Metuge: Directora Distrital Detida por Desviar Donativos para Deslocados
Category: província,Sociedade
written by Publicações | 26 de Novembro, 2025
O Moçambique Notícias apurou que o Serviço Nacional de Investigação Criminal deteve a directora distrital de Infra-estruturas de Metuge, depois de ter sido encontrada a transportar mais de 500 quilogramas de produtos alimentares destinados a deslocados vítimas do terrorismo. A informação foi avançada pelo jornal Notícias, que acompanhou a apresentação pública feita nesta segunda-feira.
A directora foi detida na passada sexta-feira, em Mieze, na companhia de um motorista. No veículo estavam sacos de arroz e farinha de milho, além de açúcar e óleo. Todo material fazia parte de um lote de ajuda humanitária armazenado em Metuge.
Segundo Notícias, o oficial do SERNIC, Orlando Pacela, explicou que a operação começou após uma denúncia. Por isso, foi accionada uma investigação rápida.
A captura ocorreu no posto de controlo de Muepane, quando ambos tentavam levar os produtos para a cidade de Pemba. Pacela afirmou que o SERNIC prossegue com diligências para determinar se existem mais envolvidos no esquema.
A MENTE POR DETRÁS DA OPOSIÇÃO: DINIS TIVANE DESNUDA A CORRUPÇÃO, A TRAIÇÃO E A LUTA PELA SOBERANIA DE MOÇAMBIQUE
Category: Política
written by Publicações | 26 de Novembro, 2025
No estúdio do popular podcast “MOZPOD — Os Muito Maus”, o apresentador (| Ismail Essak / Chairman / chairman.iessak ) recebeu Dinis Tivane, figura que se tornou
rapidamente um dos pilares do maior partido da oposição actual de Moçambique, o
Anamola. Tivane, que o apresentador considera o “número dois” do partido,
sentou-se para uma conversa profunda que expôs a sua trajectória pessoal, o caminho
espinhoso da política de oposição em Moçambique e a sua visão disruptiva para o
futuro do Estado moçambicano, defendendo que a mudança de regime é necessária
para que a palavra “democracia” ponha “comida na mesa”.
A conversa, gravada a 26 de Novembro, começou com o apresentador a
destacar a boa impressão causada pelo convidado, a quem descreveu como um “tipo
cinco estrelas, alto, cabeludo”.
A Vida do Autodidacta e a Girafa
do Anamola
O moderador abriu a entrevista pedindo a Tivane que se apresentasse:
MODERADOR: Dinis, bem-vindo aqui ao meu singelo podcast e obrigado por aceitar
este convite para hoje podermos conversar, sabermos mais de ti, mano. Quem é o
Dinis?
DINIS TIVANE: Sou um moçambicano nascido em 1977, dois anos depois da independência.
Não vi a independência, mas senti aquela energia até à altura em que o saudoso
Samora Machel morreu, então chorei também. Não sou nenhum menino de berço duro;
cresci em situações bastante difíceis. Considero-me jovem, já não pela idade,
mas por aquilo que ainda ambiciono fazer. Sou pai de duas filhas lindas. Sou
mais autodidacta.
Tivane detalhou a sua formação multifacetada, explicando que a sua
profissão principal é design, área que estudou sozinho ao longo dos
anos. A sua primeira faculdade foi Arquitectura, que abandonou ao
terceiro ano por falta de condições. Concluiu Jornalismo (a sua primeira
licenciatura), mas não o exerceu porque não dava dinheiro naquele
período (1999–2003).
DINIS TIVANE: Trabalhei como fumigador aos 17 anos, que foi um dos melhores negócios
que fiz na altura. Depois licenciei-me em Jornalismo e mais tarde fiz Recursos
Humanos. Com vários desafios, comecei a estudar Direito sozinho, lendo e
comprando livros, incluindo o próprio Código de Processo Civil. No ano passado
(2024), decidi matricular-me oficialmente em Direito.
MODERADOR: Há uma foto tua que circula a comentar Samora Machel, é isso?
DINIS TIVANE: Aquela foto célebre é do meu pai. Ele fez um discurso em frente a
Samora Machel em 1977, ali onde hoje é o Parlamento. Samora recomendou-lhe
muitas coisas, mas o meu pai afastou-se da vida política activa quando a
Frelimo se descaracterizou muito.
Tivane fez a ponte entre a história do pai e a sua própria trajectória,
revelando que, numa foto recente tirada no Conselho Nacional do Anamola, ao
cumprimentar Venâncio Mondlane recriou a imagem do pai com Samora Machel em
1977.
DINIS TIVANE: Eu olhei para aquela fotografia e disse: “Porra, isto aqui é igual à
fotografia que o meu pai tirou a apertar a mão a Samora Machel”. Eu posso
iconizar isto também, dizendo que apertei a mão a Venâncio Mondlane, “que
vai ser praticamente daqui a 50 anos um dos ícones de Moçambique”.
A Transição do “Cartão Vermelho”
à Oposição Activa
O apresentador quis saber o ponto de viragem que levou Tivane a
abandonar o partido no poder e a aliar-se a Venâncio Mondlane.
MODERADOR: Dinis, como tu entras para a política activa desta forma? Como é que
decidiste que, é pá, agora sou da oposição?
DINIS TIVANE: Eu cresci sem fazer política activa. A ideia surgiu quando completei 40
anos. Senti que as minhas ideias levavam as pessoas a reflectirem.
Tivane tentou ingressar no núcleo da Frelimo no Chamanculo por volta de
2018 e chegou a ter o cartão. Contudo, desistiu rapidamente:
DINIS TIVANE: Desisti porque, contrariamente ao que eu tinha como ideia, percebi que
as dinâmicas internas no partido eram de um retrocesso muito alto. Não havia
muita democracia. Muitas vezes, mesmo essas hierarquias tendiam para resvalos
dos quais eu não concordava.
A aproximação a Venâncio Mondlane deu-se em 2022/2023, quando foi
recomendado como “um tipo aí muito nice” da área de comunicação.
DINIS TIVANE: Falei pela primeira vez com Venâncio em 2023, na época das eleições
autárquicas. Eu disse a ele: “eu tenho cartão vermelho, mas a tua causa vale
a pena”. Não me desvinculei publicamente na altura porque achava que seria
uma traição para a Frelimo, então trabalhei off the record.
Em 2024, quando Mondlane se candidatou, Tivane formalizou o apoio após
uma reunião de quatro horas. Sabia dos riscos, mas avançou, sentindo que,
diante da hesitação e do medo de enfrentar a Frelimo, “se eu não fizesse,
ninguém faria”. O grande momento de visibilidade veio no pós-eleitoral,
quando Mondlane foi para o exílio e ele próprio se tornou a face pública da
luta, juntamente com o falecido Elvino Dias.
A Política Suja e as Traições da
Oposição
A entrevista avançou para as dificuldades enfrentadas pelo Anamola e
pelo seu líder, que já passou pelo MDM, Renamo, CAD e Podemos.
MODERADOR: Vemos as traições, as quebras… Estão no auge, confiantes que vão
concorrer, tudo a acontecer, e puxam-vos o tapete. Vocês caem, levantam-se, vão
à luta de novo. Como foram esses momentos?
Tivane respondeu com frieza:
DINIS TIVANE: Para nós vai ser sempre assim. Não esperamos mais nada senão
supercomplicações. Para nós vai ser sempre mais difícil.
Segundo ele, a oposição tem desempenhado um papel de “verdadeiro
traidor”.
DINIS TIVANE: O MDM submeteu um expediente à CNE que desqualificou Venâncio nas
autárquicas de 2018. No caso do CAD (em 2024), a oposição (MDM, Renamo,
Podemos) percebeu que o CAD iria entrar para o Parlamento e ter
representatividade na CNE.
DINIS TIVANE: O pensamento deles é: se entram estes gajos, um de nós três ou dois
vamos ter de sair. Vai perder o pão. É este o pensamento. A oposição
moçambicana está neste nível, de pensar em picuinices, enquanto a Frelimo se
aproveita da fragilidade.
A última traição veio do Podemos, que procurou o Anamola após a
exclusão do CAD. Contudo, depois das eleições, houve um distanciamento. Tivane
explicou que, numa reunião com o líder do Podemos (Albino Forquilha), Venâncio
Mondlane “nunca pensou em tachos” nem em contrapartidas financeiras ou
políticas, apenas exigiu o cumprimento do acordo coligatório.
DINIS TIVANE: Você percebe o quanto o país perde por pequenices… um bolinho aqui,
uma arrofada ali, um biscoito, e por aí em diante, trava agendas muito maiores.
A recusa do Podemos em adiar a tomada de posse dos seus deputados, mesmo
sabendo que não perderiam o mandato, foi um erro enorme, pois “teria um
grande efeito político” e criaria uma pressão capaz de forçar a Frelimo a
recuar em matérias essenciais.
A Máfia no Estado e a Crítica à
Nata Intelectual
DINIS TIVANE: Muitos intelectuais tentam criar narrativas para “fazer rebaixar
aquilo que é o impacto do Anamola”. Concordam que o Estado moçambicano está
infestado de criminosos, que a alta máfia está dentro do Estado, mas atacam
Mondlane.
Tivane criticou o sociólogo Dr. Elísio Macamo por rotular Mondlane de “populista”
e manipulador de um público mal instruído. Para Tivane, a política é uma
ferramenta de construção social, e é dever do político apontar o que não está
bem.
DINIS TIVANE: Se o teu discurso como intelectual não concorre para resolver esses
problemas estruturais do Estado moçambicano, então você está a fazer a luta
errada.
A entrevista abordou também o tema da bandeira nacional, que para
o Anamola é uma batalha central.
DINIS TIVANE: A bandeira com a AK-47 é a única no mundo com uma arma. Existem
moçambicanos constrangidos ou presos no estrangeiro porque a arma é vista como
símbolo de terrorismo. A bandeira deve ser símbolo de consenso e não de
constrangimento.
Tivane reforçou que a democracia não é uma palavra vazia:
DINIS TIVANE: O voto resolve o problema da fome. Em Moçambique, 2.500 crianças morrem
anualmente por falta de água. Não há responsabilização. Governantes envolvidos
em escândalos de 130 milhões de meticais não são exonerados. Eu próprio fui
intimado pela PGR para prolongar o prazo de instrução criminal.
O Novo Regime e a Esperança de
0,5 em 10
MODERADOR: Achas que o partido no poder acordou e está com uma dinâmica diferente?
DINIS TIVANE: Não há nenhuma melhoria estrutural. A aprovação contínua dos projectos
de gás em Cabo Delgado, enquanto o Estado não consegue proteger o seu próprio
território, mostra prioridades erradas.
Sobre os 50 biliões de dólares anunciados por Daniel Chapo, Tivane foi
directo:
DINIS TIVANE: Não são 50 biliões que vão entrar nos bancos comerciais de Moçambique.
É dinheiro de Estados no papel, que entrará como importação temporária, sem
pagar impostos, para o inglês ver. A minha esperança de 0 a 10 é 0,5.
Tivane lamentou que o Estado moçambicano tenha passado de produtor e
distribuidor para mero comprador.
DINIS TIVANE: A proliferação de chapas significa ausência de Estado. O transporte é
uma obrigação fundamental do Estado.
Segundo ele, as soluções existem e não são complicadas: resolver o
problema das estradas e da segurança.
DINIS TIVANE: Porquê que produzimos 50 kg de ouro por mês e não temos uma indústria
que fabrica jóias? Porquê que Moçambique, com o rubi que tem, não é destino
turístico global? Porque há interesse em mandar vir e ganhar comissão.
O Preço da Luta e o Aliciamento
O moderador quis saber como Tivane lidou com o medo, as perdas e as
tentativas de corrupção.
MODERADOR: Nos dias difíceis, como quando perderam o Elvino Dias ou quando as 24
balas foram disparadas no teu portão, o que te move?
DINIS TIVANE: A causa está muito acima do medo. As reversões políticas só ocorreram
porque houve sangue. Sinto que vale a pena morrer por esta causa.
Além dos tiros (que foram quase 50), Tivane relatou uma invasão na sua
casa, com janelas escancaradas e portas arrombadas, tudo para intimidar.
MODERADOR: Já foste aliciado a trair Venâncio Mondlane?
DINIS TIVANE: Já. Prometeram-me tudo aquilo que eu quisesse, um cheque em branco. O
aliciador era alguém capaz de resolver uma mansão, um Range Rover, uma Land
Cruiser, uma Nissan ou estudos no exterior em menos de 24 horas. Mencionou até
a BMW.
DINIS TIVANE: O sangue do Elvino não pode ser trocado por uma vivenda num condomínio
com um Range Rover.
O entrevistado revelou a sua ambição profunda:
DINIS TIVANE: Gostaria de ser lembrado como um dos primeiros moçambicanos a mostrar
que o povo pode ser feliz em Moçambique, com segurança, saúde e educação.
A Mensagem Final: Os Melhores
Tempos Estão por Vir
No fim, o apresentador pediu a mensagem que “ninguém teve coragem de
dizer”.
DINIS TIVANE: A maior mensagem é que os melhores tempos estão por vir. Os
moçambicanos já estão galvanizados. Já sabemos quem é o nosso inimigo, que é o
regime opressor.
Sobre as eleições de 2028/2029:
DINIS TIVANE: Serão históricas. Se houver tentativa de subverter as eleições, haverá
uma reacção muito enérgica do povo moçambicano. Os moçambicanos estão a dar um
grande exemplo de civismo, suportando o lixo da corrupção e da fraude, mas já
não aguentam.
A conversa encerrou com o moderador a lamentar a inversão de valores no
país, onde saúde, educação e segurança, que eram públicas, tornaram-se esferas
privadas.
TERRORISTAS em debandada: Governador de Nampula confirma inimigos abatidos e fuga rumo a Cabo Delgado
Category: Política,Sociedade
written by Publicações | 26 de Novembro, 2025
O governador da província de Nampula confirmou esta terça-feira uma
vitória decisiva no Teatro Operacional Norte, com vários terroristas abatidos e
a fuga do grupo armado para fora do território provincial. A declaração surge
após os ataques registados na semana passada nos distritos de Me
mba,
nomeadamente em Mazue e Oeste Pene, que forçaram milhares de residentes a
deslocarem-se para zonas seguras.
TERRORISTAS EM RETIRADA PERANTE
AVANÇO DAS FADS
Segundo o governador, as Forças Armadas de Defesa e Segurança (FADS) têm
realizado um trabalho “duro e contínuo”, pressionando os grupos insurgentes
que, apesar de tentarem resistir, acabam por “perder em combate”. O dirigente
confirmou a existência de mortos e feridos graves entre os atacantes, que estão
a ser retirados pelos próprios membros do grupo terrorista.
A fôrça da resposta obrigou os insurgentes a abandonar Nampula. De
acordo com o governador, o grupo atravessou o limite provincial no início da
semana, recuando para a zona de Chúri, em Cabo Delgado. Embora reconheça a
possibilidade de permanecer “um ou outro elemento disperso”, garante que a base
principal já deixou o território.
Regresso Da Calma E Visita
Anunciada A Memba
Com o restabelecimento de uma relativa “calminha” no distrito de Memba,
o governador convidou a comunicação social a deslocar-se ao local para
testemunhar a situação no terreno. Garantiu ainda que será o primeiro
responsável provincial a voltar ao distrito, indicando que a visita conjunta
deverá ocorrer no fim do mês ou na primeira semana de dezembro.
Drones e reforço de meios
operacionais
Para reforçar o dispositivo de segurança, o governador anunciou a
entrega oficial dos drones destinados ao distrito de Memba, equipamentos
prometidos para intensificar o trabalho de vigilância e perseguição aos grupos
armados. A cerimónia, suspensa devido a uma visita de alto nível, deverá ser
retomada esta quarta-feira no gabinete do governador.
Ética, contenção e impacto da
violência
O dirigente rejeitou a divulgação de imagens dos confrontos, afirmando
que o Estado não deve actuar “como os terroristas, que fazem propaganda de
guerra e de matança”. Defendeu que a missão das FADS é a defesa da pátria,
conduzida com disciplina, zelo e moral elevada.
Os ataques recentes em Memba resultaram em dezenas de mortos, destruição
de residências e deslocação de milhares de pessoas para áreas consideradas mais
seguras.
PONTECA DE UMPALA: DRAGAGEM CONCLUÍDA AGRADA POPULAÇÃO, MAS ACIDENTES FORÇAM PEDIDO DE AMPLIAÇÃO URGENTE
Category: Sociedade
written by Publicações | 26 de Novembro, 2025
Os munícipes e utentes da travessia de Umpala, em Boane, mostram alivio após a recente dragagem do rio. A limpeza melhorou o fluxo da água e trouxe uma sensação de avanço. Ainda assim, a satisfação não esconde a urgente necessidade de reforçar a segurança. A ponteca continua a registar acidentes frequentes, e a população aguarda o fim das obras de ampliação para que o trajecto deixe de ser um risco constante.
A travessia de Umpala liga a vila sede do município ao terminal e ao mercado. Paradoxalmente, estas infra-estruturas foram construídas de raiz, mas encontram-se abandonadas, servindo pouco às comunidades que delas deveriam depender.
O trabalho “está a decorrer como deve ser”
Sérgio, mototaxista e utente diário, confirma que a dragagem “já mudou a imagem do rio”. Segundo ele, o trabalho está a decorrer como deve ser.
Outros residentes reforçam a mesma ideia, afirmando que agora a água “corre como deve ser e não há interrupções”. A limpeza era uma necessidade antiga, sobretudo numa zona afectada por problemas hídricos recorrentes.
Perigo constante e falta de segurança
Apesar da melhoria na corrente do rio, o foco principal dos moradores é a segurança da travessia. A ponteca continua estreita, baixa e sem protecções.
Os pedidos repetidos incluem:
Aumento da altura da ponte, para reduzir o impacto das cheias.
Ampliação em largura, para permitir circulação segura de veículos e peões.
Instalação de barreiras laterais.
Criação de um entroncamento funcional, já que o actual não responde às necessidades de quem circula.
Sérgio frisa que, com as inundações habituais, a ponte “pode não aguentar a limpeza” se não houver aumento da altura.
Acidente flagrante durante a reportagem
A insegurança da travessia não é uma percepção: é um facto. A nossa equipa testemunhou um acidente no local enquanto recolhia informações.
Apesar disso, há um fio de esperança. Os trabalhos de ampliação estão em curso, e a população insiste que a única solução eficaz é alargar e elevar a ponteca, antes que mais um acidente transforme o problema em tragédia.
África: Veículos chineses circulam em Joanesburgo na Cimeira do G20
Category: Economia
written by Publicações | 26 de Novembro, 2025
A estreia da Cimeira de Líderes do G20 no continente africano, realizada no Sábado na capital económica sul-africana, ficou marcada pela forte presença de viaturas chinesas a fazer o vaivém entre o aeroporto, hotéis e locais do evento, conferindo um toque distintamente chinês ao encontro.
Fabricantes chineses forneceram centenas de viaturas para integrar a frota oficial da cimeira, com a Jetour a disponibilizar 70 unidades, o maior número entre as marcas chinesas. O acordo para o fornecimento dos veículos foi fechado em Fevereiro, através do Ministério das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul.
O Presidente da Jetour International, Ke Chuandeng, recordou que o Ministério aprovou rapidamente a parceria depois de analisar o modelo T2 SUV, que na altura ainda não estava no mercado. “Isto demonstra a confiança da África do Sul nas marcas automóveis chinesas e na capacidade dos nossos produtos,” afirmou Ke.
Nos últimos anos, os carros chineses tornaram-se presença habitual nas estradas sul-africanas, com marcas como a Jetour a conquistar compradores urbanos, sobretudo jovens. “Os fabricantes chineses estão a ganhar espaço na África do Sul porque combinam alta tecnologia, design moderno e preços competitivos, algo que as marcas tradicionais têm dificuldade em acompanhar,” disse Charmaine Spangenberg, jovem consumidora sul-africana.
A África do Sul, reconhecida como potência económica do continente, tem uma indústria automóvel consolidada e é frequentemente descrita como um país “assente sobre rodas”. Desde a entrada das marcas chinesas no mercado, há mais de uma década, uma dúzia delas já se estabeleceu e regista vendas consistentes.
Segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Automóveis da África do Sul, o mercado automóvel continuou a crescer em 2024, com vendas de 515.800 viaturas novas, um aumento de 5,6 por cento face a 2023. As marcas chinesas mantiveram o forte ritmo de expansão, representando 12,8 por cento do total.
Marly Vivier, jovem sul-africana que já foi proprietária de uma viatura chinesa, afirmou que sempre considerou estes modelos “estilosos e fiáveis”. Para ela, o avanço das marcas chinesas sobre as mais antigas é visível. “Acho mesmo que vão dominar, e eu gosto disso,” disse.
Como parte da frota oficial de escolta da Cimeira do G20, a Jetour colocou em operação o SUV T2, modelo que combina conforto e segurança, adequado às exigências de eventos diplomáticos de alto nível. Lançado na África do Sul em Outubro, o T2 vem equipado com assistência de condução L2, sistema de câmaras panorâmicas de 360 graus e um habitáculo espaçoso e silencioso, com bancos ergonómicos e sistema de entretenimento, garantindo uma viagem confortável às delegações.
A presença de viaturas chinesas na frota do G20 simboliza uma mudança na percepção internacional sobre os fabricantes da China, que deixam de ser vistos apenas como participantes de mercado para serem reconhecidos como parceiros fiáveis em eventos globais de grande escala.
“A Cimeira do G20 representa um vento favorável para as relações China-África do Sul. Para as marcas chinesas, o caminho para ampliar a influência passa por complementar as estratégias de venda com maior investimento local e integração comunitária,” explicou Spangenberg.
Ke afirmou que a Jetour se orgulha de integrar o grupo de fabricantes chineses que forneceu veículos para a Cimeira do G20. “Esperamos que esta colaboração dê ao mundo uma noção mais clara da nossa capa
Senadora australiana suspensa por usar burca no Parlamento e causa polémica
Category: Sociedade
written by Publicações | 26 de Novembro, 2025
A senadora Pauline Hanson, líder do partido de extrema-direita One Nation, foi suspensa por 7 dias do Senado australiano após ter usado uma burca no Parlamento. A ação foi uma provocação para pressionar a aprovação de uma lei que proíbe o uso da burca em espaços públicos.
Hanson, que não é muçulmana, já tinha feito o mesmo em 2017, mas desta vez a reacção foi mais forte. Outros parlamentares gritaram “vergonha!” e classificaram o ato como um insulto à fé muçulmana, praticada por quase um milhão de australianos.
O Senado suspendeu a sessão depois que a senadora se recusou a tirar a burca ou sair da sala. A proposta de lei para banir a burca não foi votada.
A ministra Penny Wong chamou a manobra de “imatura e vergonhosa”. Já a senadora muçulmana Mehreen Faruqi denunciou o racismo que ainda persiste no Parlamento australiano.
Hanson acusou os seus colegas de hipocrisia e prometeu que os seus eleitores a vão julgar na próxima eleição.
Embraer promove o E195-E2 em Moçambique com foco em eficiência operacional
Category: Economia
written by Publicações | 26 de Novembro, 2025
Durante o Fórum Empresarial Moçambique-Brasil, realizado em Maputo, a Embraer destacou o potencial do seu jacto E195-E2 para a aviação regional moçambicana, sublinhando a eficiência operacional que aeronaves com até 150 lugares podem trazer, especialmente num momento em que a LAM Mozambique Airlines planeia reforçar e renovar a sua frota.
João Taborda, vice-presidente da Embraer, explicou que o E195-E2, com capacidade para 146 passageiros, é o maior avião produzido pela empresa e líder mundial na categoria de aeronaves até 150 lugares. “Frequentemente vemos grandes aeronaves a voar com muitos assentos vazios. Isso é muito ineficiente e muito caro para as companhias aéreas,” afirmou.
O executivo realçou que aeronaves menores, como os E-Jets, oferecem maior flexibilidade e melhor ajustamento à procura real das rotas regionais. “Em vez de colocar todas as 200 pessoas num único avião, podemos fazer dois ou três voos por dia,” explicou, apontando que cerca de 85% das rotas aéreas no continente africano transportam menos de 200 passageiros diariamente.
A LAM, fundada em 1937, já utilizou uma variedade de aeronaves ao longo da sua história, incluindo modelos russos como o Ilyushin IL-62 e ocidentais de fuselagem larga como o DC-10, bem como jatos brasileiros E190.
Recentemente, o governo moçambicano reforçou a frota da companhia com a inclusão de um turboélice Q400, para 74 passageiros, e um Airbus A319, com 144 lugares. Segundo a primeira-ministra Benvinda Levi, a LAM receberá em breve dois Embraer E190 de primeira geração, com capacidade entre 90 e 114 passageiros, como parte do plano de revitalização da empresa.
O reforço da frota com os jatos E195-E2 e E190 representa uma aposta estratégica para assegurar a sustentabilidade da aviação regional em Moçambique, oferecendo eficiência, flexibilidade e melhor aproveitamento das rotas existentes.
“BOLADA” FALHADA: PROFESSOR E COMPARSAS PRESOS POR ABATE ILEGAL EM MAPAI
Category: Sociedade
written by Publicações | 26 de Novembro, 2025
Um professor de uma escola primária no distrito de Mapai, província de Gaza, acabou atrás das grades depois de uma tentativa fracassada de lucrar com produtos proibidos da fauna bravia. O Serviço Nacional de Investigação Criminal deteve o docente e os seus comparsas na posse de 10 pontas de marfim, 15 ovos de avestruz, além de cauda e trombeta de elefante.
A legislação moçambicana é clara: a captura, posse, transporte ou venda de espécies protegidas constitui crime. A operação do SERNIC levou à neutralização do grupo, que alegadamente pretendia comercializar o material em redes de tráfico que operam dentro e fora do país.
As autoridades reforçam que o abate ilegal continua a ameaçar populações de elefantes e avestruzes no sul de Moçambique, e que a vigilância será reforçada, sobretudo em zonas próximas de fronteiras, onde circulam compradores clandestinos.
PULSEIRAS ELECTRÓNICAS EM MOÇAMBIQUE: ELITE SOB SUSPEITA
Category: Política,Sociedade
written by Publicações | 26 de Novembro, 2025
A iminente implementação do uso de pulseiras electrónicas para monitorização de réus e condenados em Moçambique tem gerado cepticismo e levantado debates sobre a justiça social e a reabilitação de reclusos no país.
A par da introdução deste novo equipamento, uma voz no debate público moçambicano insiste na necessidade de introduzir, paralelamente, trabalhos comunitários para determinadas penas, citando a situação actual das penitenciárias, onde há “manutenção de pessoas durante muito tempo em estabelecimentos penitenciários a comer feijão enfim uma série de coisas”.
Cepticismo: Sistema para a Elite
O principal ponto de preocupação levantado é o risco de que o novo sistema de monitorização electrónica possa ser desviado para beneficiar indivíduos de alto estatuto, minando a igualdade perante a lei.
O orador revelou que já ouviu pessoas a manifestarem-se cépticas, temendo que “as pulseiras serão destinadas já à elite”.
A crença é que o dispositivo permitirá que determinadas pessoas da elite “não sejam colocadas atrás das grades vão ficar em casa com as pulseiras”.
Há uma expectativa urgente de esclarecimento por parte das autoridades: “eu espero também ouvir as autoridades a esclarecer e que o mês de Dezembro chegue rapidamente para ver como é que isto vai se materializar”.
Reabilitação Através de Trabalho Comunitário
Defende-se que, em vez de manter os reclusos parados, devia-se “criar condições para trabalhos comunitários e as pessoas serem vistas de facto a trabalhar”.
O objectivo não é a exploração de mão-de-obra, mas sim permitir que os reclusos “possam produzir possam fazer alguma coisa”.
A mão-de-obra reclusa poderia ser direccionada para resolver problemas infra-estruturais urgentes no país. Exemplos práticos incluem a limpeza de áreas de drenagem, muitas vezes “cheias de arbusto cheias de lixo”.
Outra sugestão passa pela utilização dos reclusos, devidamente controlados, para a manutenção de escolas, especialmente durante as férias. O orador notou que há escolas que ficam “todas elas cheias de capim mais alguma coisa”.
Além disso, as cadeias possuem “homens e ferramentas para poder consertar aquelas carteiras” que ficam estragadas nas escolas.
A ideia seria organizar “uma jornada de reabilitação até mesmo das escolas de minimização das condições das infra-estruturas escolares”, envolvendo a movimentação desses indivíduos, com alguma confiança e que não oferecem grande perigo, para acamparem em locais como a “escola secundária de Magoanini” para consertar e pintar as instalações.
Estudo do Caso Bolsonaro para Evitar Falhas
Para garantir a eficácia e evitar problemas na implementação das pulseiras electrónicas, o debate sugere que Moçambique deve analisar experiências internacionais, incluindo casos de violação do dispositivo.
Foi feito um apelo directo para que “a experiência também do presidente Jairo Bolsonaro seja rebuscada para evitar-se que situações similares possam ocorrer no território nacional”.
VINGANÇA POR TRAIÇÃO: MARIDO ENCOMENDA MORTE DO AMANTE DA ESPOSA
Category: Sociedade
written by Publicações | 26 de Novembro, 2025
A Polícia de São Paulo concluiu a investigação
sobre a morte de Anderson Campos de Andrade, técnico de laboratório de 48 anos,
revelando que o crime foi um assassinato por encomenda motivado por vingança
conjugal. Um marido traído contratou um amigo e um comparsa para executar o
homem que se envolveu com a sua esposa. O crime, ocorrido em Março de 2024, em
Campinas, interior de São Paulo, levou à prisão do mandante e do executor quase
dois anos após o homicídio.
A Trama da
Infidelidade e o Planeamento do Crime
O motivo do assassinato foi vingança por
infidelidade. Anderson Campos de Andrade era casado com Adriana e começou a
envolver-se com Vanessa, que era casada com Luís António Malavolta. Anderson e
Vanessa eram colegas de trabalho no Centro de Hematologia e Hemoterapia da
Unicamp. A família de Anderson afirmou que ele nunca mencionou a relação e que
apenas dizia ter amizade com a colega.
A história de vingança começou quando Luís
António descobriu a traição. O delegado responsável pelas investigações revelou
que Luís fez diversas ameaças a Anderson.
O mandante também entrou em contacto com
Adriana, esposa de Anderson, informando-a sobre o caso extraconjugal. Em
mensagens trocadas, às quais o Domingo
Espectacular teve acesso, Adriana questiona Luís António se ele havia
recuperado mensagens do telemóvel de Vanessa, ao que ele responde que sim e que
isso “deu mais vontade de matar
ele”.
Adriana chegou a implorar por clemência,
dizendo: “Você vai acabar com a
minha vida pelo amor de Deus”. Luís respondeu: “A sua não”. Ela ainda pediu
que nada fosse feito por causa do filho do casal, e Luís ameaçou: “Talvez nem a dela mas um estrago vou
fazer”. Noutra mensagem, o mandante prometeu violência física: “não vou matar por vocês dois você e seu
filho OK mas vou quebrar ele inteiro”. Foi após descobrir a
traição que Luís António Malavolta arquitectou o crime.
A
Execução e a Prisão dos Acusados
O assassinato ocorreu na manhã de 22 de Março,
dia do último pagamento ao executor. Anderson estava a sair da sua residência,
no bairro Vila Miguel Vicente Curi, para ir trabalhar. Assim que fechou o
portão da garagem, um homem com o rosto coberto aproximou-se e disparou três vezes contra ele. Nenhum pertence
da vítima foi levado, reforçando a tese de execução. Câmaras de segurança
registaram o veículo utilizado e o executor a correr com a arma na mão.
A investigação avançou após a apreensão dos
telemóveis dos casais e a quebra do sigilo bancário de Luís António e Vanessa.
A polícia descobriu pagamentos via Pix, totalizando R$ 10.000 (≈ MT 118.300; ≈ € 1.610) para uma mulher
chamada Raquel, valor que seria o combinado para o assassinato.
A polícia chegou a Ovídio, marido de Raquel, e
depois a Alexandre, amigo de Ovídio. Ovídio, após ser detido em Setembro e ver
a companheira presa por ter emprestado o CPF para receber o dinheiro, confessou
o crime: “Doutor, minha esposa não
tem nada a ver com isso. Fui eu fui contratado pelo meu amigo de infância
porque a mulher dele tava se envolvendo amorosamente”. Ovídio
disse que, por não conduzir, precisou de um companheiro para o crime,
identificado como Alexandre Campos da Silva, suspeito de ser o motorista.
Alexandre foi morto em Agosto deste ano noutra ocorrência policial.
Luís António foi preso há três semanas, em
Campinas. Inicialmente, negou ser o mandante: “Olha eu realmente eu queria atirar fogo no carro dele, então
eu fiz uma busca, eu pesquisei, mas jamais queria um mal contra ele então eu não
sou o mandante, não fui eu que pratiquei esse crime”. No entanto,
a defesa de Luís António afirmou, por meio de nota, que ele “confessou a participação na morte de
Anderson”.
Reacção
da Família e Situação Legal
A conclusão do inquérito policial e a prisão
dos acusados trouxeram algum alívio, mas a dor permanece na família da vítima.
A mãe de Anderson descreveu a espera por justiça como “muito angustiante” e “muito sofrimento”, chegando a ter um AVC “por causa de tanto pensar”.
O advogado do acusado de ser o executor,
Ovídio, tentará anular o depoimento em que confessou a participação no crime.
Já a defesa de Luís António entrou com um pedido de Habeas Corpus para que ele responda ao processo em liberdade
e espera que o julgamento considere as circunstâncias pessoais do cliente.
Para a família de Anderson, o sentimento é de
dor profunda: “eu preferia eu ter
partida, ainda acabou comigo”. O delegado destacou que não foram
encontradas evidências de participação das três esposas envolvidas no
planeamento do assassinato.