

O modus operandi da Evolution Moçambique traz à memória a táctica militar intitulada “Operação Terra Queimada”. Isso porque, segundo os denunciantes, a Evolution capturou praticamente todo o sector.

A CIGENI – Comissão Internacional para Grandes Eventos Nacionais, ministérios com destaque para os da Agricultura, Indústria e Comércio, Economia, Obras Públicas, Agência do Zambeze, Ministério da Juventude e Desportos, Banco de Moçambique, Centro de Conferências Joaquim Chissano, alguns Governos provinciais, estariam envolvidos num esquema em que recebem chamadas de imposição para efectuar adjudicações directas à Evolution Moçambique.

“Não sobra nada. Eles fazem e organizam tudo. Quando se sentem apertados pelo volume de trabalho, subcontratam as ‘coitadinhas’ empresas moçambicanas, pagando migalhas pelos serviços prestados. Estamos a passar mal e a desaparecer. Socorro. Moçambique é o nosso país.

Veja que mesmo na FACIM, em Marracuene, tudo é feito e organizado pela Evolution, contratada pela APIEX. Para a FACIM 2026 já começou o ensaio para a Evolution controlar tudo.

Em Dezembro chamaram-nos para um evento de lançamento da FACIM, onde estava o ministro Basílio Muhate. Segundo o programa, estava previsto networking e discussão de ideias. Nada disso aconteceu. Fomos chamados apenas para testemunhar, mais uma vez, a entrega do projecto à Evolution, que vai montar pavilhões que custam balúrdios, instalar som e vídeo.

Daqui a pouco vão substituir a Televisão de Moçambique, STV e Miramar nas reportagens e produções de programas sobre a FACIM. Isto já não é aceitável. Como se explica que a Evolution tome conta da FACIM e ganhe mais dinheiro do que a APIEX?

Isso é matéria para o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), em Moçambique, investigar. SOMOS MOÇAMBICANOS E QUEREMOS TRABALHAR.”