Salimo Abdula regressa à liderança da Vodacom Moçambique

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A Vodacom Moçambique anunciou a nomeação do empresário Salimo Abdula para o cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA), função que assumiu oficialmente no dia 1 de Julho, para um mandato de três anos.

Eleito por consenso dos accionistas, Salimo Abdula sucede a Lucas Chachine, cujo mandato chegou ao fim, marcando o regresso de uma figura que acompanha a história da operadora há quase duas décadas.

Accionista histórico da Vodacom Moçambique através do Grupo Intelec Holdings, presente na estrutura accionista da empresa desde 2007, Salimo Abdula já havia presidido ao Conselho de Administração da operadora em mandatos anteriores. Nos últimos três anos, liderou igualmente o Conselho de Administração da Vodafone M-Pesa, reforçando a sua experiência nos sectores das telecomunicações e da inclusão financeira digital.

Segundo a empresa, a nova liderança pretende dar continuidade à estratégia de expansão da rede, melhoria da qualidade dos serviços, reforço da conectividade nas zonas rurais e aceleração da digitalização da economia nacional.

Na sua primeira declaração após assumir o cargo, Salimo Abdula afirmou que regressa à presidência da Vodacom com “enorme sentido de responsabilidade”, destacando que pretende consolidar uma estratégia centrada nas pessoas e na promoção do desenvolvimento do país.

“É com enorme sentido de responsabilidade que regresso à presidência do Conselho de Administração da Vodacom Moçambique, uma empresa que conheço bem e na qual acredito profundamente. Herdo um legado sólido e comprometo-me a dar continuidade a uma estratégia centrada nas pessoas, em ligar cada moçambicano, aproximar serviços e capacidades, e contribuir para um país mais próximo, coeso, inclusivo e competitivo, tendo as telecomunicações como base”, afirmou o novo PCA.

A Vodacom Moçambique aproveitou igualmente a ocasião para reconhecer o contributo de Lucas Chachine, salientando que, durante o seu mandato, a empresa reforçou a sua posição no mercado e consolidou o seu papel no desenvolvimento económico e social de Moçambique.

Quem é Salimo Abdula?

Salimo Abdula é considerado um dos empresários mais influentes de Moçambique. É fundador e Presidente do Conselho de Administração da Intelec Holdings, grupo empresarial com investimentos em áreas estratégicas como telecomunicações, energia, serviços financeiros, recursos minerais e turismo.

Ao longo da sua carreira, desempenhou funções de relevo no sector privado, tendo presidido à Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e à Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP). Durante esses mandatos destacou-se pela defesa do ambiente de negócios, promoção do investimento privado, fortalecimento do empreendedorismo nacional e incentivo ao diálogo entre o sector empresarial e o Estado.

Reconhecido pela sua visão estratégica e capacidade de liderança, Salimo Abdula regressa agora à presidência da Vodacom Moçambique com a missão de impulsionar a inovação tecnológica, expandir o acesso aos serviços digitais e fortalecer o papel da empresa na transformação digital e na inclusão financeira dos moçambicanos.




Moçambique extrai, exporta e arrecada, mas continua sem industrializar recursos naturais, denuncia CIP

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Apesar de possuir algumas das maiores reservas de gás natural, grafite, areias pesadas e outros recursos minerais estratégicos de África, Moçambique continua incapaz de transformar essa riqueza em desenvolvimento industrial sustentável. O país extrai volumes crescentes de recursos naturais, aumenta as exportações e arrecada receitas fiscais cada vez mais elevadas, mas permanece dependente da exportação de matérias-primas, enquanto o valor acrescentado, os empregos qualificados e a tecnologia continuam a ser gerados no estrangeiro.

A conclusão consta de um novo Policy Brief divulgado pelo Centro de Integridade Pública (CIP), intitulado “Moçambique Extrai, Exporta e Arrecada, Mas Não Industrializa – O imposto que o Estado prefere receber em dinheiro e o paradoxo da industrialização”, da autoria do investigador Rui Mate. O estudo sustenta que o principal entrave à industrialização do sector extractivo não é a ausência de leis ou estratégias públicas, mas sim a incapacidade persistente do Estado em aplicar plenamente os instrumentos jurídicos que já possui para transformar os recursos naturais em riqueza nacional.

Segundo o documento, a questão central que o Governo deve responder permanece praticamente inalterada desde 2009: “Se a lei permite ao Estado receber parte da produção em espécie, porque continua Moçambique a exportar praticamente toda a matéria-prima e a industrializar tão pouco?”

A análise do CIP recorda que, em 2009, o Governo aprovou a Estratégia para o Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural, definindo como prioridade utilizar o gás para impulsionar a industrialização, reduzir a dependência das importações de combustíveis, criar novas indústrias e promover empresas nacionais.

A estratégia previa igualmente que o Estado pudesse receber até cinco por cento da produção de gás em espécie, através do Imposto sobre a Produção de Petróleo (IPP), destinando esse recurso a projectos considerados de interesse estratégico nacional.

No entanto, passados dezassete anos, o mecanismo permanece praticamente subaproveitado.

“O maior projecto de gás em operação exporta 100% da sua produção, enquanto o gás produzido em Pande e Temane nunca ultrapassou cerca de 14% de consumo interno, muito abaixo da meta legal de 25%”, refere o documento.

Para o CIP, este facto demonstra que Moçambique não enfrenta um défice de legislação, mas um défice de implementação.

O estudo dedica grande parte da sua análise ao sector do gás natural, considerado o exemplo mais evidente do paradoxo da industrialização.

No caso do projecto Coral Sul FLNG, operado na Bacia do Rovuma, toda a produção de gás natural liquefeito continua a ser exportada desde o início das operações comerciais, sem qualquer parcela destinada ao mercado interno.

Os dados analisados mostram que, entre 2022 e 2024, cem por cento da produção foi exportada, apesar de o projecto gerar milhares de milhões de meticais em receitas fiscais para o Estado. O pagamento do imposto sobre a produção continua a ser efectuado exclusivamente em dinheiro, não havendo qualquer utilização do mecanismo previsto na legislação para o recebimento do gás em espécie.

Já no projecto de Pande e Temane, explorado pela Sasol, existe um mecanismo parcial de recepção do gás pelo Estado através da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH). Contudo, mesmo neste caso, o consumo doméstico permanece estagnado entre 12 e 14 por cento da produção anual, muito abaixo da meta legal de 25 por cento estabelecida na legislação petrolífera.

Segundo o CIP, isto significa que o problema deixou de ser jurídico e passou a ser essencialmente político e institucional.

Estado prefere arrecadar dinheiro

Uma das principais críticas do estudo dirige-se à opção do Estado de privilegiar receitas fiscais imediatas em detrimento da utilização estratégica dos recursos recebidos em espécie.

Na avaliação do investigador, ao optar pelo pagamento monetário do imposto em vez de receber fisicamente parte da produção de gás, o Estado abdica de utilizar esse recurso para abastecer futuras indústrias nacionais, centrais eléctricas, fábricas de fertilizantes, unidades petroquímicas ou outros projectos industriais.

O relatório considera que esta escolha reforça um modelo económico assente exclusivamente na exportação de matérias-primas e impede que Moçambique desenvolva cadeias produtivas capazes de gerar emprego qualificado e maior valor acrescentado.

O problema, segundo o estudo, não se limita ao gás natural. A investigação demonstra que o mesmo padrão se repete nos sectores da grafite e das areias pesadas.

Em Balama, província de Cabo Delgado, a Syrah Resources extrai grafite, mas o processamento destinado à produção de materiais utilizados em baterias eléctricas ocorre nos Estados Unidos, onde também são criados os empregos especializados e o maior valor económico da cadeia produtiva.

O documento cita inclusivamente o académico Joseph Hanlon, que resume esta realidade afirmando que Moçambique fica apenas “com um buraco no chão”, enquanto os Estados Unidos ficam com os empregos qualificados, o conhecimento tecnológico e os benefícios industriais.

Situação semelhante verifica-se na mina de Moma, em Nampula.

Embora a produção de ilmenite tenha aumentado mais de 165 por cento entre 2017 e 2024, praticamente toda a transformação industrial continua a ocorrer fora de Moçambique.

Através de um Índice Simplificado de Retenção de Valor criado especificamente para esta investigação, o CIP conclui que Moçambique participa quase exclusivamente nas primeiras etapas da cadeia produtiva — extracção e processamento primário — permanecendo praticamente ausente das fases de processamento intermédio e fabrico final, onde se concentra a maior parte do valor económico.

Segundo o documento, esta realidade explica porque razão o aumento das exportações não se traduz automaticamente em industrialização, emprego qualificado ou crescimento económico sustentável.

Embora reconheça que o novo pacote legislativo aprovado em Junho de 2026 representa o quadro legal mais ambicioso alguma vez criado para o sector extractivo, o CIP alerta que a simples aprovação de novas leis não garante mudanças estruturais.

As novas normas reforçam a participação mínima do Estado, obrigam ao processamento local de determinados recursos, estabelecem quotas para abastecimento do mercado interno e endurecem as regras de conteúdo local.

Contudo, a experiência dos últimos anos leva o investigador a questionar se estas disposições serão efectivamente implementadas ou se permanecerão apenas como orientações legais sem impacto prático.

O relatório identifica cinco obstáculos estruturais que continuam a bloquear a industrialização.

Entre eles figuram a insuficiência de infra-estruturas energéticas, limitações logísticas, dificuldades de acesso ao financiamento industrial, escassez de mão-de-obra altamente especializada e a aplicação selectiva das regras fiscais já existentes.

Segundo o CIP, mesmo quando a legislação prevê instrumentos capazes de impulsionar a industrialização, estes acabam por não produzir resultados devido à falta de investimento em infra-estruturas, ausência de coordenação institucional e reduzida capacidade de execução por parte do Estado.

Outro aspecto criticado pelo estudo diz respeito à distribuição dos benefícios destinados às comunidades afectadas pelos grandes projectos extractivos.

A investigação conclui que o Estado calcula as transferências comunitárias apenas sobre a componente monetária do imposto sobre a produção, ignorando a parcela recebida em espécie.

Segundo cálculos apresentados pelo CIP, esta prática terá privado as comunidades de Inhassoro e Govuro de cerca de 53 milhões de meticais entre 2013 e 2020.

Para sustentar as suas conclusões, o estudo compara o caso moçambicano com experiências internacionais consideradas bem-sucedidas.




Olimpíadas de Soldadura 2026 chegam a Pemba

A empresa moçambicana Talento anunciou o lançamento da segunda edição das Olimpíadas de Soldadura (OS26). O evento decorre no contexto do Dia Internacional do Trabalhador. Assim, a iniciativa reforça a valorização do trabalho técnico no país.



Criadas em 2025, as olimpíadas regressam com novidades. Desta vez, vão decorrer em Maputo, Matola e, pela primeira vez, em Pemba. Com isso, a organização amplia o alcance nacional do evento. Além disso, responde à crescente procura por mão-de-obra qualificada.

Segundo Frederico P. Silva, CEO da Talento, o objectivo é dar visibilidade ao talento técnico. “Moçambique tem talento técnico a sério. No entanto, faltava um palco à altura. Agora, em 2026, esse palco cresce”, afirmou.

Expansão para Cabo Delgado

Pela primeira vez, a competição chega à província de Cabo Delgado. As actividades terão lugar no Centro de Formação Ascending. Para isso, a organização conta com a parceria do IFPELAC.

Nesse sentido, a expansão acompanha o crescimento económico da região. Por outro lado, aproxima os formandos das oportunidades ligadas aos sectores de energia e indústria extractiva.

Apoio do sector privado

O sector privado volta a ter um papel central. A ExxonMobil Moçambique mantém-se como Patrocinador Diamante. Dessa forma, reforça o compromisso com o desenvolvimento de competências técnicas.

Segundo Matthew Scharf, da empresa, o investimento nas pessoas é essencial. “As Olimpíadas de Soldadura mostram como a cooperação pode impulsionar o conteúdo local”, destacou.

Além disso, a Ascending assume o estatuto de Patrocinador Platina. Simultaneamente, será anfitriã do evento em Cabo Delgado. Para a empresa, esta dupla participação representa um passo estratégico.

Balanço da edição anterior

Em 2025, a primeira edição reuniu 153 participantes. Entre eles estavam estudantes, formadores e profissionais. Ao todo, mais de 15 instituições estiveram envolvidas.

Como resultado, foi assinado um Memorando de Entendimento entre várias entidades. Entre elas, o Instituto Industrial e Comercial da Matola, o Banco ABSA e associações industriais.

Além disso, o evento ganhou destaque mediático. Consequentemente, ajudou a valorizar a profissão de soldador no país.

Novidades para 2026

Para esta edição, a organização apresenta várias inovações. Entre elas está o Programa de Estágios Talento. A iniciativa prevê estágios remunerados em empresas parceiras.

Por outro lado, serão realizadas visitas guiadas. Assim, empresas poderão conhecer centros de formação de forma directa. Além disso, será lançada uma mini-série audiovisual sobre o evento.

Entretanto, uma nova plataforma digital será introduzida. O objectivo é facilitar o contacto entre formandos e empregadores. Dessa forma, pretende-se prolongar o impacto das olimpíadas.

Sobre o evento

As Olimpíadas de Soldadura são uma iniciativa da Talento. O evento combina competição técnica, feira de talento e debates sectoriais. Por fim, inclui uma cerimónia de premiação.

Sobre a Talento

A Talento é uma empresa moçambicana focada em marketing e inovação. A sua missão é promover o emprego e desenvolver o capital humano. Nesse sentido, liga profissionais qualificados ao mercado de trabalho.




+Emprego II promove debate sobre inclusão feminina na mineração em Moçambique

O projecto +Emprego II promoveu recentemente  na cidade de Nampula, o workshop “A Voz das Mulheres na Indústria Mineira: Perspectivas e Testemunhos”, uma iniciativa que reuniu representantes do sector público, privado, sociedade civil e associações femininas, com o objectivo de discutir os desafios, as oportunidades e as soluções necessárias para reforçar a presença e o papel das mulheres na indústria mineira em Moçambique.


A sessão decorreu no Grand Plaza Hotel, em Nampula, e contou, entre outros intervenientes, com Calquer Nuno de Albuquerque, Director do Gabinete do Governador da Província de Nampula, Sakeel Janmahomed, Presidente do Conselho Empresarial da Província de Nampula, Sofia Mussa, da Câmara de Minas de Moçambique, Wilson Mujovo, da Direcção Nacional de Geologia e Minas, Eugénio Muianga, da ActionAid, Hélmer Manjate, da Câmara de Minas de Moçambique, Issufo Chale, do CDD, Julina Abilio João Harculete, Maria do Céu Luís Mutapate, Albertina Evaristo Manjolo, Simone Sengo e Cristina Paulo, Coordenadora Geral do +Emprego II. 

Promovido pelo Projecto +Emprego II, em parceria com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e a Câmara de Minas de Moçambique, o workshop constituiu uma plataforma de partilha de experiências, identificação de soluções e formulação de recomendações para o fortalecimento do papel da mulher na indústria mineira no País. Durante os debates, foi sublinhada a necessidade de reforçar o diálogo entre o Governo, o sector privado e a sociedade civil, bem como de criar mecanismos concretos de apoio às mulheres, incluindo acesso a financiamento, redução da burocracia, melhoria das condições de trabalho e apoio à formalização das actividades. 

No painel de testemunhos, Julina Harculete, presidente do Pelouro da Mulher, Jovens Empresários, PME e Empreendedorismo em Nampula, defendeu uma maior mobilização entre mulheres, afirmando que “somos nós que levantamos outras mulheres”, ao destacar a importância de redes de solidariedade e de iniciativas locais de promoção do empreendedorismo feminino. A interveniente alertou também para a falta de financiamento e apoio institucional, sublinhando que “se houvesse uma instituição que assumisse os custos logísticos, todas as mulheres da província estariam presentes”. Julina Harculete apontou ainda os elevados custos de licenciamento e a burocracia como alguns dos principais entraves à entrada das mulheres na mineração, afirmando que “para entrar na mineração, primeiro é preciso dinheiro para pagar licenças e, muitas vezes, para acelerar processos”, e defendendo a criação de um “balcão único” de apoio às mulheres. 

Também Maria do Céu Luís Mutapate, empresária e membro da Associação Nlalia, em Namuno, Cabo Delgado, chamou a atenção para a precariedade das condições de trabalho na mineração artesanal e de pequena escala, afirmando que “as condições de segurança não existem. Nunca existiram”. A empresária destacou igualmente a dificuldade de comercialização do ouro em Moçambique, referindo que “não temos bancos que comprem o nosso ouro, e acabamos por vender a estrangeiros”, o que revela a necessidade de criar canais formais de comercialização que beneficiem as operadoras e o Estado. Por sua vez, Albertina Evaristo Manjolo, da Associação Mineira 7 de Abril, partilhou a sua experiência no processo de formalização, descrevendo-o como longo e exigente, mas possível, ao afirmar que “não é fácil legalizar uma associação, mas quando queremos, conseguimos”. Já Regina Macuácua, directora nacional adjunta da Kenmare em Moçambique, destacou o papel das empresas na promoção da inclusão feminina no sector formal, sublinhando que “não queremos ser apenas estatísticas, queremos participar e influenciar decisões”. 

Das discussões resultou uma agenda de transformação para o sector, assente em recomendações como o reforço da fiscalização e da monitoria das actividades mineiras de pequena escala, a promoção de boas práticas internacionais, a interdição de actividades em áreas de risco e inseguras, a exigência do uso de equipamento de protecção individual, a desburocratização e descentralização do processo de atribuição de licenças, a criação de apoios específicos ao auto-emprego e à capacitação das mulheres, a promoção de cooperativas, a participação em feiras nacionais e internacionais e a criação de uma plataforma oficial de diálogo entre Governo e sector privado. Entre as conclusões do encontro, foi igualmente sublinhado que apenas 13% dos mineradores formalizados são mulheres, o que evidencia a necessidade de acelerar políticas e mecanismos concretos de inclusão. As conclusões do workshop defendem ainda que a inclusão das mulheres na mineração artesanal e de pequena escala não é apenas uma questão de justiça social, mas também de eficiência económica e sustentabilidade. 

No encerramento, Cristina Paulo, Coordenadora Geral do +Emprego II, destacou a relevância da diversidade de vozes reunidas no encontro, envolvendo representantes do sector público, privado, associações de mulheres e organizações da sociedade civil. Segundo afirmou, as recomendações produzidas representam “uma verdadeira Agenda de Transformação da presença da Mulher no sector mineiro”, para a qual o projecto continuará a contribuir através da capacitação técnica, do apoio ao emprego e ao auto-emprego, da formalização dos negócios e da promoção do cooperativismo feminino, acções consideradas fundamentais para a dignificação e valorização do trabalho feminino. 

SOBRE O +EMPREGO II

O projecto +Emprego II nasce da parceria da União Europeia com o Camões, I.P. e da necessidade de proporcionar aos jovens de Cabo Delgado e de Nampula o acesso a oportunidades criadas por projectos de investimento, pelo auto-emprego, sobretudo em áreas emergentes como a transição digital, os transportes e a logística. A iniciativa representa um sinal claro do compromisso europeu com o reforço do emprego e trabalho digno para os jovens moçambicanos e com a estabilidade socioeconómica das duas províncias. Com uma duração de quatro anos, o +Emprego II tem um orçamento total de 8,5 milhões de euros, dos quais 6,5 milhões são financiados pela União Europeia e 2 milhões pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.




GOVERNO LEVA SERVIÇOS A CUMBANI PARA REDUZIR BARREIRAS NO ACESSO A DOCUMENTOS

Numa ofensiva administrativa para reduzir o isolamento e a morosidade burocrática, o Governo do Distrito de Boane, na Província de Maputo, deslocou este sábado a sua máquina de serviços para a comunidade de Cumbani. A acção, que surge no seguimento de uma intervenção semelhante na localidade de Mulotana, visa reduzir as barreiras geográficas que dificultam o acesso dos cidadãos aos serviços públicos. Segundo as autoridades locais, o principal objectivo é “aproximar a administração pública ao cidadão”.



No centro da iniciativa, foi reiterado que o moçambicano “não pode ter dificuldade de transporte de tempo para ser servido”, razão pela qual equipas do Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI) foram mobilizadas para atender cidadãos com terrenos sem documentação ou que ainda não sabem como legalizar as suas construções.

No terreno, a adesão foi significativa, com residentes de Cumbani e zonas circunvizinhas a aproveitarem a oportunidade para tratar, num único espaço, de documentos essenciais como passaporte, bilhete de identidade, registo de nascimento e Número Único de Identificação Tributária (NUIT), além de licenças de obras e do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT). Entre os utentes, destacou-se a satisfação pela proximidade dos serviços, sobretudo para quem não tem “tempo de se deslocar para outros sítios para registar as crianças”, podendo agora fazê-lo “de perto e sendo o final de semana”.

Os residentes defenderam ainda a continuidade da iniciativa, apelando para que o Governo “continue a alastrar esse tipo de serviço noutros bairros”, de modo a tornar a administração pública mais acessível.

O Governo Distrital confirmou que a iniciativa terá continuidade, indicando que o interesse é “ir bairro a bairro”, estando previstas próximas acções nas zonas de Bili e Tetino, entre outras. Para além dos serviços documentais, a feira incluiu também serviços de saúde e apoio a actividades económicas, reforçando uma abordagem integrada na prestação de serviços públicos.

Fonte original: Televisão de Moçambique




Fundação Vodacom conclui entrega de 20 toneladas de ajuda alimentar às vítimas das cheias

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A Fundação Vodacom Moçambique concluiu a entrega de cerca de 20 toneladas de produtos alimentares, bens de primeira necessidade e medicamentos às comunidades afectadas pelas cheias na província de Gaza, no âmbito de um pacote de apoio humanitário avaliado em 10 milhões de meticais.



A entrega foi realizada em estreita coordenação com o Governo da Província de Gaza e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), reforçando a resposta imediata às necessidades básicas das famílias afectadas.

Para além da assistência alimentar e medicamentosa já materializada, o pacote global de apoio integra outras iniciativas complementares, incluindo a distribuição de kits de dignidade para mulheres e raparigas, campanhas de angariação de fundos via M-Pesa e a garantia de conectividade de emergência nos centros de acomodação temporários.

A Vodacom Moçambique e a sua Fundação reafirmam o seu compromisso de continuar a apoiar os esforços nacionais de resposta e recuperação, trabalhando com parceiros públicos e privados para mitigar os impactos das cheias nas comunidades mais vulneráveis.




Electromed doa material médico ao Ministério da Saúde para apoio às vítimas das cheias em Gaza

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A empresa Electromed, que opera no sector da Saúde em Moçambique, entregou hoje material médico-cirúrgico ao Ministério da Saúde (MISAU), com vista a apoiar as brigadas de saúde destacadas no atendimento às vítimas das cheias e inundações, com especial enfoque para a província de Gaza, uma das mais afectadas.



Falando no acto de entrega, o Director Comercial da Electromed, Milton Muiambo, afirmou que a iniciativa enquadra-se no compromisso da empresa em apoiar os esforços do Governo na mitigação dos impactos causados pelas cheias nas províncias afectadas.

“Estamos aqui em representação do Presidente do Conselho de Administração da Electromed, Omar Janfar, para nos juntarmos às acções do Governo com vista a mitigar o impacto das cheias e inundações, com destaque para a província de Gaza”, disse Muianbo.

Segundo o responsável, a Electromed, enquanto parceira do Ministério da Saúde, solidariza-se com a situação vivida pelas populações afectadas e pretende contribuir para o fortalecimento da resposta sanitária no terreno.

“Estamos sensibilizados com esta situação e, como parceiros do Ministério da Saúde, viemos dar a nossa contribuição para apoiar as brigadas de saúde destacadas para a assistência às vítimas das cheias e inundações, sobretudo na província de Gaza”, acrescentou.

Milton Muianbo explicou ainda que a entrega realizada é simbólica e corresponde a parte de um lote de cerca de 16 mil pares de luvas cirúrgicas de diferentes tamanhos, que serão encaminhadas ainda hoje para o Armazém Central do Ministério da Saúde.

Por sua vez, o Director Nacional de Assistência Médica, Nelson Mucopo, destacou a importância do apoio prestado pela Electromed, sublinhando que o sector da saúde enfrenta desafios acrescidos devido às cheias registadas na região sul do país.

“Recebemos uma manifestação de interesse da empresa Electromed, que se mostrou sensibilizada com a situação que o país atravessa este ano, particularmente nas províncias de Maputo Cidade, Maputo Província e Gaza. A empresa decidiu apoiar o Ministério da Saúde com alguns insumos médicos para mitigar as dificuldades actuais”, afirmou.

Nelson Mucopo referiu ainda que as equipas médicas encontram-se no terreno a prestar assistência às populações afectadas, tanto nas operações de resgate como no apoio médico contínuo nos centros de acomodação.

“As nossas equipas estão a dar todo o apoio possível, não só no resgate das pessoas afectadas, mas também na continuidade dos serviços médicos nos centros de acomodação onde estas populações foram acolhidas”, concluiu.




Cheias no Rio Umbeluzi provocam Restrições no Abastecimento de Água em Maputo e Matola

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Maputo, 19 de Janeiro de 2026 – O abastecimento de água potável na Região Metropolitana de Maputo está condicionado desde as primeiras horas desta segunda-feira, na sequência das inundações e da subida significativa do nível do rio Umbeluzi, informou a Águas de Moçambique, Instituto Público (AdeM, IP).



De acordo com um comunicado oficial, a situação afectou directamente a Estação de Tratamento de Água de Umbeluzi, localizada no distrito de Boane, comprometendo o fornecimento de água às cidades de Maputo, Matola, Matola Rio e à Vila de Boane.

A AdeM, IP explica que o fenómeno resulta das condições hidrológicas adversas registadas na bacia do Umbeluzi, provocadas pelas chuvas intensas que assolam a província de Maputo nos últimos dias.

Entretanto, a instituição garante que já estão em curso medidas alternativas de mitigação, com o objectivo de estabilizar o sistema e assegurar o restabelecimento gradual do abastecimento de água, assim que estejam reunidas as condições técnicas e operacionais necessárias. A previsão aponta para uma melhoria progressiva do fornecimento até ao final do dia de hoje.

A empresa pública assegura ainda que continua a monitorar atentamente a evolução da situação hidrológica, em coordenação com as autoridades competentes, apelando à compreensão e colaboração dos utentes.

Enquanto persistirem as restrições, a AdeM recomenda o uso racional da água disponível, de forma a minimizar os impactos do constrangimento no dia-a-dia da população.




INAM prevê chuva e trovoadas em várias regiões do país esta terça-feira

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas acompanhadas de trovoadas em várias regiões de Moçambique esta terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, com temperaturas elevadas sobretudo nas zonas centro e norte do país.



De acordo com a previsão diária divulgada pelos Serviços Centrais de Previsão Meteorológica (SCPM), cidades como Xai-Xai, Inhambane, Vilankulo, Beira, Chimoio, Tete, Quelimane e Nampula deverão registar precipitação associada a actividade eléctrica, cenário típico desta fase da época chuvosa.

As temperaturas máximas variam entre os 25 graus Celsius em Chimoio e os 34 graus em Nampula, enquanto as mínimas oscilam entre 12 graus em Lichinga e 26 graus em Quelimane, indicando noites relativamente quentes na maior parte do território.

Em Maputo, o INAM prevê céu nublado com possibilidade de chuva, com temperaturas a variarem entre 20 e 27 graus Celsius. Já em Pemba, a previsão aponta para períodos de sol intercalados com nebulosidade, com máxima de 32 graus.

O boletim indica ainda que o nascer do sol ocorrerá entre as 05h05 e 05h28, enquanto o pôr do sol está previsto entre as 17h52 e 18h45, dependendo da região. A fase da lua é crescente côncava, informação relevante sobretudo para actividades ligadas à navegação e agricultura tradicional.

O INAM recomenda atenção redobrada, especialmente em zonas propensas a inundações e cheias rápidas, tendo em conta a persistência das chuvas e a saturação dos solos em várias regiões do país.




GOVERNO CENTRAL REFORÇA RESPOSTA AO ALERTA VERMELHO EM BOANE E MATOLA RIO

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A Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, mandatada pelo Governo Central para apoiar a Província de Maputo na actual fase de Alerta Vermelho devido às chuvas intensas, realizou neste sábado (17) uma visita de trabalho aos distritos de Boane e Matola Rio.



No Distrito de Boane, a governante deslocou-se à Estrada Nacional n.º 2 (EN2), Bloco 2, ponto de atracagem das embarcações usadas no resgate de pessoas em zonas inundadas. No local, interagiu com equipas da UNAPROC, PRM, SENSAP e profissionais de saúde mobilizados para assistência às vítimas.

A ministra visitou ainda o Centro de Acomodação da Escola Básica 19 de Outubro e o local de reassentamento no bairro Filipe Samuel Magaia, onde avaliou as condições criadas para o acolhimento das famílias afectadas pelas cheias.

Já no Município da Matola Rio, Ivete Alane visitou o Centro de Acomodação de Chinonanqila e a ponte de Djuba, tendo concluído a jornada no drift de Malhampsene, na localidade de Mulotana, uma das zonas críticas devido ao corte de vias de acesso.

Durante a visita, a mandatária do Governo Central encorajou as autoridades locais e as equipas no terreno, reconhecendo o esforço em curso e reforçando a necessidade de manter elevados níveis de prontidão, coordenação institucional e resposta rápida, com vista à salvaguarda de vidas humanas.