EDITORIAL | Quando o Silêncio Também Informa: O Caso do PIMO no Espaço Político Moçambicano“Quando cão morde o homem, não é notícia.

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Mas quando o homem morde o cão, isso é notícia.”
Esta máxima do jornalismo clássico continua a ser uma lente pertinente para analisar a dinâmica da informação política em Moçambique. Num país onde a agenda mediática tende a concentrar-se nos actores tradicionais do poder, factos relevantes fora desse círculo acabam frequentemente relegados ao silêncio, criando percepções distorcidas na opinião pública.
A execução de programas governamentais por partidos no poder raramente constitui notícia de fundo. Trata-se, afinal, do cumprimento de um dever constitucional e político. Contudo, quando um partido sem assento parlamentar, sem representação no Conselho de Ministros e fora do espectro dominante apresenta projectos estruturados, viáveis e prontos para implementação imediata em benefício do povo moçambicano, a ausência de cobertura mediática deixa de ser casual e passa a ser preocupante.
É neste contexto que se insere o Partido Independente de Moçambique (PIMO).
Da negação pública à constatação factual
Ao longo do tempo, o PIMO tem sido frequentemente descrito, em determinados círculos, como um partido inexistente ou politicamente irrelevante. Tal narrativa, segundo declarações do seu presidente, Yacub, contribuiu para uma percepção pública assente mais na desinformação do que em factos verificáveis.
No exercício do seu papel fiscalizador e informativo, o Jornal Visão Moçambique realizou uma ronda de trabalho investigativo junto de partidos políticos activos no cenário nacional. O objectivo foi claro: verificar a existência real, a estrutura organizativa e o grau de preparação política dessas formações.
O resultado é inequívoco: o Partido Independente de Moçambique existe.
O PIMO dispõe de sede localizada na cidade de Maputo, capital do país, possui membros registados e activos, e apresenta uma estrutura mínima funcional que lhe permite desenvolver actividade política organizada. Mais ainda, apurámos que o partido se encontra actualmente em processo de preparação para participação no COTE, demonstrando intenção efectiva de integração nos mecanismos formais da vida política nacional.
A invisibilidade como prática política
A constatação levanta uma questão que ultrapassa o PIMO enquanto partido e interpela directamente o sistema político e mediático moçambicano: quem decide quais actores políticos merecem visibilidade?
Num Estado que se afirma democrático e plural, a exclusão sistemática de determinadas formações do debate público compromete o princípio da igualdade política e empobrece o espaço de discussão nacional. A invisibilidade mediática, quando não resulta da inexistência factual, pode transformar-se numa forma silenciosa de exclusão política.
Não se trata de promover partidos, mas de informar com rigor, permitindo que o cidadão forme a sua opinião com base em dados concretos e não em narrativas pré-fabricadas.
Responsabilidade da comunicação social
A comunicação social não pode limitar-se a amplificar discursos do poder instituído. O seu papel fundamental é investigar, questionar, confirmar e contextualizar. Ignorar actores políticos emergentes — sobretudo quando apresentam propostas estruturadas para responder aos desafios sociais, económicos e institucionais do país — representa uma falha nesse compromisso.
O caso do PIMO evidencia a necessidade de um jornalismo mais atento à diversidade política, menos dependente da lógica do poder e mais comprometido com o interesse público.
Conclusão
Se governar não é notícia por ser obrigação, então propor alternativas consistentes deveria ser, no mínimo, objecto de atenção e escrutínio. O silêncio prolongado em torno de determinadas forças políticas não contribui para a estabilidade democrática — contribui para a desinformação.
A democracia fortalece-se com pluralismo, transparência e debate aberto.
Tudo o resto é ruído. Ou silêncio conveniente.
Jornal Visão Moçambique
Editorial




Assembleia Municipal da Matola aprova criação de Gabinete de Recuperação Urbana e plano de resposta às cheias de 692 milhões de meticais

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A Assembleia Municipal da Cidade da Matola aprovou, por unanimidade das bancadas da FRELIMO, RENAMO e MDM, a criação do Gabinete de Recuperação e Transformação Urbana da Matola, bem como o Plano Operacional da Época Chuvosa 2025/2026, que integra o Plano de Resposta às Inundações 2025–2026, orçado em cerca de 692 milhões de meticais.
A decisão surge num contexto de crescente pressão climática sobre o município, após sucessivos episódios de chuvas intensas registados desde 9 de Janeiro, que provocaram inundações severas em mais de metade dos bairros da cidade. Dados oficiais indicam que 52% dos 42 bairros da Matola foram afectados, com impactos significativos em vias de acesso, sistemas de drenagem, equipamentos públicos e habitações.
Durante a sessão, o Presidente do Conselho Municipal, Júlio Parruque, afirmou que a criação do novo Gabinete constitui uma resposta institucional estruturante à crise urbana agravada pelas mudanças climáticas, sublinhando que os recentes eventos extremos “alteraram de forma irreversível a configuração da cidade da Matola”.
Apesar do consenso político, a dimensão dos danos levanta preocupações quanto à capacidade de resposta do município. Dos cerca de 62.580 munícipes afectados e assistidos, apenas 2.684 pessoas encontram-se actualmente acolhidas em 11 centros de acomodação temporária, o que suscita dúvidas sobre a abrangência, os critérios de selecção e a sustentabilidade das medidas de emergência.
O Plano de Resposta às Inundações 2025–2026 prevê investimentos nas áreas de assistência social, prevenção e mitigação dos efeitos das cheias. No entanto, durante a sessão de aprovação, não foram detalhados publicamente os mecanismos de fiscalização, os indicadores de desempenho nem os prazos concretos para a implementação do novo Gabinete. Também permanece pouco clara a articulação interinstitucional com sectores como obras públicas, ambiente, ordenamento territorial e protecção civil.
Embora as três bancadas tenham reconhecido o papel estratégico do Gabinete na coordenação do desenvolvimento urbano sustentável, analistas locais alertam que experiências anteriores de estruturas semelhantes enfrentaram limitações operacionais, muitas vezes associadas à escassez de recursos técnicos, à sobreposição de competências e à fraca monitoria dos investimentos públicos.
A efectividade do Gabinete de Recuperação e Transformação Urbana da Matola dependerá, em grande medida, da transparência na gestão dos 692 milhões de meticais, da divulgação regular de relatórios de execução e da capacidade de converter decisões políticas em intervenções concretas nos bairros mais afectados.
Num contexto de intensificação dos fenómenos climáticos extremos, a implementação do plano agora aprovado constitui um teste decisivo à governação urbana local, cuja evolução deverá ser acompanhada de perto pela Assembleia Municipal, pelos órgãos de controlo do Estado e pela sociedade civil.




Primeiro Secretário Provincial da FRELIMO acompanha situação das famílias afetadas pelas inundações em Matutuíne

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O Primeiro Secretário Provincial do Partido FRELIMO na Província de Maputo, Carlos Zavala, realizou recentemente uma visita de monitoria ao distrito de Matutuíne, com o objetivo de acompanhar de perto a situação das famílias afetadas pelas inundações que assolam aquela região.
Durante a visita, o dirigente manteve contacto direto com as populações sinistradas, avaliando as condições humanitárias nas zonas atingidas, bem como o nível de resposta das entidades competentes face aos impactos provocados pela calamidade natural. A iniciativa visou, igualmente, manifestar solidariedade às famílias vítimas das cheias e acompanhar as ações em curso para mitigar os seus efeitos imediatos e de médio prazo.
Na ocasião, Carlos Zavala reiterou o compromisso do Partido FRELIMO em permanecer ao lado do povo, sobretudo nos momentos de maior dificuldade, sublinhando a importância da união, da solidariedade e da coordenação permanente entre as estruturas do Partido, do Governo e as comunidades locais. Segundo o dirigente, esta articulação é fundamental para assegurar uma assistência contínua, eficaz e sustentável às populações afetadas.
O Primeiro Secretário Provincial encorajou ainda as famílias a manterem a esperança e a confiança nas instituições do Estado, assegurando que esforços estão a ser envidados para garantir apoio humanitário, reassentamento, bem como a reposição gradual das condições básicas de vida nas zonas afetadas.
A visita insere-se no quadro das ações de acompanhamento e monitoria levadas a cabo pela FRELIMO e pelo Governo, visando reforçar a resposta às situações de emergência e assegurar o bem-estar das comunidades atingidas por fenómenos climáticos extremos.




PJ conclui que morte do antigo administrador do BCI Pedro Réis foi suicídio

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Autoridades moçambicanas e portuguesas apresentaram, em Maputo, os resultados das investigações sobre a morte do cidadão português ocorrida no Hotel Polana, em janeiro deste ano.
O inspetor nacional da Polícia Judiciária (PJ) de Portugal, Santos Martins, afirmou que as investigações levadas a cabo pelas autoridades moçambicanas e portuguesas apontam para suicídio como causa da morte do antigo administrador do Banco Comercial de Investimento de Moçambique (BCI), Pedro Réis.
A posição foi tornada pública esta quarta-feira, em Maputo, durante uma conferência de imprensa conjunta entre o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia Judiciária portuguesa, realizada na sede do SERNIC, e que contou com a presença do Diretor Nacional de Investigação Criminal de Moçambique, além de responsáveis das duas instituições.
De acordo com Santos Martins, a conclusão resulta da análise de um conjunto de elementos probatórios, incluindo indícios recolhidos no local, perícias técnicas, bem como os depoimentos de testemunhas, entre as quais pessoas próximas da vítima, amigos e indivíduos que com ela mantinham convivência regular. Foram igualmente realizados interrogatórios no âmbito do processo investigativo.
“O conjunto dos elementos analisados permite concluir que não houve intervenção de terceiros”, afirmou o responsável da PJ, sublinhando que os factos apurados são consistentes com a tese de suicídio.
As autoridades explicaram ainda que a investigação decorreu num quadro de estreita cooperação institucional entre Moçambique e Portugal, envolvendo a partilha de informação e o trabalho conjunto de equipas técnicas, com o objetivo de assegurar um esclarecimento completo e transparente do caso.
A conferência de imprensa serviu para apresentar os desenvolvimentos e conclusões preliminares das investigações em torno da morte de Pedro Réis, cidadão português e antigo administrador do BCI, ocorrida no dia 19 de janeiro de 2026, no Hotel Polana, um dos mais emblemáticos estabelecimentos hoteleiros da capital moçambicana.
Tanto o SERNIC como a Polícia Judiciária portuguesa reafirmaram o seu compromisso com o rigor investigativo, a transparência processual e a cooperação internacional em matéria de investigação criminal, assegurando que o caso foi tratado com a máxima seriedade e respeito pelas normas legais em vigor.




Inundações deixam mais de 8.500 clientes da EDM sem energia elétrica em Chókwè

Chókwè, Gaza – Pelo menos 8.500 clientes da Electricidade de Moçambique (EDM), no distrito de Chókwè, província de Gaza, no sul do país, continuam sem fornecimento de energia elétrica na sequência da queda de postes e danos significativos nas infraestruturas elétricas, provocados pelas inundações resultantes das chuvas intensas que assolam várias regiões do país.
De acordo com o Director de Distribuição da EDM, Luís Amado, os prejuízos registados pela empresa ascendem a cerca de 313 milhões de meticais, valor já contabilizado no balanço preliminar dos danos causados pelo mau tempo.
Luís Amado prestou estas declarações esta terça-feira, na vila municipal de Marracuene, província de Maputo, à margem de uma visita de trabalho destinada a avaliar o nível de destruição das infraestruturas elétricas e a monitorar o progresso das ações de reposição do sistema, interrompido em diversas zonas do país devido às chuvas intensas e inundações.
Segundo o responsável, os efeitos do mau tempo foram registados em praticamente todo o território nacional, com impactos severos sobre a rede de distribuição de energia elétrica.
“Em todo o país ocorreram quedas de postes, rompimento de linhas de transporte e distribuição, bem como a submersão de postos de transformação, situações que representam um sério risco para a continuidade do fornecimento de energia elétrica aos nossos clientes”, explicou Luís Amado.
O Director de Distribuição sublinhou ainda que as equipas técnicas da EDM encontram-se no terreno a trabalhar de forma contínua, apesar das dificuldades de acesso a algumas zonas afetadas, com o objetivo de restabelecer o fornecimento de energia de forma segura e gradual, respeitando os padrões técnicos exigidos.
No âmbito das medidas de resposta à emergência humanitária causada pelas cheias, Luís Amado anunciou igualmente que, ao abrigo de um decreto ministerial aprovado pelo Conselho de Ministros, a EDM vai proceder à instalação de novos contadores do sistema Credelec em 59 escolas, a nível nacional.
As referidas escolas estão atualmente a funcionar como centros de acolhimento temporário das populações afetadas pelas cheias, assegurando melhores condições de habitabilidade, segurança e funcionamento dos serviços básicos durante o período de assistência às vítimas.
A EDM reiterou o seu compromisso de continuar a trabalhar em coordenação com o Governo e outras instituições relevantes, no sentido de minimizar os impactos das intempéries, garantir a segurança das infraestruturas e restabelecer, com a maior brevidade possível, o fornecimento de energia elétrica às populações afetadas.




Última Última: Marracuene suspende festa Gwazamuthine para apoiar vítimas das cheias

O distrito de Marracuene anunciou oficialmente que a tradicional festa Gwazamuthine não será realizada este ano. A decisão foi comunicada pela administradora Teresa ao jornal Visão Moçambique, destacando que o foco agora é mobilizar ajuda para as vítimas das cheias que afetaram a região.
Segundo Teresa, a festividade, que reúne anualmente milhares de pessoas, será substituída por ações de solidariedade, concentradas na recolha de alimentos, roupas e materiais de primeira necessidade. “Este ano, a prioridade do distrito é apoiar aqueles que perderam as suas casas e meios de subsistência devido às inundações”, afirmou a administradora.
Atualmente, as autoridades locais utilizam várias escolas como centros de reassentamento, recebendo aproximadamente 900 mil pessoas, entre crianças e adultos, que foram deslocadas pelas cheias. Teresa apelou à contribuição dos agentes económicos e da sociedade civil, incentivando doações para mitigar o sofrimento das famílias afetadas.
Especialistas em gestão de desastres alertam que, em Moçambique, eventos climáticos extremos têm aumentado em frequência e intensidade, impactando tradições culturais e provocando deslocamentos em massa. A suspensão da festa Gwazamuthine é, portanto, um reflexo do equilíbrio entre preservação cultural e resposta humanitária emergencial.
A administração do distrito também anunciou que, paralelamente, estão a ser feitas ações de planeamento de longo prazo, incluindo reforço de infraestruturas e medidas preventivas, para minimizar os efeitos futuros das cheias na comunidade




Comunidade Willow canaliza 10 milhões de Meticais à INGD para apoio às vítimas das cheias

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A Comunidade Willow reafirmou o seu compromisso de apoio às populações moçambicanas, com especial enfoque nas comunidades afectadas pelas recentes cheias que assolaram várias regiões do país. No âmbito desta acção solidária, a organização disponibilizou 10 milhões de Meticais, valor canalizado através do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), para responder às necessidades urgentes das famílias afectadas.
De acordo com a Comunidade Willow, a iniciativa enquadra-se na sua actuação contínua de responsabilidade social e apoio humanitário, visando contribuir para a mitigação dos impactos provocados por desastres naturais.
No sector da educação, a organização, em parceria com a Associação Nova Esperança, assegura anualmente cursos gratuitos de preparação pré-universitária para 60 estudantes, bem como bolsas de estudo integrais para os que ingressam no ensino superior. Adicionalmente, garante apoio completo — incluindo educação, habitação, alimentação e transporte — a, pelo menos, 50 jovens por ano.
No que respeita ao abastecimento de água, a Comunidade Willow informou que, nos últimos dois anos, procedeu à abertura de 62 furos de água, sobretudo nas regiões do norte do país, com a perspectiva de expansão do projecto. Na cidade da Matola, no bairro de Mussumbuluco, a organização assegura há cerca de dez anos a distribuição gratuita e contínua de água à comunidade local.
A Comunidade Willow participa igualmente em iniciativas de promoção da paz e reconciliação nacional, destacando a sua presença nas celebrações do 4 de Outubro, em coordenação com líderes religiosos de diversas confissões. No plano social, a organização apoiou mais de 36 mil famílias durante o Ramadão e o Eid al-Adha do ano passado, encontrando-se já em preparação para o próximo mês sagrado do Ramadão.
A organização reiterou que continuará a trabalhar em estreita colaboração com as comunidades e instituições nacionais, mantendo o seu compromisso de apoio social, humanitário e de desenvolvimento em Moçambique.




ACLM saúda retoma do Projecto Mozambique LNG e destaca reforço do conteúdo local

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A Associação de Conteúdo Local de Moçambique (ACLM) saudou, com elevado sentido de responsabilidade, optimismo e esperança, a retoma do Projecto Mozambique LNG, considerando-o um marco de grande relevância para o futuro económico, social e empresarial do país.
Em comunicado a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, a ACLM sublinha que, após um prolongado período marcado por desafios, crises e incertezas, o relançamento do projecto representa um sinal claro de confiança em Moçambique, nas suas instituições e no seu potencial de crescimento económico sustentável.
Segundo a Associação, o rearranque do Mozambique LNG constitui um passo determinante para a recuperação e o fortalecimento do tecido empresarial nacional, reafirmando o sector energético como um dos principais motores do desenvolvimento económico inclusivo e sustentável.
A ACLM endereça felicitações ao Governo da República de Moçambique, à TotalEnergies e aos demais parceiros do projecto, destacando o esforço conjunto, o diálogo contínuo e as sinergias institucionais e técnicas que tornaram possível a retoma deste empreendimento estratégico, há muito aguardado pelo país, pelas empresas nacionais e pelos cidadãos moçambicanos.
No mesmo comunicado, a Associação reafirma a sua total disponibilidade para colaborar com o Governo, os operadores e os parceiros do projecto na promoção e no enquadramento efectivo do conteúdo local, defendendo uma abordagem progressiva, inclusiva e realista, capaz de garantir a competitividade das empresas moçambicanas nas cadeias de fornecimento do Mozambique LNG.
A ACLM acredita que o sucesso do projecto estará directamente ligado à sua capacidade de gerar valor partilhado, promover a transferência de conhecimento e assegurar a integração efectiva das micro, pequenas e médias empresas nacionais, contribuindo para a criação de emprego digno e sustentável para a mão-de-obra moçambicana, com particular enfoque na juventude.
Neste sentido, a Associação defende que a TotalEnergies e os seus parceiros mantenham uma postura de abertura, diálogo construtivo, cooperação e sensibilidade para compreender os desafios reais enfrentados pelas empresas nacionais, criando mecanismos adequados que facilitem a sua participação efectiva no projecto.
Para a ACLM, a retoma do Mozambique LNG deve ser encarada como uma oportunidade estratégica para consolidar o conteúdo local, devolver confiança ao empresariado nacional e impulsionar o desenvolvimento económico inclusivo, alinhado com as prioridades nacionais.
“O Projecto Mozambique LNG pode — e deve — afirmar-se como um símbolo de esperança, reconstrução e crescimento sustentável, contribuindo para um futuro mais próspero e resiliente para Moçambique”, conclui a Associação.




PR visita obras de reposição da transitabilidade na EN1 3 de Fevereiro e Incoluana

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Presidente da República, Daniel Chapo, efetuou nesta terça-feira, 28 de janeiro de 2026, uma visita de trabalho às obras de reposição da transitabilidade na Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço compreendido entre 3 de Fevereiro e Incoluana, na província de Maputo, cuja circulação rodoviária se encontra interrompida na sequência dos cortes provocados pelas intensas chuvas que se abateram sobre a região.
A deslocação do Chefe do Estado teve como principal objetivo acompanhar de perto o andamento das intervenções em curso, bem como inteirar-se das medidas adotadas pelas autoridades competentes para garantir a reposição imediata da circulação de pessoas e bens numa das mais importantes vias de ligação rodoviária do país.
Durante a visita ao local, Chapo avaliou o nível dos danos causados pelas chuvas e inundações, que resultaram em múltiplos cortes ao longo do referido troço, comprometendo seriamente a mobilidade rodoviária e afetando o normal fluxo económico entre o sul e o centro do país. O Presidente recebeu informações técnicas sobre os trabalhos de emergência em execução, incluindo o enchimento de rombos, reforço da plataforma da estrada e outras ações de estabilização provisória, enquanto se preparam soluções mais duradouras.
O Chefe do Estado sublinhou a importância estratégica da EN1 para o desenvolvimento económico e social de Moçambique, destacando que a reposição da transitabilidade constitui uma prioridade do Governo, sobretudo num contexto de ocorrência recorrente de eventos climáticos extremos. Nesse sentido, reiterou a necessidade de acelerar os trabalhos, salvaguardando simultaneamente a segurança dos utentes da via.
A EN1 é a principal artéria rodoviária do país, ligando várias províncias e assegurando o escoamento de produtos agrícolas, bens essenciais e a circulação de cidadãos. A sua interrupção tem impactos diretos na economia nacional e no quotidiano das populações, razão pela qual as autoridades garantem estar a trabalhar de forma contínua para restabelecer a normalidade no mais curto espaço de tempo possível.
A visita presidencial insere-se no quadro do acompanhamento das ações governamentais de resposta aos efeitos das chuvas e inundações, reafirmando o compromisso do Executivo em mitigar os impactos das calamidades naturais e assegurar a resiliência das infraestruturas públicas essenciais.




ANE encerra quarto corte na EN1 entre 3 de Fevereiro e Incoluna

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A Administração Nacional de Estradas (ANE) anunciou o encerramento, na manhã desta terça-feira, 28 de janeiro, do quarto corte dos seis existentes no troço da Estrada Nacional Número Um (EN1), entre as localidades de 3 de Fevereiro e Incoluna, no distrito da Manhiça, província de Maputo.
Segundo uma nota a que o Jornal Visão Moçambique teve acesso, a ANE informa que decorrem trabalhos de acabamento e enchimento de meia faixa de rodagem no segmento compreendido entre o quarto e o quinto rombo, localizado a cerca de 80 quilómetros da capital moçambicana, Maputo.
A instituição garante que as intervenções em curso visam restabelecer progressivamente a circulação rodoviária em condições de segurança, numa altura em que as chuvas intensas continuam a pressionar as infraestruturas da principal via do país.