Chapo mobiliza investimento chinês para reabilitar a N1 e avançar com barragem de Mapai

Numa acção diplomática centrada no reforço das infra-estruturas nacionais, o Presidente da República, Daniel Chapo, apelou ao investimento chinês para a reabilitação da Estrada Nacional Número Um (N1) e para o avanço do projecto da barragem de Mapai, no sul do país.



Durante a visita oficial à República Popular da China, o Chefe de Estado destacou a importância estratégica da N1, classificando-a como a “principal estrada em Moçambique”, sublinhando que, devido à localização geográfica e às intempéries registadas entre Janeiro e Março, a via sofre cortes recorrentes que exigem uma intervenção estrutural. Perante representantes do sector empresarial chinês, Chapo afirmou que o país asiático possui “uma grande capacidade que pode realmente também nos ajudar a trabalhar para podermos fazer essa estrada como deve ser”, apontando para a necessidade de uma reabilitação duradoura.

A agenda governamental inclui igualmente o projecto da barragem de Mapai, na província de Gaza, considerada uma infra-estrutura relevante para a mitigação do impacto das cheias na região sul. O Presidente defendeu que a sua construção “seria muito bom para o controle das águas”, apelando à realização de estudos técnicos que permitam erguer barragens “nos locais certos” e reforçar a segurança das populações.

No sector energético, o Governo procura ampliar a capacidade nacional através de fontes renováveis. Durante a visita, o Chefe de Estado deslocou-se a unidades de produção de tecnologia solar, eólica e hídrica, tendo afirmado estar “muito impressionados” com os avanços observados. Segundo disse, a experiência deverá ser aproveitada em Moçambique para “construirmos mais centrais eléctricas mais centrais solares e mais centrais eólicas”, reforçando a diversificação da matriz energética.

A deslocação incluiu ainda uma visita ao património cultural de Quinjai, num gesto que, segundo a comitiva, reforça a dimensão cultural das relações bilaterais entre Moçambique e a China.




KaMubukwana mobiliza quadros da FRELIMO para pensar o futuro da governação.

Num ambiente marcado por entusiasmo e sentido de missão, o Distrito Municipal de Kamubukwana, na cidade de Maputo, acolheu no sábado a sua Conferência Distrital de Quadros da FRELIMO, um momento que vai além de um simples encontro político: trata-se de um exercício de reflexão estratégica que começa na base e projeta influências para os próximos ciclos de governação no país.



O evento enquadra-se no processo preparatório da Conferência Nacional de Quadros e do próximo congresso do partido, sendo visto como uma plataforma de recolha de ideias, preocupações e propostas que emergem diretamente das comunidades.

O primeiro-secretário distrital da FRELIMO em Kamubukwana, Alfredo Chauque, não escondeu o otimismo. Segundo afirmou, o distrito chega a esta fase “preparado e animado”, depois de um trabalho contínuo desenvolvido ao nível das células, círculos e zonas.

Para Chauque, a conferência simboliza não apenas organização interna, mas também a vitalidade do partido junto das suas bases. “Esta é a nossa festa, a nossa união de quadros”, sublinhou, destacando que os temas em debate são resultado de contribuições concretas vindas da base, refletindo as reais preocupações da população.

No centro do discurso esteve a mensagem política do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, segundo a qual “a FRELIMO é do povo e reside no povo”. Chauque interpretou esta orientação como um reforço da necessidade de proximidade e serviço às comunidades, apontando a independência económica como uma das prioridades centrais.

Mesmo perante desafios recentes, incluindo momentos de contestação social, o dirigente considera que o partido demonstrou resiliência e capacidade de organização. “A FRELIMO mantém-se de pé, organizada e próxima do povo”, afirmou, acrescentando que os delegados presentes representam, em última instância, a voz das comunidades de onde emergem.

Da base ao topo: um processo participativo

Também presente no encontro, o representante do Comité da Cidade de Maputo, Francisco Mapswaia, enquadrou a conferência como o ponto alto de um processo participativo iniciado no início do ano. Desde o lançamento, em janeiro, estruturas do partido têm estado envolvidas num movimento de auscultação das sensibilidades da população.

Mapswaia explicou que este exercício não se limita aos membros formais do partido, mas abrange um leque mais amplo de quadros ao nível local, permitindo captar ideias que possam contribuir para melhorar a ação governativa.

“O que estamos a fazer é recolher perceções sobre aquilo que deve ser a agenda de governação do país”, referiu, destacando que o processo decorreu de forma positiva em todas as etapas, desde as células até ao nível distrital.

Além da eleição de delegados à conferência da cidade, o encontro serviu para consolidar propostas que irão alimentar a elaboração das teses do próximo congresso da FRELIMO — momento determinante para a definição do programa político e governativo do próximo quinquénio.

Inspirado pela orientação do Presidente Daniel Francisco Chapo, Mapswaia enfatizou a necessidade de inovação: “fazer diferente para obter resultados diferentes”. Segundo disse, esta mudança de abordagem já começa a ganhar forma nas bases, onde se nota maior dinamismo e vontade de transformação.

Construir o futuro a partir das bases

A Conferência Distrital de Quadros de Kamubukwana ilustra um modelo de construção política que privilegia a participação e o envolvimento direto das estruturas locais. Num contexto em que se discutem os desafios do desenvolvimento e da inclusão, o partido aposta na mobilização dos seus quadros para formular respostas mais ajustadas às realidades do país.

Mais do que um evento pontual, o encontro reflete um processo em curso — contínuo e estruturado — que visa alinhar a visão política com as aspirações da população, reforçando a ideia de que o futuro da governação se constrói, antes de tudo, na base.




Coronel Francinaldo Bó: sua liderança projeta a segurança pública do Tocantins no Brasil para o mundo

Em um país historicamente marcado por desafios estruturais na segurança pública, o estado do Tocantins apresenta um caso que tem chamado atenção pela consistência institucional e pelos resultados operacionais. No centro desse movimento está o coronel Francinaldo Bó, atual secretário-chefe da Casa Militar do Governo do Tocantins, cuja atuação vem extrapolando os limites regionais, ganhando relevância em agendas mais amplas de segurança.

Com ingresso na Polícia Militar em 1998, Francinaldo Bó construiu uma trajetória baseada na combinação entre experiência operacional e qualificação acadêmica. Ao longo de décadas, participou de ações estratégicas de enfrentamento à criminalidade, com destaque para operações contra o chamado “novo cangaço”, uma das formas mais complexas de crime organizado no Brasil.

Coronel Francinaldo Bó: sua liderança projeta a segurança pública do Tocantins no Brasil para o mundo

Sua atuação na Operação Canguçu, considerada uma das maiores do Brasil, consolidou sua reputação em cenários de alta complexidade.

Diferentemente de perfis exclusivamente operacionais, sua trajetória é marcada por forte investimento em formação. Doutor em Ciências Policiais (Ph.D), mestre em Geografia e em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos pela Universidade Federal do Tocantins, além de graduado em Direito e Segurança Pública, reúne um conjunto de competências que dialoga tanto com a prática quanto com a formulação estratégica.

Coronel Francinaldo Bó: sua liderança projeta a segurança pública do Tocantins no Brasil para o mundo

Essa dimensão se amplia nacionalmente com sua recente formação na Escola Superior de Guerra, onde concluiu cursos voltados à política, estratégia e defesa, consolidando uma visão sistêmica da segurança pública. Esse raro perfil híbrido: operacional e estratégico, tem sido apontado como um diferencial em sua atuação.

À frente da Casa Militar do Tocantins, sua gestão tem sido associada a um modelo que combina modernização institucional e valorização do capital humano. Com investimentos em tecnologia, qualificação profissional e melhorias estruturais sua liderança tem sido reconhecida pela proximidade com a tropa e pela capacidade de diálogo com diferentes segmentos da corporação.

Coronel Francinaldo Bó: sua liderança projeta a segurança pública do Tocantins no Brasil para o mundo

Sua experiência extrapola o ambiente estritamente policial. Ao atuar na Assessoria Militar da Assembleia Legislativa, ampliou sua capacidade de articulação político-institucional, estabelecendo interlocução com diferentes níveis de governo, fator considerado relevante para a implementação de políticas públicas mais integradas.

Nos últimos movimentos, sua atuação tem incorporado também uma dimensão internacional. Em missão recente no Paraguai, em sua agenda na Embaixada do Brasil em Assunção, tratou de temas relacionados à cooperação e à integração em segurança. O diálogo com representantes de outros países, como Suíça e Israel, reforçou sua estratégia de ampliação de conexões e intercâmbio de experiências.

Coronel Francinaldo Bó: sua liderança projeta a segurança pública do Tocantins no Brasil para o mundo

Fora da esfera institucional, o Coronel mantém atuação em iniciativas sociais e religiosas, o que contribui para a construção de uma imagem pública associada a valores comunitários e estabilidade pessoal, elementos frequentemente observados em lideranças com capacidade de mobilização social.

Diante de um cenário nacional ainda marcado por desigualdades e desafios persistentes na área de segurança, a trajetória de Francinaldo Bó passa a ser observada como um exemplo de liderança que combina execução, estratégia e articulação. Sua atuação, embora ancorada no Tocantins, já não se limita ao contexto local, projetando-se como um nome relevante no debate mais amplo sobre segurança pública no Brasil e suas conexões com o cenário internacional.




Municípios reforçam debate sobre acesso ao financiamento climático

Representantes de municípios moçambicanos, parceiros de cooperação e instituições governamentais participaram, esta terça-feira, em Maputo, no Primeiro Seminário Nacional sobre Financiamento Climático nos Municípios de Moçambique, uma iniciativa que visa fortalecer as capacidades das autarquias na mobilização de recursos para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.



Na ocasião, o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, que interveio em representação da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAMM), destacou a importância do encontro como espaço de reflexão e partilha de experiências sobre mecanismos de financiamento climático.

Segundo o dirigente, Moçambique figura entre os países mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, enfrentando com frequência fenómenos extremos como ciclones, cheias e secas, que afectam as comunidades, as infra-estruturas e o desenvolvimento económico local.

“Perante este cenário, torna-se cada vez mais urgente mobilizar recursos financeiros adequados para apoiar acções de adaptação e mitigação”, afirmou, sublinhando que o financiamento climático constitui uma oportunidade estratégica para apoiar os municípios na implementação de soluções sustentáveis e resilientes.

Contudo, o responsável salientou que, para aproveitar plenamente essas oportunidades, é necessário reforçar as capacidades institucionais das autarquias, sobretudo na identificação de projectos, preparação de propostas financiáveis e gestão eficaz dos recursos disponíveis.

De acordo com o representante da ANAMM, os municípios desempenham um papel central na resposta às mudanças climáticas, uma vez que é ao nível local que muitos dos impactos são sentidos com maior intensidade e onde também podem surgir soluções inovadoras adaptadas às realidades das comunidades.

O seminário, promovido em parceria com o programa NUCA e o Programa Boa Governação Financeira da cooperação alemã (GIZ), pretende igualmente promover o diálogo entre instituições, estimular a cooperação e apoiar o desenvolvimento de iniciativas concretas capazes de mobilizar financiamento para projectos climáticos no país.

Durante a sua intervenção, o representante da ANAMM manifestou expectativa de que o encontro produza recomendações e um plano de acção que permitam dar passos significativos no acesso ao financiamento climático pelos municípios.

O responsável reiterou ainda o compromisso da ANAMM em continuar a trabalhar com o Governo e parceiros de cooperação no fortalecimento das capacidades dos municípios para mobilizar recursos internos e externos, com vista à promoção de cidades e vilas mais resilientes e sustentáveis.




Brasileira Luciana Lindenberg se candidata às eleições na Suíça

Brasileira Luciana Lindenberg se candidata às eleições na Suíça

A decisão de Luciana Lindenberg Ravenel de se candidatar ao cargo de conselheira na comuna de La Tour-de-Peilz pela Lista 5 do UDC (Partido Popular Suíço) traduz um compromisso raro e admirável com o bem-estar da sua comunidade adotiva. Imigrante brasileira, Luciana não apenas se adaptou organicamente à vida na Suíça após sua vinda para La, como construiu uma família sólida, casando-se e criando seus três filhos com dedicação, integrando-se profundamente ao tecido social e cultural da cidade que escolheu para viver e para contribuir.

O UDC, partido com raízes históricas na defesa da autonomia local, da responsabilidade cívica e dos valores democráticos tradicionais, conheceu uma ascensão significativa no cenário político suíço nas últimas décadas, consolidando-se como uma força atuante tanto na política nacional quanto nas esferas cantonais e municipais. Sob a liderança e a representação de figuras como Gabriel Ranzato, a Lista 5 tem buscado traduzir as necessidades concretas das comunidades em propostas construtivas, com foco em ordem, bem-estar social, desenvolvimento sustentável e respeito às tradições que estruturam a vida cívica local. Nesse contexto, a iniciativa de Luciana merece destaque. Sua trajetória pessoal, marcada por adaptação, compromisso familiar e fé cristã, reflete um conjunto de valores que ela agora propõe levar para a esfera pública. Ao oferecer seu nome à comunidade, ela demonstra não apenas coragem, mas também um profundo senso de responsabilidade. Luciana reconhece que melhorias significativas exigem participação ativa, disposição para o diálogo e vontade de sair da zona de conforto em prol de um objetivo maior: contribuir com as transformações que sua comuna precisa para crescer de forma ordenada, humana e sustentável.

Cristã, de valores firmes, orientada para a responsabilidade cívica e pelo bem-estar do próximo, Luciana Lindenberg Ravenel representa a síntese entre experiência de vida, comprometimento comunitário e vocação para o serviço público. Sua decisão de concorrer é um exemplo de engajamento cívico e de amor pela terra que a acolheu, e seu envolvimento com o UDC e a Lista 5 reforça o papel de partidos comprometidos com a participação plural no desenho das políticas locais.

Ao mesmo tempo que valoriza tradições e princípios, Luciana olha adiante, com sensibilidade e pragmatismo, pronta para ouvir, aprender e representar todos os moradores da sua comuna. Essa postura, ao mesmo tempo humilde e determinada, é justamente o que fortalece a confiança nas instituições e encoraja a participação ativa na vida pública.




Nicolás Maduro Declara-se inocente em Tribunal dos EUA e reivindica Estatuto de “Prisioneiro de Guerra”

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Nova Iorque, Estados Unidos – O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente nesta segunda-feira (05) perante um tribunal federal em Nova Iorque, rejeitando todas as acusações que lhe são imputadas pelas autoridades norte-americanas. Maduro manteve a mesma retórica combativa que sempre caracterizou o seu discurso político e procurou enquadrar o processo judicial como um confronto político, alegando ser um “prisioneiro de guerra”.



O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa o chefe de Estado venezuelano de uma série de crimes federais graves, incluindo:

  • Conspiração narcoterrorista;
  • Conspiração para importação de grandes quantidades de cocaína;
  • Posse de metralhadoras e uso de dispositivos destrutivos;
  • Participação em redes de tráfico internacional de drogas com impacto na segurança regional e global.

Segundo a acusação, Maduro teria desempenhado um papel central em redes transnacionais de tráfico de droga que operam há vários anos e cujas consequências ultrapassam as fronteiras da Venezuela.

Imagem Pública e Defesa em Tribunal

Durante a audiência, transmitida em tempo real e acompanhada por repórteres internacionais, incluindo a correspondente da BBC Madeline Halpert, Maduro declarou com firmeza ao juiz: “Sou inocente. Sou um homem decente.” Afirmou também que se considera um “prisioneiro de guerra”, numa tentativa clara de transformar um processo criminal num suposto combate político.

O presidente venezuelano apareceu no tribunal trajando uniforme prisional, com os pés algemados, uma imagem que contrasta com a sua habitual postura de poder e autoridade. Ao seu lado estava a esposa, Cilia Flores, também detida e acusada no mesmo processo, que igualmente se declarou inocente de todas as imputações.

Detenção: Operação de Alto Risco em Solo Venezuelano

Maduro e Flores foram detidos no sábado (03), durante uma operação surpresa conduzida pelas autoridades dos Estados Unidos em território venezuelano. Fontes internacionais descrevem a ação como altamente coordenada e de elevado risco, configurando um ponto de inflexão sem precedentes nas relações entre Washington e Caracas.

O Governo venezuelano ainda não reconheceu formalmente a legitimidade da detenção, classificando-a como um ato de agressão contra a soberania nacional e uma violação do direito internacional. Aliados próximos de Maduro definem o processo como perseguição política, enquanto os Estados Unidos sustentam que a acusação se baseia em **provas acumuladas durante anos de investigação criminal.

Manifestações, Polarização e Impacto Geopolítico

Nas imediações do tribunal, grupos de apoiantes e opositores de Maduro manifestaram-se, carregando bandeiras e cartazes com mensagens antagónicas. A cena reflete a profunda polarização que o Presidente venezuelano provoca não apenas na Venezuela, mas na arena política internacional.

Ao entrar na sala de audiências, Maduro fez um breve gesto de cumprimento, interpretado por analistas como uma tentativa de demonstrar serenidade e manter controlo político, mesmo diante de um processo judicial adverso.

Repercussões Políticas e Diplomáticas

Especialistas em relações internacionais ouvidos pelo Jornal Visão Moçambique alertam para possíveis impactos duradouros deste caso na geopolítica da América Latina e nos equilíbrios diplomáticos globais. Alguns dos principais pontos de análise incluem:

  • A possibilidade de redefinir a crise venezuelana caso haja condenação;
  • O efeito sobre alianças regionais na América Latina;
  • Precedentes legais para o tratamento judicial de chefes de Estado em exercício;
  • Riscos de perturbação nas relações entre países da região e potências mundiais.

O processo judicial ainda está na fase inicial e espera-se uma longa batalha legal, com disputas políticas, diplomáticas e jurídicas que se vão estender por meses ou anos.

Este caso representa um dos episódios mais significativos da relação entre os Estados Unidos e a Venezuela nas últimas décadas. A forma como se vai desenrolar pode influenciar não apenas o futuro político de Nicolás Maduro, mas também o sistema internacional e as normas que regem a soberania e a justiça criminal transnacional.

Jornal Visão Moçambique continuará a acompanhar de perto este processo, com análises sobre os impactos para a América Latina, África e o sistema internacional.




CMM Repudia Invasão ao Centro de Saúde do Zimpeto e Acusa Deputado do PODEMOS de Agressão a Diretor da Unidade

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O Conselho Municipal de Maputo (CMM) condenou publicamente a invasão do Centro de Saúde do Zimpeto, ocorrida na manhã desta segunda-feira, e protagonizada pelo Deputado do PODEMOS, Ivandro Massingue, um episódio que já circula amplamente nas redes sociais através de vídeos gravados no local pela TV Sucesso.



Em Nota de Repúdio, a edilidade manifesta “elevada preocupação” com o ocorrido e classifica o comportamento do deputado como grave, desrespeitoso e incompatível com os princípios do Estado de Direito Democrático, sublinhando que a situação culminou na agressão ao Diretor da Unidade Sanitária.

Unidade de Saúde não é palco político

O CMM recorda que unidades sanitárias são espaços sensíveis, destinados exclusivamente à prestação de cuidados de saúde, regidos por normas legais, éticas e administrativas rigorosas. Segundo a edilidade, a captação de imagens no interior do centro de saúde, sem autorização prévia, constitui uma violação grave da privacidade, do sigilo profissional e do acto médico, além de colocar em causa os direitos fundamentais dos pacientes, incluindo o direito à intimidade e à protecção de dados pessoais.

A nota sublinha ainda que nenhum cargo público se sobrepõe à lei, nem confere legitimidade para actos que perturbem o funcionamento das instituições públicas ou comprometam a confiança da população, sobretudo quando está em causa o sector da saúde.

Intervenção policial evitou cenário mais grave

De acordo com o documento, a situação só não assumiu contornos mais graves graças à intervenção das autoridades policiais e dos profissionais de saúde, que garantiram a continuidade dos serviços e evitaram a exposição indevida de cidadãos em situação de vulnerabilidade.

Repúdio estende-se à liderança do PODEMOS

O Conselho Municipal de Maputo foi mais longe e endereçou formalmente o seu repúdio à bancada e à liderança do PODEMOS, considerando que este tipo de prática atenta contra a legalidade, a urbanidade institucional e a cooperação necessária entre órgãos do Estado.

Apesar da dureza do comunicado, a edilidade fez questão de reafirmar que nunca teve constrangimentos em receber Deputados da Assembleia da República, mantendo-se aberta ao diálogo, cooperação institucional e fiscalização responsável, desde que exercida nos termos da lei, com respeito mútuo, ordem pública e salvaguarda da integridade dos servidores públicos.

O episódio lança agora um debate mais amplo sobre os limites da fiscalização política, o uso de câmaras em espaços clínicos e a linha ténue entre escrutínio público e abuso de autoridade.




Choque Político em Quelimane: Manuel de Araújo Exonera Todo o Governo Municipal e Reorganiza a Edilidade

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O ano de 2026 começou com um verdadeiro abalo político-administrativo na cidade de Quelimane. No primeiro dia laboral do novo ano, o presidente do Conselho Municipal, Manuel de Araújo, decidiu exonerar toda a máquina administrativa autárquica, numa medida sem precedentes recentes na edilidade.



A decisão apanhou muitos de surpresa e marca um reset total na governação municipal, abrindo caminho para uma nova configuração do poder local e levantando várias leituras políticas sobre o rumo que a autarquia pretende seguir.

Exoneração em massa… mas com regressos estratégicos

Apesar do afastamento generalizado, Manuel de Araújo optou por reconduzir alguns quadros do mandato anterior, apostando em figuras já conhecidas da estrutura municipal para ocupar cargos considerados estratégicos.

Entre os primeiros nomes anunciados destaca-se Carlos Jackson, nomeado Diretor do Gabinete do Presidente, posição-chave no novo ciclo de governação.

Outro regresso relevante é o de Óscar Ferreira, que volta a assumir as funções de Chefe das Operações da Polícia Municipal, sector sensível num contexto urbano marcado por desafios de ordem pública e fiscalização.

Finanças e receitas sob novos comandos

Na área financeira, Manuel de Araújo apostou em rostos experientes da casa. Almere Alfoi, antigo Diretor de Administração, regressa agora como Chefe de Receitas, enquanto Jamim dos Santos Pequenos foi indicado para o cargo de Chefe de Tesouraria.

Elísio Pedro Alexandre volta a ocupar a Vereação de Administração e Finanças, uma das pastas mais determinantes da governação municipal, sobretudo num momento de reorganização interna e redefinição de prioridades para 2026.

Mais nomeações a caminho

Segundo informações avançadas pela Miramar, o edil poderá, nos próximos dias, proceder à nomeação de outros dirigentes, com o objectivo de fechar a composição da nova equipa governativa municipal.

A expectativa agora centra-se em saber quem fica de fora, quem entra e, sobretudo, que mudanças concretas esta reestruturação profunda irá trazer para a gestão da cidade de Quelimane.

Uma coisa é certa: Manuel de Araújo começou 2026 sem meias medidas. E quando um presidente exonera tudo no primeiro dia útil do ano, não é para manter tudo igual.




PR CHAPO DESTACA A GRANDEZA DE GUNDANA: “ÍCONE MONOLÍTICO” DA LIBERDADE E DA JUSTIÇA

PR CHAPO DESTACA A GRANDEZA DE GUNDANA: “ÍCONE MONOLÍTICO” DA LIBERDADE E DA JUSTIÇA

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou este Sábado (13 de Dezembro), no Paços do Conselho Municipal de Maputo, a vasta trajectória política e patriótica de Feliciano Salomão Gundana, Herói Nacional, classificando-o como uma “figura incontornável da história moderna da República de Moçambique”. Segundo o Chefe de Estado, Gundana deixa um legado de “coragem, patriotismo, disciplina, integridade, lealdade e amor ao povo moçambicano”, valores que devem orientar as gerações actuais e futuras.



Nascido a 15 de Janeiro de 1940, Feliciano Gundana moldou a sua vida por princípios como disciplina, humildade, discrição, determinação, honestidade, integridade e lisura. O seu compromisso com a causa nacionalista iniciou-se cedo, tendo participado na fundação da União Democrática Nacional de Moçambique (UDENAMO), em 1960, e, posteriormente, na fundação da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a 25 de Junho de 1962.

Em 1963, Gundana integrou o primeiro grupo de guerrilheiros da FRELIMO que recebeu treino militar na Argélia. Após a independência nacional, manteve-se activo na construção do Estado moçambicano. O Presidente Chapo sublinhou que esse envolvimento “não foi um gesto pontual ou circunstancial”, mas “um compromisso assumido para toda a vida, mantido até ao seu último dia”.

No plano político e administrativo, Feliciano Gundana exerceu diversas funções de elevada responsabilidade, destacando-se:

  • Membro do Bureau Político da FRELIMO e Primeiro Secretário-Geral do partido;
  • Chefe dos Serviços de Inteligência Militar;
  • Ministro para os Assuntos dos Antigos Combatentes (2005–2009);
  • Governador das províncias de Nampula, Inhambane e Zambézia.

Segundo o Chefe de Estado, em todas estas missões Gundana distinguiu-se pela “serenidade, seriedade, firmeza, disciplina, integridade, lisura e notável capacidade de liderança”. O seu trabalho próximo das comunidades levou, inclusive, a que fosse considerado, em determinado período, “o melhor governador do país”.

Em vida, o Herói Nacional foi agraciado com a Ordem Socialista Trabalhista, recebeu o título de Herói Nacional em 2015 e foi distinguido como Doutor Honoris Causa em 2024 pela Universidade Zambeze. Para o Presidente da República, Feliciano Gundana permanecerá nos anais da história como um “ícone monolítico da defesa da liberdade, da justiça e um exímio servidor do povo moçambicano”.




HERÓI NACIONAL FELICIANO GUNDANA SEPULTADO EM MAPUTO COM HONRAS DE ESTADO

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O Herói Nacional e membro fundador da FRELIMO, Feliciano Salomão Gundana, falecido a 9 de Dezembro de 2025, vítima de doença, foi sepultado este Sábado (13 de Dezembro) em Maputo, após um Funeral de Estado orientado pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo. As exéquias decorreram no Paços do Conselho Municipal da Cidade de Maputo e ficaram marcadas por forte emoção e pelo reconhecimento nacional a uma figura incontornável da história do país. O Governo decretou Luto Nacional por sete dias, de 12 a 18 de Dezembro de 2025.



O Luto Nacional determina que a Bandeira Nacional e o Pavilhão Presidencial sejam içados a meia-haste em todo o território nacional, bem como nas Missões Diplomáticas e Consulares da República de Moçambique.

Durante o elogio fúnebre, o Presidente da República sublinhou o impacto da perda, afirmando que o desaparecimento físico de Feliciano Gundana “não abalou apenas a família”, tratando-se de “uma perda profunda para toda a nação moçambicana que o agora finado ajudou a edificar desde a primeira hora”.

Concluídas as cerimónias solenes no Paços do Conselho Municipal, o Chefe de Estado dirigiu-se ao Monumento aos Heróis Moçambicanos, onde recebeu a urna do malogrado, que passou a jazer na cripta reservada às figuras históricas da pátria.

Na ocasião, o Presidente Chapo garantiu que o percurso de Gundana “permanecerá como referência para as gerações presentes e futuras”, sublinhando que a liberdade e a paz exigem “compromisso, entrega, amor à Pátria e visão”. O legado do Herói Nacional continuará, segundo o estadista, “a servir de lanterna que ilumina o caminho que ainda temos por percorrer, na realização do sonho colectivo moçambicano”.