Senadora australiana suspensa por usar burca no Parlamento e causa polémica

A senadora Pauline Hanson, líder do partido de extrema-direita One Nation, foi suspensa por 7 dias do Senado australiano após ter usado uma burca no Parlamento. A ação foi uma provocação para pressionar a aprovação de uma lei que proíbe o uso da burca em espaços públicos.

Hanson, que não é muçulmana, já tinha feito o mesmo em 2017, mas desta vez a reacção foi mais forte. Outros parlamentares gritaram “vergonha!” e classificaram o ato como um insulto à fé muçulmana, praticada por quase um milhão de australianos.

O Senado suspendeu a sessão depois que a senadora se recusou a tirar a burca ou sair da sala. A proposta de lei para banir a burca não foi votada.

A ministra Penny Wong chamou a manobra de “imatura e vergonhosa”. Já a senadora muçulmana Mehreen Faruqi denunciou o racismo que ainda persiste no Parlamento australiano.

Hanson acusou os seus colegas de hipocrisia e prometeu que os seus eleitores a vão julgar na próxima eleição.




Embraer promove o E195-E2 em Moçambique com foco em eficiência operacional

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Durante o Fórum Empresarial Moçambique-Brasil, realizado em Maputo, a Embraer destacou o potencial do seu jacto E195-E2 para a aviação regional moçambicana, sublinhando a eficiência operacional que aeronaves com até 150 lugares podem trazer, especialmente num momento em que a LAM Mozambique Airlines planeia reforçar e renovar a sua frota.

João Taborda, vice-presidente da Embraer, explicou que o E195-E2, com capacidade para 146 passageiros, é o maior avião produzido pela empresa e líder mundial na categoria de aeronaves até 150 lugares. “Frequentemente vemos grandes aeronaves a voar com muitos assentos vazios. Isso é muito ineficiente e muito caro para as companhias aéreas,” afirmou.

O executivo realçou que aeronaves menores, como os E-Jets, oferecem maior flexibilidade e melhor ajustamento à procura real das rotas regionais. “Em vez de colocar todas as 200 pessoas num único avião, podemos fazer dois ou três voos por dia,” explicou, apontando que cerca de 85% das rotas aéreas no continente africano transportam menos de 200 passageiros diariamente.

A LAM, fundada em 1937, já utilizou uma variedade de aeronaves ao longo da sua história, incluindo modelos russos como o Ilyushin IL-62 e ocidentais de fuselagem larga como o DC-10, bem como jatos brasileiros E190.

Recentemente, o governo moçambicano reforçou a frota da companhia com a inclusão de um turboélice Q400, para 74 passageiros, e um Airbus A319, com 144 lugares. Segundo a primeira-ministra Benvinda Levi, a LAM receberá em breve dois Embraer E190 de primeira geração, com capacidade entre 90 e 114 passageiros, como parte do plano de revitalização da empresa.

O reforço da frota com os jatos E195-E2 e E190 representa uma aposta estratégica para assegurar a sustentabilidade da aviação regional em Moçambique, oferecendo eficiência, flexibilidade e melhor aproveitamento das rotas existentes.




“BOLADA” FALHADA: PROFESSOR E COMPARSAS PRESOS POR ABATE ILEGAL EM MAPAI

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Um professor de uma escola primária no distrito de Mapai, província de Gaza, acabou atrás das grades depois de uma tentativa fracassada de lucrar com produtos proibidos da fauna bravia. O Serviço Nacional de Investigação Criminal deteve o docente e os seus comparsas na posse de 10 pontas de marfim, 15 ovos de avestruz, além de cauda e trombeta de elefante.

A legislação moçambicana é clara: a captura, posse, transporte ou venda de espécies protegidas constitui crime. A operação do SERNIC levou à neutralização do grupo, que alegadamente pretendia comercializar o material em redes de tráfico que operam dentro e fora do país.

As autoridades reforçam que o abate ilegal continua a ameaçar populações de elefantes e avestruzes no sul de Moçambique, e que a vigilância será reforçada, sobretudo em zonas próximas de fronteiras, onde circulam compradores clandestinos.




PULSEIRAS ELECTRÓNICAS EM MOÇAMBIQUE: ELITE SOB SUSPEITA

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A iminente implementação do uso de pulseiras electrónicas para monitorização de réus e condenados em Moçambique tem gerado cepticismo e levantado debates sobre a justiça social e a reabilitação de reclusos no país. 

 A par da introdução deste novo equipamento, uma voz no debate público moçambicano insiste na necessidade de introduzir, paralelamente, trabalhos comunitários para determinadas penas, citando a situação actual das penitenciárias, onde há “manutenção de pessoas durante muito tempo em estabelecimentos penitenciários a comer feijão enfim uma série de coisas”.
 Cepticismo: Sistema para a Elite 
 O principal ponto de preocupação levantado é o risco de que o novo sistema de monitorização electrónica possa ser desviado para beneficiar indivíduos de alto estatuto, minando a igualdade perante a lei.

O orador revelou que já ouviu pessoas a manifestarem-se cépticas, temendo que “as pulseiras serão destinadas já à elite”.

 A crença é que o dispositivo permitirá que determinadas pessoas da elite “não sejam colocadas atrás das grades vão ficar em casa com as pulseiras”.

Há uma expectativa urgente de esclarecimento por parte das autoridades: “eu espero também ouvir as autoridades a esclarecer e que o mês de Dezembro chegue rapidamente para ver como é que isto vai se materializar”. 

 Reabilitação Através de Trabalho Comunitário 
 Defende-se que, em vez de manter os reclusos parados, devia-se “criar condições para trabalhos comunitários e as pessoas serem vistas de facto a trabalhar”. 
O objectivo não é a exploração de mão-de-obra, mas sim permitir que os reclusos “possam produzir possam fazer alguma coisa”.

A mão-de-obra reclusa poderia ser direccionada para resolver problemas infra-estruturais urgentes no país. Exemplos práticos incluem a limpeza de áreas de drenagem, muitas vezes “cheias de arbusto cheias de lixo”. 

 Outra sugestão passa pela utilização dos reclusos, devidamente controlados, para a manutenção de escolas, especialmente durante as férias. O orador notou que há escolas que ficam “todas elas cheias de capim mais alguma coisa”.

Além disso, as cadeias possuem “homens e ferramentas para poder consertar aquelas carteiras” que ficam estragadas nas escolas. 

A ideia seria organizar “uma jornada de reabilitação até mesmo das escolas de minimização das condições das infra-estruturas escolares”, envolvendo a movimentação desses indivíduos, com alguma confiança e que não oferecem grande perigo, para acamparem em locais como a “escola secundária de Magoanini” para consertar e pintar as instalações. 
 Estudo do Caso Bolsonaro para Evitar Falhas 
 Para garantir a eficácia e evitar problemas na implementação das pulseiras electrónicas, o debate sugere que Moçambique deve analisar experiências internacionais, incluindo casos de violação do dispositivo.

Foi feito um apelo directo para que “a experiência também do presidente Jairo Bolsonaro seja rebuscada para evitar-se que situações similares possam ocorrer no território nacional”.




VINGANÇA POR TRAIÇÃO: MARIDO ENCOMENDA MORTE DO AMANTE DA ESPOSA

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A Polícia de São Paulo concluiu a investigação
sobre a morte de Anderson Campos de Andrade, técnico de laboratório de 48 anos,
revelando que o crime foi um assassinato por encomenda motivado por vingança
conjugal. Um marido traído contratou um amigo e um comparsa para executar o
homem que se envolveu com a sua esposa. O crime, ocorrido em Março de 2024, em
Campinas, interior de São Paulo, levou à prisão do mandante e do executor quase
dois anos após o homicídio.

 

A Trama da
Infidelidade e o Planeamento do Crime

O motivo do assassinato foi vingança por
infidelidade. Anderson Campos de Andrade era casado com Adriana e começou a
envolver-se com Vanessa, que era casada com Luís António Malavolta. Anderson e
Vanessa eram colegas de trabalho no Centro de Hematologia e Hemoterapia da
Unicamp. A família de Anderson afirmou que ele nunca mencionou a relação e que
apenas dizia ter amizade com a colega.

A história de vingança começou quando Luís
António descobriu a traição. O delegado responsável pelas investigações revelou
que Luís fez diversas ameaças a Anderson.

O mandante também entrou em contacto com
Adriana, esposa de Anderson, informando-a sobre o caso extraconjugal. Em
mensagens trocadas, às quais o Domingo
Espectacular
teve acesso, Adriana questiona Luís António se ele havia
recuperado mensagens do telemóvel de Vanessa, ao que ele responde que sim e que
isso “deu mais vontade de matar
ele”
.

Adriana chegou a implorar por clemência,
dizendo: “Você vai acabar com a
minha vida pelo amor de Deus”
. Luís respondeu: “A sua não”. Ela ainda pediu
que nada fosse feito por causa do filho do casal, e Luís ameaçou: “Talvez nem a dela mas um estrago vou
fazer”
. Noutra mensagem, o mandante prometeu violência física: “não vou matar por vocês dois você e seu
filho OK mas vou quebrar ele inteiro”
. Foi após descobrir a
traição que Luís António Malavolta arquitectou o crime.

 

A
Execução e a Prisão dos Acusados

O assassinato ocorreu na manhã de 22 de Março,
dia do último pagamento ao executor. Anderson estava a sair da sua residência,
no bairro Vila Miguel Vicente Curi, para ir trabalhar. Assim que fechou o
portão da garagem, um homem com o rosto coberto aproximou-se e disparou três vezes contra ele. Nenhum pertence
da vítima foi levado, reforçando a tese de execução. Câmaras de segurança
registaram o veículo utilizado e o executor a correr com a arma na mão.

A investigação avançou após a apreensão dos
telemóveis dos casais e a quebra do sigilo bancário de Luís António e Vanessa.
A polícia descobriu pagamentos via Pix, totalizando R$ 10.000 (≈ MT 118.300; ≈ € 1.610) para uma mulher
chamada Raquel, valor que seria o combinado para o assassinato.

A polícia chegou a Ovídio, marido de Raquel, e
depois a Alexandre, amigo de Ovídio. Ovídio, após ser detido em Setembro e ver
a companheira presa por ter emprestado o CPF para receber o dinheiro, confessou
o crime: “Doutor, minha esposa não
tem nada a ver com isso. Fui eu fui contratado pelo meu amigo de infância
porque a mulher dele tava se envolvendo amorosamente”
. Ovídio
disse que, por não conduzir, precisou de um companheiro para o crime,
identificado como Alexandre Campos da Silva, suspeito de ser o motorista.
Alexandre foi morto em Agosto deste ano noutra ocorrência policial.

Luís António foi preso há três semanas, em
Campinas. Inicialmente, negou ser o mandante: “Olha eu realmente eu queria atirar fogo no carro dele, então
eu fiz uma busca, eu pesquisei, mas jamais queria um mal contra ele então eu não
sou o mandante, não fui eu que pratiquei esse crime”
. No entanto,
a defesa de Luís António afirmou, por meio de nota, que ele “confessou a participação na morte de
Anderson”
.

 

Reacção
da Família e Situação Legal

A conclusão do inquérito policial e a prisão
dos acusados trouxeram algum alívio, mas a dor permanece na família da vítima.
A mãe de Anderson descreveu a espera por justiça como “muito angustiante” e “muito sofrimento”, chegando a ter um AVC “por causa de tanto pensar”.

O advogado do acusado de ser o executor,
Ovídio, tentará anular o depoimento em que confessou a participação no crime.
Já a defesa de Luís António entrou com um pedido de Habeas Corpus para que ele responda ao processo em liberdade
e espera que o julgamento considere as circunstâncias pessoais do cliente.

Para a família de Anderson, o sentimento é de
dor profunda: “eu preferia eu ter
partida, ainda acabou comigo”
. O delegado destacou que não foram
encontradas evidências de participação das três esposas envolvidas no
planeamento do assassinato.




Descubra como “Phone Farms” estão a enganar o mundo digital — e porque isso pode estar a acontecer com a sua marca!

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Se acha que aquelas visualizações e likes que vê nas redes sociais são sempre reais, pense outra vez. Uma nova forma de fraude digital está a explodir em todo o mundo: as chamadas “Phone Farms” — fazendas de telemóveis que criam visualizações falsas em massa, e muitos influenciadores e empresas internacionais usam essa técnica para enganar o público e os anunciantes.

O que são “Phone Farms”?

Imagine dezenas de telemóveis, ligados a um só computador, todos a “assistir” vídeos, curtir posts e a aumentar números falsos para dar a impressão de sucesso. Estes aparelhos, muitos deles modelos Samsung usados, ficam num suporte com ventiladores para não sobreaquecer, trabalhando 24 horas seguidas, mas sem ninguém por trás da tela.

Por que fazem isso?

Simples: para inflar números e enganar marcas que pagam caro por publicidade, fazendo parecer que milhões de pessoas estão a ver aquele conteúdo. O problema? Essas visualizações não são de gente real — e você pode estar a gastar dinheiro à toa.

Quanto custa essa fraude?

Montar uma “fazenda” dessas custa, em média, mais de R$ 7.000 (mais de 300 mil Meticais) — mas o retorno pode ser rápido. Em cerca de 40 dias, o investimento pode ser recuperado, segundo especialistas. Por isso, não é de admirar que essa técnica esteja a crescer.

E se for apanhado?

Plataformas como o YouTube já estão a caçar esses esquemas e podem bloquear visualizações falsas. Quem aposta nisso corre risco de perder tudo — inclusive a reputação.


Fique atento! Se quer construir a sua marca de verdade, esqueça esses atalhos falsos. No final, só quem ganha é a fraude — e quem perde é você.




Avanço de robôs e IA ameaça 20 milhões de empregos globais

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O futuro que parecia distante está cada vez mais próximo: a substituição da mão-de-obra humana por robôs humanoides e Inteligência Artificial (IA) já é realidade, impactando renda e vagas de trabalho em vários países.

Nesta semana, uma empresa chinesa fez a primeira entrega em massa de robôs humanoides para uma indústria. Projectados para operar “24 horas sem parar”, esses robôs acendem um alerta global: a humanidade está preparada para ser substituída pelos robôs?

Eficiência e lucro impulsionam a troca

Estudo de uma universidade dos Estados Unidos revela que, numa linha de produção, “cada robô faz o trabalho de três pessoas”. Pesquisa na imprensa inglesa prevê que até 2030 os robôs substituirão mais de 20 milhões de empregos.

O motor da automação é o interesse financeiro das empresas, que reduzem custos de operação com a troca por máquinas, já que “empresa não é benemérita, tem que dar lucro, e se for possível automatizar, vai automatizar”.

A substituição já é visível em restaurantes no Japão, que não têm mais garçons humanos, e nos Estados Unidos, onde máquinas montam e entregam hambúrgueres, além de robôs que preparam drinks e actuam em linhas de produção.

IA avança sobre áreas cognitivas

Antes, a automação substituía trabalhos manuais, repetitivos e perigosos. Agora, a IA entrou em áreas de conhecimento e cognitivas jamais alcançadas por máquinas, afectando gente que pensa, numa revolução para a qual a sociedade não está preparada.

O impacto é profundo. A ilustradora Lúcia Lenos sentiu isso em 2024, quando ferramentas de IA começaram a gerar imagens automaticamente. Seus trabalhos de caricatura sumiram; ela perdeu clientes e ficou um ano sem encomendas.

Lúcia ganhava cerca de MT 120.000 por mês (equivalente a R$ 6.000 no câmbio actual, cerca de 20 Meticais por Real), mas hoje vive da venda de desenhos autorais em feiras, juntando dinheiro para emergências.

Incerteza global e aprendizado neural

A adopção de robôs industriais é concentrada na China, Japão, Coreia do Sul, EUA e Alemanha, que somam 75% dos 3,18 milhões de robôs no mundo. O Brasil, líder na América Latina, tem cerca de 20 mil unidades.

A tecnologia evolui com o chamado aprendizado neural, que permite aos robôs aprenderem como o cérebro humano, observando milhões de vezes movimentos humanos simples.

O avanço tecnológico deve crescer, ocupando mais espaços e gerando desafios complexos, especialmente no emprego. Resta para a humanidade temor e incerteza sobre o futuro.

Lúcia resume: “Tenho muito medo do futuro, não vou mentir.”




Moçambique inaugura primeira fábrica de processamento de gergelim

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No distrito do Dondo, Sofala, foi inaugurada a primeira fábrica moçambicana para processar gergelim e produzir óleo. O projecto já está em funcionamento.
A unidade emprega cerca de mil trabalhadores, 95% locais, e pretende fortalecer a cadeia agrícola e gerar divisas para o país, exportando para o Japão e Europa.
Equipado com tecnologia moderna, o investimento de 30 milhões de dólares promove transformação local, criando valor agregado e contribuindo para o crescimento económico nacional.
O Presidente Daniel Chapo destacou a importância da fábrica para a independência económica, criação de empregos e valorização dos pequenos produtores de Sofala e outras províncias.

Formação técnica e futuro sustentável

A Robust Internacional aposta na formação de técnicos locais, garantindo que a gestão futura da fábrica seja feita por moçambicanos.

Moçambique produz cerca de 200 mil toneladas de gergelim anualmente, com Sofala responsável por 25% dessa produção, sobretudo nos distritos de Dondo, Caia e Gorongosa.



Mambas Sofrem Derrota Apertada em Jogo Amistoso Contra Marrocos

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No último encontro amistoso realizado durante a Data FIFA, a seleção moçambicana de futebol, os Mambas, perderam por 1-0 diante de Marrocos, em jogo que teve como principal objetivo preparar a equipa para as próximas competições.

Apesar do resultado adverso, o encontro serviu para que a equipa técnica avaliasse dinâmicas, ajustasse processos e proporcionasse aos jogadores ritmo competitivo essencial para a evolução do grupo. O técnico aproveitou para testar diferentes opções táticas e jogadores, buscando soluções para fortalecer a equipa.

Os Mambas continuam a sua preparação com foco nos desafios futuros, esperando melhores resultados nos próximos compromissos.




Projeto de Drenagem Definitiva para Magoanine A Avança, Mas Exige Tempo e Financiamento

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O debate também abordou as soluções de médio e longo prazo para o problema das inundações. O Presidente do Conselho Administrativo da empresa Drenap, responsável pelo saneamento e drenagem, visitou o bairro e apresentou um plano de intervenção em três fases.

A primeira fase, já iniciada, é o levantamento topográfico realizado com drones, graças ao apoio de parceiros japoneses. A etapa seguinte envolve o projecto e construção de uma bacia de drenagem, que se revela como o maior desafio técnico e financeiro.

Segundo o PCA, a conclusão do projecto poderá levar entre um a dois anos, dependendo da cooperação internacional e da disponibilidade de fundos públicos e privados oriundos de Moçambique e do Japão.

A munícipe Virgínia chamou à paciência, recordando que o processo deve ser rigoroso e transparente. “Pedimos ao PCA que não faça promessas, mas que trabalhe para resolver definitivamente o problema”, afirmou.

Por sua vez, o jornalista Agostinho Muchave, mediador do debate, destacou a necessidade de manter o diálogo permanente entre a comunidade e as autoridades para que as soluções reflitam a realidade local. “É a nossa moçambicanidade: saber ‘ritu e quarter’. Seguiremos a acompanhar este processo e a lutar por soluções concretas”, concluiu.