GAFI: Moçambique arrisca regressar à Lista Cinzenta sobre branqueamento de capitais

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Moçambique corre o risco de regressar à lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), caso abrande os mecanismos de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

O alerta foi lançado na cidade da Beira, província de Sofala, durante uma capacitação de magistrados e investigadores do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em matéria de crimes financeiros e combate ao branqueamento de capitais.

Na ocasião, o representante do Ministério das Finanças e coordenador nacional do comité executivo de coordenação das políticas de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e proliferação de armas de destruição em massa, Luís Cezerilo, advertiu que o País corre o risco de regressar à lista cinzenta caso não continue a fortalecer os mecanismos de fiscalização, supervisão e aplicação da lei.

“Esta questão da avaliação mútua de 2028 é muito importante. Porquê? Porque se nós baixarmos os índices de organização a todos os domínios, dos aplicadores da lei, dos supervisores, das instituições não financeiras, se nós não continuarmos a fortificar o nosso sistema através de acções concretas nesses três domínios, a probabilidade de regressar à lista cinzenta é iminente”, disse Cezerilo.

Cezerilo explicou ainda que os trabalhos preparatórios para a próxima avaliação começam já em Setembro de 2027, exigindo maior coordenação institucional e acções concretas de prevenção. A fonte sublinhou ainda que o reforço das capacidades das instituições financeiras e não financeiras é essencial para evitar fragilidades no sistema nacional de combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

De  acordo com uma publicação do Jornal Savana, a formação foi promovida pelo Comité Executivo de Coordenação de Políticas de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, Financiamento do Terrorismo e Proliferação de Armas de Destruição em Massa.

Durante a abertura da capacitação, representantes ligados ao GAFI defenderam a necessidade de Moçambique preservar as conquistas alcançadas nos últimos anos e preparar-se para a próxima avaliação mútua internacional, prevista para o período entre 2028 e 2030.

Recorde-se que a saída de Moçambique da lista do GAFI foi amplamente celebrada como “uma grande conquista”, sobretudo para um país que tenta restaurar a sua reputação financeira, atrair investimentos e manter-se ligado aos canais bancários internacionais.

O País saiu oficialmente da lista cinzenta do GAFI a 24 de Outubro de 2025, após três anos sob monitorização intensiva. Integrava essa lista desde Outubro de 2022, devido a vulnerabilidades institucionais e a um quadro legislativo desactualizado, o que obrigou o governo a implementar reformas profundas, num esforço para reverter o cenário e restaurar a confiança económica.




Nampula registou cerca de 90 mil partos só no primeiro trimestre deste ano

Nampula natalidade em alta

O sector da Saúde na província de Nampula manifestou preocupação com o elevado aumento do número de partos registados nos primeiros três meses deste ano, numa situação associada sobretudo à gravidez precoce e às uniões prematuras.

A preocupação foi manifestada pela directora provincial da Saúde, Selma Xavier, no âmbito das celebrações do Dia Internacional de Acção pela Saúde da Mulher, assinalado sob o lema “Direitos, justiça, acção para todas as mulheres e meninas”.

Segundo Selma Xavier, só no primeiro trimestre deste ano foram registados cerca de 90 mil partos de mulheres com idades compreendidas entre os 10 e 19 anos, um número que o sector considera alarmante.

“Temos muitas mulheres que dão parto e não estão previstas naquilo que são os nossos cálculos, que são mulheres entre os 10 aos 19 anos, e geralmente falamos de mulheres em idade fértil com condições para gerar uma criança. Só no primeiro trimestre tivemos cerca de noventa mil partos e este é um número muito alto, porque geralmente a nossa média de partos é de 250 mil partos anuais, apesar de no ano passado termos registado cerca de 300 mil partos anuais, e isto preocupa-nos muito como Governo de Nampula”, afirmou.

Selma Xavier manifestou igualmente preocupação com os índices de mortalidade materna e reforçou o compromisso do sector no combate às uniões prematuras e à gravidez precoce na província.

“Estamos a tentar lutar contra a gravidez precoce e as uniões prematuras em cada distrito da província, trabalhando com o nosso grupo-alvo através da disponibilização de métodos de planeamento familiar, porque queremos que as meninas tenham mais oportunidades de concluir os estudos. Também estamos a trabalhar com mulheres que já têm filhos, mas necessitam de um espaçamento adequado para acompanharem devidamente as crianças”, explicou.




Relançada produção agrícola em Mabalane

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O Estabelecimento Penitenciário Regional Sul (EPRS), localizado no distrito de Mabalane, província de Gaza, está a relançar a produção agrícola, depois de ter perdido 20 hectares de culturas diversas, na fase de colheita, onde se previa obter 120 toneladas, por conta das cheias e inundações registadas em Janeiro e Março do corrente ano.

Para recuperar as perdas registadas, o chefe do Departamento das Actividades Económicas da instituição, Paulo Nguenha, disse esta sexta-feiira que já foram trabalhados e semeados 38 hectares, de um plano global de 114 hectares, prevendo-se colher cerca de 374 toneladas de milho, cebola, feijão e tomate.

Entretanto, apontou desafios ligados à constante avaria de equipamentos usados no processo de produção. “Temos tido avarias constantes de motobombas, tractores, tubagem e dificuldades de transporte para o escoamento das culturas para os grandes mercados”, lamentou.

Por sua vez, a governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, que visitou os campos de produção do EPRS, encorajou os esforços e resiliência da instituição, bem como a decisão de relançar a actividade agrícola, para a recuperação das culturas perdidas.

Segundo a governadora, apesar das perdas causadas pelas cheias, os reclusos e a direcção da penitenciária, não cruzaram os braços e continuam empenhados no aumento da produção. “Constatámos com satisfação a resiliência da penitenciária e dos seus reclusos no âmbito da produção agrícola. As perdas foram enormes, mas continuam a trabalhar e já têm 38 hectares já trabalhados, o que é muito bom”, afirmou.

Margarida Chongo destacou ainda que a produção agrícola contribui para a redução das despesas públicas, na aquisição de alimentos para a população em reclusão.

A governadora manifestou preocupação com relação às avarias de equipamentos essenciais, como tractores, electrobombas e motobombas, tendo defendendido a necessidade de a instituição reinvestir parte das receitas obtidas da venda da produção, para aquisição gradual de acessórios e outros equipamentosagrícolas.

“Sem tractor e sem motobombas torna-se difícil garantir uma melhor produção e produtividade. É importante que, aos poucos, a renda da venda dos produtos seja usada para resolver alguns destes problemas, enquanto o Governo continua a mobilizar apoios”, referiu.

A visita de um dia ao distrito de Mabalane termina com a entrega de sete toneladas de milho e cinco toneladas de feijão nhemba a um universo de 700 agredados familiares.




Receita do Estado com megaprojetos em Moçambique caiu 41% em 2025 para 157 milhões de euros

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Os Projetos de Grande Dimensão e as Concessões Empresariais registaram um prejuízo global de 164 milhões de euros em 2025, segundo a Conta Geral do Estado enviada ao parlamento.

A receita do Estado moçambicano com Projetos de Grande Dimensão das áreas mineiras, hidrocarbonetos e metalúrgicas, recuou quase 41% em 2025, para 11.680 milhões de meticais (157 milhões de euros), segundo dados oficiais.

De acordo com a Conta Geral do Estado (CGE) aprovada pelo Governo, consultada esta quarta-feira pela Lusa e que segue para o parlamento, este desempenho — que exclui dividendos de concessões — compara com os 19.652 milhões de meticais (264,5 milhões de euros) entregues por estas empresas no exercício de 2024.

No ano passado, estas empresas entregaram ao Estado 4.902,76 milhões de meticais (66 milhões de euros) de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRPC), 2.639,65 milhões de meticais (35,5 milhões de euros) de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS), sendo os restantes 4.137,84 milhões de meticais (55,7 milhões de euros) de IVA, royalties e outros impostos, explica o Governo, no documento.

Enquanto dorme… O mundo não pára

Os Projetos de Grande Dimensão (PGD) e as Concessões Empresariais (CE) operam nas áreas mineiras, hidrocarbonetos e metalúrgicas, sendo que a respetiva contribuição “depende das ligações que os mesmos estabelecem com a economia”, incluindo “ligações produtivas” de desenvolvimento da rede de fornecedores e consumidores ou tecnológicas, pela transferência de tecnologia. Também pela criação de emprego ou em termos fiscais, de poupança e reservas externas, explica o Governo, na CGE de 2025.

Na Conta Geral do Estado, o Governo refere que “constatou-se que em 2025, os PGD e CE registaram um prejuízo global de 12.199 milhões de meticais [164,2 milhões de euros]”, uma melhoria de 65,61% face aos resultados de 2024, que atingiram então um prejuízo total de 35.468 milhões de meticais (477,4 milhões de euros).

Acrescenta que os resultados são influenciados pelos prejuízos dos projetos da Mozal (alumínio), Vulcan (carvão) e das Minas do Rovuboè, que somaram prejuízos no valor total de 49.587,48 milhões de meticais (667,4 milhões de euros).

“Anulando desta forma o lucro apresentado pelas empresas Sasol, Areias Pesadas de Moma, Midwest África e Ncondezi, no valor total de 37.388,85 milhões de meticais [503,2 milhões de euros]”, conclui a CGE.




Eid Al-Adha 2026 em Moçambique: Comunidade turca reforça solidariedade com distribuição de Qurbani

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A celebração do Eid Al-Adha 2026 ficou marcada, em Moçambique, por uma forte ação de solidariedade promovida pela Associação Ilha da Paz, em parceria com a Willow International School, através da distribuição de carne de Qurbani a milhares de famílias em diferentes pontos do país.

Durante a cerimónia alusiva à festividade islâmica, o representante da Associação Ilha da Paz e promotor do evento, Mehmet Baslik, destacou que o Eid Al-Adha representa “um tempo em que a fé se transforma em ação e em que cada gesto de solidariedade se torna uma ponte de esperança”.

Segundo Mehmet Baslik, a comunidade turca ligada à Willow International School uniu esforços com parceiros locais para apoiar famílias moçambicanas afetadas pelas recentes cheias e tempestades, levando assistência alimentar e mensagens de fraternidade.
“No que nos move não existe interesse político nem busca por visibilidade. O que nos inspira são os valores universais do serviço à humanidade, da partilha com quem mais precisa, da promoção da educação e da construção da paz entre culturas e religiões”, afirmou.
No âmbito da iniciativa de Qurbani deste ano, foram distribuídas cabeças de gado em várias províncias e distritos do país, nomeadamente: Maputo – 141 cabeças; Katembe – 25 cabeças; Manhiça – 100 cabeças; Lichinga – 100 cabeças; Nampula – 100 cabeças; Inhambane – 80 cabeças; Beira – 15 cabeças; Ilha de Moçambique – 10 cabeças; Moma – 20 cabeças; Macia – 2 cabeças; Palma – 5 cabeças.
De acordo com Mehmet Baslik, “cada número representa não apenas uma família, mas uma vida tocada pela fraternidade”.

O Eid Al-Adha, também conhecido como Festa do Sacrifício, é uma das principais celebrações do calendário islâmico. A data assinala a disposição do profeta Ibrahim (Abraão) em sacrificar o seu filho Ismael em obediência a Deus, simbolizando fé, entrega e solidariedade para com os mais necessitados.

Além do significado religioso, a celebração é tradicionalmente marcada pela partilha de alimentos, sobretudo carne proveniente do Qurbani, com famílias vulneráveis, reforçando os valores de união, compaixão e assistência social.

Em Moçambique, a iniciativa promovida pela Associação Ilha da Paz e pela Willow International School voltou a demonstrar o papel crescente das ações comunitárias e humanitárias na promoção da inclusão social e do apoio às populações afetadas por dificuldades económicas e eventos climáticos extremos. 




Moçambique recebeu 252,8 milhões de USD do gás natural liquefeito, desde 2022, mas só alocou 33,6 milhões para projectos em 2025

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Um relatório de monitoria, apresentado recentemente, pelo Banco de Moçambique, em coordenação com o Ministério das Finanças, revela o descompasso entre o dinheiro que entrou dos projectos de gás natural liquefeito e o que realmente chegou aos moçambicanos. Entre 2022 e Dezembro de 2025, o país arrecadou 252,8 milhões de dólares, mas a execução dos projectos financiados por essas receitas foi praticamente nula em 2025.

O representante do Banco de Moçambique, Cláudio Mangue, afirmou que do total recebido, apenas 33,6 milhões de dólares foram usados no Orçamento do Estado (OE), até Dezembro de 2025. O restante, 219,7 milhões de dólares, ficou parado numa conta transitória.

“De ponto de vista de visão geral, o que estamos dizendo aqui é, entre 2022 e Dezembro de 2025, Moçambique registou 252,8 milhões de dólares, é a receita total até agora em termos de exploração de gás natural liquefeito. Aquilo que foi absorvido ao nível do orçamento do Estado nesse período é de 33,6 milhões de dólares, aquilo que foram receitas depositadas na conta transitória, retirando os 33, são 219,7 milhões de dólares”, disse Mangue.

Só no fim de 2025, o governo começou a repartir o valor conforme a lei: 60% para o Orçamento do Estado e 40% para o Fundo Soberano. Mesmo assim, a transferência para projectos nacionais foi de apenas 31,49 milhões de dólares.

“Em Dezembro de 2025 foram realizadas transferências da conta transitória para o orçamento do Estado, totalizando 31,49 milhões de dólares, financiando projectos de investimentos nacionais.”

Execução desequilibrada nos ministérios

Os 60% que foram ao Orçamento do Estado, não foram executados em todos os ministérios no ano de 2025, sendo que, somente o Ministério dos Transportes e Logísticas usufruiu a 100% desta alocação.

“A execução orçamental dos projectos financiados pelas receitas (60%), não foi satisfatória em 2025, o Ministério dos Transportes e Logística teve um grau de execução de 100% e os demais não tiveram uma execução satisfatória”, afirmou Cláudio Mangue.

Outrossim, a entidade admitiu que as receitas não tem um volume considerável, mas a necessidade de financiamento de projectos é alta, por isso, promete finalizar os projectos que ficaram pendentes em 2025, até o fim do primeiro semestre do corrente ano.

“As receitas não são volumosas, mas a necessidade de financiamento é alta, portanto, não se pode justificar que tenhamos grau de execução de níveis baixos, estamos a trabalhar para que os projectos que não foram terminados em 2025, sejam finalizados até ao final do primeiro semestre deste ano”, concluiu Mangue.

“O Banco de Moçambique não fez nada tão extraordinário para a sociedade, afirma sociedade civil”

O economista Sidónio Tembe, representante ao Fórum de Monitoria do Orçamento (FMO), criticou as estratégias adoptadas pelo Banco de Moçambique para prevenir riscos.

“Em termos de estratégia de gestão de risco, de alguma coisa nova que o Banco de Moçambique possa ter feito para a sociedade, não fez nada tão extraordinário”, disse o economista, destacando que, instrumentos como “overnight”, são de risco muito previsível, e que o Banco de Moçambique ainda não demonstrou complexidade técnica necessária para gestão plena de um fundo Soberano. (INTEGRITY)




Município de Maputo com dificuldades na remoção de lixo devido e invoca escassez de combustíveis como a razão principal

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Em entrevista à STV, a Direcção de Salubridade, do município de Maputo, disse que o município enfrenta desafio na remoção de lixo devido à crise de combustível.

Segundo a vereação de infraestrutura e salubridade, no município de Maputo, a recolha de lixo continua sendo um dos principais desafios, no entanto, o processo continua a decorrer na sua normalidade.

“A recolha de resíduos sólidos é um dos grandes desafios que o município de Maputo tem, actualmente, o processo está decorrendo normalmente, pese embora a alguns desafios decorrente do momento que estamos atravessar”, frisou a Direcção de salubridade. A fonte acrescentou que o município enfrentou um momento crítico devido à insuficiência de combustível para abastecer as viaturas de recolha, o que somando a outros factores, reduziu a capacidade operacional e provocou acumulação de lixo em algumas zonas.

“Tivemos um momento crítico em que tínhamos insuficiência de combustível para abastecer as viaturas, e outros factores, temos alguns factores que reduzem a nossa capacidade surgem situações de acumulação de resíduos”, revelou a fonte. Segundo a entidade, para garantir a continuidade do serviço, foi assegurado um estoque de combustível para os próximos dias. Como medida preventiva, o município passará a fazer a recolha de resíduos no período nocturno, visando evitar o gasto excessivo de combustível causado pelo congestionamento durante o dia.




CPMO do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 9,25 %.

bm

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 9,25 %. Esta decisão decorre da prevalência de elevadas incertezas quanto à duração do conflito no Médio Oriente e o consequente impacto sobre a cadeia logística e oferta de bens, bem como sobre os preços internacionais e domésticos dos combustíveis e alimentos.

Adicionalmente, o CPMO decidiu aumentar o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda nacional de 29,0% para 39,0%, visando absorver a liquidez excedentária no sistema bancário, susceptível de gerar maior pressão inflacionária. Entretanto, o CPMO decidiu manter o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda estrangeira em 29,5%.

A previsão da inflação foi revista em alta. Em Abril de 2026, a inflação anual fixou-se em 4,4%, após 3,4 % em Março. A inflação subjacente, que exclui frutas e vegetais e bens com preços administrados, manteve-se estável. Entretanto, no curto e médio prazo, antevê-se uma aceleração da inflação, podendo atingir dois dígitos, dependendo da duração do conflito no Médio Oriente. A previsão da inflação reflecte os efeitos directos e indirectos do ajustamento dos preços domésticos dos combustíveis líquidos, da intermitência no seu fornecimento e da inflação importada, não obstante a estabilidade do Metical e a fraca actividade económica.

Os riscos e incertezas associados às projecções da inflação continuam a agravar-se. A nível doméstico, evidenciam-se riscos e incertezas quanto à magnitude dos efeitos indirectos do aumento dos preços dos combustíveis sobre a cadeia logística e a oferta de bens; ao ritmo de reposição da capacidade produtiva na sequência das inundações que assolaram o País no primeiro trimestre do ano; e aos efeitos do agravamento do risco fiscal, com destaque para os atrasos nos pagamentos devidos pelo Estado. A nível externo, destacam-se as incertezas quanto à duração e magnitude do impacto do conflito geopolítico no Médio Oriente sobre a cadeia logística e a oferta de bens, bem como sobre os preços dos produtos energéticos e alimentares.

O endividamento público e os atrasados da dívida interna e externa mantêm-se elevados, afectando o normal funcionamento do mercado financeiro e a liquidez bancária. A dívida pública interna, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 493,1 mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 18,5 mil milhões em relação a Dezembro de 2025, e uma fonte de aumento da liquidez bancária. Persistem os atrasos no pagamento da dívida pública interna e externa, incluindo comas instituições financeiras nacionais e os credores multilaterais, com impactos, entre outros, na fraca apetência por títulos públicos, na rigidez das taxas de juro do mercado monetário interbancário e na avaliação do risco do País.

A direcção da política monetária continuará condicionada à avaliação dos riscos e incertezas subjacentes às projecções da inflação.

A próxima reunião ordinária do CPMO está marcada para o dia 29 de Julho de 2026.




Yango Group lança a Yango Tech em África com soluções de IA e Infra-Estrutura Digital para Empresas e Instituições do sector público

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Maputo — O Yango Group anunciou o lançamento da Yango Tech em África, expandindo a presença da empresa na região com um portfólio de soluções de inteligência artificial e infra-estrutura digital destinadas a empresas e organizações do sector público.

A expansão marca a entrada do Yango Group para além dos serviços voltados ao consumidor em África, avançando agora para implementações tecnológicas B2B e soluções de IA. A Yango Tech irá concentrarse em apoiar organizações na automatização de operações, modernização de infra-estruturas e adopção de ferramentas de inteligência artificial em sectores como mobilidade, saúde, serviços financeiros e retalho.

Segundo a McKinsey, a inteligência artificial generativa poderá desbloquear entre 61 mil milhões e 103 mil milhões de dólares em valor económico anual em África, enquanto mais de 40% das organizações no continente já estão a experimentar ou implementar soluções de IA.

Ao mesmo tempo, a procura por infra-estrutura digital e tecnologias empresariais continua a crescer nos mercados africanos. A GSMA estima que o sector móvel tenha contribuído com 220 mil milhões de dólares para a economia africana em 2024, podendo atingir 270 mil milhões de dólares até 2030, à medida que os serviços digitais e as tecnologias empresariais se expandem.

O portfólio africano da Yango Tech inclui programas de adopção de IA generativa, tecnologias para cidades inteligentes, soluções de digitalização na área da saúde e plataformas para serviços financeiros e comércio electrónico.

A empresa apoia organizações públicas e privadas na identificação de áreas onde a IA pode gerar valor mensurável, no desenvolvimento de roteiros de implementação, avaliação do retorno sobre investimento (ROI) e integração de ferramentas de IA nas operações diárias.

A oferta inclui ainda suporte à implementação, estruturas de governação de IA e programas de formação para executivos e equipas operacionais. “Os mercados africanos estão a demonstrar uma procura crescente por automação, modernização de infra-estruturas e aplicações práticas de inteligência artificial”, afirmou Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer do Yango Group.

“O objectivo da Yango Tech é ajudar organizações a implementar tecnologia de forma a melhorar a eficiência operacional e apoiar a transformação digital a longo prazo.”

Na Ásia Central, a Yango Tech já lançou com sucesso projetos MaaS (Mobility as a Service), incluindo sistemas de rastreamento de ambulâncias em tempo real, concebidos para melhorar a coordenação das respostas de emergência e a visibilidade para pacientes e centros de despacho. A empresa já iniciou operações em Moçambique e na África do Sul, com projectos nas áreas de mobilidade, saúde e comércio electrónico, marcando o primeiro passo para uma expansão mais ampla em todo o continente.




Parceria entre PRM, Munícipio da Matola e Fidelidade Ímpar leva segurança rodoviária às escolas porque cada criança merece chegar à casa

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Maputo — No dia 20 de Maio, mais de 1.000 crianças de duas escolas da Cidade da Matola aprenderam a atravessar a rua com segurança. A Fidelidade Ímpar esteve lá.

A iniciativa integra a Semana Nacional de Segurança Rodoviária 2026, sob o lema “O cuidado é o melhor caminho”. Em parceria com a Polícia de Trânsito (PRM), o Conselho Municipal da Cidade da Matola, INATRO e a Direcção Distrital de Educação, a Fidelidade Ímpar levou palestras educativas, simulações práticas de travessia segura e sessões de literacia financeira tornando a aprendizagem concreta e visível.

Esta acção foi possível pela união de quem partilha o mesmo propósito. A PRM, o Conselho Municipal da Cidade da Matola e a Direcção Distrital de Educação juntaram-se para chegar mais longe juntos porque a segurança nas zonas escolares não é responsabilidade de ninguém em particular: é responsabilidade de todos.

Foram distribuídos 70 coletes reflectores à Polícia de Trânsito e instalada sinalização rodoviária junto das escolas: passadeiras, placas de prevenção e os sinais que dizem ao trânsito que ali passam crianças. Pequenos gestos que ficam.

A acção envolveu mais de 1.000 participantes nas duas escolas. Cada um deles crianças, professores, agentes de trânsito foi parte de algo maior do que uma simples sessão de sensibilização.

Não é a primeira vez. Desde Novembro de 2025, a Fidelidade Ímpar tem estado presente na Escola Primária da Matola Gare, onde cerca de 1.000 alunos participaram em actividades de educação rodoviária, literacia financeira e até criaram peças ilustrativas com materiais reutilizados. A intenção nunca foi fazer um evento. Foi criar um hábito.

A Fidelidade Ímpar mantém o programa activo na Escola Primária da Matola Gare desde Novembro de 2025 e prevê alargá-lo a outras zonas escolares do país. Para a Fidelidade Ímpar, investir na prevenção é contribuir para comunidades mais seguras  porque o cuidado traduz-se sempre em acções concretas para que a vida não pare.