Presidente Chapo anuncia Plano Director e criação de nova entidade para pôr ordem no Porto da Beira

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Congestionamento de camiões atinge até 15 quilómetros na única via de acesso ao recinto portuário

Beira, Moçambique – O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu a criação urgente de um Plano Director de Desenvolvimento e de uma nova entidade gestora para impor disciplina, coordenação e eficiência no Porto da Beira, uma das infra-estruturas estratégicas do país. A posição foi assumida após uma visita presidencial ao porto, onde tomou contacto directo com o funcionamento e os constrangimentos operacionais existentes.



Daniel Chapo afirmou que o lançamento da primeira pedra para a construção de uma nova estrada de acesso directo ao porto, ocorrido na passada sexta-feira, embora necessário, não será suficiente para resolver o problema do congestionamento de camiões, que em alguns momentos chega a atingir 15 quilómetros na única via de acesso ao recinto portuário.

Segundo noticiou a STV Notícias, no seu canal oficial do YouTube, os problemas identificados no interior do Porto da Beira são de natureza diversa, abrangendo os sectores de combustíveis, carga geral e contentores. Esta realidade levou à conclusão de que o porto carece de um plano director integrado, capaz de orientar o seu crescimento e funcionamento de forma coordenada.

Falta de coordenação compromete eficiência

O Chefe de Estado explicou que está em análise a criação de uma entidade específica com poderes para impor disciplina no Porto da Beira. A necessidade surge do facto de a infra-estrutura contar com múltiplas concessões e várias entidades, públicas e privadas, que realizam investimentos de forma isolada, sem articulação estratégica.

Segundo Chapo, esta fragmentação não resolve o problema central, que é a eficiência operacional do porto. A falta de coordenação envolve instituições públicas, como a Autoridade Tributária e as Alfândegas, bem como operadores privados, incluindo a Cornelder de Moçambique e a Cumba.

O objectivo, sublinhou, é reunir todos os intervenientes à mesma mesa para desenhar um plano director comum, alinhado com o sector privado, que é directamente penalizado pelos congestionamentos e pela lentidão no escoamento de mercadorias.

A urgência em melhorar o desempenho do porto é reforçada pelas reclamações recorrentes dos países do hinterlandZimbabué, Malawi e Zâmbia –, parceiros regionais que dependem do Corredor da Beira para o acesso aos mercados internacionais.

Porto seco em Dondo como eixo logístico

Para além da nova entidade gestora e do plano director, o Presidente anunciou um segundo eixo estratégico: a construção de um porto seco no círculo de Dondo, concebido para funcionar como um centro logístico de referência regional.

Daniel Chapo falava à imprensa após ter participado, como convidado especial, na cerimónia de assinatura do contrato para a aquisição de dois novos guindastes pela Cornelder de Moçambique. Na ocasião, a empresa detalhou investimentos em curso no Terminal de Petróleos e revelou ter aplicado mais de 826 milhões de dólares no Porto da Beira ao longo dos últimos anos.

Fronteiras de paragem única e digitalizadas

Na mesma intervenção, o Presidente da República assegurou que estão em curso avanços significativos para resolver os problemas de congestionamento nas fronteiras de Machipanda e Ressano Garcia.

O Governo pretende transformar ambos os postos em fronteiras de paragem única e digitalizadas, permitindo maior fluidez na entrada e saída de camiões e mercadorias. A digitalização deverá assegurar que a informação de desembaraço aduaneiro processada em Moçambique esteja imediatamente disponível nas fronteiras vizinhas, como a do Zimbabué, eliminando paragens redundantes para os transportadores.

O Porto da Beira continua a ser um nó vital da economia nacional e regional. Hoje, funciona com vários actores, muitos interesses e pouca coordenação. Sem um plano comum e uma entidade que mande, o congestionamento não é acidente. É consequência.




Seca severa provocada pelo El Niño força HCB a cortar produção e antecipa forte quebra de receitas em 2025

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Baixa cota hídrica leva a restrições operacionais e projeta queda de quase 50% no resultado líquido da hidroeléctrica

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) enfrenta um dos cenários financeiros mais exigentes dos últimos anos, como consequência directa da seca severa associada ao fenómeno El Niño. A irregularidade das chuvas registada nos últimos dois anos comprometeu o enchimento da albufeira e obrigou a empresa a reduzir drasticamente a produção de energia.



A cota actual da albufeira encontra-se abaixo dos 308 metros, um nível considerado crítico, tendo em conta que o limite superior de operação normal é a cota 326. A escassez de água, principal matéria-prima da hidroeléctrica, forçou a HCB a ajustar a produção em função da disponibilidade hídrica, de modo a preservar níveis sustentáveis do reservatório para os próximos anos.

Segundo noticiou a STV Notícias, no seu canal oficial do YouTube, apenas quatro dos cinco grupos geradores da HCB estão actualmente em funcionamento. O nível mínimo de produção recentemente registado foi de 900 megawatts (MW), muito abaixo da potência instalada total de 2.075 MW.

Impacto financeiro e fiscal significativo

As projecções de produção para o presente exercício apontam para uma redução de cerca de 6.000 gigawatts-hora (GWh) face ao ano anterior. Esta quebra terá reflexo directo nas receitas da empresa.

O director de Planeamento, Organização e Método da HCB explicou que as receitas previstas para este ano situam-se pouco acima dos 21 mil milhões de meticais, contra os 34 mil milhões de meticais registados em 2024. A diferença representa uma queda expressiva no volume de negócios.

Como consequência, o resultado líquido projectado para o final do exercício deverá situar-se perto de 50% abaixo do valor alcançado no ano passado.

Enquanto um dos maiores contribuintes fiscais do país, a HCB verá igualmente reduzida a sua contribuição para o Estado. A diminuição do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRPC) terá impacto directo nas receitas públicas. Paralelamente, a quebra do resultado líquido limita a capacidade da empresa de garantir retorno aos seus accionistas.

Medidas de mitigação e visão estratégica

Para atenuar o impacto da redução das vendas de energia, a HCB adoptou duas medidas imediatas. A primeira consiste na rentabilização das disponibilidades financeiras, através de aplicações no mercado que têm assegurado retornos positivos. A segunda passa por um controlo mais rigoroso dos custos operacionais.

No plano técnico, a empresa aposta na previsibilidade climática como instrumento de mitigação de riscos. Para o efeito, mantém a partilha diária de dados hidrológicos com entidades regionais, incluindo a barragem de Kariba, gerida por Zimbabué e Zâmbia, e o sistema do rio Kafue, na Zâmbia.

Apesar das dificuldades actuais, a HCB mantém uma estratégia de crescimento a médio e longo prazo. No âmbito do programa CAPEX Vital, a empresa projecta, para os próximos dez anos, a reabilitação e modernização da central hidroeléctrica, a construção de uma central fotovoltaica e a implementação da central norte, com vista ao aumento da capacidade de produção e fornecimento de energia a nível nacional e regional.

A redução da produção na HCB, provocada pela seca, surge como um alerta claro sobre a forte dependência das fontes hídricas. Num contexto de mudanças climáticas, a natureza revela-se tão determinante para o desempenho financeiro de uma empresa como qualquer variável de mercado.




Sinistralidade rodoviária: mais de 660 mortos e suspensão de transportadora reacendem debate sobre responsabilidade partilhada

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Especialistas e transportadoras divergem sobre culpa após acidente fatal com sete vítimas

A sinistralidade rodoviária em Moçambique atingiu níveis alarmantes nos primeiros nove meses do ano. Entre Janeiro e Setembro, pelo menos 662 pessoas perderam a vida em consequência de 488 acidentes de viação registados em todo o país, segundo dados oficiais.



Perante este cenário preocupante, o Governo tem vindo a implementar medidas consideradas estruturantes. Entre elas constam o reforço da fiscalização da lotação dos veículos, a criação de postos de descanso ao longo das principais estradas, a introdução de tacógrafos em rotas longas e a formação obrigatória em segurança rodoviária para condutores reincidentes.

Ainda assim, a sinistralidade manteve-se elevada nos meses seguintes. Segundo noticiou a STV Notícias, no seu canal oficial do YouTube, a situação culminou recentemente num acidente de grande impacto mediático, envolvendo duas viaturas de transporte de passageiros, que resultou em sete mortes.

Suspensão da City Link divide opiniões

Na sequência do acidente, a peritagem preliminar concluiu que o motorista de um autocarro pertencente à transportadora City Link terá sido o causador do sinistro. Como resposta imediata, as autoridades decidiram suspender a actividade da empresa, uma medida que gerou forte controvérsia no sector dos transportes.

Para Nelson Mobucanhane, especialista em transportes, a suspensão é legítima e necessária. Na sua leitura, responsabilizar a transportadora constitui um sinal claro de que as empresas devem assumir um papel activo no combate aos acidentes rodoviários.

Mobucanhane defende que práticas como o excesso de velocidade e as ultrapassagens irregulares não surgem por acaso, mas estão ligadas ao modelo de negócios das transportadoras. Segundo o especialista, a imposição de uma taxa mínima diária empurra os motoristas para comportamentos de risco, numa tentativa de cumprir metas financeiras. Para ele, a responsabilidade deve ser partilhada entre empresa e condutor, e não colocada exclusivamente sobre o motorista.

O especialista aponta ainda a corrupção e o tráfico de influência como “os principais cancros” do sector. Denuncia que algumas transportadoras, apesar de reincidirem em acidentes fatais, continuam a operar sem sanções, protegidas por esquemas de influência. Na sua perspectiva, a polícia de trânsito não deveria ser o único ente fiscalizador do sistema.

Transportadoras alertam para impacto na quadra festiva

Do outro lado do debate está a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (Fematro), que discorda da suspensão da City Link. O presidente da federação, Castigo Nhamane, considera injusto que as empresas “paguem o carro” pelos erros individuais dos motoristas.

Para a Fematro, o Governo deve concentrar as sanções no chamado factor humano, responsabilizando directamente o condutor infractor. Nhamane alerta que, muitas vezes, o motorista envolvido num acidente abandona a empresa e passa a trabalhar noutra transportadora, sem enfrentar consequências duradouras, enquanto a empresa fica penalizada.

A suspensão da City Link, que possui 80 autocarros, mais de metade novos, e emprega cerca de 311 trabalhadores, poderá ter impactos significativos. Segundo a Fematro, a medida ameaça a disponibilidade de transporte durante a quadra festiva e coloca em risco o pagamento de salários aos trabalhadores.

Como alternativa, a federação propõe o reforço da educação cívica dos motoristas e a sensibilização dos passageiros, que em alguns casos pressionam os condutores a circular em alta velocidade para reduzir o tempo de viagem.




Fraude fiscal e branqueamento de capitais: PGR apreende mais de 40 milhões de meticais em Maputo

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Dois indivíduos com dupla nacionalidade detidos após apreensão de elevada quantia em residência

Maputo, Moçambique – O Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional, órgão afecto à Procuradoria-Geral da República (PGR), confirmou a apreensão de mais de 40 milhões de meticais numa residência localizada na cidade de Maputo.



A diligência teve lugar no último Sábado, na sequência de um mandado judicial de busca e apreensão. Para além do dinheiro, as autoridades apreenderam documentação contabilística e diversos dispositivos electrónicos. Devido ao elevado volume de numerário, não foi possível efectuar a contagem manual no local.

Segundo noticiou a STV Notícias, no seu canal oficial do YouTube, o montante apreendido será encaminhado ao Banco de Moçambique, onde será apurado o valor exacto através de meios electrónicos. O dinheiro será posteriormente depositado numa conta específica gerida pelo gabinete de gestão de activos.

As investigações prosseguem e incidem sobre suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e outros crimes económicos que poderão emergir no decurso do processo. No âmbito deste caso, encontram-se detidos dois indivíduos, descritos como comerciantes e cidadãos particulares com dupla nacionalidade, incluindo a moçambicana.

O Ministério Público tem vindo a reforçar o combate à criminalidade económico-financeira, intensificando o exercício da acção penal. Este processo junta-se a outros casos recentes de corrupção, nomeadamente os relacionados com o Tesouro Público e a Autoridade Tributária de Moçambique, que já resultaram na detenção de pelo menos 30 pessoas, entre funcionários públicos e particulares.

No mesmo período, foram igualmente registadas detenções no sector da justiça. Entre os visados contam-se magistrados do Ministério Público e dois oficiais de diligências do JICOTE, detidos por envolvimento em esquemas de corrupção.

O avanço para a detenção dos suspeitos indica que a PGR dispõe de elementos suficientes que sustentam a existência de matéria criminal passível de julgamento. As investigações continuam, com o objectivo de recolher todas as provas necessárias para a consolidação do processo.




Fronteira de Ressano Garcia vive calmaria antes da avalanche de viajantes da quadra festiva

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Movimento migratório deve crescer 35%, exigindo respostas urgentes para evitar caos

Ressano Garcia, Maputo – A fronteira de Ressano Garcia, a maior passagem terrestre de Moçambique, regista um movimento reduzido de pessoas e viaturas nesta semana que antecede a quadra festiva. Contudo, as autoridades admitem que esta tranquilidade é temporária e deverá dar lugar a uma forte pressão migratória a partir do dia 22 de Dezembro.



Uma equipa da STV esteve no posto fronteiriço na manhã de sexta-feira, cerca de uma semana depois de denúncias de morosidade e excesso de burocracia, sobretudo do lado sul-africano. Apesar disso, alguns viajantes relatam melhorias no atendimento.

Uma utente que regressava da África do Sul para passar férias em Moçambique afirmou ter atravessado a fronteira sem constrangimentos. Segundo a mesma, parte dos problemas registados em semanas anteriores poderá estar associada ao desconhecimento, por parte dos utentes, dos dois canais disponíveis para a aposição de carimbos no lado sul-africano.

As autoridades moçambicanas reconhecem que Ressano Garcia enfrenta desafios históricos de organização. Ainda assim, garantem que a situação está sob controlo, após a realização de reuniões com a contraparte sul-africana. Nessas interacções, foram discutidas medidas para melhorar o atendimento ao público, com enfoque na humanização dos serviços.

Segundo noticiou a STV Notícias, no seu canal oficial do YouTube, as equipas do lado moçambicano encontram-se em estado de prontidão. O objectivo é garantir um atendimento mais flexível e reduzir o tempo de espera, recorrendo, entre outras medidas, à simplificação e flexibilização do registo de dados.

As projecções para a operação migratória de 2024/2025 apontam para a circulação de cerca de 935.978 viajantes, o que representa um aumento de aproximadamente 35% em relação aos 692.602 registados na operação anterior, marcada por tumultos e longas filas.

Só na província de Maputo, estima-se que 662.792 viajantes atravessem os quatro postos fronteiriços existentes. Este crescimento é atribuído, em parte, ao actual clima de estabilidade no país, que atrai turistas, trabalhadores mineiros, agricultores, viajantes em lazer e operadores comerciais.

Para responder à elevada procura, foram activados novos postos de atendimento. Do lado moçambicano, o atendimento será feito no edifício principal, no Canal Pedestre PP e no posto do KM 7. A África do Sul activou igualmente postos no seu edifício principal e no Canal Pedestre do KM 7.

Nos dias de maior pico, o atendimento será realizado no regime de fronteira de paragem única, tanto no lado moçambicano como no sul-africano. A medida visa acelerar os procedimentos de controlo migratório e evitar o colapso do sistema durante a quadra festiva.




PR CHAPO DESTACA A GRANDEZA DE GUNDANA: “ÍCONE MONOLÍTICO” DA LIBERDADE E DA JUSTIÇA

PR CHAPO DESTACA A GRANDEZA DE GUNDANA: “ÍCONE MONOLÍTICO” DA LIBERDADE E DA JUSTIÇA

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou este Sábado (13 de Dezembro), no Paços do Conselho Municipal de Maputo, a vasta trajectória política e patriótica de Feliciano Salomão Gundana, Herói Nacional, classificando-o como uma “figura incontornável da história moderna da República de Moçambique”. Segundo o Chefe de Estado, Gundana deixa um legado de “coragem, patriotismo, disciplina, integridade, lealdade e amor ao povo moçambicano”, valores que devem orientar as gerações actuais e futuras.



Nascido a 15 de Janeiro de 1940, Feliciano Gundana moldou a sua vida por princípios como disciplina, humildade, discrição, determinação, honestidade, integridade e lisura. O seu compromisso com a causa nacionalista iniciou-se cedo, tendo participado na fundação da União Democrática Nacional de Moçambique (UDENAMO), em 1960, e, posteriormente, na fundação da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a 25 de Junho de 1962.

Em 1963, Gundana integrou o primeiro grupo de guerrilheiros da FRELIMO que recebeu treino militar na Argélia. Após a independência nacional, manteve-se activo na construção do Estado moçambicano. O Presidente Chapo sublinhou que esse envolvimento “não foi um gesto pontual ou circunstancial”, mas “um compromisso assumido para toda a vida, mantido até ao seu último dia”.

No plano político e administrativo, Feliciano Gundana exerceu diversas funções de elevada responsabilidade, destacando-se:

  • Membro do Bureau Político da FRELIMO e Primeiro Secretário-Geral do partido;
  • Chefe dos Serviços de Inteligência Militar;
  • Ministro para os Assuntos dos Antigos Combatentes (2005–2009);
  • Governador das províncias de Nampula, Inhambane e Zambézia.

Segundo o Chefe de Estado, em todas estas missões Gundana distinguiu-se pela “serenidade, seriedade, firmeza, disciplina, integridade, lisura e notável capacidade de liderança”. O seu trabalho próximo das comunidades levou, inclusive, a que fosse considerado, em determinado período, “o melhor governador do país”.

Em vida, o Herói Nacional foi agraciado com a Ordem Socialista Trabalhista, recebeu o título de Herói Nacional em 2015 e foi distinguido como Doutor Honoris Causa em 2024 pela Universidade Zambeze. Para o Presidente da República, Feliciano Gundana permanecerá nos anais da história como um “ícone monolítico da defesa da liberdade, da justiça e um exímio servidor do povo moçambicano”.




HERÓI NACIONAL FELICIANO GUNDANA SEPULTADO EM MAPUTO COM HONRAS DE ESTADO

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O Herói Nacional e membro fundador da FRELIMO, Feliciano Salomão Gundana, falecido a 9 de Dezembro de 2025, vítima de doença, foi sepultado este Sábado (13 de Dezembro) em Maputo, após um Funeral de Estado orientado pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo. As exéquias decorreram no Paços do Conselho Municipal da Cidade de Maputo e ficaram marcadas por forte emoção e pelo reconhecimento nacional a uma figura incontornável da história do país. O Governo decretou Luto Nacional por sete dias, de 12 a 18 de Dezembro de 2025.



O Luto Nacional determina que a Bandeira Nacional e o Pavilhão Presidencial sejam içados a meia-haste em todo o território nacional, bem como nas Missões Diplomáticas e Consulares da República de Moçambique.

Durante o elogio fúnebre, o Presidente da República sublinhou o impacto da perda, afirmando que o desaparecimento físico de Feliciano Gundana “não abalou apenas a família”, tratando-se de “uma perda profunda para toda a nação moçambicana que o agora finado ajudou a edificar desde a primeira hora”.

Concluídas as cerimónias solenes no Paços do Conselho Municipal, o Chefe de Estado dirigiu-se ao Monumento aos Heróis Moçambicanos, onde recebeu a urna do malogrado, que passou a jazer na cripta reservada às figuras históricas da pátria.

Na ocasião, o Presidente Chapo garantiu que o percurso de Gundana “permanecerá como referência para as gerações presentes e futuras”, sublinhando que a liberdade e a paz exigem “compromisso, entrega, amor à Pátria e visão”. O legado do Herói Nacional continuará, segundo o estadista, “a servir de lanterna que ilumina o caminho que ainda temos por percorrer, na realização do sonho colectivo moçambicano”.




Jornal Visão Moçambique já disponível: leia a edição 257 com denúncias fortes e análises profundas

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Está disponível para download a edição 257 do Jornal Visão Moçambique, publicada na Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2025. Nesta edição, o destaque vai para a contundente denúncia do líder político Muchanga sobre o “Genocídio Mercantil e Estado Capturado” em Moçambique, um tema que tem mobilizado debates em todo o país.



Além disso, o jornal traz uma reportagem exclusiva sobre a impunidade dos líderes do narcotráfico em Moçambique, revelada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e uma análise sobre a pressão para o desmantelamento de um grupo militar envolvido em esquema de subsídio.

Os leitores têm agora a oportunidade de aceder a todas essas notícias e muito mais, com uma cobertura jornalística independente, detalhada e comprometida com a verdade dos factos.

Para ler a edição completa do Jornal Visão Moçambique, basta fazer o download em formato PDF através do site oficial www.jornalvisaomoz.com, garantindo acesso imediato e fácil ao conteúdo que importa para compreender o país.

Não perca esta edição decisiva que vai ao centro dos principais desafios políticos e sociais que Moçambique enfrenta. Faça já o download e mantenha-se informado.




Jornal Visão Moçambique lança Edição 256 com destaque para défice histórico e pressão internacional crescente

CAPA 256 DO JORNAL VISÃO MOÇAMBIQUE

Manchete nacional evidencia fragilidade financeira do Estado

A nova Edição 256 do Jornal Visão Moçambique foi oficialmente lançada e apresenta como manchete o défice recorde de 114 mil milhões de meticais, um valor que, segundo analistas, expõe uma fragilidade estrutural do Governo num período marcado por abrandamento das receitas públicas e compromissos sociais cada vez mais pesados para o Orçamento do Estado.



A capa destaca ainda que este défice surge num contexto em que a execução orçamental enfrenta pressões acumuladas, associadas tanto às necessidades pós-calamidades como aos encargos estruturais nos sectores de educação, saúde e desenvolvimento comunitário, levantando dúvidas sobre a real capacidade de resposta do Executivo durante o próximo ciclo económico.

Pressão internacional sobre o projecto da TotalEnergies domina análise económica

A edição inclui também uma análise de grande impacto sobre o inesperado sinal vermelho vindo de Londres e Haia, que surpreendeu o Governo ao colocar em causa a estabilidade dos fluxos associados ao projecto da TotalEnergies na Bacia do Rovuma, sobretudo após a retirada misteriosa de 2,2 mil milhões de meticais que levantou questões sobre transparência, confiança e riscos geopolíticos iminentes.

A reportagem ressalta que este novo impasse internacional poderá atrasar decisões estratégicas relacionadas à exploração de gás, afectando previsões macroeconómicas e ampliando incertezas num sector considerado vital para o futuro das receitas nacionais e para a estabilidade fiscal do país.

Movimento juvenil reforça coordenação em Vilankulo

No plano social e político, a Edição 256 destaca ainda a nomeação de Massingue como novo coordenador distrital da ANAMOLA em Vilankulo, num movimento interpretado como parte de uma reorganização interna que visa fortalecer a presença da organização ao nível local e dinamizar iniciativas juvenis alinhadas às prioridades comunitárias.

A matéria sublinha que a nova liderança pretende intensificar programas de mobilização e envolvimento cívico, reforçando pontes entre estruturas de base e plataformas de participação activa, num momento em que o associativismo juvenil ganha maior relevância no debate público nacional.

Edição já disponível para leitura

A Edição 256 do Jornal Visão Moçambique encontra-se disponível na versão impressa e digital, oferecendo aos leitores uma síntese abrangente dos acontecimentos que estão a moldar o cenário político, económico e social do país nesta fase crítica.




Intercâmbios culturais ajudam a reduzir as divisões globais

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Num contexto de tensões geopolíticas crescentes e conflitos regionais, o
poder unificador da cultura tornou-se cada vez mais essencial para aproximar as
pessoas, fortalecer a amizade, dissipar mal-entendidos e até superar divisões.

Isto tornar-se-á ainda mais evidente, visto que
as recomendações para o 15.º Plano Quinquenal da China (2026-2030) apelam a
esforços para promover intercâmbios culturais transfronteiriços, impulsionar a
criatividade cultural e valorizar tanto a cultura tradicional como a abertura
de alto nível.

“Devemos aprofundar os intercâmbios e a
aprendizagem mútua com outras culturas, realizar amplas trocas e cooperação
entre povos…” “Devemos prosseguir com o projecto de transmissão e
desenvolvimento da cultura tradicional chinesa. A protecção do património
cultural deve ser promovida de forma sistemática e colocada sob supervisão e
inspecção unificadas”, segundo as recomendações.

O compromisso contínuo da China com a
protecção cultural é evidente nos seus 44 itens de património cultural
imaterial reconhecidos pela UNESCO e nas suas 60 inscrições na lista de
património mundial. Além disso, este ano assinala o 40.º aniversário da adesão
da China à Convenção do Património Mundial, reforçando a consistência dos seus
esforços nesta área.

Um exemplo claro pode ser encontrado no desenho e nas práticas tradicionais
de construção de pontes chinesas de madeira em arco, que contam com uma
história superior a mil anos. Inscritas pela primeira vez em 2009 na Lista do
Património Cultural Imaterial que Requer Salvaguarda Urgente, estas práticas
tinham vindo a declinar devido à erosão e à rápida urbanização.

Em 5 de Dezembro de 2024, as técnicas de
concepção e construção destas pontes foram inscritas na Lista Representativa do
Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, resultado dos esforços
de preservação e revitalização da China. Estas pontes inspiraram iniciativas de
conservação por académicos de várias partes do mundo e atraem cada vez mais
visitantes internacionais interessados em compreender a arquitectura e a arte
tradicionais chinesas.

A sinóloga italiana Gabriella Bonino vive na China há quase quarenta anos.
Mudou-se para a província de Zhejiang, no leste da China, em 2017, após se
encantar com a cultura e a arte locais, especialmente as pontes de madeira em
arco do distrito de Taishun.

Depois de visitar artesãos envolvidos na
construção destas pontes, Bonino descreveu as técnicas, a história e o
significado num livro publicado em Itália. Observou que estas antigas pontes
chinesas possuem grande valor histórico e cultural, e que as técnicas e os
costumes locais devem ser reconhecidos e apreciados mundialmente.

Especialistas chineses e estrangeiros da
Universidade Wenzhou-Kean, em Zhejiang, têm-se mostrado entusiasmados em
promover a cultura das pontes de madeira em arco para o mundo. Graças a
iniciativas como seminários, doação de maquetes de pontes e concursos de vídeos
com recurso a IA, há hoje mais acesso a este conhecimento tradicional,
conjugado com tecnologia moderna e métodos inovadores úteis para salvaguardar
este património imaterial.

Na semana passada, um grupo de estudantes
norte-americanos do Utah visitou o distrito de Taishun, onde pôde contactar
directamente com uma China real e vivenciar a sua estética cultural singular,
que combina tradição e modernidade.

As recentes medidas chinesas de facilitação de
viagens, incluindo políticas de isenção de vistos para mais países, estão a
tornar mais fácil para visitantes internacionais conhecerem a China de perto e
de forma mais objectiva, o que gradualmente altera as suas percepções sobre o
país.

A crescente influência cultural da China é
cada vez mais reconhecida no estrangeiro. Um relatório publicado pela Brand
Finance, uma consultora sediada em Londres, colocou a China em terceiro lugar a
nível mundial em termos de “herança rica”.

Ao avançar com a Iniciativa de Civilização
Global, a China apela a esforços inclusivos e colectivos para proteger o
património comum da humanidade e celebrar a diversidade das civilizações
mundiais. É através de intercâmbios e cooperação contínuos que o notável
mosaico cultural da humanidade perdura e prospera.