CMM Repudia Invasão ao Centro de Saúde do Zimpeto e Acusa Deputado do PODEMOS de Agressão a Diretor da Unidade

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O Conselho Municipal de Maputo (CMM) condenou publicamente a invasão do Centro de Saúde do Zimpeto, ocorrida na manhã desta segunda-feira, e protagonizada pelo Deputado do PODEMOS, Ivandro Massingue, um episódio que já circula amplamente nas redes sociais através de vídeos gravados no local pela TV Sucesso.



Em Nota de Repúdio, a edilidade manifesta “elevada preocupação” com o ocorrido e classifica o comportamento do deputado como grave, desrespeitoso e incompatível com os princípios do Estado de Direito Democrático, sublinhando que a situação culminou na agressão ao Diretor da Unidade Sanitária.

Unidade de Saúde não é palco político

O CMM recorda que unidades sanitárias são espaços sensíveis, destinados exclusivamente à prestação de cuidados de saúde, regidos por normas legais, éticas e administrativas rigorosas. Segundo a edilidade, a captação de imagens no interior do centro de saúde, sem autorização prévia, constitui uma violação grave da privacidade, do sigilo profissional e do acto médico, além de colocar em causa os direitos fundamentais dos pacientes, incluindo o direito à intimidade e à protecção de dados pessoais.

A nota sublinha ainda que nenhum cargo público se sobrepõe à lei, nem confere legitimidade para actos que perturbem o funcionamento das instituições públicas ou comprometam a confiança da população, sobretudo quando está em causa o sector da saúde.

Intervenção policial evitou cenário mais grave

De acordo com o documento, a situação só não assumiu contornos mais graves graças à intervenção das autoridades policiais e dos profissionais de saúde, que garantiram a continuidade dos serviços e evitaram a exposição indevida de cidadãos em situação de vulnerabilidade.

Repúdio estende-se à liderança do PODEMOS

O Conselho Municipal de Maputo foi mais longe e endereçou formalmente o seu repúdio à bancada e à liderança do PODEMOS, considerando que este tipo de prática atenta contra a legalidade, a urbanidade institucional e a cooperação necessária entre órgãos do Estado.

Apesar da dureza do comunicado, a edilidade fez questão de reafirmar que nunca teve constrangimentos em receber Deputados da Assembleia da República, mantendo-se aberta ao diálogo, cooperação institucional e fiscalização responsável, desde que exercida nos termos da lei, com respeito mútuo, ordem pública e salvaguarda da integridade dos servidores públicos.

O episódio lança agora um debate mais amplo sobre os limites da fiscalização política, o uso de câmaras em espaços clínicos e a linha ténue entre escrutínio público e abuso de autoridade.




Choque Político em Quelimane: Manuel de Araújo Exonera Todo o Governo Municipal e Reorganiza a Edilidade

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O ano de 2026 começou com um verdadeiro abalo político-administrativo na cidade de Quelimane. No primeiro dia laboral do novo ano, o presidente do Conselho Municipal, Manuel de Araújo, decidiu exonerar toda a máquina administrativa autárquica, numa medida sem precedentes recentes na edilidade.



A decisão apanhou muitos de surpresa e marca um reset total na governação municipal, abrindo caminho para uma nova configuração do poder local e levantando várias leituras políticas sobre o rumo que a autarquia pretende seguir.

Exoneração em massa… mas com regressos estratégicos

Apesar do afastamento generalizado, Manuel de Araújo optou por reconduzir alguns quadros do mandato anterior, apostando em figuras já conhecidas da estrutura municipal para ocupar cargos considerados estratégicos.

Entre os primeiros nomes anunciados destaca-se Carlos Jackson, nomeado Diretor do Gabinete do Presidente, posição-chave no novo ciclo de governação.

Outro regresso relevante é o de Óscar Ferreira, que volta a assumir as funções de Chefe das Operações da Polícia Municipal, sector sensível num contexto urbano marcado por desafios de ordem pública e fiscalização.

Finanças e receitas sob novos comandos

Na área financeira, Manuel de Araújo apostou em rostos experientes da casa. Almere Alfoi, antigo Diretor de Administração, regressa agora como Chefe de Receitas, enquanto Jamim dos Santos Pequenos foi indicado para o cargo de Chefe de Tesouraria.

Elísio Pedro Alexandre volta a ocupar a Vereação de Administração e Finanças, uma das pastas mais determinantes da governação municipal, sobretudo num momento de reorganização interna e redefinição de prioridades para 2026.

Mais nomeações a caminho

Segundo informações avançadas pela Miramar, o edil poderá, nos próximos dias, proceder à nomeação de outros dirigentes, com o objectivo de fechar a composição da nova equipa governativa municipal.

A expectativa agora centra-se em saber quem fica de fora, quem entra e, sobretudo, que mudanças concretas esta reestruturação profunda irá trazer para a gestão da cidade de Quelimane.

Uma coisa é certa: Manuel de Araújo começou 2026 sem meias medidas. E quando um presidente exonera tudo no primeiro dia útil do ano, não é para manter tudo igual.




ÚLTIMA HORA: Director da Willow International School Interrogado na SIC após pedido do Governo da Turquia

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A Direção da Willow International School confirmou que o seu representante legal, Emre Çınar, encontra-se hoje, 05 de Janeiro de 2026, no Palácio da Justiça, na cidade de Maputo, onde está a ser submetido a interrogatório na Secção de Instrução Criminal (SIC).



Segundo a instituição, o diretor foi detido pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na sequência de um mandado emitido a pedido do Governo da Turquia, facto que levanta várias interrogações sobre o enquadramento jurídico e diplomático do caso.

Detenção com origem internacional

As circunstâncias da detenção ainda não foram detalhadas publicamente pelas autoridades, mas a confirmação de que o processo resulta de um pedido formal do Estado turco coloca o caso num plano sensível, envolvendo cooperação internacional e mecanismos legais de extradição ou assistência judiciária.

Até ao momento, não foram divulgadas informações sobre as acusações concretas que sustentam o mandado emitido pelas autoridades turcas.

Escola acompanha o processo e aguarda desfecho

Em comunicado, a Direção da Willow International School afirmou estar a acompanhar de perto o processo, aguardando os desenvolvimentos legais que resultarão do interrogatório em curso.

A instituição reiterou a sua confiança nas autoridades judiciais moçambicanas, sublinhando a expectativa de que todo o procedimento decorra com base nos princípios do devido processo legal, conforme a legislação nacional e os acordos internacionais em vigor.

Silêncio oficial e expectativa

Até ao fecho desta matéria, nem o SERNIC nem o Ministério Público haviam prestado declarações adicionais sobre o caso. O silêncio institucional aumenta a expectativa em torno das próximas horas, que poderão ser decisivas para o esclarecimento da situação jurídica do representante da instituição de ensino.

O caso continua em desenvolvimento.




Do Hit “Vou Desafiar Você” ao Futuro: DJ Detonna Lança Clipe 100% Criado por Inteligência Artificial

Do Hit "Vou Desafiar Você" ao Futuro: DJ Detonna Lança Clipe 100% Criado por Inteligência Artificial

O novo projeto apresenta “Falcon Beat IA”, o primeiro intérprete totalmente gerado por algoritmos, em uma produção que redefine os limites da música e do vídeo no Brasil.



Rio de Janeiro conhecido por assinar o megahit “Vou Desafiar Você”, que dominou as pistas e as redes sociais, o DJ Detonna volta a agitar o cenário cultural, mas desta vez de uma forma nunca antes vista no mercado nacional. O produtor acaba de lançar o videoclipe de sua nova faixa, uma obra disruptiva onde 100% do conteúdo visual e o próprio cantor foram criados por Inteligência Artificial.

O projeto apresenta ao público Falcon Beat IA, um artista digital desenvolvido para dar voz e imagem às novas composições de Detonna. No clipe, a estética futurista e os detalhes hiper realistas impressionam, mostrando que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de auxílio para se tornar a protagonista do processo criativo.

Inovação no Funk e na Cena Musical
Enquanto o mercado global discute os impactos da tecnologia, DJ Detonna toma a dianteira no Rio de Janeiro ao aplicar a IA em todas as etapas: da criação do intérprete à renderização dos cenários e efeitos do vídeo.

“É um novo conceito visual e musical. O objetivo foi criar algo moderno, futurista e completamente diferente de tudo que o público já viu”, afirma a descrição oficial do lançamento.

A letra da música, que abre com versos sobre superação (“Foi foda né / Mas a gente venceu”), ganha uma camada extra de significado ao ser interpretada por uma entidade digital, simbolizando a “vitória” da tecnologia na superação de barreiras físicas e geográficas da produção audiovisual tradicional.

Para quem acompanha a evolução cultural do Rio, o recado é claro : o futuro chegou e ele tem a batida do DJ Detonna.




Cura Iluminada: uma reflexão de fim de ano

Cura Iluminada: uma reflexão de fim de ano

As festas de fim de ano têm a capacidade de aumentar a luz — às vezes suavemente, como velas tremeluzindo em um cômodo silencioso, e às vezes de uma só vez, expondo tudo o que carregamos sob a superfície. Elas iluminam a memória e a ausência, a tradição e a ruptura, a alegria e as pendências não resolvidas de nossas vidas. Para mim, esta época deixou de ser sobre celebração e passou a ser sobre consciência. Eu chamo isso de cura iluminada.

Cura Iluminada: uma reflexão de fim de ano

Durante muito tempo, acreditei que a cura era algo que se alcançava. Que, se você se esforçasse o suficiente por meio do perdão, da disciplina ou da pura força de vontade, acabaria chegando a um lugar onde o passado já não o tocaria. O que aprendi, ao longo de anos vivendo, perdendo, amando e contando a minha história, é que a cura não é um ponto de chegada. É uma prática. Uma prática que exige honestidade, coragem e a disposição de permanecer no desconforto tempo suficiente para que ele lhe ensine algo.

No meu livro Christmas Cactus, percorro a minha vida por meio de momentos que, à primeira vista, pareciam desconectados: uma infância moldada por paixão e expectativa, viagens pela Colômbia de trem e de estrada, os meses humildes que passei limpando baias de cavalos na zona rural da Geórgia, a formação de irmandades inesperadas longe de casa e o desmoronamento de um longo casamento que me obrigou a confrontar quem eu era quando os papéis nos quais havia construído minha identidade começaram a se dissolver. Cada experiência carregava sua própria lição, mas só quando comecei a olhá-las em conjunto — mapeando o que hoje chamo de DNA emocional — compreendi o quão profundamente conectadas elas estavam.

As festas têm uma forma singular de ativar esse DNA emocional. Elas nos reconduzem às dinâmicas familiares, aos rituais e às histórias que talvez tenhamos superado, mas nunca escapado por completo. Elas nos lembram de quem nos criou, do que herdamos e do que ainda carregamos, muitas vezes de forma inconsciente. A cura iluminada começa quando permitimos que esses padrões venham à tona, não para julgá-los, mas para compreendê-los.

Assim como o próprio cacto de Natal — não convencional, florescendo de forma vibrante quando menos se espera — a cura não segue um caminho linear nem um cronograma organizado. Ela emerge quando as condições são adequadas: quando desaceleramos, quando escutamos, quando paramos de tentar nos consertar e começamos a dizer a verdade. Aprendi que a cura pode acontecer no silêncio, como na quietude compartilhada de um retiro feminino nas Catskills, ou na honestidade radical, como no momento em que me encontrei comigo mesma em uma ala psiquiátrica e não tive escolha senão enxergar minha dor com clareza. Hoje entendo que a cura é sua. Assim como na vida do meu cacto, haverá espinhos, mas você pode pendurar luzes e enfeites e transformar a sua vida em um belo Cacto de Natal.

Nesta estação, reflito sobre o quanto caminhei graças a esses capítulos difíceis. Honro a coragem necessária para escrever a minha história, a humildade exigida para reconhecer meus erros como mãe e como parceira, e a graça necessária para aceitar que nem todos curam no mesmo ritmo — ou sequer curam. A cura iluminada me ensinou que a própria consciência é uma forma de libertação. Não é possível mudar aquilo que não se consegue ver.

À medida que o ano se encerra, o meu desejo é por presença, não por perfeição ou resolução. Que nos permitamos permanecer com o que é — o luto e a gratidão, o anseio e o amor — sem passar apressadamente por isso. Que confiemos na inteligência silenciosa que existe dentro de nós e que sabe como curar, como suavizar, como florescer novamente.

Que esta temporada de festas ofereça a cada um de nós a cura iluminada: aquela que não exige respostas, apenas honestidade; aquela que não apaga o passado, mas transforma a nossa relação com ele. E que possamos levar essa luz adiante para o novo ano, para as nossas famílias e para as histórias que somos.

por Lina Clavijo




Jovem de 34 anos morto a tiros por fiscais em Salamanga gera contestação pública

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Um jovem de 34 anos perdeu a vida após ter sido atingido a tiros por fiscais do Parque Nacional de Maputo, na localidade de Salamanga, distrito de Matutuíne, província de Maputo. O incidente, ocorrido durante o período natalício, está a gerar forte comoção social e questionamentos sobre a actuação das forças de fiscalização ambiental.



Segundo relatos divulgados, os fiscais deslocaram-se à residência da vítima sob suspeita de envolvimento em actividades de caça furtiva. De acordo com as mesmas fontes, os agentes teriam entrado no quintal da casa sem mandado judicial e munidos de armas de fogo.

Ainda conforme os depoimentos, ao aperceber-se da presença dos fiscais, o cidadão tentou fugir. Os agentes efectuaram disparos que atingiram a vítima, apesar de esta se encontrar desarmada. O jovem foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, onde viria a perder a vida devido à gravidade dos ferimentos.

O caso está a suscitar críticas de membros da comunidade e de analistas, que questionam a legalidade da atuação dos fiscais e o uso de força letal fora de uma situação de confronto armado ou flagrante delito dentro da área de conservação.

Especialistas em direito constitucional lembram que a Constituição da República de Moçambique consagra o direito à vida e à integridade física, estabelecendo que ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente. Sublinha-se ainda que o ordenamento jurídico moçambicano não prevê a pena de morte, cabendo às autoridades policiais e judiciais a investigação, detenção e julgamento de suspeitos de crimes.

A comunidade local de Salamanga manifesta preocupação com o impacto do caso na relação entre a população e as entidades gestoras das áreas de conservação, defendendo maior transparência, responsabilização e esclarecimento público sobre as circunstâncias da morte.

Até ao momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a abertura de um inquérito criminal ou disciplinar para apurar responsabilidades. Organizações da sociedade civil e residentes apelam às autoridades competentes para que o caso seja investigado de forma imparcial e célere.

Fonte: Programa Balanço Geral, Televisão Miramar.




Casal é resgatado após permanecer 23 horas retido em rocha no rio Vunduzi, em Gorongosa

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Um casal foi resgatado com vida depois de ter ficado retido durante cerca de 23 horas no topo de uma rocha no meio do rio Vunduzi, no distrito de Gorongosa, província de Sofala. A ocorrência aconteceu na tarde de quinta-feira, quando os dois tentavam atravessar o curso de água e foram surpreendidos pela subida repentina do caudal, impulsionada por uma chuva torrencial.



Segundo o Governo local, o casal iniciou a travessia pouco depois das 17 horas, horário em que as precipitações intensificaram-se, aumentando o volume de água no rio e tornando a passagem perigosa e intransitável. Para escapar à força das águas, a dupla refugiou-se numa rocha no meio do leito, onde passou a noite e grande parte do dia seguinte, exposta às intempéries.

O alerta foi dado pelas comunidades vizinhas após notarem a ausência do casal e a impossibilidade de estes continuarem a travessia. Em resposta, as autoridades governamentais mobilizaram um helicóptero para a região, que permitiu o resgate seguro das duas pessoas, que apresentavam sinais de exaustão, mas sem risco imediato de vida. Integrity Magazine

Riscos climáticos e historial de cheias

A província de Sofala integra zonas frequentemente afectadas por chuvas intensas durante a estação chuvosa, que vai de Outubro a Março, com risco elevado de inundações em áreas ribeirinhas. O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) tem emitido avisos de precipitações fortes, trovoadas e ventos com rajadas para diversas regiões de Sofala e Manica, incluindo Gorongosa, recomendando precauções em locais propensos a enchentes e quedas de árvores.

Especialistas em gestão de recursos hídricos alertam que eventos climáticos extremos, intensificados pelas alterações climáticas, associam-se a cheias repentinas em bacias como as do rio Vunduzi e de outras bacias importantes do país, expondo comunidades e viaturas ao risco de ficar isoladas ou em perigo. Dados recentes indicam que, para a época chuvosa 2025/2026, entre 400 mil e 600 mil moçambicanos poderão necessitar de assistência humanitária devido a inundações e à vulnerabilidade de infra-estruturas junto a cursos de água.

O rio Vunduzi, como outros curso de água na zona centro do país, já foi palco de incidentes anteriores, incluindo acidentes rodoviários e situações de risco durante épocas de chuva intensa, exigindo atenção redobrada das autoridades distritais e das populações locais.

Apelo à precaução

Autoridades de socorro e gestores distritais reforçam o apelo às comunidades para que evitem travessias de rios durante e após chuvas fortes, especialmente em áreas sem passagem segura, e que procurem informações sobre o estado dos cursos de água antes de se aventurarem em deslocações que envolvam corpos d’água. Equipas de resposta continuam em alerta, à medida que se intensificam os eventos climáticos associados à estação chuvosa no centro de Moçambique.




Baile do Empresário em Copacabana: um marco no Rio de Janeiro

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O Fairmont Rio de Janeiro Copacabana foi palco de uma noite memorável com a realização do Baile do Empresário, promovido pelo Instituto Coalizão Rio, em parceria com o Protagonistas do Brasil. O evento reuniu empresários, autoridades públicas, executivos, lideranças sociais e representantes de instituições estratégicas em uma celebração marcada por reconhecimento, articulação institucional e visão de futuro.

Sob a liderança do presidente do Instituto Coalizão Rio, Luís Leão, o Baile reafirmou o lema que norteia a atuação do Instituto: celebrar para inspirar. Celebrar trajetórias, iniciativas e resultados concretos que fortalecem o Rio de Janeiro e inspirar novos movimentos capazes de projetar o Estado de forma sustentável, inovadora e competitiva. A condução estratégica de Luís Leão consolidou o Coalizão como um espaço de convergência entre os pilares empresarial, acadêmico e político, com credibilidade e alcance crescente.

A Diretora Internacional do Instituto, Michelle Fernandes, contribuiu para a dimensão global do evento, refletindo o trabalho contínuo de internacionalização do Coalizão Rio e de inserção do empresariado fluminense em circuitos estratégicos internacionais.

Em parceria, o Protagonistas do Brasil, liderado por Tadeu Lockerman, foi mencionado como um ecossistema empresarial dedicado à conexão de lideranças, ao networking qualificado e à valorização de iniciativas de impacto. O Baile contou com o patrocínio master da Mauá Finance, instituição que reafirmou seu compromisso com o fortalecimento do empreendedorismo e com iniciativas institucionais de relevância.

Na ocasião, foram homenageados o presidente da Mauá Finance, Renato Heringer, e a CEO do Grupo Mauá, Maria Clara Heringer, reconhecidos por suas trajetórias, visão estratégica e contribuição ao mercado financeiro e empresarial.

A cerimônia foi conduzida pela jornalista Claudia Cataldi, Diretora de Comunicação do Instituto Coalizão Rio e correspondente internacional, cuja atuação conferiu elegância, densidade institucional e fluidez ao evento, reforçando o papel estratégico da comunicação na projeção do Instituto.

Ao longo da noite, foram homenageados empresários e executivos de destaque, entre eles Carlos Favoretto, presidente do Grupo Favoretto e CEO da ECP Environmental Solutions e do Rio Olympic Golf Course; Celso Athayde, fundador da Central Única das Favelas e da Favela Holding; João Barreto, fundador da Orla Rio e responsável pela modernização e profissionalização da gestão da orla carioca; e João Marcello Barreto, presidente da Orla Rio e da Orla Brasil, à frente da expansão nacional do modelo de gestão de orlas.

Também foram agraciados Plinio Nastari, economista, professor da Fundação Getulio Vargas e presidente do IBIO, além de fundador do Grupo Datagro; Dora Zanin, empresária do agronegócio com atuação nacional e conselheira do COSAG/Fiesp; Irini Tsouroustsoglou, advogada e CEO da IR Consultoria; Netto Moreira, executivo de referência na hotelaria de alto padrão e gerente-geral do Hotel Fairmont Rio de Janeiro Copacabana; e Ronni Bragança, diretor comercial da Record Rio.

As homenagens contemplaram ainda lideranças representativas dos setores de logística, agronegócio, energia, turismo, comunicação, mercado financeiro, impacto social e inovação, reforçando a pluralidade e a força do ecossistema produtivo fluminense.

O Baile do Empresário também reconheceu lideranças políticas cuja atuação dialoga com desenvolvimento, educação, infraestrutura, relações internacionais e gestão pública. Foram agraciados o senador Ney Suassuna, o deputado federal Eduardo Pazuello, a deputada estadual Tia Ju, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Vinicius Farah, e o prefeito de Teresópolis, Leonardo Vasconcellos, reforçando o caráter institucional e plural do encontro.

A programação cultural foi um dos pontos altos da noite. O público foi recepcionado por uma apresentação marcante da cantora de ópera Ane Janin, que emocionou os presentes e elevou o tom artístico do evento. Na sequência, a Banda Fuzi Bossa, formada por integrantes do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, trouxe sofisticação, identidade nacional e excelência musical ao Baile.

O jantar assinado pelo Fairmont Rio de Janeiro Copacabana foi destacado pela qualidade, cuidado e experiência gastronômica oferecida aos convidados, reafirmando o hotel como referência em hospitalidade e como parceiro estratégico de eventos institucionais de alto nível.

O evento contou com a Record Rio como mídia oficial, assegurando ampla visibilidade, cobertura qualificada e projeção do Baile do Empresário junto ao público fluminense.

Mais do que um encontro social, o Baile do Empresário consolidou-se como um espaço de reconhecimento e inspiração. Sob a liderança do Instituto Coalizão Rio, o evento reafirmou a capacidade do Rio de Janeiro de reunir talentos, valorizar trajetórias e projetar-se como um território de protagonismo, inovação e excelência, capaz de inspirar o Brasil e dialogar com o mundo.




Você não está quebrada, mas em processo de se tornar: uma reflexão de fim de ano

Você não está quebrada, mas em processo de se tornar: uma reflexão de fim de ano

As festas têm uma forma particular de nos fazer perguntas para as quais nem sempre sabemos as respostas.
Elas chegam envoltas em expectativas — alegria, gratidão, convivência — e, ainda assim, para muitas de nós, também fazem emergir emoções mais silenciosas: reflexão, ternura, incerteza e saudade. No silêncio entre os encontros, ou nas pausas depois que as luzes se apagam, muitas vezes nos deparamos com partes de nós mesmas que estivemos ocupadas demais para ouvir ao longo do ano.

Você não está quebrada, mas em processo de se tornar: uma reflexão de fim de ano

Se esta estação lhe parece mais pesada do que festiva, quero dizer isso com delicadeza e clareza:
você não está quebrada. Você está em processo de se tornar.

Durante grande parte da minha vida, acreditei que dificuldade significava fracasso. Que momentos de sobrecarga, ansiedade ou desorientação eram sinais de que algo havia dado errado — algo a ser consertado, suprimido ou escondido. Eu pensava que força significava controle. Que progresso significava certeza. Que cura significava chegar a algum lugar estável e permanecer ali. Mas o crescimento não funciona assim.

Tornar-se não é uma linha reta. Não é organizado. E não segue o calendário que gostaríamos que seguisse. Tornar-se muitas vezes se parece com desaprender antes de aprender, deixar ir antes de construir e permanecer parada tempo suficiente para ouvir o que vem tentando chamar nossa atenção há muito tempo.

As festas amplificam essa verdade.

Somos incentivadas a olhar para o ano que passou e medi-lo pelo que conquistamos, pelo que perdemos, pelo que deveríamos agradecer. Raramente paramos para honrar a forma como sobrevivemos. Quantas batalhas internas travamos em silêncio. Quantas versões de nós mesmas superamos sem cerimônia ou aplausos.

Às vezes, tornar-se se parece com descanso, não com resolução. Às vezes, se parece com fazer perguntas melhores em vez de forçar respostas. Às vezes, se parece com escolher compaixão em vez de crítica — especialmente em relação a nós mesmas.

Aprendi que colapsos nem sempre são finais. Muitas vezes, são convites. Convites para desacelerar. Para prestar atenção. Para nos realinharmos com o que realmente importa, em vez daquilo que achávamos que deveríamos querer.

Existe um mito cultural de que a cura é dramática e instantânea — que um momento de grande revelação tornaria tudo claro de uma vez. Na realidade, a cura se parece mais com uma conversa à qual voltamos ao longo do tempo. Um relacionamento que construímos com o nosso mundo interior. Uma prática de escuta, e não de julgamento. É aí que o processo de se tornar começa.

Tornar-se nos convida a parar de nos rotular como “demais”, “sensíveis demais” ou “insuficientes”. Convida-nos a enxergar nossa profundidade não como um defeito, mas como um sinal — um sinal que aponta para sentido, criatividade, intuição e conexão. Também nos pede que abandonemos a ideia de que precisamos chegar a algum outro lugar para sermos dignas de paz.

Se este ano lhe tirou algo — certeza, confiança, identidade — saiba que isso pode ter aberto espaço. Não porque você estivesse errada antes, mas porque agora está pronta para algo mais alinhado com quem você é. O processo de se tornar é sutil. Ele acontece muitas vezes abaixo da superfície, muito antes de ser visível para qualquer outra pessoa. Como raízes que crescem no solo do inverno, invisíveis, mas essenciais.

Nesta estação, em vez de se perguntar o que deixou de fazer, tente se perguntar:

O que aprendi sobre mim mesma este ano?
O que já não combina com quem estou me tornando?
Onde estou sendo chamada a suavizar em vez de forçar?

Você não precisa ter tudo resolvido para seguir em frente. Não precisa de um plano perfeito nem de respostas bem acabadas. Precisa apenas de honestidade e da coragem de permanecer presente no seu próprio desdobramento.

À medida que o ano chega ao fim, meu desejo não é que você corra em direção à transformação, mas que permita que ela aconteça. Que confie no processo, mesmo quando ele parece inacabado. Que reconheça que tornar-se não é uma fraqueza. Celebre: é um sinal de que a vida está em movimento dentro de você.

Lesley Yvonne Hunter é escritora, criadora e defensora do bem-estar mental e espiritual integrado. Seu trabalho explora o espaço onde resiliência, intuição e autocompreensão se encontram, oferecendo uma perspectiva sólida e compassiva sobre a transformação pessoal. Seu livro de estreia, Madness to Manifestation: From Breakdown to Breakthrough, será lançado em fevereiro de 2026 e convida os leitores a ressignificar a dificuldade como um catalisador do processo de se tornar.

Por Lesley Yvonne Hunter




Quando a Esperança se Torna Método: uma reflexão de fim de ano

Quando a Esperança se Torna Método: uma reflexão de fim de ano

Ao final do ano, dou por mim observando o céu da mesma forma que observo um instrumento de laboratório enquanto ele se estabiliza em um sinal, pacientemente, pronto para que a verdade apareça. Na capa do meu próximo livro, Harvesting Hope, um pequeno pássaro cruza a lua brilhante. É uma imagem simples, mas, para mim, é um voto: imaginar, elevar-se e curar.

As festas nos pedem um outro tipo de ciência. Não equações nem ensaios, mas a química do pertencimento: a forma como uma palavra gentil pode mudar a temperatura de um ambiente, a maneira como um pequeno gesto pode se transformar em um resultado melhor para alguém que você nunca encontrará. No laboratório, chamamos isso de transdução: um sinal que percorre um sistema e se torna algo novo. Na vida, eu chamo isso de ESPERANÇA!

Quando a Esperança se Torna Método: uma reflexão de fim de ano

A esperança não é ingênua. É uma disciplina. Na pesquisa, nada avança se não nomearmos um objetivo, desenharmos um método e compartilharmos nossos dados. O mesmo vale para a comunidade. Nesta época, penso em como publicamos o nosso cuidado, em como tornamos a generosidade tão visível e mensurável quanto qualquer resultado. Os mentores que respondem à pergunta de um estudante tarde da noite. O vizinho que aparece com um casaco extra. O colega que diz: “Você consegue — e eu estou com você!”. Isso não são extras de fim de ano; fazem parte do protocolo.

Aprendi cedo que a educação pode ser velocidade de escape. Uma única oportunidade pode elevar a história inteira de uma família; um único incentivador pode transformar uma porta fechada em uma ponte. É por isso que acredito em retribuir. Esses presentes podem ser intervenções precisas que mudam trajetórias acompanháveis ao longo de anos: uma bolsa que se torna um diploma, um estágio de pesquisa que se torna uma primeira autoria, uma mão levantada em uma reunião que se transforma em um medicamento melhor na prateleira.

Carrego também o porquê. Meu objetivo é tornar a esperança produtiva. Definir o enredo, semear pequenas oportunidades e cultivá-las: acompanhar, coassinar, abrir espaço. Acompanhar silenciosamente o que importa: quem permaneceu, quem avançou, quais perguntas melhoraram. Quando tratamos o cuidado como cultivo, os resultados chegam no seu próprio tempo, e a colheita é suficiente para ser compartilhada.

Assim, aqui está minha lista de desejos de inverno, para mim e para qualquer pessoa que queira se juntar:

• Transformar mentoria em patrocínio. Não apenas aconselhar. Defender. Indicar um nome. Compartilhar o crédito. Abrir a porta e mantê-la aberta.
• Medir inclusão como se mede eficácia. Se você se orgulha da sua ciência, orgulhe-se de quem ela serve. Conte, publique, aprimore.
• Investir em primeiras oportunidades. Uma bolsa, uma passagem de trem, um jaleco no tamanho certo — pequenos insumos, resultados do tamanho da vida.
• Praticar o pensamento do último quilômetro. Desde o primeiro dia, pergunte como o seu trabalho chegará à pessoa mais distante da sala de reuniões. Construa para ela, de forma intencional.
• Manter a ética por perto. Novas ferramentas chegam mais rápido do que a nova sabedoria. Que o cuidado seja o seu grupo de controle.

Quando volto à capa do meu próximo livro, percebo algo mais: o pássaro não é grande, mas a luz da lua o torna inconfundível. Esse é o verdadeiro truque da esperança. Ela nem sempre nos torna maiores; torna-nos mais claros. A luz nos mostra o que fazer em seguida.

Assim, se esta temporada parecer cheia demais ou vazia demais, se o ano tiver sido excessivo ou insuficiente, aqui está um experimento suave que você pode tentar:

• Escrever um bilhete para alguém que ajudou você a chegar até aqui.
• Oferecer uma hora a um estudante que precisa de alguém para ouvir.
• Definir uma meta mensurável de inclusão para sua equipe antes da virada do calendário.
• Compartilhar um recurso — um link de oportunidade, um conjunto de dados, um guia — que teria economizado um ano do seu caminho.

Em poucas semanas, as decorações serão guardadas e a caixa de entrada voltará a rugir. Mas o sinal que colocamos em movimento continuará viajando por nossos laboratórios e salas de aula, por salas de conselho e mesas de cozinha, pela vida de pessoas que talvez nunca encontremos, mas com as quais nos importamos da mesma forma. Esse é o experimento das festas em que confio: pequenos gestos, repetidos, medidos, compartilhados. Nas noites mais longas, eu olho para cima. Um pequeno pássaro, uma lua brilhante. Imaginar. Elevar-se. Curar. E levar a esperança adiante, um gesto deliberado de cada vez.