CIDADE DE MAPUTO LANÇA CAMPANHA DE CIRURGIAS DE CATARATAS PARA DEVOLVER VISÃO A CENTENAS DE UTENTES

IMG-20251202-WA0036.jpeg

 O Serviço de Saúde da Cidade de Maputo lançou, esta Segunda-feira, 1 de Dezembro, no Hospital Geral José Macamo, a Campanha de Cirurgias de Cataratas, uma iniciativa que resulta de uma parceria entre o Banco de Desenvolvimento Islâmico (IsDB) e o Ministério da Saúde (MISAU). A acção pretende responder, de forma rápida e prática, ao número crescente de pacientes afectados por cegueira evitável causada por cataratas.

A campanha prevê beneficiar cerca de 500 utentes provenientes da Cidade e Província de Maputo. As intervenções cirúrgicas decorrem entre os dias 1 e 5 de Dezembro, concentradas na mesma unidade sanitária, acelerando o acesso ao tratamento para pessoas que, nalguns casos, aguardavam há vários meses por uma solução.

Durante o lançamento, a Directora do Serviço de Saúde da Cidade de Maputo, Dra. Paloma Tatiana Maripiha, destacou a importância da colaboração, reconhecendo que este esforço conjunto “irá reduzir significativamente a lista de espera, devolver esperança a centenas de pacientes e melhorar a qualidade de vida da nossa população”. A governante sublinhou que a recuperação da visão não só transforma a vida dos pacientes, como também alivia o impacto socioeconómico sentido pelas suas famílias.

Por seu turno, o representante do IsDB reafirmou o compromisso da instituição com o sector da saúde em Moçambique, lembrando que o banco tem apoiado intervenções semelhantes noutras províncias. Disse ainda que o objectivo é reforçar a capacidade nacional de resposta em áreas clínicas críticas, promovendo maior inclusão e bem-estar social.

O evento contou com a presença da responsável pelo Programa Nacional de Oftalmologia, médicos oftalmologistas nacionais e internacionais, profissionais de saúde envolvidos na campanha e vários utentes que aguardam atendimento. Para muitos destes pacientes, a campanha representa literalmente um “regresso à luz”, num país onde a catarata continua a ser uma das principais causas de cegueira evitável.

As autoridades de saúde encorajam a população com sintomas como visão turva, sensibilidade à luz ou dificuldade em realizar actividades do dia-a-dia a procurar avaliação médica. Num tom típico da geração mais nova: ver bem é meio caminho para viver bem — e a campanha quer garantir exactamente isso para centenas de moçambicanos.




PRIMEIRA-MINISTRA DEFENDE PREVENÇÃO REFORÇADA E RESPONSABILIDADE COLECTIVA NO COMBATE AO HIV/SIDA

IMG-20251202-WA0033.jpeg

 A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, apelou, esta Segunda-feira, 1 de Dezembro, a uma mobilização nacional mais firme e responsável no enfrentamento ao HIV/SIDA, durante a cerimónia central alusiva ao Dia Mundial de Luta contra o HIV/SIDA, realizada no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.

A governante recordou que nenhum progresso será sólido se cada cidadão não assumir o seu papel na prevenção. Sublinhou que a resposta ao HIV não se esgota nos serviços de saúde: “A prevenção começa na informação, na responsabilidade individual e colectiva e na capacidade de agir antes que seja tarde.” Para Levi, o país só avançará se comunidades, famílias, instituições públicas e privadas trabalharem como um corpo unido, sem esperar que a solução venha apenas do Estado.

A ocasião marcou também o lançamento oficial do Dezembro Vermelho, mês dedicado à intensificação das acções de sensibilização, testagem, combate ao estigma e promoção do tratamento. A Primeira-Ministra realçou que esta iniciativa “não é apenas uma efeméride, mas um apelo à acção para protegermos vidas e fortalecer­mos a resposta nacional.”

Sob o lema “Superando as Crises, Transformar a Resposta ao HIV e SIDA”, Levi reforçou a necessidade de uma abordagem resiliente e inovadora que garanta inclusão, eficácia e capacidade de alcançar todos, sem excepção.

No mesmo evento, o Ministro da Saúde, Ussene Isse, colocou o dedo na ferida: o combate ao HIV exige investimento sério e constante. Na sua intervenção, afirmou que “investir na saúde não é um gasto, é um investimento estratégico”, defendendo que o bem-estar da população influencia directamente a produtividade e, por consequência, o desenvolvimento económico.

Isse apontou que reforçar a resposta ao HIV implica expandir e melhorar os serviços, garantir medicamentos, proteger grupos vulneráveis e fortalecer as comunidades. Sublinhou ainda que nenhum sistema de saúde vence sozinho: “A prevenção começa nas comunidades, nas famílias e nos comportamentos de cada um de nós.”

A cerimónia trouxe momentos de reflexão sobre os avanços alcançados ao longo dos anos, mas também sobre os desafios que persistem. O encontro culminou com a renovação de compromissos entre o Governo, parceiros de cooperação e sociedade civil, reforçando a determinação colectiva em acelerar o controlo da epidemia.




MOÇAMBIQUE CONTRIBUI PARA REVISÃO DO QUADRO AFRICANO DE POLÍTICA DE DADOS

1764595385956.jpeg

 Moçambique está a marcar presença no Workshop sobre Implementação do Quadro de Política de Dados da União Africana (UA), em curso de 1 a 4 de Dezembro de 2025, na cidade de Addis Abeba, Etiópia. A reunião junta peritos dos diferentes Estados-Membros com o intuito de acelerar a harmonização de políticas e de fortalecer a governação de dados no continente, num momento em que a digitalização se torna eixo central do desenvolvimento africano.

O país participa através do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), representado pelo Presidente do Conselho de Administração, Lourino Chemane, e pelo Director da Divisão de Governação Digital, Eugénio Macumbe. Ambos têm a missão de partilhar os avanços nacionais na administração e protecção de dados, destacando-se a Proposta de Lei de Protecção de Dados, actualmente em afinação, bem como os passos dados para a adesão de Moçambique a convenções internacionais sobre segurança cibernética.

O encontro procura impulsionar a implementação definitiva do Quadro de Política de Dados da UA, documento aprovado em Fevereiro de 2022, na 40.ª sessão ordinária do Conselho Executivo da organização. Desde essa aprovação, tem sido desenvolvida pela Comissão da UA uma série de mecanismos e orientações técnicas para apoiar os países no reforço de capacidades e na criação de sistemas nacionais robustos, alinhados com as metas continentais.

A iniciativa ganha relevância numa época em que África se prepara para consolidar um espaço comum de dados, mais integrado, seguro e competitivo. A expectativa é que políticas uniformizadas permitam promover inovação tecnológica, proteger os direitos dos utilizadores, garantir circulação responsável de dados e transformar a informação em motor de crescimento económico. No fundo, o objectivo é erguer uma sociedade continental digitalmente inclusiva, com decisões orientadas por conhecimento e não por improviso.

Durante quatro dias, os delegados de governos africanos, organizações regionais e instituições técnicas partilham diagnósticos, comparam legislações nacionais e avaliam a versão preliminar do quadro estratégico. O exercício deverá culminar com a adopção de acções concretas para o uso responsável dos dados como património estratégico dos governos, empresas e cidadãos.

A participação de Moçambique reafirma o compromisso do Estado com a modernização digital, colocando o país num espaço onde se debate o futuro — e onde os dados, mais do que números, são recursos com valor soberano e geopolítico. Afinal, como a juventude diria com ironia leve, dados são o novo petróleo, só que não poluem e até dão lucro se forem bem guardados.




Serviço de Saúde de Maputo Reforça Blocos Operatórios com Donativo do Instituto do Coração

IMG-20251128-WA0120.jpeg

 Maputo, 28 de Novembro — O Serviço de Saúde da Cidade de Maputo recebeu esta sexta-feira um lote composto por duzentos rolos de gazes hidrófilas, um recurso considerado vital para garantir o funcionamento ininterrupto dos blocos operatórios e reforçar o atendimento aos utentes em diferentes unidades sanitárias da capital.

A doação foi realizada pelo Instituto do Coração, enquadrada na parceria público-privada firmada entre as duas instituições, com foco no fortalecimento dos serviços de saúde e no aumento da capacidade de resposta hospitalar.

Na cerimónia de entrega, a Chefe do Departamento de Saúde Pública do Serviço de Saúde da Cidade de Maputo, Dra. Rosimina Ismael, falando em representação da Directora do Serviço de Saúde, Dra. Paloma Maripiha, classificou o apoio como um exemplo claro do impacto positivo da colaboração institucional.

“Este gesto demonstra que a cooperação entre o sector público e o sector privado não é apenas necessária, é estratégica para o funcionamento pleno do sistema de saúde. Continuar a somar esforços permitirá melhorar a assistência ao cidadão, sobretudo em situações cirúrgicas mais sensíveis”, declarou.

A responsável fez referência às dificuldades que diversas unidades sanitárias têm enfrentado em matéria de materiais médico-cirúrgicos, sublinhando que a oferta chega num momento oportuno, quando a pressão sobre salas de operações e serviços de urgência se mantém elevada.

Por sua vez, a directora clínica do Instituto do Coração, Dra. Beatriz Ferreira, frisou que a parceria existente entre as entidades tem vindo a produzir resultados concretos, reflectidos na redução de carências operacionais e na melhoria do fluxo de cirurgias e tratamentos.

“Estamos comprometidos em fortalecer a nossa actuação conjunta, porque sabemos que quando trabalhamos alinhados, o utente ganha, o hospital funciona e a cidade respira melhor”, vincou.

A entrega do material foi testemunhada por técnicos de ambas as instituições, que consideram a iniciativa mais um passo para consolidar uma rede de saúde mais sólida, funcional e capaz de responder às necessidades crescentes da população de Maputo. O compromisso, segundo ambas as partes, é dar continuidade à cooperação, com prioridade para a área cirúrgica e para o abastecimento regular de consumíveis hospitalares.




Governo planeia comprar apenas 20 autocarros para 2026

1764246055165.jpeg

 Somente vinte autocarros de transporte público serão adquiridos pelo Governo, em 2026, para operação em todo o país. A previsão consta do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para o próximo ano, documento que será submetido à apreciação e debate no Parlamento, na próxima semana.

Conforme o plano, cinco autocarros serão alocados à Cidade de Maputo, dez seguirão para a província de Sofala e os restantes cinco serão entregues à província de Maputo. O PESOE 2026 prevê, igualmente, a compra de cinco veículos mistos – tractores adaptados ao transporte de carga e passageiros –, destinados às províncias de Inhambane, Tete, Gaza, Sofala e Maputo, com um veículo para cada região. No total, o investimento está orçado em 151.833,40 mil Meticais.

O Governo tinha projectado, para este ano, a aquisição de quinze autocarros, meta que ainda não se concretizou. Segundo o Balanço do PESOE 2025 referente ao terceiro trimestre, a avaliação final sobre o cumprimento desta promessa será apresentada no encerramento do ano económico. O mesmo se aplica aos cinco veículos mistos previstos para 2025, cujos resultados continuam pendentes de reporte oficial.

A aquisição de transporte público tem sido um dos maiores desafios nas principais cidades do país, onde a procura supera largamente a oferta. Dados divulgados pelo jornal A CARTA, indicam que a expectativa recai, agora, sobre a execução do plano para 2026 e até que ponto poderá aliviar as dificuldades actuais de mobilidade a nível nacional.




Descubra como “Phone Farms” estão a enganar o mundo digital — e porque isso pode estar a acontecer com a sua marca!

resized-image%20(14).jpeg

Se acha que aquelas visualizações e likes que vê nas redes sociais são sempre reais, pense outra vez. Uma nova forma de fraude digital está a explodir em todo o mundo: as chamadas “Phone Farms” — fazendas de telemóveis que criam visualizações falsas em massa, e muitos influenciadores e empresas internacionais usam essa técnica para enganar o público e os anunciantes.

O que são “Phone Farms”?

Imagine dezenas de telemóveis, ligados a um só computador, todos a “assistir” vídeos, curtir posts e a aumentar números falsos para dar a impressão de sucesso. Estes aparelhos, muitos deles modelos Samsung usados, ficam num suporte com ventiladores para não sobreaquecer, trabalhando 24 horas seguidas, mas sem ninguém por trás da tela.

Por que fazem isso?

Simples: para inflar números e enganar marcas que pagam caro por publicidade, fazendo parecer que milhões de pessoas estão a ver aquele conteúdo. O problema? Essas visualizações não são de gente real — e você pode estar a gastar dinheiro à toa.

Quanto custa essa fraude?

Montar uma “fazenda” dessas custa, em média, mais de R$ 7.000 (mais de 300 mil Meticais) — mas o retorno pode ser rápido. Em cerca de 40 dias, o investimento pode ser recuperado, segundo especialistas. Por isso, não é de admirar que essa técnica esteja a crescer.

E se for apanhado?

Plataformas como o YouTube já estão a caçar esses esquemas e podem bloquear visualizações falsas. Quem aposta nisso corre risco de perder tudo — inclusive a reputação.


Fique atento! Se quer construir a sua marca de verdade, esqueça esses atalhos falsos. No final, só quem ganha é a fraude — e quem perde é você.




Avanço de robôs e IA ameaça 20 milhões de empregos globais

Avan%C3%A7o%20de%20rob%C3%B4s%20e%20IA%20amea%C3%A7a%2020%20milh%C3%B5es%20de%20empregos%20globais.jpeg

O futuro que parecia distante está cada vez mais próximo: a substituição da mão-de-obra humana por robôs humanoides e Inteligência Artificial (IA) já é realidade, impactando renda e vagas de trabalho em vários países.

Nesta semana, uma empresa chinesa fez a primeira entrega em massa de robôs humanoides para uma indústria. Projectados para operar “24 horas sem parar”, esses robôs acendem um alerta global: a humanidade está preparada para ser substituída pelos robôs?

Eficiência e lucro impulsionam a troca

Estudo de uma universidade dos Estados Unidos revela que, numa linha de produção, “cada robô faz o trabalho de três pessoas”. Pesquisa na imprensa inglesa prevê que até 2030 os robôs substituirão mais de 20 milhões de empregos.

O motor da automação é o interesse financeiro das empresas, que reduzem custos de operação com a troca por máquinas, já que “empresa não é benemérita, tem que dar lucro, e se for possível automatizar, vai automatizar”.

A substituição já é visível em restaurantes no Japão, que não têm mais garçons humanos, e nos Estados Unidos, onde máquinas montam e entregam hambúrgueres, além de robôs que preparam drinks e actuam em linhas de produção.

IA avança sobre áreas cognitivas

Antes, a automação substituía trabalhos manuais, repetitivos e perigosos. Agora, a IA entrou em áreas de conhecimento e cognitivas jamais alcançadas por máquinas, afectando gente que pensa, numa revolução para a qual a sociedade não está preparada.

O impacto é profundo. A ilustradora Lúcia Lenos sentiu isso em 2024, quando ferramentas de IA começaram a gerar imagens automaticamente. Seus trabalhos de caricatura sumiram; ela perdeu clientes e ficou um ano sem encomendas.

Lúcia ganhava cerca de MT 120.000 por mês (equivalente a R$ 6.000 no câmbio actual, cerca de 20 Meticais por Real), mas hoje vive da venda de desenhos autorais em feiras, juntando dinheiro para emergências.

Incerteza global e aprendizado neural

A adopção de robôs industriais é concentrada na China, Japão, Coreia do Sul, EUA e Alemanha, que somam 75% dos 3,18 milhões de robôs no mundo. O Brasil, líder na América Latina, tem cerca de 20 mil unidades.

A tecnologia evolui com o chamado aprendizado neural, que permite aos robôs aprenderem como o cérebro humano, observando milhões de vezes movimentos humanos simples.

O avanço tecnológico deve crescer, ocupando mais espaços e gerando desafios complexos, especialmente no emprego. Resta para a humanidade temor e incerteza sobre o futuro.

Lúcia resume: “Tenho muito medo do futuro, não vou mentir.”