GUETA CHAPO ENTREGA 251 BICICLETAS A LÍDERES COMUNITÁRIOS DA PROVÍNCIA DE MAPUTO

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A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, procedeu, esta quinta-feira, 04 de Dezembro de 2025, na cidade da Matola, à entrega de 251 bicicletas aos líderes comunitários da província de Maputo, num gesto que visa reforçar a mobilidade e a capacidade de intervenção destes actores na base das comunidades.

A iniciativa enquadra-se no cumprimento de uma das promessas eleitorais assumidas no âmbito da valorização do papel dos líderes comunitários no processo de governação participativa e no alcance das metas de desenvolvimento do país.

Falando durante a cerimónia, Gueta Chapo destacou que os líderes comunitários desempenham um papel estratégico na mediação entre o Governo e as populações, sendo peças-chave na transmissão de mensagens institucionais, na mobilização social e na resolução de conflitos locais.

“A sua actuação é determinante para a promoção da coesão social, da cidadania, da paz e da defesa dos interesses colectivos. São verdadeiros actores de base, sem os quais o desenvolvimento não chega com a mesma força às comunidades”, afirmou a Primeira-Dama.

A esposa do Chefe de Estado explicou ainda que a oferta dos meios circulantes constitui um reconhecimento concreto do esforço diário desenvolvido pelos líderes comunitários, muitos dos quais percorrem longas distâncias no exercício das suas funções, enfrentando dificuldades de mobilidade.

“Este gesto é uma forma de valorizar o vosso trabalho árduo e de criar melhores condições para que continuem a servir as comunidades com mais eficácia”, acrescentou.

Os beneficiários, por sua vez, manifestaram satisfação e agradeceram o apoio, considerando que as bicicletas vão facilitar significativamente o acompanhamento das comunidades, o contacto com as autoridades locais e a resposta mais rápida às preocupações da população.

A entrega das bicicletas surge num momento em que o Governo reforça as acções de proximidade com as comunidades, apostando no fortalecimento da governação local e na participação activa dos cidadãos no processo de desenvolvimento.




União Europeia e parceiros lançam segunda fase do projecto +Emprego em Nampula

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A União Europeia, o Camões I.P. e o Governo de Moçambique lançaram, esta semana, em Nampula, a segunda fase do projecto +Emprego, designado +Emprego II, com um investimento global de 8,5 milhões de euros, destinado a reforçar a formação profissional, o empreendedorismo juvenil e a criação de emprego digno.



Do montante global, 6,5 milhões de euros são financiados pela União Europeia e 2 milhões co-financiados pelo Camões I.P., que assegura igualmente a gestão do projecto. A iniciativa abrange as províncias de Cabo Delgado e Nampula e duplica o orçamento da primeira fase.

Durante a cerimónia de lançamento, a representante da Delegação da União Europeia em Moçambique, Ilaria Vanzin, afirmou que o +Emprego II integra a abordagem Team Europe, alinhada com a Estratégia Global Gateway, que privilegia o investimento em infra-estruturas, conectividade e capacitação de jovens para responder às exigências das transições verde e digital.

Segundo a responsável, o projecto complementa ainda o programa Capacitar para Empregar, implementado pela agência de cooperação alemã GIZ, igualmente co-financiado pela União Europeia e pelo Governo alemão.

O embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, destacou a importância estratégica da intervenção em Nampula, sublinhando que se trata da província com maior crescimento populacional do País, o que cria uma enorme pressão sobre o emprego, a educação e a saúde.

O diplomata recordou que, na primeira fase do projecto, mais de 1.500 jovens em Cabo Delgado beneficiaram de bolsas, capacitações, apoio ao empreendedorismo e ao lançamento de micro projectos. Referiu igualmente o papel decisivo do sector privado português, entre 400 e 500 empresas a operarem em Moçambique.

A coordenadora do projecto, Cristina Paulo, defendeu o alinhamento das actividades com as prioridades nacionais de formação e emprego, realçando que a segunda fase vai apostar em sectores como transportes, logística e energias renováveis, além do reforço da inclusão de mulheres e pessoas com deficiência.

Entre as metas definidas para esta fase destacam-se 1.500 jovens beneficiários directos, 300 técnicos e formadores e 200 pequenas e médias empresas, com expectativa de superação destes números.

No acto foram assinados acordos de parceria entre o Camões I.P. e três instituições moçambicanas: o Instituto Nacional de Emprego, o Instituto Industrial e Comercial de Pemba e o Instituto Médio Politécnico da Ilha de Moçambique.

A directora dos Serviços Centrais de Emprego do INEP, Sandra Alfeu Menete, explicou que serão implementadas incubadoras de negócios em Nacala e Montepuez, aquisição de kits de auto-emprego, criação de balcões móveis de emprego, estágios pré-profissionais, bolsas de estudo para Portugal e a requalificação do Centro de Emprego de Nampula.

O director do IICP, Caisse Mussa, anunciou a introdução de uma nova especialização de nível cinco em energias renováveis, apoiada pela instalação de um laboratório de energia fotovoltaica, além de programas de inserção profissional para cerca de 200 jovens.

Por sua vez, o director do IMPIM, Davage Paulo, afirmou que o +Emprego II permitirá ultrapassar fragilidades da fase anterior, assegurando continuidade formativa aos jovens através de orientação profissional, estágios e criação do auto-emprego.

Em representação do Governo, o secretário de Estado do Ensino Técnico Profissional, Léo Jamal, considerou que o projecto surge num momento crucial, sublinhando que a primeira fase contribuiu para a melhoria das competências de mais de 100 mil jovens em Cabo Delgado.

O governante destacou ainda o foco na inclusão de jovens, mulheres e pessoas portadoras de deficiência, apelando ao compromisso contínuo das instituições públicas, privadas e do sector empresarial.

O projecto +Emprego II terá a duração de quatro anos e visa criar um ecossistema sustentável de emprego e empreendedorismo no Norte do País, reforçando a ligação entre a formação técnica, o sector privado e as oportunidades económicas emergentes.




União Europeia e parceiros lançam segunda fase do projecto +Emprego em Nampula

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A União Europeia, o Camões I.P. e o Governo de Moçambique lançaram, esta semana, em Nampula, a segunda fase do projecto +Emprego, designado +Emprego II, com um investimento global de 8,5 milhões de euros, destinado a reforçar a formação profissional, o empreendedorismo juvenil e a criação de emprego digno.



Do montante global, 6,5 milhões de euros são financiados pela União Europeia e 2 milhões co-financiados pelo Camões I.P., que assegura igualmente a gestão do projecto. A iniciativa abrange as províncias de Cabo Delgado e Nampula e duplica o orçamento da primeira fase.

Durante a cerimónia de lançamento, a representante da Delegação da União Europeia em Moçambique, Ilaria Vanzin, afirmou que o +Emprego II integra a abordagem Team Europe, alinhada com a Estratégia Global Gateway, que privilegia o investimento em infra-estruturas, conectividade e capacitação de jovens para responder às exigências das transições verde e digital.

Segundo a responsável, o projecto complementa ainda o programa Capacitar para Empregar, implementado pela agência de cooperação alemã GIZ, igualmente co-financiado pela União Europeia e pelo Governo alemão.

O embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, destacou a importância estratégica da intervenção em Nampula, sublinhando que se trata da província com maior crescimento populacional do País, o que cria uma enorme pressão sobre o emprego, a educação e a saúde.

O diplomata recordou que, na primeira fase do projecto, mais de 1.500 jovens em Cabo Delgado beneficiaram de bolsas, capacitações, apoio ao empreendedorismo e ao lançamento de micro projectos. Referiu igualmente o papel decisivo do sector privado português, entre 400 e 500 empresas a operarem em Moçambique.

A coordenadora do projecto, Cristina Paulo, defendeu o alinhamento das actividades com as prioridades nacionais de formação e emprego, realçando que a segunda fase vai apostar em sectores como transportes, logística e energias renováveis, além do reforço da inclusão de mulheres e pessoas com deficiência.

Entre as metas definidas para esta fase destacam-se 1.500 jovens beneficiários directos, 300 técnicos e formadores e 200 pequenas e médias empresas, com expectativa de superação destes números.

No acto foram assinados acordos de parceria entre o Camões I.P. e três instituições moçambicanas: o Instituto Nacional de Emprego, o Instituto Industrial e Comercial de Pemba e o Instituto Médio Politécnico da Ilha de Moçambique.

A directora dos Serviços Centrais de Emprego do INEP, Sandra Alfeu Menete, explicou que serão implementadas incubadoras de negócios em Nacala e Montepuez, aquisição de kits de auto-emprego, criação de balcões móveis de emprego, estágios pré-profissionais, bolsas de estudo para Portugal e a requalificação do Centro de Emprego de Nampula.

O director do IICP, Caisse Mussa, anunciou a introdução de uma nova especialização de nível cinco em energias renováveis, apoiada pela instalação de um laboratório de energia fotovoltaica, além de programas de inserção profissional para cerca de 200 jovens.

Por sua vez, o director do IMPIM, Davage Paulo, afirmou que o +Emprego II permitirá ultrapassar fragilidades da fase anterior, assegurando continuidade formativa aos jovens através de orientação profissional, estágios e criação do auto-emprego.

Em representação do Governo, o secretário de Estado do Ensino Técnico Profissional, Léo Jamal, considerou que o projecto surge num momento crucial, sublinhando que a primeira fase contribuiu para a melhoria das competências de mais de 100 mil jovens em Cabo Delgado.

O governante destacou ainda o foco na inclusão de jovens, mulheres e pessoas portadoras de deficiência, apelando ao compromisso contínuo das instituições públicas, privadas e do sector empresarial.

O projecto +Emprego II terá a duração de quatro anos e visa criar um ecossistema sustentável de emprego e empreendedorismo no Norte do País, reforçando a ligação entre a formação técnica, o sector privado e as oportunidades económicas emergentes.




Hitler Está de Volta às Urnas… e Continua Popular

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Adolf Hitler Uunona, político da SWAPO, prepara-se para nova vitória eleitoral na Namíbia

Windhoek, Namíbia — Adolf Hitler está novamente em campanha eleitoral e tudo indica que vai voltar a vencer. Não se trata do ditador alemão morto há 80 anos, mas sim de Adolf Hitler Uunona, político namibiano de 59 anos, conhecido internacionalmente pelo nome incomum e pelos resultados expressivos nas urnas.

Uunona procura renovar o mandato como administrador distrital do círculo eleitoral de Ompundja, na região de Oshana, no norte da Namíbia, fronteira com Angola. Em 2020, tornou-se notícia mundial ao conquistar 1.196 votos, derrotando o opositor Mumbala Abner, que obteve apenas 213 votos.

Um nome herdado da antiga presença alemã

A singularidade do caso está no nome. A Namíbia foi colónia alemã entre 1884 e o fim da Primeira Guerra Mundial, e muitas famílias mantiveram nomes e tradições germânicas. É deste contexto que surge o nome Adolf Hitler, que Uunona carrega desde a nascença.

Segundo o próprio, o pai não tinha consciência do peso histórico do nome.

“O meu pai deu-me o nome deste homem. Provavelmente não compreendia o que Adolf Hitler representava. Em criança, achava um nome normal. Só quando cresci é que compreendi que este homem queria conquistar o mundo inteiro”, afirmou, citado pelo Daily Mail.

“O nome não define a minha agenda política”

Apesar de manter o nome completo nos documentos oficiais, o político diz que costuma usar apenas Adolf Uunona em público. A mulher chama-lhe simplesmente Adolf. Mudar de nome, segundo o autarca, já não está nos planos.

“O facto de ter este nome não significa que eu queira conquistar Oshana”, afirmou, numa tentativa de afastar comparações desconfortáveis. “Não significa que eu esteja a lutar pelo domínio mundial.”

SWAPO mantém domínio político na região

Uunona pertence ao partido SWAPO, que governa a Namíbia desde a independência em 1990. Na região de Oshana, a formação política mantém forte influência histórica e eleitoral, e o autarca surge novamente como favorito para uma nova vitória.

Apesar das reações internacionais e das manchetes provocadas pelo nome, na comunidade local o assunto é tratado com naturalidade. Para muitos residentes, Uunona é apenas um político conhecido, e o nome já não causa surpresa.




A MENTE POR DETRÁS DA OPOSIÇÃO: DINIS TIVANE DESNUDA A CORRUPÇÃO, A TRAIÇÃO E A LUTA PELA SOBERANIA DE MOÇAMBIQUE

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No estúdio do popular podcast “MOZPOD — Os Muito Maus”, o apresentador (| Ismail Essak / Chairman   / chairman.iessak  ) recebeu Dinis Tivane, figura que se tornou
rapidamente um dos pilares do maior partido da oposição actual de Moçambique, o
Anamola. Tivane, que o apresentador considera o “número dois” do partido,
sentou-se para uma conversa profunda que expôs a sua trajectória pessoal, o caminho
espinhoso da política de oposição em Moçambique e a sua visão disruptiva para o
futuro do Estado moçambicano, defendendo que a mudança de regime é necessária
para que a palavra “democracia” ponha “comida na mesa”.

A conversa, gravada a 26 de Novembro, começou com o apresentador a
destacar a boa impressão causada pelo convidado, a quem descreveu como um “tipo
cinco estrelas, alto, cabeludo”.

 

A Vida do Autodidacta e a Girafa
do Anamola

O moderador abriu a entrevista pedindo a Tivane que se apresentasse:

MODERADOR: Dinis, bem-vindo aqui ao meu singelo podcast e obrigado por aceitar
este convite para hoje podermos conversar, sabermos mais de ti, mano. Quem é o
Dinis?

DINIS TIVANE: Sou um moçambicano nascido em 1977, dois anos depois da independência.
Não vi a independência, mas senti aquela energia até à altura em que o saudoso
Samora Machel morreu, então chorei também. Não sou nenhum menino de berço duro;
cresci em situações bastante difíceis. Considero-me jovem, já não pela idade,
mas por aquilo que ainda ambiciono fazer. Sou pai de duas filhas lindas. Sou
mais autodidacta.

Tivane detalhou a sua formação multifacetada, explicando que a sua
profissão principal é design, área que estudou sozinho ao longo dos
anos. A sua primeira faculdade foi Arquitectura, que abandonou ao
terceiro ano por falta de condições. Concluiu Jornalismo (a sua primeira
licenciatura), mas não o exerceu porque não dava dinheiro naquele
período (1999–2003).

DINIS TIVANE: Trabalhei como fumigador aos 17 anos, que foi um dos melhores negócios
que fiz na altura. Depois licenciei-me em Jornalismo e mais tarde fiz Recursos
Humanos. Com vários desafios, comecei a estudar Direito sozinho, lendo e
comprando livros, incluindo o próprio Código de Processo Civil. No ano passado
(2024), decidi matricular-me oficialmente em Direito.

MODERADOR: Há uma foto tua que circula a comentar Samora Machel, é isso?

DINIS TIVANE: Aquela foto célebre é do meu pai. Ele fez um discurso em frente a
Samora Machel em 1977, ali onde hoje é o Parlamento. Samora recomendou-lhe
muitas coisas, mas o meu pai afastou-se da vida política activa quando a
Frelimo se descaracterizou muito.

Tivane fez a ponte entre a história do pai e a sua própria trajectória,
revelando que, numa foto recente tirada no Conselho Nacional do Anamola, ao
cumprimentar Venâncio Mondlane recriou a imagem do pai com Samora Machel em
1977.

DINIS TIVANE: Eu olhei para aquela fotografia e disse: “Porra, isto aqui é igual à
fotografia que o meu pai tirou a apertar a mão a Samora Machel”. Eu posso
iconizar isto também, dizendo que apertei a mão a Venâncio Mondlane, “que
vai ser praticamente daqui a 50 anos um dos ícones de Moçambique”
.

 

A Transição do “Cartão Vermelho”
à Oposição Activa

O apresentador quis saber o ponto de viragem que levou Tivane a
abandonar o partido no poder e a aliar-se a Venâncio Mondlane.

MODERADOR: Dinis, como tu entras para a política activa desta forma? Como é que
decidiste que, é pá, agora sou da oposição?

DINIS TIVANE: Eu cresci sem fazer política activa. A ideia surgiu quando completei 40
anos. Senti que as minhas ideias levavam as pessoas a reflectirem.

Tivane tentou ingressar no núcleo da Frelimo no Chamanculo por volta de
2018 e chegou a ter o cartão. Contudo, desistiu rapidamente:

DINIS TIVANE: Desisti porque, contrariamente ao que eu tinha como ideia, percebi que
as dinâmicas internas no partido eram de um retrocesso muito alto. Não havia
muita democracia. Muitas vezes, mesmo essas hierarquias tendiam para resvalos
dos quais eu não concordava.


A aproximação a Venâncio Mondlane deu-se em 2022/2023, quando foi
recomendado como “um tipo aí muito nice” da área de comunicação.

DINIS TIVANE: Falei pela primeira vez com Venâncio em 2023, na época das eleições
autárquicas. Eu disse a ele: “eu tenho cartão vermelho, mas a tua causa vale
a pena”
. Não me desvinculei publicamente na altura porque achava que seria
uma traição para a Frelimo, então trabalhei off the record.

Em 2024, quando Mondlane se candidatou, Tivane formalizou o apoio após
uma reunião de quatro horas. Sabia dos riscos, mas avançou, sentindo que,
diante da hesitação e do medo de enfrentar a Frelimo, “se eu não fizesse,
ninguém faria”
. O grande momento de visibilidade veio no pós-eleitoral,
quando Mondlane foi para o exílio e ele próprio se tornou a face pública da
luta, juntamente com o falecido Elvino Dias.

 

A Política Suja e as Traições da
Oposição

A entrevista avançou para as dificuldades enfrentadas pelo Anamola e
pelo seu líder, que já passou pelo MDM, Renamo, CAD e Podemos.

MODERADOR: Vemos as traições, as quebras… Estão no auge, confiantes que vão
concorrer, tudo a acontecer, e puxam-vos o tapete. Vocês caem, levantam-se, vão
à luta de novo. Como foram esses momentos?

Tivane respondeu com frieza:

DINIS TIVANE: Para nós vai ser sempre assim. Não esperamos mais nada senão
supercomplicações. Para nós vai ser sempre mais difícil.

Segundo ele, a oposição tem desempenhado um papel de “verdadeiro
traidor”
.

DINIS TIVANE: O MDM submeteu um expediente à CNE que desqualificou Venâncio nas
autárquicas de 2018. No caso do CAD (em 2024), a oposição (MDM, Renamo,
Podemos) percebeu que o CAD iria entrar para o Parlamento e ter
representatividade na CNE.

DINIS TIVANE: O pensamento deles é: se entram estes gajos, um de nós três ou dois
vamos ter de sair. Vai perder o pão. É este o pensamento. A oposição
moçambicana está neste nível, de pensar em picuinices, enquanto a Frelimo se
aproveita da fragilidade.

A última traição veio do Podemos, que procurou o Anamola após a
exclusão do CAD. Contudo, depois das eleições, houve um distanciamento. Tivane
explicou que, numa reunião com o líder do Podemos (Albino Forquilha), Venâncio
Mondlane “nunca pensou em tachos” nem em contrapartidas financeiras ou
políticas, apenas exigiu o cumprimento do acordo coligatório.

DINIS TIVANE: Você percebe o quanto o país perde por pequenices… um bolinho aqui,
uma arrofada ali, um biscoito, e por aí em diante, trava agendas muito maiores.

A recusa do Podemos em adiar a tomada de posse dos seus deputados, mesmo
sabendo que não perderiam o mandato, foi um erro enorme, pois “teria um
grande efeito político”
e criaria uma pressão capaz de forçar a Frelimo a
recuar em matérias essenciais.

 


A Máfia no Estado e a Crítica à
Nata Intelectual

DINIS TIVANE: Muitos intelectuais tentam criar narrativas para “fazer rebaixar
aquilo que é o impacto do Anamola”
. Concordam que o Estado moçambicano está
infestado de criminosos, que a alta máfia está dentro do Estado, mas atacam
Mondlane.

Tivane criticou o sociólogo Dr. Elísio Macamo por rotular Mondlane de “populista”
e manipulador de um público mal instruído. Para Tivane, a política é uma
ferramenta de construção social, e é dever do político apontar o que não está
bem.

DINIS TIVANE: Se o teu discurso como intelectual não concorre para resolver esses
problemas estruturais do Estado moçambicano, então você está a fazer a luta
errada.

A entrevista abordou também o tema da bandeira nacional, que para
o Anamola é uma batalha central.

DINIS TIVANE: A bandeira com a AK-47 é a única no mundo com uma arma. Existem
moçambicanos constrangidos ou presos no estrangeiro porque a arma é vista como
símbolo de terrorismo. A bandeira deve ser símbolo de consenso e não de
constrangimento.

Tivane reforçou que a democracia não é uma palavra vazia:

DINIS TIVANE: O voto resolve o problema da fome. Em Moçambique, 2.500 crianças morrem
anualmente por falta de água. Não há responsabilização. Governantes envolvidos
em escândalos de 130 milhões de meticais não são exonerados. Eu próprio fui
intimado pela PGR para prolongar o prazo de instrução criminal.

 

O Novo Regime e a Esperança de
0,5 em 10

MODERADOR: Achas que o partido no poder acordou e está com uma dinâmica diferente?

DINIS TIVANE: Não há nenhuma melhoria estrutural. A aprovação contínua dos projectos
de gás em Cabo Delgado, enquanto o Estado não consegue proteger o seu próprio
território, mostra prioridades erradas.

Sobre os 50 biliões de dólares anunciados por Daniel Chapo, Tivane foi
directo:

DINIS TIVANE: Não são 50 biliões que vão entrar nos bancos comerciais de Moçambique.
É dinheiro de Estados no papel, que entrará como importação temporária, sem
pagar impostos, para o inglês ver. A minha esperança de 0 a 10 é 0,5.

Tivane lamentou que o Estado moçambicano tenha passado de produtor e
distribuidor para mero comprador.

DINIS TIVANE: A proliferação de chapas significa ausência de Estado. O transporte é
uma obrigação fundamental do Estado.

Segundo ele, as soluções existem e não são complicadas: resolver o
problema das estradas e da segurança.

DINIS TIVANE: Porquê que produzimos 50 kg de ouro por mês e não temos uma indústria
que fabrica jóias? Porquê que Moçambique, com o rubi que tem, não é destino
turístico global? Porque há interesse em mandar vir e ganhar comissão.

 

O Preço da Luta e o Aliciamento

O moderador quis saber como Tivane lidou com o medo, as perdas e as
tentativas de corrupção.

MODERADOR: Nos dias difíceis, como quando perderam o Elvino Dias ou quando as 24
balas foram disparadas no teu portão, o que te move?

DINIS TIVANE: A causa está muito acima do medo. As reversões políticas só ocorreram
porque houve sangue. Sinto que vale a pena morrer por esta causa.

Além dos tiros (que foram quase 50), Tivane relatou uma invasão na sua
casa, com janelas escancaradas e portas arrombadas, tudo para intimidar.

MODERADOR: Já foste aliciado a trair Venâncio Mondlane?

DINIS TIVANE: Já. Prometeram-me tudo aquilo que eu quisesse, um cheque em branco. O
aliciador era alguém capaz de resolver uma mansão, um Range Rover, uma Land
Cruiser, uma Nissan ou estudos no exterior em menos de 24 horas. Mencionou até
a BMW.

DINIS TIVANE: O sangue do Elvino não pode ser trocado por uma vivenda num condomínio
com um Range Rover.

O entrevistado revelou a sua ambição profunda:

DINIS TIVANE: Gostaria de ser lembrado como um dos primeiros moçambicanos a mostrar
que o povo pode ser feliz em Moçambique, com segurança, saúde e educação.

 

A Mensagem Final: Os Melhores
Tempos Estão por Vir

No fim, o apresentador pediu a mensagem que “ninguém teve coragem de
dizer”
.

DINIS TIVANE: A maior mensagem é que os melhores tempos estão por vir. Os
moçambicanos já estão galvanizados. Já sabemos quem é o nosso inimigo, que é o
regime opressor.

Sobre as eleições de 2028/2029:

DINIS TIVANE: Serão históricas. Se houver tentativa de subverter as eleições, haverá
uma reacção muito enérgica do povo moçambicano. Os moçambicanos estão a dar um
grande exemplo de civismo, suportando o lixo da corrupção e da fraude, mas já
não aguentam.

A conversa encerrou com o moderador a lamentar a inversão de valores no
país, onde saúde, educação e segurança, que eram públicas, tornaram-se esferas
privadas.




TERRORISTAS em debandada: Governador de Nampula confirma inimigos abatidos e fuga rumo a Cabo Delgado

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O governador da província de Nampula confirmou esta terça-feira uma
vitória decisiva no Teatro Operacional Norte, com vários terroristas abatidos e
a fuga do grupo armado para fora do território provincial. A declaração surge
após os ataques registados na semana passada nos distritos de Me

mba,
nomeadamente em Mazue e Oeste Pene, que forçaram milhares de residentes a
deslocarem-se para zonas seguras.

 

TERRORISTAS EM RETIRADA PERANTE
AVANÇO DAS FADS

Segundo o governador, as Forças Armadas de Defesa e Segurança (FADS) têm
realizado um trabalho “duro e contínuo”, pressionando os grupos insurgentes
que, apesar de tentarem resistir, acabam por “perder em combate”. O dirigente
confirmou a existência de mortos e feridos graves entre os atacantes, que estão
a ser retirados pelos próprios membros do grupo terrorista.

A fôrça da resposta obrigou os insurgentes a abandonar Nampula. De
acordo com o governador, o grupo atravessou o limite provincial no início da
semana, recuando para a zona de Chúri, em Cabo Delgado. Embora reconheça a
possibilidade de permanecer “um ou outro elemento disperso”, garante que a base
principal já deixou o território.

 

Regresso Da Calma E Visita
Anunciada A Memba

Com o restabelecimento de uma relativa “calminha” no distrito de Memba,
o governador convidou a comunicação social a deslocar-se ao local para
testemunhar a situação no terreno. Garantiu ainda que será o primeiro
responsável provincial a voltar ao distrito, indicando que a visita conjunta
deverá ocorrer no fim do mês ou na primeira semana de dezembro.

 

Drones e reforço de meios
operacionais

Para reforçar o dispositivo de segurança, o governador anunciou a
entrega oficial dos drones destinados ao distrito de Memba, equipamentos
prometidos para intensificar o trabalho de vigilância e perseguição aos grupos
armados. A cerimónia, suspensa devido a uma visita de alto nível, deverá ser
retomada esta quarta-feira no gabinete do governador.

 

Ética, contenção e impacto da
violência

O dirigente rejeitou a divulgação de imagens dos confrontos, afirmando
que o Estado não deve actuar “como os terroristas, que fazem propaganda de
guerra e de matança”. Defendeu que a missão das FADS é a defesa da pátria,
conduzida com disciplina, zelo e moral elevada.

Os ataques recentes em Memba resultaram em dezenas de mortos, destruição
de residências e deslocação de milhares de pessoas para áreas consideradas mais
seguras.




PULSEIRAS ELECTRÓNICAS EM MOÇAMBIQUE: ELITE SOB SUSPEITA

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A iminente implementação do uso de pulseiras electrónicas para monitorização de réus e condenados em Moçambique tem gerado cepticismo e levantado debates sobre a justiça social e a reabilitação de reclusos no país. 

 A par da introdução deste novo equipamento, uma voz no debate público moçambicano insiste na necessidade de introduzir, paralelamente, trabalhos comunitários para determinadas penas, citando a situação actual das penitenciárias, onde há “manutenção de pessoas durante muito tempo em estabelecimentos penitenciários a comer feijão enfim uma série de coisas”.
 Cepticismo: Sistema para a Elite 
 O principal ponto de preocupação levantado é o risco de que o novo sistema de monitorização electrónica possa ser desviado para beneficiar indivíduos de alto estatuto, minando a igualdade perante a lei.

O orador revelou que já ouviu pessoas a manifestarem-se cépticas, temendo que “as pulseiras serão destinadas já à elite”.

 A crença é que o dispositivo permitirá que determinadas pessoas da elite “não sejam colocadas atrás das grades vão ficar em casa com as pulseiras”.

Há uma expectativa urgente de esclarecimento por parte das autoridades: “eu espero também ouvir as autoridades a esclarecer e que o mês de Dezembro chegue rapidamente para ver como é que isto vai se materializar”. 

 Reabilitação Através de Trabalho Comunitário 
 Defende-se que, em vez de manter os reclusos parados, devia-se “criar condições para trabalhos comunitários e as pessoas serem vistas de facto a trabalhar”. 
O objectivo não é a exploração de mão-de-obra, mas sim permitir que os reclusos “possam produzir possam fazer alguma coisa”.

A mão-de-obra reclusa poderia ser direccionada para resolver problemas infra-estruturais urgentes no país. Exemplos práticos incluem a limpeza de áreas de drenagem, muitas vezes “cheias de arbusto cheias de lixo”. 

 Outra sugestão passa pela utilização dos reclusos, devidamente controlados, para a manutenção de escolas, especialmente durante as férias. O orador notou que há escolas que ficam “todas elas cheias de capim mais alguma coisa”.

Além disso, as cadeias possuem “homens e ferramentas para poder consertar aquelas carteiras” que ficam estragadas nas escolas. 

A ideia seria organizar “uma jornada de reabilitação até mesmo das escolas de minimização das condições das infra-estruturas escolares”, envolvendo a movimentação desses indivíduos, com alguma confiança e que não oferecem grande perigo, para acamparem em locais como a “escola secundária de Magoanini” para consertar e pintar as instalações. 
 Estudo do Caso Bolsonaro para Evitar Falhas 
 Para garantir a eficácia e evitar problemas na implementação das pulseiras electrónicas, o debate sugere que Moçambique deve analisar experiências internacionais, incluindo casos de violação do dispositivo.

Foi feito um apelo directo para que “a experiência também do presidente Jairo Bolsonaro seja rebuscada para evitar-se que situações similares possam ocorrer no território nacional”.




Moçambique inaugura primeira fábrica de processamento de gergelim

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No distrito do Dondo, Sofala, foi inaugurada a primeira fábrica moçambicana para processar gergelim e produzir óleo. O projecto já está em funcionamento.
A unidade emprega cerca de mil trabalhadores, 95% locais, e pretende fortalecer a cadeia agrícola e gerar divisas para o país, exportando para o Japão e Europa.
Equipado com tecnologia moderna, o investimento de 30 milhões de dólares promove transformação local, criando valor agregado e contribuindo para o crescimento económico nacional.
O Presidente Daniel Chapo destacou a importância da fábrica para a independência económica, criação de empregos e valorização dos pequenos produtores de Sofala e outras províncias.

Formação técnica e futuro sustentável

A Robust Internacional aposta na formação de técnicos locais, garantindo que a gestão futura da fábrica seja feita por moçambicanos.

Moçambique produz cerca de 200 mil toneladas de gergelim anualmente, com Sofala responsável por 25% dessa produção, sobretudo nos distritos de Dondo, Caia e Gorongosa.



Chapo quer o envolvimento de todos no combate ao terrorismo no pais

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 O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou ao envolvimento de todos os moçambicanos no combate ao terrorismo que assola a região norte do país. O Chefe de Estado falava por ocasião da cerimónia central do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), realizada esta quinta-feira, na Cidadela da Matola.

Chapo destacou que, nos últimos dias, a segurança em Cabo Delgado registou melhorias significativas em relação aos anos anteriores. Contudo, advertiu que os grupos terroristas continuam a recorrer a técnicas violentas, incluindo o uso de explosivos, bloqueio de vias e sequestro de civis.

Perante este cenário, o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança determinou que os melhores quadros militares sejam destacados para o teatro operacional norte, em particular os recém-formados nas academias militares. Sublinhou que não é possível vencer o terrorismo “deixando os melhores militares e os filhos de chefes nos gabinetes”.

Reacções Políticas

O porta-voz da bancada parlamentar do partido PODEMOS, Ivandro Massingue, comentou as declarações do Presidente, entendendo que a mensagem pode ser interpretada como uma expressão indirecta dirigida aos antigos combatentes. Para Massingue, cabe ao Comandante-Chefe ordenar directamente que os quadros desçam ao terreno de operações no norte do país.

Prioridade à Paz e à Produção

Numa outra abordagem, o Chefe de Estado terá chamado a atenção do ministro da Defesa, lembrando que as populações do norte clamam pela paz para poderem produzir alimentos, garantir o sustento e contribuir para a erradicação da pobreza.

A cerimónia foi marcada pelo apelo do Presidente Daniel Chapo à união nacional, reforçando que a luta contra o terrorismo deve envolver toda a sociedade moçambicana.




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