Carnaval no Casa da Montanha em Gramado no Brasil, aposta em férias de verdade: agenda intensa para crianças, descanso garantido para adultos

Carnaval no Casa da Montanha em Gramado no Brasil, aposta em férias de verdade: agenda intensa para crianças, descanso garantido para adultos

Enquanto boa parte do Brasil se espalha entre bloquinhos lotados e praias cheias, o Casa da Montanha, em Gramado, propõe um Carnaval com outra lógica — e outro ritmo. A ideia é simples e eficiente: crianças ocupadas, estimuladas e felizes; adultos com tempo, silêncio e conforto para descansar de fato.

Carnaval no Casa da Montanha em Gramado no Brasil, aposta em férias de verdade: agenda intensa para crianças, descanso garantido para adultos

Durante todo o feriado, o hotel desenhou uma programação infantil contínua, pensada para estimular criatividade, convivência e imaginação. Há oficina de fantasias para as crianças soltarem a criatividade e criarem uma super fantasia se tornando uma linda fada ou um incrível super-herói, oficina de milk-shake colorida e refrescante, camarim encantado com pinturas e penteados, caça às máscaras com lanternas no escuro e, claro, um Bloquinho da Alegria, com dança e brincadeiras para gastar energia sem pressa.

Enquanto as crianças ocupam o tempo com atividades guiadas, os adultos ficam livres para fazer exatamente o que o Carnaval costuma impedir: desacelerar. O Casa da Montanha oferece spa com cashback de R$ 150 para tratamentos no SPA Casa da Montanha by Rapha, além de piscina, academia e um restaurante reconhecido pela excelência gastronômica, o Giostra Cucina, que propõem um giro pelos sabores da Itália com receitas assinadas pela chef Carla Pernambuco e executadas por Manoel Oliveira. O descanso não é um complemento da experiência — é parte central da proposta.

Carnaval no Casa da Montanha em Gramado no Brasil, aposta em férias de verdade: agenda intensa para crianças, descanso garantido para adultos

Localizado no coração de Gramado, o hotel combina estrutura completa, serviço atento e aquele luxo que não precisa se anunciar o tempo todo. Fundado em 1997, o Casa da Montanha mantém a proposta de ser, antes de tudo, uma casa: com conforto, memória afetiva e espaço para todos.

O pacote de Carnaval tem duração mínima de três noites. Pagamentos via Pix garantem 5% de desconto, enquanto o parcelamento pode ser feito em até 10 vezes sem juros no cartão. As diárias para o casal partem de R$ 1.969,50 no Apartamento Luxo.

SERVIÇO

CASA DA MONTANHA

Endereço: Avenida Borges de Medeiros, 3166, Centro, Centro, Gramado

E-mail: reservas@casahoteis.com.br

Telefone: +55 (54) 32957555

https://www.casadamontanha.com.br

Informações Imprensa: Tati Feldens | +55(51) 9.98368652 




INATRO promete duplicar produção de cartas de condução após acumular mais de 35 mil pedidos pendentes

Depois de anos de queixas por atrasos, falhas técnicas e longas filas, o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) anunciou um aumento significativo da capacidade de produção de cartas de condução, numa tentativa de responder à pressão crescente dos automobilistas e ao elevado número de processos acumulados.
A empresa pública pretende passar da produção diária de 750 para 1.500 cartas de condução, o que representa um aumento superior a 50% face à capacidade anterior. O anúncio foi feito esta terça-feira, durante uma conferência de imprensa realizada na sede nacional da instituição, em Maputo, pelo administrador do INATRO, Carlos Zunguza.
Segundo o dirigente, a decisão surge num contexto em que o sistema da instituição regista cerca de 35 mil pedidos acumulados, muitos deles pendentes há meses, situação que tem condicionado a vida profissional de milhares de cidadãos que dependem do documento para exercer actividades económicas, sobretudo nos sectores de transporte, logística e serviços.
Para mitigar o impacto do atraso, o INATRO anunciou ainda a extensão do atendimento ao público para os fins de semana, uma medida considerada extraordinária, mas que revela a dimensão da pressão existente sobre os serviços da instituição.
No plano tecnológico, Carlos Zunguza reconheceu implicitamente as limitações do actual sistema informático, apontado como uma das principais causas dos constrangimentos. O administrador afirmou que o INATRO está a trabalhar em coordenação com o Ministério dos Transportes e Logística e parceiros para a aquisição de um novo servidor, prometendo que a futura infra-estrutura irá melhorar a estabilidade do sistema e a qualidade do atendimento ao público, embora sem avançar prazos concretos.
Outro ponto sensível abordado diz respeito às cartas de condução provisórias, documento utilizado por milhares de moçambicanos que circulam nos países da região. Zunguza confirmou que estas cartas não são reconhecidas no espaço da SADC, incluindo países como África do Sul, Zimbabwe, Malawi e Zâmbia, expondo os automobilistas nacionais a multas, apreensões e outros constrangimentos legais.
Ainda assim, o administrador garantiu que esta realidade poderá mudar, defendendo que o Governo de Moçambique está a desenvolver contactos com entidades regionais com vista à harmonização e reconhecimento dos documentos de condução, um processo que, segundo afirmou, “já está em curso”.
Apesar das promessas apresentadas, persistem dúvidas quanto à capacidade do INATRO em recuperar o atraso acumulado e evitar que o problema se repita, num sector onde a eficiência administrativa é determinante para a mobilidade, segurança rodoviária e dinamização da economia nacional.




ÚLTIMA HORA | Director Distrital de Infra-estruturas de Mecula detido por desvio de ajuda alimentar

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O Director Distrital de Infra-estruturas de Mecula, na província do Niassa, foi detido pelas autoridades por alegado envolvimento no desvio de produtos alimentares destinados às vítimas das cheias que afectaram aquela região do norte de Moçambique.
Fontes do Jornal Visão Moçambique confirmaram, no local, que a detenção foi efectuada pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que já instaurou um processo-crime e decorre, neste momento, a instrução preparatória com vista ao julgamento dos envolvidos.
No mesmo processo, encontram-se igualmente detidos dois indivíduos identificados como Saíde e Ervâncio, indiciados como co-autores no esquema de desvio de ajuda humanitária. Os três suspeitos são acusados de se apropriarem ilegalmente de produtos alimentares alocados para apoiar famílias severamente afectadas pelas cheias.
Entre os bens desviados constam arroz, farinha, óleo alimentar e feijão, produtos essenciais destinados a mitigar a fome e o sofrimento das comunidades vulneráveis atingidas pelo desastre natural.
O caso levanta sérias questões sobre a gestão da ajuda humanitária em contextos de emergência e expõe fragilidades nos mecanismos de controlo e responsabilização ao nível distrital. As autoridades garantem que as investigações prosseguem para apurar a totalidade da rede envolvida e assegurar que os responsáveis respondam criminalmente pelos seus actos.
O Jornal Visão Moçambique continuará a acompanhar o desenrolar do processo.




Agentes do M-Pesa denunciam “confisco legalizado” após retenção obrigatória de 10% nas comissões

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Agentes do serviço financeiro móvel M-Pesa concentraram-se em frente à loja central da Vodacom Moçambique, na cidade de Maputo, para denunciar aquilo que classificam como um “confisco legalizado” das suas comissões, na sequência da retenção obrigatória de 10%, recentemente aprovada pelo Conselho de Ministros.
A medida, aplicada de forma transversal e sem consulta prévia aos operadores de base, está a provocar revolta generalizada entre milhares de agentes, que acusam o Governo e a operadora de telecomunicações de transferirem o peso das reformas fiscais para o elo mais fraco da cadeia: os pequenos agentes que asseguram o funcionamento do sistema financeiro digital em bairros, mercados e zonas rurais.
Segundo apurou o Jornal Visão Moçambique, os agentes afirmam que a decisão foi imposta de forma unilateral, sem transparência, sem esclarecimentos públicos e sem avaliação do impacto real sobre quem vive exclusivamente das comissões do M-Pesa.
“Chamam-lhe retenção, mas na prática é um corte directo no nosso pão. Não somos funcionários do Estado, não temos salários fixos, nem benefícios, mas somos tratados como se fôssemos a fonte fácil de arrecadação”, denunciou um agente ouvido no local.
Medida aprovada à distância da realidade do terreno
A retenção de 10% enquadra-se nas reformas fiscais do Governo, supostamente destinadas a reforçar a formalização da economia digital e a arrecadação de receitas. Contudo, os agentes questionam por que razão o Estado opta por tributar directamente quem já opera com margens reduzidas, enquanto grandes operadores e intermediários continuam a beneficiar de regimes mais favoráveis.
Para os manifestantes, a decisão revela desconhecimento da realidade do sector, onde os agentes suportam custos elevados com liquidez, aluguer, segurança, transporte de numerário e taxas diversas, sem qualquer protecção social.
Vodacom em silêncio, agentes à deriva
Apesar do protesto em frente à sua sede, a Vodacom Moçambique mantém-se em silêncio, escudando-se no argumento do cumprimento da lei. Para os agentes, essa postura representa uma lavagem de responsabilidades, numa altura em que a empresa beneficia directamente da expansão do serviço financeiro móvel sustentado pelo trabalho dos agentes.
“Quando o sistema cresce, somos invisíveis. Quando é para cortar, somos os primeiros a sentir”, acusou outro manifestante.
Risco de colapso do serviço nas comunidades
Os agentes alertam que, caso a medida não seja revista, poderá haver encerramento em massa de pontos M-Pesa, especialmente nas zonas periféricas e rurais, comprometendo o acesso da população aos serviços financeiros básicos e contrariando o próprio discurso oficial de inclusão financeira.
A manifestação decorreu de forma pacífica, mas os agentes avisam que o descontentamento está longe de terminar. Caso não haja diálogo efectivo e revisão da medida, novas acções de protesto poderão ser desencadeadas a nível nacional.
O Jornal Visão Moçambique continuará a acompanhar o caso e a questionar quem realmente ganha e quem paga o preço das reformas na economia digital moçambicana




Cheias expõem fragilidades da EN1 e forçam Governo a activar comboio extraordinário para Magude

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A persistência das cheias que voltaram a cortar a Estrada Nacional Número Um (EN1), principal corredor rodoviário do país, obrigou o Governo, através do Ministério dos Transportes e Logística (MTL), a anunciar a activação de um comboio extraordinário de passageiros com destino a Magude, na província de Maputo, numa clara admissão das limitações das infra-estruturas rodoviárias face a fenómenos climáticos recorrentes.
Segundo uma nota oficial do Ministério dos Transportes e Logística, a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, o comboio especial parte no dia 27 de Janeiro, com regresso marcado para 28 de Janeiro, à mesma hora, tratando-se de uma medida excepcional para responder à situação de emergência criada pelo corte da EN1, que deixou centenas de cidadãos isolados.
No comunicado, o Governo informa que a Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) irá cobrar 50 meticais por viagem, um valor correspondente a metade da tarifa normal, numa tentativa de mitigar os impactos económicos sobre as populações afectadas. Contudo, a decisão levanta questões sobre a capacidade de resposta estrutural do Estado, num contexto em que situações semelhantes se repetem ciclicamente sem soluções definitivas.
Adicionalmente, o CFM anunciou a disponibilização de um comboio especial de mercadorias, que irá rebocar vagões de carga e duas carruagens destinadas ao transporte de acompanhantes, com partida prevista para quinta-feira, às 5 horas, a partir da estação da Matola Gare, no município da Matola, com destino a Magude. O regresso está igualmente previsto para o dia seguinte, numa operação que visa garantir o abastecimento mínimo às zonas afectadas pelo isolamento.
Paralelamente, o Ministério dos Transportes e Logística informou que, a partir de segunda-feira, 26 de Janeiro, uma embarcação transportando produtos de ajuda humanitária segue para o porto de Chongoene, na província de Gaza. De acordo com a mesma fonte, a embarcação deverá regressar à cidade de Maputo na quinta-feira, transportando passageiros — uma solução alternativa que evidencia a pressão sobre os meios logísticos do Estado.
Apesar das medidas anunciadas, fontes ouvidas pelo Visão Moçambique questionam a ausência de um plano preventivo robusto, sublinhando que o colapso recorrente da EN1 durante a época chuvosa expõe falhas persistentes na manutenção, no ordenamento territorial e na adaptação das infra-estruturas às mudanças climáticas, transformando soluções de emergência em práticas quase permanentes.




A Colisão das Cinco Gerações: as Marcas de Luxo Estão Prestes a Perder Metade de Seu Mercado

A Colisão das Cinco Gerações: as Marcas de Luxo Estão Prestes a Perder Metade de Seu Mercado

O luxo acaba de ultrapassar um limiar que a indústria nunca havia enfrentado antes: cinco gerações estão, simultaneamente, moldando o que significa prestígio, e suas definições não apenas diferem. Elas colidem.

A Colisão das Cinco Gerações: as Marcas de Luxo Estão Prestes a Perder Metade de Seu Mercado

Para os baby boomers, o luxo ainda está enraizado na realização, no artesanato e nos símbolos do sucesso conquistado: um Rolex, a Kelly da Hermès, o hotel histórico que se assemelha a um clube privado. A geração X valoriza a excelência funcional com o mínimo de teatralidade. Os millennials expandiram o luxo para ecossistemas experienciais de bem-estar, valores e significado, não apenas produtos. A geração Z está reescrevendo completamente o contrato, exigindo alinhamento ético e fluência cultural acima do prestígio herdado. E a geração Alpha surge como a primeira geração que não distingue, de forma alguma, entre status físico e digital.

Eis a realidade estratégica: até 2030, projeta-se que os millennials e a geração Z representem aproximadamente 80% do gasto global em luxo. Não se trata de uma mudança gradual. É uma transferência de influência e poder de mercado que ocorre em tempo real. Ainda assim, muitas marcas de luxo continuam otimizando para o perfil de comprador do passado, clientes que em breve representarão apenas uma fração de sua receita.

As marcas que vencerão essa transição não serão necessariamente aquelas com o legado mais longo ou os preços mais altos. Serão as marcas capazes de preservar uma identidade coerente ao longo de cinco sistemas de valores, sem diluir aquilo que as tornou valiosas em primeiro lugar. Em outras palavras, serão as marcas que compreendem a confiança.

O luxo sempre foi sobre confiança. Não a versão de marketing da confiança. A versão vivida. Se há uma única ideia que deveria ancorar a próxima década do luxo, é esta: legado sem relevância é apenas nostalgia cara.

O Prestígio Acaba de se Tornar Mais Complexo

O antigo modelo de prestígio era elegantemente simples: exclusividade mais preço igual a desejabilidade. Exibir o logotipo, demonstrar o custo, coletar status. Essa fórmula está morta.

Hoje, o prestígio é multidimensional e implacável. Os consumidores mais jovens recompensam a substância em detrimento da sinalização. Avaliam as marcas não por comunicados à imprensa, mas por desempenho mensurável, como as marcas se comportam, o que apoiam, quem incluem. Querem narrativas que conectem o legado à cultura contemporânea, sem o tour pelo museu corporativo. Cada vez mais, esperam uma sofisticação digital que fortaleça, e não substitua, a conexão humana.

Isso criou uma verdade desconfortável para muitas marcas tradicionais: a reputação agora expira mais rápido do que antes. O prestígio já não é herdado. Ele é continuamente renegociado.

O luxo deixou de ser uma garantia de lealdade. Tornou-se um teste de relevância. Já é possível ver as linhas de fratura. As categorias de “luxo duro”, como relógios e joias, frequentemente mantêm lealdade intergeracional porque o artesanato atravessa idades. Mas moda, beleza e luxo acessível vivem uma troca sem precedentes. A aceleração de tendências, a cultura da revenda e o escrutínio de preços estão tornando os consumidores mais jovens implacavelmente pragmáticos. Eles usarão Chanel vintage, mas comprarão novo na The Row. Herdarão um Patek Philippe, mas gastarão seu próprio dinheiro em um Rolex seminovo.

A implicação é clara. O produto, por si só, já não protege a posição de mercado. A dinâmica das categorias importa, mas a experiência do cliente é mais significativa. O luxo ainda deveria parecer uma relação. E marcas demais se esqueceram disso.

A Questão dos US$ 80 Trilhões: a Influência Vem Antes da Herança

Todos no universo do luxo conhecem a grande transferência de riqueza, mais de US$ 80 trilhões projetados para se moverem entre gerações até 2045. Mas muitas marcas falam disso como se fosse um evento futuro. Estão perdendo a verdadeira história: a influência precede a herança por décadas.

Dentro de famílias de altíssimo patrimônio, jovens adultos moldam cada vez mais decisões sobre viagens, arte, moda, gastronomia, filantropia e mercado imobiliário muito antes de controlarem os ativos. O herdeiro de 28 anos pode não assinar a transferência bancária da vila, mas é ele quem escolhe o destino, o arquiteto e os padrões de sustentabilidade.

Marcas de luxo focadas exclusivamente nos atuais detentores de riqueza estão, silenciosamente, perdendo linhagens inteiras de lealdade familiar. O erro não é ignorar os consumidores jovens. É tratá-los como um segmento separado, e não como os influenciadores de decisão que já são. Os operadores mais inteligentes não esperam que os ativos mudem de mãos. Constroem relacionamentos antes que o dinheiro se mova.

As Marcas Só Percebem Quando Já É Tarde Demais

A relevância do luxo raramente colapsa da noite para o dia. Ela se esvai por meio de uma presença cultural enfraquecida, estagnação criativa e desalinhamento com valores emergentes. Quando a liderança percebe a queda nas vendas, a marca já perdeu anos de impulso. E a reconstrução leva tempo. Três a sete anos, no mínimo. É por isso que táticas de curto prazo frequentemente falham. Marcas tentam atalhos por meio de ciclos de hype ou viradas criativas rápidas, e o mercado pune a inconsistência mais duramente do que recompensa a ousadia.

As recuperações mais sólidas compartilham um padrão: direção coerente de longo prazo, artesanato elevado, narrativa emocional renovada, integração crível de ESG, distribuição controlada e integridade de preços. Observe o que está ausente: perseguição de tendências, saturação de influenciadores e descontos defensivos. Hermès, Chanel, Rolex, Patek Philippe, Louis Vuitton e Porsche têm sucesso porque entendem a contenção estratégica. Sabem o que é intocável em seu DNA. Evoluem a estética sem abandonar os fundamentos. Participam da cultura de forma inteligente, não reativa. O luxo não é construído por reinvenção constante. É construído por relevância disciplinada.

O Que as Lojas de Departamento Revelam Sobre a Indústria

A imprensa especializada em luxo gosta de enquadrar as recentes disrupções nas lojas de departamento como “falhas do modelo de distribuição”. É uma narrativa conveniente. Também é incompleta. O problema mais profundo não é logístico. Não são apenas os balanços. É a ruptura do principal diferencial do luxo: o relacionamento.

No passado, a loja de departamento existia para dar aos clientes acesso a maisons que não eram facilmente alcançáveis e para entregar um nível de serviço digno dessas maisons. Mas hoje, muitos clientes podem ir diretamente à marca online e ser tratados com cuidado extraordinário.

Então, por que pagar o mesmo preço, ou mais, para ser tratado como anônimo?

Colocando de forma direta: se você remove o serviço, o que torna o luxo melhor do que um varejista de massa? E os clientes percebem. Eles não deixam de comprar luxo por completo. Deixam de comprar luxo em lugares que não os respeitam. Como já afirmei em privado e em público: o mercado de luxo não “arrefeceu”. Os consumidores continuam gastando. Apenas não desperdiçam dinheiro.

Essa é a mudança que muitas equipes de liderança ainda não reconhecem plenamente: o comprador de luxo de hoje é altamente exigente, altamente informado e plenamente disposto a redirecionar sua lealdade.

A Tecnologia Não é Inimiga do Luxo; o Mau Uso é

Algumas marcas de luxo afirmam que “não conseguem escalar a intimidade”. Dizem que relacionamentos são caros demais, complexos demais, pessoais demais para serem entregues em escala. Isso já não é verdade.

A verdadeira inovação no luxo não é a tecnologia visível. É a tecnologia invisível que permite uma experiência mais humana. Quando bem executada, os clientes não veem a IA. Eles se sentem lembrados.

Já existem marcas que executam isso com brilhantismo: você entra na loja e é recebido pelo nome. O vendedor conhece suas últimas compras, datas importantes, preferências e provável intenção, sem jamais levantar um tablet como se estivesse seguindo um roteiro.

Isso não acontece por magia. Acontece porque a tecnologia agora permite ao luxo entregar serviço personalizado em escala, se a marca decidir investir nisso. As marcas que dizem não conseguir fazer isso não estão bloqueadas pela tecnologia. Estão bloqueadas por prioridades.

O Recalibramento Estratégico

A maioria das marcas aborda a transição geracional com a pergunta errada. Perguntam: “Como atraímos consumidores mais jovens?” A pergunta melhor é: como permanecemos coerentes diante de cinco definições diferentes de prestígio? A resposta está na clareza de identidade.

As marcas que lideram a próxima década já sabem o que não pode mudar nelas. Modernizam com cuidado. Evoluem design e narrativa sem apagar o legado. Investem em ESG com ações mensuráveis, porque a transparência substituiu a reputação como moeda da confiança. Criam personalização omnicanal que adapta a experiência do cliente ao estágio de vida sem fragmentar a voz da marca. E, acima de tudo, reconstruem o luxo onde ele pertence: no relacionamento.

O Que Vem a Seguir

Entre agora e 2035, o luxo completará sua transição de uma indústria liderada pelo legado para uma moldada por consumidores orientados por valores, nativos digitais, que veem o prestígio como emocional e ético. O futuro ecossistema do luxo será mais experiencial, mais ético, mais digital, mais orientado à comunidade e globalmente interconectado. Será moldado mais pela identidade e pelo bem-estar do que pelos marcadores tradicionais de status. E será liderado por marcas com identidades consistentes, e não por aquelas que confundem adaptabilidade com estratégia.

A geração Alpha já está chegando, plenamente moldada pela IA, por tecnologias imersivas e por identidades híbridas físico-digitais. Sua definição de luxo fará com que os debates atuais sobre quiet luxury versus logomania pareçam ingênuos.

O imperativo estratégico para a liderança do luxo é direto: clarificar o que é intocável, evoluir o que é necessário e proteger a visão de longo prazo contra pressões de curto prazo.

Ao final, as marcas que sobreviverem a essa colisão não serão as mais barulhentas.
Serão aquelas que se lembram da verdade mais antiga do luxo: a confiança é construída, detalhe por detalhe.

Christopher Olshan é CEO do The Luxury Council, que fornece inteligência estratégica e serviços de consultoria a marcas de luxo, propriedades hoteleiras e executivos de nível C que navegam a transformação geracional, as dinâmicas do mercado UHNW e o posicionamento competitivo nos mercados globais de luxo. Ele é autor de White-Glove Trust (lançamento global previsto para fevereiro de 2026).

Por Christopher Olshan




Governo resgata mais de 19 mil pessoas afectadas pelas cheias

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Maputo — O Governo de Moçambique informou que, até ao dia 24 de Janeiro corrente, foram resgatadas 19.254 pessoas afectadas pelas cheias que assolam várias regiões do país, com maior incidência nas províncias de Maputo, onde foram assistidas 11.693 pessoas, e Gaza, com 7.561 resgatados.
Segundo dados tornados públicos pelo Conselho de Ministros, as operações de busca, resgate e salvamento estão a ser realizadas por equipas da Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC), em coordenação com outras instituições nacionais e internacionais, envolvendo um total de 63 efectivos.
Para assegurar a eficácia das operações, o Governo mobilizou 44 embarcações, quatro aeronaves, nove helicópteros e uma viatura anfíbia, esta última em operação desde o dia anterior ao anúncio oficial.
As acções de salvamento contam igualmente com o apoio permanente dos bombeiros de resgate e salvamento, que operam 24 horas por dia, bem como de mais de 160 voluntários da Cruz Vermelha de Moçambique e de outras organizações humanitárias, afectos aos diversos centros de acolhimento e acomodação.
Resposta humanitária activada
No âmbito da Resposta Humanitária do Governo, e em coordenação com parceiros de cooperação, organizações humanitárias, entidades públicas, privadas e cidadãos singulares, foram activados mecanismos de emergência com vista a mitigar os impactos das cheias sobre as populações mais vulneráveis.
Neste contexto, foram desencadeadas, de forma imediata, diversas acções de assistência nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Manica, bem como na Cidade de Maputo, com enfoque na provisão de assistência alimentar e não alimentar, visando garantir a sobrevivência e a dignidade das populações afectadas.
De acordo com o Governo, a resposta humanitária em curso tem assegurado, até ao momento, uma assistência considerada suficiente, especialmente nos 94 Centros de Acolhimento e Acomodação actualmente em funcionamento no país.
As províncias afectadas receberam, através do mecanismo de coordenação do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), alimentos e outros produtos essenciais em quantidades adequadas, permitindo responder às necessidades desta fase crítica.
O Executivo destaca ainda que a capacidade de resposta tem vindo a reforçar-se progressivamente, com a mobilização contínua de recursos por parte do Governo e dos seus parceiros de cooperação, bem como de organizações humanitárias e outros actores da sociedade.
Paralelamente, decorrem acções de monitoria no terreno, realizadas por membros do Governo e outras entidades públicas, com o objectivo de avaliar os esforços desenvolvidos, apoiar as equipas de trabalho e acompanhar a situação das populações afectadas.




Produção de grãos da China atinge novo recorde em 2025

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A China registrou mais uma colheita abundante de grãos no ano passado, elevando a produção a um novo nível apesar de períodos de seca, inundações e chuvas prolongadas em algumas partes do país, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira. A produção de grãos atingiu cerca de 714,9 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 8,4 milhões de toneladas em relação ao ano anterior, segundo o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. A produção permaneceu acima de 700 milhões de toneladas por dois anos consecutivos. Essa conquista foi atingida com esforço, disse o vice-ministro da Agricultura e Assuntos Rurais, Zhang Xingwang, em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira. Zhang atribuiu a maior parte do aumento da produção às colheitas de outono, que representaram mais de 90% do crescimento anual da produção de grãos. O crescimento da produção foi registrado principalmente nas três províncias do nordeste da China, além da Mongólia Interior e Xinjiang. Ao todo, essas regiões responderam por quase 70% do aumento nacional. Por cultura, o milho teve um papel dominante, com a produção representando cerca de 75% do crescimento total. De acordo com a coletiva de imprensa, a produção de soja atingiu 20,91 milhões de toneladas no ano passado, permanecendo acima de 20 milhões de toneladas pelo quarto ano consecutivo. A produção combinada de carne suína, bovina, carneiro e aves subiu para 100,72 milhões de toneladas, um aumento de 4,2% ano a ano. A adoção mais rápida da tecnologia agrícola continuou aumentando a produtividade, disse Zhang, citando avanços em máquinas agrícolas e aplicações de agricultura inteligente, além do uso crescente de tecnologias de baixa altitude. Em 2025, a taxa de contribuição do progresso científico e tecnológico agrícola ultrapassou 64%, enquanto a taxa abrangente de mecanização do cultivo e colheita das culturas atingiu 76,7%. A frota chinesa de drones agrícolas ultrapassou 300.000 unidades, com cobertura operacional anual superior a 460 milhões de mu, ou 30,67 milhões de hectares. O desenvolvimento agrícola constante também tem apoiado o crescimento da renda rural e a revitalização rural. Dados oficiais mostram que, em 2025, a produção de valor agregado das principais processadoras agrícolas e de alimentos paralelos aumentou 5,6% em relação ao ano anterior, enquanto novas indústrias como turismo rural e comércio eletrônico continuaram a se expandir, impulsionando o emprego local. A renda disponível per capita dos moradores rurais registrou um aumento real de 6%. Além disso, as condições de vida nas áreas rurais também melhoraram, com a cobertura sanitária de banheiros subindo para cerca de 77%, além de aprimoramentos contínuos na infraestrutura e nos serviços públicos, incluindo educação, saúde e cuidados aos idosos. Notavelmente, a China continuou a consolidar os ganhos da redução da pobreza, com 832 distritos que saíram da pobreza cultivando duas a três indústrias líderes com fortes efeitos colaterais. O emprego entre pessoas que saíram da pobreza permaneceu estável, com mais de 30 milhões de trabalhadores empregados por cinco anos consecutivos. Olhando para o futuro, Zhang disse que o ministério acelerará a modernização agrícola e rural e avançará na revitalização rural, com esforços focados na estabilização do fornecimento de grãos e produtos agrícolas essenciais, no fortalecimento da inovação em ciência e tecnologia agrícola e aplicação tecnológica, no aumento da renda dos agricultores, na melhoria dos ambientes de vida rural e na prevenção de recaídas em larga escala na pobreza. Reformas rurais também serão promovidas para liberar mais impulso ao desenvolvimento, como a expansão de programas-piloto para estender os prazos dos contratos de terras rurais por mais 30 anos. Fim




Shenzhen, no sul da China, lidera cidades chinesas em comércio exterior em 2025

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Shenzhen, uma importante cidade na Província de Guangdong, no sul da China, registrou um aumento anual de 1,4% no comércio exterior, para 4,55 trilhões de yuans (US$ 649,8 bilhões) em 2025, garantindo a primeira posição entre todas as cidades chinesas do continente chinês, informaram nesta quinta-feira a Alfândega de Shenzhen e o departamento de comércio da cidade. As exportações de Shenzhen atingiram 2,74 trilhões de yuans em 2025, enquanto as importações subiram 8% ano a ano, totalizando 1,81 trilhão de yuans no mesmo período. Shenzhen abrigava 62.300 empresas com operações reais de importação e exportação em 2025, representando um aumento de 16% em relação ao ano anterior. Esse número inclui mais de 8.600 novas participantes no mercado, refletindo uma expansão constante na escala de suas entidades comerciais. As empresas privadas impulsionaram o crescimento do comércio de Shenzhen, contribuindo com quase 70% do valor total do comércio exterior da cidade. Em 2025, o valor combinado das importações e exportações de produtos de alta tecnologia em Shenzhen alcançou 2,6 trilhões de yuans, um aumento de 10,6% em relação a 2024, representando 57,1% do total da cidade. O comércio de Shenzhen com os países participantes da Iniciativa Cinturão e Rota totalizou 1,57 trilhão de yuans no ano passado, representando 34,5% do comércio exterior total de Shenzhen durante esse período.




Boane/Bela Vista: trânsito retomado de forma condicionada no drift de Umpala

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A circulação rodoviária no troço Boane–Bela Vista, na província de Maputo, voltou a ser possível, embora de forma condicionada, no drift de Umpala, localizado na Vila de Boane. A interrupção do tráfego havia sido registada nos últimos dias devido ao galgamento das águas das cheias, consequência das intensas chuvas que continuam a afectar várias regiões do país.
Em nota a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, a Administração Nacional de Estradas (ANE) explicou que a situação exigiu a interdição temporária da via, enquanto as equipas técnicas avaliavam os danos e implementavam medidas de segurança para permitir a circulação com segurança. Segundo a ANE, a reposição da transitabilidade será mantida sob monitoria constante, dado que os níveis das águas podem variar rapidamente em função das condições meteorológicas.
As autoridades apelam aos automobilistas para que reduzam a velocidade, respeitem a sinalização provisória e sigam rigorosamente as orientações das equipas no local. Recomenda-se especial atenção aos veículos de maior porte e às famílias que utilizam a via diariamente, tendo em conta que o tráfego continua restrito e condicionado.
Este episódio reforça a necessidade de vigilância constante nas estradas do país durante a época das chuvas, sobretudo em áreas propensas a cheias e galgamentos, como é o caso de vários drifts e pontes na província de Maputo. A ANE assegura que continuará a trabalhar em coordenação com as autoridades locais para garantir a segurança dos utentes da estrada e minimizar os impactos das intempéries.