Jeffrey Sachs Confiante no Futuro de Moçambique e Defende Investimento Estratégico nas Receitas do Gás

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O economista norte-americano Jeffrey Sachs manifestou-se optimista quanto às perspectivas de desenvolvimento de Moçambique para os próximos 25 anos, após um encontro mantido na capital etíope com o Presidente da República, Daniel Chapo.
Falando à margem do encontro, Sachs destacou o potencial transformador dos recursos naturais do país, particularmente as receitas provenientes da exploração do gás natural. Segundo o economista, a correcta gestão e canalização estratégica dessas receitas poderão representar um ponto de viragem decisivo para o desenvolvimento económico e social de Moçambique.
Entre as prioridades apontadas, Sachs defendeu o investimento consistente em educação de qualidade, sublinhando que o capital humano constitui a base fundamental para o crescimento sustentável e inclusivo. O economista enfatizou que a formação adequada das novas gerações permitirá ao país maximizar os benefícios dos seus recursos naturais e fortalecer a sua posição competitiva na região.
Outro eixo considerado essencial é a electrificação total do território nacional. Para Sachs, o acesso universal à energia é um factor determinante para impulsionar a industrialização, estimular o empreendedorismo e promover a inclusão social, sobretudo nas zonas rurais.
No domínio das infraestruturas, o economista destacou a importância do desenvolvimento logístico, com especial enfoque no corredor estratégico que liga Moçambique à África do Sul. Segundo afirmou, o reforço desta ligação poderá dinamizar o comércio regional, atrair investimento estrangeiro e consolidar a integração económica na África Austral.
As declarações de Jeffrey Sachs reforçam a confiança no potencial de crescimento de Moçambique, desde que as receitas do gás sejam geridas com visão estratégica, transparência e foco no desenvolvimento de longo prazo.




Fundação Vodacom conclui entrega de 20 toneladas de ajuda alimentar às vítimas das cheias

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A Fundação Vodacom Moçambique concluiu a entrega de cerca de 20 toneladas de produtos alimentares, bens de primeira necessidade e medicamentos às comunidades afectadas pelas cheias na província de Gaza, no âmbito de um pacote de apoio humanitário avaliado em 10 milhões de meticais.



A entrega foi realizada em estreita coordenação com o Governo da Província de Gaza e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), reforçando a resposta imediata às necessidades básicas das famílias afectadas.

Para além da assistência alimentar e medicamentosa já materializada, o pacote global de apoio integra outras iniciativas complementares, incluindo a distribuição de kits de dignidade para mulheres e raparigas, campanhas de angariação de fundos via M-Pesa e a garantia de conectividade de emergência nos centros de acomodação temporários.

A Vodacom Moçambique e a sua Fundação reafirmam o seu compromisso de continuar a apoiar os esforços nacionais de resposta e recuperação, trabalhando com parceiros públicos e privados para mitigar os impactos das cheias nas comunidades mais vulneráveis.




“Escândalo na Sala de Parto: parturientes obrigadas a comprar luvas e medicamentos no Hospital Geral José Macamo ”

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Mulheres grávidas que recorrem à maternidade do Hospital Geral José Macamo, na cidade de Maputo, denunciam a obrigatoriedade de aquisição de material cirúrgico e medicamentos como condição para garantir atendimento no momento do parto. A prática, segundo relatos recolhidos, tornou-se recorrente e expõe uma crise estrutural que compromete a segurança clínica e a dignidade das utentes.
Entre os insumos exigidos constam luvas cirúrgicas — até 10 pares por paciente —, gazes para absorção de sangue e fármacos de primeira necessidade, como diclofenac, metoclopramida e paracetamol injectável. Nos casos de cesariana, a lista tende a ser mais extensa, abrangendo medicamentos para controlo da dor e prevenção de complicações pós-operatórias.
Uma parturiente que aceitou falar sob anonimato relatou que, ao dar entrada para uma cesariana, foi instruída a adquirir praticamente todo o material necessário para o procedimento. “Comprei gaze e comprimidos recomendados para o pós-parto para aliviar as dores da cirurgia. Disseram que não havia material suficiente. Preferi comprar para não correr riscos”, afirmou.
A exigência de luvas é apontada como prática generalizada. Na entrada de uma das salas da enfermaria, um aviso afixado na recepção informa: “Temos poucas luvas. Traga 10 pares de luvas cirúrgicas ou uma caixa de luvas de exame”. Algumas pacientes relatam que, mesmo após a entrega do material solicitado, não chegaram a utilizá-lo, tendo as luvas sido recolhidas pelo serviço.
Além da carência de insumos, os utentes denunciam a falta de água nas enfermarias, situação que tem condicionado a higienização dos espaços. São visíveis resíduos hospitalares, pensos usados, embalagens de injecções e manchas de sangue no soalho dos quartos, cenário que representa risco acrescido de infecções para mães e recém-nascidos. Em determinados períodos, pacientes têm sido obrigadas a deslocar-se entre alas para garantir a sua higiene pessoal.
Contactada, a direcção clínica do hospital reconhece as limitações. O director clínico, Luís Teófilo Walle, admite a insuficiência de material face à elevada procura. Segundo explicou, o hospital chegou a receber 1500 pares de luvas num único dia, quantidade que, alegadamente, cobre apenas três dias de funcionamento. “Não temos luvas e alguns antibióticos. O que chega não é suficiente. Não temos alternativa senão pedir que os utentes comparticipem”, afirmou.
Especialistas em saúde pública alertam que a transferência de encargos básicos para as pacientes pode agravar desigualdades no acesso aos cuidados materno-infantis, sector considerado prioritário nas políticas nacionais de saúde. A escassez de material de protecção individual, como luvas, é particularmente sensível, por estar directamente associada à prevenção de infecções hospitalares.
A situação levanta questões sobre a gestão de recursos, os mecanismos de abastecimento e a responsabilidade do Estado na garantia de condições mínimas de atendimento nas unidades sanitárias públicas. Enquanto a procura por serviços de parto continua elevada, mulheres em trabalho de parto enfrentam não apenas o desafio físico do nascimento, mas também a incerteza quanto à disponibilidade dos meios necessários para um procedimento seguro.
Num contexto em que o direito à saúde é constitucionalmente consagrado, a realidade na maternidade do Hospital Geral José Macamo expõe um sistema sob pressão, onde a insuficiência de recursos se traduz em custos directos para quem menos pode suportá-los.




Ciclone Gezani afectou 132 mil clientes: EDM mantém trabalhos de reposição em Inhambane

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A Electricidade de Moçambique (EDM) informou que o sistema eléctrico nacional foi severamente afectado pela passagem do Ciclone Gezani, registada no dia 13 de Fevereiro de 2026, provocando interrupções significativas no fornecimento de energia em vários pontos da província de Inhambane.
De acordo com a empresa, cerca de 132.000 clientes foram afectados pela tempestade. No entanto, graças à rápida intervenção das equipas técnicas destacadas para o terreno, já foi possível restabelecer o fornecimento de energia a aproximadamente 115.000 consumidores. Neste momento, 17.000 clientes continuam temporariamente sem corrente eléctrica.
O ciclone provocou ainda a queda de 61 postes de energia, infra-estruturas essenciais para a distribuição eléctrica. Até ao momento, 32 já foram repostos, permanecendo 29 por reparar.
As zonas inicialmente afectadas incluem as praias de Ngumula, Paindane, Gunjata e Baía dos Cocos, bem como as áreas de Hanhane, Malembane e Chicomo. Foram também registadas interrupções na cidade de Inhambane, na cidade da Maxixe e nos distritos de Homoíne, Morrumbene, Jangamo, Zavala, Panda, Massinga e Funhalouro.
Entretanto, a EDM anunciou que o fornecimento já foi restabelecido nas cidades de Inhambane e Maxixe, assim como nos distritos de Homoíne, Morrumbene, Jangamo, Zavala, Panda, Massinga e Funhalouro.
Para responder à situação, foi activado o Comité de Emergência da empresa para coordenar as acções de gestão e assistência no período pós-ciclone. Foram igualmente mobilizadas equipas de reforço, meios técnicos e materiais adicionais, além da activação de geradores de emergência para assegurar a continuidade dos serviços essenciais nas áreas mais críticas.
A EDM assegura que os trabalhos de reposição continuam no terreno, com o objectivo de restabelecer o fornecimento de energia no mais breve espaço de tempo possível.




Morre Eneas Comiche Júnior, Presidente da Federação Moçambicana de Patinagem

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Filho do deputado mais velho da Assembleia da República falece vítima de doença, deixando legado no desporto e na banca
Eneas Comiche Júnior, filho do deputado Eneas da Conceição Comiche, uma das figuras mais antigas da Assembleia da República, faleceu vítima de doença, conforme informações obtidas pelo Jornal Visão Moçambique.
Até ao momento do seu falecimento, Comiche Júnior desempenhava funções como presidente da Federação Moçambicana de Patinagem (FMP), órgão responsável pelo desenvolvimento, organização e promoção do desporto de patinagem em Moçambique, incluindo modalidades como patinagem artística, velocidade e hóquei em patins. Durante a sua liderança, a federação trabalhou na expansão da prática desportiva em várias províncias, promovendo competições nacionais e apoiando atletas moçambicanos em torneios internacionais.
Além do desporto, Comiche Júnior tinha uma carreira consolidada no setor financeiro, atuando como banqueiro sénior e contribuindo para projetos de desenvolvimento económico e investimentos privados no país.
O falecimento de Eneas Comiche Júnior representa uma perda significativa para a comunidade desportiva, pelo impacto que teve na promoção da patinagem e pelo seu papel na formação de atletas, assim como para o setor empresarial, onde era reconhecido pelo profissionalismo e liderança.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes sobre o velório ou cerimónias fúnebres. Familiares, colegas e atletas lamentam a sua morte, destacando o legado que deixa no desporto moçambicano e na sociedade.




Chuvas intensas condicionam trânsito na estrada N360, troço Maua / Metarica, em Niassa

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A Administração Nacional de Estradas (ANE), anunciou que a estrada N360, no troço que liga Maua a Metarica, na Província de Niassa, encontra-se com a circulação severamente condicionada devido aos impactos das fortes chuvas que assolam a região sul e nordeste da província.
Segundo o comunicado oficial da ANE, os danos mais graves foram registados em dois pontos críticos da via: ao quilómetro 5+000, desabaram os gabiões que sustentavam a ponte metálica sobre o Rio Nacache, enquanto ao quilómetro 11+000 ocorreu a cedência de uma manilha em tubo armico. Estes incidentes comprometem a segurança da circulação, sobretudo para veículos pesados, dificultando o transporte de mercadorias e passageiros na região.
“Estamos a trabalhar com equipas técnicas e operacionais no terreno para restabelecer a transitabilidade da estrada o mais rápido possível. A prioridade é garantir a segurança dos automobilistas e operadores de transporte de carga”, afirmou um porta-voz da ANE, acrescentando que a intervenção inclui reforço estrutural das pontes e reparação dos pontos danificados.
Para minimizar os impactos da interdição, a ANE recomenda que os motoristas utilizem como rotas alternativas as estradas N13 e N14, entre os dias 16 e 20 de Fevereiro de 2026, período previsto para a execução das obras de reparação. Durante este intervalo, a circulação na estrada N360 estará completamente suspensa, impedindo o tráfego normal de veículos.
Moradores e transportadores da região alertam para os transtornos causados. “O tráfego de camiões e autocarros vai ter de ser redirecionado, e isso pode atrasar a entrega de mercadorias e a mobilidade de passageiros”, disse um motorista local, que pediu para não ser identificado. “Esperamos que a estrada seja reparada rapidamente, porque é a principal ligação entre várias comunidades do distrito de Metarica.”
A ANE, aproveita para reforçar aos automobilistas que evitem circular com veículos com peso total superior a 10 toneladas em estradas terraplenadas, especialmente nesta época de chuvas, devido ao risco elevado de danos e acidentes. A instituição lamenta os transtornos causados e apela à compreensão da população, lembrando que a manutenção das infraestruturas rodoviárias visa garantir segurança e mobilidade para todos.
A administração assegura que continuará a monitorizar a situação e a fornecer atualizações regulares sobre o andamento das obras e a reabertura da estrada, apelando à colaboração de todos para minimizar os riscos durante este período crítico.




Nádio Taimo dispara contra Venâncio Mondlane e acusa-o de manipular a crise das cheias para atacar viagem presidencial à Etiópia

O jornalista e activista social Nádio Taimo reagiu publicamente às declarações do político Venâncio Mondlane, que criticou a recente deslocação do Presidente da República, Daniel Chapo, à Etiópia, num contexto marcado por cheias que afectam várias regiões do país.
Durante uma transmissão em directo (Live), Mondlane, também conhecido por VM7 e presidente do partido ANAMOLA, afirmou que o Chefe de Estado “mais uma vez deixa o povo na desgraça”, ao optar por realizar uma visita oficial ao exterior enquanto persistem desafios internos associados às intempéries. Na sua intervenção, o político defendeu que a prioridade da liderança nacional deveria estar centrada na gestão directa da crise causada pelas cheias.
Reação e contraponto
Em resposta, Nádio Taimo recorreu à sua conta oficial na rede social Facebook para contestar o posicionamento de Mondlane. O jornalista considerou a crítica exagerada, afirmando que o Presidente já se encontrava no país a acompanhar a situação das cheias antes da deslocação internacional.
“Cota também está a exagerar hahahha. Chapo esteve aqui a gerir o assunto das cheias, está a ir tratar outros negócios, volta já!”, escreveu Taimo, numa publicação que rapidamente gerou interações e comentários diversos.
O activista sustentou ainda que a governação não pode restringir-se exclusivamente à gestão de fenómenos climáticos, argumentando que o exercício do poder executivo implica igualmente o tratamento de assuntos diplomáticos, económicos e estratégicos de interesse nacional.
“A prioridade da governação não é só gerir assuntos de cheias”, reforçou, defendendo uma abordagem equilibrada entre a resposta a emergências internas e o cumprimento da agenda internacional do Estado.
Polémica sobre viagem da família da Presidente da Assembleia
No mesmo contexto de debate público, Taimo reagiu também às críticas relacionadas com a viagem da família da Presidente da Assembleia da República, Esperança Bias, a Dubai. Segundo informações em circulação nas redes sociais, a deslocação dos familiares teria sido alvo de questionamentos por parte de sectores críticos.
O jornalista manifestou-se contrário à associação directa da dirigente parlamentar à viagem dos filhos, sublinhando que estes são adultos e responsáveis pelas próprias decisões.
“Não vejo a necessidade de meter a Presidente da Assembleia nisso por causa de uma viagem dos filhos (filha e genro)”, escreveu. Acrescentou ainda que as acções individuais dos descendentes não devem ser automaticamente imputadas à mãe, defendendo que férias constituem um assunto de natureza privada, desde que não haja indícios de irregularidades ou uso indevido de recursos públicos.
Contexto e implicações
O episódio evidencia a crescente polarização do debate político nas plataformas digitais, onde líderes partidários, jornalistas e activistas utilizam transmissões em directo e publicações online para expor posições, influenciar a opinião pública e confrontar narrativas.
Especialistas observam que, em períodos de crise, deslocações oficiais ao exterior tendem a ser escrutinadas com maior intensidade, sobretudo quando coincidem com situações de emergência interna. Por outro lado, defensores da diplomacia activa argumentam que compromissos internacionais fazem parte das responsabilidades institucionais do Chefe de Estado e podem trazer benefícios estratégicos ao país.
O debate permanece aberto, reflectindo diferentes visões sobre responsabilidade política, ética pública e prioridades de governação.




Xembha lança “Wakhumbula” com Nthando Yamahlubi e Sdala B – A música que celebra o amor e as memórias inesquecíveis

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O cantor Xembha acaba de lançar sua nova faixa “Wakhumbula”, uma colaboração emocionante com Nthando Yamahlubi e Sdala B. A música promete conquistar fãs de R&B, música urbana e soul, e já está gerando burburinho nas redes sociais e plataformas digitais.



“Wakhumbula”: Uma viagem pelas memórias do amor

O título “Wakhumbula” significa “Lembras-te” ou “Lembraste”, e serve como fio condutor da narrativa da música. A letra mergulha nas memórias de um relacionamento, lembrando os momentos de amor, cumplicidade e compromisso.

Com metáforas poéticas, os artistas comparam o casal a “amajuba” – pombos que simbolizam paz, fidelidade e harmonia. O tema central é a nostalgia de um amor verdadeiro, reforçado por versos que evocam a alegria de estar junto e a sensação de plenitude emocional (“mphelele”).

Colaboração perfeita: Xembha, Nthando Yamahlubi e Sdala B

A participação de Nthando Yamahlubi e Sdala B torna a faixa ainda mais envolvente. Eles expressam sentimentos de felicidade extrema (“njabule”), cuidado e atenção, destacando a importância de lembranças tangíveis, como cartas trocadas e momentos especiais.

Essa fusão rítmica cria uma experiência musical completa, onde cada artista acrescenta uma camada emocional que conecta diretamente com o público.

Por que “Wakhumbula” vai conquistar fãs em Moçambique e além

  1. Narrativa envolvente: conta uma história de amor que toca corações.
  2. Mensagem universal: celebra a fidelidade, o compromisso e a felicidade a dois.
  3. Som cativante: mistura de R&B, soul e música urbana, com arranjos modernos.
  4. Marketing digital estratégico: presença nas plataformas digitais e divulgação nas redes sociais maximiza alcance.

O lançamento de “Wakhumbula” é um convite para que os ouvintes revivam memórias afetivas e celebrem relações que resistem ao tempo.

Ouça agora “Wakhumbula” e conecte-se com a emoção do amor

A música já está disponível em todas as principais plataformas digitais: Spotify, Apple Music, YouTube e SoundCloud. Fãs e amantes da boa música estão sendo convidados a ouvir, partilhar e comentar, ajudando a espalhar a mensagem de amor e gratidão que a canção transmite.

Não perca a oportunidade de sentir a magia do encontro entre Xembha, Nthando Yamahlubi e Sdala B, uma obra que promete ser um marco na música urbana moçambicana.

Análise da música “Wakhumbula” – Xembha feat. Nthando Yamahlubi & Sdala B

A faixa “Wakhumbula” é uma obra que explora de forma sensível os temas da nostalgia, compromisso e plenitude emocional. Interpretada por Xembha, com participações de Nthando Yamahlubi e Sdala B, a canção utiliza o termo “Wakhumbula” (que significa “Lembras-te” ou “Lembraste”) como fio condutor para revisitar as origens de um relacionamento amoroso.

A letra faz uso de metáforas ricas: o casal é comparado a “amajuba” (pombos/rolas), representando paz e fidelidade, e remete ao “amor de ontem”, sinalizando o quanto é importante lembrar onde tudo começou. As participações de Nthando Yamahlubi e Sdala B complementam a narrativa, transmitindo felicidade extrema (“njabule”) e uma sensação de completude (“mphelele”), destacando gestos de carinho e lembranças concretas, como cartas trocadas.




Yacub Sibindy diz que vai bloquear todas as “moscas” que comentam nos seus posts questões deslocadas ao conteúdo

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O presidente do Partido Independente de Moçambique (PIMO), Yacub Sibindy, anunciou publicamente, através da sua conta oficial no Facebook, que pretende passar a bloquear utilizadores que, segundo afirma, comentam nas suas publicações com intervenções que considera fora do contexto dos temas em debate.
Na mensagem divulgada, Sibindy declarou que “já chegou a hora de bloquear todas as ‘moscas’ que, no lugar de comentar o que vem escrito nos nossos posts, levantam questões totalmente deslocadas ao conteúdo em debate”. A expressão utilizada pelo dirigente político gerou reações diversas entre seguidores e observadores da cena política nacional.
Contexto da declaração
A manifestação surge num ambiente digital cada vez mais marcado por forte polarização política e intensa participação cidadã nas redes sociais. Nos últimos anos, as plataformas digitais tornaram-se espaços privilegiados de debate público, onde líderes partidários comunicam diretamente com os eleitores, sem mediação tradicional da imprensa.
No entanto, essa abertura também tem exposto figuras públicas a críticas constantes, provocações, desinformação e comentários considerados ofensivos ou desviantes do tema central das publicações.
Liberdade de expressão versus moderação
A decisão anunciada por Sibindy levanta um debate relevante sobre os limites entre a liberdade de expressão e o direito à moderação de conteúdos em páginas pessoais de figuras públicas.
Especialistas em comunicação política defendem que, embora as redes sociais sejam espaços de livre interação, os seus proprietários mantêm o direito de estabelecer regras de participação. Por outro lado, analistas alertam que o bloqueio sistemático de utilizadores pode ser interpretado como restrição ao contraditório, especialmente quando se trata de atores políticos com responsabilidades públicas.
Crise de valores ou transformação digital?
A situação reacende ainda uma reflexão mais ampla sobre o estado da comunicação pública nas sociedades contemporâneas. Estar-se-á perante uma crise de valores urbanos que tradicionalmente regulam a convivência e o respeito no debate civilizado? Ou trata-se apenas de uma adaptação às novas dinâmicas do espaço digital?
Sociólogos apontam que o ambiente online tende a reduzir barreiras sociais, facilitando intervenções impulsivas e menos filtradas. A ausência de contacto presencial pode contribuir para a deterioração do tom e da qualidade do diálogo.
Debate em aberto
Enquanto alguns apoiantes consideram a medida necessária para preservar a ordem e o foco das discussões, críticos defendem que figuras públicas devem estar preparadas para lidar com opiniões divergentes, mesmo quando incómodas.
O anúncio de Yacub Sibindy coloca, assim, no centro do debate nacional a qualidade do discurso político nas redes sociais e os mecanismos adequados para garantir uma comunicação respeitosa e democrática no ambiente digital. 




Secretariado do Comité Provincial da FRELIMO promove capacitação de dirigentes distritais

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O Secretariado do Comité Provincial da FRELIMO na Província de Maputo realizou nesta terça-feira, 10 de fevereiro, no distrito de Boane, uma sessão de capacitação dirigida a dirigentes distritais, com o objetivo de reforçar a formação política e ideológica dos membros, militantes, simpatizantes e da população em geral, com especial enfoque na juventude.
O Primeiro Secretário do Comité Provincial da FRELIMO em Maputo, Carlos Zavala, enfatizou que a iniciativa visa dotar os participantes de conhecimentos aprofundados sobre a génese, os valores e os princípios fundamentais do partido, ao mesmo tempo em que fortalece a consciência patriótica e o compromisso dos militantes com a FRELIMO.
“Camaradas, o nosso objetivo é investir cada vez mais e melhor nos nossos quadros e militantes, através de ações de formação e capacitação, de forma que a intervenção ao nível da base esteja voltada para reforçar a aproximação do Partido com o povo”, afirmou Carlos Zavala durante o seminário.
O encontro contou com a participação de Primeiros Secretários e Secretários da Organização dos Comités Distritais, oferecendo um espaço para troca de experiências e aprofundamento dos conhecimentos políticos e ideológicos, visando uma atuação mais eficiente junto às comunidades.
Segundo os organizadores, a iniciativa insere-se no esforço contínuo da FRELIMO em consolidar a sua presença e ação política ao nível distrital, promovendo unidade, organização e compromisso com o trabalho de base.
Esta capacitação reflete a prioridade do partido em fortalecer os seus quadros e garantir que a juventude e os demais militantes estejam preparados para enfrentar os desafios políticos e sociais, mantendo viva a história, os valores e os princípios que norteiam a FRELIMO desde a sua fundação.