Descubra como “Phone Farms” estão a enganar o mundo digital — e porque isso pode estar a acontecer com a sua marca!

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Se acha que aquelas visualizações e likes que vê nas redes sociais são sempre reais, pense outra vez. Uma nova forma de fraude digital está a explodir em todo o mundo: as chamadas “Phone Farms” — fazendas de telemóveis que criam visualizações falsas em massa, e muitos influenciadores e empresas internacionais usam essa técnica para enganar o público e os anunciantes.

O que são “Phone Farms”?

Imagine dezenas de telemóveis, ligados a um só computador, todos a “assistir” vídeos, curtir posts e a aumentar números falsos para dar a impressão de sucesso. Estes aparelhos, muitos deles modelos Samsung usados, ficam num suporte com ventiladores para não sobreaquecer, trabalhando 24 horas seguidas, mas sem ninguém por trás da tela.

Por que fazem isso?

Simples: para inflar números e enganar marcas que pagam caro por publicidade, fazendo parecer que milhões de pessoas estão a ver aquele conteúdo. O problema? Essas visualizações não são de gente real — e você pode estar a gastar dinheiro à toa.

Quanto custa essa fraude?

Montar uma “fazenda” dessas custa, em média, mais de R$ 7.000 (mais de 300 mil Meticais) — mas o retorno pode ser rápido. Em cerca de 40 dias, o investimento pode ser recuperado, segundo especialistas. Por isso, não é de admirar que essa técnica esteja a crescer.

E se for apanhado?

Plataformas como o YouTube já estão a caçar esses esquemas e podem bloquear visualizações falsas. Quem aposta nisso corre risco de perder tudo — inclusive a reputação.


Fique atento! Se quer construir a sua marca de verdade, esqueça esses atalhos falsos. No final, só quem ganha é a fraude — e quem perde é você.




Avanço de robôs e IA ameaça 20 milhões de empregos globais

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O futuro que parecia distante está cada vez mais próximo: a substituição da mão-de-obra humana por robôs humanoides e Inteligência Artificial (IA) já é realidade, impactando renda e vagas de trabalho em vários países.

Nesta semana, uma empresa chinesa fez a primeira entrega em massa de robôs humanoides para uma indústria. Projectados para operar “24 horas sem parar”, esses robôs acendem um alerta global: a humanidade está preparada para ser substituída pelos robôs?

Eficiência e lucro impulsionam a troca

Estudo de uma universidade dos Estados Unidos revela que, numa linha de produção, “cada robô faz o trabalho de três pessoas”. Pesquisa na imprensa inglesa prevê que até 2030 os robôs substituirão mais de 20 milhões de empregos.

O motor da automação é o interesse financeiro das empresas, que reduzem custos de operação com a troca por máquinas, já que “empresa não é benemérita, tem que dar lucro, e se for possível automatizar, vai automatizar”.

A substituição já é visível em restaurantes no Japão, que não têm mais garçons humanos, e nos Estados Unidos, onde máquinas montam e entregam hambúrgueres, além de robôs que preparam drinks e actuam em linhas de produção.

IA avança sobre áreas cognitivas

Antes, a automação substituía trabalhos manuais, repetitivos e perigosos. Agora, a IA entrou em áreas de conhecimento e cognitivas jamais alcançadas por máquinas, afectando gente que pensa, numa revolução para a qual a sociedade não está preparada.

O impacto é profundo. A ilustradora Lúcia Lenos sentiu isso em 2024, quando ferramentas de IA começaram a gerar imagens automaticamente. Seus trabalhos de caricatura sumiram; ela perdeu clientes e ficou um ano sem encomendas.

Lúcia ganhava cerca de MT 120.000 por mês (equivalente a R$ 6.000 no câmbio actual, cerca de 20 Meticais por Real), mas hoje vive da venda de desenhos autorais em feiras, juntando dinheiro para emergências.

Incerteza global e aprendizado neural

A adopção de robôs industriais é concentrada na China, Japão, Coreia do Sul, EUA e Alemanha, que somam 75% dos 3,18 milhões de robôs no mundo. O Brasil, líder na América Latina, tem cerca de 20 mil unidades.

A tecnologia evolui com o chamado aprendizado neural, que permite aos robôs aprenderem como o cérebro humano, observando milhões de vezes movimentos humanos simples.

O avanço tecnológico deve crescer, ocupando mais espaços e gerando desafios complexos, especialmente no emprego. Resta para a humanidade temor e incerteza sobre o futuro.

Lúcia resume: “Tenho muito medo do futuro, não vou mentir.”




Moçambique inaugura primeira fábrica de processamento de gergelim

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No distrito do Dondo, Sofala, foi inaugurada a primeira fábrica moçambicana para processar gergelim e produzir óleo. O projecto já está em funcionamento.
A unidade emprega cerca de mil trabalhadores, 95% locais, e pretende fortalecer a cadeia agrícola e gerar divisas para o país, exportando para o Japão e Europa.
Equipado com tecnologia moderna, o investimento de 30 milhões de dólares promove transformação local, criando valor agregado e contribuindo para o crescimento económico nacional.
O Presidente Daniel Chapo destacou a importância da fábrica para a independência económica, criação de empregos e valorização dos pequenos produtores de Sofala e outras províncias.

Formação técnica e futuro sustentável

A Robust Internacional aposta na formação de técnicos locais, garantindo que a gestão futura da fábrica seja feita por moçambicanos.

Moçambique produz cerca de 200 mil toneladas de gergelim anualmente, com Sofala responsável por 25% dessa produção, sobretudo nos distritos de Dondo, Caia e Gorongosa.



Mambas Sofrem Derrota Apertada em Jogo Amistoso Contra Marrocos

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No último encontro amistoso realizado durante a Data FIFA, a seleção moçambicana de futebol, os Mambas, perderam por 1-0 diante de Marrocos, em jogo que teve como principal objetivo preparar a equipa para as próximas competições.

Apesar do resultado adverso, o encontro serviu para que a equipa técnica avaliasse dinâmicas, ajustasse processos e proporcionasse aos jogadores ritmo competitivo essencial para a evolução do grupo. O técnico aproveitou para testar diferentes opções táticas e jogadores, buscando soluções para fortalecer a equipa.

Os Mambas continuam a sua preparação com foco nos desafios futuros, esperando melhores resultados nos próximos compromissos.




Projeto de Drenagem Definitiva para Magoanine A Avança, Mas Exige Tempo e Financiamento

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O debate também abordou as soluções de médio e longo prazo para o problema das inundações. O Presidente do Conselho Administrativo da empresa Drenap, responsável pelo saneamento e drenagem, visitou o bairro e apresentou um plano de intervenção em três fases.

A primeira fase, já iniciada, é o levantamento topográfico realizado com drones, graças ao apoio de parceiros japoneses. A etapa seguinte envolve o projecto e construção de uma bacia de drenagem, que se revela como o maior desafio técnico e financeiro.

Segundo o PCA, a conclusão do projecto poderá levar entre um a dois anos, dependendo da cooperação internacional e da disponibilidade de fundos públicos e privados oriundos de Moçambique e do Japão.

A munícipe Virgínia chamou à paciência, recordando que o processo deve ser rigoroso e transparente. “Pedimos ao PCA que não faça promessas, mas que trabalhe para resolver definitivamente o problema”, afirmou.

Por sua vez, o jornalista Agostinho Muchave, mediador do debate, destacou a necessidade de manter o diálogo permanente entre a comunidade e as autoridades para que as soluções reflitam a realidade local. “É a nossa moçambicanidade: saber ‘ritu e quarter’. Seguiremos a acompanhar este processo e a lutar por soluções concretas”, concluiu.




Impactos Sociais e Ambientais das Inundações em Magoanine A Comprometem Desenvolvimento Local

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Além dos danos materiais, as inundações em Magoanine A causam efeitos directos no bem-estar e nas condições de vida da população. Durante o debate, uma munícipe afectada, destacou a falta de acesso à água potável e à energia eléctrica nas casas dos que já regressaram ao bairro.

“Quando saímos, os serviços se vão; quando voltamos, eles não voltam. É um ciclo de perda que dificulta o desenvolvimento da comunidade”, afirmou. Ela alerta para o impacto negativo dessa instabilidade, que impede a fixação de clientes para o comércio local e bloqueia o progresso económico.

A voz da comunidade expressou-se também na língua Changana, denunciando o sofrimento e pedindo reconhecimento pelo trabalho das autoridades, como a “bomba do Alberto”, que tem ajudado a mitigar a situação.




Magoanine A: 71 Quarteirões em Risco e Famílias Desalojadas Exigem Resposta do Governo

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Em dados apresentados durante o debate, ficou claro que Magoanine A enfrenta uma crise de grandes proporções. Segundo representantes locais, o bairro conta com 41.138 habitantes, distribuídos por 132 quarteirões, dos quais 71 encontram-se em zonas consideradas de risco elevado e sujeitas a inundações frequentes.

Dois centros de acolhimento temporário funcionam para atender famílias afectadas pelas cheias: o Centro Juvenil, que alberga 71 famílias — das quais 34 já receberam terrenos no bairro do Matuto — e o Centro Graça Machel, onde permanecem 94 famílias ainda aguardando solução definitiva.

Desde Setembro do ano passado, o Município de Maputo intensificou os esforços para mitigar o impacto das inundações. Uma bomba foi enviada para o bairro e diariamente o Conselho Municipal garante o fornecimento de 50 litros de combustível para manter o bombeamento constante. “Não há feriado, nem fim-de-semana. Todos os dias se bombeia, mesmo durante as chuvas, o trabalho nunca para”, assegurou um representante comunitário.

O levantamento do terreno está em curso, com a recente utilização de drones por parceiros japoneses para mapear a área e fundamentar projectos de drenagem definitiva.




Inundações Urbanas em Magoanine A: Comunidade Apela a Intervenção de Grande Engenharia para Solucionar Problema Crónico

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Maputo, 11 de Novembro
– Durante um debate comunitário realizado em Magoanine A, distrito municipal de KaMubukwana, moradores denunciaram as graves consequências das inundações urbanas que assombram o bairro há anos. A iniciativa, promovida pela Rádio Voz Coop em parceria com a organização não governamental Engenharia Sem Fronteiras (ESF), contou com o apoio do Conselho Municipal de Maputo e reuniu líderes comunitários, técnicos e cidadãos preocupados com a situação.

Ricardo Marcos, representante local, descreveu o drama enfrentado diariamente pela comunidade: “Aqui em Magoanine temos duas áreas que enchem de água. Em algumas partes, a água já secou, mas em outras ainda persiste, enchendo até ao nível das janelas quando chove.” O morador alertou para o medo generalizado da população em regressar às suas casas devido à repetição anual do fenómeno, especialmente com a aproximação da época chuvosa.

A comunidade identificou uma solução técnica: a escavação de um canal que facilitaria o escoamento das águas. Contudo, o custo estimado para a realização deste trabalho, avaliado em cerca de sessenta mil meticais, está além das possibilidades locais. “Precisamos de uma retroescavadora para cavar, mas não temos dinheiro para isso”, afirmou Marcos, fazendo um apelo urgente às autoridades.

O morador reconheceu o esforço do Conselho Municipal em enviar bombas para o bombeamento das águas, mas insistiu na necessidade de uma intervenção técnica de maior escala para evitar perdas irreparáveis. “A água já não é do nosso nível. Precisamos de um socorro de grande engenharia para salvar as pessoas”, concluiu.




Mobilidade laboral e investimento reforçam laços entre Portugal e Moçambique

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Em Maputo, decorreu recentemente um encontro que reuniu representantes do Ministério do Trabalho, da Embaixada de Portugal e da Câmara de Comércio Portugal-Moçambique, com o objetivo de discutir a mobilidade laboral e o investimento entre os dois países.

A iniciativa surge num contexto em que Portugal se afirma como o quinto maior investidor na economia moçambicana, com destaque para os sectores, financeiro, dos seguros, turismo, construção e obras públicas. O encontro procurou clarificar as novas regras e leis laborais em vigor, tanto em Moçambique como em Portugal, visando facilitar o movimento de trabalhadores e investidores.

João Figueiredo, presidente da Câmara de Comércio Portugal-Moçambique, sublinhou a relevância deste diálogo.

“Portugal representa, e tem representado ao longo dos anos, um investidor de suprema importância para a economia nacional moçambicana. Este encontro foi uma oportunidade para debatermos as regras laborais e os incentivos fiscais que podem atrair mais investimento estrangeiro.”

Durante a sessão, os participantes enfatizaram a necessidade de ajustar a legislação trabalhista, de modo a garantir segurança jurídica e protecção aos trabalhadores estrangeiros. O debate foi descrito como aberto e franco, num espírito de cooperação entre dois povos unidos por uma língua e história comuns.

“Portugal precisa muito de mão de obra não qualificada para alguns setores, enquanto Moçambique precisa de investimento e de mão de obra qualificada. É uma relação de benefício mútuo que precisa ser sustentada com regras claras e formação”, acrescentou João Figueiredo.

A reunião abordou igualmente as recentes medidas de incentivo ao turismo moçambicano, anunciadas pelo Presidente da República, que visam colocar o país na rota do turismo internacional. Moçambique dispõe de 2.700 quilómetros de costa, parques naturais como a Gorongosa e praias de renome mundial, mas ainda enfrenta desafios de infraestruturas e saúde pública nas zonas turísticas.

“Precisamos de nos colocar na rota do turismo internacional. Temos praias e fauna bravia fantásticas, mas é necessário criar condições básicas e apostar na formação. Portugal pode ajudar a investir neste setor”, destacou Figueiredo.

Outro ponto debatido foi a nova lei portuguesa sobre imigração, vista como um passo positivo para regular e acolher trabalhadores estrangeiros, incluindo moçambicanos.

“Portugal tem grande necessidade de mão de obra não qualificada, e nós, com uma população jovem e em busca de oportunidades, podemos responder a essa necessidade. A regulamentação da imigração é um sinal positivo de cooperação”, afirmou.

As autoridades dos dois países comprometeram-se a reforçar o diálogo e os acordos bilaterais, com vista à 6.ª Cimeira Portugal-Moçambique, prevista para Dezembro, onde se espera aprofundar os mecanismos de mobilidade laboral e as parcerias empresariais.

O encontro terminou com a reafirmação de que educação, saúde e formação profissional continuam a ser pilares essenciais para que a juventude moçambicana possa tirar maior proveito das oportunidades criadas pela cooperação com Portugal.




Portugal reforça aposta em Moçambique e defende maior mobilidade laboral entre os dois países

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O embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, defendeu esta sexta-feira, em Maputo, a necessidade de uma legislação mais facilitadora e menos burocrática, capaz de promover o investimento e a mobilidade laboral entre os dois países.

Falando no Centro Cultural Portugal-Moçambique, o diplomata destacou que Portugal figura entre os dez maiores investidores em Moçambique, entre 400 e 500 empresas de capitais portugueses a operarem no país, responsáveis pela criação de milhares de postos de trabalho.

“O conhecimento profundo da legislação laboral e das regras de mobilidade de trabalhadores é um instrumento fundamental para alavancar o investimento e criar mais emprego”, sublinhou o embaixador.

Jorge Monteiro considerou essencial que as empresas conheçam as leis que regulam o trabalho e a mobilidade, transmitindo também as dificuldades práticas que enfrentam, para que estas possam ser revistas e adaptadas à realidade empresarial.

Sublinhou ainda que Portugal e Moçambique vivem realidades opostas no domínio laboral — com Portugal a enfrentar um declínio populacional e escassez de mão-de-obra qualificada, enquanto Moçambique regista um rápido crescimento populacional, mas com uma oferta de emprego limitada.

Segundo o diplomata, essa diferença cria uma relação de interesse estratégico recíproco, onde a circulação de trabalhadores representa também uma forma de transferência de conhecimento e de inovação para as duas economias.

“A mobilidade laboral acelera a capacitação de recursos humanos e a criação de valor”, afirmou o embaixador, acrescentando que as alterações legislativas em curso em Portugal visam garantir um enquadramento previsível e transparente, que proteja os direitos dos trabalhadores estrangeiros.

O embaixador destacou igualmente o crescimento do investimento moçambicano em Portugal, o que, segundo ele, reforça a interdependência económica e a confiança mútua. Adiantou ainda que a 6.ª Cimeira Bilateral Portugal-Moçambique, a realizar-se dentro de um mês, em território português, deverá centrar-se na melhoria do ambiente de negócios e no reforço dos mecanismos de cooperação.

O diplomata realçou também o contributo dos moçambicanos no sector do turismo em Portugal, que em 2024 recebeu mais de 30 milhões de visitantes, criando uma forte procura por mão-de-obra qualificada.

Falando sobre o contexto político recente, Jorge Monteiro lembrou que um quarto das 100 maiores empresas moçambicanas têm capitais portugueses, sublinhando que os empresários lusos mantiveram-se no país mesmo durante os momentos de instabilidade vividos entre o final de 2024 e o início de 2025 — o que, segundo ele, demonstra a solidez da presença portuguesa em Moçambique.

“Os portugueses não viraram as costas a Moçambique. Permaneceram cá, como sempre permaneceram, e estou convicto de que o investimento crescerá à medida que as garantias jurídicas forem reforçadas”, afirmou.

Quanto ao recente rapto de um cidadão luso-moçambicano, o embaixador confirmou que o caso está a ser acompanhado pelas autoridades competentes e apelou à serenidade.

“Estas situações não se resolvem através de megafone, mas com investigações sérias das autoridades judiciais. O mais importante é que o cidadão possa regressar em segurança ao convívio familiar”, declarou.