Marracuene Avança na Gestão de Resíduos Sólidos com Parceria entre Conselho Municipal e REVIMO
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written by Publicações | 9 de Fevereiro, 2026
O Conselho Municipal de Marracuene e a empresa REVIMO, S.A. assinaram recentemente um Memorando de Entendimento que estabelece um quadro de cooperação para a gestão de resíduos sólidos no município. O acordo abrange a recolha, remoção, colocação de contentores e manutenção de limpeza ao longo das estradas concessionadas, incluindo a Estrada Nacional N1, a Circular e a via de acesso à Macaneta. Segundo o memorando, a REVIMO irá subcontratar uma empresa especializada para executar os serviços de gestão de resíduos sólidos. A medida visa assegurar que os serviços sejam realizados com profissionalismo, eficiência e dentro das normas ambientais vigentes. Esta parceria é considerada um reforço da responsabilidade social corporativa da REVIMO e evidencia o compromisso conjunto com um Marracuene mais limpo, seguro e sustentável. Para o Conselho Municipal, trata-se de um passo importante na promoção de práticas ambientais responsáveis e na melhoria da qualidade de vida da população local. É de salientar que o Município de Marracuene completou recentemente dois anos desde a sua criação. Até o momento, o município ainda não recebeu reembolsos relativos às taxas de lixo, o que torna esta iniciativa ainda mais relevante para a manutenção da limpeza urbana e a gestão adequada dos resíduos sólidos. Além das ações práticas de recolha e remoção de lixo, o projeto também prevê sensibilizar a população sobre a importância da deposição correta dos resíduos, contribuindo para a preservação ambiental e o bem-estar da comunidade. Com esta iniciativa, Marracuene reforça o seu compromisso com a sustentabilidade e demonstra que a colaboração entre o setor público e o privado pode gerar impactos positivos na vida dos munícipes.
OAM recebe PIMO para discussão de estratégia de assistência legal de interesse público
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written by Publicações | 9 de Fevereiro, 2026
A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) recebe, nesta quarta-feira, representantes do Partido Independente de Moçambique (PIMO), num encontro de carácter institucional, com o objectivo de discutir uma estratégia de assistência legal orientada às actividades económicas e sociais de interesse público desenvolvidas pelo Estado e pelo Governo. Durante a reunião, as partes analisaram possíveis mecanismos de cooperação jurídica destinados a reforçar a legalidade, a transparência e a protecção dos interesses colectivos, no âmbito das iniciativas de interesse público da Nação moçambicana, em estrita observância da Constituição da República de Moçambique e da legislação em vigor. Não envolve nem abrangerá actividades de natureza político-partidária, estando limitada exclusivamente a iniciativas de carácter público, social e económico que contribuam para o desenvolvimento nacional e para o fortalecimento do Estado de Direito. O PIMO reiterou o seu compromisso com a defesa da legalidade, da justiça e do interesse público, actuando de forma independente, imparcial e sem qualquer vinculação ou protagonismo partidário, em conformidade com os princípios que regem a advocacia e o seu papel constitucional na sociedade moçambicana. O Partido Independente de Moçambique destacou ainda a importância do diálogo institucional com os órgãos da justiça, reconhecendo o papel fundamental da advocacia na promoção da boa governação, da cidadania e do respeito pelas normas constitucionais e legais. O encontro enquadra-se num conjunto de iniciativas destinadas a fortalecer a cooperação institucional e a promover acções jurídicas que beneficiem a sociedade moçambicana no seu todo, salvaguardando o interesse público e o respeito pelo Estado de Direito Democrático. A Ordem dos Advogados de Moçambique reafirma-se como defensora dos interesses do povo moçambicano. No âmbito do Projecto Novo Moçambique, uma sociedade de negócios multifamiliar registada como Sociedade Anónima na Conservatória das Entidades Legais, o povo assume o papel de titular do projecto, participando como accionista empresarial do Estado através das Unidades de Produção Familiar (UPF’s), nos termos da Lei da Inclusão n.º 10/2025, de 11 de Abril. Esta iniciativa constitui a base de suporte e motivação para o PIMO convidar as autoridades operacionais da justiça a acompanharem e assistirem juridicamente as promessas endossadas em favor do povo, sem qualquer tipo de chantagem política.
Presidente da República felicita Selecção Nacional de Futsal pela qualificação para o CAN Marrocos 2026
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written by Publicações | 9 de Fevereiro, 2026
República, Daniel Chapo, felicitou a Selecção Nacional de Futsal pela vitória, por 3–1, frente à Mauritânia, resultado que garantiu a qualificação de Moçambique para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de Futsal, a realizar-se em Marrocos, em 2026. Numa mensagem dirigida à equipa, o Chefe do Estado destacou o talento, a disciplina e o elevado sentido patriótico demonstrados pelos atletas ao longo da campanha de apuramento, sublinhando que o desempenho alcançado reflecte o compromisso e a entrega com que a selecção tem representado o país nas competições internacionais. Daniel Chapo estendeu igualmente as felicitações à equipa técnica e a todo o staff de apoio, cujo trabalho, dedicação e profissionalismo considerou fundamentais para a conquista do apuramento, frisando que o sucesso alcançado resulta de um esforço colectivo e bem coordenado. O Presidente da República referiu que a presença de Moçambique no CAN de Futsal Marrocos 2026 constitui um marco relevante para o desenvolvimento da modalidade no país e um motivo de orgulho nacional, reiterando a importância do desporto como factor de coesão social e de projecção da imagem de Moçambique no contexto continental. Na mesma mensagem, o Chefe do Estado encorajou a Selecção Nacional de Futsal a manter o espírito de união, a disciplina e o foco competitivo, manifestando confiança de que a equipa continuará a dignificar as cores nacionais e a representar condignamente o país na maior prova africana da modalidade.
INSS reforça apoio às vítimas das cheias no país
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written by Publicações | 9 de Fevereiro, 2026
O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) continua a reforçar o seu apoio às populações afectadas pelas chuvas intensas e cheias que assolam várias regiões do país. No âmbito dessa acção solidária, o director-geral do INSS, Joaquim Moisés Siúta, procedeu, nesta quinta-feira, à entrega de mais um lote de bens alimentares e outros materiais de primeira necessidade ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). A entrega enquadra-se na campanha nacional de solidariedade lançada em todo o território nacional e na diáspora, com vista a mitigar os impactos da situação de calamidade provocada pelas intempéries. As cheias afectaram de forma severa diversas comunidades, com destaque para as províncias de Maputo, Gaza, Sofala, Manica, Zambézia e Niassa, bem como a Cidade de Maputo. Segundo o director-geral do INSS, esta iniciativa reafirma o compromisso da instituição em apoiar os esforços do Governo na resposta às emergências e na assistência às populações vulneráveis, sublinhando a importância da solidariedade institucional e social em momentos de crise. Os bens entregues incluem produtos alimentares e outros materiais essenciais, que serão distribuídos pelo INGD às famílias afectadas, de acordo com as necessidades identificadas no terreno. O INSS apela, igualmente, à continuidade do espírito de solidariedade por parte de instituições públicas, privadas e da sociedade civil, de modo a garantir uma resposta coordenada e eficaz à situação. O Governo, através das instituições competentes, continua a acompanhar a evolução da situação nas zonas afectadas, reforçando as acções de assistência humanitária e de redução do risco de desastres, com o objectivo de salvaguardar vidas humanas e minimizar os danos causados pelas cheias.
EDM IMPOSSIBILITADA DE PROSSEGUIR COM TRABALHOS DE EMERGÊNCIA DEVIDO À INTRANSITABILIDADE DA VIA DE ACESSO
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written by Publicações | 9 de Fevereiro, 2026
A Electricidade de Moçambique, (EDM), informa aos seus estimados clientes e ao público em geral da Província de Cabo Delgado que se encontra temporariamente impedida de prosseguir com os trabalhos de intervenção de emergência na Linha de Transporte de Energia Eléctrica, no troço Namialo – Metoro, que liga as Províncias de Nampula e Cabo Delgado, devido à intransitabilidade da via de acesso às infra-estruturas afectadas. A situação resulta das chuvas intensas que continuam a afectar o Norte do País, as quais provocaram a degradação acentuada das vias de acesso, impossibilitando a circulação de meios pesados e equipamentos técnicos indispensáveis à execução segura dos trabalhos de reforço das torres de transporte de energia eléctrica que se encontram em situação de risco iminente de queda. Não obstante os esforços desenvolvidos no terreno, as equipas técnicas da EDM foram forçadas a suspender temporariamente as actividades, uma vez que as actuais condições da via não garantem a segurança dos técnicos, dos equipamentos e das próprias infra-estruturas. A empresa encontra-se a avaliar, em coordenação com as entidades competentes, soluções alternativas de acesso, de modo a permitir a retoma dos trabalhos logo que estejam reunidas as condições mínimas de segurança. Enquanto persistirem estas limitações de acesso, o fornecimento de energia eléctrica à Província de Cabo Delgado poderá continuar a registar perturbações, situação que a EDM acompanha com elevada preocupação, tendo em conta o impacto socioeconómico que a mesma representa para as populações e para as actividades em curso. A Electricidade de Moçambique lamenta profundamente os transtornos causados aos clientes das zonas afectadas e ao público em geral, e apela à compreensão de todos, reafirmando o seu compromisso em restabelecer a normalidade do fornecimento de energia eléctrica logo que as condições de acesso o permitam, salvaguardando sempre a segurança das pessoas e das infra-estruturas.
A ENTREVISTA DA MBC TV COMO AULA DE JORNALISMO POLÍTICO EM MOÇAMBIQUE
Category: Opinião
written by Publicações | 9 de Fevereiro, 2026
Análise pedagógica à luz das teorias do jornalismo, política e economia
A entrevista conduzida pelo jornalista José Belmiro, com a participação de Venâncio Mondlane, Presidente da ANAMOLA e ex-candidato independente às eleições presidenciais de 2024, apoiado pelo partido PODEMOS, foi mais do que um mero encontro televisivo. Foi uma demostração concreta do exercício do jornalismo político sério em Moçambique, onde a tensão, o rigor e a defesa do interesse público se cruzaram em cena.
Poucas vezes, senão nenhuma se assiste à qualidade de entrevista em televisão com esta. Recorda-me a época do Arsénio Henrique na SOICO com MC Roger como entrevistado e noutras ocasiões com figuras sonantes da praça que não perco palavras tentando lembrar os seus nomes.
Este artigo propõe uma leitura analítica desta entrevista, ancorada em teorias clássicas do jornalismo, da ciência política e da economia política, para entender as dinâmicas entre media, política e cidadania no nosso país.
O jornalismo político em acção: José Belmiro na posição do fiscal da democracia
José Belmiro, enquanto jornalista, representou o papel definido por Bill Kovach e Tom Rosenstiel em The Elements of Journalism: a primeira lealdade do jornalista é ao público, e o seu dever é exigir transparência e coerência dos agentes políticos.
Ao confrontar Venâncio Mondlane com dados concretos e exigir explicações claras sobre propostas políticas, Belmiro encarnou o que Jay Rosen chama de jornalismo de responsabilidade pública, ou seja, um mediador crítico que não aceita discursos vagos nem retórica vazia.
No entanto, como a entrevista mostrou, a linha entre firmeza jornalística e provocação é ténue, e o tom por vezes acusatório levantou debates sobre os limites do confronto saudável, tema analisado por Pierre Bourdieu nas suas reflexões sobre os media.
Venâncio Mondlane: entre visão política e desafios da comunicação pública
Venâncio Mondlane, como líder da ANAMOLA e ex-candidato presidencial apoiado pelo PODEMOS, trouxe para o debate uma visão política estruturada, ancorada na distinção entre Estado e Governo, e na defesa de recursos internos para o desenvolvimento.
Contudo, o episódio ilustra a tensão descrita por Max Weber entre a ética da convicção e a ética da responsabilidade, pois a apresentação de ideias políticas exige também a capacidade de responder com dados concretos e realismo financeiro.
A sua atitude defensiva diante das perguntas difíceis, inclusive questionando a qualidade do jornalista, remete ao risco de deslocar o debate do conteúdo para o pessoal, conforme apontado por Hannah Arendt na sua análise da esfera pública.
A pedagogia da entrevista: ensino prático para cidadania e democracia
Como defendeu John Dewey, o jornalismo é uma ferramenta educativa essencial para o exercício da democracia. A entrevista da MBC TV expôs o público moçambicano a um modelo de comunicação onde o cidadão aprende a distinguir discurso político sério de retórica e a exigir responsabilidade.
Através da tensão e do confronto, o público foi convidado a refletir sobre os limites entre promessa e execução, entre visão e meios, um exercício vital numa democracia emergente como a nossa.
Reflexões finais para o jornalismo e a política moçambicana
A entrevista deixa lições valiosas:
Para o jornalismo, a necessidade de profissionalismo e preparação constante, sem temer o confronto, mas evitando a personalização excessiva do debate.
Para os políticos, o desafio de transparência e autocontrolo, sabendo que a comunicação pública exige mais do que discursos — exige provas, dados e respostas.
Para o público, o convite a exigir qualidade no debate político, reconhecendo o papel da imprensa como guardiã da democracia.
A entrevista entre José Belmiro e Venâncio Mondlane foi uma aula prática de jornalismo político, um exercício de democracia e um alerta para os caminhos que ainda temos pela frente na comunicação política em Moçambique. Como jornalista, reafirmo que entrevistas deste calibre devem ser a norma, não a excepção, para que o poder seja sempre escrutinado e a cidadania, fortalecida.
Yacub Sibindy defende “desfrelimização” de Daniel Chapo para liderar Diálogo Nacional Inclusivo
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written by Publicações | 9 de Fevereiro, 2026
Medida visa garantir imparcialidade na condução de reformas políticas, económicas, financeiras e sociais do país, de acordo com a Lei nº 01/2025.
O político Yacub Sibindy afirmou que é necessário “desfrelimizar” Daniel Chapo para que este possa moderar com transparência e imparcialidade o Diálogo Nacional Inclusivo. A iniciativa, segundo Sibindy, pretende preparar o país para um período de transição e reformas profundas, consolidando uma Nova Nação livre de protagonismo político, conforme prevê a Lei nº 01/2025, de 11 de abril. Corpo da matéria: Em entrevista, Sibindy explicou que a “desfrelimização” permitiria a Chapo atuar como mediador neutro, sem ligações partidárias que pudessem comprometer o processo. O Diálogo Nacional Inclusivo reúne diferentes forças políticas, sociais e económicas do país com o objetivo de debater reformas estruturais em várias áreas-chave. “A liderança de Chapo, isenta de interesses políticos, é fundamental para que o processo seja conduzido com transparência e eficácia”, disse Sibindy. Ele destacou que o período de transição contemplará reformas políticas, económicas, financeiras e sociais, necessárias para a consolidação de instituições sólidas e de uma sociedade mais inclusiva. Contexto legal: A Lei nº 01/2025, aprovada em 11 de abril, estabelece os mecanismos para garantir a neutralidade dos mediadores no Diálogo Nacional Inclusivo. Juristas consultados afirmam que a interpretação dessa lei será determinante para o sucesso do processo, especialmente no que diz respeito à prevenção de protagonismo político individual. Reações e análises: Especialistas políticos destacam que, embora a medida represente um passo importante rumo à transparência, o desafio será transformar a intenção em ações concretas. Organizações da sociedade civil enfatizam a necessidade de acompanhamento rigoroso e relatórios públicos sobre o andamento das reformas.
O país entra, assim, em um período delicado de transição, onde a liderança neutra de Chapo será colocada à prova, enquanto a sociedade observa atentamente o cumprimento da Lei nº 01/2025 e a construção de uma Nova Nação inclusiva.
Ex-guerrilheiros da RENAMO rejeitam transformação do partido em força “lobista”
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written by Publicações | 9 de Fevereiro, 2026
O porta-voz dos ex-guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), João Machava, afirmou que os desmobilizados de guerra não aceitam que o partido se transforme numa força política “lobista”, afastada dos ideais que estiveram na base da sua criação. A posição foi expressa esta terça-feira, na cidade da Matola, província de Maputo, durante a Primeira Conferência Nacional dos Desmobilizados de Guerra do Partido RENAMO, um encontro que reuniu antigos combatentes, quadros do partido e membros influentes da Comissão de Gestão. Segundo João Machava, os ex-guerrilheiros defendem uma RENAMO coerente com os seus princípios históricos e comprometida com os interesses do povo moçambicano, rejeitando práticas que, no seu entender, fragilizam o partido e comprometem a sua credibilidade política. A conferência teve como agenda central a discussão em torno da retirada de Ossufo Momade da liderança do partido, bem como a apresentação oficial da Comissão de Gestão da RENAMO a nível nacional. Os participantes defenderam a necessidade de uma nova dinâmica interna que permita o fortalecimento das estruturas partidárias e a reposição da confiança entre os membros e simpatizantes. O encontro serviu igualmente para a planificação das atividades políticas e organizacionais do partido, com vista à reorganização interna, à mobilização da base e à preparação dos próximos desafios políticos. A Primeira Conferência Nacional dos Desmobilizados de Guerra da RENAMO insere-se num contexto de intensos debates internos sobre o futuro da formação política, marcados por divergências quanto à liderança, à gestão do partido e à sua estratégia no atual cenário político nacional.
Muchanga Afirma Ter Sido Ofendido por Ossufo Momade Após Uso de Vassouras Supostamente Provenientes de Curandeiros na Campanha Eleitoral
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written by Publicações | 9 de Fevereiro, 2026
A Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) volta a enfrentar um período de forte instabilidade interna, na sequência de acusações públicas feitas por António Muchanga, membro sénior do partido e antigo deputado da Assembleia da República, que responsabiliza diretamente o presidente da formação política, Ossufo Momade, por decisões que considera ofensivas, desastrosas e politicamente prejudiciais durante o processo eleitoral de 2024. Em declarações prestadas na cidade da Matola, António Muchanga afirmou ter-se sentido profundamente ofendido pela postura assumida por Ossufo Momade, acusando-o de ter permitido a utilização de símbolos associados a práticas de curandeirismo, nomeadamente o transporte de vassouras, como parte da estratégia de campanha eleitoral. Segundo Muchanga, tal opção contribuiu para a descredibilização da RENAMO junto do eleitorado e comprometeu seriamente a sua imagem histórica enquanto força política organizada e credível. Estratégias contestadas e impacto nos resultados eleitorais Na avaliação de Muchanga, os resultados das eleições gerais de 2024 confirmam o fracasso da estratégia adotada pela atual liderança. A RENAMO registou uma perda significativa de assentos na Assembleia da República, facto que, no seu entender, demonstra uma clara desconexão entre a direção do partido e as expectativas reais dos eleitores. “O partido não ganhou absolutamente nada com essas práticas. Pelo contrário, perdemos representação parlamentar e enfraquecemos ainda mais a nossa posição política”, afirmou Muchanga, acrescentando que as decisões em causa terão sido tomadas sem uma consulta ampla às bases do partido, nem aos seus quadros mais experientes. Apelo à responsabilização e exigência de desculpas públicas Face ao impacto negativo das decisões tomadas durante o processo eleitoral, António Muchanga defende que o presidente da RENAMO deve apresentar desculpas públicas aos membros, simpatizantes e combatentes desmobilizados do partido. Para o antigo deputado, a atual gestão política está marcada por erros graves, ausência de autocrítica e desrespeito pelos valores fundadores da organização. Muchanga considera ainda que a persistente falta de responsabilização da liderança contribui para o agravamento da crise interna e reforça a necessidade de mudanças profundas na condução dos destinos do partido. Encontro na Matola antecede conferência nacional decisiva As declarações foram proferidas durante um encontro realizado na cidade da Matola, que reuniu desmobilizados de guerra da RENAMO e membros influentes da Comissão de Gestão Partidária. O evento decorreu na véspera da realização da Primeira Conferência Nacional, apontada por diversos analistas como um momento determinante para o futuro da formação política. Conferência nacional visa redefinir liderança e estratégia política A Primeira Conferência Nacional tem como principais objetivos a convocação de um congresso extraordinário, a apresentação oficial da Comissão de Gestão Partidária a nível nacional e a definição de uma nova estratégia política para a RENAMO. Na prática, a iniciativa surge como uma tentativa clara de pôr termo à liderança de Ossufo Momade, que enfrenta crescente contestação interna desde a morte do histórico líder Afonso Dhlakama. Para vários membros do partido e observadores políticos, a atual direção é considerada incapaz de preservar a identidade política da RENAMO e de responder de forma eficaz aos desafios eleitorais e organizacionais que o partido enfrenta. À medida que se aproxima o congresso extraordinário, a RENAMO entra numa fase crucial da sua história, marcada por divisões internas profundas, acusações de má liderança e um intenso debate sobre o futuro de um partido que, durante décadas, se afirmou como a principal força da oposição em Moçambique.
Município da Matola apela a investidores nacionais e estrangeiros para potenciar desenvolvimento urbano
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written by Publicações | 9 de Fevereiro, 2026
Matola – O Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Parruque, apelou ao empresariado nacional e internacional a investir nas diversas oportunidades de negócio existentes naquele município, através da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). O apelo foi lançado durante a cerimónia pública de apresentação da Conferência de Investimentos da Matola, um evento de carácter estratégico que visa promover o potencial económico da cidade e atrair investimentos para sectores prioritários do desenvolvimento urbano. A conferência será liderada pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento da Matola, responsável pela implementação de projectos estruturantes no domínio da mobilidade urbana. Na ocasião, Júlio Parruque destacou o compromisso do Conselho Municipal da Matola na criação de um ambiente de negócios favorável, assente em parcerias público-privadas, com vista a acelerar o desenvolvimento económico, modernizar as infra-estruturas urbanas e melhorar a qualidade de vida dos munícipes. Por seu turno, o Presidente da CTA, Álvaro Massingue, reafirmou a disponibilidade do sector privado em colaborar activamente com o Município da Matola na mobilização de investimentos, sobretudo na área da mobilidade urbana. Segundo Massingue, a CTA está preparada para trabalhar de forma coordenada com o município na identificação de oportunidades de investimento e na facilitação de parcerias estratégicas. “A CTA está pronta para caminhar lado a lado com a Matola”, afirmou. Entretanto, o embaixador do projecto, Ivo Mahael, anunciou que a cidade da Matola prepara importantes iniciativas para o seu futuro desenvolvimento, com destaque para a implementação do Centro Metropolitano da Matola, um empreendimento de elevado impacto económico, social e urbanístico. De acordo com Mahael, o projecto prevê a criação de um espaço moderno e organizado, com mais de três mil lojas, hotéis, restaurantes e diversas áreas de serviços, além da construção de um grande terminal integrado destinado a melhorar a organização e o fluxo de pessoas e meios de transporte que circulam diariamente na cidade. A Conferência de Investimentos da Matola surge, assim, como uma plataforma estratégica para a apresentação destes e de outros projectos estruturantes, reforçando o posicionamento da Matola como um polo económico competitivo e atractivo para o investimento sustentável, a nível nacional e regional.