
O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, destacou a capacidade de resistência e adaptação da Ronil ao longo de oito décadas de actividade em Moçambique, defendendo, simultaneamente, o reforço do compromisso das empresas, das autoridades e dos cidadãos com a segurança rodoviária.
Falando no passado sábado, durante as celebrações dos 80 anos da empresa, realizadas ATCM, na capital do país, Chissano considerou que a longevidade da Ronil representa uma história de coragem, perseverança e confiança no futuro de Moçambique.
Na sua intervenção, o antigo Chefe do Estado recordou que várias empresas desapareceram perante as dificuldades económicas e políticas que marcaram diferentes períodos da história nacional, enquanto outras conseguiram manter-se em actividade. Entre estas, destacou a Ronil, cujo percurso, segundo afirmou, demonstra a capacidade do empreendedorismo nacional de superar adversidades.
Chissano observou que a permanência da empresa ao longo de diferentes fases da história moçambicana constitui também um sinal de confiança no país, contribuindo para criar condições favoráveis à atracção de outros investidores.
“A presença da Ronil não foi somente para seu bem próprio, mas também serviu para atrair outros investidores e dar-lhes confiança”, afirmou.
O antigo Presidente da República salientou que celebrar oito décadas de existência significa reconhecer não apenas a continuidade de uma organização, mas também o contributo dos seus trabalhadores e dirigentes para a economia e para a formação de recursos humanos nacionais.
Para Chissano, o legado de uma empresa não deve ser avaliado exclusivamente pela sua longevidade ou pelos resultados económicos, devendo igualmente considerar os empregos criados, os conhecimentos transmitidos e as oportunidades proporcionadas às novas gerações.
Neste sentido, defendeu que o percurso da Ronil evidencia a importância de instituições duradouras para o desenvolvimento económico e social de Moçambique.
Segurança rodoviária como causa nacional
A segurança rodoviária constituiu um dos principais pontos da intervenção de Joaquim Chissano, que considerou a prevenção dos acidentes de viação uma responsabilidade colectiva e uma condição indispensável para a protecção da vida humana.
O antigo Chefe do Estado reconheceu o apoio da Ronil a esta causa, defendendo que o compromisso empresarial deve ultrapassar os objectivos económicos e contribuir também para o bem-estar da sociedade.
“As estradas não são apenas caminhos que ligam cidades, províncias e comunidades. São caminhos que aproximam famílias, transformam sonhos, criam oportunidades e impulsionam o desenvolvimento de Moçambique”, afirmou.
Na sua perspectiva, as vias públicas devem ser espaços de circulação segura e não cenários de tragédias que provocam mortes, ferimentos e sofrimento às famílias.
Chissano chamou a atenção para as consequências humanas dos acidentes rodoviários, sublinhando que, por detrás de cada ocorrência grave, existem vidas interrompidas, famílias afectadas e projectos que ficam por concretizar.
“Cada vida perdida na estrada é uma perda irreparável para uma família e uma ferida na consciência de toda a sociedade”, declarou.
Perante este cenário, defendeu que a segurança rodoviária não pode ser tratada como uma questão secundária, nem atribuída exclusivamente aos condutores. Na sua abordagem, a prevenção exige o envolvimento das autoridades, das instituições públicas e privadas, das empresas e de cada cidadão.
Entre as medidas que considerou fundamentais estão a prudência ao volante, o cumprimento das regras de trânsito, a circulação de veículos em condições adequadas, a fiscalização eficaz e a promoção de uma cultura de prevenção que coloque a vida humana acima da pressa e de outros interesses.
O antigo Presidente da República considerou, por isso, que o apoio da Ronil à segurança rodoviária deve ser reconhecido pelo seu potencial contributo para a protecção das famílias, dos trabalhadores e dos jovens, bem como para a redução de perdas humanas que podem ser evitadas.
Na sua intervenção, relacionou ainda a responsabilidade social das empresas com a necessidade de construir uma sociedade mais segura, sustentando que o papel do sector empresarial não se esgota na actividade económica.




