Um acidente de viação ocorrido na manhã desta Terça-feira, na Estrada Nacional Número 4 (EN4), no município da Matola, deixou 16 pessoas feridas, incluindo o motorista de um transporte semi-colectivo de passageiros que fazia a rota Boane–Malhampsene.
De acordo com informações colhidas no local, o incidente deu-se quando o pneu traseiro direito do mini-bus rebentou subitamente, fazendo com que o condutor perdesse o controlo da viatura. Sem possibilidade de estabilizar o veículo, este embateu contra a barreira de protecção instalada na berma da rodovia e, logo de seguida, capotou.
As vítimas, com ferimentos classificados entre graves e ligeiros, foram prontamente socorridas e transportadas para o Hospital Provincial da Matola, onde equipes médicas continuam a avaliar o estado clínico de cada uma. Até ao fecho desta edição, ainda não havia actualização oficial sobre a condição dos feridos.
O sinistro causou perturbações temporárias no fluxo de trânsito ao longo da EN4, sobretudo no período da manhã, quando muitos automobilistas procuravam alternativas para seguir viagem. A circulação foi normalizada após a intervenção da concessionária responsável pela via, que procedeu à remoção do veículo acidentado.
No local permaneceram sinais evidentes do acidente, incluindo manchas de óleo e estilhaços de vidro espalhados pela faixa de rodagem, lembrando os momentos de pânico vividos pelos passageiros e transeuntes. Autoridades policiais apelam aos transportadores para o reforço da manutenção preventiva, de modo a evitar incidentes semelhantes numa das estradas mais movimentadas do país.
Tensão em Molumbo: Comunidade exige libertação de detidos que havia entregue à polícia
Category: Sociedade
written by Publicações | 3 de Dezembro, 2025
Um episódio incomum marcou o distrito de Molumbo,
na província da Zambézia, onde residentes locais exigiram a libertação de
indivíduos suspeitos de crimes que eles próprios haviam conduzido à esquadra
horas antes.
De
acordo com relatos, durante o dia a população capturou e entregou os suspeitos
à polícia, considerando a detenção como a forma adequada de lidar com a
situação. Contudo, no período nocturno, um grupo regressou à esquadra a exigir
a devolução dos detidos, alegando ter mudado de posição sobre a forma de
resolver o conflito.
“Devolvam. Nós mudamos de ideia. Já não queremos deixá-los
aqui; queremos resolver com eles de forma directa”, afirmou um dos residentes,
manifestando a intenção de aplicar justiça pelas próprias mãos.
As
autoridades contestaram o pedido, recordando à população que o encaminhamento
dos suspeitos às celas era o procedimento legal e o método mais seguro de
garantir a ordem pública.
“Se os trouxeram aqui é porque entenderam que era o melhor
caminho — e de facto, é. Prender criminosos é a forma correta de proceder.
Agora estão a cobrar novamente”, respondeu um agente, tentando demover o grupo.
A
tensão aumentou quando alguns residentes procuraram justificar o pedido com
analogias de posse e direito de decisão, argumento prontamente rejeitado pela
polícia, que reforçou que a justiça não pode ser tratada como uma questão de
propriedade ou negociação.
A situação acabou por ser
controlada, mas expôs fragilidades na relação entre comunidade e autoridades,
bem como a persistência de práticas de justiça comunitária que continuam a
desafiar os mecanismos formais de aplicação da lei na região.
NAVIO CARREGADO DE PEDRA CRÓMIO CONTINUA ENCALHADO À ENTRADA DO PORTO DE QUELIMANE
Category: Sociedade
written by Publicações | 3 de Dezembro, 2025
Um navio pertencente à empresa Indo África permanece encalhado há mais de um mês na entrada do canal de acesso ao Porto de Quelimane, criando transtornos operacionais e levantando sérias preocupações ambientais. A embarcação, carregada de pedra crómio, encontra-se imobilizada desde finais de Outubro, sem que até agora tenha sido removida.
Segundo as autoridades marítimas, o navio apresenta excesso de carga, situação que terá contribuído directamente para o encalhe. A Administração Marítima afirma que a empresa proprietária ignorou parâmetros técnicos de segurança, submetendo o transporte a um peso acima do permitido. Esse factor, aliado às características do canal, tornou impossível a manobra de avanço ou recuo.
Para além da imobilização, há sinais de poluição marinha nas proximidades, atribuídos à embarcação. Técnicos destacam que resíduos oleosos e materiais provenientes da estrutura do navio estão a infiltrar-se na água, representando risco para a fauna marinha e para a actividade pesqueira local. Moradores costeiros dizem notar alterações na cor da água e odores anómalos em alguns períodos do dia.
A Administração Marítima garante que já notificou formalmente a Indo África, exigindo uma operação urgente de alívio de carga e posterior remoção do navio, mas o processo avança com lentidão. “A situação não pode continuar indefinidamente. O armador tem a responsabilidade legal de resolver o problema e evitar danos maiores”, disse uma fonte afectada ao sector.
O Porto de Quelimane também está a sentir o impacto: a aproximação de embarcações maiores ficou condicionada e algumas operações foram desviadas para outros pontos, aumentando custos logísticos e atrasando o escoamento de mercadorias.
Enquanto isso, pescadores e operadores locais reclamam por uma solução imediata. A permanência do navio encalhado, dizem, é um lembrete de como a falta de cumprimento das normas marítimas pode criar problemas que se arrastam sem necessidade — um daqueles casos em que todos sabem como deveria ser feito, mas ninguém corre para resolver.
As autoridades prometem pronunciar-se nos próximos dias sobre medidas adicionais, caso a empresa não avance com uma intervenção eficaz. A paciência está curta e o mar, esse, não espera por ninguém.
Vazamento de exame da 9ª classe obriga repetição; diretor pedagógico é apontado como autor da violação
Category: Educação,Sociedade
written by Publicações | 3 de Dezembro, 2025
O Ministério da Educação e Cultura confirmou o vazamento do exame da 9ª classe, depois de um director pedagógico ter violado o envelope das provas. A infracção levou à circulação antecipada do conteúdo e tornou inevitável a repetição do exame.
Segundo o MEC, o director abriu o material de forma irregular e permitiu que a prova chegasse a terceiros. Ainda não está claro se o objectivo era divulgar o exame ou favorecer alunos de forma particular. As autoridades referem que o suspeito contou com o apoio de outras pessoas ligadas à escola.
O caso gerou preocupação no sector, por expor fragilidades nos mecanismos de segurança dos exames e por envolver um responsável que deveria garantir a integridade do processo.
A repetição da prova vai obrigar à produção de um novo enunciado e a um esforço logístico adicional. O MEC admite a possibilidade de expulsão do director envolvido e prepara a remessa do processo para a procuradoria, para responsabilização criminal.
As autoridades defendem que fraudes deste tipo prejudicam o sistema de ensino e minam a confiança pública. O MEC afirma que o caso deve avançar até às últimas consequências para impedir que situações semelhantes se repitam.
Hora Certa News
CIDADE DE MAPUTO LANÇA CAMPANHA DE CIRURGIAS DE CATARATAS PARA DEVOLVER VISÃO A CENTENAS DE UTENTES
Category: Últimas
written by Publicações | 3 de Dezembro, 2025
O Serviço de Saúde da Cidade de Maputo lançou, esta Segunda-feira, 1 de Dezembro, no Hospital Geral José Macamo, a Campanha de Cirurgias de Cataratas, uma iniciativa que resulta de uma parceria entre o Banco de Desenvolvimento Islâmico (IsDB) e o Ministério da Saúde (MISAU). A acção pretende responder, de forma rápida e prática, ao número crescente de pacientes afectados por cegueira evitável causada por cataratas.
A campanha prevê beneficiar cerca de 500 utentes provenientes da Cidade e Província de Maputo. As intervenções cirúrgicas decorrem entre os dias 1 e 5 de Dezembro, concentradas na mesma unidade sanitária, acelerando o acesso ao tratamento para pessoas que, nalguns casos, aguardavam há vários meses por uma solução.
Durante o lançamento, a Directora do Serviço de Saúde da Cidade de Maputo, Dra. Paloma Tatiana Maripiha, destacou a importância da colaboração, reconhecendo que este esforço conjunto “irá reduzir significativamente a lista de espera, devolver esperança a centenas de pacientes e melhorar a qualidade de vida da nossa população”. A governante sublinhou que a recuperação da visão não só transforma a vida dos pacientes, como também alivia o impacto socioeconómico sentido pelas suas famílias.
Por seu turno, o representante do IsDB reafirmou o compromisso da instituição com o sector da saúde em Moçambique, lembrando que o banco tem apoiado intervenções semelhantes noutras províncias. Disse ainda que o objectivo é reforçar a capacidade nacional de resposta em áreas clínicas críticas, promovendo maior inclusão e bem-estar social.
O evento contou com a presença da responsável pelo Programa Nacional de Oftalmologia, médicos oftalmologistas nacionais e internacionais, profissionais de saúde envolvidos na campanha e vários utentes que aguardam atendimento. Para muitos destes pacientes, a campanha representa literalmente um “regresso à luz”, num país onde a catarata continua a ser uma das principais causas de cegueira evitável.
As autoridades de saúde encorajam a população com sintomas como visão turva, sensibilidade à luz ou dificuldade em realizar actividades do dia-a-dia a procurar avaliação médica. Num tom típico da geração mais nova: ver bem é meio caminho para viver bem — e a campanha quer garantir exactamente isso para centenas de moçambicanos.
União Europeia e parceiros lançam segunda fase do projecto +Emprego em Nampula
Category: Educação,Política,Sociedade
written by Publicações | 3 de Dezembro, 2025
A União Europeia, o Camões I.P. e o Governo de Moçambique lançaram, esta semana, em Nampula, a segunda fase do projecto +Emprego, designado +Emprego II, com um investimento global de 8,5 milhões de euros, destinado a reforçar a formação profissional, o empreendedorismo juvenil e a criação de emprego digno.
Do montante global, 6,5 milhões de euros são financiados pela União Europeia e 2 milhões co-financiados pelo Camões I.P., que assegura igualmente a gestão do projecto. A iniciativa abrange as províncias de Cabo Delgado e Nampula e duplica o orçamento da primeira fase.
Durante a cerimónia de lançamento, a representante da Delegação da União Europeia em Moçambique, Ilaria Vanzin, afirmou que o +Emprego II integra a abordagem Team Europe, alinhada com a Estratégia Global Gateway, que privilegia o investimento em infra-estruturas, conectividade e capacitação de jovens para responder às exigências das transições verde e digital.
Segundo a responsável, o projecto complementa ainda o programa Capacitar para Empregar, implementado pela agência de cooperação alemã GIZ, igualmente co-financiado pela União Europeia e pelo Governo alemão.
O embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, destacou a importância estratégica da intervenção em Nampula, sublinhando que se trata da província com maior crescimento populacional do País, o que cria uma enorme pressão sobre o emprego, a educação e a saúde.
O diplomata recordou que, na primeira fase do projecto, mais de 1.500 jovens em Cabo Delgado beneficiaram de bolsas, capacitações, apoio ao empreendedorismo e ao lançamento de micro projectos. Referiu igualmente o papel decisivo do sector privado português, entre 400 e 500 empresas a operarem em Moçambique.
A coordenadora do projecto, Cristina Paulo, defendeu o alinhamento das actividades com as prioridades nacionais de formação e emprego, realçando que a segunda fase vai apostar em sectores como transportes, logística e energias renováveis, além do reforço da inclusão de mulheres e pessoas com deficiência.
Entre as metas definidas para esta fase destacam-se 1.500 jovens beneficiários directos, 300 técnicos e formadores e 200 pequenas e médias empresas, com expectativa de superação destes números.
No acto foram assinados acordos de parceria entre o Camões I.P. e três instituições moçambicanas: o Instituto Nacional de Emprego, o Instituto Industrial e Comercial de Pemba e o Instituto Médio Politécnico da Ilha de Moçambique.
A directora dos Serviços Centrais de Emprego do INEP, Sandra Alfeu Menete, explicou que serão implementadas incubadoras de negócios em Nacala e Montepuez, aquisição de kits de auto-emprego, criação de balcões móveis de emprego, estágios pré-profissionais, bolsas de estudo para Portugal e a requalificação do Centro de Emprego de Nampula.
O director do IICP, Caisse Mussa, anunciou a introdução de uma nova especialização de nível cinco em energias renováveis, apoiada pela instalação de um laboratório de energia fotovoltaica, além de programas de inserção profissional para cerca de 200 jovens.
Por sua vez, o director do IMPIM, Davage Paulo, afirmou que o +Emprego II permitirá ultrapassar fragilidades da fase anterior, assegurando continuidade formativa aos jovens através de orientação profissional, estágios e criação do auto-emprego.
Em representação do Governo, o secretário de Estado do Ensino Técnico Profissional, Léo Jamal, considerou que o projecto surge num momento crucial, sublinhando que a primeira fase contribuiu para a melhoria das competências de mais de 100 mil jovens em Cabo Delgado.
O governante destacou ainda o foco na inclusão de jovens, mulheres e pessoas portadoras de deficiência, apelando ao compromisso contínuo das instituições públicas, privadas e do sector empresarial.
O projecto +Emprego II terá a duração de quatro anos e visa criar um ecossistema sustentável de emprego e empreendedorismo no Norte do País, reforçando a ligação entre a formação técnica, o sector privado e as oportunidades económicas emergentes.
União Europeia e parceiros lançam segunda fase do projecto +Emprego em Nampula
Category: Política
written by Publicações | 3 de Dezembro, 2025
A União Europeia, o Camões I.P. e o Governo de Moçambique lançaram, esta semana, em Nampula, a segunda fase do projecto +Emprego, designado +Emprego II, com um investimento global de 8,5 milhões de euros, destinado a reforçar a formação profissional, o empreendedorismo juvenil e a criação de emprego digno.
Do montante global, 6,5 milhões de euros são financiados pela União Europeia e 2 milhões co-financiados pelo Camões I.P., que assegura igualmente a gestão do projecto. A iniciativa abrange as províncias de Cabo Delgado e Nampula e duplica o orçamento da primeira fase.
Durante a cerimónia de lançamento, a representante da Delegação da União Europeia em Moçambique, Ilaria Vanzin, afirmou que o +Emprego II integra a abordagem Team Europe, alinhada com a Estratégia Global Gateway, que privilegia o investimento em infra-estruturas, conectividade e capacitação de jovens para responder às exigências das transições verde e digital.
Segundo a responsável, o projecto complementa ainda o programa Capacitar para Empregar, implementado pela agência de cooperação alemã GIZ, igualmente co-financiado pela União Europeia e pelo Governo alemão.
O embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, destacou a importância estratégica da intervenção em Nampula, sublinhando que se trata da província com maior crescimento populacional do País, o que cria uma enorme pressão sobre o emprego, a educação e a saúde.
O diplomata recordou que, na primeira fase do projecto, mais de 1.500 jovens em Cabo Delgado beneficiaram de bolsas, capacitações, apoio ao empreendedorismo e ao lançamento de micro projectos. Referiu igualmente o papel decisivo do sector privado português, entre 400 e 500 empresas a operarem em Moçambique.
A coordenadora do projecto, Cristina Paulo, defendeu o alinhamento das actividades com as prioridades nacionais de formação e emprego, realçando que a segunda fase vai apostar em sectores como transportes, logística e energias renováveis, além do reforço da inclusão de mulheres e pessoas com deficiência.
Entre as metas definidas para esta fase destacam-se 1.500 jovens beneficiários directos, 300 técnicos e formadores e 200 pequenas e médias empresas, com expectativa de superação destes números.
No acto foram assinados acordos de parceria entre o Camões I.P. e três instituições moçambicanas: o Instituto Nacional de Emprego, o Instituto Industrial e Comercial de Pemba e o Instituto Médio Politécnico da Ilha de Moçambique.
A directora dos Serviços Centrais de Emprego do INEP, Sandra Alfeu Menete, explicou que serão implementadas incubadoras de negócios em Nacala e Montepuez, aquisição de kits de auto-emprego, criação de balcões móveis de emprego, estágios pré-profissionais, bolsas de estudo para Portugal e a requalificação do Centro de Emprego de Nampula.
O director do IICP, Caisse Mussa, anunciou a introdução de uma nova especialização de nível cinco em energias renováveis, apoiada pela instalação de um laboratório de energia fotovoltaica, além de programas de inserção profissional para cerca de 200 jovens.
Por sua vez, o director do IMPIM, Davage Paulo, afirmou que o +Emprego II permitirá ultrapassar fragilidades da fase anterior, assegurando continuidade formativa aos jovens através de orientação profissional, estágios e criação do auto-emprego.
Em representação do Governo, o secretário de Estado do Ensino Técnico Profissional, Léo Jamal, considerou que o projecto surge num momento crucial, sublinhando que a primeira fase contribuiu para a melhoria das competências de mais de 100 mil jovens em Cabo Delgado.
O governante destacou ainda o foco na inclusão de jovens, mulheres e pessoas portadoras de deficiência, apelando ao compromisso contínuo das instituições públicas, privadas e do sector empresarial.
O projecto +Emprego II terá a duração de quatro anos e visa criar um ecossistema sustentável de emprego e empreendedorismo no Norte do País, reforçando a ligação entre a formação técnica, o sector privado e as oportunidades económicas emergentes.
PRIMEIRA-MINISTRA DEFENDE PREVENÇÃO REFORÇADA E RESPONSABILIDADE COLECTIVA NO COMBATE AO HIV/SIDA
Category: Últimas
written by Publicações | 3 de Dezembro, 2025
A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, apelou, esta Segunda-feira, 1 de Dezembro, a uma mobilização nacional mais firme e responsável no enfrentamento ao HIV/SIDA, durante a cerimónia central alusiva ao Dia Mundial de Luta contra o HIV/SIDA, realizada no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.
A governante recordou que nenhum progresso será sólido se cada cidadão não assumir o seu papel na prevenção. Sublinhou que a resposta ao HIV não se esgota nos serviços de saúde: “A prevenção começa na informação, na responsabilidade individual e colectiva e na capacidade de agir antes que seja tarde.” Para Levi, o país só avançará se comunidades, famílias, instituições públicas e privadas trabalharem como um corpo unido, sem esperar que a solução venha apenas do Estado.
A ocasião marcou também o lançamento oficial do Dezembro Vermelho, mês dedicado à intensificação das acções de sensibilização, testagem, combate ao estigma e promoção do tratamento. A Primeira-Ministra realçou que esta iniciativa “não é apenas uma efeméride, mas um apelo à acção para protegermos vidas e fortalecermos a resposta nacional.”
Sob o lema “Superando as Crises, Transformar a Resposta ao HIV e SIDA”, Levi reforçou a necessidade de uma abordagem resiliente e inovadora que garanta inclusão, eficácia e capacidade de alcançar todos, sem excepção.
No mesmo evento, o Ministro da Saúde, Ussene Isse, colocou o dedo na ferida: o combate ao HIV exige investimento sério e constante. Na sua intervenção, afirmou que “investir na saúde não é um gasto, é um investimento estratégico”, defendendo que o bem-estar da população influencia directamente a produtividade e, por consequência, o desenvolvimento económico.
Isse apontou que reforçar a resposta ao HIV implica expandir e melhorar os serviços, garantir medicamentos, proteger grupos vulneráveis e fortalecer as comunidades. Sublinhou ainda que nenhum sistema de saúde vence sozinho: “A prevenção começa nas comunidades, nas famílias e nos comportamentos de cada um de nós.”
A cerimónia trouxe momentos de reflexão sobre os avanços alcançados ao longo dos anos, mas também sobre os desafios que persistem. O encontro culminou com a renovação de compromissos entre o Governo, parceiros de cooperação e sociedade civil, reforçando a determinação colectiva em acelerar o controlo da epidemia.
Munícipes preocupados com estado dos serviços sanitários no Jardim Tunduru
Category: Sociedade
written by Publicações | 3 de Dezembro, 2025
Munícipes da cidade de Maputo manifestam crescente preocupação com as más condições dos serviços sanitários no Jardim Tunduru, um dos espaços públicos mais frequentados da capital.
Uma equipa de reportagem deslocou-se ao local para apurar no terreno as reclamações recorrentes dos cidadãos que frequentam aquele jardim para lazer e descanso.
No local, os utentes apontam como principal problema o mau funcionamento das casas de banho, situação que consideram grave, tendo em conta a elevada afluência diária de visitantes.
Além disso, os munícipes condenam o facto de apenas um único acesso estar funcional, apesar de o jardim possuir mais de quatro entradas em toda a sua circunferência.
Estudantes, funcionários públicos e outros cidadãos que recorrem regularmente ao espaço para repouso afirmam que a situação compromete o conforto, a higiene e a própria segurança dos frequentadores.
Face ao cenário, os utentes apelam ao Conselho Municipal de Maputo para que adopte medidas urgentes, visando a reabilitação dos sanitários e a reabertura de todos os acessos ao jardim.
Segundo os munícipes, a dignidade do espaço público deve ser preservada, uma vez que o Jardim Tunduru é também um dos cartões-de-visita da cidade.
MOÇAMBIQUE CONTRIBUI PARA REVISÃO DO QUADRO AFRICANO DE POLÍTICA DE DADOS
Category: Últimas
written by Publicações | 3 de Dezembro, 2025
Moçambique está a marcar presença no Workshop sobre Implementação do Quadro de Política de Dados da União Africana (UA), em curso de 1 a 4 de Dezembro de 2025, na cidade de Addis Abeba, Etiópia. A reunião junta peritos dos diferentes Estados-Membros com o intuito de acelerar a harmonização de políticas e de fortalecer a governação de dados no continente, num momento em que a digitalização se torna eixo central do desenvolvimento africano.
O país participa através do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), representado pelo Presidente do Conselho de Administração, Lourino Chemane, e pelo Director da Divisão de Governação Digital, Eugénio Macumbe. Ambos têm a missão de partilhar os avanços nacionais na administração e protecção de dados, destacando-se a Proposta de Lei de Protecção de Dados, actualmente em afinação, bem como os passos dados para a adesão de Moçambique a convenções internacionais sobre segurança cibernética.
O encontro procura impulsionar a implementação definitiva do Quadro de Política de Dados da UA, documento aprovado em Fevereiro de 2022, na 40.ª sessão ordinária do Conselho Executivo da organização. Desde essa aprovação, tem sido desenvolvida pela Comissão da UA uma série de mecanismos e orientações técnicas para apoiar os países no reforço de capacidades e na criação de sistemas nacionais robustos, alinhados com as metas continentais.
A iniciativa ganha relevância numa época em que África se prepara para consolidar um espaço comum de dados, mais integrado, seguro e competitivo. A expectativa é que políticas uniformizadas permitam promover inovação tecnológica, proteger os direitos dos utilizadores, garantir circulação responsável de dados e transformar a informação em motor de crescimento económico. No fundo, o objectivo é erguer uma sociedade continental digitalmente inclusiva, com decisões orientadas por conhecimento e não por improviso.
Durante quatro dias, os delegados de governos africanos, organizações regionais e instituições técnicas partilham diagnósticos, comparam legislações nacionais e avaliam a versão preliminar do quadro estratégico. O exercício deverá culminar com a adopção de acções concretas para o uso responsável dos dados como património estratégico dos governos, empresas e cidadãos.
A participação de Moçambique reafirma o compromisso do Estado com a modernização digital, colocando o país num espaço onde se debate o futuro — e onde os dados, mais do que números, são recursos com valor soberano e geopolítico. Afinal, como a juventude diria com ironia leve, dados são o novo petróleo, só que não poluem e até dão lucro se forem bem guardados.