CTA lidera missão empresarial à China com foco em investimento e parcerias estratégicas

Cerca de 100 empresários moçambicanos de diversos sectores participam, entre os dias 17 e 22 de Abril, numa missão empresarial à China liderada pela Confederação das Associações Económicas (CTA), numa iniciativa que visa reforçar a cooperação económica bilateral e atrair investimento estrangeiro para Moçambique.
O ponto alto da agenda será o Fórum de Negócios China–Moçambique, a decorrer na província de Hunan, uma das regiões com maior crescimento industrial naquele país asiático. Hunan destaca-se por albergar grandes conglomerados nas áreas de construção, maquinaria pesada, mineração e agroprocessamento, sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento económico moçambicano.
A missão é organizada em parceria com a Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) e a Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), tendo como principais objectivos a identificação de oportunidades de negócio, o estabelecimento de parcerias estratégicas e a captação de investimento chinês.
A delegação integra representantes de empresas dos sectores de mineração, agroindústria, transportes e logística, infraestruturas, energia, construção civil e indústria transformadora. De acordo com a agenda oficial, estão previstas mesas-redondas sectoriais, encontros empresariais B2B, visitas a empreendimentos industriais de referência e sessões de networking com empresários chineses.
Segundo fontes da CTA, a iniciativa pretende também abrir espaço para a representação de marcas chinesas no mercado moçambicano, promover produtos nacionais junto de potenciais importadores chineses e facilitar o acesso a novas tecnologias aplicadas aos diferentes sectores económicos.
Para a organização, esta missão constitui um passo estratégico no âmbito da diplomacia económica do sector privado, com a expectativa de resultar na assinatura de acordos concretos e no fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.
Analistas económicos consideram que o contacto directo com o tecido empresarial chinês poderá representar uma oportunidade relevante para as pequenas e médias empresas moçambicanas, sobretudo no acesso a financiamento, transferência de tecnologia e expansão para novos mercados. Ao mesmo tempo, a iniciativa poderá contribuir para posicionar Moçambique como um destino competitivo para o investimento asiático em sectores considerados prioritários para o crescimento sustentável.




Portos moçambicanos mantêm fluxo de combustíveis apesar de tensão no Estreito de Ormuz

IMG_20260421_064804

Autoridades garantem estabilidade no abastecimento interno, mas especialistas alertam para riscos geopolíticos no médio prazo
Mesmo com o agravamento das tensões no Médio Oriente e o bloqueio do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas globais de transporte de petróleo — Moçambique continua a assegurar o abastecimento interno de combustíveis sem interrupções. A garantia foi dada pelo presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa Júnior, que afirma não haver restrições nas operações portuárias nacionais.
Segundo o responsável, os principais terminais de combustíveis do país — localizados nos portos da Matola, Beira, Nacala e Pemba — continuam a receber navios regularmente, assegurando a descarga de produtos essenciais como gasóleo, gasolina e Jet Fuel.
“Os terminais de combustíveis mantêm-se plenamente operacionais e continuam a receber navios sem qualquer limitação, garantindo a estabilidade do fornecimento interno”, afirmou Agostinho Langa Júnior.
Matola concentra maior volume de combustíveis
Dados partilhados pelo PCA dos CFM revelam que o Porto da Matola lidera o manuseamento de combustíveis no país. Entre janeiro e abril deste ano, foram processados cerca de 200 milhões de litros de combustíveis fósseis, posteriormente distribuídos a partir dos terminais oceânicos para suprir a procura interna.
Este volume expressivo reforça o papel estratégico da infraestrutura portuária moçambicana, especialmente num contexto de instabilidade internacional que ameaça cadeias de abastecimento energético.
Sem impacto imediato, mas com riscos no horizonte
Apesar do cenário global de incerteza, as autoridades moçambicanas asseguram que, até ao momento, não há impactos diretos nas operações portuárias nem no fornecimento interno de combustíveis. No entanto, especialistas ouvidos no setor energético defendem cautela.
O Estreito de Ormuz continua a ser um ponto crítico no comércio internacional de petróleo, sendo responsável por uma parcela significativa do transporte marítimo global de energia. Qualquer interrupção prolongada pode ter efeitos em cadeia nos preços e na disponibilidade de combustíveis.
Vigilância reforçada e preparação logística
Face a este contexto, o Governo e os operadores do setor energético afirmam estar a reforçar mecanismos de monitoria e resposta. A estratégia passa por garantir alternativas logísticas e aumentar a resiliência do sistema de abastecimento nacional.
Embora o país não esteja, por agora, a sentir os efeitos diretos da crise, a dependência das rotas marítimas internacionais mantém Moçambique exposto a eventuais choques externos.
A evolução do conflito envolvendo o Irão e a segurança no Estreito de Ormuz continuará a ser um fator determinante para o equilíbrio do mercado energético global — e, potencialmente, para a estabilidade do abastecimento em economias dependentes de importação, como a moçambicana.




Trump afirma acordo com o Irã para manter Estreito de Ormuz aberto e critica NATO

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (17) que o Irã teria se comprometido a não voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte global de petróleo.
A afirmação foi publicada na plataforma Truth Social, onde Trump escreveu:
“O Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como arma contra o mundo!”
A declaração surge após notícias de que a via havia sido reaberta ao tráfego marítimo, aliviando tensões internacionais relacionadas ao abastecimento energético.
Em outra publicação, Trump afirmou ter sido contatado pela NATO após a suposta resolução da crise:
“Agora que a situação no Estreito de Ormuz está resolvida, recebi um telefonema da NATO a perguntar se precisamos de alguma ajuda.”
Segundo o presidente, a resposta foi negativa:
“Disse-lhes para ficarem longe, a menos que queiram apenas carregar os seus navios com petróleo.”
Trump ainda criticou duramente a aliança militar, classificando-a como:
“inútil quando necessária, um Tigre de Papel!”
Em outra frente, o presidente afirmou estar “proibido” de autorizar bombardeios contra o Líbano, sem detalhar a origem dessa restrição. Ele também declarou que os Estados Unidos assumiriam responsabilidade pelos possíveis efeitos colaterais de ataques anteriores:
“Vamos ficar com toda a poeira nuclear”, disse, referindo-se a eventuais detritos decorrentes de operações contra instalações nucleares iranianas.
Trump garantiu ainda que não haverá compensações financeiras envolvidas:
“Nenhum dinheiro mudará de mãos.”
Apesar do tom contundente, o presidente afirmou que Washington pretende cooperar com o Líbano e lidar com o Hezbollah “da maneira mais apropriada”.
Por fim, Trump indicou que Israel teria concordado em cessar ataques ao território libanês:
“Israel não bombardeará mais o Líbano. Já chega.”
As declarações, feitas em tom direto e sem mediação diplomática formal, levantam questionamentos sobre os bastidores dessas negociações e o grau de alinhamento entre os principais atores envolvidos na região.




Missão à China: FRELIMO reforça diplomacia partidária e aposta em formação e investimento

O Secretário-Geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, iniciou neste mês de abril uma visita oficial à República Popular da China, a convite do Partido Comunista Chinês (PCCh), numa deslocação que ocorre no quadro do reforço das históricas relações políticas entre as duas formações.
A agenda inclui encontros com dirigentes seniores do PCCh e participação em reuniões internas do partido anfitrião. Fontes partidárias indicam que o foco central está no aprofundamento da cooperação estratégica, com ênfase particular na formação de quadros.
“A capacitação institucional e técnica dos quadros é vista como um eixo fundamental para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar dos povos”, refere uma nota oficial.
A visita surge num momento em que a FRELIMO procura consolidar a sua diplomacia partidária, apontada como prioridade no atual ciclo político liderado por Daniel Francisco Chapo, simultaneamente Presidente do partido e da República.
Analistas consideram que esta deslocação representa também uma tentativa de revitalizar parcerias históricas e reposicionar o partido no cenário internacional, sobretudo junto de aliados tradicionais.
“Este tipo de intercâmbio político reforça não apenas laços ideológicos, mas também abre portas para cooperação prática em áreas-chave”, observou um académico ouvido no âmbito desta análise.
Para além dos encontros políticos, o Secretário-Geral deverá manter contactos com empresários chineses e representantes de diversos sectores económicos, numa estratégia orientada para a captação de investimento estrangeiro.
Segundo o comunicado, esta vertente económica da visita visa “reforçar a independência económica de Moçambique e melhorar as condições de vida dos cidadãos”, alinhando-se com o discurso oficial do partido.
A delegação integra ainda figuras de relevo, como Alcinda de Abreu, membro da Comissão Política e diretora da Escola Central do Partido, e Ludmila Maguni, Secretária do Comité Central para as Relações Exteriores, entre outros quadros.
A visita decorre num contexto global marcado por disputas de influência e reposicionamento geopolítico, levantando questões sobre o alcance e os impactos concretos destas parcerias para o desenvolvimento interno de Moçambique.




Fundação Muhammad (S.A.W) é inaugurada na Matola e formaliza anos de filantropia da família Bachir

O empresário Muhammad Bachir Suleiman e a sua esposa inauguraram oficialmente, na tarde deste domingo, no bairro de Matlhemele, município da Matola, província de Maputo, a Fundação Muhammad (S.A.W), uma instituição de carácter social vocacionada para o apoio a famílias muçulmanas em situação de vulnerabilidade.
A criação da fundação surge como a formalização de um conjunto de iniciativas filantrópicas que a família Bachir tem vindo a desenvolver ao longo de vários anos. Segundo informações apresentadas durante a cerimónia, o projecto resulta de um esforço conjunto familiar e tem como missão central “providenciar assistência contínua e estruturada às comunidades mais necessitadas”.
Durante o evento inaugural, foram exibidos materiais audiovisuais que documentam o histórico de intervenções sociais já realizadas. Entre as acções destacadas estão a construção de habitações para viúvas, a atribuição de subsídios mensais a idosos e o pagamento de rendas para famílias em dificuldades — iniciativas que, até então, eram conduzidas de forma discreta e sem enquadramento institucional formal.
O evento reuniu diversas figuras de relevo do panorama religioso islâmico em Moçambique, incluindo membros do Conselho Islâmico e líderes comunitários. Entre os presentes, destacou-se o Sheikh Aminuddin Muhammad, Presidente do Conselho Islâmico de Moçambique, acompanhado por vários Álimos e estudiosos reconhecidos.
No seu discurso, o Sheikh Aminuddin Muhammad enalteceu a iniciativa, considerando-a um passo significativo para o fortalecimento da solidariedade social organizada. “Este é um exemplo claro de como a responsabilidade social pode ser estruturada de forma sustentável, beneficiando directamente as comunidades mais vulneráveis”, afirmou.
Além das intervenções institucionais, a cerimónia foi marcada por momentos simbólicos de reconhecimento. Representantes de instituições de ensino religioso prestaram homenagens à família Bachir, destacando o impacto das suas acções no apoio à educação e ao bem-estar comunitário.
Uma das intervenções veio de Mahmuda Apá, Amira da Madrassa Fátima Az Zahra, que ofereceu uma lembrança ao empresário, referindo-se a ele como “Tio Bachir” e destacando “o seu trabalho incansável em prol dos mais necessitados”. Em igual tom, Khálida Apá, Directora da Madrassa Aysha Suiddiq (R.T.A), reforçou a importância da continuidade destas acções, sublinhando o papel da fundação na consolidação de uma rede de apoio social mais abrangente.
A Fundação Muhammad (S.A.W) inicia assim as suas actividades com uma base consolidada de experiência prática, assumindo o compromisso de expandir o alcance dos seus programas e reforçar o apoio às comunidades carenciadas em diferentes dimensões sociais.




Matola aposta na educação ambiental para travar crise de resíduos nas comunidades escolares

Mais de 300 alunos e professores aderem a campanha municipal que pretende transformar escolas em núcleos de mudança ambiental
A Cidade da Matola deu mais um passo na sua estratégia de combate à degradação ambiental, ao promover uma palestra de educação ambiental que abrangeu mais de 300 alunos e professores da Escola Básica de Singatela, localizada no Posto Administrativo Municipal da Machava.
A iniciativa, conduzida pelo Conselho Municipal da Matola através da Vereação de Salubridade e Ambiente, enquadra-se no Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos, um instrumento considerado central para responder aos desafios crescentes relacionados com o lixo urbano.
Segundo fontes municipais, a acção não se limita à sensibilização pontual, mas integra uma abordagem estruturada que visa transformar as escolas em centros activos de disseminação de boas práticas ambientais. “Pretendemos que os alunos sejam agentes multiplicadores de mudança, levando o conhecimento adquirido para as suas casas e bairros”, explicou um representante da vereação durante o evento.
O encontro ficou marcado por momentos de forte envolvimento emocional, quando alunos e professores assumiram publicamente o compromisso de proteger o meio ambiente. “Somos a geração que pode mudar esta realidade”, declarou uma das alunas presentes, sob aplausos dos colegas.
Para além de conteúdos técnicos sobre gestão de resíduos sólidos, a palestra incluiu testemunhos que reforçaram a urgência de uma mudança de comportamento colectivo. Especialistas presentes destacaram que o problema do lixo na cidade não é apenas operacional, mas também cultural.
“Não basta recolher resíduos; é fundamental educar para reduzir, reutilizar e reciclar”, sublinhou um técnico ambiental envolvido na iniciativa.
A acção evidencia uma mudança de paradigma na actuação do município, que procura ir além das intervenções tradicionais de limpeza urbana. A aposta, segundo o Conselho Municipal, passa por mobilizar a sociedade e criar uma consciência ambiental sustentável.
Com este tipo de iniciativas, as autoridades locais pretendem reforçar a ideia de que a solução para a problemática dos resíduos começa nas salas de aula, mas deve estender-se às ruas, bairros e a toda a cidade da Matola.




Administração Nacional de Estradas acelera reposição da transitabilidade na N1 em Cabo Delgado

A Administração Nacional de Estradas (ANE) informou que decorrem, a bom ritmo, os trabalhos de reposição da transitabilidade na Estrada Nacional Número Um (N1), na Província de Cabo Delgado, com destaque para o Bairro de Mahate, na cidade de Pemba.
Segundo a ANE, as intervenções concentram-se atualmente na reconstrução da plataforma rodoviária afetada, onde o empreiteiro executa aterros e a reconstituição da base com recurso a material do tipo tout-venant. A empreitada inclui ainda a preparação de infraestruturas complementares essenciais para garantir a durabilidade da via.
“Estão em curso trabalhos de aterro e reconstrução da base da estrada na zona afetada, visando restabelecer, com segurança, a circulação de pessoas e bens”, refere a instituição em comunicado.
Paralelamente, a empresa responsável pela obra prepara o material necessário para a abertura de valas de drenagem e para a proteção dos taludes, medidas consideradas cruciais para mitigar os efeitos da erosão e do escoamento descontrolado das águas pluviais.
Na manhã deste sábado (18), o Secretário de Estado na província, Fernando Bemane de Sousa, efetuou uma visita de monitoria ao local, onde avaliou o progresso das obras.
“O ritmo dos trabalhos é encorajador e demonstra o empenho na reposição célere da transitabilidade nesta importante via”, afirmou o governante, manifestando satisfação com o avanço registado.
Entretanto, foi já restabelecido um dos serviços essenciais afetados: a tubagem de abastecimento de água foi reconectada, permitindo a normalização do fornecimento à cidade de Pemba, após os constrangimentos provocados pelos danos na infraestrutura.




Navios com combustível atracam na Matola em meio a mudança nas rotas de importação

Está prevista para este sábado a atracação, no Terminal Oceânico do Porto da Matola, de um navio que transporta combustível destinado ao mercado nacional. De acordo com fontes governamentais, a operação faz parte do plano regular de abastecimento, numa altura em que crescem preocupações públicas sobre a estabilidade do fornecimento.
As mesmas fontes indicam que, para domingo (19 de abril de 2026), está igualmente programada a chegada de um segundo navio de transporte de combustível ao mesmo terminal, reforçando a capacidade de reposição de stocks no país.
Apesar dos receios registados em alguns pontos de venda, as autoridades asseguram que existem reservas suficientes de combustíveis fósseis armazenadas nos principais terminais oceânicos nacionais, nomeadamente nos portos da Matola, Beira e Nacala. Segundo o governo, o sistema logístico continua funcional e capaz de responder à procura interna.
Entretanto, fontes ligadas ao sector energético revelam uma mudança recente nas rotas de importação. Moçambique terá reduzido significativamente a aquisição de combustíveis provenientes do Médio Oriente, em consequência da instabilidade associada ao conflito que afecta o Estreito de Ormuz — uma das principais vias marítimas globais para o transporte de petróleo.
Face a este cenário, o país passou a recorrer, com maior frequência, a fornecedores localizados em mercados asiáticos e americanos. Especialistas apontam que esta diversificação pode mitigar riscos imediatos de abastecimento, embora possa implicar variações nos custos de importação e nos prazos logísticos.
As autoridades não avançaram detalhes sobre eventuais impactos nos preços ao consumidor, mas reiteram que estão a monitorar a situação internacional e a adoptar medidas para garantir a continuidade do fornecimento energético no território nacional.




SERNIC executa mandados de busca em residências e escritórios de Humberto Sartone proprietário da hospedaria Kaya Kwanga em Maputo

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) levou a cabo uma operação de buscas nas residências e escritórios do empresário Humberto Sartone, proprietário da hospedaria Kaya Kwanga, na cidade de Maputo.
A acção decorre no âmbito do reforço do combate ao crime organizado no país e integra um conjunto de diligências investigativas em curso, com vista ao apuramento de eventuais indícios de actividades ilícitas. Durante a operação, as autoridades procederam à recolha de provas materiais consideradas relevantes para o processo.
De acordo com fontes ligadas à investigação, as buscas abrangeram tanto espaços residenciais quanto profissionais, numa intervenção coordenada por equipas especializadas do SERNIC.
Uma fonte próxima à operação afirmou que “trata-se de uma acção estratégica inserida num esforço mais amplo de combate a redes de criminalidade organizada”.
Até ao momento, o SERNIC não divulgou detalhes sobre a natureza específica das suspeitas, mantendo reserva quanto ao desenvolvimento do processo. “As investigações seguem o seu curso normal, respeitando os trâmites legais e o princípio da presunção de inocência”, acrescentou a mesma fonte.
As diligências continuam em andamento e não se exclui a possibilidade de novas acções, à medida que o trabalho investigativo evolui.
Esta operação insere-se numa estratégia nacional de reforço da legalidade, visando responsabilizar eventuais envolvidos e consolidar o combate ao crime organizado em Moçambique.




Falta de transparência na instalação de academia do Black Bulls motiva protesto de antigos atletas em Maputo

Um grupo de antigos atletas moçambicanos prepara-se para se concentrar amanhã, às 10h00, no parque dos continuadores na cidade de Maputo,onde se localiza a sede da Federação Moçambicana de Atletismo e da Associação da Cidade de Maputo, com o objetivo de manifestar a sua indignação em relação ao processo de instalação da academia de futebol do Black Bulls.
Segundo informações apuradas, os ex-praticantes desportivos consideram que o processo carece de maior transparência e diálogo com as partes interessadas, sobretudo com a comunidade atlética local, que historicamente utiliza aquele espaço para atividades desportivas.
“Não somos contra o desenvolvimento do desporto, mas repudiamos a forma como este processo está a ser conduzido, sem consulta e sem respeito pelos atletas que sempre utilizaram este espaço”, afirmou um dos antigos atletas envolvido na mobilização.
Os manifestantes pretendem aproveitar a realização de provas no local para tornar pública a sua posição, esperando chamar a atenção das autoridades e das entidades desportivas competentes.
Outra fonte ligada ao movimento destacou que a preocupação central está relacionada com a possível descaracterização do espaço. “Tememos perder uma infraestrutura importante para o atletismo em benefício de um projeto que não foi devidamente discutido com a comunidade”, disse.
Até ao momento, nem a Federação Moçambicana de Atletismo nem os responsáveis pela academia do Black Bulls se pronunciaram oficialmente sobre as preocupações levantadas pelos antigos atletas.
A concentração deverá decorrer de forma pacífica, sendo vista pelos organizadores como um ato legítimo de expressão cívica e defesa dos interesses do atletismo nacional.