GAZA QUER TRANSFORMAR A MANDIOCA EM MOTOR DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO

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Governadora Margarida Mapazine aposta na modernização da produção e industrialização do tubérculo para responder à crescente procura e impulsionar empregos na província
A Governadora da Província de Gaza, Margarida Mapazine, defendeu a necessidade urgente de aprimorar as tecnologias de produção da mandioca, numa altura em que cresce significativamente a procura pelo tubérculo, considerado um dos alimentos mais energéticos e resistentes do mundo.
Segundo a dirigente, a mandioca representa actualmente um dos principais pilares da economia agrícola provincial, movimentando anualmente cerca de 3.760 milhões de meticais em Gaza, facto que demonstra o seu elevado potencial económico e social.
Durante um encontro de reflexão sobre cadeias produtivas agrícolas e processamento industrial, Margarida Mapadzene destacou que a província reúne condições favoráveis para elevar os níveis de produção e transformação da mandioca, sobretudo devido à sua versatilidade e múltiplas aplicações industriais.
“A mandioca é um dos alimentos mais ricos em energia do mundo e, na nossa província, desempenha um papel muito importante na estratégia económica. É um pilar da agricultura familiar e capaz de gerar milhares de empregos, contribuindo para que as comunidades alcancem a tão desejada autonomia financeira”, afirmou a governante.
A responsável sublinhou ainda que o tubérculo não deve ser visto apenas como produto alimentar tradicional, mas também como uma matéria-prima estratégica para sectores como a indústria farmacêutica, produção de farinhas enriquecidas, rações, biocombustíveis e outros derivados industriais.
Fontes ligadas ao sector agrícola provincial defendem que a modernização da cadeia de valor da mandioca poderá representar um passo decisivo na redução da pobreza rural, aumento da renda familiar e fortalecimento da segurança alimentar nas comunidades mais vulneráveis da província.
Além da análise em torno da mandioca e seus derivados, o encontro serviu igualmente para avaliar o estágio actual da produção e processamento de frutas na província, com destaque para os citrinos, o ananás e o falso fruto da castanha de caju, culturas consideradas estratégicas para diversificação económica e expansão agroindustrial.
Especialistas presentes no evento alertaram, entretanto, para a necessidade de maiores investimentos em tecnologias de conservação, irrigação, assistência técnica e acesso ao mercado, factores apontados como cruciais para garantir competitividade e sustentabilidade ao sector agrícola de Gaza.
A aposta na industrialização agrícola surge numa fase em que o Governo Provincial procura consolidar cadeias de valor capazes de transformar a produção familiar em negócios sustentáveis, promovendo emprego juvenil, inclusão económica e desenvolvimento rural integrado




Província de Maputo prevê comercializar 3 milhões de toneladas de produtos agrícolas em 2026

Governador Manuel Tule lança campanha agrícola e destaca aposta na indústria transformadora
A Província de Maputo prevê comercializar cerca de 3 milhões de toneladas de produtos agrícolas durante a Campanha de Comercialização Agrícola de 2026, sendo que aproximadamente 57% da produção será destinada à indústria transformadora, numa estratégia orientada para o fortalecimento da cadeia de valor agrária e dinamização da economia provincial.
A informação foi avançada neste sábado, 16 de Maio, pelo Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, durante a cerimónia oficial de lançamento da Campanha de Comercialização Agrícola-2026, realizada no distrito da Moamba.
Segundo o governante, a campanha surge num contexto em que o Executivo provincial pretende consolidar a produção agrícola, garantir maior escoamento dos produtos e incentivar o processamento industrial local, reduzindo perdas pós-colheita e aumentando o rendimento dos produtores.
“Dos cerca de 3 milhões de toneladas projectadas para comercialização, 57% serão absorvidos pela indústria transformadora, o que demonstra o crescente papel do sector industrial na valorização da produção agrícola da província”, afirmou Manuel Tule.
O governador sublinhou ainda que o sector agrário continua a assumir um papel estratégico no combate à pobreza, geração de emprego e promoção da segurança alimentar nas comunidades rurais.
Durante a cerimónia, Manuel Tule apelou aos produtores, comerciantes e parceiros de desenvolvimento para reforçarem a cooperação ao longo da campanha agrícola, defendendo a necessidade de investimentos em infra-estruturas de armazenamento, transporte e processamento.
“A comercialização agrícola deve beneficiar directamente o produtor, criando rendimento sustentável e fortalecendo a economia local”, acrescentou.
A Campanha de Comercialização Agrícola-2026 decorre numa altura em que as autoridades provinciais procuram impulsionar a produção orientada para o mercado, com enfoque na ligação entre agricultura familiar, agro-indústria e exportação.
O distrito da Moamba, anfitrião do lançamento oficial, é considerado uma das principais zonas de produção agrícola da Província de Maputo, destacando-se no cultivo de cereais, hortícolas e outras culturas de rendimento.




Chefe da Brigada Central da FRELIMO na província de Maputo Apela à Produção para Minimizar Impacto da Crise dos Combustíveis

Francisco Mucanheia defende aumento da produção local como resposta à subida do custo de vida provocada pela tensão no Médio Oriente
O chefe da Brigada Central de Assistência da FRELIMO na província de Maputo, Francisco Mucanheia, apelou à população da província de Maputo para reforçar as actividades de produção, como forma de reduzir os efeitos da crise dos combustíveis que afecta vários países devido ao conflito armado no Médio Oriente.
O pronunciamento foi feito esta semana, após um encontro político realizado no Posto Administrativo da Machava-Sede, no município da Matola, província de Maputo, que reuniu membros e simpatizantes do partido FRELIMO.
Durante a sua intervenção, Francisco Mucanheia destacou que a actual instabilidade internacional está a provocar impactos significativos na economia mundial, sobretudo no aumento dos preços dos combustíveis, situação que pode influenciar directamente o custo de vida das famílias moçambicanas.
“Apelamos ao nosso povo para continuar a produzir, como forma de conter os efeitos da crise dos combustíveis. Também pedimos à população para abandonar os boatos e manter a calma, porque na província de Maputo a situação continua estável”, afirmou.
O dirigente explicou ainda que o Governo está a acompanhar de perto o comportamento do mercado e os impactos económicos resultantes da guerra no Médio Oriente, sublinhando que as autoridades provinciais permanecem vigilantes para evitar especulações e desinformação junto da população.
Segundo Francisco Mucanheia, as orientações deixadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, sobre o reforço da produção nacional já começam a produzir resultados positivos na província de Maputo.
“As medidas deixadas pelo Chefe do Estado para incentivar a produção estão a ser implementadas e o povo está a acatar. Isso demonstra compromisso da população em enfrentar este momento difícil”, declarou.
O responsável político aproveitou igualmente a ocasião para condenar actos de desordem pública protagonizados por alguns sectores políticos, considerando que tais práticas podem comprometer os esforços de estabilidade social e económica no país.
“Apesar da existência de alguns partidos que continuam a promover desordem pública, a maioria da população está a seguir as orientações do Presidente da República”, acrescentou.
Analistas consideram que a crise internacional dos combustíveis poderá continuar a pressionar os preços de bens e serviços nos próximos meses, razão pela qual o Governo e diferentes actores sociais insistem na necessidade de aumento da produção agrícola e industrial como alternativa para fortalecer a economia nacional.
O encontro na Machava-Sede enquadra-se nas actividades de assistência política e mobilização social que a FRELIMO vem realizando em vários pontos da província de Maputo, com foco na estabilidade económica, produção local e preservação da paz social.




FIRMINO MUCAVEL ABANDONA ANAMOLA E REGRESSA À FRELIMO APÓS LIDERAR MANIFESTAÇÕES PÓS-ELEITORAIS EM RESSANO GARCIA

Firmino Mucavel, apontado como um dos principais rostos da mobilização política ligada a Venâncio Mondlane na vila fronteiriça de Ressano Garcia, decidiu abandonar o partido ANAMOLA e regressar à FRELIMO, partido no qual anteriormente militava.
Mucavel ocupava o cargo de coordenador de mobilização do ANAMOLA em Ressano Garcia e destacou-se durante as manifestações pós-eleitorais, onde esteve frequentemente na linha da frente dos protestos registados na fronteira entre Moçambique e África do Sul.
Em declarações tornadas públicas durante o acto da sua apresentação oficial à FRELIMO, Firmino Mucavel justificou a sua saída alegando falta de organização interna e ausência de uma agenda política séria no seio do ANAMOLA.
“Eu percebi que estava a ser instrumentalizado e usado para destruir bens públicos e privados. O partido ANAMOLA não demonstra seriedade no que toca à agenda nacional. Há muita desorganização no partido”, declarou Firmino Mucavel.
Considerado por alguns sectores políticos locais como uma das figuras influentes nas mobilizações pós-eleitorais em Ressano Garcia, Mucavel afirmou ter tomado a decisão de regressar à FRELIMO por considerar tratar-se de “um partido estruturado e com visão de governação”.
O acto da sua recepção decorreu na presença do Primeiro-Secretário do Comité Provincial da FRELIMO na Província de Maputo, Carlos Zavala, acompanhado por vários quadros seniores do partido.
Entre as figuras presentes esteve também Calisto Cossa, antigo presidente do Conselho Municipal da Matola e actual deputado da Assembleia da República, além de outros membros e simpatizantes da formação política.
Fontes locais indicam que a saída de Firmino Mucavel poderá representar um duro golpe para a capacidade de mobilização do ANAMOLA naquela região estratégica da fronteira de Ressano Garcia, considerada um dos principais pontos de tensão durante o período pós-eleitoral.
Analistas políticos entendem que a movimentação poderá igualmente reforçar a presença da FRELIMO na província de Maputo, numa altura em que os partidos da oposição enfrentam desafios internos relacionados com coesão e liderança política.




ASSEMBLEIA DEBATE LEGALIZAÇÃO DA POLIGAMIA Deputada da FRELIMO defende discussão aberta: “Temos que compartilhar os homens”

A Assembleia da República foi palco, nesta terça-feira, de um debate intenso e controverso em torno da proposta de legalização da poligamia em Moçambique, tema que voltou a dividir opiniões entre deputados, organizações sociais, líderes religiosos e cidadãos.
A sessão parlamentar, realizada em Maputo, decorreu num ambiente marcado por fortes intervenções políticas e posições divergentes sobre o reconhecimento legal de uniões poligâmicas no país.
Durante o debate, a deputada Isabel, da bancada parlamentar da FRELIMO, chamou atenção ao defender a necessidade de uma abordagem “realista e culturalmente contextualizada” sobre o assunto. Numa intervenção que rapidamente ganhou repercussão pública, a parlamentar declarou:
“Temos que compartilhar os homens.”
A frase provocou reacções imediatas dentro do plenário, incluindo murmúrios, críticas e manifestações de apoio entre diferentes sectores políticos.
Segundo a deputada, a discussão sobre a poligamia não deve ser tratada apenas sob perspectivas morais ou religiosas, mas também como uma questão social profundamente ligada às práticas culturais existentes em várias regiões do país.
“A realidade moçambicana mostra que muitas famílias já vivem em contextos poligâmicos informais. Ignorar isso é fechar os olhos àquilo que acontece nas comunidades”, argumentou.
Debate divide parlamento e sociedade
A proposta reacendeu um debate antigo sobre os limites entre tradição cultural, direitos das mulheres e legislação familiar em Moçambique.
Deputados da oposição criticaram duramente a possibilidade de legalização da poligamia, defendendo que a medida poderá representar retrocessos nos avanços ligados à igualdade de género e à protecção da mulher.
Organizações da sociedade civil também começaram a reagir. Alguns grupos feministas consideram que a proposta pode institucionalizar práticas de desigualdade dentro das relações conjugais, enquanto sectores conservadores defendem que o reconhecimento legal apenas formalizaria uma realidade já existente em várias comunidades rurais.
Especialistas em direito da família afirmam que qualquer alteração legislativa exigirá uma ampla consulta pública e possíveis revisões no actual Código da Família.
Reacções nas redes sociais
Nas redes sociais, a frase “Temos que compartilhar os homens” tornou-se rapidamente um dos assuntos mais comentados do dia em Moçambique, gerando debates acalorados, memes e opiniões divididas.
Enquanto alguns internautas classificaram a declaração como “corajosa” e “realista”, outros consideraram a fala “polémica” e “inaceitável”.
Analistas políticos acreditam que o tema poderá ganhar ainda maior dimensão nos próximos dias, sobretudo devido ao impacto social e cultural que envolve a questão da poligamia no país.
Debate deverá continuar
A Assembleia da República ainda não apresentou uma decisão final sobre a proposta. No entanto, fontes parlamentares indicam que novas sessões de discussão deverão ocorrer nas próximas semanas, envolvendo comissões especializadas e consultas a diferentes segmentos da sociedade.
O debate promete continuar a dividir opiniões e poderá tornar-se um dos temas políticos e sociais mais sensíveis do ano em Moçambique.




INSÓLITO“Wawa” da Justiça: suspeito acumula detenções, liberdade condicional, cauções e até furto em hospital na Beira

Na cidade da Beira, província de Sofala, um indivíduo conhecido popularmente como “wawa” tornou-se figura recorrente nos corredores do sistema judicial, num caso que está a gerar indignação e debate público sobre reincidência criminal e fragilidades na administração da justiça.
Segundo informações apuradas, o suspeito foi inicialmente detido por alegados crimes de violação sexual e tentativa de homicídio. Contudo, após algum tempo sob custódia, acabou beneficiando de liberdade condicional.
Entretanto, a tranquilidade durou pouco. O mesmo indivíduo voltou a ser detido posteriormente, tendo novamente conseguido sair em liberdade, desta vez mediante pagamento de caução.
Fontes locais relatam que, enquanto aparentava “bom comportamento”, o suspeito terá reincidido mais uma vez, sendo novamente apanhado por envolvimento em casos de furto e tentativa de violação.
Perante a sucessão de ocorrências e a crescente revolta popular, membros da comunidade decidiram fazer justiça pelas próprias mãos, agredindo violentamente o suspeito até este necessitar de assistência hospitalar urgente.
Mas o episódio mais insólito ainda estava por acontecer.
Já internado numa unidade sanitária da cidade da Beira para recuperação dos ferimentos, o homem terá aproveitado a permanência no hospital para, alegadamente, roubar o telefone celular de uma enfermeira que o assistia.
“Parece que nem no hospital o histórico criminal entrou em repouso”, comentou um residente local, indignado com a sequência dos acontecimentos.
O caso continua a suscitar fortes reacções sociais, sobretudo entre cidadãos que questionam os mecanismos de controlo judicial e a eficácia das medidas aplicadas a indivíduos reincidentes.
Até ao momento, as autoridades policiais e judiciais locais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre os mais recentes desdobramentos do caso.




OAM Avança com Participação Criminal Contra Agentes da PRM e SERNIC por Alegada Tortura a Advogado na Machava

“Atacar um advogado no exercício da profissão é atacar o próprio Estado de Direito”, denuncia a Ordem dos Advogados de Moçambique
A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) submete hoje, quarta-feira, uma participação criminal junto da Procuradoria Distrital da República da Machava contra agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), acusados de espancarem brutalmente e arrastarem o advogado Amisse Abel Nota Passe enquanto este exercia funções profissionais na cidade da Matola, província de Maputo.
O caso, que já está a provocar forte indignação no seio da classe jurídica e da sociedade civil, ocorreu no passado dia 17 de abril, nas instalações da 5.ª Esquadra da Machava, quando o advogado se deslocou ao local para prestar assistência jurídica ao seu constituinte durante um processo de inquirição.
Segundo informações tornadas públicas pela OAM, o jurista identificou-se formalmente perante os agentes e invocou o direito legalmente consagrado de acompanhar o seu cliente. Ainda assim, terá sido alvo de agressões físicas violentas perpetradas por membros das forças de defesa e investigação criminal.
Violência Contra Advogado Gera Onda de Revolta
Fontes ligadas ao processo descrevem o episódio como “macabro”, “desumano” e “um atentado grave às prerrogativas da advocacia”. Testemunhas relatam que o advogado foi espancado sem qualquer justificação plausível e posteriormente arrastado perante cidadãos presentes na esquadra, numa acção considerada humilhante e abusiva.
Para a Ordem dos Advogados, o incidente representa não apenas uma violação dos direitos fundamentais do causídico, mas também uma ameaça directa ao funcionamento do sistema de justiça moçambicano.
“Quando um advogado é impedido, intimidado ou violentado no exercício da profissão, fica em causa o direito de defesa dos cidadãos e os pilares do Estado de Direito Democrático.”
A organização defende que os agentes envolvidos devem ser responsabilizados criminal, disciplinar e civilmente, exigindo uma investigação célere, imparcial e transparente por parte das autoridades competentes.
Clima de Tensão Entre Autoridades e Classe Jurídica
O episódio reacende o debate sobre alegados excessos cometidos por agentes policiais em Moçambique, particularmente em esquadras e centros de detenção, onde organizações da sociedade civil têm denunciado práticas de intimidação, abuso de autoridade e violência física.
Analistas jurídicos alertam que o ataque contra um advogado em pleno exercício profissional constitui uma afronta grave às garantias constitucionais e aos princípios internacionais de protecção da advocacia.
A expectativa agora recai sobre a actuação do Ministério Público e das instituições de fiscalização interna da PRM e do SERNIC, numa altura em que cresce a pressão pública por responsabilização exemplar dos envolvidos.
OAM Promete Não Recuar
A Ordem dos Advogados de Moçambique garante que acompanhará o processo até às últimas consequências legais e promete intensificar a defesa das prerrogativas profissionais dos advogados em todo o país.
“A advocacia não se curva perante actos de intimidação, violência ou abuso de poder. A defesa da legalidade e dos direitos fundamentais continuará a ser uma missão inegociável”, refere uma fonte ligada à instituição.
O caso do advogado Amisse Abel Nota Passe poderá transformar-se num dos episódios mais sensíveis dos últimos tempos envolvendo relações entre operadores da justiça e forças policiais em Moçambique.




Viagem Oficial do Daniel Chapo ao Quénia e Uganda Custou 4,68 Milhões Apenas em Transporte

João Cabrito revela itinerários e custos da deslocação do Presidente da República ao Quénia e Uganda
Uma deslocação oficial do Presidente da República realizada nos dias 11 e 12 de Maio de 2026 está a gerar debate público depois de terem sido divulgados detalhes sobre o itinerário presidencial, o tipo de aeronave utilizada e os custos associados ao transporte aéreo.
Segundo informações tornadas públicas pelo analista e investigador João Cabrito, o Chefe de Estado viajou a bordo de um jacto executivo do tipo Embraer 190, operado pela empresa maltesa AirX Charter Ltd., com matrícula 9H-DEE. O custo diário estimado da operação aérea foi fixado em cerca de 60 mil euros, o equivalente aproximado a 4,68 milhões de meticais, apenas em despesas de transporte.
“Os dados de voo mostram uma operação internacional de elevado custo suportada em apenas dois dias de deslocação oficial”, refere João Cabrito.
Itinerário Presidencial
11 de Maio de 2026
Partida de Maputo: 11h05 (CAT)
Chegada a Nairobi, Quénia: 15h37 (EAT)
12 de Maio de 2026
Partida de Nairobi: 07h59 (EAT)
Chegada a Entebbe, Uganda: 08h46 (EAT)
Aeronave Utilizada
Tipo: Embraer 190
Matrícula: 9H-DEE
Operadora: AirX Charter Ltd. (Malta)
Fontes ligadas ao sector aeronáutico indicam que aeronaves fretadas desta categoria são frequentemente utilizadas em deslocações de chefes de Estado devido às exigências de segurança, autonomia e flexibilidade diplomática. No entanto, especialistas em finanças públicas alertam que os custos operacionais associados continuam a suscitar questões sobre prioridades orçamentais num contexto económico sensível.
“Quando um único dia de transporte aéreo ultrapassa dezenas de milhares de euros, torna-se inevitável o escrutínio público sobre a relação custo-benefício destas missões”, observou um analista consultado para esta reportagem.
A divulgação dos dados reacende o debate sobre transparência nos gastos do Estado, sobretudo em missões internacionais de curta duração, numa altura em que vários sectores sociais continuam a enfrentar limitações financeiras.
Embora viagens presidenciais integrem normalmente agendas diplomáticas estratégicas, sectores da sociedade civil defendem maior clareza na publicação dos custos totais das deslocações oficiais, incluindo despesas com aeronaves, alojamento, segurança e logística.
Até ao momento, a Presidência da República ainda não apresentou um relatório detalhado sobre os encargos globais da missão realizada entre Maputo, Nairobi e Entebbe.




NOVA FROTA A GÁS MARCA NOVA ETAPA NA MOBILIDADE URBANA DO GRANDE MAPUTO

Entrega de 190 autocarros movidos a gás natural reforça aposta estratégica no GNV em Moçambique
A entrega de 190 autocarros movidos a gás natural para os municípios da região do Grande Maputo foi considerada um marco histórico para o sector dos transportes e energia em Moçambique. O acto foi dirigido pelo Presidente da República, Daniel Chapo, numa cerimónia realizada esta segunda-feira, na cidade da Matola.
Durante o evento, o director executivo da Auto Gás, João das Neves, manifestou satisfação pelo avanço da utilização do Gás Natural Veicular (GNV) no país, considerando a iniciativa como resultado de vários anos de trabalho persistente em defesa da operacionalização desta alternativa energética em Moçambique.
“É importante para mim, que ando há alguns anos a trabalhar persistentemente para a operacionalização do GNV em Moçambique”, declarou João das Neves.
Segundo o responsável, a introdução da nova frota representa não apenas um avanço na modernização do transporte público, mas também um sinal claro de que o país começa a valorizar o potencial estratégico do gás natural como motor de desenvolvimento económico e social.
João das Neves afirmou ainda que o momento simboliza “um misto de missão cumprida” perante os esforços desenvolvidos ao longo dos últimos anos, embora reconheça que continuam a existir inúmeros desafios para transformar o gás natural numa riqueza efectivamente acessível para todos os moçambicanos.
“É um misto de missão cumprida nesta fase e dos mil e um desafios que persistem para fazer do gás natural a real riqueza dos moçambicanos”, afirmou.
O director executivo elogiou igualmente o posicionamento do Governo relativamente à promoção do gás natural no sector dos transportes, destacando o envolvimento directo do Presidente da República e do Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe.
“Estou satisfeito em ver o Presidente Chapo e o Ministro Matlombe promovendo o gás natural, porque essa é a agenda certa e para a qual vínhamos chamando a atenção do Estado há alguns anos”, sublinhou.
Para João das Neves, a aposta no GNV poderá abrir uma nova fase para o país, reduzindo custos operacionais no transporte público, promovendo energia mais limpa e estimulando maior aproveitamento dos recursos naturais nacionais.
“Estou convicto de que, com esta atitude, o GNV vai ganhar um novo rumo em Moçambique e todos os moçambicanos saem a ganhar”, concluiu.
A nova frota deverá reforçar significativamente o sistema de transporte colectivo na região metropolitana do Grande Maputo, numa altura em que o país procura soluções sustentáveis para responder à crescente procura por mobilidade urbana eficiente e menos dependente de combustíveis importados.




Antigo presidente do Conselho Constitucional denuncia pressão política no mandato de Nyusi

O antigo presidente do Conselho Constitucional, Hermenegildo Gamito, revelou ter sofrido pressão política durante a governação do Presidente Filipe Nyusi, no período em que liderava o órgão máximo de fiscalização constitucional do país.
Falando numa entrevista concedida à estação televisiva privada MBC TV Gamito afirmou que existiram vários constrangimentos institucionais e divergências com o então Chefe de Estado, situação que, segundo explicou, dificultou o exercício independente das suas funções.
“Houve momentos de forte pressão política e institucional durante o exercício das minhas funções no Conselho Constitucional”, declarou Hermenegildo Gamito.
O antigo dirigente considerou ainda que o seu contributo na busca de soluções para vários desafios nacionais não foi devidamente reconhecido pelas autoridades governamentais da época.
“Sinto que muitos dos esforços realizados para ajudar o país a ultrapassar crises e desafios importantes não tiveram a valorização merecida”, afirmou.
Durante a entrevista, Hermenegildo Gamito abordou também a actual necessidade de fortalecimento do diálogo político e social em Moçambique. O jurista defendeu um modelo de diálogo nacional mais inclusivo, envolvendo diferentes sensibilidades políticas, sociais e económicas, como forma de promover estabilidade e desenvolvimento sustentável.
“Moçambique precisa de um diálogo verdadeiramente inclusivo, onde todos os sectores da sociedade se sintam representados”, sublinhou.
Gamito entende que apenas através da inclusão efectiva e da participação ampla será possível consolidar a paz, reforçar as instituições democráticas e impulsionar o desenvolvimento do país.
As declarações do antigo presidente do Conselho Constitucional surgem num contexto em que vários sectores da sociedade moçambicana continuam a defender reformas institucionais, maior transparência governativa e reforço da independência dos órgãos de justiça.