Joaquim Chacate empossado secretário-geral do SINTIQUIAF e apela à denúncia de irregularidades nas indústrias

O sindicalista Joaquim Chacate foi oficialmente empossado como secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Química e Afins (SINTIQUIAF), numa cerimónia marcada por apelos à união dos trabalhadores e ao reforço da fiscalização das condições laborais no setor industrial.
Durante o seu discurso de tomada de posse, Chacate instou os trabalhadores a assumirem um papel ativo na defesa dos seus direitos, denunciando práticas ilegais no seio de algumas unidades industriais.
“Apelamos à colaboração de todos os trabalhadores para que, juntos, possamos denunciar indústrias e fábricas que operam na clandestinidade e sem condições mínimas de higiene e segurança no ambiente de trabalho”, declarou.
O novo secretário-geral alertou que empresas que funcionam nessas circunstâncias colocam em risco a saúde dos funcionários e comprometem a dignidade laboral. Segundo afirmou, é fundamental que as irregularidades sejam reportadas às autoridades competentes, com vista à reposição da legalidade e à criação de condições de trabalho seguras e justas.
“As fábricas que trabalham desta forma põem em risco a saúde dos trabalhadores. Devemos denunciar junto das autoridades para que se ponha ordem e se garanta o cumprimento da lei”, reforçou.
Na mesma ocasião, Joaquim Chacate dirigiu-se aos empregadores, apelando para que facilitem a participação dos trabalhadores nas atividades sindicais, reconhecendo o papel central que estes desempenham na identificação e denúncia de problemas nos diferentes setores de atividade.
“São os trabalhadores que vivenciam diariamente as irregularidades e os desafios em cada setor. Por isso, é importante que participem nas reuniões sindicais, pois são eles que trazem as denúncias e contribuem para a melhoria das condições de trabalho”, sublinhou.
Com esta tomada de posse, o SINTIQUIAF reforça o compromisso de defender os direitos laborais e promover ambientes de trabalho mais seguros, justos e em conformidade com a legislação vigente.




Gabriel Júnior denuncia perseguições e afirma que nenhum Governo silenciará a TV Sucesso

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PCA da TV Sucesso reage a críticas, rejeita acusações de incitação à violência e reafirma compromisso com jornalismo de denúncia e responsabilidade social
O apresentador do programa “Moçambique em Concerto” e Presidente do Conselho de Administração (PCA) da TV Sucesso, Gabriel Júnior, conhecido popularmente como “Filho do Povo”, afirmou neste domingo, 01 de março de 2026, estar a enfrentar perseguições, mas garantiu publicamente que nenhum Governo conseguirá silenciar a estação televisiva.
As declarações foram proferidas durante a emissão do programa “Moçambique em Concerto”, num contexto marcado por críticas de colunistas e comentadores que acusam a TV Sucesso de incitar à violência e de adotar uma postura contrária ao Executivo.
“Nenhum Governo vai derrubar a TV Sucesso”
De forma direta e sem reservas, Gabriel Júnior classificou as acusações como tentativas deliberadas de desacreditar o trabalho desenvolvido pela estação.
“Nenhum Governo deste país vai conseguir derrubar a TV Sucesso. Nós continuaremos a mostrar a verdade”, afirmou.
Segundo o comunicador, a televisão desempenha um papel social que, no seu entendimento, a distingue no panorama mediático nacional, sobretudo na denúncia de irregularidades, na revelação de casos ocultos e no apoio direto a comunidades vulneráveis.
Linha editorial: elogiar o que está bem, denunciar o que está mal
O PCA sublinhou que a linha editorial da TV Sucesso assenta em dois pilares fundamentais: reconhecer ações positivas das instituições públicas e chamar atenção para falhas que prejudiquem os cidadãos.
“Alertar para irregularidades não é falta de respeito. É responsabilidade social”, declarou.
Para Gabriel Júnior, o exercício do jornalismo implica compromisso com o interesse público, não podendo ser confundido com afronta institucional quando se trata de factos verificáveis.
Relatórios “maquiados” e decisões distorcidas
Durante a sua intervenção, o apresentador levantou uma questão estrutural que, segundo ele, contribui para a existência de falhas na governação local: a produção de relatórios falsos ou distorcidos enviados por dirigentes locais aos seus superiores hierárquicos.
De acordo com o PCA, tais práticas acabam por induzir decisões baseadas numa realidade diferente daquela vivida pelas populações.
“Muitos líderes decidem com base em relatórios que não refletem o que realmente acontece no terreno”, afirmou.
Apreensão de donativos e responsabilidade institucional
Relativamente aos casos recentes envolvendo apreensão de donativos e consequentes detenções, Gabriel Júnior foi enfático ao afastar qualquer responsabilidade da estação televisiva.
“A TV Sucesso não prende ninguém”, frisou.
Segundo explicou, as detenções são competência exclusiva das autoridades competentes, nomeadamente do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), cabendo a esta instituição investigar eventuais práticas ilícitas. Acrescentou que eventuais irregularidades na gestão de bens destinados à população devem ser imputadas aos dirigentes diretamente envolvidos.
Duas décadas de ação social
Para além da vertente jornalística, Gabriel Júnior destacou o trabalho social desenvolvido pelo grupo ao longo de mais de vinte anos. Entre as iniciativas mencionadas estão a receção e distribuição de camiões de donativos, bem como o financiamento de exames de DNA gratuitos para famílias carenciadas.
Segundo o comunicador, estas ações têm contribuído para transformar vidas, embora raramente recebam o mesmo destaque público que eventuais falhas pontuais no exercício jornalístico.
Prestação de contas e liberdade de imprensa
No encerramento da sua intervenção, o PCA deixou uma mensagem dirigida aos gestores públicos e dirigentes institucionais:
“Quem decide servir o povo e gerir recursos provenientes dos impostos deve estar preparado para prestar contas.”
Reforçando o compromisso com a verdade, Gabriel Júnior sublinhou que o jornalista não deve mentir, mas também não pode ser intimidado por denunciar factos reais.




Nova administradora de Xai-Xai assume sob promessa de integridade, mas enfrenta desafios estruturais antigos

A nomeação de Avelina Jorge Nhanzimo para administradora do distrito de Xai-Xai, cuja tomada de posse está marcada para amanhã às 10 horas, ocorre num momento em que a governação distrital enfrenta pressões crescentes por maior transparência, eficiência e resultados concretos na prestação de serviços públicos.
Com 51 anos, licenciada em História Política e Gestão Pública, Nhanzimo chega ao cargo com um percurso recente ligado à administração estatal. Desde Julho de 2023, exercia funções como Assessora para a área de Administração Pública no Conselho dos Serviços de Representação do Estado na Província de Gaza, estrutura responsável pela articulação e acompanhamento da actividade governativa ao nível provincial.
Currículo técnico vs. realidade no terreno
No papel, o perfil da nova administradora sugere domínio de instrumentos de planificação e controlo institucional. Contudo, a experiência demonstra que o sucesso ao nível distrital depende menos da formulação estratégica e mais da capacidade de execução efectiva, num ambiente frequentemente marcado por limitações de recursos, burocracia e fragilidades nos mecanismos de supervisão.
Xai-Xai enfrenta desafios persistentes relacionados com ordenamento territorial, expansão urbana descontrolada, pressão sobre infra-estruturas públicas e queixas recorrentes sobre morosidade administrativa. A questão central que se coloca é se a nova liderança conseguirá romper com práticas que, ao longo dos anos, têm sido alvo de críticas por parte de munícipes e actores da sociedade civil.
Combate à corrupção: expectativa ou teste de coerência?
Em 2023, Nhanzimo coordenou a comissão responsável pela elaboração do Plano (2023–2032) de Acção Provincial de Prevenção e Combate à Corrupção na Administração Pública na província de Gaza. O documento estabelece metas ambiciosas de reforço da integridade institucional, melhoria dos sistemas de controlo interno e promoção da cultura de denúncia.
No entanto, especialistas em governação pública alertam que a eficácia desses planos depende da sua implementação prática — historicamente o ponto mais frágil das políticas públicas no país. A nomeação da antiga coordenadora do plano para um cargo executivo distrital coloca-a agora na posição de aplicar, no terreno, os princípios que ajudou a estruturar no papel.
A coerência entre discurso institucional e prática administrativa será, por isso, um dos principais critérios de avaliação da sua gestão.




Contribuição para escolas gera revolta: André Mulongo questiona se 50 meticais mensais servem para “contratar um novo Governo para dirigir o País”

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O jornalista e activista social André Mulongo, membro do Centro de Desenvolvimento para Democracia, lançou duras críticas à recente proposta apresentada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma aparição pública na província de Sofala, que sugere uma contribuição voluntária mensal entre 20 e 50 meticais por família para apoiar a melhoria da qualidade das escolas no país.
A proposta presidencial, dirigida aos pais e encarregados de educação, foi apresentada como uma forma de reforçar os recursos disponíveis no sector da educação, num contexto em que persistem desafios estruturais como falta de carteiras, salas superlotadas, carência de materiais didácticos e insuficiência de infra-estruturas adequadas.
A proposta do Chefe de Estado
Durante a sua intervenção pública, o Chefe de Estado apelou ao envolvimento directo das famílias na melhoria das condições escolares, defendendo que pequenas contribuições mensais poderiam gerar impacto significativo quando somadas a nível nacional.
Segundo a proposta, cada família poderia contribuir de forma voluntária com valores que variam entre 20 e 50 meticais mensais, montante que, de acordo com o entendimento apresentado, serviria para reforçar a qualidade do ensino.
No entanto, a iniciativa levantou questionamentos imediatos em sectores da sociedade civil, que interpretam a medida como uma possível transferência de responsabilidade do Estado para os cidadãos.
A reação de André Mulongo
Através da sua conta pessoal na rede social Facebook, André Mulongo reagiu publicamente à proposta, colocando em causa a sua lógica financeira e política.
“Se cada família contribuir com 50 meticais por mês, será que conseguiremos contratar um governo para dirigir o país?”, questionou o activista.
A declaração, de tom crítico e irónico, sugere que, na visão do membro do CDD, o financiamento da educação pública deve ser assegurado prioritariamente pelo Orçamento do Estado, e não depender de contribuições directas das famílias, sobretudo num contexto de dificuldades económicas enfrentadas por grande parte da população.
Debate sobre responsabilidade do Estado
A Constituição da República estabelece que o Estado é responsável por garantir o acesso à educação e promover a qualidade do ensino público. Especialistas ouvidos em debates anteriores sobre financiamento do sector defendem que a participação comunitária pode ser importante, mas não deve substituir o dever central do Estado de assegurar recursos adequados.
Para críticos da proposta, a iniciativa pode abrir precedentes para a institucionalização de contribuições regulares que, embora classificadas como voluntárias, podem tornar-se socialmente obrigatórias nas comunidades escolares.
Por outro lado, defensores da medida argumentam que o envolvimento das famílias fortalece o sentido de pertença e pode contribuir para soluções locais mais rápidas em escolas com carências urgentes.
Transparência e gestão de fundos
Outra questão levantada por sectores da sociedade civil prende-se com a transparência na gestão dos eventuais valores arrecadados. Até ao momento, não foram detalhados publicamente os mecanismos de recolha, controlo e fiscalização das contribuições propostas.
André Mulongo, ao colocar a questão sobre “contratar um governo”, parece também apontar para um debate mais amplo sobre eficiência na gestão dos recursos públicos já existentes, sugerindo que o foco deveria estar na boa governação e na correcta aplicação do orçamento nacional.
Um debate que promete continuar
A intervenção do activista do Centro de Desenvolvimento para Democracia insere-se num contexto mais vasto de escrutínio das políticas públicas e de exigência de maior responsabilidade governativa.
A proposta presidencial, embora apresentada como voluntária, reacendeu discussões sobre justiça fiscal, prioridades orçamentais e o papel do cidadão no financiamento de serviços essenciais.
Até ao momento, o Governo não reagiu oficialmente às declarações de André Mulongo. Entretanto, o debate ganha força nas redes sociais e em círculos académicos, podendo influenciar futuras abordagens sobre o financiamento do sector da educação em Moçambique.




Crise interna no PODEMOS: Vice-presidente da AR, Hélder Mendonça, suspenso após questionar gestão de fundos partidários

A suspensão do vice-presidente da Assembleia da República indicado pelo PODEMOS, Hélder Mendonça, está a agitar as estruturas internas do partido e a levantar questões sobre a transparência na gestão dos fundos públicos atribuídos às formações com representação parlamentar.
A decisão, confirmada pelo porta-voz do partido ao Jornal Visão Moçambique, enquadra-se, segundo a direção, num processo disciplinar interno. Contudo, fontes próximas ao processo indicam que a medida surge após Mendonça ter solicitado esclarecimentos detalhados sobre os valores recebidos pelo partido no âmbito do financiamento estatal e os montantes efetivamente declarados nos relatórios financeiros apresentados internamente.
De acordo com relatos atribuídos a membros do partido, o dirigente terá questionado “o paradeiro dos restantes fundos do partido”, argumentando que existiria um diferencial entre o valor transferido pelo Estado e o valor refletido nos documentos oficiais do PODEMOS.
Liderança sob escrutínio
A suspensão foi deliberada pela direção liderada por Albino Forquilha, presidente do partido. Até ao momento, a liderança não apresentou publicamente dados financeiros detalhados que respondam às inquietações levantadas por Mendonça, limitando-se a confirmar a aplicação de medidas disciplinares.
Internamente, há quem interprete a decisão como uma reação às interpelações insistentes do vice-presidente da AR sobre a gestão dos recursos públicos. “Há falta de clareza na declaração dos fundos”, terá defendido Mendonça em reuniões restritas, segundo fontes partidárias.
Impacto político e perceção pública
O episódio ocorre num momento sensível para a oposição parlamentar. O PODEMOS figura entre as forças com maior representação na Assembleia da República, ao lado do partido liderado por Ossufo Momade. A crise interna pode fragilizar a imagem de coesão da oposição e alimentar narrativas críticas sobre a sua capacidade de se afirmar como alternativa governativa.
Nas redes sociais, surgem comparações entre o PODEMOS e a FRELIMO, partido no poder, sugerindo que práticas alegadamente pouco transparentes estariam a replicar modelos que a própria oposição historicamente contestou. Figuras políticas como Venâncio Mondlane, que apelaram ao voto massivo em forças alternativas, são agora citadas em debates públicos que questionam a coerência do discurso de renovação política.
Transparência financeira no centro do debate
Especialistas em governação consultados defendem que o financiamento público dos partidos exige mecanismos rigorosos de prestação de contas, tanto para garantir a legalidade quanto para preservar a confiança dos eleitores. A ausência de esclarecimentos detalhados pode ampliar as suspeitas e prolongar o desgaste político.
Até ao momento, não foram tornados públicos relatórios independentes que confirmem irregularidades financeiras. Também não há informação oficial sobre a duração da suspensão nem sobre eventual recurso por parte de Hélder Mendonça.




SERNIC e UIR desencadeiam operação contra venda de acessórios “batidos” no Mercado Estrela Vermelha

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O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em coordenação com a Unidade de Intervenção Rápida (UIR), está a realizar uma operação de grande envergadura no Mercado Estrela Vermelha, na cidade de Maputo, com vista à recolha de acessórios automóveis considerados “batidos”, termo popularmente associado a peças roubadas ou de proveniência ilícita.
A ação, iniciada nas primeiras horas do dia, enquadra-se numa estratégia mais ampla de combate ao furto e roubo de viaturas, bem como à comercialização ilegal de componentes automóveis.
Segundo fonte oficial do SERNIC, a operação resulta de um trabalho prévio de investigação e monitoria levado a cabo nos últimos meses.
“Temos estado a acompanhar informações que indicavam a existência de um circuito organizado de venda de peças provenientes de viaturas furtadas. Esta intervenção visa desmantelar essas redes e responsabilizar criminalmente os envolvidos”, afirmou a fonte.
Durante a operação, várias bancas foram alvo de inspeção, tendo sido apreendidos diferentes acessórios cuja origem está agora sob verificação pericial. Entre os artigos recolhidos constam faróis, retrovisores, para-choques e componentes eletrónicos.
Por sua vez, uma fonte ligada à UIR explicou que a presença da unidade no terreno visa garantir a ordem e prevenir eventuais situações de resistência.
“A nossa missão é assegurar que a operação decorra com tranquilidade, protegendo os agentes envolvidos e os cidadãos que circulam no mercado”, referiu.
O Mercado Estrela Vermelha é um dos principais pontos de comercialização informal de peças automóveis na capital, sendo frequentemente apontado como destino de produtos de origem duvidosa. Contudo, vários vendedores defendem-se, alegando que adquirem os seus produtos junto de fornecedores regulares.
Um comerciante ouvido no local, que preferiu o anonimato, afirmou:
“Nem todas as peças aqui vendidas são roubadas. Há fornecedores legais. O problema é que pagamos todos pelos erros de alguns.”
As autoridades indicam que, após a triagem e perícia técnica, os materiais cuja proveniência ilícita for confirmada serão integrados em processos-crime. Os suspeitos poderão responder por crimes de receptação e associação para delinquir, nos termos da legislação penal moçambicana.
O SERNIC assegura que operações semelhantes poderão ser replicadas noutros pontos da cidade, numa tentativa de travar o mercado paralelo de acessórios automóveis e reduzir os índices de criminalidade associados ao roubo de viaturas.




Daniel Chapo propõe contribuição voluntária das famílias para reforçar qualidade das escolas

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu um maior envolvimento direto das famílias no fortalecimento do sistema nacional de ensino, sugerindo a criação de uma contribuição mensal voluntária entre 20 e 50 meticais por agregado familiar, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento e a melhoria das infraestruturas escolares no país.
A proposta foi apresentada durante a cerimónia de entrega de três novos estabelecimentos de ensino construídos pela Fundação de Caridade Tzu Chi, na província de Sofala. Entre as infraestruturas inauguradas, destaca-se uma das maiores escolas primárias do país, erguida com financiamento e apoio técnico daquela organização filantrópica internacional.
Envolvimento comunitário como pilar da educação
Durante a sua intervenção, o Chefe de Estado sublinhou que o desenvolvimento sustentável do sector da educação depende não apenas do investimento público, mas também da participação ativa das comunidades.
“As infraestruturas hoje entregues ao povo são fruto do esforço de uma comunidade que contribuiu pouco a pouco. Se todos nós também contribuirmos com 20 ou 50 meticais por mês, poderemos igualmente construir escolas de qualidade”, afirmou.
Segundo o Presidente, a experiência da Fundação demonstra que pequenas contribuições individuais, quando organizadas e devidamente canalizadas, podem resultar em obras de grande impacto social.
“Não se trata de substituir o papel do Estado, mas de reforçar a responsabilidade coletiva na construção de um futuro melhor para as nossas crianças”, acrescentou.
Pequenas contribuições, grandes impactos
O governante destacou que, considerando o número de famílias moçambicanas, um contributo mensal simbólico poderia gerar recursos suficientes para acelerar a construção de novas salas de aula, melhorar condições sanitárias, adquirir carteiras escolares e reforçar materiais didáticos.
De acordo com o Presidente, a soma de valores aparentemente modestos pode transformar-se num instrumento poderoso para expandir e reabilitar infraestruturas escolares, sobretudo em zonas rurais e periurbanas onde persistem carências significativas.
“Quando cada família faz a sua parte, o impacto coletivo torna-se extraordinário”, frisou.
Parcerias estratégicas em expansão
A iniciativa surge num contexto de reforço das parcerias entre o Estado e organizações da sociedade civil, confissões religiosas e entidades filantrópicas, numa estratégia que visa acelerar a resposta às necessidades do sector educativo.
A colaboração com a Fundação de Caridade Tzu Chi tem sido apontada como exemplo de cooperação eficaz entre o Governo e instituições internacionais na construção de escolas resilientes, modernas e adaptadas às exigências atuais do ensino.
Analistas consideram que a proposta presidencial poderá abrir um debate nacional sobre os modelos de financiamento da educação pública, os limites da contribuição comunitária e o papel do Estado na garantia do acesso universal ao ensino de qualidade.
Entretanto, o Executivo reafirma que a medida tem caráter voluntário e solidário, enquadrando-se numa visão de corresponsabilização social para o desenvolvimento do país.




Governo projecta construção de 112 pontes metálicas para reforçar conectividade nacional

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O Governo de Moçambique projecta a construção de 112 pontes metálicas em diversas regiões do país no âmbito de uma estratégia de reforço e modernização das infraestruturas rodoviárias nacionais. A iniciativa insere-se no Programa de Desenvolvimento de Pontes em Moçambique, formalizado através da assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Administração Nacional de Estradas ANE e as empresas Conduril Engenharia, SA e Acrow Bridge.
A cerimónia, realizada no dia 27 de Fevereiro, foi testemunhada pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, pela Encarregada de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique, Abigail L. Dressel, e pela Subsecretária Adjunta dos Estados Unidos para os Assuntos Africanos, Sarah Troutman.
Infraestruturas resilientes e desenvolvimento económico
Na ocasião, o Ministro João Matlombe destacou que o projecto representa um avanço significativo na consolidação da rede rodoviária nacional, sobretudo em zonas vulneráveis a fenómenos climáticos extremos.
“A construção destas 112 pontes metálicas constitui um passo estratégico para garantir maior resiliência das nossas infraestruturas, assegurando a transitabilidade ao longo de todo o ano e promovendo a integração territorial”, afirmou o governante.
Segundo explicou, muitas regiões do país enfrentam interrupções frequentes da circulação rodoviária durante a época chuvosa, situação que compromete o escoamento da produção agrícola, o acesso a serviços básicos e a mobilidade das populações.
Parceria estratégica internacional
Por sua vez, Abigail L. Dressel sublinhou que a iniciativa reforça a cooperação bilateral entre Moçambique e os Estados Unidos da América no domínio das infraestruturas e do desenvolvimento sustentável.
“Este memorando demonstra o compromisso conjunto em apoiar soluções de engenharia modernas e adaptadas aos desafios climáticos, promovendo crescimento económico inclusivo”, declarou.
Também Sarah Troutman considerou que o programa poderá desempenhar um papel relevante no fortalecimento das cadeias de valor locais e na dinamização do comércio interno.
Implementação faseada
De acordo com informações partilhadas durante a cerimónia, as pontes metálicas serão implementadas de forma faseada, priorizando zonas críticas identificadas pela Administração Nacional de Estradas. O modelo construtivo adoptado permite maior rapidez na instalação, redução de custos operacionais e flexibilidade em contextos de emergência.
O Governo reafirma que o programa visa não apenas melhorar a conectividade rodoviária, mas também impulsionar o desenvolvimento económico, facilitar o escoamento de produtos e reforçar a mobilidade de pessoas e bens em diferentes pontos do território nacional.
Com esta iniciativa, o Executivo procura consolidar uma rede de transportes mais robusta, resiliente e capaz de responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelo crescimento económico do país.




Após ato de vandalismo: Presidente do Município de Marracuene anuncia regresso da letra “E” que havia desaparecido

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O Presidente do Conselho Municipal de Marracuene, Shafee Sidat, anunciou oficialmente o regresso da letra “E” ao letreiro identificativo do município, após um ato de vandalismo protagonizado por desconhecidos que resultou na sua retirada. O incidente, que gerou indignação nas autoridades municipais, foi descrito pelo edil como um ataque simbólico à identidade local.
Segundo informações avançadas pelo autarca, o desaparecimento da letra comprometeu a integridade do nome do município, numa fase em que Marracuene atravessa um período de crescimento e afirmação institucional.
“Depois de ter sido retirada ou vandalizada, hoje celebramos a sua reposição como um sinal claro de que cuidamos dos nossos símbolos e amamos o nosso nome completo: MARRACUENE”, declarou Shafee Sidat.
Vandalismo e resposta institucional
O ato, cuja autoria permanece desconhecida, terá ocorrido recentemente, levando o Conselho Municipal a agir de forma célere para restaurar o letreiro. Para o presidente, mais do que um simples dano material, tratou-se de uma afronta simbólica ao orgulho coletivo.
O edil não escondeu a sua indignação perante a situação, sublinhando que o município não poderia permitir que um símbolo tão representativo permanecesse incompleto.
“O nome é a nossa identidade e o nosso orgulho de ser MARRACUENE”, reforçou.
A reposição da letra foi acompanhada por uma mensagem de união e responsabilidade, destacando o compromisso da edilidade na preservação dos símbolos municipais.
Identidade, história e compromisso
Durante o seu pronunciamento, Shafee Sidat enfatizou que cada detalhe do município tem significado e valor histórico. Para ele, a reconstrução do letreiro representa mais do que uma simples intervenção estética.
“Cada detalhe da nossa terra importa. Cada gesto de reposição é também um gesto de respeito pela nossa história e pelo nosso povo, a força de um município que não aceita ficar incompleto.”
O autarca destacou ainda que Marracuene é um município em franco crescimento, movido por valores de união, compromisso e responsabilidade.
“Quando algo falta, trabalhamos para repor ou tentamos o melhor. Quando algo cai, levantamos. Porque MARRACUENE é união, é compromisso e é responsabilidade.”
Mais do que uma letra
O presidente do Conselho Municipal concluiu afirmando que o gesto simboliza a restauração da própria identidade local, reafirmando o empenho contínuo da governação municipal.
“Mais do que restaurar uma letra, restauramos a nossa identidade. E reafirmamos que continuaremos atentos, presentes e comprometidos com tudo o que representa o nome da nossa terra.”
A reposição da letra “E” surge, assim, como um marco simbólico na defesa da imagem e da coesão social de Marracuene, reforçando a mensagem de que o município permanece vigilante na proteção dos seus valores e da sua história.




Fundação Cantoná e Parceiros Cumprem Promessa e Apoiam Reconstrução de Oito Casas em Inhambane

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A Fundação Cantoná e seus parceiros voltaram a cumprir com o compromisso assumido junto às comunidades afetadas pelo ciclone Gezani,que devastou a província de Inhambane, no sul de Moçambique, ao procederem à entrega de material de construção e bens essenciais destinados à reconstrução de oito casas destruídas.
A iniciativa incluiu a doação de chapas de zinco, barrotes, colchões e diversos produtos alimentares, bem como a garantia do pagamento da equipa técnica responsável pela reconstrução das habitações, assegurando assim maior celeridade e qualidade no processo de reposição das infraestruturas perdidas.
A entrega oficial dos materiais decorreu no Centro de Acolhimento de Malembuane, localizado no centro da cidade de Inhambane, e foi liderada pelo Director Executivo da fundação, Milton Viegas, que reiterou o compromisso contínuo da organização com as famílias afetadas.
Segundo Milton Viegas, a ação representa mais do que o simples cumprimento de uma promessa, simbolizando a solidariedade e o compromisso social da instituição para com as comunidades vulneráveis.
“A Fundação Cantoná e parceiros estão, mais uma vez, a honrar o compromisso assumido, apoiando diretamente as famílias que perderam as suas habitações devido ao ciclone que fustigou a província de Inhambane”, afirmou.
O responsável destacou ainda que, para além da reconstrução das residências, a organização está a prestar apoio no processo de desativação do centro de acolhimento, orientando as famílias para zonas consideradas seguras pelas autoridades locais, promovendo assim a sua reintegração gradual e segura nas comunidades.
“A casa pode ter caído, mas as famílias permanecem de pé. Paredes reconstroem-se, mas o amor e a união são insubstituíveis”, sublinhou Milton Viegas, reforçando a mensagem de esperança e resiliência.
Com esta intervenção, a Fundação Cantoná e parceiros reafirmam o seu compromisso com a reconstrução, a dignidade e o bem-estar das populações afectadas por calamidades naturais, contribuindo activamente para a recuperação social e habitacional na província de Inhambane.