GOVERNO CEDE À PRESSÃO E APROVA PAGAMENTO PARCIAL DO 13.º SALÁRIO

O Governo de Moçambique decidiu recuar parcialmente face à onda de contestação protagonizada por funcionários e agentes do Estado, com maior destaque para a classe médica, ao aprovar o pagamento de 40% do 13.º salário. A medida surge depois de semanas de forte pressão social, manifestações nas redes sociais e críticas veiculadas nos órgãos de comunicação social, que acusavam o Executivo de falta de transparência e sensibilidade social.
A decisão foi anunciada esta terça-feira, na cidade de Maputo, pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no final da sessão governativa. Segundo explicou, o Executivo apreciou e aprovou uma Resolução que autoriza o abono do 13.º vencimento aos servidores públicos, membros das Forças de Defesa e Segurança, pensionistas e rendistas do Estado.
Pagamento parcial gera reações mistas
De acordo com informações apuradas pelo Jornal Visão Moçambique, o valor a ser pago corresponde apenas a 40% do vencimento base, tendo como referência o nível salarial, a carreira, categoria ou função exercida, bem como o valor da pensão actualmente em vigor.
A decisão, apesar de ser vista como um passo na direcção do diálogo, está longe de satisfazer plenamente os trabalhadores do Estado. Muitos consideram a percentagem aprovada insuficiente para responder ao custo de vida actual, marcado pelo aumento dos preços dos produtos básicos, combustíveis e serviços essenciais.
“Não é isso que esperávamos. O 13.º salário é um direito adquirido, não um favor do Governo”, lamentou ao Visão Moçambique um funcionário público que pediu anonimato por receio de represálias.
Pagamento em duas fases
Segundo o Executivo, o pagamento do subsídio será efectuado em duas fases: a primeira no final do mês de Janeiro e a segunda em Fevereiro de 2026, sempre após o processamento dos salários mensais.
Fontes governamentais explicam que o fraccionamento do pagamento deve-se a constrangimentos financeiros enfrentados pelo Estado, agravados pela pressão da dívida pública, redução da ajuda externa e necessidade de financiar sectores prioritários como saúde, educação e segurança.
Classe médica na linha da frente
A classe médica tem estado na linha da frente das reivindicações, denunciando atrasos salariais, falta de condições de trabalho e incumprimento de promessas governamentais. Nos últimos meses, várias unidades sanitárias registaram paralisações parciais, situação que colocou em risco o atendimento à população.
Analistas políticos ouvidos pelo Visão Moçambique defendem que a decisão do Governo não foi espontânea, mas sim resultado directo da pressão social e do receio de agravamento do clima de instabilidade laboral.
“O Executivo foi obrigado a reagir. A insatisfação já estava a transbordar e poderia resultar em greves generalizadas”, explica o analista político Eduardo Nhantumbo.
Falta de comunicação e transparência
Outro aspecto criticado é a falta de comunicação clara por parte do Governo desde o início do processo. Durante semanas, o Executivo manteve-se em silêncio, o que alimentou rumores e especulações nas redes sociais.
Para os sindicatos, essa postura demonstrou desrespeito pelos trabalhadores. “O Governo devia ter sido transparente desde o princípio. As pessoas precisam de informação oficial, não de boatos”, afirmou um dirigente sindical.
Desafios financeiros do Estado
O Executivo reconhece dificuldades orçamentais, mas garante estar a trabalhar para estabilizar as contas públicas. No entanto, especialistas alertam que a solução encontrada é apenas paliativa.
“O problema não é só pagar 40%. O problema é a previsibilidade financeira do Estado e o respeito pelos direitos laborais”, sublinha o economista Manuel Machava.
Futuro incerto
Enquanto o Governo tenta apaziguar os ânimos, os funcionários públicos prometem continuar atentos. Muitos afirmam que, caso não haja melhorias concretas, novas manifestações poderão surgir.
Para já, o pagamento parcial do 13.º salário surge como um “alívio temporário”, mas não resolve o problema estrutural que afecta a função pública moçambicana.




Jovem de 34 anos morto a tiros por fiscais em Salamanga gera contestação pública

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Um jovem de 34 anos perdeu a vida após ter sido atingido a tiros por fiscais do Parque Nacional de Maputo, na localidade de Salamanga, distrito de Matutuíne, província de Maputo. O incidente, ocorrido durante o período natalício, está a gerar forte comoção social e questionamentos sobre a actuação das forças de fiscalização ambiental.



Segundo relatos divulgados, os fiscais deslocaram-se à residência da vítima sob suspeita de envolvimento em actividades de caça furtiva. De acordo com as mesmas fontes, os agentes teriam entrado no quintal da casa sem mandado judicial e munidos de armas de fogo.

Ainda conforme os depoimentos, ao aperceber-se da presença dos fiscais, o cidadão tentou fugir. Os agentes efectuaram disparos que atingiram a vítima, apesar de esta se encontrar desarmada. O jovem foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, onde viria a perder a vida devido à gravidade dos ferimentos.

O caso está a suscitar críticas de membros da comunidade e de analistas, que questionam a legalidade da atuação dos fiscais e o uso de força letal fora de uma situação de confronto armado ou flagrante delito dentro da área de conservação.

Especialistas em direito constitucional lembram que a Constituição da República de Moçambique consagra o direito à vida e à integridade física, estabelecendo que ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente. Sublinha-se ainda que o ordenamento jurídico moçambicano não prevê a pena de morte, cabendo às autoridades policiais e judiciais a investigação, detenção e julgamento de suspeitos de crimes.

A comunidade local de Salamanga manifesta preocupação com o impacto do caso na relação entre a população e as entidades gestoras das áreas de conservação, defendendo maior transparência, responsabilização e esclarecimento público sobre as circunstâncias da morte.

Até ao momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a abertura de um inquérito criminal ou disciplinar para apurar responsabilidades. Organizações da sociedade civil e residentes apelam às autoridades competentes para que o caso seja investigado de forma imparcial e célere.

Fonte: Programa Balanço Geral, Televisão Miramar.




Casal é resgatado após permanecer 23 horas retido em rocha no rio Vunduzi, em Gorongosa

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Um casal foi resgatado com vida depois de ter ficado retido durante cerca de 23 horas no topo de uma rocha no meio do rio Vunduzi, no distrito de Gorongosa, província de Sofala. A ocorrência aconteceu na tarde de quinta-feira, quando os dois tentavam atravessar o curso de água e foram surpreendidos pela subida repentina do caudal, impulsionada por uma chuva torrencial.



Segundo o Governo local, o casal iniciou a travessia pouco depois das 17 horas, horário em que as precipitações intensificaram-se, aumentando o volume de água no rio e tornando a passagem perigosa e intransitável. Para escapar à força das águas, a dupla refugiou-se numa rocha no meio do leito, onde passou a noite e grande parte do dia seguinte, exposta às intempéries.

O alerta foi dado pelas comunidades vizinhas após notarem a ausência do casal e a impossibilidade de estes continuarem a travessia. Em resposta, as autoridades governamentais mobilizaram um helicóptero para a região, que permitiu o resgate seguro das duas pessoas, que apresentavam sinais de exaustão, mas sem risco imediato de vida. Integrity Magazine

Riscos climáticos e historial de cheias

A província de Sofala integra zonas frequentemente afectadas por chuvas intensas durante a estação chuvosa, que vai de Outubro a Março, com risco elevado de inundações em áreas ribeirinhas. O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) tem emitido avisos de precipitações fortes, trovoadas e ventos com rajadas para diversas regiões de Sofala e Manica, incluindo Gorongosa, recomendando precauções em locais propensos a enchentes e quedas de árvores.

Especialistas em gestão de recursos hídricos alertam que eventos climáticos extremos, intensificados pelas alterações climáticas, associam-se a cheias repentinas em bacias como as do rio Vunduzi e de outras bacias importantes do país, expondo comunidades e viaturas ao risco de ficar isoladas ou em perigo. Dados recentes indicam que, para a época chuvosa 2025/2026, entre 400 mil e 600 mil moçambicanos poderão necessitar de assistência humanitária devido a inundações e à vulnerabilidade de infra-estruturas junto a cursos de água.

O rio Vunduzi, como outros curso de água na zona centro do país, já foi palco de incidentes anteriores, incluindo acidentes rodoviários e situações de risco durante épocas de chuva intensa, exigindo atenção redobrada das autoridades distritais e das populações locais.

Apelo à precaução

Autoridades de socorro e gestores distritais reforçam o apelo às comunidades para que evitem travessias de rios durante e após chuvas fortes, especialmente em áreas sem passagem segura, e que procurem informações sobre o estado dos cursos de água antes de se aventurarem em deslocações que envolvam corpos d’água. Equipas de resposta continuam em alerta, à medida que se intensificam os eventos climáticos associados à estação chuvosa no centro de Moçambique.




Homenagem Oficial Reafirma o Impacto da Diretora Marilete Godoy na Educação

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A trajetória da educadora Marilete Godoy Faroni foi reconhecida em Vila Velha com  Moção de Aplausos pelo legado dedicado à educação pública



Por: Joacles Costa

Com 41 anos de atuação na rede municipal, Marilete se tornou referência na formação de gerações e na gestão escolar.

Marilete iniciou sua carreira em 1984 e, dois anos depois, foi a primeira professora da recém-inaugurada UMEFTI Dr. Tancredo de Almeida Neves. Desde então, construiu vínculos duradouros com a comunidade do bairro Cobi de Cima, onde atua há 39 anos.

Em 2014, assumiu a direção da UMEITI Izabel Correia da Silva e, em 2017, retornou à UMEFTI Dr. Tancredo de Almeida Neves como diretora. Reconhecida pela sensibilidade e responsabilidade na gestão, consolidou sua imagem como liderança educacional no município.

A homenagem ressalta não apenas sua dedicação profissional, mas também o impacto social de sua atuação. “Marilete construiu um legado de exemplo, ética e amor ao ensino, que segue inspirando alunos, profissionais da educação e toda a comunidade escolar”, destacou o texto oficial da Moção.




Mahindra reforça compromisso social com campanha de doação de sangue e saúde preventiva em Maputo

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Num período marcado pelo aumento de acidentes rodoviários e pela pressão sobre os serviços de saúde, a Mahindra, através da MHL Auto, sua representante oficial em Moçambique, decidiu transformar a tradicional mensagem de condução preventiva numa acção concreta de impacto social: uma campanha de doação de sangue aliada à promoção da saúde preventiva, realizada na cidade de Maputo.



De acordo com o Director-Geral da MHL Auto, Loydy Da Costa, a iniciativa nasce da experiência vivida nos últimos anos. “Durante a quadra festiva, os acidentes aumentam significativamente e, no ano passado, verificámos uma escassez de sangue em vários hospitais. Sentimos que era o momento certo para agir de forma mais directa e solidária”, explica.

A campanha foi desenvolvida em estreita coordenação com o Banco de Sangue do Hospital Central de Maputo (HCM), instituição que funciona como um verdadeiro centro de distribuição para várias unidades sanitárias da capital e da periferia. A necessidade de reposição de sangue é constante, tornando este gesto um contributo relevante para o sistema nacional de saúde.

Saúde para além da estrada

Para além da recolha de sangue, a Mahindra integrou acções de saúde preventiva, incluindo o despiste de diabetes e a realização de exames de vista gratuitos. Embora a sua área de actuação seja o sector automóvel, a empresa assume-se como uma plataforma de ligação entre a população e os profissionais de saúde, levando mensagens de prevenção e aconselhamento a espaços não convencionais.

“Enquanto marca, acreditamos que as pessoas são o nosso maior activo — colaboradores, clientes e comunidades. Cuidar delas é parte da nossa responsabilidade”, sublinha Loydy Da Costa. O envolvimento activo dos colaboradores da MHL Auto foi, segundo a empresa, um dos pilares do sucesso da campanha.

Responsabilidade social como estratégia

A iniciativa enquadra-se numa estratégia mais ampla de responsabilidade social corporativa da Mahindra em Moçambique, que combina proximidade com o público, promoção da saúde e contínua sensibilização para a condução prudente. Para assegurar a credibilidade técnica das actividades, foram estabelecidas parcerias com o Banco de Sangue do HCM e com o Hospital de Olhos Dr. Agarwals, instituição de renome internacional.

O apelo à população é claro: doar sangue é um gesto simples, mas com um impacto profundo. “É um acto nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes ajudamos alguém que nunca iremos conhecer, mas o valor desse gesto é incalculável”, reforça o Director-Geral.

Um investimento que salva vidas

O compromisso social da Mahindra estende-se igualmente ao reforço dos serviços públicos de saúde. Durante a 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) 2025, realizada em Ricatla, a empresa ofereceu ao Município da Cidade da Matola uma ambulância totalmente equipada, num investimento superior a dois milhões de meticais.



A entrega, ocorrida a 28 de Agosto de 2025, simbolizou o fortalecimento da parceria entre a Mahindra e o Município da Matola. Dotada de tecnologia moderna e dispositivos essenciais para a estabilização e monitorização de pacientes em situações críticas, a nova ambulância já integra o património municipal, contribuindo para uma resposta mais eficaz às emergências médicas na cidade.




Moçambique: CityLink promete segurança reforçada após acidente trágico

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A empresa de transportes CityLink reagiu ao levantamento da suspensão da sua actividade pelo Ministério dos Transportes e Logística de Moçambique, após o acidente fatal ocorrido em 7 de Dezembro, que resultou na trágica perda de sete vidas. A decisão administrativa marca o retorno da transportadora ao mercado, com o compromisso firme de reforçar a segurança no transporte público de passageiros.



A CityLink recebeu o levantamento da suspensão “com sentido de responsabilidade”, mas reafirma que “nenhuma decisão administrativa diminui a gravidade da perda humana verificada”. A empresa expressou “profundo pesar e solidariedade para com as famílias das vítimas”, demonstrando compromisso com a reparação e o respeito devido.

Desde o primeiro momento, a transportadora tem colaborado “de forma total, transparente e responsável com as autoridades competentes”, mantendo uma postura de “respeito institucional e disponibilidade permanente para o apuramento dos factos”. A CityLink encara este episódio como um momento crucial de “aprendizagem e melhoria” para todo o setor.

Para garantir a segurança dos passageiros, a CityLink está a implementar um conjunto de medidas rigorosas:

  1. Reforço da formação dos motoristas, com treinamentos específicos para prevenção de acidentes.
  2. Verificação extraordinária de toda a frota, em complemento aos planos regulares de manutenção e inspeção.
  3. Revisão e atualização dos procedimentos internos para maior eficiência e segurança operacional.
  4. Acompanhamento e apoio permanente às famílias das vítimas, reforçando o compromisso social da empresa.

A segurança dos passageiros e dos trabalhadores é a “prioridade absoluta” da CityLink, que se compromete a continuar colaborando estreitamente com o Estado e outras entidades reguladoras para a “melhoria contínua da segurança no sector do transporte público de passageiros”.

Com o retorno às operações, a empresa espera contribuir significativamente para a fluidez e segurança das deslocações durante a quadra festiva, garantindo um serviço mais confiável e responsável para a população moçambicana.




Fraude fiscal e branqueamento de capitais: PGR apreende mais de 40 milhões de meticais em Maputo

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Dois indivíduos com dupla nacionalidade detidos após apreensão de elevada quantia em residência

Maputo, Moçambique – O Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional, órgão afecto à Procuradoria-Geral da República (PGR), confirmou a apreensão de mais de 40 milhões de meticais numa residência localizada na cidade de Maputo.



A diligência teve lugar no último Sábado, na sequência de um mandado judicial de busca e apreensão. Para além do dinheiro, as autoridades apreenderam documentação contabilística e diversos dispositivos electrónicos. Devido ao elevado volume de numerário, não foi possível efectuar a contagem manual no local.

Segundo noticiou a STV Notícias, no seu canal oficial do YouTube, o montante apreendido será encaminhado ao Banco de Moçambique, onde será apurado o valor exacto através de meios electrónicos. O dinheiro será posteriormente depositado numa conta específica gerida pelo gabinete de gestão de activos.

As investigações prosseguem e incidem sobre suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e outros crimes económicos que poderão emergir no decurso do processo. No âmbito deste caso, encontram-se detidos dois indivíduos, descritos como comerciantes e cidadãos particulares com dupla nacionalidade, incluindo a moçambicana.

O Ministério Público tem vindo a reforçar o combate à criminalidade económico-financeira, intensificando o exercício da acção penal. Este processo junta-se a outros casos recentes de corrupção, nomeadamente os relacionados com o Tesouro Público e a Autoridade Tributária de Moçambique, que já resultaram na detenção de pelo menos 30 pessoas, entre funcionários públicos e particulares.

No mesmo período, foram igualmente registadas detenções no sector da justiça. Entre os visados contam-se magistrados do Ministério Público e dois oficiais de diligências do JICOTE, detidos por envolvimento em esquemas de corrupção.

O avanço para a detenção dos suspeitos indica que a PGR dispõe de elementos suficientes que sustentam a existência de matéria criminal passível de julgamento. As investigações continuam, com o objectivo de recolher todas as provas necessárias para a consolidação do processo.




Jornal Visão Moçambique já disponível: leia a edição 257 com denúncias fortes e análises profundas

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Está disponível para download a edição 257 do Jornal Visão Moçambique, publicada na Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2025. Nesta edição, o destaque vai para a contundente denúncia do líder político Muchanga sobre o “Genocídio Mercantil e Estado Capturado” em Moçambique, um tema que tem mobilizado debates em todo o país.



Além disso, o jornal traz uma reportagem exclusiva sobre a impunidade dos líderes do narcotráfico em Moçambique, revelada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e uma análise sobre a pressão para o desmantelamento de um grupo militar envolvido em esquema de subsídio.

Os leitores têm agora a oportunidade de aceder a todas essas notícias e muito mais, com uma cobertura jornalística independente, detalhada e comprometida com a verdade dos factos.

Para ler a edição completa do Jornal Visão Moçambique, basta fazer o download em formato PDF através do site oficial www.jornalvisaomoz.com, garantindo acesso imediato e fácil ao conteúdo que importa para compreender o país.

Não perca esta edição decisiva que vai ao centro dos principais desafios políticos e sociais que Moçambique enfrenta. Faça já o download e mantenha-se informado.




Jornal Visão Moçambique lança Edição 256 com destaque para défice histórico e pressão internacional crescente

CAPA 256 DO JORNAL VISÃO MOÇAMBIQUE

Manchete nacional evidencia fragilidade financeira do Estado

A nova Edição 256 do Jornal Visão Moçambique foi oficialmente lançada e apresenta como manchete o défice recorde de 114 mil milhões de meticais, um valor que, segundo analistas, expõe uma fragilidade estrutural do Governo num período marcado por abrandamento das receitas públicas e compromissos sociais cada vez mais pesados para o Orçamento do Estado.



A capa destaca ainda que este défice surge num contexto em que a execução orçamental enfrenta pressões acumuladas, associadas tanto às necessidades pós-calamidades como aos encargos estruturais nos sectores de educação, saúde e desenvolvimento comunitário, levantando dúvidas sobre a real capacidade de resposta do Executivo durante o próximo ciclo económico.

Pressão internacional sobre o projecto da TotalEnergies domina análise económica

A edição inclui também uma análise de grande impacto sobre o inesperado sinal vermelho vindo de Londres e Haia, que surpreendeu o Governo ao colocar em causa a estabilidade dos fluxos associados ao projecto da TotalEnergies na Bacia do Rovuma, sobretudo após a retirada misteriosa de 2,2 mil milhões de meticais que levantou questões sobre transparência, confiança e riscos geopolíticos iminentes.

A reportagem ressalta que este novo impasse internacional poderá atrasar decisões estratégicas relacionadas à exploração de gás, afectando previsões macroeconómicas e ampliando incertezas num sector considerado vital para o futuro das receitas nacionais e para a estabilidade fiscal do país.

Movimento juvenil reforça coordenação em Vilankulo

No plano social e político, a Edição 256 destaca ainda a nomeação de Massingue como novo coordenador distrital da ANAMOLA em Vilankulo, num movimento interpretado como parte de uma reorganização interna que visa fortalecer a presença da organização ao nível local e dinamizar iniciativas juvenis alinhadas às prioridades comunitárias.

A matéria sublinha que a nova liderança pretende intensificar programas de mobilização e envolvimento cívico, reforçando pontes entre estruturas de base e plataformas de participação activa, num momento em que o associativismo juvenil ganha maior relevância no debate público nacional.

Edição já disponível para leitura

A Edição 256 do Jornal Visão Moçambique encontra-se disponível na versão impressa e digital, oferecendo aos leitores uma síntese abrangente dos acontecimentos que estão a moldar o cenário político, económico e social do país nesta fase crítica.




AUMENTAM CASOS DE GRIPES NO PAÍS, MAS SEM AGRAVAMENTO — GARANTE MISAU

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 O Ministério da Saúde (MISAU) confirmou que, nas últimas quatro semanas, Moçambique tem registado um aumento de casos de infecções respiratórias agudas, vulgarmente conhecidas por síndromes gripais. Apesar da subida no número de notificações, as autoridades garantem que a maioria dos casos é de natureza leve e não há registo de aumento da gravidade da doença.

Segundo dados divulgados pelo sector da Saúde, a maior parte das infecções actualmente em circulação é provocada pelo vírus da Influenza, dentro do padrão considerado normal para esta época do ano. A situação, ainda que sob vigilância permanente, não configura, para já, qualquer cenário de alarme epidemiológico.

O MISAU recorda que, em Moçambique, as infecções respiratórias agudas ocorrem ao longo de todo o ano, mas apresentam dois períodos de maior incidência:

De Dezembro a Abril, com pico em Março;

De Junho a Setembro, com pico em Agosto.

Estes períodos estão associados às mudanças climáticas, maior circulação de pessoas em espaços fechados e queda das temperaturas, factores que favorecem a propagação de vírus respiratórios.

Perante o actual cenário, o MISAU reforça o apelo à população para não baixar a guarda e cumprir rigorosamente as medidas básicas de prevenção, nomeadamente:

Etiqueta da tosse (tapar a boca ao tossir ou espirrar);

Higiene individual e colectiva;

Lavagem frequente das mãos com água e sabão;

Uso de máscara em caso de sintomas respiratórios.

As autoridades sublinham que estas medidas, simples mas eficazes, continuam a ser a linha da frente na protecção das famílias e na contenção da propagação do vírus.

O Ministério da Saúde assegura que o País dispõe de um Sistema de Vigilância Laboratorial e Genómica da Síndrome Gripal, através do qual acompanha, em tempo real, a evolução dos casos, a circulação dos vírus e possíveis mutações.

“O MISAU continuará a monitorar de forma contínua a situação e irá actualizar regularmente a população sempre que houver mudanças relevantes”, refere o comunicado oficial.

As autoridades de Saúde deixam uma mensagem directa: não há motivo para pânico, mas é fundamental que cada cidadão assuma a sua quota de responsabilidade. A gripe não é novidade, já faz parte do nosso calendário, mas negligência é que nunca pode ser normalizada.