Comandante-Geral da PRM Joaquim Sive diz que “‘Estamos sendo avariados pela população e exige mudança de conduta dos Agentes”
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written by Publicações | 6 de Fevereiro, 2026
O Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Joaquim Adriano Sive, fez duras observações sobre o desempenho e a postura de alguns agentes da corporação, alertando para o desgaste da imagem da polícia junto à população e para a necessidade urgente de reforço da disciplina e da formação profissional. Em declarações recentes, Sive revelou que os policiais enfrentam críticas e desconfiança da sociedade não apenas no trabalho, mas também em contextos sociais e familiares. “Como força policial, estamos todos a ser avariados pela população — no local de trabalho, em casa e em outros espaços de convívio, como reuniões de xitique, igrejas e casamentos. Basta que alguém saiba que somos policiais, e a reação das pessoas é diferente”, disse, sugerindo que nem sempre a conduta dos agentes contribui para fortalecer a confiança pública. A crítica do Comandante-Geral aponta para uma realidade delicada: embora existam elogios e sinais de reconhecimento pelo trabalho policial, há comportamentos dentro da própria corporação que fragilizam a imagem da PRM. “A segurança que transmitimos não depende apenas da nossa presença; depende de como agimos, da disciplina que mantemos e do respeito que demonstramos, mesmo fora do serviço”, enfatizou Sive. O alerta foi feito durante uma visita à Escola Prática da Polícia de Matalana, onde o Comandante-Geral avaliou a preparação para o XLIV Curso da Polícia. Sive destacou a necessidade de uma formação mais rigorosa, que não se limite às competências técnicas, mas que também fortaleça valores éticos e disciplinares. Segundo ele, a melhoria contínua da formação é essencial para prevenir que atos individuais comprometam a credibilidade da força policial. Além da formação, o Comandante-Geral sublinhou a importância de reforçar a ligação entre a polícia e a comunidade. Ele indicou que a falta de diálogo e de sensibilidade social entre alguns agentes contribui para a percepção negativa da corporação. “A polícia não pode atuar isoladamente. A confiança da população é conquistada diariamente, e cada ação do policial — dentro ou fora do serviço — reflete no coletivo”, declarou. Durante a visita, Sive inspecionou as infraestruturas da escola e acompanhou atividades formativas, chamando atenção para a necessidade de disciplina e profissionalismo consistentes, especialmente em situações de confronto com a sociedade. A crítica sugere que a PRM reconhece fragilidades internas que podem afetar a eficácia da segurança pública, caso não sejam devidamente corrigidas. O Comandante-Geral concluiu afirmando que a corporação precisa de um esforço conjunto para restaurar a imagem da polícia, fortalecer a confiança da população e garantir que os agentes atuem com integridade e responsabilidade, refletindo os valores institucionais da PRM.
Governo Provincial de Maputo desactiva 18 centros de acomodação após redução do nível das águas
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written by Publicações | 6 de Fevereiro, 2026
O Governo Provincial de Maputo desactivou 18 dos 35 Centros de Acomodação abertos para acolher vítimas das recentes inundações que afectaram vários distritos da província, na sequência da redução gradual do nível das águas nas principais bacias hidrográficas. A informação consta de um relatório oficial a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso junto do Executivo Provincial. De acordo com o documento, dos 35 Centros de Acomodação inicialmente abertos para responder à situação de emergência, 18 permanecem actualmente activos, 14 foram desactivados e 3 centros foram absorvidos, no quadro do processo de reorganização do acolhimento das famílias deslocadas. Os centros estiveram distribuídos pelos distritos de Matola (11), Boane (3), Magude (6), Manhiça (2), Marracuene (9) e Moamba (4), abrangendo as zonas mais afectadas pelas cheias provocadas pelas chuvas intensas registadas desde Janeiro. Mais de seis mil pessoas assistidas Os Centros de Acomodação activos acolhem actualmente 1.846 famílias, correspondentes a 6.973 pessoas. Segundo as autoridades, entre 12 de Janeiro e 4 de Fevereiro de 2026, todas estas pessoas beneficiaram de assistência humanitária alimentar e não alimentar, incluindo atenção especial a grupos vulneráveis, como crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas com deficiência. No processo de reorganização, dois centros — IEDA e Malongotiva — foram absorvidos, tendo as respectivas famílias sido transferidas para o Centro da Escola Secundária Gwaza-Muthini e para o Condomínio Cumbeza, no distrito de Marracuene. As autoridades provinciais referem que se regista uma saída gradual das pessoas afectadas dos centros de acomodação, motivada pela melhoria das condições nas zonas de origem, à medida que os níveis das águas baixam. Com o encerramento de 13 centros adicionais, o número de pessoas actualmente a receber assistência humanitária foi reduzido para 5.798, mantendo-se, contudo, o apoio alimentar e não alimentar nos centros ainda em funcionamento. Estradas intransitáveis em vários distritos Apesar dos sinais de melhoria, o relatório do Governo Provincial aponta que várias vias de acesso continuam intransitáveis, sobretudo nos distritos de Magude, Manhiça, Moamba, Matutuíne e Marracuene, devido ao galgamento das águas e à saturação dos pavimentos. No distrito de Magude, destacam-se a estrada R802 (Sábie/Mapulanguene), com saturação do pavimento ao quilómetro 92, e a R801 (Panjane/Macaene), afectada pela subida do caudal do rio Uanetse, ao quilómetro 29. Em Manhiça, a estrada R413 (Maragra–Calanga) encontra-se com galgamento ao quilómetro 12 e entre os quilómetros 15 e 18. Já em Moamba, a R811 (Moamba/Bondoia/Magude) apresenta galgamento das águas do rio Incomáti ao quilómetro 50. No distrito de Matutuíne, a estrada R406, no troço Salamanga–Catuane, regista galgamento entre os quilómetros 10 e 15, na zona baixa de Madubula. Em Marracuene, continuam problemáticas a R414 (Cruzamento da R413/Machubo), com galgamento ao quilómetro 2, e a R804 (Marracuene/Macaneta), onde se verifica alagamento significativo, bem como o surgimento de uma cratera junto à ponte e à cabine da portagem. Melhorias na transitabilidade e acções em curso Face à redução dos caudais das principais bacias hidrográficas nas últimas 24 horas, várias estradas anteriormente afectadas voltaram a ser transitáveis. Entre estas constam a N2 (km 10+400), a N200 (Drift de Umpala) e o Drift de Mazanbanine, no distrito de Boane. No distrito de Matutuíne, encontram-se transitáveis a R407 (Porto Henrique/Namaacha) e a R408 (Drift de Mahau). Em Manhiça, registam-se melhorias na Estrada Nacional N1, no troço 3 de Fevereiro/Incoluane, bem como na R410 (Cruzamento da N1/Ilha Josina Machele) e na N201 (Xinavane/Magude), do quilómetro 2 ao 16. Em Moamba, a estrada R402 (Moamba/Sábie/Magude) já permite circulação. Como parte das acções de resposta, equipas técnicas continuam a executar trabalhos de intervenção para ultrapassar os pontos de intransitabilidade ainda existentes. No âmbito destas acções, foi reposta a transitabilidade nos seis cortes registados na Estrada Nacional N1, no troço 3 de Fevereiro/Incoluane, encontrando-se actualmente aberto ao tráfego condicionado. As autoridades provinciais asseguram que o acompanhamento da situação permanece activo, com vista à reposição total das infra-estruturas afectadas e à conclusão segura do processo de retorno das famílias às suas zonas de origem.
Júlio Parruque reforça a frota municipal nas celebrações dos 54 anos da Matola
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written by Publicações | 6 de Fevereiro, 2026
Reforço da frota municipal aumenta em 15% a capacidade de recolha de resíduos, enquanto autarquia aposta na descentralização e na fiscalização para responder à pressão urbana A Cidade da Matola assinala 54 anos de existência num contexto particularmente complexo, marcado por intensas chuvas que, nas últimas semanas, provocaram inundações urbanas, danos em infraestruturas críticas e constrangimentos significativos à mobilidade e às actividades económicas. O cenário voltou a expor fragilidades estruturais antigas, sobretudo no que diz respeito à gestão de resíduos sólidos urbanos e ao funcionamento dos sistemas de drenagem. Dados do Conselho Municipal da Matola indicam que a acumulação de lixo em valas de drenagem e espaços públicos continua a ser um dos principais factores de agravamento das cheias em vários bairros da cidade. O crescimento urbano acelerado, aliado à pressão demográfica e a práticas persistentes de deposição inadequada de resíduos, tem colocado desafios acrescidos à capacidade de resposta do município. Foi neste quadro que, no âmbito das comemorações dos 54 anos da cidade, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Parruque, apresentou um conjunto de medidas destinadas a reforçar a capacidade operacional da edilidade na recolha e gestão de resíduos sólidos urbanos. O edil reconheceu que a limpeza urbana constitui hoje um dos principais eixos estratégicos da governação municipal, por estar directamente ligada à saúde pública, à resiliência climática e à imagem da cidade. Segundo Júlio Parruque, o desafio da limpeza urbana não se esgota na aquisição de equipamentos, exigindo igualmente uma mudança de comportamento por parte dos munícipes. O autarca sublinhou que a deposição correcta do lixo deve ser encarada como um dever cívico, defendendo a necessidade de consolidar uma cultura urbana em que práticas como atirar resíduos na via pública deixem de ser socialmente aceitáveis. No plano operacional, o município procedeu à apresentação de uma nova frota composta por 10 camiões destinados à recolha de resíduos sólidos urbanos, nomeadamente três camiões compactadores com capacidade de 16 metros cúbicos, quatro camiões basculantes de 22 metros cúbicos e três camiões do tipo skip com capacidade de 6 metros cúbicos. Estes meios juntam-se a uma frota já existente de 66 equipamentos, entre tractores, camiões basculantes, compactadores, pás carregadoras, bulldozers e skips, bem como mais de 75 contentores metálicos e plásticos distribuídos por diferentes zonas da cidade. Com este reforço, a edilidade estima um aumento de cerca de 15% da capacidade actual de recolha de resíduos sólidos urbanos. A autarquia sustenta que o impacto desta medida dependerá, em grande medida, da manutenção regular dos equipamentos e da sua distribuição equilibrada pelos bairros, sobretudo nas zonas periféricas, onde a pressão urbana tem sido mais acentuada. Entre as iniciativas estruturantes anunciadas destaca-se o projecto “Um Bairro, Um Tractor”, que prevê a alocação de 20 tractores directamente aos bairros, com o objectivo de reduzir o tempo de resposta às situações de acumulação de resíduos e reforçar a gestão descentralizada da limpeza urbana. A medida é apresentada pelo município como uma estratégia de aproximação dos serviços às comunidades e de maior responsabilização dos actores locais. Paralelamente, foram inauguradas quatro viaturas destinadas à Polícia Municipal, com vista ao reforço da fiscalização do cumprimento das posturas municipais, particularmente no que se refere à deposição ilegal de resíduos. A edilidade reconhece que a eficácia das políticas de limpeza urbana depende não apenas da capacidade operacional, mas também da aplicação efectiva de medidas sancionatórias e de acções de educação cívica. O Conselho Municipal assegura que o compromisso assumido com os munícipes da Matola inclui a implementação de um plano de manutenção preventiva e regular da frota, visando garantir a funcionalidade dos meios e evitar constrangimentos operacionais que, no passado, comprometeram a regularidade da recolha. Ao completar 54 anos, a Cidade da Matola enfrenta o desafio de conciliar crescimento urbano, resiliência climática e responsabilidade cívica. As medidas anunciadas representam um esforço de resposta estrutural, cuja eficácia será avaliada à luz da redução das inundações, da melhoria da limpeza urbana e da capacidade do município de sustentar, no médio e longo prazos, uma cidade mais organizada e ambientalmente responsável.
Lançamento do Projecto CADIR
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written by Publicações | 6 de Fevereiro, 2026
GOVERNO REAFIRMA PROMOÇÃO DE INCLUSÃO E IGUALDADE DE DIREITOS
O Governo reafirmou na manhã desta Quinta-feira, 5 de Fevereiro, em Maputo, o seu compromisso na promoção de inclusão, igualdade de oportunidades e dos direitos humanos em Moçambique.
Falando por ocasião do lançamento do Projecto _Collective Action for Disability Rights_, financiado pela Agência Norueguesa de Desenvolvimento e a ser implementado pelo Fórum das Associações de Pessoas com Deficiência (FAMOD), o Secretário de Estado de Género e Acção Social, Abdul Razak Amuzá Esmail, congratulou o esforço da FAMOD e parceiros em trabalhar com o Governo na melhoria da vida das pessoas com deficiência.
Razak destacou a melhoria do quadro normativo e a aprovação de estratégias pelo país visando promover a inclusão.
Ainda esta Quinta-feira, o FAMOD fez uma apresentação pública de contribuições da organização que deverão ser remetidas à Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo como forma de salvaguardar os interesses da pessoa com deficiência na futura criação e revisão de instrumentos normativos como resultado do diálogo.
Júlio Parruque lança projecto de drenagem de 18 km em Matlemele para mitigar inundações avaliado em 540 milhões de meticais
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written by Publicações | 6 de Fevereiro, 2026
O Presidente do Conselho Municipal sublinhou ainda que o projecto faz parte de um plano integrado de desenvolvimento urbano, voltado para a modernização das infra-estruturas básicas e para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, que se fazem sentir com maior intensidade durante o período chuvoso. Por seu turno, a moradora do bairro de Matlemele, Rosa Armando, manifestou a sua satisfação com o início das obras, referindo que a construção do sistema de drenagem era uma necessidade antiga da comunidade. “Esta obra faz muita falta. Há cerca de 16 anos que os moradores de Matlemele enfrentam problemas de inundações. Agradecemos ao Presidente do Conselho Municipal por esta iniciativa e pedimos ao empreiteiro que execute os trabalhos com seriedade e responsabilidade”, disse. As obras foram adjudicadas à empresa China Road and Bridge Corporation (CRBC) e têm início previsto para o dia 20 de Fevereiro do corrente ano, com um prazo de execução de oito meses. No âmbito da implementação do projecto, está igualmente prevista a criação de oportunidades de emprego, com prioridade para a contratação de mão-de-obra local e de bairros circunvizinhos, contribuindo para o reforço da economia local. O Conselho Municipal da Matola reafirma, deste modo, o seu compromisso com a melhoria contínua das condições de vida dos munícipes, através da implementação de projectos estruturantes que promovam o desenvolvimento urbano sustentável e a resiliência da cidade face aos desafios ambientais.
Observatório das Mulheres lidera iniciativa nacional para contestar constitucionalidade do Decreto n.º 48/2025
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written by Publicações | 6 de Fevereiro, 2026
O Observatório das Mulheres anunciou o lançamento de uma iniciativa cívica de alcance nacional destinada à recolha de assinaturas para a submissão de um pedido de declaração de inconstitucionalidade de normas constantes do Decreto n.º 48/2025. A acção, que será conduzida em articulação com diversas organizações da sociedade civil, surge num contexto de crescente preocupação quanto ao impacto do referido diploma sobre direitos, liberdades e garantias fundamentais consagrados na Constituição da República de Moçambique. Segundo informações constantes numa nota a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, o processo de recolha de assinaturas decorrerá entre os dias 04 e 19 de Fevereiro de 2026, abrangendo as 11 províncias do país. Para o efeito, serão criados pontos físicos de recolha nos escritórios do Observatório das Mulheres e em organizações parceiras que se disponibilizem a acolher a iniciativa. O objectivo é alcançar, no mínimo, 2.000 assinaturas válidas, número exigido por lei para viabilizar a submissão do pedido junto do Conselho Constitucional. Um decreto sob escrutínio constitucional No centro desta iniciativa está o Decreto n.º 48/2025, cujas disposições admitem a possibilidade de suspensão ou bloqueio de comunicações electrónicas, incluindo serviços de internet e telefonia, por decisão administrativa, sem necessidade de ordem judicial prévia e fora de um quadro legal de estado de emergência ou de sítio. Para o Observatório das Mulheres e organizações parceiras, estas normas levantam sérias dúvidas quanto à sua conformidade com a Constituição, na medida em que podem abrir espaço para restrições arbitrárias a direitos fundamentais, sem os mecanismos de controlo e salvaguarda exigidos num Estado de Direito democrático. Especialistas em direito constitucional ouvidos no âmbito desta análise alertam que a limitação de direitos como a liberdade de expressão, o direito à informação e à comunicação só pode ocorrer em circunstâncias excepcionais, claramente definidas na lei e sujeitas a controlo judicial. A ausência desses requisitos no Decreto n.º 48/2025 é vista como um potencial retrocesso democrático. Riscos de censura e erosão das liberdades civis O texto do Decreto é igualmente criticado por permitir, ainda que de forma indirecta, práticas que podem configurar censura administrativa, afectando não apenas cidadãos individuais, mas também jornalistas, activistas, organizações da sociedade civil e movimentos cívicos. A interrupção de comunicações electrónicas tem efeitos imediatos e profundos sobre: a liberdade de expressão e de imprensa; o direito de acesso à informação; o direito de reunião e manifestação pacífica; a liberdade de associação e organização cívica. Num contexto em que as plataformas digitais assumem um papel central na participação cívica, no escrutínio do poder público e na mobilização social, qualquer limitação ao acesso às comunicações deve ser tratada com máxima cautela, transparência e sujeição ao princípio da legalidade constitucional. Uma iniciativa cívica com dimensão nacional Ao liderar este processo, o Observatório das Mulheres posiciona-se como um actor central na defesa do Estado de Direito e da legalidade constitucional, sublinhando que a iniciativa não se limita a uma causa sectorial ou de género, mas diz respeito ao conjunto da sociedade moçambicana. A organização apela à participação activa de cidadãos e cidadãs, mulheres e homens, bem como de organizações da sociedade civil, movimentos cívicos, académicos, profissionais da comunicação social e todas as pessoas comprometidas com a democracia, os direitos humanos e a Constituição. “A defesa da Constituição é uma responsabilidade colectiva”, refere a nota, sublinhando que a fiscalização da constitucionalidade dos actos normativos do Estado constitui um instrumento legítimo e essencial de participação cidadã. Entre legalidade e legitimidade democrática A iniciativa de recolha de assinaturas surge, assim, como um exercício de cidadania constitucional e um teste à maturidade democrática das instituições. Ao solicitar a intervenção do Conselho Constitucional, os promotores da acção pretendem que seja feita uma análise rigorosa e independente da compatibilidade do Decreto n.º 48/2025 com o texto constitucional. Mais do que uma disputa jurídica, o processo levanta questões de fundo sobre os limites do poder administrativo, a protecção efectiva dos direitos fundamentais e o papel da sociedade civil na prevenção de abusos normativos que possam comprometer as liberdades conquistadas. Num Estado que se pretende democrático e de direito, o controlo constitucional não é um obstáculo à governação, mas sim uma garantia contra o arbítrio e uma salvaguarda da dignidade dos cidadãos.
ANE anuncia reposição da transitabilidade na estrada Chókwè–Chinhacanine, na província de Gaza
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written by Publicações | 6 de Fevereiro, 2026
A Administração Nacional de Estradas (ANE) anunciou o início dos trabalhos para a reposição da transitabilidade na estrada Chókwè–Chinhacanine, localizada na província de Gaza, severamente afectada pelas cheias e inundações recentes. De acordo com uma nota oficial a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, encontram-se já em curso os trabalhos de abertura de um desvio provisório no troço Cruzamento R445/R448 Manjangue – Barragem de Macarretane, no distrito de Chókwè, com vista a restabelecer a circulação rodoviária interrompida. As obras em curso têm como principal objectivo garantir a ligação entre a cidade de Chókwè e os distritos de Guijá, Mabalane, Mapai, Chicualacuala, Massangena e Xigubo, assegurando igualmente o acesso destes pontos à capital provincial, Xai-Xai, e ao restante território nacional. Para além da sua importância interna, a estrada desempenha um papel estratégico na integração regional, uma vez que estabelece a ligação com a Estrada Nacional N221 (Chibuto–Chicualacuala), a qual conecta directamente à fronteira com a República do Zimbabwe, no distrito de Chicualacuala, facilitando o tráfego de pessoas e mercadorias. Segundo a ANE, a via encontra-se actualmente intransitável na sequência do desabamento de uma estrutura rodoviária, bem como da ocorrência de vários cortes ao longo do percurso, causados pelo elevado volume de água resultante das cheias e inundações registadas na região. A instituição refere ainda que os trabalhos em curso visam repor, de forma provisória, as condições mínimas de circulação, enquanto decorrem estudos para uma intervenção definitiva que garanta maior resiliência da infra-estrutura face a fenómenos climáticos extremos.
Moçambique e Emirados Árabes Unidos aprofundam parceria estratégica em agricultura e ambiente
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written by Publicações | 6 de Fevereiro, 2026
Dubai, Emirados Árabes Unidos — Moçambique e os Emirados Árabes Unidos deram mais um passo significativo no reforço das relações bilaterais, com particular incidência nos sectores da agricultura, segurança alimentar e protecção ambiental. O avanço foi assinalado esta terça-feira, 3 de Fevereiro, durante um encontro de alto nível entre o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas de Moçambique, Roberto Mito Albino, e a Ministra das Mudanças Climáticas e do Meio Ambiente dos Emirados Árabes Unidos, Amna Al Dahak, à margem da Cimeira Global de Governos, que decorre de 3 a 6 de Fevereiro, na cidade do Dubai. A reunião ocorre num contexto de crescente preocupação global com os impactos das mudanças climáticas, a degradação ambiental e a pressão sobre os sistemas alimentares, desafios que afectam de forma particular países em desenvolvimento como Moçambique. A Cimeira Global de Governos, considerada um dos mais influentes fóruns internacionais de reflexão sobre o futuro da governação, reúne decisores políticos, especialistas e organizações multilaterais com o objectivo de debater soluções inovadoras e sustentáveis para problemas globais complexos. Durante o encontro bilateral, os dois governantes analisaram áreas de interesse comum, destacando-se o reforço da cooperação no domínio da agricultura sustentável e da segurança alimentar, sectores considerados estratégicos para o crescimento económico, a redução da pobreza e a resiliência climática. As partes reconheceram a necessidade de promover práticas agrícolas modernas, adaptadas às condições climáticas adversas, bem como de incentivar investimentos que contribuam para o aumento da produtividade e da sustentabilidade dos sistemas agroalimentares. No campo ambiental, as conversações incidiram sobre a protecção dos ecossistemas e a conservação da biodiversidade, com especial atenção para a preservação de espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção. Neste âmbito, foi sublinhada a importância da implementação efectiva da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), instrumento internacional fundamental no combate ao tráfico ilegal de espécies e na promoção da gestão responsável dos recursos naturais. Outro ponto central da reunião foi o fortalecimento da capacitação institucional, com enfoque no desenvolvimento de competências técnicas e operacionais no sector da agricultura e do ambiente. As partes discutiram a adopção de mecanismos modernos de gestão da fauna bravia, incluindo sistemas de monitoria, conservação comunitária e uso sustentável dos recursos naturais, como forma de conciliar a preservação ambiental com o desenvolvimento socioeconómico das comunidades locais. Como resultado concreto do encontro, Moçambique e os Emirados Árabes Unidos acordaram na criação de uma equipa técnica mista, encarregue de operacionalizar o plano de acção previsto no memorando de entendimento na área do ambiente e biodiversidade. Este instrumento de cooperação foi assinado durante a mais recente visita oficial do Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, aos Emirados Árabes Unidos, e constitui a base para a implementação de projectos conjuntos de médio e longo prazo. O diálogo entre os dois ministros reafirma o compromisso político de ambos os países em aprofundar a cooperação bilateral, apostando em parcerias estratégicas orientadas para o desenvolvimento sustentável, a segurança alimentar e a preservação do património natural. A iniciativa reflecte, igualmente, o posicionamento de Moçambique como um parceiro activo nas agendas globais de ambiente e clima, num momento em que a cooperação internacional se revela crucial para enfrentar desafios que transcendem fronteiras nacionais.
Escritora Liza Andrews Homenageia Ivo Pitanguy em seu Suspense Facelift no Rio-Brasil
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written by Publicações | 6 de Fevereiro, 2026
O lançamento de Facelift marca a chegada de uma obra de ficção que combina ritmo, sensibilidade, suspense e inteligência narrativa em uma trama que captura o leitor desde a primeira página. Assinado por Liza Andrews e Trace Sherer o livro se apresenta como daqueles raros títulos que não permitem leitura fragmentada: é começo, meio e fôlego contínuo até a última linha.
Seu lançamento carrega forte valor simbólico, pois o cenário escolhido dialoga com tradição e excelência: o histórico Forte de Copacabana, espaço icônico da cidade do Rio de Janeiro, associado a momentos marcantes da cultura, da arte, da ciência e da vida intelectual brasileira. O local também remete à presença e ao legado do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, nome que projetou o Brasil internacionalmente na medicina estética tendo sido o escolhido por príncipes e princesas.
O bairro de “Copa”, como é chamado pelos brasileiros, conversa diretamente com a trajetória de Andrews. Foi no Rio que ela viveu e construiu bases profissionais antes de expandir sua carreira internacional para Nova Iorque, onde há mais de duas décadas mantém presença de destaque como escritora, apresentadora de TV e diretora do Festival Brasileiro de Cinema Celular que leva novos diretores a Cannes.
Em Facelift, essa maturidade criativa aparece em forma de narrativa envolvente, personagens bem desenhados e condução segura de tensão e emoção. A escrita é fluida, empolgante, elegante e acessível, sem perder densidade. Há domínio de ritmo, algo que distingue autores experientes: cada capítulo convida ao próximo sem recorrer a artifícios fáceis. O leitor permanece dentro da história, não como observador, mas como participante. Trace Sherer contribui com sua vasta experiência como advogado em causas envolvendo erros médicos, e a ideia original de ter um cirurgião plástico como anti-herói. Liza, especialista em thrillers psicológicos, adiciona camadas de tensão e arquitetura narrativa que sustentam o suspense e ampliam o alcance emocional da trama.
A parceria entre os dois autores funciona com equilíbrio: há unidade de tom e coerência de voz promovendo uma progressão consistente. Não se trata de um texto “a quatro mãos” perceptível, e sim de uma obra coesa. O resultado é um romance de ficção que combina entretenimento e qualidade literária, com leitura ágil e impacto duradouro. É o tipo de obra que cumpre o que promete: envolve, e permanece na memória do leitor após o fechamento do livro. O lançamento em um endereço de tradição, diante de uma paisagem que é símbolo do Rio, reforça o que o livro representa: encontro entre trajetória e talento no momento certo. Uma celebração de autoria, parceria criativa e narrativa bem construída. Uma estreia que chega com força e vocação para permanecer.
As regras não escritas da influência
Category: Mundo
written by Publicações | 6 de Fevereiro, 2026
Como a influência estratégica, e não apenas a atividade, cria oportunidades em um ambiente de trabalho cada vez mais exigente
Em 2026, o trabalho já não se resume à entrega de resultados. Ele gira cada vez mais em torno da influência. Em todos os mercados, as organizações estão apertando expectativas de desempenho, adotando novas tecnologias e tomando decisões com mais rapidez e menor tolerância à ambiguidade. À medida que a IA e a análise de dados transformam a forma como a produtividade é medida, uma tendência se torna clara: trabalhar duro, por si só, já não garante ascensão. O que garante é a influência, ou seja, a capacidade de moldar percepções, narrativas e resultados estratégicos.
Trata-se de um fenômeno global. Pesquisas em estratégia de talentos mostram que empresas ao redor do mundo estão priorizando pessoas capazes de atuar em pontos de interseção estratégica — aquelas que conectam o trabalho a resultados mais amplos, comunicam-se com clareza com diferentes públicos e demonstram prontidão para assumir maiores responsabilidades. Nesse ambiente, a influência não está centrada no ego nem no cargo. Ela envolve como você é percebido, como suas ideias são recebidas e como você desenha sua próxima oportunidade antes mesmo de ela surgir.
A seguir, cinco regras não escritas, universalmente aplicáveis, para desenvolver influência em 2026, tanto para executivos quanto para profissionais em meio de carreira que buscam impacto estratégico e crescimento profissional.
A primeira regra é não esperar pela oportunidade, mas criá-la. A influência começa com visibilidade intencional. Hoje, em muitas organizações, as oportunidades são escassas, a concorrência é global e os caminhos tradicionais de promoção estão se achatando. Em vez de esperar que uma vaga seja anunciada, profissionais influentes criam as condições para que seu próximo papel se torne a escolha óbvia.
Criar oportunidades significa conectar o que você faz hoje com o que a organização precisará amanhã. Isso começa com perguntas essenciais: que problema precisa ser resolvido e ainda não foi? Quem se beneficia se isso for solucionado, e como? Que perspectiva única eu trago que outros não trazem? Líderes que desenham oportunidades propõem soluções antes de serem solicitados. Eles articulam as lacunas, delineiam um caminho crível e se posicionam naturalmente para liderar. Essa mudança, de reagir para projetar o que vem a seguir, é uma marca clara de influência em diferentes culturas e setores.
A segunda regra estabelece que visibilidade é uma estratégia, não uma recompensa pelo trabalho árduo. Trabalhar duro é necessário, mas em 2026 isso já é esperado. O que distingue profissionais influentes não é apenas o que fazem, mas como sua contribuição é percebida. A visibilidade torna-se a ponte entre desempenho e influência.
Tendências globais mostram que modelos híbridos e remotos tornam a visibilidade mais complexa, mas também mais essencial. Líderes que conseguem articular seu trabalho em termos de impacto e visão estratégica têm muito mais chances de moldar prioridades organizacionais. Nesse sentido, visibilidade não é autopromoção inflada. Trata-se de tornar sua contribuição compreensível para os públicos que importam: decisores de recursos, patrocinadores que podem defendê-lo, pares que reconhecem sua capacidade e líderes que buscam parceiros estratégicos. Quem cresce é quem gerencia a própria visibilidade de forma intencional e persuasiva.
A terceira regra é sinalizar certeza liderando com uma ideia original e, em seguida, comprová-la. A certeza, e não apenas a competência, move as pessoas. Organizações conseguem medir resultados com painéis e indicadores, mas a influência é humana, e seres humanos buscam a sensação de que alguém sabe para onde está conduzindo o grupo. Líderes emergentes que influenciam bem trazem pensamento original à mesa. Eles não apenas comentam o que já foi dito; acrescentam algo novo. Formam um ponto de vista claro e o sustentam com dados, pesquisa e uma lógica consistente.
Essa combinação — ideia mais evidência — é poderosa em qualquer contexto. Em ambientes analíticos, demonstra rigor. Em culturas orientadas a relacionamentos, sinaliza preparo e credibilidade. Em todas as regiões, mostra que você não apenas pensa com profundidade, mas está pronto para liderar. A fórmula é simples e eficaz: ideia original mais evidência clara resulta em prontidão percebida. Quando os outros enxergam não apenas o que você pensa, mas por que pensa assim, sua influência se expande.
A quarta regra é construir capital relacional que funcione mesmo quando você não está na sala. A influência vai além das reuniões; ela vive nas conversas que acontecem sobre você na sua ausência. Capital relacional não é definido pelo número de contatos, mas pelo valor que os outros atribuem ao seu julgamento, confiabilidade e contribuição. Cada vez mais, organizações avaliam líderes por seus relacionamentos estratégicos e influência transversal, não apenas por desempenho individual.
Construir esse capital envolve ouvir para compreender, ajudar os outros a terem sucesso sem esperar retorno imediato, ser consistente no cumprimento de compromissos e comunicar-se com empatia e clareza, mesmo sob pressão. Em muitas culturas, confiança e entendimento mútuo contam tanto quanto expertise. Profissionais que cultivam relações de confiança e reciprocidade têm mais chances de serem recomendados para maiores responsabilidades.
A quinta regra é falar a linguagem dos tomadores de decisão. Em 2026, estamos cada vez mais conscientes da quantidade vertiginosa de ferramentas e dashboards capazes de medir produção. Mas decisões continuam sendo tomadas por pessoas, e pessoas são influenciadas por clareza, relevância e ressonância. Profissionais influentes antecipam o que importa para os decisores e enquadram suas contribuições nesse idioma. Falam de resultados em vez de ações, de riscos e mitigação em vez de atividades, de alinhamento em vez de discordância e de valor estratégico em vez de detalhes técnicos.
Assim, em vez de dizer “concluí o projeto no prazo”, comunicadores influentes dizem “ao concluir o projeto antes do previsto, liberamos recursos para iniciativas prioritárias e reduzimos o tempo de ciclo esperado”. Essa mudança de linguagem transforma tarefas em impacto — e é o impacto que gera influência.
Em todos os setores, a capacidade de influenciar está cada vez mais associada à mobilidade de carreira, ao desempenho das equipes e à agilidade organizacional. Mesmo com a IA remodelando funções e automatizando tarefas rotineiras, pesquisas mostram que habilidades humanas — liderança, comunicação e julgamento — estão se tornando mais difíceis de replicar e mais valiosas nos mercados globais. A influência não é opcional. É essencial.
Três aprendizados práticos para aplicar hoje: avalie sua visibilidade e identifique quem conhece seu trabalho e quem deveria conhecê-lo; enquadre cada ideia a partir do problema que ela resolve e de por que isso importa agora; invista em capital relacional com a mesma intenção com que investe na execução de tarefas; e não se limite a estar no lugar certo na hora certa — faça com que as pessoas vejam rápida e claramente por que sua contribuição importa.