Xiconomics: A visão da China para uma economia mundial aberta em tempos de turbulência

CHINA FEM

Teve início, esta segunda-feira, em Davos, na Suíça, o Fórum Económico Mundial (FEM) de 2026, num contexto internacional marcado por fortes tensões económicas e políticas. Enquanto líderes globais debatem soluções na cidade alpina coberta de neve, a economia mundial enfrenta desafios cada vez mais profundos, com destaque para o recrudescimento do proteccionismo, do unilateralismo e do hegemonismo.



É neste cenário que ganha relevo a visão defendida pelo Presidente chinês, Xi Jinping, ao longo dos últimos anos, assente na abertura económica, na justiça e na cooperação internacional como pilares fundamentais para a estabilidade e o crescimento globais. Para Pequim, a governança económica mundial só pode ser sustentável se for inclusiva, previsível e baseada no multilateralismo.

O crescimento económico mundial está sob pressão. Segundo alertou Indermit Gill, economista-chefe do Grupo Banco Mundial, a economia global deverá crescer mais lentamente nos próximos anos do que na já conturbada década de 1990. Um dos principais factores apontados é o aumento de medidas proteccionistas, em particular a nova vaga de tarifas e restrições comerciais adoptadas pelos Estados Unidos.

Dados recentes indicam que a tarifa média de importação dos EUA subiu de 2,4% no início de 2025 para cerca de 18%, o nível mais elevado desde a década de 1930. Estas medidas têm impactos directos na economia global. A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) prevê que o crescimento dos EUA desacelere para 1,8% em 2025 e 1,5% em 2026, abaixo da média de 2,5% registada entre 2015 e 2019.

Na Europa, tarifas impostas sobre aço, alumínio e automóveis afectaram cadeias de abastecimento e enfraqueceram a competitividade, levando empresas a adiar investimentos. A União Europeia deverá crescer apenas 1,3% em 2025, segundo a UNCTAD.

Além do impacto económico, Washington tem recorrido às tarifas como instrumento de pressão geopolítica, incluindo ameaças de sanções comerciais contra países que não alinhem com determinados interesses estratégicos dos EUA. Para analistas, esta instrumentalização do comércio e das finanças desestabiliza os mercados e reduz a margem de manobra dos países em desenvolvimento.

Líderes mundiais têm manifestado reservas. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou que impor novas sanções seria um erro, enquanto o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, alertou para o uso do comércio global contra países mais fracos.

Perante um mundo fragmentado, Xi Jinping tem reiterado que nenhum país prospera isoladamente. “Os países não podem prosperar sem um ambiente internacional de cooperação aberta”, afirmou em várias ocasiões, sublinhando que a globalização económica é uma tendência histórica irreversível.

Desde o seu discurso no Fórum Económico Mundial de 2017, em que comparou a economia global a um “grande oceano do qual ninguém pode escapar”, até às intervenções mais recentes, Xi tem defendido a livre circulação de bens, capitais, tecnologia e pessoas como elementos essenciais do crescimento.

Em Julho de 2025, o líder chinês reafirmou que a China continuará a expandir uma abertura de alto padrão, partilhando os benefícios do seu vasto mercado e injectando maior previsibilidade na economia mundial. Para analistas africanos e asiáticos, esta abordagem responde directamente às aspirações do Sul Global, que procura não uma liberalização sem regras, mas sim acesso real a mercados, tecnologia e financiamento em condições justas.

A política de reforma e abertura da China tem-se materializado em iniciativas concretas. Um exemplo é o lançamento do Porto de Livre Comércio de Hainan, em Dezembro de 2025, com ampliação da cobertura tarifária zero e regras mais favoráveis ao mercado e aos negócios. Durante uma visita à província, Xi Jinping classificou o projecto como histórico, sublinhando o seu papel na promoção de uma economia mundial aberta.

Hainan deverá ainda reforçar a articulação com a Grande Área da Baía Guangdong–Hong Kong–Macau e aprofundar a integração na Iniciativa Cinturão e Rota, servindo como plataforma de cooperação internacional em sectores como turismo, serviços modernos, alta tecnologia e agricultura, com benefícios particulares para países da ASEAN.

Os impactos das crises globais recaem com maior peso sobre o Sul Global. Segundo o Banco Mundial, até ao final de 2025 quase todas as economias avançadas terão rendimentos per capita acima dos níveis de 2019, enquanto cerca de um quarto das economias em desenvolvimento continuará abaixo dos patamares pré-pandemia.

Face a este cenário, cresce a exigência por uma globalização mais equilibrada. Em Dezembro de 2024, Xi Jinping reafirmou o compromisso da China em trabalhar com organizações económicas internacionais para apoiar o desenvolvimento do Sul Global e promover uma globalização económica universalmente benéfica e inclusiva.

Essa convergência tem-se reflectido em projectos concretos. Em África, a China apoiou a construção e modernização de mais de 10 mil quilómetros de caminhos-de-ferro, quase 100 mil quilómetros de estradas e mais de 200 mil quilómetros de cabos de fibra óptica, reforçando a conectividade e a industrialização. A Ponte Magufuli, sobre o Lago Vitória, na Tanzânia, inaugurada em Junho de 2025, é apontada como símbolo dessa cooperação, ao melhorar a mobilidade regional e impulsionar o desenvolvimento económico.

Além das infra-estruturas, analistas destacam o papel crescente da China na transferência de tecnologia, na digitalização e no desenvolvimento de capacidades locais, contribuindo para uma maior autonomia económica dos países parceiros.

Para vários especialistas, a China assume hoje um papel de âncora de estabilidade e de motor da modernização industrial no Sul Global. Ao defender abertura, inclusão e cooperação, Pequim propõe uma alternativa ao unilateralismo dominante, numa altura em que o mundo procura, com urgência, um rumo mais equilibrado para a economia global.




ANE alerta para erosão na EN1 em Xai-Xai

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A Administração Nacional de Estradas (ANE) anunciou a existência de uma erosão na Estrada Nacional Número Um (EN1), concretamente na zona do bairro 8, na cidade de Xai-Xai, província de Gaza.
Segundo uma nota a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, a ANE apela à máxima atenção de todos os utentes da via, com destaque especial para as equipas de resgate e assistência que se encontram a operar nas zonas afectadas.
A instituição alerta que a situação pode comprometer a circulação rodoviária e representa riscos para a segurança dos automobilistas, pelo que recomenda prudência redobrada ao atravessar o local, bem como o cumprimento rigoroso das orientações das autoridades no terreno.
A ANE garante que equipas técnicas estão mobilizadas para avaliar a gravidade da erosão e implementar medidas urgentes de contenção, visando restabelecer a segurança e a normal circulação naquela importante via do país.




Augusto Pelembe critica versão oficial sobre morte de administrador do BCI

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O antigo candidato à presidência do Município da Matola e actual membro da Assembleia Municipal pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Augusto Pelembe, manifestou-se sobre o caso da morte do administrador do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), ocorrido numa unidade hoteleira na cidade de Maputo.
Em declarações públicas, Pelembe considerou que a versão apresentada pelas autoridades levanta várias dúvidas, descrevendo o caso como “uma história montada” e criticando a actuação do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). Segundo o dirigente do MDM, a narrativa oficial demonstra falta de criatividade e fragilidades na condução das investigações.
Para Augusto Pelembe, este episódio expõe problemas recorrentes na forma como os órgãos de investigação criminal têm gerido casos de grande repercussão no país. O político defende que é urgente melhorar a transparência e a credibilidade dos processos investigativos em Moçambique, de modo a reforçar a confiança da população nas instituições de justiça.




Impacto das Inundações: Município da Matola busca solução para mais de 1.500 famílias sem energia no Tchumene II

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O Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Parruque, deslocou-se na terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, ao bairro de Tchumene II, na zona da Matola-Gare, para inteirar-se da situação vivida por mais de 1.500 famílias que se encontram sem fornecimento de energia eléctrica há mais de dois dias, na sequência das inundações registadas na região.
De acordo com informações colhidas no local, a interrupção do fornecimento de energia deve-se à submersão do Posto de Transformação (PT) da Electricidade de Moçambique (EDM), provocada pela subida do nível das águas resultante das chuvas intensas.
Para mitigar a situação, o Município da Matola mobilizou meios técnicos, destacando-se a alocação de uma retroescavadora para redireccionar o curso das águas, bem como a disponibilização de uma motobomba, visando acelerar o escoamento da água acumulada no bairro.
Durante a visita, Júlio Parruque enalteceu a postura proactiva dos moradores de Tchumene II, destacando o espírito de solidariedade e organização comunitária na busca de soluções locais para os desafios enfrentados.
“O exemplo demonstrado pela população é encorajador. Mostra que, quando a comunidade se une, é possível encontrar caminhos para ultrapassar as dificuldades”, afirmou o edil, reafirmando o compromisso do Município em continuar a apoiar as famílias afectadas até à normalização da situação.




Sua Majestade Rei do Marrocos diz sim ao convite de Trump para integrar o Conselho da Paz

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Sua Majestade o Rei responde positivamente ao convite do Presidente Donald Trump para integrar o Conselho da Paz como membro fundador – Ministério dos Negócios Estrangeiros Sua Majestade o Rei Mohammed VI, Presidente do Comité de Al-Quds, recebeu um convite de Sua Excelência Donald J. Trump, Presidente dos Estados Unidos da América, para integrar, como membro fundador, o Conselho da Paz que pretende lançar. A iniciativa visa “contribuir para os esforços de paz no Médio Oriente e adotar uma nova abordagem para a resolução de conflitos em todo o mundo”, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Africana e dos Marroquinos no Estrangeiro.O Conselho está reservado a um grupo restrito de líderes internacionalmente reconhecidos, empenhados num futuro seguro e próspero para as próximas gerações, observa o comunicado.Este convite, acrescenta, reflecte o reconhecimento da liderança esclarecida de Sua Majestade o Rei, que Deus o ajude, e da sua estatura como actor fundamental para a paz, e demonstra a confiança de que o Soberano goza tanto do Presidente dos Estados Unidos como da comunidade internacional.Saudando o empenho e a visão do Presidente Donald Trump para a promoção da paz, Sua Majestade o Rei aceitou este convite. Neste contexto, Marrocos ratificará a carta de fundação deste Conselho.O Conselho da Paz assumirá a forma jurídica de uma organização internacional com o objectivo de promover a estabilidade, restaurar a governação e assegurar uma paz duradoura em áreas afectadas ou ameaçadas por conflitos.O seu mandato será baseado na cooperação prática, em ações eficazes e em parcerias orientadas para resultados. A participação neste Conselho é estritamente por convite do Presidente dos Estados Unidos da América.Além disso, Marrocos congratula-se com o anúncio do lançamento da segunda fase do plano de paz abrangente do Presidente Trump, bem como com a formação oficial do Comité Nacional para a Administração de Gaza como órgão transitório temporário.
Sob a liderança esclarecida de Sua Majestade o Rei, Marrocos reitera o seu firme compromisso com uma paz justa, abrangente e duradoura no Médio Oriente, que possibilite o estabelecimento de um Estado palestiniano dentro das fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como a sua capital, vivendo lado a lado em paz com Israel, conclui o comunicado.




Juízes Conselheiros do Conselho Constitucional doam 100 mil meticais às vítimas das cheias

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Os Juízes Conselheiros do Conselho Constitucional (CC) procederam à doação de 100.000,00 meticais às vítimas das cheias que assolam várias regiões do país, numa demonstração de solidariedade para com as famílias afectadas pela intempérie.
Segundo uma nota a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, o Conselho Constitucional esclarece que o valor monetário será canalizado à Instituição Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), entidade responsável pela coordenação da assistência humanitária às populações afectadas.
De acordo com o documento, a quantia resulta da contribuição correspondente a dois dias de salário dos Juízes Conselheiros e dos funcionários da instituição.
“Temos ciência de que, pela magnitude das carências de vária ordem que enfrentam, este gesto, no valor de 100.000,00Mt (cem mil meticais), fruto da contribuição de dois dias de salário dos Juízes Conselheiros e dos funcionários, constitui apenas uma gota nas gigantescas necessidades que a situação criou”, refere a nota.
Apesar de reconhecerem que o valor é modesto face à dimensão das necessidades, os doadores mostram-se esperançosos de que a união de esforços possa gerar um impacto significativo.
“Estamos esperançosos de que, se juntarmos as mãos de milhões de braços numa só força, cada um com a sua gota, criaremos impressionantes ondas de solidariedade e vamos vencer”, acrescenta o comunicado.
O Conselho Constitucional aproveita a ocasião para apelar à solidariedade de todos os moçambicanos, sublinhando que qualquer contribuição, por menor que seja, pode fazer a diferença.
“Cada gesto pode significar alimento, abrigo, água potável, medicamentos e esperança para quem tudo perdeu. Unamo-nos como irmãos e irmãs, estendendo a mão a quem mais precisa”, conclui a nota.




PIMO manifesta interesse em aderir ao Diálogo Nacional Inclusivo

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O Partido Independente de Moçambique (PIMO) submeteu formalmente uma carta à Comissão para o Diálogo Político, manifestando o seu interesse em integrar o Diálogo Nacional Inclusivo, uma iniciativa coordenada pelo Comité Técnico de Organização do Diálogo (COTE) e criada pelo Governo da República de Moçambique.
De acordo com o documento a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, a adesão do PIMO visa contribuir activamente para o processo de reflexão nacional em torno da revisão da Constituição da República e do sistema de governação, numa altura em que o país procura consolidar a estabilidade política e fortalecer a democracia participativa.
A carta é assinada pelo Secretário-Geral do partido, Jeremias Timbe, que destaca a disponibilidade do PIMO em participar de forma construtiva no processo, apresentando propostas, projectos e ideias estruturantes que possam impulsionar o desenvolvimento sustentável da nação.
Segundo o dirigente partidário, o PIMO acredita que o Diálogo Nacional Inclusivo representa uma oportunidade histórica para a construção de consensos políticos e sociais, fundamentais para garantir um futuro mais inclusivo, justo e democrático para todos os moçambicanos.
“O nosso partido está pronto para contribuir com ideias sólidas e projectos estratégicos que respondam às reais necessidades do povo moçambicano, reforçando os princípios da democracia, da boa governação e da justiça social”, refere a carta.
O documento sublinha ainda que a participação do PIMO no processo visa promover uma cultura de diálogo aberto, transparente e participativo, envolvendo diferentes actores políticos e da sociedade civil, com o objectivo de assegurar que as reformas constitucionais reflitam os anseios do povo.
O Diálogo Nacional Inclusivo, coordenado pelo COTE, surge como uma plataforma estratégica para debater questões estruturais do Estado moçambicano, incluindo a organização do poder político, a descentralização, a reforma do sistema eleitoral e o reforço das instituições democráticas.
Neste contexto, o PIMO considera essencial que todas as forças políticas, independentemente da sua dimensão, sejam incluídas no processo, de modo a garantir legitimidade, pluralismo e representatividade nas decisões que irão moldar o futuro do país.
Para o partido, a construção de consensos nacionais passa necessariamente pela escuta activa das diferentes sensibilidades políticas, sociais e culturais, evitando divisões e promovendo a unidade nacional.
Com esta iniciativa, o PIMO reafirma o seu compromisso com a paz, a estabilidade política e o desenvolvimento sustentável, defendendo que o diálogo é o caminho mais seguro para a resolução dos desafios estruturais que o país enfrenta.
O Jornal Visão Moçambique continuará a acompanhar de perto os desenvolvimentos deste processo e as reacções das diferentes forças políticas e sociais envolvidas no Diálogo Nacional Inclusivo.




Cheias no Rio Umbeluzi provocam Restrições no Abastecimento de Água em Maputo e Matola

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Maputo, 19 de Janeiro de 2026 – O abastecimento de água potável na Região Metropolitana de Maputo está condicionado desde as primeiras horas desta segunda-feira, na sequência das inundações e da subida significativa do nível do rio Umbeluzi, informou a Águas de Moçambique, Instituto Público (AdeM, IP).



De acordo com um comunicado oficial, a situação afectou directamente a Estação de Tratamento de Água de Umbeluzi, localizada no distrito de Boane, comprometendo o fornecimento de água às cidades de Maputo, Matola, Matola Rio e à Vila de Boane.

A AdeM, IP explica que o fenómeno resulta das condições hidrológicas adversas registadas na bacia do Umbeluzi, provocadas pelas chuvas intensas que assolam a província de Maputo nos últimos dias.

Entretanto, a instituição garante que já estão em curso medidas alternativas de mitigação, com o objectivo de estabilizar o sistema e assegurar o restabelecimento gradual do abastecimento de água, assim que estejam reunidas as condições técnicas e operacionais necessárias. A previsão aponta para uma melhoria progressiva do fornecimento até ao final do dia de hoje.

A empresa pública assegura ainda que continua a monitorar atentamente a evolução da situação hidrológica, em coordenação com as autoridades competentes, apelando à compreensão e colaboração dos utentes.

Enquanto persistirem as restrições, a AdeM recomenda o uso racional da água disponível, de forma a minimizar os impactos do constrangimento no dia-a-dia da população.




INAM prevê chuva e trovoadas em várias regiões do país esta terça-feira

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas acompanhadas de trovoadas em várias regiões de Moçambique esta terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, com temperaturas elevadas sobretudo nas zonas centro e norte do país.



De acordo com a previsão diária divulgada pelos Serviços Centrais de Previsão Meteorológica (SCPM), cidades como Xai-Xai, Inhambane, Vilankulo, Beira, Chimoio, Tete, Quelimane e Nampula deverão registar precipitação associada a actividade eléctrica, cenário típico desta fase da época chuvosa.

As temperaturas máximas variam entre os 25 graus Celsius em Chimoio e os 34 graus em Nampula, enquanto as mínimas oscilam entre 12 graus em Lichinga e 26 graus em Quelimane, indicando noites relativamente quentes na maior parte do território.

Em Maputo, o INAM prevê céu nublado com possibilidade de chuva, com temperaturas a variarem entre 20 e 27 graus Celsius. Já em Pemba, a previsão aponta para períodos de sol intercalados com nebulosidade, com máxima de 32 graus.

O boletim indica ainda que o nascer do sol ocorrerá entre as 05h05 e 05h28, enquanto o pôr do sol está previsto entre as 17h52 e 18h45, dependendo da região. A fase da lua é crescente côncava, informação relevante sobretudo para actividades ligadas à navegação e agricultura tradicional.

O INAM recomenda atenção redobrada, especialmente em zonas propensas a inundações e cheias rápidas, tendo em conta a persistência das chuvas e a saturação dos solos em várias regiões do país.




GOVERNO CENTRAL REFORÇA RESPOSTA AO ALERTA VERMELHO EM BOANE E MATOLA RIO

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A Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, mandatada pelo Governo Central para apoiar a Província de Maputo na actual fase de Alerta Vermelho devido às chuvas intensas, realizou neste sábado (17) uma visita de trabalho aos distritos de Boane e Matola Rio.



No Distrito de Boane, a governante deslocou-se à Estrada Nacional n.º 2 (EN2), Bloco 2, ponto de atracagem das embarcações usadas no resgate de pessoas em zonas inundadas. No local, interagiu com equipas da UNAPROC, PRM, SENSAP e profissionais de saúde mobilizados para assistência às vítimas.

A ministra visitou ainda o Centro de Acomodação da Escola Básica 19 de Outubro e o local de reassentamento no bairro Filipe Samuel Magaia, onde avaliou as condições criadas para o acolhimento das famílias afectadas pelas cheias.

Já no Município da Matola Rio, Ivete Alane visitou o Centro de Acomodação de Chinonanqila e a ponte de Djuba, tendo concluído a jornada no drift de Malhampsene, na localidade de Mulotana, uma das zonas críticas devido ao corte de vias de acesso.

Durante a visita, a mandatária do Governo Central encorajou as autoridades locais e as equipas no terreno, reconhecendo o esforço em curso e reforçando a necessidade de manter elevados níveis de prontidão, coordenação institucional e resposta rápida, com vista à salvaguarda de vidas humanas.