Jovem de 34 anos morto a tiros por fiscais em Salamanga gera contestação pública
Category: Últimas
written by Publicações | 26 de Dezembro, 2025
Um jovem de 34 anos perdeu a vida após ter sido atingido a tiros por fiscais do Parque Nacional de Maputo, na localidade de Salamanga, distrito de Matutuíne, província de Maputo. O incidente, ocorrido durante o período natalício, está a gerar forte comoção social e questionamentos sobre a actuação das forças de fiscalização ambiental.
Segundo relatos divulgados, os fiscais deslocaram-se à residência da vítima sob suspeita de envolvimento em actividades de caça furtiva. De acordo com as mesmas fontes, os agentes teriam entrado no quintal da casa sem mandado judicial e munidos de armas de fogo.
Ainda conforme os depoimentos, ao aperceber-se da presença dos fiscais, o cidadão tentou fugir. Os agentes efectuaram disparos que atingiram a vítima, apesar de esta se encontrar desarmada. O jovem foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, onde viria a perder a vida devido à gravidade dos ferimentos.
O caso está a suscitar críticas de membros da comunidade e de analistas, que questionam a legalidade da atuação dos fiscais e o uso de força letal fora de uma situação de confronto armado ou flagrante delito dentro da área de conservação.
Especialistas em direito constitucional lembram que a Constituição da República de Moçambique consagra o direito à vida e à integridade física, estabelecendo que ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente. Sublinha-se ainda que o ordenamento jurídico moçambicano não prevê a pena de morte, cabendo às autoridades policiais e judiciais a investigação, detenção e julgamento de suspeitos de crimes.
A comunidade local de Salamanga manifesta preocupação com o impacto do caso na relação entre a população e as entidades gestoras das áreas de conservação, defendendo maior transparência, responsabilização e esclarecimento público sobre as circunstâncias da morte.
Até ao momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a abertura de um inquérito criminal ou disciplinar para apurar responsabilidades. Organizações da sociedade civil e residentes apelam às autoridades competentes para que o caso seja investigado de forma imparcial e célere.
Fonte: Programa Balanço Geral, Televisão Miramar.
Casal é resgatado após permanecer 23 horas retido em rocha no rio Vunduzi, em Gorongosa
Category: Últimas
written by Publicações | 26 de Dezembro, 2025
Um casal foi resgatado com vida depois de ter ficado retido durante cerca de 23 horas no topo de uma rocha no meio do rio Vunduzi, no distrito de Gorongosa, província de Sofala. A ocorrência aconteceu na tarde de quinta-feira, quando os dois tentavam atravessar o curso de água e foram surpreendidos pela subida repentina do caudal, impulsionada por uma chuva torrencial.
Segundo o Governo local, o casal iniciou a travessia pouco depois das 17 horas, horário em que as precipitações intensificaram-se, aumentando o volume de água no rio e tornando a passagem perigosa e intransitável. Para escapar à força das águas, a dupla refugiou-se numa rocha no meio do leito, onde passou a noite e grande parte do dia seguinte, exposta às intempéries.
O alerta foi dado pelas comunidades vizinhas após notarem a ausência do casal e a impossibilidade de estes continuarem a travessia. Em resposta, as autoridades governamentais mobilizaram um helicóptero para a região, que permitiu o resgate seguro das duas pessoas, que apresentavam sinais de exaustão, mas sem risco imediato de vida. Integrity Magazine
Riscos climáticos e historial de cheias
A província de Sofala integra zonas frequentemente afectadas por chuvas intensas durante a estação chuvosa, que vai de Outubro a Março, com risco elevado de inundações em áreas ribeirinhas. O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) tem emitido avisos de precipitações fortes, trovoadas e ventos com rajadas para diversas regiões de Sofala e Manica, incluindo Gorongosa, recomendando precauções em locais propensos a enchentes e quedas de árvores.
Especialistas em gestão de recursos hídricos alertam que eventos climáticos extremos, intensificados pelas alterações climáticas, associam-se a cheias repentinas em bacias como as do rio Vunduzi e de outras bacias importantes do país, expondo comunidades e viaturas ao risco de ficar isoladas ou em perigo. Dados recentes indicam que, para a época chuvosa 2025/2026, entre 400 mil e 600 mil moçambicanos poderão necessitar de assistência humanitária devido a inundações e à vulnerabilidade de infra-estruturas junto a cursos de água.
O rio Vunduzi, como outros curso de água na zona centro do país, já foi palco de incidentes anteriores, incluindo acidentes rodoviários e situações de risco durante épocas de chuva intensa, exigindo atenção redobrada das autoridades distritais e das populações locais.
Apelo à precaução
Autoridades de socorro e gestores distritais reforçam o apelo às comunidades para que evitem travessias de rios durante e após chuvas fortes, especialmente em áreas sem passagem segura, e que procurem informações sobre o estado dos cursos de água antes de se aventurarem em deslocações que envolvam corpos d’água. Equipas de resposta continuam em alerta, à medida que se intensificam os eventos climáticos associados à estação chuvosa no centro de Moçambique.
Baile do Empresário em Copacabana: um marco no Rio de Janeiro
Category: Mundo
written by Publicações | 26 de Dezembro, 2025
O Fairmont Rio de Janeiro Copacabana foi palco de uma noite memorável com a realização do Baile do Empresário, promovido pelo Instituto Coalizão Rio, em parceria com o Protagonistas do Brasil. O evento reuniu empresários, autoridades públicas, executivos, lideranças sociais e representantes de instituições estratégicas em uma celebração marcada por reconhecimento, articulação institucional e visão de futuro.
Sob a liderança do presidente do Instituto Coalizão Rio, Luís Leão, o Baile reafirmou o lema que norteia a atuação do Instituto: celebrar para inspirar. Celebrar trajetórias, iniciativas e resultados concretos que fortalecem o Rio de Janeiro e inspirar novos movimentos capazes de projetar o Estado de forma sustentável, inovadora e competitiva. A condução estratégica de Luís Leão consolidou o Coalizão como um espaço de convergência entre os pilares empresarial, acadêmico e político, com credibilidade e alcance crescente.
A Diretora Internacional do Instituto, Michelle Fernandes, contribuiu para a dimensão global do evento, refletindo o trabalho contínuo de internacionalização do Coalizão Rio e de inserção do empresariado fluminense em circuitos estratégicos internacionais.
Em parceria, o Protagonistas do Brasil, liderado por Tadeu Lockerman, foi mencionado como um ecossistema empresarial dedicado à conexão de lideranças, ao networking qualificado e à valorização de iniciativas de impacto. O Baile contou com o patrocínio master da Mauá Finance, instituição que reafirmou seu compromisso com o fortalecimento do empreendedorismo e com iniciativas institucionais de relevância.
Na ocasião, foram homenageados o presidente da Mauá Finance, Renato Heringer, e a CEO do Grupo Mauá, Maria Clara Heringer, reconhecidos por suas trajetórias, visão estratégica e contribuição ao mercado financeiro e empresarial.
A cerimônia foi conduzida pela jornalista Claudia Cataldi, Diretora de Comunicação do Instituto Coalizão Rio e correspondente internacional, cuja atuação conferiu elegância, densidade institucional e fluidez ao evento, reforçando o papel estratégico da comunicação na projeção do Instituto.
Ao longo da noite, foram homenageados empresários e executivos de destaque, entre eles Carlos Favoretto, presidente do Grupo Favoretto e CEO da ECP Environmental Solutions e do Rio Olympic Golf Course; Celso Athayde, fundador da Central Única das Favelas e da Favela Holding; João Barreto, fundador da Orla Rio e responsável pela modernização e profissionalização da gestão da orla carioca; e João Marcello Barreto, presidente da Orla Rio e da Orla Brasil, à frente da expansão nacional do modelo de gestão de orlas.
Também foram agraciados Plinio Nastari, economista, professor da Fundação Getulio Vargas e presidente do IBIO, além de fundador do Grupo Datagro; Dora Zanin, empresária do agronegócio com atuação nacional e conselheira do COSAG/Fiesp; Irini Tsouroustsoglou, advogada e CEO da IR Consultoria; Netto Moreira, executivo de referência na hotelaria de alto padrão e gerente-geral do Hotel Fairmont Rio de Janeiro Copacabana; e Ronni Bragança, diretor comercial da Record Rio.
As homenagens contemplaram ainda lideranças representativas dos setores de logística, agronegócio, energia, turismo, comunicação, mercado financeiro, impacto social e inovação, reforçando a pluralidade e a força do ecossistema produtivo fluminense.
O Baile do Empresário também reconheceu lideranças políticas cuja atuação dialoga com desenvolvimento, educação, infraestrutura, relações internacionais e gestão pública. Foram agraciados o senador Ney Suassuna, o deputado federal Eduardo Pazuello, a deputada estadual Tia Ju, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Vinicius Farah, e o prefeito de Teresópolis, Leonardo Vasconcellos, reforçando o caráter institucional e plural do encontro.
A programação cultural foi um dos pontos altos da noite. O público foi recepcionado por uma apresentação marcante da cantora de ópera Ane Janin, que emocionou os presentes e elevou o tom artístico do evento. Na sequência, a Banda Fuzi Bossa, formada por integrantes do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, trouxe sofisticação, identidade nacional e excelência musical ao Baile.
O jantar assinado pelo Fairmont Rio de Janeiro Copacabana foi destacado pela qualidade, cuidado e experiência gastronômica oferecida aos convidados, reafirmando o hotel como referência em hospitalidade e como parceiro estratégico de eventos institucionais de alto nível.
O evento contou com a Record Rio como mídia oficial, assegurando ampla visibilidade, cobertura qualificada e projeção do Baile do Empresário junto ao público fluminense.
Mais do que um encontro social, o Baile do Empresário consolidou-se como um espaço de reconhecimento e inspiração. Sob a liderança do Instituto Coalizão Rio, o evento reafirmou a capacidade do Rio de Janeiro de reunir talentos, valorizar trajetórias e projetar-se como um território de protagonismo, inovação e excelência, capaz de inspirar o Brasil e dialogar com o mundo.
Você não está quebrada, mas em processo de se tornar: uma reflexão de fim de ano
Category: Mundo
written by Publicações | 26 de Dezembro, 2025
As festas têm uma forma particular de nos fazer perguntas para as quais nem sempre sabemos as respostas. Elas chegam envoltas em expectativas — alegria, gratidão, convivência — e, ainda assim, para muitas de nós, também fazem emergir emoções mais silenciosas: reflexão, ternura, incerteza e saudade. No silêncio entre os encontros, ou nas pausas depois que as luzes se apagam, muitas vezes nos deparamos com partes de nós mesmas que estivemos ocupadas demais para ouvir ao longo do ano.
Se esta estação lhe parece mais pesada do que festiva, quero dizer isso com delicadeza e clareza: você não está quebrada. Você está em processo de se tornar.
Durante grande parte da minha vida, acreditei que dificuldade significava fracasso. Que momentos de sobrecarga, ansiedade ou desorientação eram sinais de que algo havia dado errado — algo a ser consertado, suprimido ou escondido. Eu pensava que força significava controle. Que progresso significava certeza. Que cura significava chegar a algum lugar estável e permanecer ali. Mas o crescimento não funciona assim.
Tornar-se não é uma linha reta. Não é organizado. E não segue o calendário que gostaríamos que seguisse. Tornar-se muitas vezes se parece com desaprender antes de aprender, deixar ir antes de construir e permanecer parada tempo suficiente para ouvir o que vem tentando chamar nossa atenção há muito tempo.
As festas amplificam essa verdade.
Somos incentivadas a olhar para o ano que passou e medi-lo pelo que conquistamos, pelo que perdemos, pelo que deveríamos agradecer. Raramente paramos para honrar a forma como sobrevivemos. Quantas batalhas internas travamos em silêncio. Quantas versões de nós mesmas superamos sem cerimônia ou aplausos.
Às vezes, tornar-se se parece com descanso, não com resolução. Às vezes, se parece com fazer perguntas melhores em vez de forçar respostas. Às vezes, se parece com escolher compaixão em vez de crítica — especialmente em relação a nós mesmas.
Aprendi que colapsos nem sempre são finais. Muitas vezes, são convites. Convites para desacelerar. Para prestar atenção. Para nos realinharmos com o que realmente importa, em vez daquilo que achávamos que deveríamos querer.
Existe um mito cultural de que a cura é dramática e instantânea — que um momento de grande revelação tornaria tudo claro de uma vez. Na realidade, a cura se parece mais com uma conversa à qual voltamos ao longo do tempo. Um relacionamento que construímos com o nosso mundo interior. Uma prática de escuta, e não de julgamento. É aí que o processo de se tornar começa.
Tornar-se nos convida a parar de nos rotular como “demais”, “sensíveis demais” ou “insuficientes”. Convida-nos a enxergar nossa profundidade não como um defeito, mas como um sinal — um sinal que aponta para sentido, criatividade, intuição e conexão. Também nos pede que abandonemos a ideia de que precisamos chegar a algum outro lugar para sermos dignas de paz.
Se este ano lhe tirou algo — certeza, confiança, identidade — saiba que isso pode ter aberto espaço. Não porque você estivesse errada antes, mas porque agora está pronta para algo mais alinhado com quem você é. O processo de se tornar é sutil. Ele acontece muitas vezes abaixo da superfície, muito antes de ser visível para qualquer outra pessoa. Como raízes que crescem no solo do inverno, invisíveis, mas essenciais.
Nesta estação, em vez de se perguntar o que deixou de fazer, tente se perguntar:
O que aprendi sobre mim mesma este ano? O que já não combina com quem estou me tornando? Onde estou sendo chamada a suavizar em vez de forçar?
Você não precisa ter tudo resolvido para seguir em frente. Não precisa de um plano perfeito nem de respostas bem acabadas. Precisa apenas de honestidade e da coragem de permanecer presente no seu próprio desdobramento.
À medida que o ano chega ao fim, meu desejo não é que você corra em direção à transformação, mas que permita que ela aconteça. Que confie no processo, mesmo quando ele parece inacabado. Que reconheça que tornar-se não é uma fraqueza. Celebre: é um sinal de que a vida está em movimento dentro de você.
Lesley Yvonne Hunter é escritora, criadora e defensora do bem-estar mental e espiritual integrado. Seu trabalho explora o espaço onde resiliência, intuição e autocompreensão se encontram, oferecendo uma perspectiva sólida e compassiva sobre a transformação pessoal. Seu livro de estreia, Madness to Manifestation: From Breakdown to Breakthrough, será lançado em fevereiro de 2026 e convida os leitores a ressignificar a dificuldade como um catalisador do processo de se tornar.
Quando a Esperança se Torna Método: uma reflexão de fim de ano
Category: Mundo
written by Publicações | 26 de Dezembro, 2025
Ao final do ano, dou por mim observando o céu da mesma forma que observo um instrumento de laboratório enquanto ele se estabiliza em um sinal, pacientemente, pronto para que a verdade apareça. Na capa do meu próximo livro, Harvesting Hope, um pequeno pássaro cruza a lua brilhante. É uma imagem simples, mas, para mim, é um voto: imaginar, elevar-se e curar.
As festas nos pedem um outro tipo de ciência. Não equações nem ensaios, mas a química do pertencimento: a forma como uma palavra gentil pode mudar a temperatura de um ambiente, a maneira como um pequeno gesto pode se transformar em um resultado melhor para alguém que você nunca encontrará. No laboratório, chamamos isso de transdução: um sinal que percorre um sistema e se torna algo novo. Na vida, eu chamo isso de ESPERANÇA!
A esperança não é ingênua. É uma disciplina. Na pesquisa, nada avança se não nomearmos um objetivo, desenharmos um método e compartilharmos nossos dados. O mesmo vale para a comunidade. Nesta época, penso em como publicamos o nosso cuidado, em como tornamos a generosidade tão visível e mensurável quanto qualquer resultado. Os mentores que respondem à pergunta de um estudante tarde da noite. O vizinho que aparece com um casaco extra. O colega que diz: “Você consegue — e eu estou com você!”. Isso não são extras de fim de ano; fazem parte do protocolo.
Aprendi cedo que a educação pode ser velocidade de escape. Uma única oportunidade pode elevar a história inteira de uma família; um único incentivador pode transformar uma porta fechada em uma ponte. É por isso que acredito em retribuir. Esses presentes podem ser intervenções precisas que mudam trajetórias acompanháveis ao longo de anos: uma bolsa que se torna um diploma, um estágio de pesquisa que se torna uma primeira autoria, uma mão levantada em uma reunião que se transforma em um medicamento melhor na prateleira.
Carrego também o porquê. Meu objetivo é tornar a esperança produtiva. Definir o enredo, semear pequenas oportunidades e cultivá-las: acompanhar, coassinar, abrir espaço. Acompanhar silenciosamente o que importa: quem permaneceu, quem avançou, quais perguntas melhoraram. Quando tratamos o cuidado como cultivo, os resultados chegam no seu próprio tempo, e a colheita é suficiente para ser compartilhada.
Assim, aqui está minha lista de desejos de inverno, para mim e para qualquer pessoa que queira se juntar:
• Transformar mentoria em patrocínio. Não apenas aconselhar. Defender. Indicar um nome. Compartilhar o crédito. Abrir a porta e mantê-la aberta. • Medir inclusão como se mede eficácia. Se você se orgulha da sua ciência, orgulhe-se de quem ela serve. Conte, publique, aprimore. • Investir em primeiras oportunidades. Uma bolsa, uma passagem de trem, um jaleco no tamanho certo — pequenos insumos, resultados do tamanho da vida. • Praticar o pensamento do último quilômetro. Desde o primeiro dia, pergunte como o seu trabalho chegará à pessoa mais distante da sala de reuniões. Construa para ela, de forma intencional. • Manter a ética por perto. Novas ferramentas chegam mais rápido do que a nova sabedoria. Que o cuidado seja o seu grupo de controle.
Quando volto à capa do meu próximo livro, percebo algo mais: o pássaro não é grande, mas a luz da lua o torna inconfundível. Esse é o verdadeiro truque da esperança. Ela nem sempre nos torna maiores; torna-nos mais claros. A luz nos mostra o que fazer em seguida.
Assim, se esta temporada parecer cheia demais ou vazia demais, se o ano tiver sido excessivo ou insuficiente, aqui está um experimento suave que você pode tentar:
• Escrever um bilhete para alguém que ajudou você a chegar até aqui. • Oferecer uma hora a um estudante que precisa de alguém para ouvir. • Definir uma meta mensurável de inclusão para sua equipe antes da virada do calendário. • Compartilhar um recurso — um link de oportunidade, um conjunto de dados, um guia — que teria economizado um ano do seu caminho.
Em poucas semanas, as decorações serão guardadas e a caixa de entrada voltará a rugir. Mas o sinal que colocamos em movimento continuará viajando por nossos laboratórios e salas de aula, por salas de conselho e mesas de cozinha, pela vida de pessoas que talvez nunca encontremos, mas com as quais nos importamos da mesma forma. Esse é o experimento das festas em que confio: pequenos gestos, repetidos, medidos, compartilhados. Nas noites mais longas, eu olho para cima. Um pequeno pássaro, uma lua brilhante. Imaginar. Elevar-se. Curar. E levar a esperança adiante, um gesto deliberado de cada vez.
Homenagem Oficial Reafirma o Impacto da Diretora Marilete Godoy na Educação
Category: Últimas
written by Publicações | 26 de Dezembro, 2025
A trajetória da educadora Marilete Godoy Faroni foi reconhecida em Vila Velha com Moção de Aplausos pelo legado dedicado à educação pública
Com 41 anos de atuação na rede municipal, Marilete se tornou referência na formação de gerações e na gestão escolar.
Marilete iniciou sua carreira em 1984 e, dois anos depois, foi a primeira professora da recém-inaugurada UMEFTI Dr. Tancredo de Almeida Neves. Desde então, construiu vínculos duradouros com a comunidade do bairro Cobi de Cima, onde atua há 39 anos.
Em 2014, assumiu a direção da UMEITI Izabel Correia da Silva e, em 2017, retornou à UMEFTI Dr. Tancredo de Almeida Neves como diretora. Reconhecida pela sensibilidade e responsabilidade na gestão, consolidou sua imagem como liderança educacional no município.
A homenagem ressalta não apenas sua dedicação profissional, mas também o impacto social de sua atuação. “Marilete construiu um legado de exemplo, ética e amor ao ensino, que segue inspirando alunos, profissionais da educação e toda a comunidade escolar”, destacou o texto oficial da Moção.
Mahindra reforça compromisso social com campanha de doação de sangue e saúde preventiva em Maputo
Category: Últimas
written by Publicações | 26 de Dezembro, 2025
Num período marcado pelo aumento de acidentes rodoviários e pela pressão sobre os serviços de saúde, a Mahindra, através da MHL Auto, sua representante oficial em Moçambique, decidiu transformar a tradicional mensagem de condução preventiva numa acção concreta de impacto social: uma campanha de doação de sangue aliada à promoção da saúde preventiva, realizada na cidade de Maputo.
De acordo com o Director-Geral da MHL Auto, Loydy Da Costa, a iniciativa nasce da experiência vivida nos últimos anos. “Durante a quadra festiva, os acidentes aumentam significativamente e, no ano passado, verificámos uma escassez de sangue em vários hospitais. Sentimos que era o momento certo para agir de forma mais directa e solidária”, explica.
A campanha foi desenvolvida em estreita coordenação com o Banco de Sangue do Hospital Central de Maputo (HCM), instituição que funciona como um verdadeiro centro de distribuição para várias unidades sanitárias da capital e da periferia. A necessidade de reposição de sangue é constante, tornando este gesto um contributo relevante para o sistema nacional de saúde.
Saúde para além da estrada
Para além da recolha de sangue, a Mahindra integrou acções de saúde preventiva, incluindo o despiste de diabetes e a realização de exames de vista gratuitos. Embora a sua área de actuação seja o sector automóvel, a empresa assume-se como uma plataforma de ligação entre a população e os profissionais de saúde, levando mensagens de prevenção e aconselhamento a espaços não convencionais.
“Enquanto marca, acreditamos que as pessoas são o nosso maior activo — colaboradores, clientes e comunidades. Cuidar delas é parte da nossa responsabilidade”, sublinha Loydy Da Costa. O envolvimento activo dos colaboradores da MHL Auto foi, segundo a empresa, um dos pilares do sucesso da campanha.
Responsabilidade social como estratégia
A iniciativa enquadra-se numa estratégia mais ampla de responsabilidade social corporativa da Mahindra em Moçambique, que combina proximidade com o público, promoção da saúde e contínua sensibilização para a condução prudente. Para assegurar a credibilidade técnica das actividades, foram estabelecidas parcerias com o Banco de Sangue do HCM e com o Hospital de Olhos Dr. Agarwals, instituição de renome internacional.
O apelo à população é claro: doar sangue é um gesto simples, mas com um impacto profundo. “É um acto nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes ajudamos alguém que nunca iremos conhecer, mas o valor desse gesto é incalculável”, reforça o Director-Geral.
Um investimento que salva vidas
O compromisso social da Mahindra estende-se igualmente ao reforço dos serviços públicos de saúde. Durante a 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) 2025, realizada em Ricatla, a empresa ofereceu ao Município da Cidade da Matola uma ambulância totalmente equipada, num investimento superior a dois milhões de meticais.
A entrega, ocorrida a 28 de Agosto de 2025, simbolizou o fortalecimento da parceria entre a Mahindra e o Município da Matola. Dotada de tecnologia moderna e dispositivos essenciais para a estabilização e monitorização de pacientes em situações críticas, a nova ambulância já integra o património municipal, contribuindo para uma resposta mais eficaz às emergências médicas na cidade.
Moçambique: CityLink promete segurança reforçada após acidente trágico
Category: Últimas
written by Publicações | 26 de Dezembro, 2025
A empresa de transportes CityLink reagiu ao levantamento da suspensão da sua actividade pelo Ministério dos Transportes e Logística de Moçambique, após o acidente fatal ocorrido em 7 de Dezembro, que resultou na trágica perda de sete vidas. A decisão administrativa marca o retorno da transportadora ao mercado, com o compromisso firme de reforçar a segurança no transporte público de passageiros.
A CityLink recebeu o levantamento da suspensão “com sentido de responsabilidade”, mas reafirma que “nenhuma decisão administrativa diminui a gravidade da perda humana verificada”. A empresa expressou “profundo pesar e solidariedade para com as famílias das vítimas”, demonstrando compromisso com a reparação e o respeito devido.
Desde o primeiro momento, a transportadora tem colaborado “de forma total, transparente e responsável com as autoridades competentes”, mantendo uma postura de “respeito institucional e disponibilidade permanente para o apuramento dos factos”. A CityLink encara este episódio como um momento crucial de “aprendizagem e melhoria” para todo o setor.
Para garantir a segurança dos passageiros, a CityLink está a implementar um conjunto de medidas rigorosas:
Reforço da formação dos motoristas, com treinamentos específicos para prevenção de acidentes.
Verificação extraordinária de toda a frota, em complemento aos planos regulares de manutenção e inspeção.
Revisão e atualização dos procedimentos internos para maior eficiência e segurança operacional.
Acompanhamento e apoio permanente às famílias das vítimas, reforçando o compromisso social da empresa.
A segurança dos passageiros e dos trabalhadores é a “prioridade absoluta” da CityLink, que se compromete a continuar colaborando estreitamente com o Estado e outras entidades reguladoras para a “melhoria contínua da segurança no sector do transporte público de passageiros”.
Com o retorno às operações, a empresa espera contribuir significativamente para a fluidez e segurança das deslocações durante a quadra festiva, garantindo um serviço mais confiável e responsável para a população moçambicana.
Amado Mabasso é o Novo Presidente da AMEPETROL
Category: Economia
written by Publicações | 26 de Dezembro, 2025
Os membros da Associação Moçambicana das Empresas Petrolíferas (AMEPETROL) elegeram, esta semana, Amado Mabasso como novo Presidente da organização, por unanimidade, para um mandato de cinco anos. O processo decorreu sem contestação e com consenso total entre os associados.
A eleição acontece num momento sensível para o sector petrolífero nacional. Actualmente, os operadores enfrentam pressão regulatória, custos logísticos elevados e incerteza no mercado. Por isso, a escolha de Mabasso surge como sinal de estabilidade institucional.
Além disso, o sector reconhece a necessidade de maior articulação entre empresas e Estado. Nesse contexto, os associados apostaram numa liderança com capacidade de diálogo e coordenação.
Entretanto, a nova direcção da AMEPETROL integra empresas com forte presença no mercado nacional de combustíveis. A I2A assume a Presidência. A Exor ocupa a Vice-Presidência. Já a MITRA Energy exerce as funções de 1.º Vogal.
Por sua vez, a Galp passa a desempenhar o cargo de 2.º Vogal. A Puma Energy completa a direcção como 3.º Vogal. Assim, a associação reúne operadores com experiência efectiva na cadeia de abastecimento.
Segundo fontes do sector, esta composição garante equilíbrio e representatividade. Ao mesmo tempo, reforça a capacidade técnica da associação. Como resultado, o sector espera maior previsibilidade no funcionamento do mercado.
Nos últimos anos, a AMEPETROL consolidou o seu papel como interlocutor junto do Estado. Em particular, tem actuado em matérias ligadas ao abastecimento, preços e logística. Agora, o novo mandato deverá reforçar essa função.
Com a eleição concluída, Amado Mabasso inicia funções à frente da AMEPETROL até 2031. Até lá, enfrentará um sector em transformação. Ainda assim, a associação aposta numa liderança focada na estabilidade e no interesse económico nacional.
Moçambique e Estados Unidos reforçam cooperação: Doação de Kits de Malária e interesses estratégicos em Gás, Energia e Infraestruturas
Category: Economia
written by Publicações | 26 de Dezembro, 2025
O Governo de Moçambique intensificou, nos últimos dias, contactos estratégicos com entidades governamentais e empresariais norte-americanas, numa ofensiva diplomática que combina saúde pública, grandes projectos de infraestruturas e investimentos nos sectores do gás, energia e recursos minerais.
Um dos pontos de destaque desta aproximação é a doação de 10 mil kits de diagnóstico de malária pela empresa norte-americana Dayak Health, num contexto em que a doença continua a representar um dos maiores desafios de saúde pública no país. Dados partilhados pelas autoridades indicam um aumento de cerca de 14% dos casos de malária nos últimos nove meses, pressionando ainda mais o sistema nacional de saúde, sobretudo nas zonas rurais.
A Dayak Health manifestou disponibilidade para ir além da doação imediata, assumindo a intenção de instalar unidades de produção de kits de diagnóstico em Moçambique, com impacto direto na criação de emprego e na expansão do acesso a meios de testagem, não só para o mercado nacional, mas também para países da região.
Os kits doados incorporam tecnologia de rastreio digital, permitindo não apenas o diagnóstico e tratamento rápido, mas também a recolha de dados epidemiológicos em tempo real, considerados cruciais para a planificação, monitoria e tomada de decisão em políticas públicas de saúde.
MCC mantém Projecto com ajustes e possível expansão
Ainda em Washington, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação manteve encontros com a direcção executiva para África do Millennium Challenge Corporation (MCC), onde foi reiterada a continuidade do programa compacto em Moçambique, embora com ajustes técnicos e operacionais.
O foco principal do projecto permanece na província da Zambézia, com destaque para a construção da ponte sobre o rio Lúrio, uma infraestrutura considerada estratégica para a mobilidade, integração económica e acesso a mercados. No entanto, o Governo moçambicano apresentou argumentos para a ampliação da intervenção, tendo sido acolhida a possibilidade de inclusão de troços rodoviários na província de Nampula, uma das mais populosas do país.
Gás, Energia e Grafite no centro das atenções
A cooperação bilateral ganhou ainda maior densidade política nas conversações com o vice-secretário do Departamento de Estado norte-americano. Segundo a diplomacia moçambicana, os Estados Unidos consideram o projecto de gás natural em Moçambique, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, como um dos seus principais investimentos estratégicos em África.
Para além do gás, Washington demonstrou interesse continuado no projecto de grafite de Balama, bem como no potencial de Moçambique como fornecedor regional de energia eléctrica, num contexto em que o país é visto como peça-chave para a segurança energética da África Austral.
Segurança continua a ser condição central
Apesar do ambiente de cooperação, os Estados Unidos sublinharam a necessidade de Moçambique reforçar a segurança interna, com enfoque no combate ao terrorismo, ao crime organizado e à protecção de infraestruturas críticas. A estabilidade continua a ser apresentada como condição essencial para a consolidação dos investimentos e para a credibilidade internacional do país.
No conjunto, os encontros em Washington revelam uma estratégia clara de Maputo: transformar desafios estruturais em oportunidades de cooperação, num equilíbrio delicado entre ajuda humanitária, interesses económicos e exigências de governação e segurança.