Chapo felicita comunidade muçulmana e destaca papel do Islão na promoção da paz e unidade nacional

Presidente da República saúda a população do distrito de Cuamba à chegada para o início da visita de trabalho à província de Niassa no âmbito da Presidência Aberta Inclusiva1

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, endereçou uma mensagem de felicitações à comunidade muçulmana, em particular aos moçambicanos, por ocasião da celebração do Eid Al-Ad’há, assinalada esta quarta-feira, 27 de Maio.

Na mensagem, o Chefe do Estado destacou o profundo significado espiritual da data, considerando-a uma ocasião propícia para o reforço da fraternidade, da convivência pacífica e da união entre os povos, bem como para a promoção de valores universais como a fé, a obediência, o sacrifício, a solidariedade e a entrega ao próximo.

Segundo o estadista, a comunidade muçulmana moçambicana tem desempenhado um papel relevante na consolidação do tecido social do país, através da promoção de princípios éticos e morais inspirados nos verdadeiros ensinamentos do Islão, assentes na paz, tolerância, compaixão, respeito mútuo e solidariedade humana.

Daniel Chapo sublinhou igualmente o contributo das comunidades islâmicas na promoção da harmonia social, no apoio às camadas mais vulneráveis e no fortalecimento da unidade nacional, num contexto em que o país continua a apostar na coesão social e no diálogo inter-religioso.

Na mesma mensagem, o Presidente reiterou o compromisso do Estado moçambicano com a liberdade religiosa e a cooperação entre as diferentes confissões religiosas, reconhecendo o papel destas instituições na educação moral, promoção da paz e formação da cidadania.

O Chefe do Estado concluiu desejando que “as bênçãos do Eid Al-Ad’há inspirem esperança, saúde, prosperidade e paz duradoura para todas as famílias moçambicanas”.




Moçambique apresenta ProÁguaS na conferência internacional em Tajiquistão para reforçar segurança hídrica

Agua

Moçambique participa, em Dushanbe, capital do Tajiquistão, na Conferência Internacional de Alto Nível sobre a Década Internacional de Acção para a Água e Desenvolvimento Sustentável, fórum onde o Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, apresentou o Programa Nacional de Segurança Hídrica (ProÁguaS), uma iniciativa estratégica do Governo orientada para o reforço do acesso à água potável, a melhoria do saneamento e o aumento da resiliência do país face aos impactos das secas e cheias.

Na sua intervenção perante líderes governamentais, especialistas e parceiros internacionais, Fernando Rafael destacou que Moçambique está a implementar uma nova agenda de reformas no sector das águas, sustentada pela aprovação da Lei n.º 9/2024, de 7 de Junho, instrumento legal que introduz mudanças estruturais destinadas a tornar o sector mais eficiente, coerente e atractivo ao investimento.

Segundo Fernando Rafael, o ProÁguaS, lançado a 18 de Maio de 2026 por Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República, constitui um marco estratégico para o sector, ao estabelecer uma visão integrada para a melhoria da eficiência dos serviços, redução das assimetrias territoriais e criação de condições sustentáveis para o investimento privado nas áreas de abastecimento de água e saneamento.

O programa prevê a mobilização de cerca de 4,593 mil milhões de dólares norte-americanos ao longo da próxima década, com o objectivo de elevar a cobertura nacional de abastecimento de água de 62% para 75% e aumentar a cobertura de saneamento de 38% para 60%. O plano contempla igualmente a expansão de infra-estruturas de segurança hídrica e o reforço dos serviços WASH em todo o território nacional.

No domínio dos recursos hídricos, o ProÁguaS estabelece metas ambiciosas, entre as quais o aumento da capacidade de armazenamento de água de 59 mil milhões para 60 mil milhões de metros cúbicos, com vista à mitigação dos efeitos da seca e ao reforço da capacidade de controlo de cheias.

Entre as principais intervenções previstas destacam-se ainda a construção de 330 quilómetros de diques de protecção contra inundações, a modernização e expansão de mais de 300 estações de monitoria hidrológica, bem como a implementação de cinco modelos hidrológicos avançados, destinados a melhorar a previsão, gestão e resposta a eventos climáticos extremos.

O Ministro revelou igualmente que o ProÁguaS já conseguiu mobilizar cerca de 700 milhões de dólares norte-americanos, um indicador que, segundo sublinhou, demonstra o compromisso do Governo de Moçambique e dos parceiros internacionais com a implementação de soluções estruturantes para garantir a segurança hídrica, o acesso universal à água e a melhoria das condições de saneamento no país.




Moçambique recebeu 252,8 milhões de USD do gás natural liquefeito, desde 2022, mas só alocou 33,6 milhões para projectos em 2025

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Um relatório de monitoria, apresentado recentemente, pelo Banco de Moçambique, em coordenação com o Ministério das Finanças, revela o descompasso entre o dinheiro que entrou dos projectos de gás natural liquefeito e o que realmente chegou aos moçambicanos. Entre 2022 e Dezembro de 2025, o país arrecadou 252,8 milhões de dólares, mas a execução dos projectos financiados por essas receitas foi praticamente nula em 2025.

O representante do Banco de Moçambique, Cláudio Mangue, afirmou que do total recebido, apenas 33,6 milhões de dólares foram usados no Orçamento do Estado (OE), até Dezembro de 2025. O restante, 219,7 milhões de dólares, ficou parado numa conta transitória.

“De ponto de vista de visão geral, o que estamos dizendo aqui é, entre 2022 e Dezembro de 2025, Moçambique registou 252,8 milhões de dólares, é a receita total até agora em termos de exploração de gás natural liquefeito. Aquilo que foi absorvido ao nível do orçamento do Estado nesse período é de 33,6 milhões de dólares, aquilo que foram receitas depositadas na conta transitória, retirando os 33, são 219,7 milhões de dólares”, disse Mangue.

Só no fim de 2025, o governo começou a repartir o valor conforme a lei: 60% para o Orçamento do Estado e 40% para o Fundo Soberano. Mesmo assim, a transferência para projectos nacionais foi de apenas 31,49 milhões de dólares.

“Em Dezembro de 2025 foram realizadas transferências da conta transitória para o orçamento do Estado, totalizando 31,49 milhões de dólares, financiando projectos de investimentos nacionais.”

Execução desequilibrada nos ministérios

Os 60% que foram ao Orçamento do Estado, não foram executados em todos os ministérios no ano de 2025, sendo que, somente o Ministério dos Transportes e Logísticas usufruiu a 100% desta alocação.

“A execução orçamental dos projectos financiados pelas receitas (60%), não foi satisfatória em 2025, o Ministério dos Transportes e Logística teve um grau de execução de 100% e os demais não tiveram uma execução satisfatória”, afirmou Cláudio Mangue.

Outrossim, a entidade admitiu que as receitas não tem um volume considerável, mas a necessidade de financiamento de projectos é alta, por isso, promete finalizar os projectos que ficaram pendentes em 2025, até o fim do primeiro semestre do corrente ano.

“As receitas não são volumosas, mas a necessidade de financiamento é alta, portanto, não se pode justificar que tenhamos grau de execução de níveis baixos, estamos a trabalhar para que os projectos que não foram terminados em 2025, sejam finalizados até ao final do primeiro semestre deste ano”, concluiu Mangue.

“O Banco de Moçambique não fez nada tão extraordinário para a sociedade, afirma sociedade civil”

O economista Sidónio Tembe, representante ao Fórum de Monitoria do Orçamento (FMO), criticou as estratégias adoptadas pelo Banco de Moçambique para prevenir riscos.

“Em termos de estratégia de gestão de risco, de alguma coisa nova que o Banco de Moçambique possa ter feito para a sociedade, não fez nada tão extraordinário”, disse o economista, destacando que, instrumentos como “overnight”, são de risco muito previsível, e que o Banco de Moçambique ainda não demonstrou complexidade técnica necessária para gestão plena de um fundo Soberano. (INTEGRITY)




Município de Maputo com dificuldades na remoção de lixo devido e invoca escassez de combustíveis como a razão principal

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Em entrevista à STV, a Direcção de Salubridade, do município de Maputo, disse que o município enfrenta desafio na remoção de lixo devido à crise de combustível.

Segundo a vereação de infraestrutura e salubridade, no município de Maputo, a recolha de lixo continua sendo um dos principais desafios, no entanto, o processo continua a decorrer na sua normalidade.

“A recolha de resíduos sólidos é um dos grandes desafios que o município de Maputo tem, actualmente, o processo está decorrendo normalmente, pese embora a alguns desafios decorrente do momento que estamos atravessar”, frisou a Direcção de salubridade. A fonte acrescentou que o município enfrentou um momento crítico devido à insuficiência de combustível para abastecer as viaturas de recolha, o que somando a outros factores, reduziu a capacidade operacional e provocou acumulação de lixo em algumas zonas.

“Tivemos um momento crítico em que tínhamos insuficiência de combustível para abastecer as viaturas, e outros factores, temos alguns factores que reduzem a nossa capacidade surgem situações de acumulação de resíduos”, revelou a fonte. Segundo a entidade, para garantir a continuidade do serviço, foi assegurado um estoque de combustível para os próximos dias. Como medida preventiva, o município passará a fazer a recolha de resíduos no período nocturno, visando evitar o gasto excessivo de combustível causado pelo congestionamento durante o dia.




CPMO do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 9,25 %.

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O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 9,25 %. Esta decisão decorre da prevalência de elevadas incertezas quanto à duração do conflito no Médio Oriente e o consequente impacto sobre a cadeia logística e oferta de bens, bem como sobre os preços internacionais e domésticos dos combustíveis e alimentos.

Adicionalmente, o CPMO decidiu aumentar o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda nacional de 29,0% para 39,0%, visando absorver a liquidez excedentária no sistema bancário, susceptível de gerar maior pressão inflacionária. Entretanto, o CPMO decidiu manter o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda estrangeira em 29,5%.

A previsão da inflação foi revista em alta. Em Abril de 2026, a inflação anual fixou-se em 4,4%, após 3,4 % em Março. A inflação subjacente, que exclui frutas e vegetais e bens com preços administrados, manteve-se estável. Entretanto, no curto e médio prazo, antevê-se uma aceleração da inflação, podendo atingir dois dígitos, dependendo da duração do conflito no Médio Oriente. A previsão da inflação reflecte os efeitos directos e indirectos do ajustamento dos preços domésticos dos combustíveis líquidos, da intermitência no seu fornecimento e da inflação importada, não obstante a estabilidade do Metical e a fraca actividade económica.

Os riscos e incertezas associados às projecções da inflação continuam a agravar-se. A nível doméstico, evidenciam-se riscos e incertezas quanto à magnitude dos efeitos indirectos do aumento dos preços dos combustíveis sobre a cadeia logística e a oferta de bens; ao ritmo de reposição da capacidade produtiva na sequência das inundações que assolaram o País no primeiro trimestre do ano; e aos efeitos do agravamento do risco fiscal, com destaque para os atrasos nos pagamentos devidos pelo Estado. A nível externo, destacam-se as incertezas quanto à duração e magnitude do impacto do conflito geopolítico no Médio Oriente sobre a cadeia logística e a oferta de bens, bem como sobre os preços dos produtos energéticos e alimentares.

O endividamento público e os atrasados da dívida interna e externa mantêm-se elevados, afectando o normal funcionamento do mercado financeiro e a liquidez bancária. A dívida pública interna, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 493,1 mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 18,5 mil milhões em relação a Dezembro de 2025, e uma fonte de aumento da liquidez bancária. Persistem os atrasos no pagamento da dívida pública interna e externa, incluindo comas instituições financeiras nacionais e os credores multilaterais, com impactos, entre outros, na fraca apetência por títulos públicos, na rigidez das taxas de juro do mercado monetário interbancário e na avaliação do risco do País.

A direcção da política monetária continuará condicionada à avaliação dos riscos e incertezas subjacentes às projecções da inflação.

A próxima reunião ordinária do CPMO está marcada para o dia 29 de Julho de 2026.




Mambinhas fazem história: Moçambique qualifica-se pela primeira vez para o Mundial Sub-17

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A selecção moçambicana de futebol Sub-17 escreveu uma das páginas mais marcantes da história do desporto nacional ao garantir, pela primeira vez, a qualificação para o Campeonato do Mundo da categoria, que terá lugar no Qatar, em 2026.

O feito histórico foi alcançado depois de uma campanha memorável no Campeonato Africano das Nações (CAN) Sub-17, competição disputada em Marrocos, onde os “Mambinhas” demonstraram maturidade competitiva, disciplina táctica e enorme capacidade de superação diante de algumas das principais potências africanas da categoria.

A caminhada rumo ao apuramento ganhou contornos épicos após a vitória de Moçambique sobre Angola por 2-1, resultado que manteve vivo o sonho mundialista e colocou a selecção nacional no “play-off” decisivo de acesso ao Mundial.

A qualificação representa um marco sem precedentes para o futebol juvenil moçambicano, numa geração que já vinha dando sinais de crescimento desde as competições regionais da COSAFA, onde os jovens nacionais conseguiram garantir presença no CAN da categoria.

Além do simbolismo desportivo, o apuramento abre novas perspectivas para o desenvolvimento do futebol jovem em Moçambique, colocando o país no mapa das grandes competições internacionais de formação. A presença no Mundial Sub-17 permitirá aos jovens atletas ganharem maior exposição internacional e poderá atrair atenção de clubes e academias estrangeiras.

Com a expansão do número de vagas africanas para o Mundial Sub-17, o continente passou a contar com dez representantes na fase final da prova, facto que ampliou as possibilidades de participação para selecções emergentes como Moçambique




Yango Group lança a Yango Tech em África com soluções de IA e Infra-Estrutura Digital para Empresas e Instituições do sector público

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Maputo — O Yango Group anunciou o lançamento da Yango Tech em África, expandindo a presença da empresa na região com um portfólio de soluções de inteligência artificial e infra-estrutura digital destinadas a empresas e organizações do sector público.

A expansão marca a entrada do Yango Group para além dos serviços voltados ao consumidor em África, avançando agora para implementações tecnológicas B2B e soluções de IA. A Yango Tech irá concentrarse em apoiar organizações na automatização de operações, modernização de infra-estruturas e adopção de ferramentas de inteligência artificial em sectores como mobilidade, saúde, serviços financeiros e retalho.

Segundo a McKinsey, a inteligência artificial generativa poderá desbloquear entre 61 mil milhões e 103 mil milhões de dólares em valor económico anual em África, enquanto mais de 40% das organizações no continente já estão a experimentar ou implementar soluções de IA.

Ao mesmo tempo, a procura por infra-estrutura digital e tecnologias empresariais continua a crescer nos mercados africanos. A GSMA estima que o sector móvel tenha contribuído com 220 mil milhões de dólares para a economia africana em 2024, podendo atingir 270 mil milhões de dólares até 2030, à medida que os serviços digitais e as tecnologias empresariais se expandem.

O portfólio africano da Yango Tech inclui programas de adopção de IA generativa, tecnologias para cidades inteligentes, soluções de digitalização na área da saúde e plataformas para serviços financeiros e comércio electrónico.

A empresa apoia organizações públicas e privadas na identificação de áreas onde a IA pode gerar valor mensurável, no desenvolvimento de roteiros de implementação, avaliação do retorno sobre investimento (ROI) e integração de ferramentas de IA nas operações diárias.

A oferta inclui ainda suporte à implementação, estruturas de governação de IA e programas de formação para executivos e equipas operacionais. “Os mercados africanos estão a demonstrar uma procura crescente por automação, modernização de infra-estruturas e aplicações práticas de inteligência artificial”, afirmou Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer do Yango Group.

“O objectivo da Yango Tech é ajudar organizações a implementar tecnologia de forma a melhorar a eficiência operacional e apoiar a transformação digital a longo prazo.”

Na Ásia Central, a Yango Tech já lançou com sucesso projetos MaaS (Mobility as a Service), incluindo sistemas de rastreamento de ambulâncias em tempo real, concebidos para melhorar a coordenação das respostas de emergência e a visibilidade para pacientes e centros de despacho. A empresa já iniciou operações em Moçambique e na África do Sul, com projectos nas áreas de mobilidade, saúde e comércio electrónico, marcando o primeiro passo para uma expansão mais ampla em todo o continente.




Parceria entre PRM, Munícipio da Matola e Fidelidade Ímpar leva segurança rodoviária às escolas porque cada criança merece chegar à casa

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Maputo — No dia 20 de Maio, mais de 1.000 crianças de duas escolas da Cidade da Matola aprenderam a atravessar a rua com segurança. A Fidelidade Ímpar esteve lá.

A iniciativa integra a Semana Nacional de Segurança Rodoviária 2026, sob o lema “O cuidado é o melhor caminho”. Em parceria com a Polícia de Trânsito (PRM), o Conselho Municipal da Cidade da Matola, INATRO e a Direcção Distrital de Educação, a Fidelidade Ímpar levou palestras educativas, simulações práticas de travessia segura e sessões de literacia financeira tornando a aprendizagem concreta e visível.

Esta acção foi possível pela união de quem partilha o mesmo propósito. A PRM, o Conselho Municipal da Cidade da Matola e a Direcção Distrital de Educação juntaram-se para chegar mais longe juntos porque a segurança nas zonas escolares não é responsabilidade de ninguém em particular: é responsabilidade de todos.

Foram distribuídos 70 coletes reflectores à Polícia de Trânsito e instalada sinalização rodoviária junto das escolas: passadeiras, placas de prevenção e os sinais que dizem ao trânsito que ali passam crianças. Pequenos gestos que ficam.

A acção envolveu mais de 1.000 participantes nas duas escolas. Cada um deles crianças, professores, agentes de trânsito foi parte de algo maior do que uma simples sessão de sensibilização.

Não é a primeira vez. Desde Novembro de 2025, a Fidelidade Ímpar tem estado presente na Escola Primária da Matola Gare, onde cerca de 1.000 alunos participaram em actividades de educação rodoviária, literacia financeira e até criaram peças ilustrativas com materiais reutilizados. A intenção nunca foi fazer um evento. Foi criar um hábito.

A Fidelidade Ímpar mantém o programa activo na Escola Primária da Matola Gare desde Novembro de 2025 e prevê alargá-lo a outras zonas escolares do país. Para a Fidelidade Ímpar, investir na prevenção é contribuir para comunidades mais seguras  porque o cuidado traduz-se sempre em acções concretas para que a vida não pare.




Linha de transmissão Tete–Maputo de 1.300 km poderá viabilizar evacuação da energia de Mphanda Nkuwa

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Foi apresentado esta quarta-feira, em Maputo, o relatório do estudo de viabilidade da futura linha de transporte de energia de alta tensão Tete–Maputo, um projecto estruturante que visa responder ao desafio central de evacuação da energia produzida na região Centro do país para os principais centros de consumo no Sul, garantindo maior estabilidade, eficiência e expansão do sistema eléctrico nacional.

O estudo, conduzido por um consórcio liderado pela Norconsult, analisa soluções técnicas, económicas e ambientais para a implementação de uma infra-estrutura que deverá sustentar a crescente produção energética nacional, com destaque para projectos de grande escala como a hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa.

Com cerca de 1.300 quilómetros de extensão e operando em 400 kV, a linha Tete–Maputo é concebida como a espinha dorsal do sistema de transmissão Centro–Sul, permitindo pela primeira vez uma ligação robusta e directa entre a região de grande produção energética e os principais centros de consumo e industrialização.

Segundo o estudo, a infra-estrutura não se limita ao transporte de energia, mas estabelece um corredor energético estruturante, suportado por subestações ao longo do trajecto, que deverão desempenhar um papel essencial na distribuição eléctrica e no desenvolvimento económico regional.

O ponto central do projecto é a necessidade de garantir a evacuação eficiente da energia gerada em Tete, sobretudo a partir de Mphanda Nkuwa, considerado um dos maiores projectos hidroeléctricos em desenvolvimento no país.

O relatório conclui que, sem uma infra-estrutura desta dimensão, o potencial energético da região não poderá ser plenamente integrado no sistema nacional nem aproveitado para reforçar a capacidade de exportação de energia para a África Austral.

A proposta técnica recomenda a construção de uma rede principal em corrente alternada, composta por pelo menos duas linhas de circuito único de 400 kV, organizada em três fases de implementação.

Estas fases, estruturadas em corredores energéticos (verde um, dois e três), têm como objectivo garantir maior segurança operacional, flexibilidade no transporte de energia e expansão progressiva da capacidade de transmissão.

O custo do projecto está estimado em cerca de 1,4 mil milhões de dólares norte-americanos.

O Governo de Moçambique já assegurou financiamento inicial através do Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento para a primeira fase, estando em curso negociações com o Banco Europeu de Investimento, União Europeia e outras instituições financeiras para a mobilização dos recursos necessários às fases subsequentes.

O projecto está alinhado com a estratégia nacional de industrialização e transição energética, sendo considerado um instrumento-chave para transformar o sector eléctrico num motor de crescimento económico.

A criação de subestações ao longo do corredor deverá igualmente estimular novos polos de desenvolvimento industrial, contribuindo para a redução de assimetrias regionais e para o reforço da integração económica nacional.

A implementação da linha será acompanhada por uma Avaliação de Impacto Ambiental e Social (AIAS), que inclui mecanismos de participação pública, definição de planos de reassentamento, gestão ambiental e programas de desenvolvimento comunitário.

Estas medidas visam garantir que o projecto seja executado em conformidade com a legislação nacional e com padrões internacionais de sustentabilidade.




Presidente da República apela à vigilância contra boatos e anuncia obras estruturantes em Mecanhelas

Presidente da República orienta comício popular no distrito de Mecanhelas, no primeiro dia da visita de trabalho à província de Niassa2

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, deu continuidade esta terça-feira à Presidência Aberta e Inclusiva na província do Niassa, com uma visita ao distrito de Mecanhelas, onde apelou à vigilância da população contra boatos, discursos de ódio e actos de violência que, segundo afirmou, ameaçam a paz e o desenvolvimento do país.

A deslocação insere-se no ciclo da Presidência Aberta e Inclusiva de 2026, no quadro da governação de proximidade, após a recente visita à província de Tete, com o objectivo de acompanhar directamente as dinâmicas de desenvolvimento económico e social.

Apelo à paz e combate à desinformação

No comício popular, o Chefe do Estado sublinhou a necessidade de reforçar a unidade nacional e rejeitar a violência, condenando igualmente a destruição de bens públicos registada em contextos pós-eleitorais.

Daniel Chapo alertou ainda para a propagação de boatos em algumas comunidades, sobretudo relacionados com alegados casos de desaparecimento ou atrofia dos órgãos genitais masculinos, apelando à responsabilidade colectiva.

“Não podemos matar o nosso irmão por causa de uma coisa que nunca aconteceu e nunca vai acontecer. É mentira, são boatos”, afirmou o Presidente, reforçando o apelo à vigilância e ao diálogo.

População destaca desafios e pede melhorias

Durante o encontro, a população de Mecanhelas saudou o modelo de governação aberta e inclusiva, reconhecendo os esforços do Executivo na promoção da paz e do diálogo nacional.

Contudo, foram apontadas preocupações persistentes nas áreas da saúde, educação e infra-estruturas, com destaque para a necessidade de reabilitação de estradas e melhoria do hospital distrital, de forma a reduzir a dependência de Cuamba e até do vizinho Malawi.

Os residentes apelaram ainda à melhoria da qualidade do ensino e ao reforço da humanização dos serviços de saúde.

Novas infra-estruturas e reforço de serviços

Em resposta, o Presidente da República anunciou o lançamento de concursos para a construção da estrada Mecanhelas–Cuamba e do Hospital Distrital de Mecanhelas, considerados projectos estruturantes para o desenvolvimento local.

Segundo o Chefe do Estado, o Ministro da Saúde deverá deslocar-se ao distrito ainda este ano para o lançamento da primeira pedra do hospital, enquanto o Ministro da Justiça deverá proceder ao lançamento da futura Conservatória de Registo e Notariado de Mecanhelas, no próximo sábado.

Foram igualmente entregues duas ambulâncias ao distrito, com o objectivo de reforçar o sistema de assistência médica e o transporte de pacientes.

Na vertente económica, Daniel Chapo defendeu o reforço do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) e apelou ao aumento da produção agrícola como resposta ao custo de vida, incentivando a produção de arroz, feijão, soja, gergelim e carne bovina.

O Presidente sublinhou que o desenvolvimento do país depende da capacidade de produção interna e da redução da dependência de importações, num contexto de instabilidade internacional.

Reafirmando o modelo de governação próxima das populações, o Chefe do Estado destacou que a presença do Executivo no terreno é essencial para ouvir directamente as preocupações dos cidadãos e acelerar soluções.

“Uma governação próxima do povo é sair de Maputo e vir ouvir as preocupações das populações”, afirmou.