Tzu Chi reforça apoio humanitário em sofala com doação de alimentos ao hospital rural de Nhamatanda

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A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique reforçou, esta semana, o seu apoio humanitário ao sector da saúde na província de Sofala, com a entrega de mais de três toneladas de arroz ao Hospital Rural de Nhamatanda, numa iniciativa destinada a assegurar alimentação para pacientes internados durante os próximos três meses.

A doação surge no contexto da campanha de cirurgias de fenda de lábio e palato actualmente em curso naquela unidade sanitária, considerada uma das mais importantes do distrito de Nhamatanda.

Segundo a fundadora da Tzu Chi Moçambique, Denise Foi, o apoio pretende responder aos desafios adicionais enfrentados pelo hospital durante a realização da campanha cirúrgica, reforçando a capacidade alimentar da instituição.

“Tivemos conhecimento da campanha de cirurgias que decorre na província de Sofala e, face aos desafios que esta campanha pode trazer ao Hospital Rural de Nhamatanda, decidimos prestar o nosso apoio. A nossa missão central é levar amor e solidariedade a quem mais precisa”, afirmou durante a cerimónia de entrega dos donativos.

De acordo com a fundação, os alimentos deverão beneficiar diariamente cerca de 90 pessoas ao longo de um período estimado de três meses.

Além do arroz, a Tzu Chi entregou igualmente 20 quilogramas de moringa, planta reconhecida pelas suas propriedades nutricionais e terapêuticas, produzida na Machamba de Mecuzi, um espaço agrícola gerido pela organização na província de Sofala.

A produção da machamba é utilizada tanto para acções humanitárias como para programas sociais ligados à alimentação escolar, no âmbito do projecto “Refeições Quentes”, implementado pela fundação em escolas construídas após a passagem do ciclone Idai.

Para o administrador do distrito de Nhamatanda, Manuel Teixeira, o apoio representa um reforço importante na assistência alimentar aos pacientes internados, sobretudo num contexto de elevada procura dos serviços hospitalares.

“Muitos pacientes transferidos das unidades sanitárias periféricas serão beneficiados, sobretudo porque o apoio inclui também a moringa, um elemento importante que fortifica os alimentos e contribui para uma melhor recuperação dos doentes”, afirmou.

Segundo o dirigente, o donativo permitirá melhorar significativamente a capacidade de resposta alimentar da unidade sanitária nos próximos meses.

Com capacidade para 123 camas e uma equipa composta por cerca de 190 profissionais, o Hospital Rural de Nhamatanda presta assistência médica a mais de 144 mil pessoas em diferentes áreas, incluindo clínica geral, pediatria, maternidade, cirurgia e cuidados intensivos.

A instituição beneficia regularmente de apoio da Tzu Chi Moçambique, sobretudo em equipamentos hospitalares, alimentação e programas de nutrição comunitária.

Em Novembro de 2024, a fundação entregou à unidade sanitária 32 camas articuladas, 249 colchões e mais de três mil lençóis, reforçando as condições de internamento e atendimento hospitalar.

A coordenadora dos Projectos de Saúde da Tzu Chi Moçambique, Vannesia Figueiredo, destacou que a cooperação com o Hospital Rural de Nhamatanda faz parte de uma estratégia contínua de apoio às comunidades locais.

“Desde que cá estamos, temos trabalhado em coordenação com esta unidade, incluindo em projectos ligados à nutrição e bem-estar das comunidades”, explicou.

Desde a sua chegada a Moçambique, em 2012, a Fundação Tzu Chi tem vindo a desenvolver vários programas humanitários nas áreas da saúde, educação, habitação e segurança alimentar.

Só no sector da saúde, as iniciativas da organização já beneficiaram mais de 10 mil pessoas nas províncias de Sofala, Maputo, Nampula e Gaza.

A província de Sofala concentra actualmente a maior parte das intervenções da fundação, sobretudo após o ciclone Idai, que devastou grande parte da região centro do país em 2019.

No âmbito de um memorando de entendimento assinado com o Governo moçambicano, a Tzu Chi lançou um vasto programa de reconstrução e assistência às comunidades afectadas pela catástrofe.

Desde então, a organização construiu mais de 3.100 habitações permanentes e 23 escolas, das quais 17 já foram oficialmente entregues às comunidades.

Na área da saúde, a fundação financiou igualmente a construção de um centro de saúde no Posto Administrativo de Metuchira, infra-estrutura avaliada em cerca de 15 milhões de meticais.

O trabalho da Tzu Chi em Moçambique é sustentado por uma rede internacional de cerca de 10 milhões de voluntários espalhados por mais de 60 países, que contribuem financeiramente para os programas sociais e humanitários da organização.




Chapo recebe investidores internacionais e reforça cooperação diplomática com o Quirguistão

Presidente da República recebe em audiência o Director Executivo da Sasol4

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta terça-feira, em audiências separadas, representantes de grandes grupos empresariais internacionais e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República do Quirguistão, encontros marcados pelo reforço da cooperação económica, diplomática e pelo interesse crescente no mercado moçambicano.

Entre os encontros realizados no Gabinete de Trabalho do Chefe do Estado, destaque para a audiência concedida ao Director Executivo da Sasol, Simon Baloi, que abordou os investimentos da empresa no sector do gás natural e em programas de desenvolvimento comunitário.

No final da audiência, Simon Baloi reafirmou o compromisso da Sasol com o desenvolvimento económico e social do País, anunciando que a empresa prepara-se para avançar para a segunda fase do programa de desenvolvimento local, denominado LDA2, avaliado em cerca de 43 milhões de dólares norte-americanos.

O responsável destacou igualmente o projecto PSA, estimado em cerca de mil milhões de dólares, destinado ao fornecimento de gás à central térmica da CTT, acrescentando que a empresa aguarda apenas pela conclusão das infra-estruturas energéticas para iniciar o fornecimento.

A construção de um terminal de gás natural liquefeito em Moçambique também esteve em análise, sendo considerada estratégica para fortalecer a integração energética regional e responder à crescente procura de energia na África Austral.

Noutra audiência, o Presidente da República recebeu o Director Executivo da Varun Beverages Zimbabwe & East Africa, Vijay Behel, que manifestou interesse em expandir os investimentos da companhia para Moçambique.

Segundo Vijay Behel, a empresa pretende investir no sector de lacticínios e reforçar operações ligadas à marca PepsiCo, incluindo bebidas gaseificadas, água engarrafada e sumos.

“Estamos muito satisfeitos porque o Presidente da República transmitiu-nos que Moçambique está aberto ao investimento. Ficamos encorajados e esperamos iniciar este negócio em breve”, afirmou o empresário.

O responsável acrescentou que a proposta será submetida aos órgãos de direcção da empresa para mobilização dos recursos necessários à implementação do projecto.

Por sua vez, o Director Global de Operações da Philip Morris International abordou oportunidades de cooperação e investimento no País, reiterando o interesse da multinacional em aprofundar relações económicas com Moçambique.

As audiências reflectem, segundo a Presidência da República, a crescente confiança de investidores estrangeiros no potencial económico de Moçambique e nos esforços do Governo para melhorar o ambiente de negócios, promover a industrialização e criar emprego.

Ainda nesta terça-feira, Daniel Chapo recebeu em audiência o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República do Quirguistão, Zheenbek Kulubaev, no quadro do reforço das relações diplomáticas entre os dois países.

Durante o encontro, o governante quirguiz destacou o papel estratégico da cidade de Maputo como um dos principais centros logísticos e económicos da África Austral, elogiando o processo de modernização urbana e o desenvolvimento das infra-estruturas portuárias.

Kulubaev considerou histórica a realização da primeira visita oficial de alto nível do Quirguistão a Moçambique, referindo que o País foi o primeiro destino africano da sua deslocação oficial ao continente.

O dirigente afirmou ainda que, apesar da distância geográfica entre os dois Estados, existem condições favoráveis para o fortalecimento da cooperação económica, comercial, logística, energética e de transportes.

Por sua vez, o Presidente da República reiterou a abertura de Moçambique ao aprofundamento das relações bilaterais e encorajou o estabelecimento de novas parcerias estratégicas entre os dois países.




Moçambique recebe 17 milhões de dólares para emergências sanitárias

MINISTRO DA SAUDE

O Governo moçambicano anunciou que o país vai beneficiar de 17 milhões de dólares norte-americanos, equivalentes a cerca de 14,5 milhões de euros, disponibilizados pelo Fundo Pandémico para reforçar a resposta às emergências de saúde pública agravadas pelos eventos climáticos extremos.

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, à margem da Assembleia Mundial da Saúde, que decorre em Genebra.

Segundo o governante, Moçambique enfrenta sucessivas emergências sanitárias associadas a ciclones, cheias e secas, fenómenos que continuam a pressionar um sistema nacional de saúde marcado por limitações estruturais, escassez de recursos e forte dependência do financiamento externo.

“Todos estes eventos climáticos que acontecem em Moçambique impactam nas emergências de saúde pública”, declarou Ussene Isse, reconhecendo os efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas sobre a capacidade de resposta do sector.

O financiamento será aplicado na elaboração e implementação de um plano operacional destinado ao fortalecimento da segurança sanitária e da capacidade de resposta a surtos e epidemias.

Apesar do novo apoio financeiro internacional, persistem dúvidas sobre a capacidade do Estado em transformar os fundos recebidos em melhorias concretas para as populações afectadas, sobretudo nas zonas mais vulneráveis e frequentemente atingidas por desastres naturais.

Nos últimos anos, Moçambique tem recebido sucessivos apoios internacionais para responder a crises humanitárias e sanitárias. No entanto, comunidades afectadas por ciclones e cheias continuam a enfrentar dificuldades no acesso a cuidados médicos, medicamentos, água potável e infra-estruturas resilientes.

O ministro da Saúde considera que a selecção de Moçambique pelo Fundo Pandémico representa um reconhecimento dos progressos alcançados pelo país na gestão de emergências de saúde pública e no controlo de surtos epidémicos.

Ainda assim, especialistas têm alertado que os avanços anunciados pelo Governo contrastam com a realidade de várias unidades sanitárias, onde persistem problemas relacionados com falta de pessoal, carência de equipamentos e insuficiência de medicamentos essenciais.

Em Abril deste ano, Ussene Isse já havia defendido, em Maputo, a necessidade de maximizar os recursos disponíveis através de uma planificação conjunta entre o Governo, parceiros internacionais e organizações da sociedade civil.

Na ocasião, o governante reconheceu que a redução global do financiamento para o sector da saúde obriga o país a adoptar uma abordagem mais integrada e eficiente, evitando a duplicação de intervenções e o desperdício de recursos.

O Executivo pretende implementar um modelo de “plano único” para o sector da saúde, integrando intervenções distritais, provinciais e centrais numa matriz nacional de coordenação.




BNI distinguido como Superbrand Moçambique 2025-2026

BNI

O Banco Nacional de Investimento (BNI) foi oficialmente distinguido como Superbrand Moçambique 2025-2026, após uma avaliação independente conduzida pelo Conselho da Superbrands Moçambique. A distinção foi anunciada no âmbito da 6.ª edição da Superbrands Moçambique, realizada no passado dia 13 de Maio de 2026, em Maputo.

Segundo o banco, este reconhecimento reflecte o posicionamento do BNI enquanto instituição financeira de referência no país, destacando o seu papel na mobilização de financiamento, estruturação de projectos estratégicos e apoio ao desenvolvimento económico sustentável de Moçambique.

A Superbrands é uma organização internacional independente presente em cerca de 90 países, dedicada à identificação e valorização de marcas que se destacam pela sua credibilidade, liderança, solidez e capacidade de gerar confiança junto dos seus stakeholders. Em Moçambique, a iniciativa afirma-se como uma plataforma de reconhecimento institucional para entidades com impacto económico, consistência estratégica e visão de longo prazo.

A instituição destacou igualmente o contributo dos seus colaboradores para esta conquista, sublinhando que o reconhecimento resulta do empenho, profissionalismo e dedicação das equipas que diariamente trabalham para o fortalecimento da missão institucional do banco.




CDM lança 7.ª edição do Prémio Jornalístico Ambiente

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A Cervejas de Moçambique lançou, a 7.ª edição do Prémio Jornalístico CDM Ambiente, uma iniciativa que visa incentivar a produção de conteúdos sobre preservação ambiental, sustentabilidade e desenvolvimento sustentável em Moçambique.

A principal novidade desta edição é a introdução da categoria de Trabalhos Académicos, dirigida a estudantes universitários que desenvolvam pesquisas científicas e soluções inovadoras ligadas ao meio ambiente, economia circular e gestão sustentável dos recursos naturais.

O concurso contempla as categorias de Televisão, Rádio, Imprensa Escrita, Fotografia e Trabalhos Académicos, com prémios monetários que ultrapassam um milhão de meticais no total.

Cada vencedor de categoria receberá 120 mil meticais, enquanto os segundos classificados terão direito a 60 mil meticais. O concurso prevê ainda a distinção de Grande Vencedor, que será premiado com um valor adicional de 150 mil meticais.

Durante a conferência de imprensa de lançamento, Bruno Tembe afirmou que o prémio representa o compromisso contínuo da CDM com a promoção da consciência ambiental e do desenvolvimento sustentável no país.

Segundo o responsável, a introdução da categoria de Trabalhos Académicos surge da necessidade de envolver mais a juventude universitária na procura de soluções inovadoras para os desafios ambientais enfrentados por Moçambique.

“Queremos incentivar os jovens a contribuírem activamente com ideias, pesquisas e soluções sustentáveis que possam gerar impacto positivo nas comunidades”, afirmou.

Por sua vez, Carlos Serra, membro do júri do concurso, destacou a qualidade e credibilidade do painel de avaliação desta edição, considerando que o prémio se tem afirmado como uma importante plataforma de valorização do jornalismo ambiental em Moçambique.

Carlos Serra encorajou jornalistas e estudantes universitários a participarem activamente no concurso e apelou aos candidatos para consultarem cuidadosamente o regulamento da iniciativa, de modo a garantir que os trabalhos submetidos respondam plenamente aos critérios estabelecidos pela organização.

Na ocasião, Dércio Viola, coordenador-geral da Associação dos Estudantes Finalistas Universitários de Moçambique, afirmou que a parceria entre a associação e a CDM poderá incentivar um maior envolvimento dos estudantes universitários em iniciativas ligadas à sustentabilidade e ao desenvolvimento do país.

Segundo Dércio Viola, Moçambique enfrenta desafios constantes relacionados com as mudanças climáticas, pelo que a aproximação entre a academia e o sector privado poderá contribuir significativamente para o surgimento de soluções inovadoras e sustentáveis.

“Acreditamos que esta iniciativa vai estimular os estudantes a desenvolverem pesquisas aplicadas e soluções concretas para os problemas ambientais que o país enfrenta”, referiu.

As candidaturas decorrem de 13 de Maio a 5 de Junho de 2026, período durante o qual jornalistas profissionais, estudantes universitários e criadores de conteúdos poderão submeter trabalhos relacionados com questões ambientais e sustentabilidade.




GAZA QUER TRANSFORMAR A MANDIOCA EM MOTOR DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO

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Governadora Margarida Mapazine aposta na modernização da produção e industrialização do tubérculo para responder à crescente procura e impulsionar empregos na província
A Governadora da Província de Gaza, Margarida Mapazine, defendeu a necessidade urgente de aprimorar as tecnologias de produção da mandioca, numa altura em que cresce significativamente a procura pelo tubérculo, considerado um dos alimentos mais energéticos e resistentes do mundo.
Segundo a dirigente, a mandioca representa actualmente um dos principais pilares da economia agrícola provincial, movimentando anualmente cerca de 3.760 milhões de meticais em Gaza, facto que demonstra o seu elevado potencial económico e social.
Durante um encontro de reflexão sobre cadeias produtivas agrícolas e processamento industrial, Margarida Mapadzene destacou que a província reúne condições favoráveis para elevar os níveis de produção e transformação da mandioca, sobretudo devido à sua versatilidade e múltiplas aplicações industriais.
“A mandioca é um dos alimentos mais ricos em energia do mundo e, na nossa província, desempenha um papel muito importante na estratégia económica. É um pilar da agricultura familiar e capaz de gerar milhares de empregos, contribuindo para que as comunidades alcancem a tão desejada autonomia financeira”, afirmou a governante.
A responsável sublinhou ainda que o tubérculo não deve ser visto apenas como produto alimentar tradicional, mas também como uma matéria-prima estratégica para sectores como a indústria farmacêutica, produção de farinhas enriquecidas, rações, biocombustíveis e outros derivados industriais.
Fontes ligadas ao sector agrícola provincial defendem que a modernização da cadeia de valor da mandioca poderá representar um passo decisivo na redução da pobreza rural, aumento da renda familiar e fortalecimento da segurança alimentar nas comunidades mais vulneráveis da província.
Além da análise em torno da mandioca e seus derivados, o encontro serviu igualmente para avaliar o estágio actual da produção e processamento de frutas na província, com destaque para os citrinos, o ananás e o falso fruto da castanha de caju, culturas consideradas estratégicas para diversificação económica e expansão agroindustrial.
Especialistas presentes no evento alertaram, entretanto, para a necessidade de maiores investimentos em tecnologias de conservação, irrigação, assistência técnica e acesso ao mercado, factores apontados como cruciais para garantir competitividade e sustentabilidade ao sector agrícola de Gaza.
A aposta na industrialização agrícola surge numa fase em que o Governo Provincial procura consolidar cadeias de valor capazes de transformar a produção familiar em negócios sustentáveis, promovendo emprego juvenil, inclusão económica e desenvolvimento rural integrado




Província de Maputo prevê comercializar 3 milhões de toneladas de produtos agrícolas em 2026

Governador Manuel Tule lança campanha agrícola e destaca aposta na indústria transformadora
A Província de Maputo prevê comercializar cerca de 3 milhões de toneladas de produtos agrícolas durante a Campanha de Comercialização Agrícola de 2026, sendo que aproximadamente 57% da produção será destinada à indústria transformadora, numa estratégia orientada para o fortalecimento da cadeia de valor agrária e dinamização da economia provincial.
A informação foi avançada neste sábado, 16 de Maio, pelo Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, durante a cerimónia oficial de lançamento da Campanha de Comercialização Agrícola-2026, realizada no distrito da Moamba.
Segundo o governante, a campanha surge num contexto em que o Executivo provincial pretende consolidar a produção agrícola, garantir maior escoamento dos produtos e incentivar o processamento industrial local, reduzindo perdas pós-colheita e aumentando o rendimento dos produtores.
“Dos cerca de 3 milhões de toneladas projectadas para comercialização, 57% serão absorvidos pela indústria transformadora, o que demonstra o crescente papel do sector industrial na valorização da produção agrícola da província”, afirmou Manuel Tule.
O governador sublinhou ainda que o sector agrário continua a assumir um papel estratégico no combate à pobreza, geração de emprego e promoção da segurança alimentar nas comunidades rurais.
Durante a cerimónia, Manuel Tule apelou aos produtores, comerciantes e parceiros de desenvolvimento para reforçarem a cooperação ao longo da campanha agrícola, defendendo a necessidade de investimentos em infra-estruturas de armazenamento, transporte e processamento.
“A comercialização agrícola deve beneficiar directamente o produtor, criando rendimento sustentável e fortalecendo a economia local”, acrescentou.
A Campanha de Comercialização Agrícola-2026 decorre numa altura em que as autoridades provinciais procuram impulsionar a produção orientada para o mercado, com enfoque na ligação entre agricultura familiar, agro-indústria e exportação.
O distrito da Moamba, anfitrião do lançamento oficial, é considerado uma das principais zonas de produção agrícola da Província de Maputo, destacando-se no cultivo de cereais, hortícolas e outras culturas de rendimento.




Chefe da Brigada Central da FRELIMO na província de Maputo Apela à Produção para Minimizar Impacto da Crise dos Combustíveis

Francisco Mucanheia defende aumento da produção local como resposta à subida do custo de vida provocada pela tensão no Médio Oriente
O chefe da Brigada Central de Assistência da FRELIMO na província de Maputo, Francisco Mucanheia, apelou à população da província de Maputo para reforçar as actividades de produção, como forma de reduzir os efeitos da crise dos combustíveis que afecta vários países devido ao conflito armado no Médio Oriente.
O pronunciamento foi feito esta semana, após um encontro político realizado no Posto Administrativo da Machava-Sede, no município da Matola, província de Maputo, que reuniu membros e simpatizantes do partido FRELIMO.
Durante a sua intervenção, Francisco Mucanheia destacou que a actual instabilidade internacional está a provocar impactos significativos na economia mundial, sobretudo no aumento dos preços dos combustíveis, situação que pode influenciar directamente o custo de vida das famílias moçambicanas.
“Apelamos ao nosso povo para continuar a produzir, como forma de conter os efeitos da crise dos combustíveis. Também pedimos à população para abandonar os boatos e manter a calma, porque na província de Maputo a situação continua estável”, afirmou.
O dirigente explicou ainda que o Governo está a acompanhar de perto o comportamento do mercado e os impactos económicos resultantes da guerra no Médio Oriente, sublinhando que as autoridades provinciais permanecem vigilantes para evitar especulações e desinformação junto da população.
Segundo Francisco Mucanheia, as orientações deixadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, sobre o reforço da produção nacional já começam a produzir resultados positivos na província de Maputo.
“As medidas deixadas pelo Chefe do Estado para incentivar a produção estão a ser implementadas e o povo está a acatar. Isso demonstra compromisso da população em enfrentar este momento difícil”, declarou.
O responsável político aproveitou igualmente a ocasião para condenar actos de desordem pública protagonizados por alguns sectores políticos, considerando que tais práticas podem comprometer os esforços de estabilidade social e económica no país.
“Apesar da existência de alguns partidos que continuam a promover desordem pública, a maioria da população está a seguir as orientações do Presidente da República”, acrescentou.
Analistas consideram que a crise internacional dos combustíveis poderá continuar a pressionar os preços de bens e serviços nos próximos meses, razão pela qual o Governo e diferentes actores sociais insistem na necessidade de aumento da produção agrícola e industrial como alternativa para fortalecer a economia nacional.
O encontro na Machava-Sede enquadra-se nas actividades de assistência política e mobilização social que a FRELIMO vem realizando em vários pontos da província de Maputo, com foco na estabilidade económica, produção local e preservação da paz social.




FIRMINO MUCAVEL ABANDONA ANAMOLA E REGRESSA À FRELIMO APÓS LIDERAR MANIFESTAÇÕES PÓS-ELEITORAIS EM RESSANO GARCIA

Firmino Mucavel, apontado como um dos principais rostos da mobilização política ligada a Venâncio Mondlane na vila fronteiriça de Ressano Garcia, decidiu abandonar o partido ANAMOLA e regressar à FRELIMO, partido no qual anteriormente militava.
Mucavel ocupava o cargo de coordenador de mobilização do ANAMOLA em Ressano Garcia e destacou-se durante as manifestações pós-eleitorais, onde esteve frequentemente na linha da frente dos protestos registados na fronteira entre Moçambique e África do Sul.
Em declarações tornadas públicas durante o acto da sua apresentação oficial à FRELIMO, Firmino Mucavel justificou a sua saída alegando falta de organização interna e ausência de uma agenda política séria no seio do ANAMOLA.
“Eu percebi que estava a ser instrumentalizado e usado para destruir bens públicos e privados. O partido ANAMOLA não demonstra seriedade no que toca à agenda nacional. Há muita desorganização no partido”, declarou Firmino Mucavel.
Considerado por alguns sectores políticos locais como uma das figuras influentes nas mobilizações pós-eleitorais em Ressano Garcia, Mucavel afirmou ter tomado a decisão de regressar à FRELIMO por considerar tratar-se de “um partido estruturado e com visão de governação”.
O acto da sua recepção decorreu na presença do Primeiro-Secretário do Comité Provincial da FRELIMO na Província de Maputo, Carlos Zavala, acompanhado por vários quadros seniores do partido.
Entre as figuras presentes esteve também Calisto Cossa, antigo presidente do Conselho Municipal da Matola e actual deputado da Assembleia da República, além de outros membros e simpatizantes da formação política.
Fontes locais indicam que a saída de Firmino Mucavel poderá representar um duro golpe para a capacidade de mobilização do ANAMOLA naquela região estratégica da fronteira de Ressano Garcia, considerada um dos principais pontos de tensão durante o período pós-eleitoral.
Analistas políticos entendem que a movimentação poderá igualmente reforçar a presença da FRELIMO na província de Maputo, numa altura em que os partidos da oposição enfrentam desafios internos relacionados com coesão e liderança política.




ASSEMBLEIA DEBATE LEGALIZAÇÃO DA POLIGAMIA Deputada da FRELIMO defende discussão aberta: “Temos que compartilhar os homens”

A Assembleia da República foi palco, nesta terça-feira, de um debate intenso e controverso em torno da proposta de legalização da poligamia em Moçambique, tema que voltou a dividir opiniões entre deputados, organizações sociais, líderes religiosos e cidadãos.
A sessão parlamentar, realizada em Maputo, decorreu num ambiente marcado por fortes intervenções políticas e posições divergentes sobre o reconhecimento legal de uniões poligâmicas no país.
Durante o debate, a deputada Isabel, da bancada parlamentar da FRELIMO, chamou atenção ao defender a necessidade de uma abordagem “realista e culturalmente contextualizada” sobre o assunto. Numa intervenção que rapidamente ganhou repercussão pública, a parlamentar declarou:
“Temos que compartilhar os homens.”
A frase provocou reacções imediatas dentro do plenário, incluindo murmúrios, críticas e manifestações de apoio entre diferentes sectores políticos.
Segundo a deputada, a discussão sobre a poligamia não deve ser tratada apenas sob perspectivas morais ou religiosas, mas também como uma questão social profundamente ligada às práticas culturais existentes em várias regiões do país.
“A realidade moçambicana mostra que muitas famílias já vivem em contextos poligâmicos informais. Ignorar isso é fechar os olhos àquilo que acontece nas comunidades”, argumentou.
Debate divide parlamento e sociedade
A proposta reacendeu um debate antigo sobre os limites entre tradição cultural, direitos das mulheres e legislação familiar em Moçambique.
Deputados da oposição criticaram duramente a possibilidade de legalização da poligamia, defendendo que a medida poderá representar retrocessos nos avanços ligados à igualdade de género e à protecção da mulher.
Organizações da sociedade civil também começaram a reagir. Alguns grupos feministas consideram que a proposta pode institucionalizar práticas de desigualdade dentro das relações conjugais, enquanto sectores conservadores defendem que o reconhecimento legal apenas formalizaria uma realidade já existente em várias comunidades rurais.
Especialistas em direito da família afirmam que qualquer alteração legislativa exigirá uma ampla consulta pública e possíveis revisões no actual Código da Família.
Reacções nas redes sociais
Nas redes sociais, a frase “Temos que compartilhar os homens” tornou-se rapidamente um dos assuntos mais comentados do dia em Moçambique, gerando debates acalorados, memes e opiniões divididas.
Enquanto alguns internautas classificaram a declaração como “corajosa” e “realista”, outros consideraram a fala “polémica” e “inaceitável”.
Analistas políticos acreditam que o tema poderá ganhar ainda maior dimensão nos próximos dias, sobretudo devido ao impacto social e cultural que envolve a questão da poligamia no país.
Debate deverá continuar
A Assembleia da República ainda não apresentou uma decisão final sobre a proposta. No entanto, fontes parlamentares indicam que novas sessões de discussão deverão ocorrer nas próximas semanas, envolvendo comissões especializadas e consultas a diferentes segmentos da sociedade.
O debate promete continuar a dividir opiniões e poderá tornar-se um dos temas políticos e sociais mais sensíveis do ano em Moçambique.