Fórum Global Gateway: Chapo desafia investidores europeus a apostar na industrialização verde de Moçambique

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, dirige esta segunda-feira, na cidade de Maputo, a cerimónia de abertura da II Edição do Fórum de Negócios Global Gateway Moçambique–União Europeia, um encontro que reúne representantes dos sectores público e privado de Moçambique e da União Europeia com o objectivo de reforçar as relações económicas, atrair investimentos sustentáveis e acelerar a transformação estrutural da economia nacional.

O evento decorre no Indy Village Hotel e conta com a participação de empresários, investidores, instituições financeiras internacionais, representantes de governos, organizações empresariais e parceiros de desenvolvimento, num momento em que Moçambique procura consolidar-se como um dos destinos mais atractivos para o investimento estrangeiro no continente africano.

Organizado pelo Governo de Moçambique, pela União Europeia, pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e por outras entidades parceiras, o fórum integra a estratégia Global Gateway, a principal iniciativa da União Europeia para promover investimentos sustentáveis em países parceiros e reforçar a conectividade económica, energética, digital e infra-estrutural entre diferentes regiões do mundo.

Crescimento verde no centro da agenda

A segunda edição do Fórum decorre sob o lema “Parcerias para o Crescimento Verde: Desbloqueando o Investimento Sustentável entre Moçambique e a União Europeia”, reflectindo a crescente aposta na construção de uma economia mais resiliente, competitiva e ambientalmente sustentável.

A escolha do tema surge numa altura em que Moçambique procura posicionar-se como um actor relevante na transição energética global, beneficiando do seu vasto potencial em energias renováveis, recursos minerais estratégicos e oportunidades ligadas à economia verde.

Espera-se que a intervenção do Presidente Daniel Chapo destaque a importância do investimento privado como motor do crescimento económico, da criação de emprego e da modernização dos sectores produtivos, reforçando simultaneamente o compromisso do Governo com a melhoria do ambiente de negócios e a implementação de reformas orientadas para a atracção de capitais nacionais e estrangeiros.

A União Europeia continua a ser um dos mais importantes parceiros de desenvolvimento e investidores em Moçambique, mantendo uma presença significativa em sectores como energia, agricultura, infra-estruturas, transportes, educação e desenvolvimento institucional.

O Fórum pretende aprofundar essa cooperação, criando novas oportunidades para empresas europeias interessadas em expandir operações no mercado moçambicano e para empresas nacionais que procuram estabelecer parcerias estratégicas com investidores internacionais.

Entre os principais objectivos da iniciativa destacam-se o fortalecimento das relações comerciais e económicas entre Moçambique e os Estados-membros da União Europeia, a identificação de oportunidades de investimento em sectores prioritários e a mobilização de recursos financeiros para projectos com elevado impacto económico e social.

Os participantes irão igualmente discutir mecanismos destinados a melhorar o acesso ao financiamento, reduzir riscos associados ao investimento e promover iniciativas capazes de acelerar o crescimento sustentável.

Sectores estratégicos em destaque

Ao longo dos trabalhos serão apresentados diversos projectos considerados prioritários para o desenvolvimento nacional, abrangendo áreas como energia renovável, infra-estruturas, indústria transformadora, agricultura comercial, logística, transportes, turismo sustentável e economia digital.

Especial atenção será dada às oportunidades ligadas à industrialização verde, um dos pilares da actual estratégia de desenvolvimento económico do país.

O conceito assenta na promoção de actividades industriais capazes de gerar valor acrescentado, aumentar as exportações e criar emprego, sem comprometer os compromissos ambientais assumidos por Moçambique no quadro internacional.

A combinação entre os recursos naturais existentes, a localização estratégica do país e o crescente interesse internacional por investimentos sustentáveis poderá criar condições favoráveis para o surgimento de novos pólos industriais e cadeias de valor associadas à transição energética.

Outro dos eixos centrais do Fórum é o incentivo às parcerias público-privadas, consideradas fundamentais para acelerar a implementação de grandes projectos de infra-estrutura e desenvolvimento económico.

As sessões de trabalho incluem encontros empresariais, apresentações institucionais e mesas-redondas destinadas a aproximar investidores, entidades públicas e instituições financeiras internacionais.

Os organizadores esperam que estes contactos resultem na identificação de novas oportunidades de negócio e na celebração de acordos capazes de impulsionar investimentos concretos nos próximos anos.

Segundo fontes ligadas à organização, o evento procura ir além do debate político e institucional, privilegiando a criação de mecanismos práticos que permitam transformar intenções de investimento em projectos efectivamente implementados.

Global Gateway aposta em África

Lançada pela União Europeia em 2021, a estratégia Global Gateway prevê a mobilização de centenas de milhares de milhões de euros em investimentos destinados a promover o desenvolvimento sustentável em países parceiros, com especial enfoque em África.

A iniciativa abrange áreas como energia limpa, conectividade digital, transportes, saúde, educação e inovação tecnológica, procurando oferecer alternativas de financiamento e cooperação assentes em elevados padrões de transparência, sustentabilidade e responsabilidade social.

Para Moçambique, a participação nesta estratégia representa uma oportunidade de captar recursos financeiros, tecnologia e conhecimento especializado necessários para acelerar a transformação económica e melhorar a competitividade nacional.

A realização da II Edição do Fórum de Negócios Global Gateway Moçambique–União Europeia acontece num contexto em que o Governo intensifica os esforços para atrair investimento externo e diversificar a base produtiva da economia.

As autoridades moçambicanas consideram que a expansão das parcerias com o sector privado europeu poderá desempenhar um papel decisivo na concretização de projectos estruturantes, na geração de emprego para a juventude e no fortalecimento das exportações nacionais.

Ao abrir oficialmente o encontro, o Presidente Daniel Chapo deverá reiterar a visão do Executivo de transformar Moçambique num destino cada vez mais competitivo para o investimento internacional, apostando numa agenda de crescimento inclusivo, industrialização sustentável e integração económica regional.

Os resultados do Fórum serão acompanhados com expectativa pelos sectores empresarial e financeiro, que veem na iniciativa uma plataforma estratégica para impulsionar uma nova fase de cooperação económica entre Moçambique e a União Europeia, baseada em investimentos sustentáveis, inovação e desenvolvimento partilhado.




Assassinato de Dom Osório Afonso: Bispos africanos exigem justiça

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O Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM) manifestou profunda consternação perante o assassinato do bispo católico Dom Osório Afonso, ocorrido na sua residência episcopal na cidade de Quelimane, província da Zambézia, classificando o crime como um grave atentado contra a vida, a dignidade humana e a liberdade religiosa.

Num comunicado divulgado esta semana, os bispos católicos africanos afirmam ter recebido a notícia com “profundo choque, tristeza e indignação”, considerando que o homicídio de um líder religioso representa não apenas um ataque individual contra um servo da Igreja, mas também uma ameaça aos valores da paz, da justiça e da convivência harmoniosa que sustentam as sociedades democráticas.

“O assassinato de Dom Osório Afonso constitui um atentado contra os valores da paz, da justiça, da dignidade humana e da liberdade religiosa, que são essenciais para o florescimento de qualquer sociedade”, refere a nota.

O organismo continental condena de forma inequívoca o crime, sublinhando que nenhum líder religioso, independentemente da sua confissão ou denominação, deve ser alvo de violência. Segundo o comunicado, homens e mulheres que dedicam as suas vidas ao serviço de Deus e das comunidades merecem protecção e respeito, e não perseguição ou morte.

Na declaração assinada pelo SECAM, os bispos apelam ao Governo de Moçambique e às autoridades competentes para que seja conduzida uma investigação imediata, completa, transparente e independente, capaz de esclarecer todas as circunstâncias que rodearam o assassinato.

A organização exige igualmente que todos os envolvidos sejam responsabilizados perante a justiça.

“Exigimos que todos os responsáveis, sejam eles autores directos, cúmplices ou mentores, sejam identificados, processados e levados à justiça sem demora. O povo de Moçambique, a Igreja Católica e a comunidade internacional merecem a verdade”, afirma o documento.

O apelo surge num momento em que a sociedade moçambicana aguarda esclarecimentos oficiais sobre o caso, considerado um dos episódios mais graves envolvendo figuras religiosas no país nos últimos anos.

Além da investigação criminal, os bispos africanos defenderam o reforço das medidas de segurança destinadas à protecção dos líderes religiosos, locais de culto e agentes pastorais envolvidos em actividades comunitárias e humanitárias.

Segundo o comunicado, a liberdade religiosa constitui um direito humano fundamental e um dos pilares das sociedades democráticas, cabendo ao Estado assegurar condições para que todos os cidadãos possam exercer a sua fé sem receio de intimidação, violência ou perseguição.

Os prelados alertam que a protecção das instituições religiosas e dos seus representantes é indispensável para preservar a estabilidade social e garantir o respeito pelos direitos fundamentais.

O SECAM expressou ainda condolências à Conferência Episcopal de Moçambique, ao clero, religiosos e leigos da Diocese de Quelimane e da Arquidiocese da Beira, bem como aos familiares, amigos e membros da congregação religiosa de Dom Osório Afonso.

Na mensagem, os bispos recordam o legado pastoral do prelado, descrevendo-o como um pastor dedicado ao serviço de Cristo, da Igreja e das comunidades que acompanhou ao longo da sua missão.

“Unimo-nos a todos aqueles cujas vidas foram tocadas pelo seu ministério pastoral e testemunho”, refere o documento.

A organização afirma que a morte de Dom Osório Afonso representa uma perda dolorosa para a Igreja Católica em Moçambique e para a comunidade católica africana, destacando o seu compromisso com a evangelização, a promoção da paz e o desenvolvimento humano.

Na parte final da mensagem, os bispos africanos manifestam a esperança de que a tragédia possa servir de renovado apelo à defesa da vida humana, da justiça e da paz em Moçambique e em todo o continente africano.

“Que este trágico acontecimento se torne um renovado apelo à justiça, à paz, ao respeito pela vida humana e à protecção da liberdade religiosa em Moçambique e em toda a África”, conclui o comunicado.

O SECAM encerra a mensagem com uma oração pelo descanso eterno de Dom Osório Afonso, pedindo conforto para todos os que choram a sua partida e reafirmando a solidariedade da Igreja africana para com os católicos moçambicanos neste momento de luto.




Chapo mobiliza investidores norte-americanos para impulsionar infraestruturas, turismo e energia

Presidente da República recebe em audiência em Washington o Presidente de Negócios Internacionais da ACROW Bridge1

 O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, iniciou este domingo uma intensa agenda de diplomacia económica nos Estados Unidos da América, marcada por encontros com potenciais investidores e parceiros estratégicos interessados em reforçar a sua presença em Moçambique. As reuniões, realizadas em Washington, centraram-se nos sectores das infraestruturas, turismo, energia e financiamento internacional, tendo resultado na manifestação de interesse de várias entidades norte-americanas em apoiar projectos considerados prioritários para o desenvolvimento económico e social do país.

A deslocação do Chefe do Estado moçambicano aos Estados Unidos antecede a sua participação no Fórum sobre Fragilidades 2026, evento internacional organizado pelo Grupo Banco Mundial, no qual Daniel Chapo será o único Chefe de Estado convidado a intervir e co-presidir à sessão inaugural ao lado do presidente da instituição, Ajay Banga.

Durante o primeiro dia da visita, o Presidente reuniu-se separadamente com Linda Thomas-Greenfield, antiga Embaixadora dos Estados Unidos junto das Nações Unidas, Garrick Gish, director-executivo da U.S. International Finance Partners (IFP), e Paul Sullivan, presidente de Negócios Internacionais da ACROW Bridge.

Investimento e promoção internacional de Moçambique

No final da audiência com o Chefe do Estado moçambicano, Linda Thomas-Greenfield destacou o potencial das oportunidades apresentadas e manifestou disponibilidade para apoiar o Governo na mobilização de novos investidores internacionais.

Segundo a antiga diplomata norte-americana, a reunião permitiu identificar áreas concretas de cooperação e investimento, sobretudo nos sectores da energia, infraestruturas e segurança, considerados fundamentais para sustentar o crescimento económico e criar melhores condições para o desenvolvimento sustentável.

Thomas-Greenfield explicou que, através da APCO Worldwide e da iniciativa associada à Cimeira de Investimento Global em África, liderada pelo antigo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, pretende colaborar com as autoridades moçambicanas na identificação de empresas e fundos de investimento interessados em participar em projectos estratégicos no país.

A responsável considerou que Moçambique reúne condições para atrair capitais internacionais em sectores de elevado potencial, defendendo a necessidade de fortalecer os mecanismos de promoção económica e de aproximação entre investidores e instituições públicas.

Turismo e hotelaria despertam interesse de investidores

Outro dos encontros de destaque foi realizado com Garrick Gish, CEO da U.S. International Finance Partners, empresa especializada na mobilização de capitais e estruturação financeira para grandes empreendimentos internacionais.

Segundo Gish, as conversações com o Presidente da República concentraram-se nas oportunidades existentes nos sectores do turismo e da hotelaria, áreas que considera particularmente atractivas para investidores estrangeiros.

O responsável revelou que a instituição pretende deslocar uma equipa técnica a Moçambique nas próximas semanas para avaliar directamente várias oportunidades de investimento e identificar possíveis parcerias com entidades nacionais.

A intenção, explicou, passa por mobilizar financiamento internacional e atrair marcas globais de hotelaria para desenvolver novos projectos turísticos capazes de valorizar o potencial natural e cultural do país.

Analistas económicos consideram que o interesse demonstrado pela IFP poderá representar uma oportunidade importante para acelerar a expansão da oferta turística moçambicana, sobretudo em regiões com elevado potencial ainda pouco explorado.

Projecto de 112 pontes avança

No domínio das infraestruturas, o Presidente Daniel Chapo reuniu-se com Paul Sullivan, presidente de Negócios Internacionais da ACROW Bridge, empresa que integra o consórcio responsável pela implementação do projecto de construção de 112 pontes em Moçambique.

A iniciativa resulta de um memorando de entendimento assinado entre a empresa e o Governo moçambicano em Fevereiro deste ano e constitui um dos maiores programas de melhoria da conectividade rodoviária actualmente em curso no país.

Durante o encontro, as partes analisaram o estágio de implementação do projecto e reafirmaram o compromisso de concluir a entrega das infraestruturas até ao final de 2026.

Paul Sullivan destacou a determinação demonstrada pelo Presidente da República na concretização de resultados concretos para as populações, defendendo que o desenvolvimento de infraestruturas continua a ser um dos pilares fundamentais para estimular o crescimento económico.

Segundo explicou, o projecto está a ser desenvolvido em estreita articulação com o Ministério dos Transportes e Logística e com a Administração Nacional de Estradas (ANE), visando melhorar a circulação de pessoas e mercadorias, reduzir custos logísticos e promover a integração económica entre diferentes regiões do país.

Especialistas em infraestruturas defendem que a construção das novas pontes poderá contribuir significativamente para aumentar a resiliência das redes de transporte, sobretudo em zonas frequentemente afectadas por cheias e fenómenos climáticos extremos.

Moçambique no centro do debate internacional sobre fragilidade e segurança

Além da componente económica, a visita do Presidente da República aos Estados Unidos possui igualmente uma forte dimensão política e diplomática.

Daniel Chapo participará na segunda-feira na sessão inaugural do Fórum sobre Fragilidades 2026, uma iniciativa promovida pelo Grupo Banco Mundial que reúne decisores políticos, académicos, representantes da sociedade civil, gestores públicos e privados, bem como instituições financeiras internacionais.

O evento, realizado de dois em dois anos, é considerado uma das principais plataformas globais de reflexão sobre os desafios relacionados com fragilidade institucional, segurança, conflitos e desenvolvimento sustentável.

Nesta edição, o fórum deverá reunir cerca de três mil participantes, dos quais mil estarão presentes fisicamente e dois mil participarão através de plataformas digitais.

A presença de Daniel Chapo como único Chefe de Estado convidado é vista como um reconhecimento internacional do papel desempenhado por Moçambique na gestão de desafios relacionados com segurança, estabilidade e reconstrução em contextos de vulnerabilidade.

Durante a sua intervenção, o estadista moçambicano deverá partilhar a experiência nacional na abordagem das questões ligadas à fragilidade, segurança e conflito, apresentando igualmente os esforços desenvolvidos pelo país para promover a paz, fortalecer as instituições e criar condições para o crescimento económico inclusivo.

A visita a Washington enquadra-se na estratégia do Governo moçambicano de reforçar a diplomacia económica e diversificar as fontes de investimento externo, num contexto em que o país procura acelerar a implementação de grandes projectos estruturantes e expandir oportunidades nos sectores produtivos.

Os encontros realizados pelo Presidente da República representam um sinal positivo para os mercados internacionais, demonstrando a intenção do Executivo de aprofundar parcerias com investidores estrangeiros e mobilizar recursos para projectos de impacto económico e social.

Com o interesse manifestado por empresas ligadas ao financiamento internacional, turismo, hotelaria e infraestruturas, o Governo espera transformar os contactos estabelecidos em Washington em investimentos concretos capazes de gerar emprego, melhorar serviços públicos e fortalecer a competitividade da economia moçambicana nos próximos anos.




Mundial 2026: O maior campeonato de futebol da história arranca quinta-feira

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O mundo do futebol entra oficialmente numa nova era a partir desta quinta-feira, 11 de Junho de 2026, com o arranque da vigésima terceira edição do Campeonato do Mundo da FIFA, uma competição que promete bater recordes de audiência, assistência e impacto económico. Pela primeira vez, o torneio será organizado simultaneamente por três países – Estados Unidos, Canadá e México – e contará com a participação inédita de 48 selecções nacionais, tornando-se o maior Mundial alguma vez realizado.

A competição decorrerá durante 39 dias, entre 11 de Junho e 19 de Julho, reunindo milhões de adeptos em 16 cidades-sede espalhadas pela América do Norte. No total, serão disputados 104 jogos, um aumento significativo em relação aos 64 encontros realizados nas últimas edições.

A partida inaugural terá lugar no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México, palco de alguns dos momentos mais emblemáticos da história do futebol mundial. O encontro colocará frente a frente as selecções do México e da África do Sul, perante uma assistência estimada em mais de 80 mil espectadores. O Azteca torna-se, assim, o primeiro estádio da história a acolher jogos inaugurais de três Campeonatos do Mundo, depois das edições de 1970 e 1986.

A escolha do México para abrir a competição não é casual. O país possui uma das mais profundas tradições futebolísticas do continente americano e foi um dos principais impulsionadores da candidatura conjunta que acabou por vencer a disputa pela organização do torneio.

Numa inovação sem precedentes, a FIFA preparou cerimónias de abertura distintas nos três países anfitriões. Embora o torneio comece oficialmente no México, tanto o Canadá como os Estados Unidos terão espectáculos próprios antes dos primeiros jogos das suas selecções nacionais.

Na Cidade do México, a cerimónia inaugural contará com apresentações musicais dos artistas internacionais J Balvin e Tyla, combinando elementos culturais mexicanos, norte-americanos e canadianos. O espectáculo pretende transmitir uma mensagem de diversidade, inclusão e união através do futebol.

No Canadá, o evento de abertura ocorrerá em Toronto antes do jogo entre os canadianos e a Bósnia-Herzegovina, com actuações de Michael Bublé e Alanis Morissette. Já nos Estados Unidos, a cidade de Los Angeles acolherá um espectáculo musical liderado por Katy Perry e Future antes da estreia da selecção norte-americana diante do Paraguai.

Novo formato: mais equipas, mais jogos e mais oportunidades

A edição de 2026 marca a estreia do novo formato aprovado pela FIFA, que aumenta o número de participantes de 32 para 48 selecções. As equipas foram distribuídas por 12 grupos de quatro selecções cada. Os dois primeiros classificados de cada grupo avançam automaticamente para a fase seguinte, juntando-se aos oito melhores terceiros classificados.

Como consequência, surge uma nova fase eliminatória – os dezasseis-avos-de-final, também conhecidos como ronda dos 32 –, antes dos tradicionais oitavos-de-final, quartos-de-final, meias-finais e final.

Segundo a FIFA, o objectivo da expansão passa por aumentar a representatividade global do futebol, permitindo a participação de mais países africanos, asiáticos, centro-americanos e oceânicos. A organização acredita igualmente que o novo formato contribuirá para um crescimento sem precedentes das receitas comerciais e dos direitos televisivos.

Os primeiros grandes jogos

Além da partida inaugural entre México e África do Sul, os primeiros dias da competição reservam confrontos de elevado interesse mediático e desportivo.

Entre os jogos mais aguardados da primeira semana destacam-se:

  • México vs África do Sul – 11 de Junho;
  • Canadá vs Bósnia-Herzegovina – 12 de Junho;
  • Estados Unidos vs Paraguai – 12 de Junho;
  • Brasil vs Marrocos – 13 de Junho;
  • Alemanha vs Curaçau – 14 de Junho;
  • Espanha vs Cabo Verde – 15 de Junho;
  • França vs Senegal – 16 de Junho;
  • Argentina vs Argélia – 16 de Junho;
  • Portugal vs RD Congo – 17 de Junho;
  • Inglaterra vs Croácia – 17 de Junho.

O sorteio realizado em Dezembro de 2025 produziu diversos grupos considerados equilibrados, alimentando expectativas de grandes confrontos logo na fase inicial da prova.

O Mundial de 2026 será disputado em 16 cidades distribuídas pelos três países organizadores.

México

  • Cidade do México
  • Guadalajara
  • Monterrey

Canadá

  • Toronto
  • Vancouver

Estados Unidos

  • Atlanta
  • Boston
  • Dallas
  • Houston
  • Kansas City
  • Los Angeles
  • Miami
  • Filadélfia
  • São Francisco (Bay Area)
  • Seattle
  • Nova Iorque/Nova Jérsia

Os Estados Unidos receberão a maioria dos encontros, incluindo todas as partidas a partir dos quartos-de-final, bem como as meias-finais e a final. No total, o país acolherá cerca de três quartos dos jogos do torneio.

Estádios preparados para fazer história

Entre os recintos escolhidos destacam-se alguns dos maiores e mais modernos estádios do mundo.

O Estádio Azteca, na Cidade do México, volta a receber um Mundial quarenta anos depois da histórica edição de 1986. Já o SoFi Stadium, em Los Angeles, o AT&T Stadium, em Dallas, e o Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, representam o que existe de mais avançado em termos de infra-estruturas desportivas na América do Norte.

O MetLife Stadium, situado em East Rutherford, no estado de Nova Jérsia, foi escolhido para acolher a final da competição no dia 19 de Julho. Com capacidade superior a 80 mil espectadores, o recinto receberá o jogo que determinará o novo campeão mundial.

Segurança sem precedentes

A dimensão do torneio levou as autoridades dos três países anfitriões a desenvolver uma das maiores operações de segurança alguma vez montadas para um evento desportivo. Mais de 400 organismos policiais e de segurança participam no plano coordenado que envolverá monitorização aérea, controlo de fronteiras, inteligência cibernética e protecção de infra-estruturas críticas.

Segundo responsáveis norte-americanos, canadianos e mexicanos, o desafio é particularmente complexo devido à necessidade de coordenar operações simultâneas em três países diferentes, com milhões de adeptos a deslocarem-se constantemente entre cidades e fronteiras.

Impacto económico gigante

Estudos preliminares indicam que o Mundial poderá gerar dezenas de milhares de milhões de dólares para as economias dos países anfitriões. O sector do turismo é um dos principais beneficiários esperados, com hotéis, restaurantes, empresas de transporte e comércio a registarem um aumento significativo da procura.

Nos Estados Unidos, relatórios económicos divulgados nas últimas semanas já apontam para um crescimento do emprego associado às preparações do torneio, sobretudo nos sectores da hotelaria, entretenimento e serviços.

África em destaque

Para o continente africano, a expansão para 48 equipas representa uma oportunidade histórica. O número de vagas africanas aumentou significativamente, permitindo a presença de mais selecções do que em qualquer outra edição do Mundial.

A expectativa é que equipas tradicionais como Senegal, Marrocos, Egipto, Tunísia, Argélia e África do Sul tenham condições para realizar campanhas competitivas e reforçar o protagonismo africano no cenário internacional, especialmente após o desempenho histórico de Marrocos no Mundial de 2022.

A contagem decrescente terminou

Depois de anos de preparação, investimentos bilionários, obras de modernização e uma intensa mobilização logística, o Mundial de 2026 está finalmente pronto para começar. A FIFA prevê uma audiência global superior a cinco mil milhões de espectadores ao longo do torneio, números que poderão transformar esta edição na mais acompanhada da história do desporto.

Quando a bola começar a rolar no Estádio Azteca, na tarde de 11 de Junho, não estará apenas a começar mais um Campeonato do Mundo. Estará a iniciar-se uma competição que simboliza uma nova dimensão do futebol global: maior, mais longa, mais inclusiva e mais internacional do que qualquer outra realizada anteriormente. Durante 39 dias, os olhos do planeta estarão voltados para a América do Norte, onde 48 nações lutarão pelo troféu mais cobiçado do futebol mundial.




Ilda Matabel quer inspirar outras mulheres a acreditarem no seu potencial

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A Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Yolanda Fernandes, conferiu posse, na Terça-feira, dia 2 de Junho, à Vice-presidente da CCM para os Assuntos Internos, Ilda Matabel, com o objectivo de reforçar a capacidade institucional e adequar a sua estrutura às exigências do actual contexto empresarial. 

Na ocasião, o Presidente da CCM, Lucas Chachine, empossou os Assessores da Presidência, os Vice-presidentes Regionais: para as zonas Sul e Norte do país, os Delegados Provinciais e Internacionais, concretamente de Mumbai, na Índia, Macau e Ruanda para o mandato 2026-2029.

Lucas Chachine afirmou que a presença da CCM em todo o país e além-fronteiras representa a aproximação dos seus serviços de apoio e busca de soluções para as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME).

Aos empossados, o presidente da CCM recomendou que trabalhem para a expansão de negócios e para a identificação de fontes alternativas de financiamento às MPME, uma vez que a maioria enfrenta dificuldades para responder às exigências da banca comercial.

“Continuemos empenhados em mobilizar parceiros para capacitar os nossos empresários, aumentar a produção e a produtividade nacional com qualidade para abastecer o mercado interno e incrementar as exportações”, realçou.

Por sua vez, reconhecendo que as MPME representam a espinha dorsal da economia nacional, gerando emprego, rendimento e oportunidades para milhares de famílias moçambicanas, a recém-empossada Delegada da CCM em Nampula, Monica Giquira, assumiu, em representação dos empossados, o compromisso de trabalhar de forma coordenada, inclusiva e próxima dos empresários.

SegundoMonica, o compromisso passa por dar continuidade com os objectivos estratégicos da CCM, nomeadamente: intensificar a formalização dos negócios, auscultar as preocupações dos membros para busca de soluções através do diálogo público-privado, prover capacitação técnica, buscar financiamento para as MPME, e oportunidades para integração das empresas nas cadeias de valor nacionais e internacionais.

“Como membros, esperamos uma liderança activa, capaz de fortalecer o diálogo com o Governo, atrair parceiros e criar mais oportunidades para o crescimento das empresas nacionais”, afirmaram.

Por sua vez, a Vice-presidente da CCM para os Assuntos Internos, Ilda Matabel,referiu: “Neste momento,assumo este cargo com muita gratidão pela confiança, e sentido de responsabilidade. Este momento não é apenas uma conquista minha, mas sim um reconhecimento da força, dedicação e resiliência das mulheres empresárias que, todos os dias, ajudam a construir o nosso país”.

A nova empossada defende que as mulheres já provaram que sabem liderar, gerir e inovar, criando empregos e transformando as suas comunidades. “Por isso, apoiar o empreendedorismo feminino, com formação e mais oportunidades, vai ser um passo fundamental na gestao da CCM”.

Na liderança da Câmara, Ilda Matabelassegura que, o seu compromisso vai ser trabalhar com total transparência, profissionalismo e espírito de equipa. “Quero inspirar outras mulheres a acreditarem no seu potencial e a ocuparem espaços de decisão. O futuro pertence a quem tem coragem de inovar, e as mulheres moçambicanas estão mais do que prontas para liderar essa mudança”.

Aempresária garante que a grande prioridade durante o seu mandato (2026-2029) vai ser colocar as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) no centro das atenções, “porque elas são o verdadeiro motor da economia nacional”.

Para tais, a fonte aponta que a CCM vai focar-se emtrabalhar para que os empresários tenham acesso mais fácil a formação, financiamento, novas tecnologias e informações de mercado, e no Ambiente de Negócios -a CCM vai ajudar as empresas a formalizarem os seus negócios e lutar por um mercado mais justo, transparente e atrativo para novos investimentos.

“Queremos que a CCM seja a grande porta de entrada e saída para os negócios em Moçambique. O nosso papel será abrir caminhos para que as nossas empresas participem nos grandes projetos e fechem parcerias locais e internacionais, atrair mais investimento usando a nossa rede de diplomacia económica para trazer novos investidores, fazer parcerias com embaixadas e trazer marcas globais para o país”, sublinhou.

A Vice-presidente da CCM diz que oseu diferencial na sua governação será liderar com proximidade, transparência e inovação.”Contribuir num modelo de trabalho baseado no apoio de empresáriosaos pequenos e médios negócios e no uso de ferramentas digitais para facilitar o acesso a formação e informação, parcerias (networking) e novos mercados. Queremos uma Câmara moderna, onde todos tenham voz e espaço para crescer”.

“Mais do que gerir uma instituição, o meu papel é ouvir e apoiar na resolução dos problemas dos empresários, evamos como equipe transformar os problemas em soluções práticas, garantindo que a Câmara funcione como o motor do sucesso de cada associado. Ciente de que o futuro constrói-se juntos, estamos prontos para liderar essa modernização”, concluiu Ilda.




Moçambique assume  Presidência da Comissão das Bacias dos Rios Incomáti e Maputo

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País sucede à África do Sul na liderança da INMACOM e defende reforço da cooperação regional face aos desafios das mudanças climáticas

A República de Moçambique assumiu esta sexta-feira a presidência rotativa da Comissão das Bacias Hidrográficas dos Rios Incomáti e Maputo (INMACOM), reafirmando o seu compromisso com a gestão sustentável e equitativa dos recursos hídricos partilhados, bem como com o fortalecimento da cooperação regional para enfrentar os desafios decorrentes das mudanças climáticas.

Falando durante a Primeira Reunião do Conselho de Ministros da INMACOM, o Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, destacou a importância estratégica da Comissão na promoção da utilização sustentável das águas das bacias dos rios Incomáti e Maputo, sublinhando que a cooperação entre os Estados-membros tem contribuído para melhorar a qualidade de vida das populações e impulsionar o desenvolvimento económico da região.

Na sua intervenção, o governante agradeceu ao Governo da África do Sul pela organização do encontro e pelo trabalho realizado durante o período em que exerceu a presidência da Comissão, desde a sua criação em 2021.

“Os esforços desencadeados pelos Estados-membros demonstram o seu compromisso com a agenda do desenvolvimento sustentável, através da cooperação regional, cujos resultados são visíveis na coordenação das acções, na partilha de informação hidrológica, na monitoria da qualidade da água e na mobilização de recursos para a implementação de projectos conjuntos”, afirmou.

Segundo o Ministro, a partilha de informação em tempo útil e a coordenação regional têm desempenhado um papel fundamental na mitigação dos efeitos dos eventos climáticos extremos, contribuindo para a redução significativa das perdas de vidas humanas e dos prejuízos económicos associados a cheias e secas.

Ao assumir a presidência da Comissão, Moçambique comprometeu-se a prosseguir os esforços de mobilização de recursos para a implementação da Estratégia da INMACOM 2023–2028, recentemente adoptada pelos Estados-membros.

“O nosso país assume esta responsabilidade com elevado sentido de compromisso, responsabilidade e respeito por todos os actores que intervêm na gestão das bacias hidrográficas partilhadas”, declarou.

O governante reconheceu que a região continua a enfrentar desafios significativos decorrentes da ocorrência cíclica de cheias severas e secas prolongadas, fenómenos agravados pelas mudanças climáticas. Neste contexto, defendeu o reforço da cooperação internacional, do diálogo permanente e da negociação entre os países que partilham recursos hídricos transfronteiriços.

Durante a reunião, Moçambique agradeceu ainda o apoio prestado pelos países-membros da Comissão, pelo Secretariado da INMACOM e pelos parceiros de cooperação, cujo contributo tem sido determinante para a implementação de iniciativas voltadas para a gestão sustentável das bacias hidrográficas.

Na ocasião, Fernando Rafael reiterou o compromisso do Estado moçambicano com os princípios estabelecidos no Protocolo da SADC sobre Cursos de Água Partilhados e com os instrumentos regionais de cooperação hídrica, assegurando que a presidência moçambicana trabalhará para garantir a implementação efectiva das decisões e estratégias adoptadas.

A Comissão das Bacias Hidrográficas dos Rios Incomáti e Maputo reúne Moçambique, África do Sul e Eswatini, tendo como principal missão promover a gestão integrada, sustentável e cooperativa dos recursos hídricos partilhados pelas três nações.




Crise xenófoba: Governo já assistiu 545 moçambicanos repatriados da África do Sul

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O Governo moçambicano já prestou assistência humanitária, sanitária e social a 545 cidadãos nacionais repatriados da África do Sul, na sequência da onda de violência xenófoba que, nas últimas semanas, atingiu várias comunidades de migrantes africanos na província sul-africana do Cabo Ocidental.

A informação foi avançada esta quinta-feira, em Maputo, pelo Ministro da Saúde, Hussene Isse, durante uma conferência de imprensa convocada para actualizar o país sobre as medidas adoptadas pelo Executivo face à situação que afecta centenas de moçambicanos residentes no país vizinho.

Segundo o governante, os cidadãos regressados foram acolhidos através de uma operação multissectorial coordenada pelo Estado, envolvendo os sectores da Saúde, Migração, Assistência Social, Gestão de Riscos e Calamidades, bem como as representações diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul.

“Estamos a garantir assistência integral aos nossos compatriotas, desde o acolhimento inicial, triagem sanitária, apoio alimentar e psicológico até ao encaminhamento para as respectivas comunidades de origem”, explicou Hussene Isse.

Os dados oficiais indicam que a maioria dos repatriados tem como destino as províncias de Gaza, Maputo e Inhambane, regiões historicamente ligadas aos fluxos migratórios para a África do Sul em busca de emprego e melhores condições de vida.

A situação de insegurança no Cabo Ocidental agravou-se nas últimas semanas, particularmente em localidades como Mossel Bay e Kleinmond, onde grupos de residentes organizaram manifestações contra cidadãos estrangeiros, acusando-os de competir por empregos e serviços públicos. Os protestos degeneraram em actos de intimidação, destruição de bens e confrontos violentos, levando centenas de migrantes a procurarem abrigo temporário em centros de acolhimento e instalações municipais.

Perante o recrudescimento da violência, o Governo moçambicano activou mecanismos de contingência para facilitar o regresso voluntário dos cidadãos afectados. As autoridades estimam que centenas de outros moçambicanos ainda permanecem em território sul-africano, alguns deles em locais considerados seguros enquanto aguardam orientação das autoridades consulares.

A crise tem merecido atenção ao mais alto nível político em ambos os países. Em Pretória, o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, condenou publicamente os actos de violência e apelou ao respeito pela lei, advertindo que o combate à imigração irregular não pode servir de justificação para ataques contra cidadãos estrangeiros.

Na província do Cabo Ocidental, o primeiro-ministro provincial, Alan Winde, também condenou energicamente os actos de intimidação e violência, defendendo que qualquer preocupação relacionada com questões migratórias deve ser tratada através dos mecanismos legais e institucionais previstos pela Constituição sul-africana.

Entretanto, o Governo moçambicano continua a acompanhar com preocupação a evolução da situação. Dados apresentados pelo Conselho de Ministros apontam para centenas de cidadãos afectados pelos incidentes e para a existência de vítimas mortais associadas ao actual surto de violência, um cenário que reacendeu o debate sobre a necessidade de reforçar a protecção dos migrantes moçambicanos na região da África Austral.

Durante a conferência de imprensa, Hussene Isse abordou igualmente outro assunto que tem mobilizado as autoridades nacionais. O Ministro confirmou, com profundo pesar, a morte de dois cidadãos moçambicanos na sequência de um incêndio ocorrido numa unidade hoteleira em Nova Deli, na Índia.

Segundo explicou, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, através da missão diplomática moçambicana acreditada naquele país asiático, encontra-se a trabalhar em estreita coordenação com as autoridades indianas para assegurar o cumprimento dos procedimentos legais, a identificação completa das vítimas e o apoio necessário às respectivas famílias.

O governante assegurou que o Executivo continuará a prestar assistência aos familiares dos falecidos e reiterou o compromisso do Estado de proteger os interesses dos cidadãos moçambicanos dentro e fora do país.

Enquanto prosseguem os esforços diplomáticos e humanitários, as autoridades moçambicanas apelam à serenidade das comunidades afectadas e reafirmam que o acompanhamento da situação na África do Sul permanece uma prioridade nacional, numa altura em que milhares de famílias dependem das remessas enviadas pelos trabalhadores migrantes estabelecidos naquele país.




Daniel Chapo em Manica: “O nosso foco está no desenvolvimento dos distritos”

Inauguracao da Fabrica de Enchidos de Macate

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu esta quinta-feira a necessidade de aumentar a produção nacional e expandir as oportunidades de emprego como resposta aos desafios impostos pela actual conjuntura económica internacional, durante a inauguração de uma fábrica de enchidos no distrito de Macate, província de Manica.

Na ocasião, o Chefe do Estado enalteceu o investimento realizado, destacando que o empreendimento não se limita ao processamento de carne suína, abrangendo igualmente actividades de criação de gado bovino, aves, coelhos e produção de hortícolas. Segundo afirmou, estas iniciativas contribuem para o fortalecimento da cadeia de valor agropecuária, promovendo a segurança alimentar e impulsionando o desenvolvimento económico local.

Daniel Chapo referiu que o actual cenário internacional, caracterizado pela subida dos preços dos combustíveis e dos bens essenciais, exige que Moçambique reforce a sua capacidade produtiva, sobretudo através da agricultura familiar. Neste contexto, reiterou o apelo à implementação da iniciativa “Uma Família, Uma Horta”, apontando-a como uma das estratégias para aumentar a resiliência das famílias moçambicanas face às dificuldades económicas.

O Presidente da República destacou igualmente o papel do sector privado na geração de emprego, particularmente para os jovens, considerando que investimentos desta natureza demonstram o potencial da produção nacional para dinamizar as economias locais e criar oportunidades de rendimento para as comunidades.

Durante a sua intervenção, o Chefe do Estado abordou também os resultados alcançados pelo Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL), sublinhando que vários beneficiários já conseguiram expandir os seus negócios e cumprir com as obrigações de reembolso. Face ao desempenho positivo do mecanismo em diversos distritos do país, anunciou que o Governo decidiu duplicar os recursos disponibilizados através deste fundo.

“O objectivo é continuar a apoiar os jovens, as mulheres e os homens com iniciativas empreendedoras, promovendo a criação de pequenas e médias empresas, geração de renda e emprego nas comunidades”, afirmou.

Na mesma ocasião, Daniel Chapo destacou a criação do Fundo Empodera, iniciativa orientada para o financiamento de projectos liderados por mulheres. Segundo o Presidente, o fundo reconhece e valoriza o papel fundamental desempenhado pelas mulheres na gestão das famílias e no desenvolvimento da economia local.

O Chefe do Estado reiterou ainda que a estratégia governativa assenta numa governação de proximidade, baseada no contacto directo com as populações e no acompanhamento permanente dos projectos de desenvolvimento implementados em todo o território nacional.

“O nosso foco está no desenvolvimento dos distritos. Quando o distrito se desenvolve, a província desenvolve-se; e quando a província se desenvolve, Moçambique também se desenvolve”, declarou.

A visita ao distrito de Macate integra o programa de trabalho que o Presidente da República realiza na província de Manica, no âmbito da governação participativa e inclusiva, visando acompanhar de perto a implementação das políticas públicas e incentivar iniciativas geradoras de emprego, rendimento e desenvolvimento sustentável.




IV Conferência Internacional: Moçambique deve fortalecer a arbitragem para reforçar a confiança dos investidores

Gilberto Correia, presidente da Comissão de Internacionalização de Moçambique do Centro de Arbitragem Comercial (1)

 O presidente da Comissão de Internacionalização de Moçambique do Centro de Arbitragem Comercial (CIM-CAC), Gilberto Correia, defendeu, quinta-feira, 4 de Junho, na cidade de Maputo, o fortalecimento da arbitragem em Moçambique, considerando que o País deve dispor de mecanismos de resolução de conflitos céleres, especializados e previsíveis para responder às exigências das relações comerciais e reforçar a confiança dos investidores.

Segundo o responsável, a arbitragem constitui, actualmente, o meio de resolução de conflitos comerciais mais utilizado a nível internacional, desempenhando um papel importante na dinamização da actividade económica e na atracção de investimento.

“Um país que queira atrair investimento, que queira dinamizar as relações comerciais internas e internacionais, precisa de mecanismos expeditos, previsíveis e especializados, como é a arbitragem”, frisou.

O também antigo bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique destacou os esforços que têm vindo a ser desenvolvidos para o fortalecimento da comunidade arbitral moçambicana, referindo que as três edições do curso intensivo de árbitros promovidas no âmbito da conferência permitiram formar 90 profissionais com padrões internacionais de qualidade e excelência.

Gilberto Correia, árbitro e especialista em contencioso e arbitragem comercial, falava na abertura da IV Conferência Internacional de Arbitragem, iniciativa promovida pela CIM-CAC, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa. O evento reuniu especialistas de vários países do espaço lusófono.

Na ocasião, o presidente do Tribunal Supremo, Adelino Muchanga, destacou a importância da confiança dos agentes económicos nas instituições e nos mecanismos de resolução de conflitos, como é o caso da arbitragem, defendendo uma justiça capaz de responder às exigências do desenvolvimento económico e da integração dos mercados.

“Nenhuma economia pode prosperar plenamente sem mecanismos eficazes, céleres e previsíveis de administração da justiça”, declarou o magistrado, acrescentando que a arbitragem assume uma importância estratégica na promoção de um ambiente de negócios assente na confiança e na previsibilidade.

Na sua intervenção, Adelino Muchanga realçou a pertinência do investimento na formação de árbitros, advogados e magistrados, no fortalecimento dos centros de arbitragem, no aperfeiçoamento do quadro legislativo e no aprofundamento da cooperação entre tribunais judiciais e arbitrais.

Por sua vez, a presidente do Centro de Arbitragem Comercial da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, Mariana França Gouveia, sublinhou a importância do desenvolvimento de um ambiente arbitral em Moçambique que inspire confiança aos operadores económicos nacionais e internacionais, realçando o apoio que os tribunais moçambicanos têm vindo a prestar à arbitragem.

“Isso faz-se paulatinamente, criando confiança. Esta conferência também tem esse propósito de mostrar à comunidade que este é um instrumento muito importante, que é apoiado e desenvolvido, contribuindo igualmente para dar visibilidade internacional à arbitragem em Moçambique”, afirmou.

A especialista enalteceu a importância da formação contínua, da partilha de experiências e do fortalecimento dos laços entre profissionais da área, com vista à criação de uma comunidade arbitral lusófona robusta e benéfica para todos.

A responsável chamou também à atenção para a necessidade de uma maior participação de profissionais africanos, em particular os moçambicanos, nos processos arbitrais internacionais, observando que a escassez de árbitros com experiência internacional continua a constituir um dos desafios para o desenvolvimento da arbitragem no continente.

A IV Conferência Internacional de Arbitragem reuniu especialistas de diversos países, proporcionando um espaço de reflexão, partilha de experiências e cooperação institucional, ao mesmo tempo que reforçou a afirmação de Maputo e de Moçambique como plataformas de referência para o debate jurídico e arbitral no espaço africano e lusófono.

O evento foi antecedido por uma formação intensiva destinada à capacitação de profissionais interessados em aprofundar conhecimentos teóricos e práticos sobre o processo arbitral, incluindo módulos sobre o estatuto do árbitro, condução eficiente do processo arbitral, simulação de audiências e elaboração da decisão arbitral, entre outros temas.




Presidente Chapo defende diálogo e alerta contra desinformação durante visita ao distrito de Guro

PR no comiciom em Guro

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reafirmou esta quinta-feira, no distrito de Guro, província de Manica, que o diálogo continua a ser o principal instrumento para a resolução de divergências em Moçambique, defendendo que a convivência pacífica e o respeito pelas diferenças são fundamentais para consolidar a reconciliação nacional e acelerar o desenvolvimento do país.

Falando num comício popular realizado no âmbito da sua visita de trabalho de três dias à província de Manica, inserida na iniciativa de Governação de Proximidade, o Chefe do Estado apelou à preservação da paz, da unidade nacional e da segurança, sublinhando que não é possível alcançar um desenvolvimento sustentável sem estabilidade social.

Na ocasião, Daniel Chapo alertou para os perigos da desinformação e dos boatos, que classificou como “inimigos do povo”, afirmando que muitos dos episódios de violência e destruição registados após as últimas eleições tiveram origem na circulação de informações falsas.

“O diálogo é a melhor forma de resolvermos as nossas diferenças. Devemos continuar a promover a paz, a unidade nacional e a convivência harmoniosa entre todos os moçambicanos”, declarou.

O Presidente recordou que, no período pós-eleitoral, foram destruídas diversas infraestruturas públicas e privadas, incluindo escolas, unidades sanitárias, postos de abastecimento de combustível e estabelecimentos comerciais, situação que acabou por afectar directamente as comunidades beneficiárias desses serviços.

Segundo o estadista, a destruição de bens públicos e privados representa um retrocesso para o desenvolvimento nacional, uma vez que obriga o Governo a canalizar recursos para a reconstrução de infraestruturas já existentes, em detrimento da expansão de serviços essenciais como educação, saúde, energia e abastecimento de água.

Durante o comício, Chapo apelou igualmente ao reforço da vigilância comunitária, defendendo uma participação activa dos cidadãos na preservação da ordem pública e na denúncia de comportamentos que possam colocar em risco a paz e a segurança das populações.

“A melhor polícia que Moçambique tem é o seu próprio povo”, afirmou, incentivando as comunidades a rejeitarem tentativas de manipulação social e a combaterem a disseminação de informações falsas.

O Chefe do Estado condenou ainda a propagação de boatos relacionados com surtos de cólera e alegados casos de desaparecimento ou atrofia de órgãos sexuais por contacto físico, classificando essas narrativas como falsas e responsáveis por episódios de violência, perseguições e destruição de bens em algumas regiões do país.

Relativamente ao processo de reconciliação nacional, Daniel Chapo defendeu que as diferenças de opinião devem ser encaradas como uma oportunidade para fortalecer a democracia e a convivência social, e não como motivo para conflitos.

Neste contexto, destacou a importância do Diálogo Nacional Inclusivo em curso, considerando-o uma plataforma essencial para a construção de consensos e para o reforço da unidade entre os moçambicanos.

No capítulo do desenvolvimento económico local, o Presidente anunciou o reforço do Fundo de Desenvolvimento Económico Local, com o objectivo de apoiar iniciativas de jovens, mulheres e outros empreendedores do distrito de Guro.

A medida visa estimular a criação de emprego, a geração de renda e a melhoria das condições de vida das populações, contribuindo para o crescimento económico sustentável das comunidades locais.

A visita presidencial à província de Manica prossegue até sábado, no âmbito da Governação de Proximidade, iniciativa que visa reforçar o contacto directo entre os governantes e as populações, bem como acompanhar a implementação de programas de desenvolvimento a nível local.